Diretor vencedor do Oscar é preso na Itália sob acusação de estupro
O diretor Paul Haggis, do filme vencedor do Oscar “Crash – No Limite” (2004), foi detido neste domingo (19/5) na cidade de Ostuni, no sul da Itália, por acusações de agressão sexual e lesão corporal agravada, de acordo com vários relatos da mídia italiana e uma declaração dos promotores públicos da cidade vizinha de Brindisi. Uma jovem identificada apenas como “estrangeira” prestou queixa criminal contra Haggis, acusando-o de forçá-la a ter relações sexuais durante dois dias em Ostuni, onde ele se encontra para realizar uma série de master classes no Allora Fest, um novo festival de cinema marcado para começar na terça-feira (21/6). A mulher foi encontrada no aeroporto Papola Casale em Brindisi, onde foi largada na manhã deste domingo, apesar de demonstrar “condições físicas e psicológicas precárias”, segundo um relatório da polícia italiana. Socorrida por funcionários do aeroporto e policiais, ela foi levada para o hospital e posteriormente apresentou acusações formais. Esta não é a primeira acusação de agressão sexual feita contra Haggis. Em 2017, a assessora de imprensa Haleigh Breest processou o cineasta, alegando que ele a estuprou violentamente em seu apartamento em Nova York após uma première em 2013. Após essa acusação se tornar pública, mais três mulheres denunciaram o diretor e roteirista por má conduta sexual contra Haggis. Ele negou todas as alegações. Cientologista que depois se voltou contra a seita, Paul Haggis foi alçado à fama com “Crash” e depois assinou roteiros de filmes de sucesso como “Menina de Ouro” (2004), “007 – Cassino Royale” (2006) e “007 – Quantum of solace” (2008). As acusações refletem uma irônica lição de moral para a velha guarda de Hollywood. “Crash” é considerado o mais fraco vencedor do Oscar deste século e só teria vencido porque contou com apoio dos conservadores para impedir o favorito “O Segredo de Brokeback Montain” de ser consagrado pela Academia. O filme que rendeu o Oscar de Melhor Direção para Ang Lee contava uma história de amor proibida entre dois homens. Representando a opinião dos eleitores do prêmio, o já falecido ator Tony Curtis chegou a declarar que não tinha visto e não tinha intenção de ver o romance gay para votar no Oscar. Assim, o filme do homem acusado de ser estuprador acabou vencendo o Oscar, com apoio dos defensores da moral e dos bons costumes.
“Jurassic World” devora “Lightyear” nos EUA
“Jurassic World: Domínio” conseguiu se manter como o filme mais visto na América do Norte em seu segundo fim de semana em cartaz, mesmo enfrentando a estreia de “Lightyear”, animação derivada da adorada franquia “Toy Story”. De acordo com a Comscore, os dinossauros digitais superaram o astronauta animado com US$ 58,7 milhões de faturamento em 4.679 salas de cinema nos EUA e Canadá. Em 10 dias de exibição, o total doméstico já chega a US$ 247,8 milhões, enquanto a soma mundial atingiu US$ 622,2 milhões. A produção da Universal foi apenas o sétimo título de Hollywood a ultrapassar US$ 600 milhões na era da pandemia. O terceiro “Jurassic World” também é o maior sucesso americano lançado na China desde a pandemia, com faturamento de US$ 92,8 milhões no país. “Lightyear” ficou em 2º lugar, abaixo das projeções da Disney, com US$ 51 milhões em 4.255 telas. No exterior, o desenho da Pixar arrecadou US$ 34,6 milhões em 43 mercados, chegando a US$ 85,6 milhões mundiais. Era o que a Disney esperava obter apenas nos EUA. O filme teria sofrido retaliação conservadora em mais de um sentido. Além de protestos por promover “ideologia de gênero” (sinalização que constou em seu lançamento no Peru), devido a uma personagem lésbica, também teria sido prejudicado pela nova onda de covid-19. Crianças de famílias conservadoras correspondem a um dos segmentos de pior cobertura vacinal e que ainda não estariam indo aos cinemas. Com o lançamento de “Lightyear”, este também foi o primeiro fim de semana, desde o começo da pandemia, em que quatro blockbusters ocuparam o topo do ranking como os filmes mais vistos na América do Norte. “Top Gun: Maverick” ficou em 3º lugar com uma queda de apenas 15% em relação ao período anterior. Faturou US$ 44 milhões só nos últimos três dias, chegando a US$ 466,2 milhões em bilheteria doméstica e impressionantes US$ 885,2 milhões mundiais. Tem tudo para virar o primeiro lançamento bilionário de Tom Cruise. Bem distante desses valores, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” ficou em 4ª lugar com US$ 4,2 milhões. Há seis semanas em cartaz, conta com uma arrecadação doméstica de US$ 405,1 milhões e de US$ 942,5 milhões em todo o mundo. A animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que deve chegar ao Brasil direto em streaming, completa o Top 5 com US$ 1,1 milhão e uma soma doméstica de US$ 29,8 milhões.
