Série Z Nation é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago americano Syfy renovou “Z Nation”, série trash de zumbis, para sua 3ª temporada. Bem diferente de “The Walking Dead”, a atração gira em torno de um grupo encarregado de levar um homem imune às mordidas de zumbis ao Centro de Controle de Doenças de Los Angeles, que encontram, pelo caminho, todo o tipo de variação zumbi possível, desde zumbis radioativos até zumbis transgênicos, que, cultivados numa plantação de cannabis, rendem uma maconha mais potente. Apareceram também zumbis alienígenas, a versão zumbi de George R.R. Martin (sério, mas não sério) e zumbinardos, vindos do céu em tornados, como os famosos tubarões dos telefilmes do canal. Isto porque a produtora Asylum é a mesma da franquia “Sharknado”. A série foi criada por Karl Schaefer (roteirista de “The Dead Zone” e produtor de “Eureka”) e o elenco é formado por DJ Qualls (série “Sobrenatural”), Kellita Smith (série “The Bernie Mac Show”), Keith Allan (“Noite dos Zumbis”), Russell Hodgkinson (“Candidatos a Encrenca”), Anastasia Baranova (“A Brasileira”), Matt Cedeño (série “Devious Maids”) e o estreante Nat Zan. Atualmente no terço final de sua 2ª temporada, “Z Nation” voltará com novos episódios em 2016.
Alice Através do Espelho: Veja o primeiro trailer da continuação de Alice no País das Maravilhas
A Disney divulgou o primeiro trailer de “Alice Através do Espelho”, continuação da fantasia “Alice no País das Maravilhas” (2010). A prévia mostra a atriz Mia Wasikowska (“Segredos de Sangue”) reprisando o papel de Alice Kingsleigh, em meio a muitos e coloridos efeitos visuais, para retornar à terra fantasiosa do primeiro filme e encontrar seus companheiros de aventura, em especial o Chapeleiro Louco, novamente vivido por Johnny Depp (“O Cavaleiro Solitário”), que corre algum tipo de perigo. A continuação inclui ainda os retornos de Helena Bonham Carter (“Os Miseráveis”) como a Rainha Vermelha, Anne Hathaway (“Interestelar”) como a Rainha Branca e a dublagem original de Michael Sheen (“A Rainha”) como o Coelho Branco. Mas se remete ao filme anterior, o roteiro abre mão da trama do livro homônimo de Lewis Carroll, que nunca criou um vilão chamado Tempo, apesar da obsessão do coelho com seu relógio. Em vez de cronômetros, a “Alice Através do Espelho” de Carroll lidava com um tabuleiro de xadrez. Já o personagem de Sasha Baron Coen (também de “Os Miseráveis”) apareceu num conto de L. Frank Baum, o criador do “Mágico de Oz”. Trata-se, portanto, de uma história original, escrita por Linda Wolverton (“Malévola”) e com direção de James Bobin (“Os Muppets”). A estreia acontece em 26 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Warcraft: Adaptação do game ganha primeiro trailer legendado e novos pôsteres
A Universal Pictures Brasil divulgou o primeiro trailer legendado – e três novos pôsteres – de “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos”, adaptação do game “World of Warcraft”. A prévia capricha nos efeitos e batalhas, mostrando a escala épica da fantasia, ao mesmo tempo em que introduz o arco dramático dos protagonistas: Travis Fimmel (série “Vikings”) como um guerreiro que se alia ao gigantesco orc interpretado – via captura de movimentos – por Toby Kebell (“Quarteto Fantástico”) para impedir que uma guerra entre suas raças leve ao extermínio de ambas as civilizações. O filme acompanhará o conflito gerado pelo primeiro contato entre orcs e humanos, mostrando os dois lados da história. De um lado está Anduin Lothar (Travis Fimmel), o personagem principal da Aliança, que sacrificou tudo para manter salvo o povo de Azeroth, e do outro Durotan (Toby Kebbel), o principal personagem da Horda, nobre chefe do clã Frostwolf, que se esforça para salvar seu povo e sua família da extinção. O elenco também inclui Ben Foster (“360”), Paula Patton (“Missão Impossível – Protocolo Fantasma”), Dominic Cooper (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Ryan Robbins (série “Arrow”), Clancy Brown (série “Sleepy Hollow”) e Rob Kazinsky (“Círculo de Fogo”). A história foi idealizada por Chris Metzen, roteirista do game, e roteirizada por Charles Leavitt (“Diamante de Sangue”). A direção está a cargo de Duncan Jones (“Contra o Tempo”) e a estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, seis dias após o lançamento nos EUA (10/6).
