Warner quer Amber Heard como a Rainha Mera no filme de Aquaman
A Warner Bros. estaria negociando com Amber Heard (“Magic Mike XXL”) para viver o interesse amoroso de Aquaman no filme solo do herói e também na produção de “Liga da Justiça”, informou o site da revista Variety. Caso o contrato seja assinado, Heard interpretará Mera, a rainha de Atlantis, que se casa com Aquaman nos quadrinhos. A personagem foi criada por Jack Miller e o lendário artista Nick Cardy em 1963. O casal se conheceu quando Mera apareceu na Terra, pedindo ajuda para retomar seu reino submarino em uma outra dimensão aquática. O curioso é que, após reconquistar o trono, ela abdica para se casar com Aquaman e viver em Atlantis. Ao longo dos anos, a história de origem foi reajustada para introduzir o temperamento explosivo de Mera. Na versão mais recente, ela virou uma exilada política, banida com vários dissidentes para outra dimensão, que retorna à Terra com um plano de vingança. Mas sua missão de seduzir e matar o rei de Atlantis acaba servindo apenas para ela se apaixonar por Aquaman. Em ambas as versões, o casal têm um filho que é assassinado brutalmente, ainda bebê, o que amplia a raiva instintiva que ela sente pelos habitantes da Terra. Superpoderosa, a personagem têm força sobre-humana e é capaz de controlar as marés, além de criar objetos sólidos com a água. O filme “Aquaman” já tem confirmado o ator Jason Momoa (série “Game of Thrones”) no papel principal. A direção está a cargo de James Wan (“Velozes & Furiosos 7”), mas ainda não há cronograma de produção. A estreia está marcada apenas para julho de 2018. A pressa da Warner em definir a intérprete da personagem teria relação com sua aparição no filme “Liga da Justiça”, que já começa a ser filmado em abril, com direção de Zack Snyder (“O Homem de Aço”) e previsão de lançamento em novembro de 2017. Amber Heard será vista a seguir em “Garota Dinamarquesa”, que estreia em 25 de fevereiro no Brasil, e tem o papel principal no vindouro thriller “London Fields”, estreia do diretor de clipes de Katy Perry, Mathew Cullen, em Hollywood.
Legends of Tomorrow terá episódio no Velho Oeste com Jonah Hex
A nova série de super-heróis “Legends of Tomorrow” vai usar sua premissa de viagens no tempo para incluir participações de alguns personagens clássicos da DC Comics, que vivem aventuras no passado e no futuro. Um deles teve sua presença confirmada pelo produtor Marc Guggenheim em entrevista ao site da revista Variety. Trata-se de ninguém menos que o caçador de recompensas Jonah Hex, já vivido no cinema por Josh Brolin (“Vício Inerente”). “Desde que nós decidimos que ‘Legends’ envolveria viagem no tempo, ficamos ansiosos para fazer uma história ambientada no Velho Oeste”, disse o produtor. “Mas como se trata de uma série do universo DC, esta também é uma oportunidade de incluir Jonah Hex. Estamos entusiasmados em trazer outro personagem bem conhecido e amado da DC para a televisão. ” Jonah Hex é um caçador de recompensas e ex-soldado confederado que segue um código moral próprio, apesar da brutalidade que cercou sua vida. O personagem foi criado nos anos 1970 pelo escritor John Albano e o artista Tony DeZuniga, inspirados nos westerns brutais estrelados por Clint Eastwood, e chamava atenção por ter o rosto desfigurado, com uma cicatriz horripilante. Era uma das muitas marcas de tortura que sofreu ao longo da vida, repleta de decepções e traições. O personagem vai fazer sua estréia no episódio 11 de “Legends”, mas seu intérprete ainda não foi escalado. “Legends of Tomorrow” estreia em 21 de janeiro na rede americana CW.
