Ao contrário dos boatos, Logan não tem cena pós-créditos
Depois de chamar de mentiroso o jornalista do site The Wrap que espalhou que Deadpool apareceria em “Logan” – era mesmo uma mentira – , o diretor James Mangold voltou ao Twitter para desacreditar o site Collider, que afirmou existir uma cena pós-créditos no filme que não tem cena pós-créditos. Questionado nas redes sociais, o cineasta responsável pelo novo filme do Wolverine respondeu de forma objetiva: “Não há cenas pós-créditos”. E, de fato, nenhuma cena pós-créditos foi vista no filme durante a première no Festival de Berlim e nas sessões para a imprensa. Mangold nem perdeu tempo para elaborar mais a negativa. Mas isso não impediu a diversão dos gremlins, que retrucaram na internet. “Então, é uma cena na metade dos créditos?” A reação pode ser divertida para quem acha tudo uma grande brincadeira, mas reforça a forma irresponsável como produtos considerados geek são tratados pela imprensa “especializada”. Ao contrário de Umberto Gonzalez, que sustentou sua mentira até o fim, Steve “Frosty” Weintraub, do Collider, admitiu ter publicado uma notícia falsa quando confrontado com a declaração do diretor. Foi mau jornalismo mesmo, pois, segundo ele próprio admitiu, bastou conferir com outras fontes para ver que era mentira. “Depois de falar com mais fontes, descobri que estava errado no meu relato original. Logan não tem uma cena de pós-créditos”, ele escreveu. E por que não checou a informação antes? Porque é assim que o “jornalismo” geek funciona: publicar boato rende um clique no link e o desmentido outro. Dois cliques como resultado de nada. É um bom negócio fazer de qualquer jeito. A Pipoca Moderna já segue a política de evitar reproduzir “notícias exclusivas” de “fontes anônimas” dos sites Heroic Hollywood, Latino Review e The Wrap, visando reduzir ao mínimo a boataria isca-de-clique. O Collider, ao menos, realiza entrevistas que podem servir de fonte confirmada de notícias. Mas suas exclusivas off the record também serão barradas daqui para a frente. De todo modo, o que for bizarro demais continuará a ser relatado, como sintoma da subcultura geek, que dá aos boatos de filmes de super-heróis tratamento de revista de fofoca de novelas. Mas, ao contrário de outros sites, sempre alertando ao leitor sobre a proveniência questionável da informação, com o objetivo de ajudar a ridicularizar e desacreditar esse tipo de prática. @borbs There is not a post credits scene. — Mangold (@mang0ld) February 21, 2017
Estreias destacam grande muralha de mediocridade na semana do Oscar
O fim de semana do Oscar é também o fim de semana do carnaval, e o bloco dos lançamentos não é dos mais animadores. A programação dos shopping centers é um samba enredo repetitivo de fracassos americanos e filmes nacionais de qualidade discutível. O projeto mais ambicioso ocupa mais salas. Coproduzido por americanos e chineses, “A Grande Muralha” traz Matt Damon perdido na China e numa obra que usa a experiência do veterano cineasta Zhang Yimou, responsável pela abertura da Olimpíada de Pequim, para evocar uma experiência “olímpica” nas telas, com coreografias ambiciosas, repletas de cores e figurantes. Mas a escala épica e os efeitos visuais se resumem a contar uma batalha de guerreiros medievais contra monstros genéricos. Sucesso espetacular na China, estreou no último fim de semana com um desempenho medíocre nos EUA e sob uma saraivada de flechas da crítica. Estreia em 828 salas, das quais 561 em 3D (68% do total), além de todo o circuito IMAX (12 salas). Ainda mais fraco, “Monster Trucks” ocupa 517 salas e outra boa fatia do circuito 3D. Espécie de “Transformers com monstrinhos”, baseada em (mais) um brinquedo da Mattel, é tão infantilóide que merece chegar aos cinemas dublado como um programa televisivo. Filmado em 2014, teve seu lançamento adiado várias vezes pela Paramount, a ponto de ser tratado como fracasso antes mesmo da estreia – a previsão é de US$ 100 milhões de prejuízo. “A Lei da Noite” é um caso à parte. Seu fiasco foi tão colossal que balança estruturas na Warner. Estrelado e dirigido por Ben Affleck, custou uma fortuna não revelada para render apenas US$ 10 milhões nos EUA, empurrando a reputação do astro ladeira abaixo. A crise é tão grande que Affleck desistiu de dirigir o