Melissa Mathison (1950 – 2015)
Morreu a roteirista Melissa Mathison, que foi indicada ao Oscar pela história de “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Ela faleceu na quarta-feira (4/11), aos 65 anos, de câncer, em um hospital de Los Angeles. Natural de Los Angeles, Melissa nasceu em 3 de junho de 1950, cresceu em Hollywood Hills, perto do emblemático cartaz de Hollywood, e conviveu desde criança com muitos artistas, que frequentavam a casa de seu pai, chefe de redação da revista Newsweek. Essas amizades de infância acabaram mudando seu destino, fazendo com que desistisse de um trabalho na faculdade de Ciências Políticas de Berkeley para trabalhar no cinema. Sua carreira começou por acaso, com o convite de um amigo da família, que precisava de ajuda no set de seu novo filme. O amigo era Francis Ford Coppola, para quem Melissa costumava trabalhar como baby-sitter. Ela foi ao set de filmagem acompanhar a pequena Sofia, então com três anos de idade, que participaria de uma cena do filme, e auxiliou Coppola a lidar com a filha. O diretor acabou lhe passando outras tarefas e, ao final, a convidou a trabalhar na produção. Melissa estreou no cinema aos 23 anos, como sua assistente no set de “O Poderoso Chefão II” (1974). Coppola não esqueceu da jovem auxiliar ao organizar sua produção seguinte. Ela voltou a ser sua assistente na jornada épica de “Apocalypse Now” (1979), filme em que conheceu seu futuro marido, o ator Harrison Ford. Durante a filmagem, ela ainda ajudou a revisar o roteiro. O que inspirou o diretor a lhe aconselhar a escrever para o cinema. Melissa aceitou o desafio e desenvolveu a adaptação do clássico literário infantil “O Corcel Negro”, que Coppola produziu. Lançado em 1979, o filme se tornou um grande sucesso e foi indicado a dois Oscars. O roteiro de “O Corcel Negro” impressionou outro cineasta no auge de sua criatividade. Há anos, Steven Spielberg queria filmar uma história sobre um alienígena abandonado na Terra, mas, sem consegur encontrar a forma de contá-la, sondou a jovem roteirista. Melissa encontrou o caminho ao escrevê-la como uma fábula sobre um menino e seu melhor amigo, que em vez de ser um cachorrinho era um alienígena perdido, usando sua experiência como baby-sitter para criar diálogos inesquecíveis para as personagens crianças. “E.T. – O Extraterrestre” virou um fenômeno. “Era um script que me deu vontade de filmar imediatamente”, disse Spielberg, nos extras do DVD de “E.T.”. “A voz de Melissa fez uma conexão direta com o meu coração”, ele completou. Ela também atuou como produtora assistente e fez uma figuração como enfermeira no filme, que quebrou recordes de bilheteria, faturando US$ 359 milhões só nos EUA – US$ 792 milhões em todo o mundo. Maior sucesso de 1982, ainda foi indicado a nove Oscars, entre eles os de Melhor Filme e Roteiro. Venceu quatro, de trilha (do mestre John Williams) e prêmios técnicos. Consagrada, ela escreveu outro filme infantil produzido por Coppola, “O Pequeno Mágico” (1983), e o segmento dirigido por Spielberg na antologia “No Limite da Realidade” (1984), homenagem cinematográfica à série clássica “Além da Imaginação” (The Twilight Zone). Mas a ascenção fulminante foi interrompida após seu casamento com Harrison Ford e o nascimento de seus dois filhos. A família optou por se afastar de Hollywood para ir morar em 1983 numa fazenda de 700 acres no interior do Wyoming, onde Melissa priorizou cuidar dos filhos. “Eu tenho duas crianças pequenas”, ela disse à Newsweek, na época. “Eu não quero perder a infância delas