20 clássicos para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro
Selecionamos uma programação especial para este domingo (19/6), em que é celebrado o Dia do Cinema Brasileiro, data escolhida em homenagem à exibição do primeiro filme nacional: “Uma Vista da Baia de Guanabara”, feito pelo ítalo-brasileiro Affonso Segretto em 1898. A lista abaixo relaciona 20 clássicos indispensáveis do cinema brasileiro, lançados ao longo do século passado e presentes em algumas das melhores plataformas e locadoras digitais. Embora vários títulos obrigatórios ainda estejam distantes do streaming – de “Braza Dormida” (1928) a “Carlota Joaquina” (1995), passando por “O Cangaceiro” (1953) e “O Pagador de Promessas” (1962) – é até impressionante a quantidade de opções disponíveis para celebrar a qualidade da produção nacional. Assim como também chama atenção nenhum deles estar presente nas plataformas multinacionais. Confira as sugestões e programe sua sessão. Aproveite para aguçar a curiosidade e conhecer alguns dos melhores filmes já feitos no país. | LIMITE | 1931 | BELAS ARTES A LA CARTE Muitos chamam o clássico mudo de Mario Peixoto de o melhor filme brasileiro de todos os tempos. Foi realmente a primeira obra experimental do cinema nacional, acompanhando um homem e duas mulheres num barco à deriva, que, por meio de imagens simbólicas, mostravam ter chegado ao limite de suas existências. Parte de seu culto tem a ver com a lenda que o acompanha. Consta que na época de sua estreia foi vaiado e gerou quebra-quebra nos cinemas. A reação do público foi tão negativa que ficou décadas sem ser exibido, até ser resgatado por cinéfilos nos anos 1970, que o saudaram como uma obra-prima quase esquecida. Sua fama se tornou mundial quando David Bowie o escolheu entre seus dez filmes favoritos em 2007. | RIO, 40 GRAUS | 1955 | CLARO TV+, GLOBOPLAY, TELECINE A estreia de Nelson Pereira dos Santos é considerada precursora do Cinema Novo, movimento estético e cultural que pretendia mostrar a realidade brasileira, além de ser ancestral dos filmes de favela como “Cidade de Deus”. O filme foi censurado pelo governo da época, pois só mostraria aspectos negativos da então capital do Brasil e era uma grande mentira. Segundo o coronel que presidia o Departamento Federal de Segurança Pública, “a média da temperatura do Rio nunca passou dos 39,6° C”. | OS CAFAJESTES | 1962 | CLARO TV+ O primeiro filme dirigido pelo moçambicano Ruy Guerra no país ficou famoso por inaugurar o nu frontal no cinema brasileiro, que transformou Norma Bengell na atriz mais falada de sua época. O clássico da cafajestagem reunia Jesse Valadão e Daniel Filho em torno de um plano: chantagear um tio rico com fotos de sua amante nua na praia. Mas a bela faz uma contraproposta: fotos da filha do rico dariam mais dinheiro. | VIDAS SECAS | 1963 | CLARO TV+, GLOBOPLAY, TELECINE Baseado na obra de Graciliano Ramos, o longa de Nelson Pereira dos Santos acompanha uma família de retirantes em meio à aridez do sertão, em busca de maneiras para sobreviver à seca. A salvação, porém, não os tira da miséria. À exceção de Átila Iorio como o chefe da família e Jofre Soares como o fazendeiro que os acolhe – e explora – , a maioria do elenco foi formado por estreantes e moradores reais da região alagoana que serviu de locação. Seu realismo rendeu um prêmio especial no Festival de Cannes e impressionou o British Film Institute (BFI), que o listou como único título brasileiro em sua lista dos melhores filmes de todos os tempos. | DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL | 1964 | CLARO TV+, GLOBOPLAY A obra-prima de Glauber Rocha e mais famoso título do Cinema Novo junta os temas da seca, exploração religiosa dos mais pobres e criminalidade numa espécie de western caboclo. A trama segue o vaqueiro Manuel (Geraldo del Rey) e sua esposa Rosa (Yoná Magalhães) em fuga para o sertão, após ele matar um coronel que tenta enganá-lo. No meio do deserto, eles encontram duas figuras icônicas: Sebastião (inspirado em Antonio Conselheiro e vivido por Lidio Silva), que se diz divino, e o cangaceiro Corisco (Othon Bastos), que se descreve como demoníaco. Enquanto isso, o mercenário Antonio das Mortes (Maurício do Valle) está em seu encalço. Vale lembrar que o filme ganhou uma sequência, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), centrada no personagem Antonio das Mortes, e que também está disponível em streaming. | OS FUZIS | 1964 | CLARO TV+ O drama de Ruy Guerra forma com “Vidas Secas” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” uma “trilogia de ouro” do Cinema Novo. Os três foram lançados no mesmo ano e abordam a vida dura no sertão nordestino. Mais politizado, “Os Fuzis” mostra como o governo tratava do problema: com repressão. O título faz referência a um grupo de soldados que é enviado ao Nordeste para impedir que pobres saqueiem armazéns por causa da fome. Ruy Guerra foi consagrado com o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim. | À MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA | 1964 | BELAS ARTES, CLARO TV+, GLOBOPLAY, LOOKE, TELECINE O maior clássico do terror nacional lançou o personagem de Zé do Caixão, criado e vivido pelo cineasta José Mojica Marins. A trama mostra sua origem como um coveiro sádico que aterroriza mulheres em busca do ventre perfeito para gerar seu filho e, assim, garantir a perpetuidade de seu sangue. A saga de Zé do Caixão continua em “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1967), que contou com “figuração” de 500 aranhas reais e também pode ser visto em streaming. | SÃO PAULO, SOCIEDADE ANÔNIMA | 1965 | CLARO TV+, GLOBOPLAY, LOOKE, TELECINE O drama de Luís Sérgio Person foi o primeiro a captar o estresse da vida moderna brasileira. Passado em maio à euforia desenvolvimentista provocada pela instalação de indústrias automobilísticas estrangeiras em São Paulo, traz Walmor Chagas como um gerente recém-promovido numa fábrica de autopeças, que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. | TERRA EM TRANSE | 1967 | CLARO TV+, GLOBOPLAY, TELECINE Glauber Rocha filmou um país fictício, chamado República de Eldorado, muito parecido com aquele que não podia ser nomeado na época da ditadura militar, já que todos os políticos do lugar eram corruptos, dos conservadores assumidos aos populistas de mostruário. Na trama, o jornalista idealista vivido por Jardel Filho descobria que candidatos de direita e de esquerda estavam envolvidos com os mesmos empresários, que apoiavam todos os lados para ter certeza de vencer e manter tudo como estava. Não só isso: ele próprio foi manipulado e usado pelo poder econômico em seu trabalho de imprensa. Taxado de subversivo, o filme foi proibido pela censura militar. Mas conquistou o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes e o troféu de Melhor Filme do Festival de Locarno, e todos se acertaram com uma condição curiosa: nomear o padre que aparecia no filme (interpretado por Jofre Soares). A ironia é que, ao ser exibido, “Terra em Transe” foi destroçado pela crítica. Em época polarizada, a imprensa repudiou seu retrato da esquerda e tentou cancelá-lo com pressão ideológica. Logo Glauber, que foi preso pela ditadura. Falecido em 1981, ele não viveu para ver o mensalão e o petrolão lhe darem razão. | O BANDIDO DA LUZ VERMELHA | 1968 | CLARO TV+, *VOD Rogério Sganzerla tinha 22 anos quando dirigiu o filme criminal mais famoso do Brasil. Inspirado nos crimes reais do famoso assaltante João Acácio Pereira da Costa, apelidado de “Bandido da Luz Vermelha”, é considerado um clássico do Cinema Marginal, muito por conta de seu estilo diferentão, que misturava influência visual do expressionismo alemão com narração radiofônica debochada de programa policial. Venceu quase tudo no Festival de Brasília de 1968, incluindo Melhor Filme e Direção, e de quebra ainda lançou a carreira de Sonia Braga, lançada nas telas como uma das vítimas do criminoso (Paulo Villaça). | MACUNAIMA | 1969 | CLARO TV+, GLOBOPLAY, TELECINE A obra-prima literária de Mario de Andrade virou um clássico do cinema sob a direção de Joaquim Pedro de Andrade. A representação da identidade brasileira, com direito à metáfora da antropofagia, e o tom debochado e nonsense da adaptação chegaram a ser relacionados ao tropicalismo, que vivia seu auge na música brasileira. O diretor recusou a conexão, mas Mario de Andrade foi grande inspirador do movimento, assim como a fase Jovem Guarda de Roberto Carlos, representada na trilha da produção. Apesar do tom fantasioso e absurdo, “Macunaíma” fez uma das críticas mais devastadoras ao Brasil, país de malandros, aproveitadores e racistas, onde negro só tem vantagens se virar branco. Famoso por comédias de sucesso desde os anos 1930, Grande Otelo só foi ter seu talento reconhecido por este filme, vencendo o prêmio de Melhor Ator do Festival de Brasília como o Macunaíma negro – Paulo José dividiu o papel, como o Macunaíma branco. | TODA A NUDEZ SERÁ CASTIGADA | 1973 | GLOBOPLAY Arnaldo Jabor causou escândalo com a adaptação da famosa peça de Nelson Rodrigues, em que um conservador se