Martin Scorsese elogia terror “Pearl”: “Tive problemas pra dormir”
O cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”) não poupou elogios ao filme “Pearl”, prelúdio de “X – A Marca da Morte” (2022). Num comentário enviado ao estúdio A24 e publicado no site SlashFilm, o veterano cineasta chamou o terror de “profundamente perturbador”, “hipnotizante” e “selvagem”. O elogio de Scorsese não se limita a este filme, mas a toda a carreira do cineasta Ti West. “Os filmes de Ti West têm um tipo de energia que é tão rara hoje em dia, alimentada por um amor puro e não diluído pelo cinema. Você sente isso em cada quadro.” O veterano diretor também falou sobre as diferenças entre esse filme e o seu antecessor, definindo “Pearl” como “um prelúdio de ‘X – A Marca da Morte’ feito em um registro cinematográfico diametralmente oposto (pense nos melodramas dos anos 1950 em scope coloridos), ‘Pearl’ tem 102 minutos selvagens, hipnotizantes, profundamente – e quero dizer profundamente – perturbadores.” Por fim, Scorsese também elogiou a atuação de Mia Goth, que interpreta a personagem-título. “West e sua musa e parceira criativa Mia Goth realmente sabem como brincar com seu público… antes de enfiar a faca em nossos peitos e começar a torcer. Fiquei fascinado, depois perturbado, depois tão perturbado que tive problemas pra dormir. Mas não conseguia parar de assistir.” “Pearl” se passa no ano de 1918, no final da 2ª Guerra Mundial e no auge da pandemia da Gripe Espanhola, e conta a juventude da psicopata idosa vista em “X – A Marca da Morte” (2022). O filme já está em exibição nos cinemas americanos, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Assista ao trailer de “Pearl”.
Viola Davis entra no samba e na História em visita ao Brasil
A atriz Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) está aproveitando para conhecer a Cultura, a História e os artistas brasileiros enquanto visita o Rio de Janeiro para promover seu novo filme, “A Mulher Rei”. Entre seus programas, ela e o marido Julius Tennon visitaram a quadra da Escola de Samba da Mangueira, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira e foram recepcionados com um jantar especial por Taís Araujo e Lázaro Ramos. “Foi uma honra apresentarmos a essa grande artista um pouco do maior espetáculo da Terra”, destacou a Mangueira em seu Instagram. “Ela visitou o Barracão da Mangueira e conheceu o trabalho realizado por uma escola na criação de um desfile e, por fim, um super show da Estação Primeira e seus segmentos. Que honra!”. Mas Davis não se limitou apenas a assistir, ela também participou. Em um vídeo gravado no encontro, é possível vê-la tocando pandeiro enquanto aproveitava a festa. Já casa de Taís e Lázaro, ela teve contato com artistas de várias gerações. O jantar contou com a presença da cantora Iza, do ator/cantor Seu Jorge, da socióloga Djamila Ribeiro, do bailarino Zebrinha, e dos atores Ícaro Silva, Dandara Mariana, Léa Garcia e Zezé Motta. “Estou lendo a biografia dela, e a história de vida da Viola me impactou muito. Ela é uma guerreira. Fiquei muito emocionada com esse encontro”, disse Zezé Motta ao jornal O Globo sobre o encontro. “Foi mesmo um privilégio conhecer uma mulher incrível com ela. Todos que estiveram no jantar sabem disso”, completou. Davis compartilhou o sentimento, ao publicar fotos desse encontro em suas redes sociais. “Ah Brasil!! Esta noite!! Esses brilhantes artistas pretos e marrons. Meu coração e minha mente estão tão cheios de suas ideias, sua visão, sua autenticidade e amor. Isso me fez lembrar porque eu amo ser uma artista. Viva Brasil!!!!!”, escreveu ela na publicação. A estrela ainda se encontrou com a imprensa brasileira, participando de uma entrevista coletiva nesta segunda (19/9), na qual destacou a importância da representatividade no cinema, e também deu uma entrevista exclusiva para jornalista e apresentadora Maju Coitinho, do programa “Fantástico”, exibida no último domingo (18/9). Na conversa, as duas falaram sobre a conexão brasileira com a cultura africana e negra em geral. “Nós sabemos que milhões de escravizados deixaram a África Ocidental, e a primeira parada deles foi o Brasil”, disse Davis. “Existe um sentimento na cultura negra, seja você um afro-americano, do Caribe ou brasileiro, de que nós estamos todos conectados. Nós somos parte de um todo. Um dos pontos centrais do filme é justamente essa profunda conexão, e a contribuição do Brasil nesse sentido é imensa.” Por sinal, ela também conheceu o Cais do Valongo, no Rio, que foi a principal entrada do tráfico humano de africanos nas Américas. Viola Davis vai voltar aos EUA com um pouco da História e da Cultura do Brasil na bagagem. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mangueira (@mangueira_oficial) Simplesmente Viola Davis tocando tamborim com a bateria da minha Mangueira. Que encontro espetacular pic.twitter.com/mW9MyCkSSH — Pedro Machado (@pegoncalves) September 19, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sony Pictures Brasil (@sonypicturesbr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por MUHCAB (@muhcab.rio) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sony Pictures Brasil (@sonypicturesbr) Quem sabe faz ao vivo! IZA cantando ‘Killing me Softly’ na casa de Taís Araujo e Lázaro Ramos e adivinhem quem também presenciou isso? Viola Davis 🥹🫶🏽 pic.twitter.com/fWSZmvsbak — Portal IZA (@izaportal) September 19, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por VIOLA DAVIS (@violadavis)
Viola Davis reforça no Brasil importância do protagonismo negro
A atriz Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) participou de uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro nesta segunda (19/9) para promover seu novo filme, “A Mulher Rei”, no qual ela vive a líder de um exército real de guerreiras africanas do século 19. Ao longo da coletiva, Davis falou sobre temas como racismo e representatividade no cinema. Ela destacou a importância de uma grande produção como “A Mulher Rei”, elogiadíssima pela crítica, ser estrelada por atrizes negras. “É importante para uma mulher preta saber que ela pode liderar um sucesso de bilheteria, sem precisar de um protagonista branco ou um homem”, disse a estrela, introduzindo o tema. “Vemos alguns dos grandes filmes e dos grandes cineastas, e não temos presença de negros”, apontou ela. “E não falo da nossa presença física. Nosso poder, nossa beleza, nossas diferenças não são representadas. Há um sentimento de que somos invisíveis.” “Infelizmente, o racismo ainda nos atinge”, ponderou. “Isso criou um sistema que te trata baseado em quem você é, no seu sexo e cor, e mulheres negras estão sempre no último lugar dessa lista, principalmente quando temos a pele escura. Você pode até ver médicas, advogadas negras em filmes, mas elas não têm nome. Você vê as pessoas na tela, procura nos créditos e não as as encontra. Estou cheia disso. Eu sei quem são esses seres humanos. São nossas mães, nossas tias.” “Sempre que eu vejo uma mulher negra em um filme, eu me pergunto quem ela é. Quando vejo, ela já sumiu. Eu estou cansada disso. Na minha vida, eu sei quem são essas mulheres. Elas são muitas e complicadas. São lindas, divertidas, às vezes não são mães ou tias. Eu queria que as mulheres negras fossem humanizadas como todos os outros. Se fossem erradicar o racismo, esse seria o primeiro passo. Entender que somos todos seres humanos, nós não somos uma metáfora.” Para a atriz, essa é a importância de filmes como “A Mulher Rei”, que devolve às mulheres negras um protagonista que a história lhe roubou. “Ver personagens como as do nosso filme é muito importante. A arte imita a vida, então precisamos ver isso na arte. Não é mais aceitável ver como brancos nos veem. Eu tenho esse valor, me desculpem. Eu tenho o mesmo valor que Meryl Streep, Helen Mirren e Julianne Moore. Não me importa que eu não seja loira ou não use um número de roupa menor. Eu tenho valor e os filmes precisam refletir isso.” Davis, porém, não deseja reduzir a importância das suas colegas atrizes, mas explicitar o sistema que as permite ser grandiosas. “O motivo de elas serem grandes é porque tiveram a oportunidade de mostrar isso. Se a arte imita a vida, é porque nós sentimos que elas mereceram isso. Eu, como mulher negra, acabo sentindo que não mereço. Isso está enfatizado em todo lugar. Eu me lembro de uma pessoa que me disse do nada: ‘Você sabe que não é bonita, né?’