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  • Filme

    Terror de temática racial lidera as bilheterias dos EUA com 100% de aprovação da crítica

    26 de fevereiro de 2017 /

    O terror “Corra!” (Get Out) assustou a concorrência com uma estreia monstruosa nos EUA. Primeiro longa dirigido pelo comediante Jordan Peele (da série “Key and Peele”), faturou US$ 30,5 milhões e se tornou o filme mais visto nos cinemas americanos no fim de semana. A trama, que envolve a visita de um jovem negro (Daniel Kaluuya, de “Sicário”) à casa de campo da família rica de sua namorada branca, causou comoção entre o público e a crítica, conseguindo nota A no CinemaScore e impressionantes 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Corra!”, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, é o segundo terror consecutivo da produtora Blumhouse a abrir em 1º lugar, após o impacto de “Fragmentado”, que já faturou US$ 130,8 milhões nos EUA e ainda está no ranking, em 9º lugar. Com isso, “Lego Batman” caiu para a 2ª posição com US$ 19 milhões, seguida por “John Wick: Um Novo Dia Para Matar” com US$ 9 milhões no Top 3. “A Grande Muralha” e “Cinquenta Tons Mais Escuros” completam o Top 5. E três indicados ao Oscar 2017 ainda aparecem no Top 10: “Estrelas Além do Tempo” , “La La Land” e “Lion”. As outras duas estreias amplas, com lançamento em mais de 2 mil salas, não conseguiram boas bilheterias: a animação “Rock Dog” fez R$ 3,7 milhões em 11º lugar e o thriller “Collide”, filmado originalmente em 2015, fez US$ 1,5 milhão em 13º lugar. Estes, claro, já têm distribuição garantida no Brasil e estreiam, respectivamente, em 13 de abril e 18 de maio. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Corra! Fim de semana: US$ 30,5 milhões Total EUA: US$ 30,5 milhões Total Mundo: US$ 30,5 milhões 2. Batman Lego – O Filme Fim de semana: US$ 19 milhões Total EUA: US$ US$ 133 milhões Total Mundo: US$ 226 milhões 3. John Wick – Um Novo Dia para Matar Fim de semana: US$ 9 milhões Total EUA: US$ 74,4 milhões Total Mundo: US$ 125,5 milhões 4. A Grande Muralha Fim de semana: US$ 8,7 milhões Total EUA: US$ 34,4 milhões Total Mundo: US$ 300 milhões 5. Cinquenta Tons Mais Escuros Fim de semana: US$ 7,7 milhões Total EUA: US$ 103,6 milhões Total Mundo: US$ 328,3 milhões 6. Te Pego na Saída Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 23,2 milhões Total Mundo: US$ 24,7 milhões 7. Estrelas Além do Tempo Fim de semana: US$ 5,8 milhões Total EUA: US$ 152,8 milhões Total Mundo: US$ 182,8 milhões 8. La La Land – Cantando Estações Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 140,8 milhões Total Mundo: US$ 368,9 milhões 9. Fragmentado Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 130,8 milhões Total Mundo: US$ 221,2 milhões 10. Lion Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 88,7 milhões