Filho de Saul: Drama húngaro vencedor do Globo de Ouro ganha primeiro trailer legendado
A Sony Pictures do Brasil divulgou o primeiro trailer legendado de “Filho de Saul”, drama húngaro que venceu o Globo de Ouro 2016 de Melhor Filme Estrangeiro, além de ter conquistado reconhecimento em diversos festivais – entre eles Cannes. Trata-se do filme estrangeiro mais badalado da temporada. Mesmo assim, a relação de prêmios listados no vídeo inclui uma presunção impressionante. Lá aparece em destaque o Oscar, antecipando o anúncio dos indicados, que só ocorrerá na quinta (14/1). Bastante sombrio, o drama se passa num campo de concentração nazista, onde judeus são cotidianamente exterminados, e acompanha o prisioneiro encarregado de incinerar os cadáveres. A pressão psicológica cobra seu preço quando ele passa a achar que um dos mortos é seu filho. Primeiro longa-metragem de László Nemes, o filme estreia no Brasil em 4 de fevereiro.
Jogo do Dinheiro: George Clooney vira refém no primeiro trailer legendado
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Jogo do Dinheiro”, filme que volta a juntar George Clooney (“Tomorrowland”) e Julia Roberts (“Olhos da Justiça”) após a “Doze Homens e Outro Segredo” (2004). No filme, ele vive uma celebridade da TV que dá conselhos sobre finanças e ela é a produtora de seu programa. Mas, como demonstra a prévia tensa, a forma superficial com que ele trata de finanças gera consequências trágicas. Com direção de Jodie Foster (“O Despertar”), o filme mostra o personagem de Clooney ser tomado como refém de um jovem armado (Jack O’Connell, de “Invencível”), que perdeu tudo o que possuía ao seguir o guru financeiro. Ameaçando explodir o estúdio de TV diante das câmeras, o rapaz exige respostas. E pela reação de Clooney, ele não é o verdadeiro vilão da história. O roteiro é de Alan DiFiore (série “The Bridge”), Jim Kouf (série “Grimm”) e Jamie Linden (“10 Anos de Pura Amizade”), e o elenco ainda inclui Dominic West (série “The Affair”) e Giancarlo Esposito (“Maze Runner: Prova de Fogo”). “Jogo do Dinheiro” tem estreia marcada para 14 de abril no Brasil, um mês antes do lançamento nos EUA.
Ave, César: Trailer destaca o humor da nova comédia dos irmãos Coen
A Universal Pictures divulgou um novo trailer de “Ave, César!”, comédia dos irmãos Coen (“Inside Llewyn Davis”) que vai abrir o Festival de Berlim. A prévia evidencia o humor da trama, passada nos bastidores da Era de Ouro de Hollywood, ao destacar o embate entre um diretor (vivido por Ralph Fiennes, de “O Grande Hotel Budapeste”) e um astro de cinema (Alden Ehrenreich, de “Dezesseis Luas”), que insiste em interpretar seu papel refinado com sotaque caipira. A trama gira em torno do sequestro de outro astro, vivido por George Clooney (“Gravidade”), que leva um grande estúdio a contratar o personagem de Josh Brolin (“Homens de Preto 3”), especialista em fazer os problemas das estrelas desaparecerem. O elenco também inclui Scarlett Johanson (“Os Vingadores”), Channing Tatum (“Anjos da Lei”), Tilda Swinton (“Expresso do Amanhã”), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Frances McDormand (minissérie “Olive Kitteridge”), Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) e Christopher Lambert (“Highlander”). “Ave, César!” chega aos cinemas brasileiros em 10 de março, mais de um mês após a estreia nos EUA.