. A razão de eles [pessoas brancas] poderem dizer isso e saírem impunes é o motivo de eu e Julius [Tennon, marido de Viola e produtor de ‘A Mulher Rei’] estarmos colocando mulheres negras nas narrativas”, afirmou ela. No filme, Davis interpreta Nanisca, general de uma unidade militar feminina cujas guerreiras eram conhecidas como Agojie, mas também foram chamadas de Amazonas. Durante dois séculos, elas defenderam o Reino de Daomé, uma das nações africanas mais poderosas da era moderna, contra os colonizadores franceses e as tribos vizinhas que tentavam invadir o país, escravizar seu povo e destruir tudo o que representavam. As Amazonas de Daomé são a inspiração das guerreiras Dora Milaje, vistas nos quadrinhos e filmes do “Pantera Negra”. “Eu sempre conheci as amazonas, mas só fui conhecer as Agojie pelo filme”, disse a atriz. “‘Amazonas’ é uma expressão de colonizador. Eu só as conheci em 2018, quando comecei a preparação para o filme. Dê o nome de verdade das amazonas, que são as Agojie. Elas eram mulheres descartadas e que ninguém queria. Recrutadas entre oito e 14 anos. Muitas delas eram decapitadas caso não quisessem se tornar Agojie.” Como curiosidade, Daomé foi o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil, em 1822, enviando representantes diplomáticos à corte imperial de Dom Pedro I. Infelizmente, o reino africano acabou conquistado pelos franceses no começo dos anos 1900, passando meio século como colônia, antes de retomar sua independência e virar a atual República de Benim. Antes da colonização, porém, as Agojie eram a principal frente de defesa do país. “Como atriz, eu sempre me pergunto como buscar um jeito de viver essa a personagem, de sobreviver a isso. Como achar algo bonito nisso”, explicou Davis. “No roteiro escrito por Dana Stevens, elas tinham orgulho de defender o reino, isso lhes dava um propósito. Para mim, foi um meio de contar essa história enquanto artista. Há poucas informações sobre as Agojie, então busquei um jeito de valorizá-las.” Tal valorização faz parte de um esforço da atriz em busca de maior representação da cultura negra no cinema. “Ao assistir ‘A Mulher Rei’, você tem que se sentar para ver mulheres negras, fortes, de cabelo crespo como heroínas durante duas horas e meia. É a chance de nós sermos vistas”, disse ela. O filme tem direção de Gina Prince-Bythewood (“The Old Guard”) e se concentra na relação de Nanisca e uma guerreira ambiciosa, Nawi (Thuso Mbedu, de “The Underground Railroad”), enquanto lutam lado a lado contra as forças coloniais. O elenco ainda destaca Lashana Lynch (“007 – Sem Tempo Para Morrer”), a cantora Angélique Kidjo (“Arranjo de Natal”), Hero Fiennes Tiffin (“After”) e John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como o rei de Daomé. O filme estreou em 1º lugar nos cinemas dos EUA durante o fim de semana e também recebeu avaliações impressionantes – 95% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e a rara nota máxima, A+, do público no CinemaScore. A estreia no Brasil acontece na quinta-feira (22/9). Assista ao trailer abaixo.
Atriz de “Killing Eve” participa do velório da Rainha Elizabeth II
A atriz Sandra Oh (“Killing Eve”) chamou atenção de todo mundo por participar do velório da Rainha Elizabeth II. Muitos se perguntaram porque a estrela, que não é britânica, decidiu prestigiar a cerimônia. Mas há uma explicação. Ela foi convidada a integrar a delegação oficial canadense liderada pelo primeiro-ministro Justin Trudeau. A participação de Oh se deu após ela ter sido nomeada oficial da Ordem do Canadá, em junho. A Ordem do Canadá é um sistema de honras que reconhece canadenses que fizeram “contribuições extraordinárias à nação”. Oh, que tem nacionalidade canadense/americana, foi reconhecida por causa da “sua carreira artística repleta de papéis memoráveis no palco, na televisão e no cinema, no Canadá e no exterior”. Por conta disso, ela foi escalada para participar do funeral, ao lado de um grupo de colegas que receberam as mesmas honras nacionais, incluindo o ex-atleta olímpico Mark Tewksbury, o músico Gregory Charles e Leslie Arthur Palmer, membro da guarda costeira do país condecorado depois de salvar um pescador em meio a uma tempestade. Além de “Killing Eve”, Sandra Oh também é conhecida por sua participação na série “Greys Anatomy”. Seu novo projeto é um filme ainda sem título de Jessica Yu (“Ping Pong Playa”), em que vive a irmã de Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”). Vídeos da participação da atriz no velório já estão circulando nas redes sociais. Confira. SANDRA??? WHAT IS SHE DOING THERE😭😭 pic.twitter.com/peFswPk0wN — cola (@evclynwang) September 19, 2022
Woody Allen nega que esteja se aposentando
