Domingos Montagner (1962 – 2016)
Morreu o ator Domingos Montagner, que interpretava o personagem Santo na novela “Velho Chico”, da Globo, e está nos cinemas na comédia “Um Namorado para Minha Mulher”. A Globo informou seu falecimento, após revelar seu desaparecimento na tarde desta quinta (15/9). Montagner morreu afogado durante a tarde, após um mergulho no rio São Francisco, na cidade de Canindé de São Francisco. As equipes de busca encontraram seu corpo preso nas pedras a 30 metros de profundidade, perto da Usina de Xingó, em Sergipe. A atriz Camila Pitanga foi a última a vê-lo com vida. Ela revelou, em depoimento à polícia, que os dois estavam de folga das gravações e, depois de almoçar, resolveram mergulhar no rio, num local conhecido como prainha do Canindé. “Os dois entraram na água e a correnteza ficou forte de repente. Camila nadou rápido e conseguiu abraçar uma pedra. Ela chegou ver o Domingos nadar contra a correnteza, mas ele cansou e afundou”, disse o delegado ao UOL, confirmando que o local é perigoso, embora sem sinalização de alerta para os turistas. Por ironia, em “Velho Chico”, o personagem de Montagner havia sido dado como morto após sofrer um atentado e levar três tiros, mas foi encontrado por índios e “ressuscitado” com um beijo da amada Tereza (Camila Pitanga). Domingos Montagner nasceu em São Paulo em 26 de fevereiro de 1962. Ele começou a carreira no circo, em 1980, integrando a companhia de teatro La Mínima, e só chegou na TV em 2008, quando participou da série “Mothern”, do canal pago GNT. Ele engatou outros trabalhos em séries, como “Força Tarefa” e “Divã”, antes de estrear nas novelas em 2011, com “Cordel Encantado”. Desde então, vem fazendo várias novelas da Globo, como “Salve Jorge” (2012), “Joia Rara” (2013) e “Sete Vidas” (2015), e ainda iria estrelar “O Que nos Une”, novela de Lícia Manzo prevista para 2017. Sua filmografia também era recente. Ele estreou no filme “Paredes Nuas” (2009), de Ugo Giorgetti, e só voltou ao cinema três anos depois, como o Coronel Raimundo do sucesso “Gonzaga: De Pai pra Filho” (2012). Mas nos últimos dois anos engatou uma sequência forte de produções, aparecendo em “A Grande Vitória” (2014) e “Através da Sombra” (2015), até fazer sua estreia como protagonista em “De Onde Eu Te Vejo” (2016), de Luiz Villaça. Recém-lançados, “Vidas Partidas” (2016) e “Um Namorado da Minha Mulher” (2016), ainda em cartaz, serviram como testes para seu novo status de galã da meia-idade. No drama, inverteu expectativas para dar a seu personagem um contorno abusivo. Já na comédia, extrapolou para criar um tipo de sedutor profissional. Seu último trabalho foi uma pequena participação no filme “O Rei das Manhãs”, sobre o palhaço Bozo, que deve estrear no próximo ano. O ator deixa a mulher, Luciana Lima, e três filhos.