Diretores das séries Game of Thrones, Homeland e Mad Men são indicados a prêmio do sindicato
O Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês) anunciou os indicados das categorias televisivas de sua premiação anual. No caso das séries, a seleção é feita com base em episódios específicos, como “Mother’s Mercy”, final da 5ª temporada da série “Game of Thrones”, dirigido por David Nutter, que até hoje dá o que falar. Ele competirá com diretores das séries “Downton Abbey”, “Homeland”, “Mad Men” e “The Knick” na categoria dramática. Vale observar que a lista televisiva destaca alguns cineastas já premiados com o Oscar, entre eles Steven Soderbergh, pela série “The Knick”, Paul Haggis, pela minissérie “Show Me a Hero”, e Sofia Coppola, pelo especial “A Very Murray Christmas”. Todos os vitoriosos, inclusive os indicados nas categorias de cinema, serão conhecidos em cerimônia marcada para o dia 6 de fevereiro, no hotel Hyatt Regency Century Plaza em Los Angeles. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir todos os indicados” state=”closed”] Indicados ao DGA Awards 2016 MELHOR DIRETOR EM SÉRIE DRAMÁTICA Michael Engler – Downton Abbey (“Episode 8”) Lesli Linka Glatter – Homeland (“The Tradition of Hospitality”) David Nutter – Game of Thrones (“Mother’s Mercy”) Steven Soderbergh – The Knick (“Williams and Walker”) Matthew Weiner – Mad Men (“Person to Person”) MELHOR DIRETOR EM SÉRIE CÔMICA Chris Addison – Veep (“Election Night”) Louis C.K. – Louie (“Sleepover”) Mike Judge – Silicon Valley (“Binding Arbitration”) Gail Mancuso – Modern Family (“White Christmas”) Jill Soloway – Transparent (“Kina Hora”) MELHOR DIRETOR EM TELEFILME E MINISSÉRIE Angela Bassett – Whitney Laurie Collyer – The Secret Life of Marilyn Monroe Paul Haggis – Show Me a Hero Kenny Leon e Matthew Diamond – The Wiz Live! Dee Rees – Bessie MELHOR DIRETOR EM ESPECIAL E PROGRAMA DE VARIEDADES Sofia Coppola – A Very Murray Christmas Hamish Hamilton – The 87th Annual Academy Awards Don Roy King – Saturday Night Live 40th Anniversary Special Beth McCarthy-Miller – Adele Live in New York City Chris Rock – Amy Schumer: Live at the Apollo [/symple_toggle]
Elenco da série Friends vai se reencontrar em especial televisivivo
O elenco da série “Friends” vai se reencontrar na TV. A ocasião será um especial de duas horas em homenagem ao diretor James Burrows, que em novembro completou seu milésimo episódio à frente das câmeras da TV. Quinze deles foram registrados em “Friends”. A rede NBC está preparando a homenagem ao profissional e, segundo o site TV Line, também confirmou participação do elenco de outras séries clássicas que ele dirigiu, como “Taxi”, “Cheers”, “Frasier”, “Will & Grace”, “The Big Bang Theory” e “Mike & Molly”. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, desde a sitcom clássica “Mary Tyler Moore” em 1974, Burrows se especializou em produzir episódios pilotos de séries bem-sucedidas. Foi ele quem formatou a estreia da própria “Friends”, além de “The Big Bang Theory”, por exemplo. Mas, curiosamente, só possui um único crédito como criador de série. O detalhe é qual série: “Cheers”, uma das comédias televisivas mais famosas de todos os tempos, de onde saiu o spin-off “Frasier”. Em atividade até hoje, ele já dirigiu o piloto de uma nova sitcom aprovada para 2016, “Crowded”. O especial está programado para o dia 21 de fevereiro nos EUA.
Angus Scrimm (1926 – 2016)
O ator Angus Scrimm, que ficou conhecido pela saga de terror “Fantasma”, morreu no sábado (9/1) aos 89 anos, informou o cineasta Don Coscarelli, que o dirigiu no filme cultuado. “Scrimm morreu em paz na noite de sábado, rodeado de seus amigos e entes queridos. Sua atuação como o Tall Man é uma conquista extraordinária na história do cinema de terror. Ele foi a última das estrelas do cinema clássico de terror”, disse Coscarelli em seu perfil no Twitter. Lawrence Rory Guy nasceu em Kansas City em 1926, e, antes de filmar, chegou a trabalhar na gravadora Capitol Records, escrevendo as informações internas de discos de artistas como Frank Sinatra e os Beatles. Funcionário dedicado, ele chegou a ganhar um Grammy por suas notas informativas. A estreia no cinema aconteceu diretamente no terror, em “Sweet Kill” (1972), que também foi o primeiro filme dirigido por Curtis Hanson (“Los Angeles, Cidade Proibida”). Identificando-se nos créditos como Rory Guy, ele figurou como o marido da senhoria de um psicopata (o ex-teen idol Tab Hunter!) que odiava as mulheres. Produzido por Roger Corman, o longa