O cineasta Woody Allen (“Blue Jasmine”) negou sua suposta aposentadoria, após o jornal espanhol La Vanguardia publicar uma entrevista em que ele afirma: “Minha ideia, em princípio, não é fazer mais filmes e focar na escrita.” Como a notícia da aposentadoria correu o mundo, os representantes do diretor emitiram um comunicado oficial, no qual afirmaram categoricamente que “Woody Allen nunca disse que estava se aposentando, nem disse que estava escrevendo outro romance.” O comunicado explica que Allen apenas expressou o seu descontentamento com os métodos de distribuição dos filmes atualmente. “Ele disse que estava pensando em não fazer filmes, pois fazer filmes que vão direto ou muito rapidamente para plataformas de streaming não é tão agradável para ele, já que ele é um grande amante da experiência cinematográfica”, continua o comunicado. Esse descontentamento já tinha sido expressado antes, em uma conversa com Alec Baldwin transmitida ao vivo no Instagram em junho, na qual Allen falou que planejava dirigir “pelo menos mais um filme”, afirmando que “a emoção se foi” por causa do declínio da experiência cinematográfica. Apesar de discordar do processo de distribuição, Allen ainda encontra prazer na realização dos filmes, conforme aponta do comunicado. “Atualmente, ele não tem intenção de se aposentar e está muito animado por estar em Paris filmando seu novo longa, que será o seu 50º trabalho.” Em sua longa carreira, Allen recebeu um recorde de 16 indicações ao Oscar de Melhor Roteiro. Ele ganhou quatro Oscars, incluindo um de Melhor Diretor por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977). Mas, nos últimos anos, teve a carreira prejudicada pelo resgate de alegações de sua ex-parceira Mia Farrow de que teria molestado sua filha adotiva Dylan. Allen sempre negou as acusações, foi investigado nos anos 1990 e continuou a trabalhar e ser premiado. Mas após o movimento #MeToo, Dylan e seu irmão Ronan Farrow assumiram a frente de uma campanha bem-sucedida de cancelamento, que fez Allen perder contratos de distribuição de seus filmes e até editoriais, com seu livro de memórias tendo que trocar de editora pela pressão contra a publicação. O clima negativo é tão forte que o desmentido da aposentadoria chegou a ser lamentado em diversos blogs de cinema dos EUA. Sério. Os filmes mais recentes do diretor tiveram pouca ou nenhuma exibição na América do Norte, e vários atores americanos com quem ele trabalhou no passado também o renegaram. “Wasp 22”, o filme que Allen está muito animado em fazer, terá um elenco todo francês. Esse será o segundo trabalho do cineasta rodado em Paris. Ele venceu o Oscar de Melhor Roteiro com o primeiro, “Meia-Noite em Paris”, que há dez anos contou com Marion Cotillard e Léa Seydoux, mas deixou os papéis principais com artistas americanos.
“Constantine” terá continuação com Keanu Reeves
O filme “Constantine” (2005), que adaptou os quadrinhos de “Hellblazer”, vai ganhar uma continuação, 17 anos depois do lançamento original e novamente estrelada por Keanu Reeves (“Matrix Resurrections”) e dirigida por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança”). O acordo para a produção da sequência foi conduzido pessoalmente pelos novos copresidentes da Warner Bros Pictures Group, Michael De Luca e Pam Abdy, após mais de uma década de recusas do recentemente afastado Toby Emmerich. Detalhes sobre a trama ainda não foram divulgados. Sabe-se apenas que o filme será escrito por Akiva Goldsman (“Star Trek: Picard”) – que foi produtor do original – e produzido pelo cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). A presença de Abrams talvez se dê pelo seu envolvimento prévio com o personagem, visto que o cineasta estava desenvolvendo uma série na qual Constantine não seria branco. Mas seu intérprete nunca foi escalado. E agora não está claro se a série ainda vai acontecer ou se será substituída pelo filme. “Constantine” contou a história do investigador paranormal e fumante inveterado John Constantine, que se envolve com anjos e demônios. O filme rendeu mais de US$ 230 milhões nas bilheterias mundiais, porém foi muito criticado pelos fãs dos quadrinhos por ter mudado a nacionalidade do personagem – que é inglês e loiro nas HQs. As opiniões acabaram mudando, porque o filme se tornou bastante cultuado com o passar do tempo, especialmente depois do fracasso da série “Constantine” (2014), que comprovou que ter um protagonista britânico e loiro não era a garantia de sucesso. O longa original lançou a carreira do cineasta Francis Lawrence, hoje um diretor requisitado de blockbusters, e era um dos poucos que Keanu Reeves sempre dizia que queria revisitar. Também influenciou visualmente vários filmes, que até hoje tentam reproduzir suas cenas passadas no inferno, e antecipou em “apenas” 17 anos a “inovação” de “Sandman” de retratar um anjo de nome masculino com uma intérprete feminina andrógina – Tilda Swinton foi o arcanjo Gabriel no filme de 2005. Assista abaixo ao trailer de “Constantine”.
