Mulher Maravilha enfrenta explosões em nova foto de seu filme
A revista britânica Empire divulgou uma nova foto do filme da “Mulher-Maravilha”, que traz a heroína vivida por Gal Gadot em meio à explosões. Com roteiro de dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns, e direção de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”), o filme se passa durante a 1ª Guerra Mundial e também traz em seu elenco Chris Pine (“Star Trek”), Robin Wright (série “House of Cards”), Connie Nielsen (“Ninfomaníaca”), Lisa Loven Kongsli (“Força Maior”), Danny Huston (“X-Men Origens: Wolverine”), David Thewlis (franquia “Harry Potter”), Saïd Taghmaoui (“Trapaça”), Elena Anaya (“A Pele que Habito”), Ewen Bremner (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Lucy Davis (“Todo Mundo Quase Morto”). “Mulher-Maravilha” estreia em 1 de junho de 2017 no Brasil.
Netflix lança teaser de possível continuação de Gilmore Girls
Com a repercussão do final do revival de “Gilmore Girls” ainda rendendo discussões entre os fãs da série, a Netflix foi ao Twitter jogar lenha na fogueira de quem espera por uma continuação, após a frase final da história. A plataforma de streaming postou uma foto que faz um flashforward na trama, mostrando um cartaz de uma feira de ciências do Ensino Fundamental, em que, supostamente, o filho de Rory (Alexis Bledel) estaria procurando por seu pai, que pode ser Logan (Matt Czuchry), Paul (Jack Carpenter) ou “um cara vestido de wookie”. Será que vem nova temporada por aí? Veja abaixo o teaser. Where's an eighth grade science fair when you need one? #GilmoreGirls pic.twitter.com/6qYnjbn32q — Netflix US (@netflix) December 28, 2016
HBO vai exibir documentário inédito sobre o relacionamento de Carrie Fisher e sua mãe Debbie Reynolds
O canal pago americano HBO anunciou que irá exibir nos próximos dias um documentário inédito na TV sobre o relacionamento entre Carrie Fisher e sua mãe Debbie Reynolds, que faleceram nesta semana, um dia após a outra. “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds” teve première mundial, sob muitos elogios, no Festival de Cannes, e enfoca o relacionamento conturbado, mas sempre amoroso, entre mãe e filha – por acaso, duas das mais célebres atrizes de Hollywood. Debbie Reynolds é mais conhecida pela sua participação no clássico “Cantando na Chuva” (1952) e Carrie Fisher pela franquia “Star Wars”, que a eternizou como a princesa Leia. O filme tem direção do também ator Fisher Stevens (que dirigiu “Amigos Inseparáveis”), e esteve cotado para receber o prêmio de Melhor Documentário de Cannes, que acabou indo para “Cinema Novo”, do brasileiro Eryk Rocha. “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds” irá ao ar no próximo sábado, dia 7 de janeiro.
Lei cria imposto sobre serviços de streaming como Netflix e Spotify no Brasil
O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a Lei Complementar 157/2016, que reforma o Imposto sobre Serviços (ISS) de qualquer natureza. O texto, publicado na edição desta sexta-feira (30/12) do Diário Oficial da União, fixa em 2% a alíquota mínima do imposto e amplia a lista de serviços alcançados pelo tributo. Com a reforma, todos os serviços de streaming de áudio e vídeo, como Netflix e Spotify, passarão a pagar o ISS, o que deve impactar no valor das mensalidades cobradas. Pela nova lei, a “disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet” passará a ter incidência de ISS. Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que as novas regras podem garantir uma arrecadação extra de R$ 6 bilhões aos municípios.