Desculpe o transtorno, mas sete filmes nacionais estreiam nesta semana
Um terror é o principal lançamento no circuito nacional pela segunda semana consecutiva. Retomando a franquia que popularizou a estética dos vídeos encontrados (found footage) em 1999, “Bruxa de Blair” dará sustos no escuro de 734 cinemas pelo Brasil. A continuação acompanha uma nova equipe de documentaristas na floresta onde os integrantes do filme original desapareceram, e foi rodado em segredo por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), um dos diretores mais incensados da nova geração do terror/suspense. A surpresa dividiu opiniões, com 53% de aprovação no site Rotten Tomatoes – bem melhor que a primeira sequência, lançada em 2000 com apenas 13%. O segundo filme americano nos shoppings é “Conexão Escobar”, que traz Bryan Cranston (série “Breaking Bad) como um agente da alfândega que enfrenta o cartel do narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Chega em 119 salas após implodir nas bilheterias dos EUA e sem ter gerado um terço do hype da série “Narcos” sobre o mesmo tema. Mas a crítica gringa gostou (67% de aprovação). De todo modo, o que chama atenção na semana é a quantidade de estreias nacionais. São nada menos que sete longas: dois documentários e cinco obras de ficção, com destaque para um drama adolescente absolutamente imperdível. Apesar disso, apenas um dos lançamentos conta com distribuição ampla. “Desculpe o Transtorno” leva a 318 telas a tentativa de Gregório Duvivier emplacar como protagonista de comédia romântica, na esteira do colega de Porta dos Fundos Fábio Porchat. Nesta missão, ele contou com ajuda dos incautos que tornaram viral um texto de propaganda, publicado em sua coluna num grande jornal, supostamente como declaração de amor à ex-esposa, que, “por coincidência”, é seu interesse amoroso no filme. Houve quem achasse o texto profundo. Mas a comédia não passa de uma versão besteirol de “O Médico e o Monstro”, em que Duvivier faz o público sofrer com suas duas personalidades, um estereótipo de paulista e um clichê de carioca. O roteiro foi escrito por Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que assinaram juntas “Fica Comigo Esta Noite” (2006), e a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após o terror banal “Isolados” (2014) e o ótimo policial “Operações Especiais” (2015). O contraste é brutal com o outro lançamento do gênero, “Turbulência”, que chega em apenas quatro salas no interior do Rio. Acompanhando os encontros e desencontros de dois casais, o filme tem uma história de aeroporto como pano de fundo, como em “Ponte Aérea” (2014), mas é muito amador, com elenco de coadjuvantes de novela, cenografia “Casas Bahia”, falta de timing humorístico e tom histérico permanente. A equipe vem da produção de séries da TV Rio Sul, braço da Globo no interior carioca, e é sub-Globo em tudo. Igualmente televisivo, “Os Senhores da Guerra” tem ambição épica, porém suas cenas de batalha são encenadas como minissérie da Globo – ou, no caso, da RBS TV, cujo padrão é bem mais elevado que o da TV Rio Sul. Assim como nos longas anteriores de Tabajara Ruas (“Netto Perde Sua Alma”), a produção foca conflitos históricos do Rio Grande do Sul, desta vez a Revolução Federalista do século 19. A carga dramática ganha contornos folhetinescos com a divisão política de uma família, que coloca irmão maragato contra irmão ximango. A distribuidora não revelou o circuito, mas o lançamento chega, além do RS, ao menos em São Paulo. Também rodado no Sul do país, “Lua em Sagitário” é um drama adolescente que acompanha uma garota entediada com seu cotidiano, numa cidadezinha catarinense na fronteira com a Argentina. Em busca de novidades, ela descobre o amor, o rock e os últimos hippies brasileiros. Um deles, claro, é Sergei. A outra é a recém-falecida Elke Maravilha, em seu derradeiro papel. Mas vale prestar atenção na jovem protagonista, a estreante Manuela Campagna, que passa meiguice extrema. Com vivência em documentários, a diretora Marcia Paraiso faz uma boa estreia na ficção, apesar de alguns problemas de dicção de seu elenco. Já o melhor da lista é, disparado, “Mate-me por Favor”, filme de estreantes, que mesmo assim rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Direção para a Valentina Herszage e Anita Rocha da Silveira, respectivamente. Interessante como as melhores estreias da semana são dois primeiros filmes de novas diretoras, focados em adolescentes e sem atores globais. “Mate-Me por Favor”, inclusive, seguiu carreira internacional, exibido nos festivais de Veneza, Munique, IndieLisboa e SXSW, arrancando elogios da imprensa internacional – mas não foi submetido à comissão do Oscar. Escrito pela própria diretora, “Mate-me por Favor” explora medo e desejo, manifestando as pulsões de eros e thanatos na descoberta da sexualidade de um grupo de adolescentes numa região violenta, marcada