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  • Etc

    James Cameron divulga carta emocionada em tributo ao ator Bill Paxton

    26 de fevereiro de 2017 /

    O cineasta James Cameron escreveu uma carta emocionada sobre a morte de Bill Paxton, um de seus mais antigos e melhores amigos em Hollywood, a quem dirigiu em quatro filmes. Como ele recorda, os dois se conheceram há 36 anos, quando Paxton ainda não era ator. O jovem era um assistente de produção, trabalhando como carpinteiro e pintor na sci-fi barata “Galáxia do Terror” (1981), que tinha Cameron como cenógrafo, também em começo de carreira. Depois disso, o cineasta o escalou numa pequena figuração em “O Exterminador do Futuro” (1984), deu-lhe seu primeiro grande papel em “Aliens, o Resgate” (1986), além de ter feito participação como ator no primeiro filme a destacar Paxton num pôster, o terror “Quando Chega a Escuridão” (1987), de Kathryn Bigelow – namorada de Cameron na época. Os dois ainda trabalharam juntos nos sucessos “True Lies” (1994) e “Titanic” (1997). Mas compartilharam muito mais que filmes, como conta o diretor na carta abaixo. Leia na íntegra: “Estou sofrendo com isso, tentando fazer meu coração e minha mente aceitarem. Bill deixa um vazio. Ele e eu éramos amigos íntimos há 36 anos, desde que nos conhecemos no set de um filme de baixo orçamento de Roger Corman. Ele entrou para trabalhar no cenário, e eu lhe dei um pincel e apontei para uma parede, dizendo: “Pinte isso!” Reconhecemos rapidamente a centelha criativa que havia surgido naquele simples gesto e nos tornamos amigos rapidamente. O que se seguiu foram 36 anos de filmagens em conjunto, ajudando a desenvolver projetos uns dos outros, indo em viagens de mergulho juntos, assistindo nossos filhos crescerem juntos, até mesmo visitando os destroços naufragados do Titanic em um submarino russo. Era uma amizade de riso, aventura, amor ao cinema e respeito mútuo. Bill me escreveu belas cartas sinceras e pensadas, um anacronismo nesta era da digitação eletrônica. Ele cuidava bem de seus relacionamentos com as pessoas, sempre preocupado e presente para os outros. Ele era um bom homem, um grande ator e um dínamo criativo. Espero que, em meio ao burburinho da noite do Oscar, as pessoas levem um momento para se lembrar deste homem maravilhoso, não apenas por todas as horas de alegria que ele nos trouxe com sua presença vívida nas telas, mas para o grande humano que ele foi. O mundo é um lugar menor após sua morte, e eu sentirei profundamente sua falta.”

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  • Etc,  Filme,  Série

    Bill Paxton (1955 – 2017)