Celebridades que morreram em 2016 ganham tributo no estilo da arte de Sgt. Pepper’s
Infelizmente, uma das montagens mais populares deste fim de ano é também uma das mais tristes, e um trabalho inacabado em constante atualização. O artista britânico Christhebarker criou um memorial para as celebridades mortas em 2016, no estilo da capa do disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, que se tornou viral. Mas desde que a primeira versão foi divulgada em novembro, ele não pára de atualizar a imagem (veja acima, três versões diferentes). Só nesta semana, foram acrescentadas mais duas personalidades: Carrie Fisher e Debbie Reynolds. São inúmeros rostos famosos, que incluem David Bowie, Prince, Gene Wilder, Alan Rickman, Muhammad Ali, Leonard Cohen, Anton Yelchin, George Kennedy, George Michael, Keith Emerson, Greg Lake, Maurice White, Fidel Castro, o astronauta John Glenn, até o robô R2D2, que perdeu o engenheiro que o criou e seu intérprete original, a boneca da Lady Penélope, em referência à sua criadora, Sylvia Anderson, e o logotipo do time da Chapecoense. Também há alusões a outros fatos marcantes do ano, como o Brexit, saída do Reino Unido da União Europeia, a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos e o Samsung Galaxy Note 7, recolhido pela fábrica por suas “qualidades” explosivas. Fã de Motörhead, ele ainda incluiu a imagem de Lemmy, que morreu na última semana de dezembro de 2015. Confira abaixo um dos primeiros guias das referências da produção, que acabou ficando desatualizado.
James Mangold detona jornalista que disse que Deadpool apareceria em Logan
O diretor James Mangold não deixou barato o equívoco do jornalista do site The Wrap que afirmou que Deadpool apareceria no filme “Logan”. Ao manter sua afirmação, após o desmentido do diretor, dizendo não ter escrito que o personagem apareceria ao lado de Wolverine – o texto alega que a suposta participação seria para uma cena extra – , o jornalista tomou uma invertida. “The Wrap não afirmou que Deadpool & Logan apareceriam lado-a-lado”, o autor escreveu. “Porque Deadpool não está no filme, cara. Continue se retratando. #fakenews”, engrossou Mangold. Foi a deixa para os seguidores do diretor de “Logan” lembrarem a má fama do repórter. Antes de ser o mais novo contratado do site The Wrap, Umberto Gonzalez era conhecido como el mayimbe, o maior chutador de notícias de super-heróis da mídia americana. Ele escrevia no Latino Review e chegou a criar o Heroic Hollywood, sites que tiveram suas credibilidades destruídas por matérias seguidas de Gonzalez. Ele geralmente dá um furo, que precisa desmentir no post seguinte para não ser desmentido pelos fatos, e com isso alimenta cliques artificialmente. Às vezes, porém, não dá tempo de se antecipar aos fatos, como na famosa oportunidade em que revelou quem seria o intérprete do herói da franquia “O Espetacular Homem-Aranha”: Josh Hutcherson! – minutos antes de a Sony anunciar Andrew Garfield… Infelizmente, além do Latino Review e do Heroic Hollywood, agora é preciso evitar também as lorotas publicadas no site The Wrap. "@TheWrap has not reported Deadpool & Logan would appear side-by-side." Cause Deadpool ain't in the film, pal. Keep backtracking.#fakenews — Mangold (@mang0ld) December 28, 2016
Ben Mendelsohn revela que há várias versões alternativas para as principais cenas de Rogue One
O ator Ben Mendelsohn, que interpreta o vilão Orson Krennic em “Rogue One: Uma História Star Wars”, disse em entrevista ao site Collider que a quantidade de cenas filmadas e refilmadas no prólogo de “Guerra nas Estrelas” faz com que haja diversas versões completamente diferentes de diversas sequências de ação do filme. “O diretor tinha múltiplas maneiras de enfocar cada cena, por isso criou leituras múltiplas delas. Dependendo do que fosse decidido, haveria um leque de opções para abordar diferentes possibilidades. E eu sei, por ter visto as cenas cruciais durante o processo, que há inúmeras leituras diferentes para ao menos quatro dos principais momentos”, revelou o ator. Ele ainda multiplicou o número de cenas quando perguntado se poderia ser lançada uma edição alternativa de “Rogue One” com o material filmado. “Absolutamente, com enormes diferenças em 20 ou 30 cenas”. Segundo o ator, ver o filme proporcionou diversas surpresas. Ele revelou que as refilmagens serviram para fornecer “pontes” entre trechos de versões completamente diferentes de algumas cenas, possibilitando uma montagem que aproveitou o melhor de cada ideia registrada ao longo da produção. Em resumo: os extras do Blu-ray de “Rogue One” deverão ter farto material, com muitas cenas deletadas e versões alternativas.