pelo assassinato de meninas da sua idade, com reflexo na repressão feminina. Redondinho, rende várias leituras, prende a atenção do começo ao fim e já tem lugar garantido na seleção de melhores do ano da Pipoca Moderna. Mas pode ser difícil vê-lo, pois a distribuição é limitada e não teve seu circuito divulgado. Por falar em pulsão, há ainda um documentário nacional, “Hestórias da Psicanálise – Leitores de Freud”, que chega em 20 telas, dedicado a refletir a leitura de Sigmund Freud no Freud. Bem feito e convencional. O outro documentário é parte ficção. “Olympia” reflete sobre a realização das Olimpíadas no Rio e seu impacto, repisando o pisoteado tema da corrupção. O diretor Rodrigo Mac Niven (“O Estopim”) parte da construção do campo de golfe num terreno de reserva ambiental, mas o escândalo se passa numa cidade fictícia chamada Olympia, onde as pessoas nascem com asas, que logo são cortadas. A alegoria dilui a denúncia, colateralmente lembrando que no Rio tudo inspira carnaval. A programação se completa com dois lançamentos europeus em circuito limitado. Apesar da popularidade dos personagens, a animação espanhola “Mortadelo & Salaminho – Em Missão Inacreditável” estará disponível em cerca de 20 salas com exclusividade na rede Cinépolis. A produção usa computação gráfica para dar novas dimensões à obra clássica de Francisco Ibáñez e terá, inclusive, algumas exibições em 3D, mas seu humor não reflete a graça dos quadrinhos originais. Por fim, o francês “Meu Rei” chega a oito salas do Rio de Janeiro. Sorte dos cariocas, pois é o melhor filme internacional da semana. Dirigido pela bela atriz, que virou brilhante cineasta Maïween (vejam também “Polissia”), acompanha um romance que se torna um relacionamento abusivo, com cenas de amor e violência doméstica, estendendo-se por anos. Emmanuelle Bercot foi premiada como Melhor Atriz do Festival de Cannes por seu papel, e o elenco ainda inclui Vincent Cassel e Louis Garrel – todos, mais a diretora, indicados ao César, o “Oscar francês”. A expectativa é que o circuito se expanda nas próximas semanas para outras cidades.
Miss Sloane: Jessica Chastain enfrenta a indústria armamentista em trailer dramático
A EuropaCorp divulgou o primeiro trailer de “Miss Sloane”, estrelado por Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”). Mais conhecida por seus filmes de ação, a produtora surpreende com seu primeiro drama sério, mas que também é cheio de armas e ameaças de destruição completa. Isto porque a personagem de Chastain é uma estrategista política que decide enfrentar a indústria armamentista nos EUA, e acaba criando inimigos poderosos. Na trama, Elizabeth Sloane é convocada para liderar o debate sobre o controle de armas no país, visando aprovar uma nova legislação, mais rigorosa, e passa a sentir o formidável poder de seus oponentes. Apesar de suas habilidades políticas, sua missão coloca todas as pessoas ao seu redor em risco. O filme tem direção do inglês John Madden (“O Exótico Hotel Marigold”) e deve polarizar o público americano, que mesmo com a banalização dos massacres em escolas, segue evitando o debate do controle do porte de arma, assegurado pela Segunda Emenda da Constituição dos EUA. Segundo Madden, “Miss Sloane” utiliza “Spotlight” como referência na abordagem do tema e contém um grande número de reviravoltas semelhantes à série “House of Cards”. O elenco grandioso também inclui Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem Entre Gigantes”), Mark Strong (“Kingsman: Serviço Secreto”), Alison Pill (“Zoom”), Jake Lacy (“Carol”), Michael Stuhlbarg (“Steve Jobs”), John Lithgow (“Interestelar”), Sam Waterston (série “Law & Order”) e Dylan Baker (série “The Americans”). A estreia está marcada para 9 de dezembro nos EUA, em plena temporada dos aspirantes ao Oscar. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Divorce: Veja o trailer legendado da nova série de Sarah Jessica Parker
O canal pago HBO divulgou o pôster e o trailer legendado da série de comédia “Divorce”, que marca a volta de Sarah Jessica Parker à TV, 12 anos após o fim da série “Sex And The City” (1998-2004). A prévia mostra a dificuldade de convivência, irritação e falta de paciência que marca o final do relacionamento dos protagonistas, vividos por Parker e Thomas Haden Church (“Compramos um Zoológico”). Em vez de palavras, eles se comunicam por atos de “guerra” e gestos agressivos. Criada por Sharon Horgan (série “Pulling”), a série se passa em Nova York e contará a história de um processo de divórcio muito longo. A trama é centrada em Parker, que, após decidir se separar, percebe que a vida de divorciada é mais difícil que pensava. O elenco também inclui Molly Shannon (série “Enlightened”), Talia Balsam (série “Mad Men”), Sterling Jerins (“Inovocação do Mal 2”), Charlie Kilgore (“Moonrise Kingdom”) e Tracy Letts (série “Homeland”). A estreia está marcada para 9 de outubro.