me ausentando para escrever filmes sobre outras crianças”. A roteirista só foi voltar a trabalhar após mais de uma década, quando os filhos já estavam mais grandinhos. O retorno se deu, para variar, com a história de uma nova fantasia infantil, “A Chave Mágica” (1995), dirigido por Frank Oz, um dos responsáveis pelo sucesso dos Muppets. Mas a essa altura ela já desenvolvia planos mais ambiciosos. Melissa, que era budista, tinha conhecido o Dalai Lama em 1990, por intermédio do ator Richard Gere, e no encontro o convenceu que sua infância daria um belo filme, capaz de ajudar a promover o budismo. A partir dali, foram várias conversas e revelações, com viagens até a Índia, onde o Lama residia, até a escritora se dar por satisfeita. “Eu sou meio que famosa por histórias de meninhos, e esta é uma história fantástica de menininho, cheia de fantasia, mas totalmente real”, ela explicou, em entrevista ao jornal The New York Times em 1996. O roteiro rendeu uma parceria com outro mestre do cinema, o cineasta Martin Scorsese, que dirigiu sua história em “Kundun” (1997). O filme foi indicado a quatro Oscars. E pelos anos seguintes Melissa se dedicaria à causa da libertação do Tibete, participando do comitê internacional pela independência do país, invadido pela China em 1951. Ela se divorciou de Harrison Ford em 2004 e estava curtindo sua aposentadoria quando Spielberg foi procurá-la no ano passado para retomar a parceria. O cineasta lhe encomendou o roteiro de seu próximo filme, apropriadamente uma fantasia infantil, adaptando o livro “The BFG”, de Roald Dahl, sobre a amizade de uma menina e um gigante camarada, que invade os quartos das crianças para soprar-lhes bons sonhos. Juntos, eles partem para a terra dos sonhos, onde encontram outros gigantes, que não são camaradas e só gostam de crianças como jantar. Mas, com a ajuda da Rainha da Inglaterra, conseguem prendê-los e viver felizes para sempre. Spielberg estava no meio do processo de pós-produção quando Melissa faleceu. Emocionado, ele divulgou uma nota em homenagem à velha amiga, dizendo: “Melissa tinha um coração que brilhava com generosidade e amor e viveu com a mesma luz que deu a E.T.”.
Colin Welland (1934 – 2015)
Morreu o ator e roteirista britânico Colin Welland, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Carruagens de Fogo” (1981). Welland , que sofria do mal de Alzheimer há vários anos, faleceu na segunda-feira (2/11), aos 81 anos, durante o sono, anunciou sua família. Ele nasceu Colin Williams em Lancashire, na Inglaterra, em 4 de julho de 1934, filho de um estivador, e estudou para se tornar professor de Artes Dramáticas em Manchester. Após as aulas, costumava ir a um bar frequentado por funcionários da Granada TV, o canal 3 do Norte da Inglaterra, na esperança de conseguir um emprego na produção de séries. Ironicamente, acabou conhecendo e integrando uma trupe de teatro, que lhe rendeu, após aparecer em algumas peças, convite para atuar numa nova e revolucionária série policial exibida no canal. Sua estreia na TV foi como um dos detetives coadjuvantes de “Z Cars”, drama policial passado no Norte da Inglaterra, com sotaques até então pouco ouvidos na televisão britânica. A trama girava em torno de patrulhas de carros da polícia e marcou época por seu realismo social, explorando a criminalidade derivada do desemprego, ao mesmo tempo em que apresentava um retrato pouco simpático das autoridades. Colin participou das cinco temporadas originais da produção, em 87 episódios exibidos entre 1962 e 1965. Logo depois, foi