Ryan Gosling vai viver o astronauta Neil Armstrong em filme sobre o primeiro homem na lua
Ryan Gosling vai estrelar a cinebiografia do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua. Segundo o site da revista Variety, o projeto vai voltar a reunir o ator com o diretor Damien Chazelle, após os dois trabalharem junto no premiado musical “La La Land”, ainda inédito no Brasil. A história, que deve se chamar “Fist Man”, é uma produção da Universal Pictures com roteiro de Josh Singer (“Spotlight”), baseado no livro “First Man: A Life Of Neil A. Armstrong”. Descrita como uma história “visceral” e “em primeira pessoa”, o filme vai explorar os sacrifícios de Armstrong e da NASA em uma das missões espaciais mais perigosas da história, que culminou com a chegada da nave Apollo 11 à Lua em 20 de julho de 1969. Segundo a publicação, as filmagens devem começar no segundo semestre de 2017. O restante do elenco e a data de estreia ainda não foram confirmados pela produção. Enquanto isso, o primeiro filme da parceria entre o ator e o cineasta, “La La Land – Cantando Estações”, uma das apostas certas para o Oscar 2017, estreia no Brasil em 19 de janeiro.
Após mortes de famosos, fã cria campanha para manter Betty White viva até 2017
A profusão de mortes de celebridades em 2016 foi acentuada nos últimos dias, com os falecimentos de George Michael, Carrie Fisher e Debbie Reynolds, que geraram uma onda de comoção em Hollywood. Mas houve quem fizesse piada. Charlie Sheen rezou para Deus levar também Donald Trump, enquanto a reação de um fã da atriz Betty White, que está com 94 anos, foi lançar uma campanha para protegê-la até o final de ano nefasto. Demetrios Hrysikos, de ascendência grega, criou uma campanha de financiamento coletivo no site GoFundMe, para arrecadar US$ 2 mil. O objetivo, segundo ele, é viajar até a casa de Betty e se certificar de que a atriz americana sobreviverá até o dia 1º de janeiro de 2017. Mas em dois dias conquistou quase US$ 8 mil. O fã disse que, caso Betty recuse a ajuda, o valor arrecadado, que já superou a meta, será doado para um pequeno teatro com o objetivo de revelar novas estrelas do palco que ajudarão “a substituir as lendas que nos deixaram neste ano”. Betty White, que começou a carreira em 1939 e continua na ativa até hoje, ficou conhecida por participar de diversas séries de TV de comédia como “Mary Tyler Moore”, “As Super Gatas” (The Golden Girls) e “No Calor de Cleveland” (Hot in Cleveland). Ela será vista a seguir num episódio de março de “Bones”, em que reprisará seu papel recorrente da Dra. Beth Mayer.