filme solo de Batman e já há rumores de que não quer viver mais o personagem, que estaria culpando pela fase negativa, após vencer o Oscar de Melhor Filme com “Argo” (2012). A desilusão é tanta que foi praticamente despejado em apenas 89 salas. Quem tiver curiosidade, vai encontrar um filme de gângster da lei seca estilizado. Os brasileiros que chegam aos shoppings são o besteirol “Internet – O Filme” e a animação “Bugigangue no Espaço”. O primeiro serve para demonstrar a teoria de Itararé: de onde nada se espera, nada vem mesmo. A coleção de vinhetas, estreladas por youtubers, lembra o pior do “Zorra Total”, com piadas preconceituosas e interpretações travadas no volume do histerismo, mas a distribuidora bota fé, como demonstram suas 406 salas. O segundo tenta usar referências nacionais numa história genérica de crianças que se aliam com ETs bonzinhos para enfrentar alienígenas malvados. Em 300 salas (10% delas em 3D), o resultado rende crianças brasileiras muito loiras e sexualizadas, com um “gostosa” disparado sobre a heroína mirim da trama. Felizmente, o fim de semana também tem Oscar e os cinemas recebem mais um candidato à premiação. Indicado em oito categorias, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” leva a 59 salas um drama sensível, registrado de forma intimista, que acompanha o crescimento e a transformação de um menino num bairro violento de Miami. Vítima de bullying na infância, ele cresce para se tornar um traficante bem-sucedido, ao mesmo tempo em que busca compreender e aceitar sua homossexualidade, estimulado pelo relacionamento com seu melhor amigo. Um filme de machos, em vários sentidos. Com isso, apenas um destaque do Oscar permanece inédito, “Um Limite Entre Nós” (Fences). Oficialmente, o longa só estreia na semana que vem, mas, ainda que de forma tardia, a distribuidora percebeu o equívoco e programou “pré-estreias pagas” em 24 salas de seis cidades a partir desta quinta (23/2), dando oportunidade ao público saber porque deve torcer por Denzel Washington e Viola Davis na cerimônia da Academia. Dois filmes europeus completam a programação. “A Garota Desconhecida” é o mais recente trabalho dos irmãos Dardenne, que passou por uma reedição completa após ter decepcionado no Festival de Cannes passado. A própria passagem do tempo ajudou sua história a se tornar mais relevante, ao mostrar como a indiferença europeia pode ter consequências graves na vida de imigrantes pobres. Chega em apenas seis salas. Por fim, “A Jovem Rainha” conta em 11 salas a história da rainha Cristina da Suécia, a mulher mais letrada do século 17, que preferiu abdicar ao trono a se casar. O motivo, segundo o finlandês Mika Kaurismäki (irmão de Aki Kaurismäki), seria seu lesbianismo assumido. Não convenceu muito a crítica internacional. Clique nos títulos dos filmes em destaque para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Jamie Chung viverá a heroína Blink na série dos X-Men
A atriz Jamie Chung (a Mulan de “Once Upon a Time” e Valerie Vale de “Gotham”) foi confirmada no elenco da série ainda sem título dos “X-Men”, em desenvolvimento na rede Fox. Ela vivera a mutante Blink, que tem o poder de criar portais de teletransporte. A personagem já apareceu na franquia cinematográfica. No filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), Blink apareceu nas cenas do futuro interpretada pela atriz chinesa Fan Bingbing. A escalação da personagem e a sinopse parecem indicar que a série se passará numa realidade distópica como a vista em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. A trama vai acompanhar uma família que descobre que seus filhos possuem o gene mutante e, por isso, precisa fugir do governo anti-mutante e dos robôs Sentinelas para conseguir sobreviver. Além de Jamie Chung, o elenco também contará com o ator Blair Redford (séries “The Lying Game” e “Satisfaction”) no papel de Sam, líder nativo-americano de um grupo clandestino de resistência ao governo anti-mutante na trama. Desenvolvido por Matt Nix (criador de “Burn Notice”), o projeto terá seu piloto dirigido pelo cineasta Bryan Singer (da franquia “X-Men”), que precisará ser aprovado para virar série. Caso tudo corra como previsto, a expectativa é que o programa estreie na próxima temporada de outono, entre setembro e novembro nos EUA.