    26 de fevereiro de 2017 /

    Morreu o ator americano Bill Paxton, que marcou época em grandes produções como “Aliens, o Resgate” (1986), “Twister” (1996) e “Titanic” (1997) e estrelou a série “Amor Imenso” (Big Love) na HBO. Segundo comunicado da família, ele morreu repentinamente devido a complicações de uma cirurgia, aos 61 anos. Paxton não começou sua carreira em Hollywood como ator. Nos anos 1970, ele trabalhou como carpinteiro e pintor de cenários de diversos filmes B, incluindo produções de Roger Corman. Foi numa delas, “Galáxia do Terror” (1981), que chamou atenção do cenógrafo e diretor assistente James Cameron. Os dois se tornaram grandes amigos e Cameron o convidou a participar de seu segundo filme como cineasta: “O Exterminador do Futuro” (1984). Ele viveu um punk que enfrentava o robô interpretado por Arnold Schwarzenegger logo no começo da trama. No mesmo ano, apareceu no clipe “Shadows of the Night” (1984), de Pat Benatar, e logo começou a demonstrar sua capacidade para roubar cenas, como o irmão mais velho de um dos nerds de “Mulher Nota Mil” (1985), clássico de John Hughes. Mas foi o velho amigo James Cameron quem lhe deu seu primeiro grande papel, como o soldado Hudson, um dos fuzileiros espaciais do cultuado “Aliens, o Resgate”. Indo do egoísmo ao sacrifício pessoal, da covardia ao heroísmo, Paxton construiu um arco tão rico do personagem que sua morte foi uma das mais lamentadas do filme. A cineasta Kathryn Bigelow, na época namorada de Cameron, também se impressionou com o rapaz e o escalou como um vampiro sanguinário em “Quando Chega a Escuridão” (1987), mistura de terror, western e love story rural com idéias inovadoras. Mergulhando no sadismo do personagem, Paxton roubou as cenas e acabou sendo escolhido para ilustrar o cartaz da produção, mesmo não sendo o mocinho. O ator também apareceu num clipe do New Order, “Touched by the Hand of God” (1989), enfrentou os futuros rivais dos Aliens em “Predador 2 – A Caçada Continua” (1990) e acabou se consolidando como um dos coadjuvantes mais requisitados de Hollywood. O período incluiu papéis de destaque em “Marcados Pelo Ódio” (1989), “Os Saqueadores” (1992), “Encaixotando Helena” (1993), “Tombstone” (1993), “Apollo 13” (1995) e “True Lies” (1994), novamente dirigido por Cameron. Tantos destaques consecutivos abriram caminho para sua transformação em protagonista, que aconteceu no filme de desastre ambiental “Twister” (1996), em que enfrentou tornados com a mesma coragem com que lutou contra Aliens. Ele confirmou ser um dos atores favoritos de James Cameron ao embarcar a bordo de “Titanic” (1997), que bateu recordes de bilheteria mundial. E aproveitou o período de sucesso para dar sequência à carreira de protagonista, estrelando o excelente suspense “Um Plano Simples” (1998), de Sam Raimi, um remake infantil da Disney, “Poderoso Joe” (1998), ao lado de Charlize Theron, e um thriller de alpinismo, “Limite Vertical” (2000). A esta altura, decidiu passar para trás das câmeras, estrelando e dirigindo o terror “A Mão do Diabo” (2001), que conquistou críticas positivas, mas baixa bilheteria. Ele só dirigiu mais um filme, “O Melhor Jogo da História” (2005), no qual escalou seu filho, James Paxton (atualmente na série “Eyewitness”). Mas acabou descuidando da própria carreira de ator. Apostou em produções infantis, como a franquia “Pequenos Espiões” e a adaptação da série de fantoches “Thunderbirds”, que implodiram. E o declínio o convenceu a realizar uma curva estratégica, rumo à televisão. Com o primeiro papel fixo numa série, veio a consagração que lhe faltava. Ele conquistou três indicações ao Globo de Ouro como protagonista de “Big Love”, história de um polígamo, casado com três mulheres diferentes, exibida entre 2006 e 2011. Também se agigantou na premiada minissérie “Hatfields & McCoys” (2011), que lhe rendeu sua única indicação ao Emmy, teve uma passagem marcante como vilão em “Agents of SHIELD” (em 2014) e liderou o elenco da minissérie “Texas Rising” (2015). Ao voltar às produções de ponta, relembrou o soldado Hudson na sci-fi “No Limite do Amanhã” (2014), na qual voltou a enfrentar alienígenas, desta vez ao lado de Tom Cruise. E ainda teve papel importante no excelente “O Abutre” (2014), filme indicado ao Oscar, com Jake Gyllenhaal. Paxton participava atualmente da nova série “Traning Day”, baseada no filme “Dia de Treinamento”, numa versão do papel que deu o Oscar a Denzel Washington, e poderá ser visto ainda em uma última sci-fi, “O Círculo”, de James Ponsoldt, com Emma Watson e Tom Hanks, que estreia em abril.

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  • Filme

    Veja o trailer do primeiro anime original da Netflix, baseado em mangá do criador de Knights of Sidonia

    26 de fevereiro de 2017 /

    A Netflix da Ásia divulgou o trailer do aguardado “Blame!”, primeiro longa animado japonês lançado mundialmente pelo serviço de streaming. A prévia destaca o visual impactante e o clima pós-apocalíptico da trama, que adapta o mangá homônimo de Tsutomu Nihei, artista cultuado, que recebeu homenagem e prêmio pela carreira na San Diego Comic-Con 2016. “Blame!” se passa num futuro distante, no qual o que sobrou da humanidade vive na Megaestrutura, um imenso e perigoso labirinto que enlouqueceu e está totalmente fora de controle. E no meio dessa loucura está Killy, um sujeito misterioso determinado a salvar a civilização humana do esquecimento. Publicada inicialmente como um mangá entre os anos de 1997 e 2003, “Blame!” ainda não tinha sido adaptada nem sequer como série. A produção, por sinal, foi consequência do sucesso de “Knights of Sidonia” no Netflix, série animada derivada de outra obra de Nihei. No anúncio da produção, David Lee, o vice-presidente internacional de Originais Netflix, deu a entender que a plataforma pretende explorar mais animes em seu futuro. “Estamos sempre ansiosos para oferecer os melhores animes originais e trabalhar com os mais conceituados criadores da indústria”, ele afirmou. Coproduzido pela Polygon Pictures, a animação tem direção de Hiroyuki Seshita (também de “Knights of Sidonia”) e estreia marcada para 20 de maio. A produção também será disponibilizada no Brasil, como demonstra o pôster nacional abaixo.