Que Sean Bean? John Hurt foi o ator que mais morreu na história do cinema
O ator Sean Bean tem uma fama mórbida, que ganhou ainda mais projeção quando seu personagem, Ned Stark, morreu logo na 1ª temporada de “Game of Thrones”. Por conta disso, vários sites alegam que ele seria o intérprete que mais morreu em suas aparições no cinema e na TV – pauta que, inclusive, voltou à tona nesta semana. Entretanto, isto não é verdade. A honra de ator que mais vezes morreu nas telas cabe ao veterano John Hurt, que, por sinal, teve uma das mortes mais icônicas da história do cinema, como a primeira vítima de “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979). John Hurt morreu nada menos que 43 vezes ao longo de sua carreira, apurou o site Nerdist. Isto é quase o dobro da quantidade de vezes que Sean Bean “bateu as botas”. De cerca de 70 personagens que Bean interpretou, 24 acabaram sem vida. À frente do intérprete de Ned Stark e Boromir (da trilogia “Senhor dos Anéis”) ainda estão dois astros clássicos de filmes de terror: Bela Lugosi, que morreu 36 vezes e mal podia pegar sol sem queimar no papel de Drácula, e Vincent Price, morto 33 vezes, tendo voltado do além em várias destas oportunidades, como nos dois filmes do abominável Dr. Phibes. Portanto, apesar do que espalha a internet, Sean Bean é apenas o quarto ator que mais morreu nos filmes e nas séries. Já a atriz que mais morreu, por incrível que pareça, foi Charlize Theron: nove vezes.
James Franco namora Zachary Quinto e se arrepende em trailer de drama polêmico
A Brainstorm Media divulgou o pôster e o primeiro trailer de “I Am Michael”, drama indie de temática polêmica, que teve première já há dois anos, no Festival de Sundance de 2015. Baseado numa história real, o filme mostra como o personagem do título, vivido por James Franco (“A Entrevista”) começa como ativista gay e termina como evangélico homofóbico. A prévia destaca a vida sexual ativa da fase gay, o relacionamento afetivo com o personagem de Zachary Quinto (franquia “Star Trek”) e sua transformação em crente, salvo da homossexualidade por Deus e o amor de Emma Roberts (série “Scream Queens”). Curiosamente, Franco e Roberts já tinham formado um casal controvertido no drama indie “Palo Alto”, num relacionamento que flertava com a pedofilia. O protagonista de “I Am Michael” é o terceiro personagem gay real vivido por Franco. Michael Glatze foi co-fundador da revista Young Gay America e defensor dos direitos LGBT, antes de se tornar um homem religioso e passar a condenar o homossexualismo como pastor evangélico. Anteriormente, em “Milk – A Voz da Igualdade” (2008), o ator deu vida a Scott Smith, namorado do ativista Harvey Milk (Sean Penn), além de ter encarnado o poeta Allen Ginsberg em “Uivo” (2010). Por sinal, “I Am Michael” é produzido pelo diretor de “Milk”, o cineasta Gus Van Sant. A direção é de Justin Kelly, em sua estreia em longa-metragem. Ironicamente, o tema foi considerado tão polêmico que o filme só vai chegar aos cinemas americanos em 27 de janeiro, três meses após a estreia do segundo longa de Justin Kelly, “King Cobra”, também de temática gay e novamente estrelado por James Franco. Não há previsão para o lançamento no Brasil.
Legion: Série derivada dos filmes de X-Men ganha sete novos cartazes
Depois do primeiro pôster oficial, o canal pago americano FX divulgou sete novos cartazes de “Legion”, série derivada do universo dos filmes dos “X-Men”. As artes abstratas incluem imagens do protagonista David Haller (interpretado pelo inglês Dan Stevens, da série “Downton Abbey”) e das personagens vividas por Aubrey Plaza (série “Parks and Recreation”) e Rachel Keller (série “Fargo”) Na trama, Haller é atormentado por muitas vozes e visões. Mas, após anos sendo tratado como esquizofrênico, seus sintomas revelam-se manifestações das habilidades de um poderoso telepata. Nos quadrinhos, ele é simplesmente o filho do Professor Charles Xavier. Desenvolvida pelo roteirista Noah Hawley (criador de “Fargo”) e com produção do cineasta Bryan Singer (da franquia “X-Men”), “Legion” estreia em 8 de fevereiro no FX e terá exibição simultânea no Brasil pela Fox.