Próximo filme de Martin Scorsese será distribuído pela Netflix
A Netflix vai lançar o próximo filme de Martin Scorsese. A plataforma de streaming adquiriu os direitos de “The Irishman”, um projeto que voltará a reunir o cineasta e Robert De Niro. Os dois não filmam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995). Segundo o site The Hollywood Reporter, o projeto estava em desenvolvimento no estúdio Paramount Pictures, mas com a recente saída do presidente da companhia, Brad Grey, o cineasta preferiu buscar uma alternativa. Estima-se que filme custará US$ 100 milhões, uma quantia elevada após a última parceria entre o cineasta e o estúdio, o filme “Silêncio”, ter fracassado nas bilheterias. Superprodução que não teve o orçamento divulgado, “Silêncio” fez apenas US$ 7 milhões nos EUA. “O filme de Scorsese é arriscado e a Paramount não está em condições de assumir riscos. Desta forma, ele pode fazer o projeto que quiser”, indicou uma fonte com conhecimento do acordo ao site. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian criado a partir do livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”, que detalha a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. A ideia é que “The Irishman” tenha também Al Pacino e Joe Pesci no elenco. O fato de um diretor da estatura de Scorsese lançar um filme diretamente pela Netflix deve acender alguns alertas no parque exibidor. Woody Allen também está filmando para uma plataforma de streaming, a Amazon. Que, por sinal, concorre ao Oscar com a produção de “Manchester à Beira-Mar” e disponibilizou nos EUA “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, um dos favoritos ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Seijun Suzuki (1923 – 2017)
Morreu o diretor Seijun Suzuki, um dos mais influentes cineastas japoneses dos anos 1960. Ele ganhou projeção mundial pelo filme que causou sua maior decepção, “A Marca do Assassino” (1967), que o levou a ser demitido pelo estúdio Nikkatsu. O diretor faleceu em Tóquio, em 13 de fevereiro, devido a uma doença pulmonar obstrutiva crônica. Seijun Suzuki fez cerca de 40 filmes para o estúdio Kikkatsu, entre 1954 e 1967, geralmente focando a vida violenta de marginais. A lista inclui clássicos como “Portal da Carne” (1964), sobre prostitutas que se aliam para trabalhar sem cafetões após a 2ª Guerra Mundial, “História de uma Prostituta” (1965), acompanhando uma prostituta no front da guerra, “A Vida de um Tatuado” (1965), focado num matador da Yakuza traído pela própria gangue, e “Tóquio Violenta” (1966), sobre o submundo do crime. Estes quatro filmes estão disponíveis em DVD no Brasil, num pack sob o título “A Arte de Seijun Suzuki”. Mas sua obra-prima é mesmo “A Marca do Assassino”, em que um matador fetichista falha num trabalho e se torna alvo de um assassino mais letal. Estilizadíssimo, fracassou nas bilheterias e não foi compreendido pelo estúdio, que simplesmente o demitiu. Mas o filme logo se tornou objeto de culto e devoção de cinéfilos obcecados pela era mod e pelas origens do cinema ultraviolento. O diretor não aceitava fazer filmes comuns, após ter desenvolvido, progressivamente, uma marca própria, em parceria com o designer de produção Takeo Kimura. Caracterizados por um visual surrealista, atuação de influência Kabuki, cores fortes e cenas de ação que pareciam extraídas de uma paisagem de sonhos, os longas que ele dirigiu nos anos 1960 se tornaram tão distintos que eram referidos como exemplos do “estilo Suzuki” de cinema. Sem aceitar a demissão, Suzuki entrou na justiça contra o estúdio e acabou