Música produzida pelo cineasta David Lynch ganha clipe macabro
O cineasta David Lynch retomou sua colaboração com a cantora Chrysta Bell num novo clipe, que evoca o rock gótico dos anos 1980. O vídeo mostra Bell como uma motorista noturna, trajada em vinil negro, que passeia por estradas do interior enterrando amantes, após consumi-los como um súcubo, multiplicando suas mãos e beijos ardentes. Ao contrário de seus outros passeios musicais, desta vez David Lynch ocupa o banco traseiro, apenas produzindo a canção. Ele nem sequer assume a direção, deixando a condução do clipe a cargo de Joseph Skorman (do premiado curta “Loose Cannons”), que mesmo assim emula o clima onírico que costuma ser associado aos filmes do diretor de “Império dos Sonhos”, ainda que num tom bem mais macabro. A parceria entre Lynch e Bell começou quando ela contribuiu para a trilha sonora do filme “Cidade dos sonhos” em 2007. O álbum “This Train” (2011), da cantora, também teve produção do diretor, que ainda assinou todas as letras. E em breve a parceria também será transposta para uma obra de ficção. Bell vai participar como atriz do revival da série “Twin Peaks”, dirigida por Lynch, que estreia em abril no canal pago americano Showtime. A música “Night Ride” faz parte do EP “Somewhere in Nowhere”, que será lançado no dia 7 de outubro.
Free Fire: Brie Larson se mete em tiroteio no trailer de seu primeiro filme após o Oscar
O estúdio indie A24 divulgou quatro fotos, o pôster e o trailer de “Free Fire”, primeiro trabalho da atriz Brie Larson após vencer o Oscar de Melhor Atriz por “O Quarto de Jack”. No thriller de época, ela é a única mulher que participa de um encontro clandestino entre criminosos na Boston dos anos 1970. Mas o que deveria ser um simples acordo comercial descamba para um tiroteio generalizado, com direito a gritaria, palavrões e o esperado humor negro. Parece sinopse de filme de Quentin Tarantino, mas a direção e o roteiro são do inglês Ben Wheatley (“High-Rise”). O elenco também inclui Sharlto Copley (“Elysium”), Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”), Jack Reynor (“Transformers: Era da Extinção”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Babou Ceesay (“Decisão de Risco”), Sam Riley (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) e Enzo Cilenti (“Perdido em Marte”). Exibido no Festival de Toronto, “Free Fire” recebeu críticas bastante positivas, inclusive um entusiasmado rótulo de “clássico cult”, e a seguir integrará a programação do Festival de Londres. O lançamento comercial, porém, só vai acontecer em março no Reino Unido.