Filme B: “A fragmentação da programação acontece no mundo inteiro e é uma tendência também no Brasil”
A discrepância entre o números de salas de cinema disponíveis no Brasil e a quantidade de salas ocupadas pelos blockbusters lançou luz sobre uma solução criativa do parque exibidor para driblar a falta de telas no país. Ao passar a exibir mais de um filme por sala, as distribuidoras aumentaram o alcance nacional de seus títulos. Mas criaram novos problemas, como a implosão de um critério importante da contabilização das bilheterias e a diminuição da transparência do circuito. Tudo isso foi detalhado aqui. Responsável por lidar diretamente com os dados dos exibidores, Gustavo Leitão, editor do Filme B, uma das empresas especializadas na análise do desempenho do mercado, respondeu a perguntas por email, contando como está lidando com esse novo e inusitado paradigma. Confira abaixo. Como é feito o levantamento do circuito? São os exibidores ou distribuidores que informam? O nosso Plantão, que é a equipe responsável pela coleta de dados do sistema Filme B Box Office, que trabalha dia e noite, incluindo fins de semana, mantém uma lista atualizada das salas em operação no Brasil. Os exibidores informam as rendas detalhadas dos seus circuitos, portanto sabemos quais são as salas em atividade. O monitoramento também lista as salas fechadas, mesmo que provisoriamente para obras, e as inaugurações e ampliações. Como 3 mil salas conseguem dobrar de tamanho e virar 6 mil salas na contabilidade do circuito? A fragmentação da programação acontece no mundo inteiro e é uma tendência também no Brasil. Por aqui, nos circuitos de arte, constantemente são exibidos até três filmes por sala. Nas redes de perfil mais comercial, essa prática também acontece: filmes infantis pegam os horários vespertinos, enquanto os de perfil adulto ocupam a programação da noite. Ainda há os festivais e as pré-estreias que não são realizadas em todas as sessões das salas. Desde quando a tendência de exibir mais de um filme por sala passou a ser dominante (norma e não exceção) no mercado? Essa tendência se fortaleceu com a digitalização do circuito, que começou a ganhar força no país em 2012 e hoje é uma realidade dominante. A digitalização facilita a operação porque não exige espaço de armazenamento de rolos de filme, os arquivos podem ser facilmente transportados em HDs ou transmitidos por satélite. Isso deu mobilidade para os cinemas programarem muitos filmes e agilidade para trocar títulos de sala e encolher ou expandir o número de sessões. Isto tem relação com o fato de que o parque exibidor cresceu com muito menos força em 2016 do que vinha crescendo nos últimos anos? Não, a fragmentação da programação é uma tendência que tem pouco a ver com o tamanho do circuito. Vivemos em uma época no cinema mundial de superblockbusters que ganham lançamentos muito amplos e conseguem levar muita gente aos cinemas porque se transformam em fenômenos com aura de imperdíveis. Filmes médios e de nicho hoje concorrem mais fortemente com o entretenimento caseiro (e outras formas de diversão) e têm uma brecha menor no circuito tradicional. O digital também facilitou a produção, aumentou a oferta em uma estrutura de escoamento que não cresce na mesma proporção. Tudo isso favorece a programação fragmentada. Ela pode até desagradar algum tipo de espectador, mas ajuda enormemente os cinemas menores do interior, que assim podem oferecer mais variado. O fim de semana passado foi o primeiro em que 3 filmes ocuparam 3 mil salas simultaneamente. Já é sinal de tendência para 2017, ano de muitos candidatos a blockbuster? Difícil precisar se foi mesmo a primeira vez. Teria que fazer uma análise semana a semana dos últimos anos. Mas certamente não é a primeira vez que os circuitos do top 20 do fim de semana somados superam o total de salas no país. Isso acontece continuamente há bastante tempo. O ano que vem deverá repetir essa tendência, já que os blockbusters têm aumentando sua participação – até novembro de 2016, por exemplo, os dez mais (as maiores rendas) cresceram 