conseguindo um acordo extrajudicial, mas, em contrapartida, foi banido da indústria cinematográfica japonesa por mais de uma década. Ele só voltaria a trabalhar em 1980 e fazendo terror. O detalhe é que, a esta altura, seu cinema tinha sido descoberto pelo Ocidente e seu retorno era tão esperado que “Zigeunerweisen”, seu terror surreal, foi exibido no Festival de Berlim. Para pavimentar de vez sua volta, a própria Academia Japonesa decidiu premiar o longa. Suzuki continuou dirigindo histórias de fantasmas e até um anime, mas não esqueceu de “A Marca do Assassino”, sua assombração pessoal. Em 2001, ele filmou “Pistol Opera”, um remake do filme de 1967, que foi premiado pelo experimentalismo visual no Festival de Brisbane. A influência do “estilo Suzuki” é marcante em filmes de cineastas tão distintos quanto o americano Quentin Tarantino e o chinês Wong Kar-wai. Mas até o diretor indie Jim Jarmusch prestou homenagem ao mestre japonês, citando referências de “A Marca do Assassino” em seu único filme de ação “Ghost Dog” (1999). Veja abaixo o trailer original de “A Marca do Assassino” e um vídeo da distribuidora Versátil sobre os demais filmes de sua carreira.
Punho de Ferro ganha trailer comentado que resume a origem do novo herói das séries da Marvel
A Netflix divulgou uma espécie de trailer comentado de “Punho de Ferro”, sua quarta série de super-herói da Marvel. A prévia inclui apenas cenas inéditas, que são narradas e detalhadas pelo intérprete do novo herói, Finn Jones (o Loras Tyrell de “Game of Thrones”). A prévia segue muito de perto a história dos quadrinhos, resumindo como Danny Rand (Jones) virou o Punho de Ferro. Embora pule a parte do treinamento árduo, o vídeo resume a tragédia que matou seus pais e o deixou órfão ainda criança, no Himalaia. Ele só não morreu porque foi resgatado por monges de uma cidade mística que lhe ensinaram artes marciais. O detalhe é que Danny não aprendeu apenas kung fu nos 15 anos em que ficou desaparecido, como mostram seus socos que brilham e arremessam portas de aço à distância. Mais obscuro dos quatro heróis que compõem o universo Marvel da Netflix, Punho de Ferro é, entretanto, o que tem uma história de origem mais bem-acabada, que se mescla numa trama de vingança, conforme ele ressurge, já adulto, para buscar o que lhe pertence: a empresa criada por seu pai e atualmente dirigido pelo sócio responsável pela morte de sua família, Harold Meachum. A trama tem até elementos de soup opera, como os herdeiros do vilão que podem ou não ser boa gente, especialmente a filha, Joy Meachum, possível interesse romântico ou inimiga de Danny. É Shakespeare com kung fu e novela, conforme delineado na trama original dos quadrinhos, escrita em 1974 por Roy Thomas e desenhada por Gil Kane. De quebra, a história ainda introduz Colleen Wing, uma das principais personagens asiáticas da Marvel, mestre das artes marciais que se alia a Danny em sua luta contra a família Meachum. A adaptação foi desenvolvida por Scott Buck (ex-showrunner de “Dexter”) e o elenco destaca Jessica Henwick (Nymeria Sand em “Game of Thrones”) como Colleen Wing, Tom Pelphrey (série “Banshee”) como Ward Meachum, Jessica Stroup (série “The Following”) como Joy Meachum e David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”) como Harold Meachum. A produção também inclui Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, em sua quarta série consecutiva, além da participação de Carrie Ann Moss, retomando o papel da advogada Jeri Hogarth, vista em “Jessica Jones”. “Punho de Ferro” vai estrear em 17 de março com 13 episódios.