convidado a estrear no cinema por ninguém menos que Ken Loach, encantando a crítica com seu papel em “Kes” (1969), um dos filmes mais célebres do cineasta inglês. Welland venceu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Ator Coadjuvante por interpretar o único professor simpático da trama, que incentivava o jovem protagonista, um estudante pobre e vítima de bulling, cujo único amigo era um falcão. Após aparecer como um pastor em outro clássico de outro mestre do cinema, o ultraviolento “Sob o Domínio do Medo” (1971), de Sam Peckinpah, ele passou a escrever roteiros de TV. Assinou muitos teleteatros para a BBC, deixando a carreira de ator um pouco de lado. Ainda assim, pôde ser visto em “O Vilão” (1971), no filme derivado da série “Sweeney!” (1977) e como um dos protagonistas da série de comédia “Cowboys” (1980-1981), entre outras aparições, cada vez mais raras. Logo escreveu seu primeiro roteiro de cinema, “Os Yankees Estão Voltando” (1979), dirigido por John Schlesinger. O drama, sobre relacionamentos entre soldados americanos e a comunidade britânica durante a 2ª Guerra Mundial, rendeu-lhe uma indicação ao BAFTA de Melhor Roteiro. A repercussão positiva o inspirou a escrever outro drama histórico, sobre dois atletas britânicos, que superaram diferenças de classe e religião para formar um time imbatível nos Jogos Olímpicos de Paris em 1924. Dirigido por Hugh Hudson, “Carruagens de Fogo” (1981) foi indicado a sete Oscars. Venceu quatro, incluindo Melhor Filme e Roteiro Original, escrito por Welland. Além disso, consagrou imagens e uma trilha sonora, assinada por Vangelis, que passaram a representar o espírito olímpico dali em diante. Tanto que, 30 anos depois, a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres rendeu-lhe homenagem em 2012. Curiosamente, o filme era tido como azarão no Oscar de 1982. Dramas britânicos não venciam o prêmio de Melhor Filme desde “Oliver”, em 1968. Além disso, a crítica estava dividida desde sua première no Festival de Cannes. Na ocasião, Roger Ebert, fã da produção, juntou os críticos americanos para dar ao filme um prêmio especial, separado dos críticos internacionais, que estavam sendo influenciados pelo repúdio dos franceses à forma como o roteiro tratava seu país. Parte das resenhas americanas também preferiu desdenhar a trama, considerada britânica demais. “A reação a ‘Carruagens de fogo’ na América foi a seguinte: quem quer ouvir a história de dois atletas de 1924?”, lembrou Welland, em um artigo de 2001. “Quando exibimos em Twickenham, um produtor de Hollywood deixou a sala depois de dez minutos. No fim, ele voltou e disse que não tinha interesse. Quando nós ganhamos quatro Oscars, não sei onde ele se escondeu”. Welland também fez história ao receber seu prêmio, rendendo, com seu discurso, um dos grandes momentos do Oscar. Com a estatueta nas mãos, ele bradou “Os britânicos estão chegando!”, alusão a uma conhecida frase da revolução americana, mas também um prenúncio certeiro do que viria. Depois da vitória de “Carruagens de Fogo”, os longas britânicos deixaram de ser azarões, tornando-se favoritos a acumular troféus da Academia de Artes e Ciências de Hollywood. O sucesso também cercou seu próximo trabalho de expectativas. Mas Welland experimentou bloqueio criativo e levou anos para materializar seu roteiro seguinte, “Duas Vezes na Vida”, que só chegou aos cinemas em 1985. A história de infidelidade conjugal, estrelada por Gene Hackman, Ellen Burstyn e Ann-Margret, chegou a ser especulada para o Oscar, mas o próprio escritor