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  • Filme

    Moonlight é o grande vencedor do “Oscar indie”

    25 de fevereiro de 2017 /

    O drama “Moonlight” foi o grande vencedor do Independent Spirit Awards, principal premiação do cinema indie, considerado o “Oscar do cinema independente americano”. O filme escrito e dirigido por Barry Jenkins conquistou todos os cinco prêmios que disputava: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Edição e Fotografia, além do troféu Robert Altman de melhor elenco. Por causa do troféu Robert Altman, cujo vencedor é definido previamente, nenhum dos atores de “Moonlight” disputou prêmios de interpretação. Assim, Casey Affleck ficou com o troféu de Melhor Ator por “Manchester à Beira-Mar” e Isabelle Huppert com mais uma estatueta de Melhor Atriz por “Elle” – um dia depois de conquistar o César, na França. Entre os coadjuvantes, Ben Foster venceu por “A Qualquer Custo” e Molly Shannon surpreendeu com o reconhecimento a seu trabalho em “The Other People”. Dos três brasileiros que concorriam, apenas um celebrou. O produtor Rodrigo Teixeira compartilhou a vitória do filme “A Bruxa” em duas categorias, Melhor Filme de Estreia e Melhor Roteiro de Estreia. O terror é uma coprodução da empresa brasileira RT Features, de Teixeira, com estúdios americanos. “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, que concorria na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, perdeu para o alemão “Toni Erdmann”, de Maren Ade. Já “Melhores Amigos”, que concorria a Melhor Roteiro, escrito pelo americano Ira Sachs e o brasileiro Maurício Zacharias, foi um dos longas que perdeu para “Moonlight”. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do Independent Film Awards 2017 Melhor Filme Moonlight Melhor Diretor Barry Jenkins (Moonlight) Melhor Atriz Isabelle Huppert (Elle) Melhor Ator Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) Melhor Atriz Coadjuvante Molly Shannon (Other People) Melhor Ator Coadjuvante Ben Foster (A Qualquer Custo) Melhor Roteiro Barry Jenkins (Moonlight) Melhor Filme de Estreia A Bruxa Melhor Roteiro de Estreia Robert Eggers (A Bruxa) Melhor Edição Joi McMillon e Nat Sanders (Moonlight) Melhor Direção de Fotografia James Laxton (Moonlight) Melhor Documentário O.J.: Made in America Melhor Filme Estrangeiro Toni Erdmann (Alemanha e Romênia) Prêmio John Cassavetes (Melhor Filme Feito com Menos de US$ 500 mil) Spa Night Prêmio Robert Altman (Melhor Elenco) Moonlight

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  • Filme

    Comédia indie que venceu o Festival de Tribeca ganha primeiro trailer

    25 de fevereiro de 2017 /

    A CBS Films divulgou o primeiro trailer de “Dean”, comédia indie que venceu o último Festival de Tribeca. O filme marca a estreia na direção de Demetri Martin, ator de “Aconteceu em Woodstock” (2009), que interpreta adolescentes, mas que já tem 39 anos. Ele escreveu, dirigiu e também protagoniza o filme, como o personagem-título, um jovem ilustrador de Nova York, que se apaixona atrapalhadamente por uma garota de Los Angeles ao viajar para impedir o pai de vender a casa da família, após a morte de sua mãe. A prévia aproveita a profissão do personagem para incorporar ilustrações cômicas à narrativa. O elenco inclui Kevin Kline (“Minha Querida Dama”), Gillian Jacobs (séries “Community” e “Love”) e Mary Steenburgen (série “O Último Cara da Terra/The Last Man on Earth”). A estreia está prevista para 2 de junho nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Série