Vilão de Game of Thrones é primeiro ator confirmado na série dos Inumanos
A Marvel e a rede ABC anunciaram o primeiro ator contratado para o elenco de sua nova série de super-heróis, “Inhumans”, sobre os poderosos Inumanos dos quadrinhos. E é ninguém menos que Iwan Rheon, conhecido do grande público por ter interpretado o sádico Ramsay Bolton em quatro temporadas de “Game of Thrones”. Curiosamente, Rheon já teve a experiência de interpretar um personagem que era uma espécie de super-herói: o encapuzado Simon da série britânica “Misfits”. Mas em “The Inhumans” viverá um personagem mais parecido com Ramsay, assumindo o papel de Maximus. Enquanto a maioria dos sites incorporou simplesmente a descrição oficial divulgada pela rede ABC (“personagem charmoso, inteligente e devotado ao povo de Attilan e ao seu irmão”), o Maximus dos quadrinhos é um vilão sádico e enlouquecido, que faz de tudo para tomar o trono de Atillan de seu irmão, o herói Raio Negro, rei dos Inumanos. “A capacidade de Iwan de ser charmoso, engraçado e completa e inesperadamente perigoso preenche todos os requisitos que precisávamos para trazer o personagem à vida. Estamos felizes por tê-lo a bordo”, disse o chefe da Marvel TV, Jeph Loeb, em comunicado. A série não será spin-off de “Agents of SHIELD”, que apresentou os Inumanos em sua 2ª temporada. O projeto é ambicioso. Os dois primeiros episódios estrearão em cinemas do circuito IMAX, no dia 14 de setembro, com roteiro de Scott Buck, que também desenvolveu a vindoura série do herói “Punho de Ferro” para a Netflix, e direção de Roel Rainé (“Corrida Mortal 2”). A estreia televisiva acontecerá logo em seguida.
Pronto para chorar? Trailer legendado de Tudo e Todas as Coisas mostra novo romance juvenil de doença
A Warner divulgou o primeiro trailer legendado de “Tudo e Todas as Coisas” (Everything, Everything), que segue a linha mórbida dos romances juvenis de doença. Assim como “A Culpa É das Estrelas” (2015), o sucesso responsável por resgatar a tendência, trata-se de uma adaptação de best-seller – desta vez, de Nicola Yoon. O filme gira em torno de Maddy (Amandla Stenberg, de “Jogos Vorazes”), uma jovem de 18 anos que sofre de uma doença rara que a impede de sair de casa. Ela é basicamente alérgica a tudo e precisa viver em um ambiente cuidadosamente hermético e limpo. Mas aí, como é óbvio, conhece o vizinho Olly (Nick Robinson, de “Jurassic World”), se apaixona e começa a questionar sua vida, desejando conhecer o mundo e viver o primeiro amor. A trama é basicamente uma atualização de “O Rapaz da Bolha de Plástico” (1976), outro romance juvenil de doença e ambiente hermético, da época em que John Travolta era adolescente. E comprova a tese de que é possível contar várias vezes a mesma história, com algumas alterações, após alguns anos, e ela parecer totalmente inédita para as novas gerações. Por sinal, “O Espaço Entre Nós” (30 de março no Brasil) também conta a mesma história, com o detalhe de a doença do menino ser falta de imunidade por ter crescido no espaço. A adaptação de “Tudo e Todas as Coisas” foi escrita por J. Mills Goodloe (“A Incrível História de Adeline”), a direção é de Stella Meghie (“Jean of the Joneses”) e a estreia está marcada para 15 de junho no Brasil, um mês depois do lançamento nos EUA.