implodiu suas chances de indicação, ao admitir que tinha adaptado a ideia de um antigo roteiro televisivo feito para a BBC em 1973. Ele nunca mais conseguiu repetir o sucesso de “Carruagens de Fogo”. Pior que isso, dos dez novos roteiros que escreveu, só dois viraram filmes. Para aumentar a injúria, o script de um deles, “Assassinato Sob Custódia” (1989), sobre as crueldades do apartheid em África do Sul, foi totalmente modificado pela diretora, a francesa Euzhan Palcy. Seu último roteiro de cinema foi a versão britânica de “A Guerra dos Botões” (1995) , refilmagem do clássico francês homônimo de 1962, por sua vez baseado no romance de Louis Pergaud, sobre a rivalidade brutal das crianças de duas vilas vizinhas. Sua maior frustração foi nunca ter conseguido tirar do papel o roteiro sobre a história das locomotivas a vapor, uma invenção do engenheiro Robert Stephenson. “Os produtores americanos disseram que era mais ‘Carruagens de Fogo’ e não se interessaram. Mas era um drama histórico fantástico. Robert Stephenson não sabia ler e escrever, mas foi o maior engenheiro de sua geração. Ele tinha o mundo contra ele e precisou lutar contra os esnobes para realizar uma revolução industrial. E quanto mais eu tentava explicar, mais ouvia: ‘É mais ‘Carruagens de Fogo’”. Sem conseguir emplacar seus roteiros, ele voltou a aparecer como ator em algumas produções televisivas dos anos 1990. Sua última interpretação foi ao ar na série “Bramwell”, em 1998. Logo depois, viria o Alzheimer. “Alzheimer é uma doença cruel, e passamos por momentos difíceis. Mas, no fim, Colin morreu em paz durante o sono. Temos orgulho das conquistas dele ao longo da vida, mas — acima de tudo — vamos sentir falta do amigo, marido, pai e avô amoroso”, disse sua esposa Patricia. Os dois eram casados desde 1962.
Mostra de São Paulo premia filme islandês
A 39ª edição da Mostra de São Paulo premiou o drama “Pardais”, do islandês Runar Rúnarsson, com o troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme Internacional. Vencedora também do prêmio de Melhor Roteiro, a história da relação de um menino com seu pai distante já havia vencido anteriormente os festivais de San Sebastian e Varsóvia. O júri internacional — formado pela atriz britânica Geraldine Chaplin, pelo diretor e produtor espanhol Luís Miñarro, pelo produtor francês Nathanaël Karmitz, pelo diretor brasileiro Paulo Machline e pelo compositor argentino Iván Wyszogrod — ainda concedeu uma menção honrosa à produção polonesa “Carta branca”, de Jacek Lusinski. Já o público preferiu “Sabor da Vida”, da japonesa Naomi Kawase, sobre romance, culinária e doença, como Melhor Filme Internacional. Além deste, a votação popular também consagrou “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado, como Melhor Filme Nacional. Em seu agradecimento pelo prêmio, Machado se declarou cinéfilo da Mostra: “A minha formação de cinema foi praticamente toda na Mostra de SP. Pra mim, é uma alegria ganhar um prêmio aqui e ainda por cima o de público”. Entre os documentários, foram eleitos “Pixadores”, do finlandês Amir Escandari, e o brasileiro “Monstros do Ringue”, de Marc Dourdin. A Mostra também outorgou o prêmio Juventude, escolhido pelos jovens, que premiou “Beatles”, do norueguês Peter Flinth, e o brasileiro “Califórnia”, de Marina Person. Por fim, a crítica deu seu prêmio para o italiano “Os Campos Voltarão”, de Ermanno Olimi, e o brasileiro “Aspirantes”, de Ives Rosenfeld. Vencedores da Mostra de São Paulo 2015 Prêmio do Júri Melhor Filme “Pardais”, de Rúnar Rúnarsson (Islândia, Dinamarca, Croácia) Menção Honrosa “Carta Branca”, de Jacek Lusinski (Polônia) Prêmio do Público Melhor Ficção Internacional “Sabor da Vida”, de Naomi Kawase(Japão, França, Alemanha) Melhor Ficção Nacional “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado (Brasil) Melhor Documentário Internacional “Pixadores”, de Amir Escandari (Finlândia, Dinamarca, Suécia) Melhor Documentário Nacional “Monstros do Ringue”, de Marc Dourdin (Brasil) Prêmio da Crítica Melhor Filme “Os Campos Voltarão”, de Ermanno Olmi (Itália) Melhor Filme Nacional “Aspirantes”, de Ives Rosenfeld (Brasil) Prêmio da Associação Autores de Cinema Melhor Roteiro “Pardais”, de Rúnar Rúnarsson (Islândia, Dinamarca, Croácia) Prêmio da Juventude Melhor Filme Internacional “Beatles”, de Peter Flinth (Noruega) Melhor Filme Nacional “Califórnia”, de Marina Person (Brasil)
Filme A Bússola de Ouro vai virar série de TV
O universo de fantasia do filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig em 2006, vai virar uma série de TV. O canal britânico BBC One anunciou a adaptação da trilogia literária de Philip Pullman, que deu origem ao filme. A saga de fantasia é conhecida como “Fronteiras do Universo” (His Dark Materials) e acompanha duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, cujas histórias se entrelaçam durante aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares falantes. A trilogia foi iniciada em 1995 com “A Bússola de Ouro”, continuada com “A Faca Sutil” (1997) e concluída com “A Luneta Âmbar” (2000). Os volumes foram traduzidos para mais de 40 línguas e venderam mais de 17 milhões de cópias. Apesar disso, o filme de 2006 rendeu apenas US$ 372 milhões no mundo, sendo considerado um fracasso diante de seu orçamento de US$ 180 milhões. Por isso, o estúdio considerou que não valia a pena produzir as outras adaptações da franquia. Ironicamente, o mesmo estúdio, New Line Cinema, está por trás da série, que será chamada de “His Dark Materials”. Assim, a produção segue a deixa de outra adaptação de fantasia juvenil fracassada no cinema, “Os Instrumentos Mortais”, que já está rendendo uma série de TV, “Shadowhunters”, com estreia marcada para janeiro nos EUA.
Senhor Frio e Hugo Strange são os novos vilões confirmados na série Gotham
A série Gotham vai introduzir novos personagens da galeria de vilões clássicos do Batman em sua 2ª temporada. Os próximos da lista são bem famosos. O ator Nathan Darrow (série “House of Cards”) vai interpretar Victor Fries, cientista que, ao realizar experimentos com criogenia para tentar salvar a vida de sua mulher (vivida por Kristen Hager, de “Being Human”), se transforma no Senhor Frio. Além dele, BD Wong (“Jurassic World”) será o Professor Hugo Strange, o psiquiatra que nos quadrinhos tenta enlouquecer Bruce Wayne e acaba descobrindo a identidade secreta do Batman. Na série, ele comandará a misteriosa seção subterrânea Indian Hill, o lugar que abriga testes com os criminosos de Gotham e para onde a Vagalume foi levada no final do sexto episódio da temporada. Por fim, o ator Tommy Flanagan (“Sons of Anarchy”) foi contrato para interpretar um novo personagem chamado Knife (Faca), um matador de aluguel bem humorado, que aceita sempre o melhor lance pelos seus serviços. Criada por Bruno Heller (série “The Mentalist”) “Gotham” acompanha o início da carreira do detetive James Gordon (Ben McKenzie), vários anos antes do surgimento do Batman, quando Bruce Wayne ainda era adolescente. A atração é exibida nos EUA pela rede Fox e no Brasil pelo canal pago Warner.