    Comercial destaca a nova companheira do Doutor Who

    25 de fevereiro de 2017 /

    O canal pago BBC America divulgou um novo comercial da 10ª temporada de “Doctor Who”, que destaca a participação da atriz Pearl Mackie, a nova companheira de Peter Capaldi na produção. A prévia compartilha sua percepção do protagonista e como ela adora o fato de participar das aventuras. Mackie vai dar vida a uma nova personagem, chamada Billy, substituta de Clara Oswald, a professorinha carismática encarnada por Jenna Coleman, que teve um destino trágico no final da temporada passada. A nova atriz tem um currículo bastante enxuto, tendo participado apenas do filme “Svengali” (2013) e de um episódio da longeva série britânica “Doctors” em 2014. Por sinal, sua participação foi comunicada em abril de 2016, um ano antes da data prevista para o começo da 10ª temporada – em abril de 2017. Um detalhe que não tem sido muito comentado é que o simpático Nardole, vivido por Matt Lucas, também parece ter sido incorporado ao elenco fixo da atração. Nardole tinha aparecido exclusivamente nos dois últimos especiais de Natal de “Doctor Who”, atuando como assistente do bom Doutor, mas pode ser visto novamente no comercial, ao lado de Billy e do Doutor. Por sinal, a 10ª temporada será a última de Capaldi como Doctor Who, além de marcar a despedida do produtor Steven Moffat. Ele será substituído por Chris Chibnall (criador da série “Broadchurch”), já confirmado como novo showrunner da atração a partir da 11ª temporada, prevista para 2018. Os novos episódios começam a ser exibidos a partir de 15 de abril nos EUA e no Reino Unido.

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  • Filme

    Indicados ao Oscar 2017 de Melhor Filme em Língua Estrangeira divulgam manifesto contra “fanatismo” dos EUA

    25 de fevereiro de 2017 /

    A política internacional do governo de Donald Trump conseguiu uma façanha histórica, ao inspirar a união de todos os cineastas indicados na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2017. Pela primeira vez na história do Oscar, os candidatos estrangeiros ao troféu da Academia emitiram um comunicado conjunto de cunho político, denunciando o fanatismo americano e de outros países. Palavras duras, no tom usado pelo próprio governo americano para descrever habitantes de outros países. Leia abaixo a íntegra do manifesto, assinado pelo dinamarquês Martin Zandvliet (“Terra de Minas”), o sueco Hannes Holm (“Um Homem Chamado Ove”), o iraniano Asghar Farhadi (“O Apartamento”), a alemã Maren Ade (“Toni Erdmann”) e os australianos Martin Butler e Bentley Dean (que concorrem juntos por “Tanna”). “Em nome de todos os candidatos, gostaríamos de expressar nossa desaprovação unânime e enfática ao clima de fanatismo e nacionalismo que vemos hoje nos EUA e em tantos outros países, em parte da população e, infelizmente, entre os líderes políticos. O medo gerado pela divisão em gêneros, cores, religiões e sexualidades como meio para justificar a violência destrói as coisas de que dependemos – não apenas como artistas, mas como seres humanos: a diversidade de culturas, a chance de ser enriquecido por algo aparentemente “estrangeiro” e a crença de que os encontros humanos podem nos mudar para melhor. Essas paredes divisórias impedem as pessoas de experimentar algo simples, mas fundamental: de descobrir que nem todos somos tão diferentes. Então nós nos perguntamos: o que o cinema pode fazer? Embora não queiramos superestimar o poder dos filmes, acreditamos que nenhum outro meio pode oferecer uma visão tão profunda das circunstâncias de outras pessoas e transformar os sentimentos de desconhecimento em curiosidade, empatia e compaixão – mesmo para aqueles que eles nos dizem que são nossos inimigos. Independentemente de quem ganhar o Oscar pelo Melhor Filme em Língua Estrangeira no domingo, nos recusamos a pensar em termos de fronteiras. Acreditamos que não há melhor país, melhor gênero, melhor religião ou melhor cor. Queremos que este prêmio seja um símbolo da unidade entre as nações e a liberdade das artes. Os direitos humanos não são algo que você tem que se candidatar. Eles simplesmente existem – para todos. Por isso, dedicamos este prêmio a todas as pessoas, artistas, jornalistas e ativistas que estão trabalhando para promover a unidade e a compreensão, e que defendem a liberdade de expressão e a dignidade humana – valores cuja proteção é agora mais importante do que nunca. Dedicando-lhes o Oscar, desejamos expressar-lhes o nosso profundo respeito e solidariedade.”