Cinquenta Tons Mais Escuros lidera bilheterias do Brasil pela segunda semana
“Cinquenta Tons Mais Escuros” se manteve na liderança da bilheteria nacional pela segunda semana, com arrecadação de R$ 10,8 milhões. O público brasileiro aparentemente gostou do franco favorito ao Framboesa de Ouro 2018 de pior filme, com apenas 9% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. Desde que estreou no país, o filme baseado no livro homônimo de E.L. James, já levou mais de 2,8 milhões de pessoas às salas de cinema, segundo dados da consultoria ComScore. A produção faturou mais que o dobro do segundo colocado, “Lego Batman”, com R$ 3,9 milhões. Lançado no fim de semana, o elogiado filme de ação “John Wick – Um Novo Dia Para Matar” fez R$ 3,1 milhões e completou o Top 3. Já o romance entre Brad Pitt e Marion Cottilard, “Aliados”, estreou na modesta 4ª posição com arrecadação de R$ 2,5 milhões. “O Chamado 3” caiu para a 5ª colocação com R$ 1,9 milhão, enquanto “Minha Mãe é uma Peça 2” fez mais R$ 1,1 milhão. Duas estreias aparecem em seguida no ranking semanal. O lançamento do indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Lion – Uma Jornada Para Casa”, rendeu R$ 953 mil, mas foi distribuído em apenas 100 salas. Já o terror “A Cura” repetiu no Brasil seu enorme fiasco norte-americano. Um dos lançamentos mais amplos da semana, faturou apenas R$ 778 mil na 8ª colocação. Fecham o Top 10 dois indicados ao Oscar, “La La Land”, em 9º lugar com R$ 644 mil, e “Estrelas Além do Tempo”, com R$ 593 mil. BILHETERIAS: TOP 10 Brasil 1. Cinquenta Tons Mais Escuros Fim de semana: R$ 10,8 milhões Total: R$ 43,4 milhões 2. Lego Batman – O Filme Fim de semana: R$ 3,9 milhões Total: 11,8 milhões 3. John Wick – Um Novo Dia Para Matar Fim de semana: R$ 3,1 milhões Total: R$ 3,1 milhões 4. Aliados Fim de semana: R$ 2,5 milhões Total: R$ R$ 2,5 milhões 5. O Chamado 3 Fim de semana: R$ 1,9 milhão Total: R$ 18,9 milhões 6. Minha Mãe É uma Peça 2 Fim de semana: R$ 1,1 milhão Total: R$ 121,4 milhões 7. Lion Fim de semana: R$ 953,4 mil Total: R$ 953,4 mil 8. A Cura/a> Fim de semana: R$ 778,9 mil Total: R$ 778,9 mil 9. La La Land Fim de semana: R$ 644,3 mil Total: R$ 20,5 milhões 10. Estrelas Além do Tempo Fim de semana: R$ 593 mil Total: R$ 5,1 milhões
Lego Batman escala A Grande Muralha e dá tchauzinho para A Cura nas bilheterias dos EUA
As estreias da semana não conseguiram superar os sucessos de “Lego Batman – O Filme” e “Cinquenta Tons Mais Escuros” na América do Norte. Os dois filmes mantiveram-se nas mesmas posições pelo segundo fim de semana consecutivo. A animação de “Batman” provou-se um grande sucesso doméstico, beirando os US$ 100 milhões em 10 dias de exibição, enquanto a continuação de “Cinquenta Tons de Cinza” demonstra maior apelo internacional, abrindo US$ 100 milhões de vantagem sobre o rival na soma das bilheterias de todos os países. Curiosamente, enquanto a animação alcançou 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o romance erótico teve resultado inverso, com 91% de críticas negativas, e já dispara como favorito ao troféu Framboesa de Ouro 2018, como pior filme, direção, roteiro, ator, atriz e casal do ano. Em 3º lugar, “A Grande Muralha” estreou nos EUA com sucesso consolidado na China, responsável por mais de US$ 200 milhões de sua arrecadação mundial. Estrelado pelo americano Matt Damon, o filme é a principal tentativa do cinema chinês de emplacar um blockbuster internacional. Quem comanda a produção é um mestre, Zhang Yimou, que além de filmes fantásticos de artes marciais e dramas de época marcantes, comandou o espetáculo de abertura das Olimpíadas de Pequim. Repleto de monstros, acrobacias e muitos efeitos visuais, o filme é um espetáculo sensorial, mas a narrativa deixou a desejar, segundo a crítica americana, rendendo apenas 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. Cotações similares de mediocridade acompanharam as demais estreias da semana, que incluem o desastre cômico “Te Pego na Saída” em 5º lugar e o terror “A Cura”, numa implosão completa em 10º lugar. Este bis da parceria entre o diretor Gore Verbinski e o roteirista Justin Haythe repete o resultado trágico do filme anterior da dupla, “O Cavaleiro Solitário” (2013), e coloca em cheque o futuro de ambos na indústria cinematográfica americana. Haythe tem atualmente um novo roteiro ambicioso em produção, “Red Sparrow”, thriller de espionagem que será estrelado por Jennifer Lawrence. Já Verbinski está com a agenda em branco. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Batman Lego – O Filme Fim de semana: US$ 34,2 milhões Total EUA: US$ 98,7 milhões Total Mundo: US$ 170,7 milhões 2. Cinquenta Tons Mais Escuros Fim de semana: US$ 20,9 milhões Total EUA: US$ US$ 89,6 milhões Total Mundo: US$ 276,8 milhões 3. A Grande Muralha Fim de semana: US$ 18 milhões Total EUA: US$ 18 milhões Total Mundo: US$ 262,6 milhões 4. John Wick – Um Novo Dia para Matar Fim de semana: US$ 16,5 milhões Total EUA: US$ 58,6 milhões Total Mundo: US$ 90,4 milhões 5. Te Pego na Saída Fim de semana: US$ 12 milhões Total EUA: US$ 12 milhões Total Mundo: US$ 12 milhões 6. Estrelas Além do Tempo Fim de semana: US$ 7,1 milhões Total EUA: US$ 142,5 milhões Total Mundo: US$ 163,8 milhões 7. Fragmentado Fim de semana: US$ 7 milhões Total EUA: US$ 123,6 milhões Total Mundo: US$ 193,1 milhões 8. Quatro Vidas de um Cachorro Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 50,6 milhões Total Mundo: US$ 64,5 milhões 9. La La Land – Cantando Estações Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 133,5 milhões Total Mundo: US$ 339,6 milhões 10. A Cura Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 4,2 milhões Total Mundo: US$ 8,7 milhões
Kit Harington vai estrelar minissérie sobre Guy Fawkes, terrorista que inspirou V de Vingança
A BBC anunciou oficialmente que Kit Harington (série “Game of Thrones”) vai protagonizar a minissérie “Gunpowder”, sobre a história de Guy Fawkes. A minissérie havia sido anunciada no final do ano passado e será composta por três episódios e contará a história verídica do plano terrorista de Fawkes, que tentou explodir a Câmera dos Lordes no Parlamento britânico e assassinar o Rei James I em 1605. As filmagens começam ainda este mês e o elenco também contará com Liv Tyler (série “The Leftovers”), Mark Gatiss (série “Sherlock”) e Peter Mullan (série “Quarry”). Ambientada em 1605, o drama contará a história de Fawkes e um grupo de católicos que armaram a “Conspiração da Pólvora”, na qual se pretendia assassinar o rei protestante James I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês, para assim dar início a um levante católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris de pólvora que seriam utilizados para explodir o Parlamento. A conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Sua captura é celebrada até os dias de hoje, com festividades no Reino Unido no dia 5 de novembro. No começo, o evento era sancionado por celebrar o fato do Rei ter sobrevivido. Mas, ao longo dos anos, o atentado ganhou nova conotação, transformando Fawkes numa espécie de herói popular. A transição começou com publicações baratas (penny dreadfuls) do fim do século 19 e se completou com os quadrinhos de “V de Vingança” nos anos 1980, nos quais um mascarado inspirado em Fawkes combatia a política fascista de um futuro britânico distópico. Quando a minissérie de Alan Moore e David Lloyd virou filme em 2005, as máscaras de V (ou Fawkes) entraram na cultura pop mundial, ganhando as ruas em manifestações como o movimento Occupy. Curiosamente, Kit possui laços familiares com os conspiradores do atentado. Em uma entrevista realizada no começo do ano, o ator revelou uma descendência direta com Robert Catesby, um dos arquitetos do malsucedido plano, e manifestou o desejo de contar a história da conspiração.