Franquia “Karatê Kid” vai ganhar novo filme
A franquia “Karatê Kid” vai ganhar um novo filme. O anúncio foi feito pelo estúdio Sony, que também já agendou a data de estreia: 7 de junho de 2024. Entretanto, a única informação adicional fornecida pelo estúdio é que a data marcará “o retorno da franquia original de ‘Karatê Kid.'” Ou seja, não se trata de um remake, como aquele lançado em 2010 e estrelado por Jackie Chan e Jaden Smith. Em vez disso, o novo filme deve se focar no elenco original, aproveitando assim o sucesso da série “Cobra Kai”. Especulações na internet sugerem que o filme pode promover o encontro entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Julie Pierce (Hilary Swank), finalmente juntando os protagonistas de “Karatê Kid: A Hora da Verdade” (1984) e “Karatê Kid 4: A Nova Aventura” (1994). Outra possibilidade levantada é que o filme poderia ser uma espécie de “episódio final” de “Cobra Kai”, visto que a Sony também produz a série. Nada disso foi confirmado. Mais detalhes devem ser divulgados em breve. Assista abaixo o trailer do primeiro “Karatê Kid”.
Pearl: Prólogo elogiado de “X – A Marca da Morte” só existe devido à pandemia
O terror “Pearl”, prólogo do recente “X – A Marca da Morte” (2022), está arrancando elogios da crítica e do público. Exibido no Festival de Toronto no começo da semana, atingiu 86% de aprovação no Rotten Tomatoes e chega aos cinemas norte-americanos nesta sexta (16/9), cercado de expectativas não apenas pela qualidade apontada nas críticas, mas pela maneira como se difere do seu antecessor. “‘X – A Marca da Morte’ foi um horror bastante padrão, bem executado sem quebrar o molde”, publicou o jornal canadense National Post. “Mas ‘Pearl’ é um pouco melhor em todos os aspectos, graças em parte a uma performance central assustadora de Mia Goth.” A atuação de Goth, que também é creditada como co-roteirista do filme, é uma constante entre os elogios à produção. “Goth imbui ‘Pearl’ com uma profundidade e tristeza quase inéditas que farão você sentir empatia legítima por essa criatura que abriga um mal ainda não despertado”, descreveu o site Cinapse. “Goth transcende todos os limites”, acrescentou o jornal New York Times. E foi ecoado pelo britânico Telegraph: “Goth é absolutamente tremenda”. O trabalho do diretor e roteirista Ti West foi igualmente elogiado. “Um verdadeiro artesão do horror”, descreveu o Los Angeles Times. “Uma dos melhores diretores de horror”, exaltou o AV Club. Os aplausos se devem em particular à forma como “Pearl” reflete influências da Hollywood clássica, em contraste com a homenagem aos filmes slashers de “X”. “Juntos, ‘X’ e ‘Pearl’ formam um atraente programa duplo, apresentando homenagens respingadas de sangue a diferentes eras do cinema”, comparou o San Francisco Chronicle. Mas o mais curioso disso tudo é que o filme é um fruto do acaso e só existe por causa das circunstâncias da pandemia de covid-19. O diretor estava preparando “X” quando veio a pandemia e todas as produções foram paralisadas, sem data para retornar. Insistindo em filmar no verão, o cineasta e o estúdio A24 encontraram uma solução: viajar para outro continente. O país escolhido foi a Nova Zelândia, que na época estava com uma política de Covid-Zero. Ou seja, o país fazia um controle restrito de quem entrava, colocando-os em quarentena por duas semanas. E, depois disso, todos poderiam circular livremente. West e seu elenco precisaram ficar em isolamento, enquanto aguardavam o início das filmagens. Nesse período, ele e Mia Goth começaram a discutir o passado de Pearl, a psicopata anciã de “X”, que a atriz interpretou sob pesada maquiagem. E a conversa se tornou tão boa que os dois passaram a considerá-la como base para um prólogo do filme, que West começou a escrever com ajuda da atriz e que foi filmado aproveitando os mesmos sets, em sequência. “Tínhamos essa infraestrutura montada, com equipe e elenco, e estávamos construindo todos esses sets”, disse West, ao site Deadline. “Estávamos gastando todo esse esforço para fazer um filme no único lugar do mundo onde, na época, você podia fazer um filme. E fez sentido para mim tentarmos fazer dois filmes enquanto estávamos lá, para fazer o melhor uso de tudo o que tínhamos.” West conta que chegou a considerar fazer uma continuação, mas achou que, naquele momento, isso não fazia sentido. “Porque ‘X – A Marca da Morte’ era um filme sobre pessoas que foram para uma fazenda e o terror se seguiu. Voltar a mostrar mais pessoas indo para uma fazenda não era tão interessante.” “Estávamos falando muito sobre a história pregressa da personagem”, continou