Supermax: Veja uma prévia de 17 minutos da série de terror da Globo
A rede Globo divulgou uma prévia de 17 minutos de “Supermax”, sua primeira série de terror. O vídeo revela a premissa da atração e introduz os personagens como se fosse um reality show, com apresentação de ninguém menos que Pedro Bial. Isto porque a trama gira justamente em torno de um reality show, no qual concorrentes de passado duvidoso são confinados numa prisão desativada em plena Amazônia, como num “Big Brother prisional”. Em pouco tempo, porém, o confinamento vira terror, com direito a manifestações sobrenaturais e aparições de demônios. Segunda minisserie de terror da Globo, após “Amorteamo” no ano passado, “Supermax” foi criada pelo escritor Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”), o roteirista Fernando Bonassi (“Lula, o Filho do Brasil”) e o diretor José Alvarenga Jr. (“Cilada.com”), e a direção dos episódios está a cargo de Alvarenga, do cineasta José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e de Rafael Miranda (diretor assistente da minissérie “O Caçador”). Vale lembrar que quem teve a ideia original de juntar “Big Brother” e terror pela primeira vez foi o produtor inglês Charlie Brooker, que em 2008 criou a minissérie britânica “Dead Set”, sobre como um grupo confinado na casa do “Big Brother” sobrevive a um surto zumbi na Grã-Bretanha. É sensacional. Já a série brasileira vai confinar Mariana Ximenes (“Os Penetras”), Erom Cordeiro (“Paraísos Artificiais”), Maria Clara Spinelli (“Quanto Dura o Amor?”), Rui Ricardo Diaz (“Lula, o Filho do Brasil”), Cleo Pires (“Qualquer Gato Vira-Lata”) e Ravel Andrade (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), entre outros. A atração foi gravada com apoio de técnicos e equipamento do “Big Brother Brasil”, mas também incorporou muita computação gráfica, o que fez com que seu cronograma de pós-produção se estendesse bastante. Por conta disso, a estreia, originalmente programada para o verão passado, só vai acontecer agora, em 20 de setembro. Mas os mais ansiosos poderão ver, antecipadamente, quase todos os episódios de uma vez, a partir desta sexta (16/9) na plataforma de streaming Globo Play. Detalhe importante: o último capítulo foi guardado para ser disponibilizado simultaneamente à transmissão televisiva. “Supermax” também terá uma versão internacional, falada em espanhol, com atores que representam, entre outros, os três países que coproduzem a minissérie: Espanha (Mediaset), México (TV Azteca) e Argentina (TV Pública e Oficinas Burman).
Crisis in Six Scenes: Miley Cyrus contesta Woody Allen no trailer completo da minissérie
A plataforma de streaming Amazon divulgou o trailer completo de “Crisis in Six Scenes”, primeira minissérie da carreira de Woody Allen. E a prévia demonstra que o cineasta se dedicou totalmente ao projeto, pois, além de escrever e dirigir a produção, também atua, revivendo a personalidade sarcástica com que interpretou seus clássicos cinematográficos. Nos últimos dez anos, ele só tinha aparecido uma única vez num de seus filmes, e ainda assim num pequeno papel em “Para Roma, Com Amor” (2012). A série se passa durante os anos 1960, com várias citações ao período, e gira em torno de um casal suburbano de classe média, interpretados por Allen e a atriz Elaine May (“Trapaceiros”), que recebem em sua casa um amigo da família e sua noiva, vividos por John Magaro (série “Orange Is the New Black”) e Rachel Brosnahan (série “House of Cards”), e têm seus valores conservadores contestados por uma jovem hippie encarnada por Miley Cyrus (“Lola”). “Crisis in Six Scenes” será uma história contínua em seis episódios, com lançamento em 30 de setembro na plataforma Amazon Prime, que ainda não está disponível no Brasil.
Westworld: Novo trailer mostra ousadia da série, com cenas de sexo e violência
O canal pago HBO divulgou o terceiro trailer de “Westworld”, a nova série sci-fi produzida por J.J. Abrams (criador de “Lost” e diretor de “Star Wars: O Despertar da Força”). Ainda sem legendas, a prévia foca a personagem de Evan Rachel Wood (série “True Blood”), que vive uma vida de sonho, literalmente, ao som de “In Dreams”, de Roy Orbison, até as imagens virarem cenas de pesadelo. O vídeo também mostra cenas ousadas da produção, com mais sexo e violência que o gênero costuma evocar. O personagem do brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”), por sinal, é responsável por uma morte bem sangrenta. A série é inspirada no filme de ficção científica “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O longa original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”) e Jimmi Simpson (série “House of Cards”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e a estreia está marcada para 2 de outubro. Assim como “Game of Thrones”, “Westworld” deve ser exibida no mesmo dia nos EUA e no Brasil.