22,7% em ingressos vendidos na comparação com o mesmo período do ano passado – e os lançamentos têm ultrapassado com frequência as 1.000 salas no primeiro fim de semana. A tendência, dizem os especialistas, é de concentração nas primeiras semanas dos blockbusters (aberturas mais amplas, portanto), com carreiras mais curtas. A prática de exibir mais de um filme por sala ajuda a obscurecer o circuito exibidor, uma vez que um filme exibido em mil salas, com uma sessão por dia em cada sala, teria menos sessões que um exibido integralmente em 300? Isso também não torna sem sentido a informação relativa a arrecadações por sala, visto que embaraça quantas sessões efetivamente um filme tem por sala? A média por sala é um padrão histórico da métrica de desempenho dos filmes que cada vez tem menos relevância. Justamente a fragmentação fez com que esse número perdesse confiabilidade. Como cada mudança deve envolver a rede de exibidores do país inteiro, tecnicamente essa medida por sessão ainda não é possível de coletar. Há uma intenção da Ancine de fazer esse tipo de acompanhamento, mas não sei em que pé está. Da nossa parte, estamos estudando com os agentes do mercado a possibilidade de usar como parâmetro a média por cinema, já empregada nos EUA, que tem mais precisão. Em janeiro, o nosso ranking deve incorporar essa mudança. Deve-se aceitar essa distorção como inevitável, típica do jeitinho brasileiro, ou buscar outra quantificação, como, por exemplo, o número de sessões de um filme em vez do número de salas que ele é exibido? Os parâmetros da métrica do mercado devem acompanhar as mudanças da atividade. Portanto, o ideal é sempre estar atento às informações que têm relevância e as que não servem mais para diagnosticar com precisão o momento. Portanto, sim, como disse antes, estamos estudando outras possibilidades. No levantamento realizado junto ao circuito, há informações sobre quantas cópias são exibidas dubladas? Isso não é um dado relevante, que merece ser mais bem divulgado? Sim, temos levantamento do desempenho dos filmes tanto por tecnologia (2D, 3D, IMAX) como entre dublado e legendado. O mercado tem acesso a todos esses relatórios através do site Filme B Box Office. Já publicamos uma matéria a respeito na Revista Filme B e pontualmente abordamos esses aspectos na análise do ranking do fim de semana no Boletim, são relevantes para um filme específico. Ter cada vez mais filmes por sala, com predomínio de cópias dubladas, é o que se pode esperar do circuito para 2017? Aqui não se pode falar em tendência porque os dois fatores dependem do tipo de filme lançado. Filmes que dividem salas são geralmente aqueles que têm um público mais restrito: de arte, infantis, já em carreira avançada, documentários segmentados… São várias as possibilidades. A dublagem, idem: mais forte nos blockbusters, nas animações. O espectador brasileiro gosta de filmes dublados. Por ano, mais da metade dos ingressos costuma vir desse tipo de sessão. Pode chegar a mais de 70% dependendo do título. Se o mercado só oferece opção de dublados em 70% do circuito, não seria natural que 70% do circuito consumisse dublados? Considera-se neste “gostar de dublados” o fato de que todas as animações são lançadas dubladas e, como se dá no resto do mundo, acabam puxando as maiores bilheterias? Os exibidores e distribuidores sabem o que funciona em cada tipo de filme. Se percebem que para uma animação de perfil infantil a sala com opção dublada está indo melhor que a outra, com versão legendada, naturalmente isso vai influir nesse balanço no próximo lançamento similar. Idem com o 3D. Mercados que aceitam melhor essa tecnologia terão naturalmente mais oferta. Ninguém gosta de perder dinheiro. Os agentes estão sensíveis às demandas do público, que é quem manda no fim das contas. O crescimento dos dublados tem a ver com a expansão do circuito exibidor, que hoje entra em cidade de interior, com a cultura da televisão forte no país, com a recente ascensão da classe C, que passou a frequentar mais o cinema. São vários os fatores.