West, “porque não temos muito disso no filme. E isso se tornou interessante – tipo, se voltássemos para trás e fizéssemos sua ‘história de origem’, por falta de um termo melhor, havia uma história interessante para contar.” A princípio, o diretor não sabia se a A24 aceitaria bancar dois filmes, mas desenvolveu o roteiro mesmo assim. “Pensamos: ‘Na melhor das hipóteses, fazemos um filme. Na pior das hipóteses, torna-se uma história de fundo realmente bem desenvolvida para a personagem de Mia, e ‘X’ se torna um filme melhor por conta disso'”, disse ele. “Mas todo o crédito vai para a A24. Eles adoraram o roteiro.” Quando questionada a respeito da história do filme, Goth disse apenas que “’Pearl’ é uma jovem bastante ingênua. Ela tem muitas ambições e, enquanto a acompanhamos neste filme, a vemos tentando tirar o melhor proveito de uma situação realmente difícil.” “Pearl” se passa no ano de 1918, no final da 2ª Guerra Mundial e no auge da pandemia da Gripe Espanhola. Em relação ao tom do filme, algumas críticas apontam que se trata de algo completamente diferente do original. “Basicamente, coloque Carrie White [protagonista de ‘Carrie – A Estranha’] dentro de ‘O Mágico de Oz’ – mas certifique-se de que ela tenha visto ‘Cidade dos Sonhos'”, “explicou” o crítico Sean Collier, do Pittsburgh Magazine. Apesar dos elogios e da estreia nesta sexta nos EUA, o filme ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Confira abaixo o trailer da produção.
Florence Pugh investiga milagre em fotos de filme da Netflix
A Netfix divulgou 13 fotos e um pôster do filme “O Milagre” (The Wonder), dirigido pelo chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”) e estrelado por Florence Pugh (“Viúva Negra”). Além de destacarem o elenco da produção, as imagens também mostram Lelio dirigindo Pugh em algumas cenas. Baseado no romance homônimo de Emma Donoghue, o filme se passa na Irlanda, no ano de 1859, e acompanha uma enfermeira (personagem de Pugh) chamada para cuidar de uma criança que supostamente sobrevive há meses sem comer. O roteiro foi escrito pelo próprio Lelio em parceria com Alice Birch (“Normal People”). O elenco ainda conta com Niamh Algar (“Raised by Wolves”), Ciarán Hinds (“Belfast”), Toby Jones (“First Cow – A Primeira Vaca da América”), Tom Burke (“Mank”), Elaine Cassidy (“A Descoberta das Bruxas”), David Wilmot (“Station Eleven”), Brían F. O’Byrne (“Lincoln Rhyme: A Caçada pelo Colecionador de Ossos”) e Kíla Lord Cassidy (“Viewpoint”). “O Milagre” estreia em 16 de novembro na Netflix.
Bens de Anne Heche são disputados por filho e ex-namorado
O filho de Anne Heche, Homer Laffoon, e o ex-namorado dela, o ator James Tupper (“Big Little Lies”), entraram na justiça para determinar quem tem o controle sobre os bens da falecida atriz. De acordo com documentos obtidos pela revista People, Laffoon entrou com uma petição no final de agosto, alegando que Heche não um tinha testamento e pedindo para ser legalmente nomeado o executor dos bens dela. Entretanto, na última quinta (15/9), um novo pedido foi protocolado no tribunal de Los Angeles, desta vez por Tupper, alegado que Heche tinha, sim, um testamento e o nomeou executor de sua propriedade há mais de uma década. Tupper, que viveu com Heche entre 2007 e 2018 e teve um filho com ela, afirma que a atriz enviou o seu testamento a ele e a outras duas pessoas em 25 de janeiro de 2011. “Meus desejos são que todos os meus bens vão para o controle do Sr. James Tupper para serem usados para criar meus filhos e depois entregues às crianças”, dizia o testamento. Na sua ação, Tupper ainda afirma que Homer “não é adequado” para administrar a propriedade de sua mãe porque ele é muito jovem. Além disso, o documento também diz que Heche e Homer não estavam se falando naquela época, “devido a ele ter abandonado os estudos universitários e não trabalhar para se sustentar”. Apesar da afirmação, Heche postou uma foto com seus filhos no seu Instagram em maio, época em que ela supostamente não estava falando com Homer. Tupper também acusa Homer de trocar as fechaduras do apartamento da atriz no dia da sua morte, impedindo que Atlas (filho de Tupper e Heche, e meio-irmão de Homer) fosse visitar e buscar os seus pertences. “[Homer] recusou a entrada de Atlas desde então e não respondeu ao pedido de Atlas para buscar suas roupas e computador na casa [de Heche]”, afirma o documento. O ex-namorado também expressou preocupação com a afirmação de Homer de que a casa de Heche está “vaga”. “A casa de Heche estava cheia de móveis, joias, objetos de valor, arquivos e registros, e sua remoção não