Primeiro curta de Godard, considerado perdido, reaparece na íntegra no YouTube
Um dos filmes mais raros do mundo apareceu completo no YouTube. Trata-se do primeiro curta de ficção do mestre francês Jean-Luc Godard e considerado perdido. Intitulado “Une Femme Coquette” (uma mulher faceira), a produção de 1955 é filmada em preto e branco e, em seus 9 minutos, já demonstra a energia e rebeldia que marcaria “Acossado” (1960) e a nouvelle vague, antecipando a revolução sexual dos anos 1960. Baseado em uma história escrita por Guy De Maupassant, o curta mostra as tentativas de uma jovem de flertar com um estranho. Agnès (Maria Lysandre), uma jovem burguesa de Genebra, escreve (e narra) uma carta para uma amiga contando como acabara de trair o marido. Fascinada pelos gestos e atitudes adotados por uma prostituta para atrair seus clientes, Agnès decide imitá-la e seduz o primeiro homem que vê (Roland Tolma), em um banco de jardim. A produção traz uma aparição do próprio Godard, então com 24 anos, e foi readaptada no clássico longa-metragem “Masculino-Feminino”, em 1965. Como curiosidade, o diretor é creditado com um pseudônimo, Hans Lucas, que Godard usava para escrever críticas.
Rachel Weisz precisa provar que o Holocausto existiu no trailer legendado de Negação
A Sony divulgou o trailer legendado de “Negação” (Denial), cuja trama ganha uma atualidade desconsertante nestes tempos de pós-verdade. Drama britânico baseado em fatos reais, o filme traz Rachel Weisz (“Oz, Mágico e Poderoso”) como uma historiadora confrontada por um famoso escritor (o excelente Timothy Spall, de “Mr. Turner”) com ideias radicais sobre a existência do Holocausto. A disputa vai parar nos tribunais, levando a professora a ter que provar que o extermínio de judeus realmente aconteceu durante o nazismo. A disputa aconteceu em 1996, mas apesar do clima apresentado no vídeo, resultou no descrédito absoluto do escritor David Irving, que já experimentava problemas com suas teorias e era considerada persona non grata na Alemanha, além de ter um mandato de prisão expedido na Áustria por defender o nazismo. Ao decidir confrontar Deborah Lipstadt (a personagem de Weisz), caiu em desgraça, passou um período preso, deixou de ser convidado para palestras e eventos literários e viu suas obras serem ridicularizadas. Baseado no livro de memórias da própria Lipstadt, o filme foi escrito por David Hare, já indicado ao Oscar pelos roteiros adaptados de “As Horas” (2002) e “O Leitor” (2008). A direção está a cargo de Mick Jackson, diretor do sucesso “O Guarda-Costas” (1992), que estava afastado do cinema desde 2002. E o elenco também inclui Andrew Scott (série “Sherlock”), Tom Wilkinson (“Selma”), Mark Gatiss (também de “Sherlock”) e Harriet Walter (série “Downton Abbey”). A estreia está marcada para 9 de março no Brasil.