Franquia Millennium vai voltar ao cinema sem Rooney Mara, Daniel Craig ou David Fincher
A Sony Pictures decidiu retomar a franquia “Millennium”, mas não como os fãs ou o diretor David Fincher esperavam. Ele queria continuar a filmar as adaptações da trilogia escrita por Stieg Larson, dando sequência à história de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, mas o filme de 2011 não fez o sucesso esperado e o estúdio adotou a tática do cansaço para tratar da continuação. Quatro anos depois, a decisão finalmente veio. De acordo com o site The Hollywood Reporter, o estúdio decidiu adaptar “A Garota na Teia de Aranha”, quarto livro da série literária, pulando “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”, que compõem a trilogia original. E vai aproveitar este pulo para realizar um reboot, substituindo Rooney Mara no papel da hacker Lizbeth Salander e Daniel Craig como o jornalista Mikael Blomkvist, além do diretor David Fincher. “A Garota na Teia de Aranha” foi publicado neste ano e, diferentemente dos três primeiros livros, não foi escrito pelo falecido Stieg Larsson, mas sim por David Lagercrantz. Os três livros originais já foram filmados na Suécia, mas a negociação da Sony daria exclusividade ao estúdio para adaptar a nova obra. Ou seja, em vez de continuar a produzir remakes de histórias já vistas no cinema, a aposta é numa história inédita, para tirar a teima em relação à razão do fracasso de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. O roteiro da adaptação está a cargo de Steven Knight (“Os Senhores do Crime”). Por fim, o site The Wrap está espalhando que a atriz Alicia Vikander (“O Agente da U.N.C.L.E.”) seria a favorita da Sony para substituir Mara.
Lucifer: Veja o novo trailer da série derivada dos quadrinhos da Vertigo
A série “Lucifer” ganhou novos trailers, um deles disponibilizado para o serviço de streaming Amazon Prime, que irá exibir a atração no Reino Unido. As prévias se concentram em cenas do episódio piloto, demonstrando o humor negro do protagonista, interpretado por Tom Ellis (série “The Fades”), sua motivação para ajudar a polícia de Los Angeles e a contrariedade de sua ajudante, a diabinha Maze (Lesley-Ann Brandt, da série “Spartacus”). Apesar de inspirada nos quadrinhos homônimos da Vertigo (divisão adulta da DC Comics), a série pouco tem a ver com a história atordoante escrita por Mike Carey ao longo de 75 edições. Para começar, nem sequer Mazikeen (nome original da personagem rebatizada como Maze) foi preservada – além de ter a raça alterada, o rosto deformado dos quadrinhos deu lugar a uma cara limpa e bonita. Mas isto acaba sendo apenas um detalhe diante da maior de todas as mudanças. Em vez da trama controversa, a série vai mostrar o anjo caído ajudando a polícia a resolver crimes. O elenco também inclui Lauren German (série “Chicago Fire”) e Nicholas Gonzalez (série “Sleepy Hollow”) como policiais e D.B. Woodside (séries “Buffy” e “24 Horas”) como o anjo Amenadiel, enviado para persuadir Lúcifer a retornar ao inferno. O projeto foi desenvolvido pelo roteirista e produtor Tom Kapinos (criador da série “Californication”), mas durante as negociações com a Fox ganhou a adesão de dois pesos pesados, o cineasta Len Weiseman (diretor de “Anjos da Noite” e co-criador de “Sleepy Hollow”) e o produtor Jerry Brukheimer (“Piratas do Caribe” e “CSI”). Weiseman dirige o piloto, como fez com “Sleepy Hollow”. A atração só vai estrear na midseason, durante o verão americano (provavelmente em janeiro) na rede Fox.