foi autorizada de forma alguma.” Em entrevista à People, o advogado de Homer, Bryan L. Phipps, afirmou que “nós preferimos ver a administração do patrimônio agir no tribunal e não na mídia, pois nossos documentos legais falam por si. O tribunal que nomeou Homer administrador especial [na quinta-feira] também apoia essa decisão”. A ação movida por Homer em 31 de agosto mencionava os dois irmãos como herdeiros legítimos da propriedade de Heche. “A propriedade consiste em dois (2) herdeiros – Homer Heche Laffoon e Atlas Heche Tupper”, afirma o documento. “Homer Heche Laffoon é adulto e o administrador proposto. Atlas Heche Tupper é menor.” Não ficou claro, porém, se Homer estava pedindo para ser nomeado guardião de Atlas (que tem 13 anos). “James está usando o telefone de Atlas para pressioná-lo e tentar manipular Homer”, disse o advogado, numa ação protocolada no início da semana. “James também deixou mensagens de voz em um tom semelhante. Homer está ansioso para ter uma conversa livre com Atlas, mas a ação de James não é produtiva.” Anne Heche morreu em consequência de um acidente de carro ocorrido em 5 de agosto, que a deixou em coma por uma semana. Ela foi declarada com morte cerebral em 11 de agosto, mas permaneceu temporariamente em suporte de vida para doar seus órgãos.
BLACKPINK lança mais um clipe pra quebrar recordes
O grupo sul-coreano BLACKPINK lançou um novo clipe, “Shut Down”, com seu tradicional visual colorido, muitos figurinos e cenários, ainda mais rap que o costume e referências à sucessos anteriores, como “Boombayah”, “Whistle” e “Kill This Love”, misturados com notas de “La Campanella”, clássico erudito do compositor e violinista italiano Niccolò Paganini. Essa mistura de elementos modernos e clássicos já tinha sido utilizada no clipe anterior da banda, “Pink Venom”, que quebrou recordes e nesta sexta (16/9) ultrapassou 300 milhões de visualizações no YouTube. As duas músicas fazem parte do aguardado segundo álbum do quarteto, intitulado “Born Pink”, que também foi lançado nessa sexta e conta com mais seis músicas inéditas. Antes mesmo do seu lançamento, o disco já somava mais de 1,5 milhões de pedidos de pré-venda. Eleito o “maior grupo feminino do mundo” pela revista americana “Time”, o BLACKPINK venceu recentemente o prêmio de Melhor Performance do Metaverso, no VMAs 2022. A banda formada por Lisa, Rosé, Jisoo e Jennie está se preparando para sair em turnê mundial a partir de outubro para promover o álbum. Elas já tem shows marcados na Ásia, Europa, Oceania e nos EUA, mas ainda não há menções à América do Sul.
“Sandman” corre risco de ser cancelada
Faz mais de um mês que “Sandman” foi lançada e a Netflix ainda não anunciou sua renovação para a 2ª temporada. Por conta disso, a série baseada nos quadrinhos criados pelo escritor Neil Gaiman passou a ser considerada em risco. Uma análise feita pelo site WhatsOnNetflix chega a considerar que ela já tem 50% de chances de ser cancelada. Trata-se de uma conclusão diferente daquela divulgada anteriormente pelo site, que na semana passada ainda afirmava que “Sandman” tinha “grandes chances” de renovação, devido ao seu sucesso nas primeiras semanas. “Conforme abordamos aqui no Whats on Netflix, as renovações se resumem a muitos fatores que nem sempre são visíveis para nós, espectadores”, afirma o site. “Uma das grandes coisas que vai pesar para ‘Sandman’ será, sem dúvida, sua taxa de conclusão (o número de pessoas que assistem a temporada inteira).” Outro fator de preocupação é que a Netflix não mencionou nada a respeito de “Sandman” quando divulgou a programação do evento Tudum. A proposta do evento é trazer novidades sobre praticamente todas as outras séries e filmes na plataforma. Mas nenhum dos envolvidos em “Sandman” foi anunciado no evento. Pode ser que a plataforma esteja guardando a novidade da renovação para o dia do evento, ou pode ser algo pior. “Sandman” foi lançada há mais de um mês e, desde então, não saiu da lista de séries mais assistidas da Netflix. Entretanto, esses números não são uma garantia de renovação, conforme apontou o próprio Neil Gaiman. “Porque ‘Sandman’ é uma série muito cara”, disse o autor, justificando porque a Netflix ainda não tinha anunciado a renovação. “E para a Netflix liberar o dinheiro para nos permitir fazer outra temporada, temos que ter um desempenho incrivelmente bom. Então, sim, fomos a melhor série do mundo nas primeiras duas semanas. Isso ainda pode não ser suficiente.” Caso a Netflix venha a cancelar a série, Gaiman disse que ela seria oferecida para outras plataformas. Assista ao trailer de “Sandman”.