Festival do Rio 2016 anuncia programação nacional com Pequeno Segredo
A organização do Festival do Rio anunciou a lista das produções brasileiras que integrarão sua programação de 2016. A mostra competitiva Première Brasil terá 35 longas e 13 curtas, que concorrerão ao troféu Redentor em várias categorias. Este ano, a seleção concentra títulos de cineastas do próprio Rio de Janeiro e de São Paulo, com direito a novas obras dos já consagrados Andrucha Waddington, Eliane Caffé e Paulo Machline. Entre os documentários, o destaque é para “Curumim”, de Marcos Prado, que foi exibido no Festival de Berlim. Mas as atenções devem se voltar aos filmes que terão exibição fora de competição, em especial para “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, que foi selecionado para representar o Brasil no Oscar 2017. A opção por uma projeção hors concour evita estrategicamente que o filme seja comparado a outros numa disputa nacional. Outros títulos esperados em sessões não competitivas são “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira, vencedor do Festival de Gramado, “Elis”, de Hugo Prata, premiado no Festival de Gramado, o documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, premiado no Festival de Cannes, e “O que Seria deste Mundo sem Paixão?”, novo longa do veterano Luiz Carlos Lacerda. O festival também exibirá seis longas e quatro curtas na mostra Novos Rumos, quatro longas na Retratos Falados, dedicada a temas políticos e sociais, e fará duas exibições especiais: da cópia restaurada de “É um Caso de Polícia” (1959) e uma sessão comemorativa dos 15 anos de “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, um dos marcos da retomada do cinema brasileiro. FILMES BRASILEIROS DO FESTIVAL DO RIO 2016 MOSTRAS COMPETITIVAS Longas de Ficção “Comeback” (Comeback), de Erico Rassi “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé “Fala Comigo”, de Felipe Sholl “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira “O Filho Eterno”, de Paulo Machline “Redemoinho”, de José Luiz Villamarim “Sob Pressão”, de Andrucha Waddington “Vermelho Russo”, de Charly Braun Longas Documentário “Curumim”, de Marcos Prado “Divinas Divas”, de Leandra Leal “Luta do Século”, de Sergio Machado “O Jabuti e a Anta”, de Eliza Capai “Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos”, de Sergio Oliveira “Waiting for B.”, de Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel Novos Rumos “A Serpente”, de Jura Capela “Deixa na Régua”, de Emílio Domingos “Então Morri”, de Bia Lessa e Dany Roland “Para Ter Onde Ir”, de Jorane Castro “Talvez Deserto Talvez Universo”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes “Xale”, de Douglas Soares Curtas “Antonieta”, de Flávia Person “Demônia – Melodrama em 3 atos”, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet “Lápis Cor de Pele”, de Victória Roque “O Estacionamento”, de William Biagioli “O Ex-Mágico”, de Olimpio Costa e Mauricio Nunes “O Homem da Raia do Canto”, de Cibele Santa Cruz “Postegardos”, de Carolina Markowicz “Se por Acaso”, de Pedro Freire Curtas – Novos Rumos “Sem título #3: E para que poetas em tempo de pobreza?”, de Carlos Adriano “Janaina 0verdrive”, de Mozart Freire “Love snaps”, de Daniel Ribeiro e Rafael Lessa “Não me prometa nada”, de Eva Randolph MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS Longas de Ficção “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira “Elis”, de Hugo Prata “Pequeno Segredo”, de David Schurmann “O que Seria deste Mundo sem Paixão?”, de Luiz Carlos Lacerda Documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha “Pitanga”, de Beto Brant e Camila Pitanga Curta “Os Cravos e a Rocha”, de Luísa Sequeira Retratos Falados “Entre os homens de bem”, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros “Galeria F”, de Emília Silveira “Intolerância.doc”, de Susanna Lira “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex e Armando Mendz Latina “La Vingança”, de Fernando Fraiha Fronteiras “Kabadio – O Tempo Não Tem Pressa, Anda Descalço”, de Daniel Leitem “Central”, de Tatiana Sager e Renato Dornelles Tesouro Restaurado “É um Caso de Polícia”, de Carla Civelli (1959) Homenagem 15 anos “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho (2001)
