
Instagram/Tony e Gustavo
Cantor sertanejo vai a júri acusado de matar esposa com 114 golpes
Defesa afirma que Gustavo, da dupla Tony e Gustavo, estava hospitalizado na noite do crime e aponta falhas na investigação
Julgamento acontece na sexta-feira
Gustavo, da dupla sertaneja Tony e Gustavo, vai a júri na sexta-feira (28/8) acusado de matar a esposa Karen Mancini em abril de 2024. A vítima sofreu 114 golpes que provocaram hemorragia e traumatismo craniano no imóvel onde o casal vivia em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
Defesa diz que cantor estava no hospital
Os advogados Ester D’Arc Silveira e Erick Pereira Nascimento sustentam que Gustavo não estava em casa quando Karen morreu. Segundo a defesa, ele sofreu um acidente de carro na noite de 19 de abril de 2024 e permaneceu no Hospital Municipal Raul Sertã até a manhã seguinte, quando teria voltado para casa e encontrado a esposa sem vida.
A defesa também questiona a investigação e aponta ausência de perícia de impressões digitais e DNA, falta de preservação adequada da cena do crime e inexistência de exame de corpo de delito no cantor. Os advogados ainda citam o histórico de depressão de Karen e o uso de medicação controlada pela vítima como parte dos argumentos que pretendem apresentar no julgamento, ainda que a morte tenha acontecido por extrema violência.
Família relatou histórico de brigas
Caroline Mancini, irmã de Karen, afirmou depois do crime que o relacionamento era marcado por discussões frequentes, algumas intensas a ponto de levar vizinhos a intervir. Segundo ela, a irmã chegou a procurar uma delegacia para solicitar medida protetiva contra o marido.
“Karen relutava muito em acreditar que o marido não era boa pessoa. Para ela, é como se ele só fosse agressivo sob o efeito de drogas. Falar mal dele era comprar uma briga com ela, que sempre acreditava que ele iria melhorar”, declarou Caroline.
O júri será presidido pela juíza Nearis dos Santos Arce, que também conduziu o julgamento de Flordelis. A ex-deputada do PSD e cantora gospel foi condenada a mais de 50 anos de prisão pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.
Aberto para posicionamentos
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.