Scott Bakula dia que recusou participação no reboot de “Quantum Leap”
O ator Scott Bakula não vai participar do reboot de “Quantum Leap”, série clássica que ele estrelou na década de 1990 (e que no Brasil ganhou o nome de “Contratempos”). A informação foi divulgada pelo próprio Bakula, numa publicação no seu Instagram. “Não tenho nenhuma conexão com essa nova série, seja na frente da câmera ou atrás dela”, escreveu Bakula na legenda de uma foto da série original. Especulações a respeito do envolvimento do ator circulam desde que o canal americano NBC encomendou o piloto do reboot, em janeiro, e só aumentaram à medida que os atores da nova versão lançaram informações relativas à presença de seu personagem em entrevistas. “Quem sabe?”, disse o novo protagonista, Raymond Lee (“Here and Now”), em entrevista ao site E! News. “Todo mundo que conheço que está envolvido no reboot adoraria vê-lo retornar”, acrescentou Ernie Hudson (“Os Caça-Fantasmas”) ao site TVLine. “Eu sei que o convite foi lançado, mas não sei qual é a resposta dele.” De fato, o convite foi feito, conforme o próprio Bakula admite na sua postagem. Mas foi recusado. “Em janeiro, o piloto foi vendido e um roteiro foi enviado para mim, porque o personagem Sam Beckett estava nele, o que faz sentido, certo? Como muitos de vocês têm me perguntado nos últimos meses: ‘Como vocês pode fazer ‘Quantum Leap’ sem Sam?’ (ou Al, aliás). Bem, acho que estamos prestes a descobrir”, escreveu Bakula. Segundo a sinopse oficial: “Faz 30 anos desde que o Dr. Sam Beckett (Scott Bakula) entrou no acelerador Quantum Leap e desapareceu. Agora, uma nova equipe foi montada para reiniciar o projeto na esperança de entender os mistérios por trás da máquina e do homem que a criou”. “Essa é a história. Como a série sempre esteve próxima de mim e é querida no meu coração, foi uma decisão muito difícil passar adiante o projeto, uma decisão que perturbou e confundiu tantos fãs da série original. No entanto, a ideia de alguém ‘saltar’ no tempo e viver no lugar de outra pessoa continua sendo um conceito muito atraente e tão digno de exploração, especialmente considerando o estado atual da humanidade. Nesse espírito, estou cruzando os dedos para que esse novo elenco e equipe tenham a sorte de aproveitar a magia que impulsionou o ‘Quantum Leap’ original nos corações e mentes das gerações passadas e presentes. Desejo-lhes boa sorte e bons saltos!”, completou Bakula. Para quem não lembra, “Quantum Leap” durou originalmente cinco temporadas, transmitidas entre 1989 e 1993. Seus episódios acompanhavam um cientista que, após uma experiência, passava a viajar involuntariamente no tempo, “saltando” nos corpos de pessoas de diferentes eras. Além de Bakula no papel principal, o elenco destacava Dean Stockwell, intérprete de um holograma que acompanhava as aventuras do protagonista. Stockwell faleceu em novembro passado, aos 85 anos. Por seus papéis, os dois atores receberam indicações ao Emmy em quatro anos consecutivos. O reboot está sendo produzido por Steven Lilien (criador de “Deus Me Adicionou”), Bryan Wynbrandt (showrunner de “La Brea”) e Martin Gero (criador de “Blindspot”). O criador do “Quantum Leap” original, Don Bellisario, também está a bordo como produtor. E além de Lee e Hudson, o elenco ainda inclui Anastasia Antonia (“Este Jogo Se Chama Assassinato”), Mason Alexander Park (“Sandman”), Jewel Staite (“Family Law”) e Georgina Reilly (“Murdoch Mysteries”). A nova versão de “Quantum Leap” estreia na próxima segunda (19/9) no canal americano NBC. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Scott Bakula (@scottbakula)