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    Revival de Mystery Science Theater 3000 ganha primeira foto com o novo elenco

    25 de fevereiro de 2017 /

    A Netflix divulgou a primeira foto do elenco do revival da série cult “Mystery Science Theater 3000” (programa que foi ao ar entre os anos 1988 e 1999). A nova versão inclui, além dos integrantes originais (Bill Corbett, Kevin Murphy e Mary Jo Pehl ), a adição de Felicia Day (série “Supernatural”) e Patton Oswalt (série “Agents of SHIELD”). Conhecida pela abreviação “MST3K”, a série se resumia à exibição comentada de filmes antigos ruins. A sessão trash era assistida por um astronauta e dois robôs, presos em um satélite no espaço, como parte de um experimento por cientistas loucos. O homem e seus companheiros robôs comentavam e zombavam das produções que assistiam. A série durou de 1988 até 1999, rendendo ao todo 198 episódios, e ao contrário dos filmes de ficção científica de péssima qualidade incluídos em sua produção, fez grande sucesso de público e crítica, chegando a ganhar um Peabody Award em 1993. “MST3K” nunca foi exibida no Brasil, mas o longa-metragem para cinemas, “Mystery Science Theater 3000: The Movie”, foi dublado e chegou às telas brasileiras pela rede Globo, com o título “O Filme Mais Idiota do Mundo”. O revival se tornou possível depois que o criador da série, Joel Hodgson, lançou uma campanha de arrecadação no Kickstarter na esperança de alcançar US$ 2 milhões para produzir novos episódios e acabou atingindo US$ 5,7 milhões em contribuições, valor recorde no site de crowdfunding. O Netflix vai inteirar o restante e fazer a distribuição mundial de 14 novos episódios do programa, que terá Elliott Kalan (programa “The Daily Show”) como roteirista-chefe, além de Dan Harmon (criador de “Community”) e o ator Joel McHale (também de “Community”) na equipe de roteiristas. A estreia está marcada para no dia 14 de abril. Mas não será desta vez que o público brasileiro poderá conhecer oficialmente a produção. Segundo o site The Hollywood Reporter, o programa estará disponível pela Netflix somente nos países de língua inglesa – Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido.

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    Elle vence o César 2017 e é o Melhor Filme francês do ano

    24 de fevereiro de 2017 /

    O suspense “Elle” foi o grande vencedor do César 2017, a principal premiação do cinema francês, equivalente ao Oscar americano. Além de vencer como Melhor Filme do ano, o longa do holandês Paul Verhoeven rendeu o César de Melhor Atriz para sua estrela, Isabelle Huppert, em cerimônia realizada na noite desta sexta-feira (24), em Paris. Verhoeven, porém, não levou o troféu de Melhor Diretor. Ele foi superado pelo jovem canadense Xavier Dolan, que venceu por “É Apenas o Fim do Mundo”, drama que divide opiniões da crítica. O cineasta, por sinal, venceu dois César. O segundo foi pela edição do filme. “É Apenas o Fim do Mundo” também premiou o desempenho Gaspard Ulliel com o César de Melhor Ator. Outro filme que também recebeu três troféus foi “Divines”, distribuído pela Netflix: venceu na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Deborah Lukumuena), Revelação Feminina (Oulaya Amamra) e Melhor Filme de Estreia para a diretora Houda Benyamina, que já tinha sido premiada com a Câmera de Ouro (Melhor Filme de Estreia) no Festival de Cannes. Também repetindo Cannes, o Vencedor da Palma de Ouro, o britânico “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, ficou com a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, superando o brasileiro “Aquarius”. Favorito na premiação, o drama “Frantz”, de François Ozon, acabou decepcionando. Indicado a 11 troféus, o longa só venceu um: de Melhor Fotografia. Perdeu até como Roteiro Adaptado, categoria que foi vencida, de forma surpreendente, por “Minha Vida de Abobrinha”, premiada também como Melhor Animação. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do César 2017 Melhor Filme “Elle” Melhor Direção Xavier Dolan (“É Apenas o Fim do Mundo”) Melhor Atriz Isabelle Huppert (“Elle”) Melhor Ator Gaspard Ulliel (“É Apenas o Fim do Mundo”) Melhor Atriz Coadjuvante Déborah Lukumuena (“Divines”) Melhor Ator Coadjuvante James Thierrée “Chocolate” Melhor Revelação Feminina Oulaya Amamra (“Divines”) Melhor Revelação Masculina Niels Schneider (“Diamant Noir”) Melhor Roteiro Original Raoul Ruiz (“O Efeito Aquático”) Melhor Roteiro Adaptado Céline Sciamma (“Minha Vida de Abobrinha”) Melhor Filme Estrangeiro “Eu, Daniel Blake” (Reino Unido) Melhor Filme de Estreia “Divines” Melhor Animação “Minha Vida de Abobrinha” Melhor Trilha Sonora Ibrahim Maalouf (“Dans les Forêts de Sibérie”) Melhor Fotografia Pascal Marti (“Frantz”) Melhor Edição Xavier Dolan (“É Apenas o Fim do Mundo”) Melhor Figurino Anaïs Romand (“La Danseuse”) Melhor Cenografia Jérémie D. Lignol (“Chocolate”) Melhor Som Marc Engels, Fred Demolder, Sylvain Réty, Jean-Paul Hurier (“L’odyssée”) Melhor Documentário “Merci Patron”