James Franco vai gravar disco de rock inspirado na banda The Smiths
O ator James Franco (“A Entrevista”), que também ataca de roteirista e diretor, agora vai virar cantor. Ele assinou contrato para gravar um disco de sua banda de rock, Daddy, que formou com o multi-instrumentista Tim O’Keefe, compositor das trilhas de seus filmes, como “Último Desejo” (2013), “O Som e a Fúria” (2014) e o vindouro “In Dubious Battle” (2016). O disco, por sinal, também vai virar filme. É que cada canção terá um clipe. Assistidos em sequência, os clipes formarão a narrativa de um longa-metragem. O trabalho vai se chamar “Let Me Get What I Want”, título inspirado na música “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, lançada em 1984 pela banda The Smiths. A inspiração do grupo britânico é assumida e extrapolada até com a participação de Andy Rourke, baixista original dos Smiths, nas gravações. A banda de Franco já assinou contrato com a gravadora Kobalt para o lançamento da obra. Em comunicado, o ator disse estar “animado” com o projeto. “Nós vemos nosso trabalho existindo não só no campo da música, mas também nos cinemas e na arte.” O interesse de Franco pela banda liderada por Morrissey nos anos 1980 é antigo. Em seu livro de poesias, “Directing Herbert White: Poems”, ele incluiu uma seção chamada “Poemas Inspirados em Canções dos Smiths”. Os textos servirão de base para as letras de “Let Me Get What I Want”. Além do cinema, da poesia, de séries de TV (ele estrela a vindoura “11.22.63”) e agora da música, Franco ainda se dedica à pintura e atualmente escreve um livro sobre acantora Lana Del Rey, com lançamento previsto para março de 2016.
Animação perdida de Walt Disney é encontrada na Inglaterra
Mais uma animação “perdida” de Walt Disney foi encontrada na Inglaterra. Trata-se de um curta de 1928, intitulado “Sleigh Bells” (Sinos do Trenó), com seis minutos de duração, protagonizado por Oswald, o Coelho Sortudo, precursor do Mickey Mouse como o primeiro personagem da Disney a aparecer em um filme animado. O curta foi dirigido por Walt Disney e Ub Iwerks, que criaram Oswald em 1927. Ele foi encontrado fora de catálogo, nos arquivos do British Film Institute (BFI), e já se encontra restaurado, com a ajuda dos estúdios Disney. A cópia era a única existente, mas a restauração permitiu duplicações digitais. Um trecho, inclusive, pode ser conferido no YouTube (veja abaixo). A íntegra da animação terá uma reestreia em Londres em dezembro, 87 anos após sua última exibição. Andrew Millstein, presidente do estúdio de animação Disney, acredita que existem outras obras perdidas do cineasta. “Os curtas-metragens de Oswald são uma parte importante da história de nossos estúdios e trabalhamos no mundo inteiro procurando os títulos que nos faltam, em acervos cinematográficos e com colecionadores privados”, ele disse, em comunicado. Em 2011, outro curta de Oswald, “Hungry Hobos”, datado de 1927, foi encontrado no Arquivo de Filmes Huntley, também na Inglaterra. Confira abaixo um trecho de “Sleigh Bells”:
Liam Neeson será Garganta Profunda em novo filme sobre o escândalo Watergate
O ator Liam Neeson (“Busca Implacável”) vai estrelar um filme sobre o escândalo político “Watergate”, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974. Segundo o site Deadline, Neeson será o protagonista do thriller de espionagem “Felt” com direção de Peter Landesman (do vindouro drama “Concussion”). “Felt” será centrado em “Garganta Profunda”, a fonte misteriosa que denunciou aos repórteres do jornal Washington Post a instalação de aparelhos de escutas no comitê do Partido Democrata por espiões do governo Nixon. Sua identidade passou décadas desconhecida, inclusive durante a produção do mais famoso filme sobre o escândalo, “Todos os Homens do Presidente” (1976). Apenas 30 anos depois, o ex-vice-diretor do FBI, Mark Felt, revelou ser a fonte das denúncias. Landesman já demonstrou sua predileção pela história criminal da política americana em sua estreia no cinema, como diretor e roteirista de “JFK, a História Não Contada” (Parkland , 2013), sobre o dia em que o presidente John Kennedy foi assassinado, e também como roteirista de “O Mensageiro”, sobre outro escândalo, envolvendo o acordo da CIA com traficantes de cocaína para financiar a guerrilha na Nicarágua nos anos 1980. Com filmagens previstas para começarem em março de 2016, “Felt” terá a produção dos cineastas Ridley Scott (“Prometheus”), Jay Roach (“Os Candidatos”) e do ator Tom Hanks (“Ponte dos Espiões”). Ainda não há data prevista para seu lançamento.