ficou mais conhecido por possuir muitas cenas de nudez. Após outro filme do gênero, “Scream Bloody Murder (1973), Rory Guy conheceu o principal parceiro de sua carreira, atuando no drama “O Maior Atleta do Mundo” (1976) sob a direção de Coscarelli, como o pai do personagem-título. Ele ainda participou da comédia “Os Espertalhões” (1977), estrelada e dirigida por Sidney Poitier, antes de virar o icônico Angus Scrimm. A transformação aconteceu em “Fantasma” (1979). Seu personagem na trama não tinha nome. Era conhecido apenas como Tall Man, o Homem Alto. E o ator achou que deveria manter o mistério com um nome artístico poderoso. Optou por um trocadilho com Scream (grito) e Grim (cruel) para dar vida a Angus Scrimm. E imediatamente se tornou icônico. Na trama, Scrimm incorporava um misterioso agente fúnebre, que semeava o terror em um pequeno povoado onde aconteciam mortes misteriosas. Dois irmãos e um vendedor de sorvetes começam a suspeitar dele, apenas para virarem vítimas de seu arsenal de armas sobrenaturais. A criação mais famosa do roteiro era um globo metálico flutuante, de onde saíam navalhas afiadas, mas também chamavam atenção os zumbis anões, capangas do Tall Man criados a partir de cadáveres recém-falecidos. Além disso, a atmosfera de tensão, concebida com orçamento mínimo, tinha capacidade hipnótica. A criatividade de Coscarelli acabou recompensada com o prêmio do júri no festival de terror de Avoriaz, na França, e um culto devotado de fãs. Entre eles, o cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), que cuidou pessoalmente da restauração do filme original, visando um relançamento no final de 2016. A paixão de Abrams também rendeu homenagens no novo “Star Wars”, na forma da personagem Phasma, batizada em referência ao título do filme, “Phantasm” em inglês. Para completar, Phasma veste uma armadura cromada inspirada na esfera de Scrimm. Na época, entretanto, o ator não queria ser identificado pela obra sanguinária, mudando novamente o nome em seus filmes seguintes. Como Lawrence Guy, ele participou da comédia “A Poção Mágica” (1980) e da aventura erótica “Império Perdido” (1984). Mas não demorou a perceber o apelo do velho Scrimm, retomando o Tall Man em “Fantasma 2”. A continuação de 1988 não fez tanto sucesso, mas ao menos chegou aos cinemas, ao contrário das sequências seguintes, produzidas diretamente para o DVD. Além disso, ao retomar seu personagem mais famoso, o ator resignou-se com o reconhecimento dado a seu nome artístico, permanecendo como Scrimm ao se especializar em produções de terror barato. Alguns de seus filmes como Scrimm conseguiram certa notoriedade, senão pelas qualidades artísticas, pelo envolvimento de figuras infames do cinema B. O melhorzinho foi “Subspecies – A Geração Vamp” (1991), de Ted Nicolau (do cult “Terrorvision”), no qual viveu um rei vampiro. Entre outros, também fez o terrir “Transylvania Twist” (1989), de Jim Wynorski (“Vampiro das Estrelas”), “Pesadelo Futuro” (1992), um dos primeiros trash roteirizados pelo superestimado John D. Brancato (“O Exterminador do Futuro – A Salvação”), o péssimo “Engano Mortal” (1993), enfrentando Nicolas Cage sob direção do irmão do ator, Christopher Coppola, a adaptação dos quadrinhos “Vampirella” (1996), lançada direto em DVD, além de duas continuações da franquia “Os Munchies”, paródia de quinta categoria dos “Gremlins”. Scrimm ainda estrelou duas novas continuações de “Fantasma”, produzidas para o mercado de DVD, até ser resgatado da mediocridade por seu fã J.J. Abrams em 2001. Antes de virar um cineasta famoso, Abrams criava e produzia séries de TV e, nesta função, teve a chance de contratar Scrimm para participar de alguns episódios da série “Alias”, como um agente da organização secreta infiltrada por Sydney Bristow (Jennifer Garner). O detalhe é que o jovem produtor insistiu para que o relutante Lawrence Guy fosse creditado como Angus Scrimm. Ele apareceu na série por quatro temporadas, até 2005. O ator também participou de um episódio da série “Mestres do Terror” em 2005, dirigido, claro, pelo mestre Coscarelli. Mas logo voltou chafurdar no lixão do terror feito para DVD. Desde então, cometeu apenas um desvio relativo, ao interpretar o cientista louco da boa comédia “Eu Vendo os Mortos” (2008). Seus últimos trabalhos foram novas parcerias com Coscarelli, o terror surreal e elogiado “John Morre no Final” (2012) e “Phantasm: Ravager”, último capítulo da franquia “Fantasma”, atualmente em pós-produção e ainda sem previsão de estreia.
