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Instagram/Rico Melquiades

Etc|19 de setembro de 2026

Rico Melquíades se retrata após virar alvo de ação de R$ 5 milhões por assédio eleitoral

Influenciador pediu desculpas e defendeu voto livre após ameaçar demitir mulher que declarou apoio ao PT

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Rico pede desculpas após ação
2 O que Rico disse na retratação?
3 Vídeo ameaçava demissão por voto
4 MPT pede R$ 5 milhões
5 Caso também está com a Polícia Federal
6 Aberto para posicionamentos

Rico pede desculpas após ação

Rico Melquíades publicou uma retratação após virar alvo de uma ação civil pública de R$ 5 milhões por suposto assédio eleitoral. O influenciador pediu desculpas aos trabalhadores e afirmou que empregadores não podem pressionar funcionários por suas escolhas políticas, depois de aparecer em um vídeo ameaçando demitir uma mulher que declarou voto no PT. O processo foi apresentado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Alagoas.

O que Rico disse na retratação?

“Na condição de influenciador, tenho a plena consciência da minha responsabilidade com o público e do meu compromisso com as leis trabalhistas e também eleitorais”, afirmou. Em seguida, pediu desculpas: “Hoje, eu quero vir a público pedir desculpas a todos os brasileiros e aos trabalhadores. Nenhum funcionário deverá sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte de seu empregador”.

Rico também defendeu a liberdade política no ambiente profissional. “O respeito no ambiente de trabalho deve ser mútuo, garantindo a liberdade de expressão, de opinião política e o direito do voto livre e secreto. Vivemos em uma democracia e precisamos respeitar uns aos outros, sem jamais ultrapassar os limites previstos pela Constituição”, declarou.

Vídeo ameaçava demissão por voto

A retratação veio depois da repercussão de um vídeo publicado em 12 de setembro. Na gravação, intitulada “Minha casa, minhas regras”, Rico questionava quatro mulheres sobre quem pagava seus salários e suas preferências políticas. Depois que uma delas manifestou apoio ao PT, ele afirmou: “Não quero petista aqui” e anunciou sua demissão.

O influenciador agora afirma que as quatro mulheres são integrantes de sua própria família — mãe, irmã, tia e prima — e que todas concordaram em participar da gravação. O argumento, porém, não encerrou as apurações abertas a partir do conteúdo publicado nas redes.

MPT pede R$ 5 milhões

O MPT acusa Rico de assédio eleitoral e pede R$ 5 milhões em indenização por danos morais coletivos. Segundo os procuradores, ele teria misturado relações de trabalho e disputa política, além de expor as mulheres nas redes para produzir conteúdo e engajamento. A ação tramita na 11ª Vara do Trabalho de Maceió com pedido de urgência.

O órgão também apresentou 18 obrigações. Entre elas estão a proibição de exigir alinhamento partidário dos trabalhadores, condicionar emprego, salário, folgas ou benefícios à preferência eleitoral, pressionar funcionários a participar de atos políticos e impedir represálias relacionadas ao voto.

O MPT pediu ainda a retirada de publicações que exponham dados íntimos, humilhações ou exigências ideológicas ligadas aos trabalhadores e uma retratação pública esclarecendo que a escolha política não pode ser usada como critério para contratação ou demissão.

Caso também está com a Polícia Federal

A frente trabalhista não é a única aberta. O Ministério Público Eleitoral de Alagoas instaurou procedimento para apurar possível coação eleitoral e encaminhou o caso à Polícia Federal para análise na esfera criminal. A investigação considera a possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral, que trata do uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.

A retratação publicada por Rico não encerra os processos ou investigações. Caberá à Justiça do Trabalho decidir sobre os pedidos apresentados pelo MPT, enquanto a apuração eleitoral e criminal segue em outra frente.

Aberto para posicionamentos

O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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