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    Punho de Ferro ganha vida em pôster animado

    24 de fevereiro de 2017 /

    A Netflix dois pôsteres de “Punho de Ferro”, sua quarta série de super-herói da Marvel. Ambos trazem o protagonista, interpretado por Finn Jones (o Loras Tyrell de “Game of Thrones”), mas um deles é animado. A série vai seguir de perto a história dos quadrinhos, mostrando como Danny Rand (Jones) virou o Punho de Ferro, após uma tragédia matar seus pais e o deixar órfão ainda criança, no Himalaia. Ele só não morreu porque foi resgatado por monges de uma cidade mística que lhe ensinaram artes marciais. O detalhe é que Danny não aprendeu apenas kung fu nos 15 anos em que ficou desaparecido, como provam seus socos que brilham e arremessam portas de aço à distância. Mais obscuro dos quatro heróis que compõem o universo Marvel da Netflix, Punho de Ferro é, entretanto, o que tem uma história de origem mais bem-acabada, que se mescla numa trama de vingança, conforme ele ressurge, já adulto, para buscar o que lhe pertence: a empresa criada por seu pai e atualmente dirigido pelo sócio responsável pela morte de sua família, Harold Meachum. A trama tem até elementos de soup opera, como os herdeiros do vilão que podem ou não ser boa gente, especialmente a filha, Joy Meachum, possível interesse romântico ou inimiga de Danny. É Shakespeare com kung fu e novela, conforme delineado na trama original dos quadrinhos, escrita em 1974 por Roy Thomas e desenhada por Gil Kane. De quebra, a história ainda introduz Colleen Wing, uma das principais personagens asiáticas da Marvel, mestre das artes marciais que se alia a Danny em sua luta contra a família Meachum. A adaptação foi desenvolvida por Scott Buck (ex-showrunner de “Dexter”) e o elenco destaca Jessica Henwick (Nymeria Sand em “Game of Thrones”) como Colleen Wing, Tom Pelphrey (série “Banshee”) como Ward Meachum, Jessica Stroup (série “The Following”) como Joy Meachum e David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”) como Harold Meachum. A produção também inclui Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, em sua quarta série consecutiva da Marvel, além da participação de Carrie Ann Moss, retomando o papel da advogada Jeri Hogarth, vista em “Jessica Jones”. “Punho de Ferro” vai estrear em 17 de março com 13 episódios. Clear your mind. Embrace your power. #IronFist pic.twitter.com/DeAvAyOuXa — Iron Fist (@MarvelIronFist) February 22, 2017

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  • Filme

    José Padilha vai filmar julgamento histórico que marcou a luta contra o racismo nos EUA