Adam Sandler e Cinquenta Tons de Cinza disputam prêmio de Piores do Ano
Um filme que causou frisson entre o público feminino, a nova sci-fi dos diretores de “Matrix” e um dos atores favoritos dos brasileiros são os destaques do Framboesa de Ouro 2016, premiação anual dos piores do cinema americano. O romance erótico “Cinquenta Tons de Cinza” e a sci-fi espacial “O Destino de Júpiter” lideram a disputa com seis indicações cada, mas, como já virou tradição, Adam Sandler também aparece com destaque. Os Razzies, como são conhecidos os troféus das framboesas douradas, não consideraram “Ridiculous 6” na competição, para alívio do Netflix, mas nem precisaram incluir o pior filme em todas as mídias, pois Sandler apareceu em dose dupla, representado por “Pixels” e “Trocando os Pés”. Ele concorre a pior ator pela quarta vez consecutiva. Um amiguinho de Sandler, Kevin James, além de estar em “Pixels”, também mostrou dedicação em seguir os passos do mestre ao participar da comédia “Segurança de Shopping 2”, que teve sua estreia cancelada no Brasil no ano passado. O filme também entrou no Top 5 dos fracassados. Além dos citados, completa o pódio dos piores lançamentos de cinema em 2015 o filme de super-heróis “Quarteto Fantástico”. Este ano, os Razzies podem repetir um paradoxo visto em sua edição mais comentada. Assim como aconteceu em 2010, quando Sandra Bullock foi eleita a pior atriz do ano por “Maluca Paixão” e, no dia seguinte, venceu o Oscar por “Um Sonho Possível”, três candidatos podem aparecer nos dois prêmios. Johnny Depp concorre como pior ator por “Mortdecai”, mas está cotado ao Oscar por “Aliança do Crime”, assim como Rooney Mara, indicada a pior coadjuvante por “Pan” e celebrada como coadjuvante de “Carol”. Como o troféu Framboesa de Ouro não leva a sério as escolhas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o melhor ator e a melhor atriz do Oscar 2015 também são candidatos aos Razzies, pelos papeis que interpretaram logo após a consagração. Eddie Redmayne e Julianne Moore concorrem a piores coadjuvantes por “O Destino de Jupiter” e “O Sétimo Filho”, respectivamente. Redmayne, por sinal, também é favorito ao Oscar deste ano por “Garota Dinamarquesa”, enquadrando-se no fenômeno de Sandra Bullock. O caso de Sandra Bullock foi mesmo um divisor de águas para o evento, até então restrito ao folclore de Hollywood. Mostrando espírito esportivo, ela tornou-se uma das raras celebridades ridicularizadas a fazer questão de receber seu troféu pessoalmente em 2010. Isto ajudou a colocar o prêmio na grande mídia. E quando a atriz voltou a disputar o Oscar por “Gravidade”, os produtores dos Razzies resolveram homenageá-la com a criação de um novo troféu, um prêmio de redenção para os indicados que dão a volta por cima em suas carreiras. O favorito à redenção em 2016 é Sylvester Stalone. Após ser indicado 14 vezes ao Framboesa de Ouro, ele venceu no fim de semana o Globo de Ouro de melhor coadjuvante por “Creed”. Além dos atores, Tom McCarthy, diretor de “Spotlight – Segredos Revelados”, recém-indicado ao prêmio de melhor diretor do ano pelo sindicato dos cineastas de Hollywood, aparece indiretamente entre os piores. Seu filme “Trocando de Pés”, estrelado por Adam Sandler, concorre em duas categorias. Os prêmios dourados são entregues em Los Angeles um dia antes do Oscar. A cerimônia deste ano vai acontecer em 27 de fevereiro. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir todos os indicados” state=”closed”] Indicados ao troféu Framboesa de Ouro 2016 PIOR FILME “Quarteto Fantástico” “Cinquenta Tons de Cinza” “O Destino de Júpiter” “Segurança de Shopping 2” “Pixels” PIOR ATOR Johnny Depp, “Mortdecai” Jamie Dornan, “Cinquenta Tons de Cinza” Kevin James, “Segurança de Shopping 2” Adam Sandler, “Trocando os Pés”, “Pixels” Channing Tatum, “O Destino de Jupiter” PIOR ATRIZ Katherine Heigl, “Lar Doce Inferno” Dakota Johnson, “Cinquenta Tons de Cinza” Mila Kunis, “O Destino de Jupiter” Jennifer Lopez, “O Garoto da Casa ao Lado” Gwyneth Paltrow, “Mortdecai” PIOR ATOR COADJUVANTE Chevy Chase, “A Ressaca 2” e “Férias Frustradas” Josh Gad, “Pixels” e “Padrinhos LTDA” Kevin James, “Pixels” Jason Lee, “Alvin e os Esquilos 4” Eddie Redmayne, “O Destino de Jupiter” PIOR ATRIZ COADJUVANTE Kayley Cuoco-Sweeting, “Alvin e os Esquilos 4” e “Padrinhos LTDA” Rooney Mara, “Pan” Michelle Monaghan, “Pixels” Julianne Moore, “O Sétimo Filho” Amanda Seyfried, “O Natal dos Coopers” e “Pan” PIOR REMAKE/SEQUÊNCIA “Alvin e os Esquilos 4” “O Quarteto Fantástico” “A Ressaca” “A Centopéia Humana 3” “Segurança de Shopping 2” PIOR COMBO Todos os quatro fantásticos, “O Quarteto Fantástico” Johnny Depp e seu bigode grudado com cola, “Mortdecai” Jamie Dornan & Dakota Johnson, “Cinquenta Tons de Cinza” Kevin James e seu bigode grudado com cola, “Segurança de Shopping 2” Adam Sandler e qualquer par de sapatos / “Trocando os pés” PIOR DIRETOR Andy Fickman, “Segurança de Shopping 2” Tom Six, “Centopéia Humana 3” Sam Taylor-Johnson, “Cinquenta Tons de Cinza” Josh Trank (& Alan Smithee?), “Quarteto Fantástico” The Wachowskis (Andy & Lana), “O Destino de Jupiter” PIOR ROTEIRO Jeremy Slater, Simon Kinberg e Josh Trank, “O Quarteto Fantástico” Kelly Marcel, “Cinquenta Tons de Cinza” Andy e Lana Wachowski, “O Destino de Júpiter” Kevin James e Nick Bakay, “Segurança de Shopping 2” Tim Herlihy e Timothy Dowling “Pixels” PRÊMIO REDENÇÃO Elizabeth Banks M. Night Shyamalan Will Smith Sylvester Stallone [/symple_toggle]
Série Mike & Molly está oficialmente cancelada
A atriz Melissa McCarthy vai poder fazer mais comédias de cinema a partir deste ano, com o cancelamento de sua série, “Mike & Molly”. A rede americana CBS oficializou a decisão nesta terça-feira (12/1), durante uma entrevista coletiva no evento semestral da Associação de Críticos de Televisão dos EUA. A 6ª temporada, que estreou nos Estados Unidos no último dia 6, será a última da série, e foi reduzida de 22 para apenas 13 episódios. “Decisões como esta são realmente desafiadoras e eu tenho um grande respeito por todo o elenco e a equipe”, disse Glenn Geller, presidente da CBS. Apesar da oficialização ter sido comunicada apenas hoje, já em dezembro os protagonistas, Melissa McCarthy e Billy Gardell, ventilaram suas frustrações nas redes sociais sobre o final do seriado. “Eu fiquei chocada e de coração partido quando a CBS cancelou ‘Mike and Molly’. Eu gravaria esse seriado por mais 50 anos. Sentirei falta da minha segunda família”, escreveu McCarthy no Twitter no dia 14 de dezembro. A atriz ganhou o Emmy em 2011 como Melhor Atriz em Série de Comédia pelo papel de Molly Flynn, mas desde então vem se destacando mais na carreira cinematográfica. O impulso definitivo veio com a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2012 por “Missão Madrinha de Casamento”, e desde então ela tem protagonizado diversos filmes de comédia, como “As Bem Armadas, “A Espiã que Sabia de Menos” e os vindouros “A Chefa” e “As Caça-Fantasmas”, ambos previstos para a temporada de blockbusters deste ano, respectivamente em junho e julho. No ar desde 2010, a série conta a história de um policial e uma professora que se conhecem em um grupo de apoio para gordinhos comedores compulsivos e se apaixonam. A produção executiva é assinada por Chuck Lorre, que durante os últimos anos reinou na TV americana com as comédias de sucesso “Two and a Half Men” e “The Big Bang Theory”. “Mike & Molly” é transmitida pelo canal pago Warner no Brasil, que deve estrear a 6ª e última temporada ainda no primeiro semestre de 2016.