Diretor do terror O Espelho adaptará livro “infilmável” de Stephen King para a Netflix
O diretor de terror Mike Flanagan (“O Espelho”), que produziu nada menos que três filmes em 2016, vai adaptar o livro Jogo Perigoso (Gerald’s Game), de Stephen King, para a Netflix. Ele próprio contou a novidade, em entrevista para o site Rue Morgue. Publicada em 1992, a história acompanha uma mulher, algemada numa cama durante um jogo sexual, que se vê imobilizada e sozinha, numa cabana no meio da floresta, após seu amante morrer de ataque cardíaco. Por conta da premissa, passada parcialmente na imaginação da protagonista e difícil de ser retratada num longa-metragem, sem esquecer de suas terríveis cenas brutais, “Jogo Perigoso” era considerado infilmável, ao menos pelos investidores que sistematicamente recusavam produzir sua adaptação, apesar da popularidade dos filmes baseados em obras de King. Flanagan tem o roteiro pronto desde 2014, mas passou uma década imaginando como abordar o livro. Ninguém queria bancar sua filmagem. Até a Netflix concordar com a loucura. Será a segunda produção de Flanagan para a plataforma de streaming, que lançou em abril o terror “Hush – A Morte Ouve”. O filme deve ter feito bastante sucesso para a parceria comercial ganhar bis. “A Netflix não libera os números, mas eu sei que ele foi muito visto porque vi muita gente falando sobre ele e nos elogiando, o que é sempre maravilhoso”, explicou o diretor ao site, acreditando que isso deve ter levado a plataforma a se interessar por outro de seus projetos. “Hush”, inclusive, recebeu comentários positivos do próprio Stephen King no Twitter, o que também ajudou a impulsionar a adaptação. O cineasta ainda contou que a Netflix lhe deu carta branca para realizar o filme como quisesse, sem cortar as partes de revirar o estômago. Além de “Hush”, Flanagan está atualmente em cartaz nos cinemas com o terror “O Sono da Morte” e retornará ao circuito com “Ouija: Origem do Mal” em 20 de outubro.
Rainha de Katwe: Trailer legendado e vídeo de bastidores revelam Lupita Nyong’o em fábula da vida real
A Disney divulgou o novo pôster, o trailer legendado e um vídeo de bastidores do drama “Rainha de Katwe”. A prévia usa música melosa e frases de auto-ajuda para embalar a história de uma menina pobre que, desafiando todas as improbabilidades, torna-se uma campeã. É fábula encantada, como adora o estúdio. Ou melhor, a versão infantil de uma história real, como revela seus bastidores, em que a miséria surge lindamente fotogênica. A trama acompanha uma menina (a estreante Madina Nalwanga) de uma aldeia miserável de Uganda que aprende a jogar xadrez e, poucos minutos depois (na duração do filme), vira campeã nacional – e mais popular que craque de futebol, segundo o trailer. O elenco destaca Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) como a mãe da jovem e David Oyelowo (“Selma”) como seu treinador. “Rainha de Katwe” é a segunda parceria consecutiva entre a cineasta indiana Mira Nair e o roteirista William Wheeler, após “O Relutante Fundamentalista” (2012). A estreia está marcada para 24 de novembro no Brasil, dois meses após o lançamento nos EUA.
Luke Cage: Nova cena revela mais conexões com o universo do hip-hop
A plataforma de streaming Netflix divulgou uma nova cena da série “Luke Cage”, que chama atenção por destacar uma foto do rapper Notorious B.I.G., assassinado em 1997, perfeitamente integrada à ação e ao discurso do vilão encarnado por Mahershala Ali (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”). A série vai fazer diversas conexões com o universo hip-hop. Para começar, todos os episódios da 1ª temporada são nomeados com títulos de músicas da clássica dupla de rap Gang Starr. Além disso, a série terá uma trilha sonora exclusiva, criada pelo rapper Ali Shaheed Muhammad, do grupo A Tribe Called Quest, e o compositor Adrian Younge (do filme “Black Dynamite”). Os dois são creditados como produtores musicais da atração e pretendem lançar a trilha em disco. Criada por Cheo Hodari Coker (“Ray Donovan”) e estrelada por Mike Colter (que já viveu Luke Cage na série “Jessica Jones”), a produção estreia em 30 de setembro no Netflix.