    24 de fevereiro de 2017 /

    O cineasta brasileiro José Padilha vai dirigir um filme de época sobre um famoso caso de tribunal, que marcou a luta contra o racismo nos Estados Unidos. Segundo o site Deadline, ele assumiu o comando da adaptação do livro “Arc of Justice: A Saga of Race, Civil Rights, and Murder in the Jazz Age”, de Kevin Boyle, que narra a história verídica de um incidente racial ocorrido em Detroit em 1925, que levou o médico negro Ossian Sweet ser levado a julgamento por um suposto assassinato. O médico e sua esposa tinham acabado de se mudar para sua casa nova num bairro de classe média de Detroit, revoltando os moradores locais, que se juntaram para forçá-los a ir embora. Cerca de mil moradores brancos do bairro criaram um tumulto na frente da casa dos Sweet, atirando pedras contra a residência e disparando tiros. No meio da confusão, um homem foi morto. E a polícia decidiu prender o médico por homicídio. A história acompanha em paralelo os primeiros passos da organização NAACP (sigla, em inglês, de Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor), pioneira na luta pelos direitos civis, que financiou a defesa de Sweet, realizada pelo famoso advogado Clarence Darrow, uma lenda dos tribunais americanos. O discurso final de Darrow durou mais de oito horas e convenceu o júri de que todas as pessoas têm o direito de defender seu lar, independente da cor da pele. O veredito chocou a população branca da cidade. Anos depois, a casa dos Sweet foi tombada e virou patrimônio histórico de Detroit, com uma placa erguida diante de sua fachada para homenagear seus antigos moradores. A Mark Gordon Company comprou os direitos da adaptação, que será escrita por Max Borenstein (“Godzilla” e “Kong: A Ilha da Caveira”) e Rodney Barnes (séries “Todo Mundo Odeia o Chris” e “The Boondocks”). Padilha finalizou recentemente a filmagem do thriller “Entebbe”, outra produção de época, sobre a ação terrorista de um grupo palestino que sequestrou um avião nos anos 1970. Ele também está envolvido com a 3ª temporada da série “Narcos” e desenvolvendo uma série para a Netflix baseada na Operação Lava Jato.

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    Asa Noturna vai virar filme com direção do responsável por Lego Batman

    23 de fevereiro de 2017 /

    “Lego Batman” conseguiu o que nenhum lançamento de super-herói da DC Comics foi capaz de fazer nos últimos anos: agradar em cheio à crítica. Isto ajuda a explicar o mais inesperado anúncio de produção cinematográfica do ano: a Warner está negociando com Chris McKay, que estreou no cinema à frente de “Lego Batman”, para dirigir o filme do herói Asa Noturna. Segundo o site The Hollywood Reporter, McKay vai trocar os bonecos Lego por atores de carne e osso. O detalhe é que eles estarão fantasiados como os personagens do mesmo universo de sua animação. Afinal, Asa Noturna é o Robin adulto, Dick Grayson (que foi dublado por Michael Cera na animação) quando amadureceu o suficiente para virar sua própria versão do Batman. O roteiro está sendo escrito por Bill Dubuque (“O Contador”), mas não há indicação de qual história será abordada. Dick Grayson foi criado por Bob Kane, Bill Finger e o desenhista Jerry Robinson em 1940, como o mais jovem trapezista de uma família circense, que fica órfão quando seus pais são assassinados e acaba tendo sua custódia legal assumida por Bruce Wayne. Como Robin, ele foi responsável por introduzir maior leveza nas histórias do Batman. Mas os conflitos geracionais dos anos 1960 o levaram a procurar sua própria turma, dando origem à Turma Titã (hoje, Jovens Titãs), um grupo de heróis adolescentes em que desenvolveu sua liderança e mostrou todo o seu potencial. Foi só na década de 1980 que Grayson rompeu definitivamente com Batman, discordando de seu modo de ver o mundo. Após uma grande discussão, ele abandonou de vez a identidade de Robin. Batman encontrou outros substitutos para o lugar do ex-Menino Prodígio, mas o original continuou mais popular que todos eles, ganhando ainda mais destaque como Asa Noturna. Asa Noturna nunca apareceu num filme da Warner. Mas a atual continuidade já se referiu à Robin, que teria sido morto pela Arlequina e/ou o Coringa (nos quadrinhos, o Coringa matou o primeiro substituto de Greyson, Jason Todd). Não há previsão para o início das filmagens nem para a estreia do filme do Asa Noturna.

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