Julieta: Novo filme de Pedro Almodóvar ganha primeiro teaser
A produtora El Deseo divulgou o primeiro teaser de “Julieta”, novo filme escrito e dirigido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar (“A Pele que Habito”). A prévia tem um clima sombrio e bastante enigmático, mostrando a jovem protagonista chegando na casa de sua mãe. Ao acordar de madrugada, Julieta encontra a mãe inesperadamente em sua cama, e aproveita para apresentar a neta que a senhora não conhecia. A cena seguinte traz Julieta mais velha, dirigindo o carro por uma estrada rural. A narrativa se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, trazendo a personagem-título interpretada pelas atrizes Emma Suarez (“Buscando a Eimish”) e Adriana Ugarte (“Combustión”). Segundo Almodóvar, a dor pela perda de entes queridos e o abandono são os temas do filme, que originalmente se chamaria “Silêncio”, mas que foi renomeado para não se confundir com o próximo filme de Martin Scorsese, também previsto para 2016. O elenco ainda conta com Michelle Jenner (“Extraterrestre”), Rossy de Palma (“Ata-me”), Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”) e a atriz-mirim Blanca Parés (série “El Secreto de Puente Viejo”), que interpreta a filha da protagonista A estreia na Espanha está marcada para o dia 8 de abril, mas ainda não há data reservada para seu lançamento nas telas brasileiras.
Cineasta brasileiro é indicado a prêmio do sindicato dos diretores de Hollywood
O cineasta Fernando Coimbra foi indicado a um prêmio recém-criado pelo Sindicado dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês). A associação, que reúne os grandes realizadores americanos, vai também passar a premiar, a partir deste ano, o Melhor Diretor Estreante, caso em que se enquadra o brasileiro com o ótimo thriller “O Lobo Atrás da Porta” – lançado nos EUA com o título “Wolf at the Door”. Em sua primeira seleção de candidatos, a categoria mostrou inclinação internacional ao listar, ao lado de Coimbra, as estreias na direção do ator australiano Joel Edgerton (“O Presente”), do roteirista inglês Alex Garland (“Ex-Machina”), da atriz americana Marielle Heller (“The Diary of a Teenage Girl”) e do cineasta húngaro László Nemes (“O Filho de Saul”). Desse grupo, o favorito é o húngaro, premiado com o troféu de Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro, mas a indicação abre o mercado americano para Coimbra, que, inclusive, já dirigiu episódios da série “Narcos” e prepara sua estreia em Hollywood com o thriller “Sand Castle”. A competição principal, por sua vez, será travada por profissionais bastante experientes, como Alejandro G. Iñarritu (por “O Regresso”), Adam McKay (“A Grande Aposta”), George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Ridley Scott (“Perdido em Marte”) e o menos rodado Tom McCarthy (“Spotlight — Segredos Revelados”). Apenas cinco poderiam ser indicados, mas não deixa de ser notável a ausência de Todd Haynes (“Carol”), Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) e Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados”). O DGA Awards é considerado uma importante prévia do Oscar, pois, nos últimos 10 anos, a coincidência entre o prêmio do sindicato e o Oscar é de 90%. Somente a vitória de Ben Affleck por “Argo” em 2012 não foi seguida pela Academia. E por larga margem, já que Affleck sequer recebeu indicação ao Oscar na categoria. Em compensação, “Argo” venceu como Melhor Filme. Na quarta (13/1), o sindicato anunciará os candidatos aos prêmios de direção televisiva. Todos os vitoriosos serão conhecidos em cerimônia marcada para o dia 6 de fevereiro, no hotel Hyatt Regency Century Plaza em Los Angeles. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir todos os indicados” state=”closed”] Indicados aos DGA Awards 2016 Melhor Diretor Adam McKay (“A Grande Aposta”) Alejandro G. Iñarritu (“O Regresso”) George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”) Ridley Scott (“Perdido em Marte”) Tom McCarthy (“Spotlight — Segredos Revelados”) Melhor Diretor Estreante Alex Garland (“Ex-Machina”) Fernando Coimbra (“O Lobo Atrás da Porta”) Joel Edgerton (“O Presente”) László Nemes (“O Filho de Saul”) Marielle Heller (“The Diary of a Teenage Girl”) [/symple_toggle]
Homem mais rico da China compra o estúdio de Godzilla e Jurassic World
O bilionário Wang Jianlin, considerado o homem mais rico da Ásia, virou o primeiro chinês proprietário de um estúdio de Hollywood. Num negócio irrecusável, ele adquiriu a Legendary Pictures, produtora dos mais recentes filmes de monstros gigantes do cinema americano, “Círculo de Fogo” (2014), “Godzilla” (2014), além de ter coproduzido “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015). O valor pago foi US$ 3,5 bilhões, pouco menos que os US$ 4 bilhões que a Disney pagou pela Marvel e, posteriormente, a LucasFilm, que possuem franquias infinitamente mais valiosas. Até para o mercado chinês o negócio foi supervalorizado, representando a maior “aquisição cultural” internacional do todos os tempos por uma empresa do país. A Legendary, sediada na Califórnia, será incorporada pela Dalian Wanda Group Co., estúdio chinês controlado por Wang. Em comunicado, o empresário disse que o negócio abre caminho para a criação da maior empresa cinematográfica do mundo em receita. A compra do estúdio também aumenta a influência internacional da Legendary. A partir de agora, todas as produções do estúdio poderão ser consideradas chinesas, conseguindo assim receber lançamento amplo no segundo maior mercado cinematográfico do mundo, que é regulado com mão de ferro pelo governo. A China tem cotas para a distribuição de filmes estrangeiros, o que mantêm muitos blockbusters americanos fora do país. Além disso, os títulos internacionais aprovados não podem ficar muito tempo em cartaz. O grupo Wanda, por sua vez, garantirá distribuição gigantesca como proprietário da maior rede de cinemas do país, além de explorar os filmes em seus parques temáticos, que são os mais populares da Ásia. Ou seja, é realmente um negócio da China. Em termos criativos, porém, nada deve mudar. O fundador da Legendary, Thomas Tull, continuará como presidente do conselho e CEO do estúdio, cuidando da programação de futuros projetos. Entre eles, já estava aprovado “The Great Wall”, uma fantasia sobrenatural filmada na China, que será estrelada por Matt Damon (“Perdido em Marte”). Em 2012, a Wanda pagou US$ 2,6 bilhões pela rede americana de cinemas AMC, que possui mais de 5 mil salas nos EUA, iniciando seu avanço em Hollywood, e, há dois anos, comprou terrenos em Beverly Hills, prevendo construir um complexo cinematográfico de US$ 1,2 bilhão em plena Los Angeles. A fortuna de seu proprietário é estimada em US$ 31 bilhões pelo Bloomberg Billionaires Index, permitindo que ele tenha planos ainda mais ambiciosos. “Talvez em um futuro não muito distante tenhamos uma cerimônia ainda maior”, disse Wang, ao assinar o contrato de compra. “Talvez compremos alguma grande empresa ou grupo de entretenimento. Certamente algo assim pode vir a acontecer”.