apaixona e se casa com uma prostituta, enquanto ela se envolve com seu filho. Narrada numa gravação póstuma pela personagem de Darlene Glória, a trama é uma coleção de pecados, incluindo sodomia e suicídio, que desnudam a hipocrisia conservadora. Indignada com a imoralidade da história, a Polícia Federal mandou retirar o filme de cartaz três meses após sua estreia, numa operação para “prender” as cópias em todos os cinemas. Só que, ao mesmo tempo, a produção venceu o Festival de Gramado e Jabor ainda conquistou o Leão de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim. Com isso, a acusação de que “aquilo” não era arte ruiu e os censores negociaram uma solução: quatro cortes para o filme voltar aos cinemas. A polêmica funcionou como a propaganda e ajudou o filme a se tornar um dos maiores sucessos do ano, visto por quase 2 milhões de espectadores, todos maiores de 18 anos. | XICA DA SILVA | 1976 | CLARO TV+, *VOD No auge da repressão, o cinema brasileiro trocou a política pelo sexo, promovendo outro tipo de revolução – comportamental – e passou a atrair multidões. Zezé Motta virou a maior sex symbol negra do país ao encarnar a escrava que se transformava em “rainha” e chocava a sociedade ao ter todos os desejos atendidos pelo amante branco e rico (Walmor Chagas). O longa de Cacá Diegues venceu os candangos de Melhor Filme, Diretor e Atriz no Festival de Brasília, e levou mais de 3 milhões aos cinemas. | DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS | 1976 | CLARO TV+, GLOBOPLAY, LOOKE, MUBI, TELECINE Maior bilheteria do cinema nacional do século 20, vista por mais de 10 milhões de espectadores, a adaptação de Jorge Amado, dirigida por Bruno Barreto, deveu muito de seu sucesso à Sonia Braga, não apenas pelo talento, que foi reconhecido até com indicação ao BAFTA (o Oscar britânico), mas por seu sex appeal. Vindo um ano depois da novela “Gabriela”, onde a atriz viveu outra deusa criada por Jorge Amado, a produção consolidou Sonia Braga como o maior símbolo sexual do Brasil – ainda que a bunda mais lembrada do longa seja a de José Wilker. O conhecido triângulo sobrenatural gira em torno de uma mulher fogosa (Braga), que se casa com um malandro bonitão, mas mulherengo (o vadio Vadinho, de José Wilker), e após virar viúva decide se juntar a um homem completamente diferente (o bonzinho Dr. Teodoro, de Mauro Mendonça). Só que ser respeitada e bem tratada não era tudo o que ela imaginava, fazendo-a sentir falta das safadezas do falecido. O desejo é tão forte que o fantasma de Vadinho aparece para satisfazê-la. E o melhor é que só ela consegue vê-lo – e senti-lo. Com direito à música-tema: “O Que Será (À Flor da Pele)”, que se tornou um dos maiores hits de Chico Buarque. | BYE BYE...
12 séries pra entrar no clima da parada LGBTQIAP+
A maior parada LGBTQIAP+ brasileira acontece neste domingo (19/6) em São Paulo, e para entrar no clima destacamos 12 séries com gays, lésbicas, bissexuais, trans, não binários e queers em geral. A lista tem até cenas gravadas durante uma parada pré-pandêmica na capital paulista, e tanto pode servir de aquecimento como pós-festa. Entre minisséries e produções de até sete temporadas, as opções também podem servir como lição de História ou simples passatempo, já que abraçam gêneros tão diversos quanto seus personagens. | POSE | STAR+ Com três temporadas brilhantes, a produção de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steven Cannals contou os bastidores das festas de ballroom de Nova York na virada dos anos 1980 para 1990, onde surgiu a dança Vogue popularizada pela música de mesmo nome de Madonna. Mas além deste lado festivo, também mostrou o avanço da Aids e as lutas do período contra vários preconceitos. O detalhe é que, enquanto fazia isso, “Pose” também derrubou muitos preconceitos do presente, ao reunir o maior elenco transexual já visto na TV, estabelecer a carreira da roteirista-produtora-diretora trans Janet Mock, além de transformar Michaela Jaé (MJ) Rodriguez em superstar, como a primeira estrela trans indicada ao Emmy de Melhor Atriz de Drama, e confirmar o talento do ícone gay da Broadway Billy Porter, também vencedor do Emmy como Melhor Ator. | VENENO | HBO MAX A minissérie biográfica celebra La Veneno, ícone transgênero e personalidade da TV espanhola. Após se tornar reclusa, sua vida é narrada em flashback para um fã que descobre seu endereço, no momento em que atravessa a angústia da transição sexual. | IT’S A SIN | HBO MAX Passada em 1981, a minissérie gira em torno de um grupo de jovens atraídos à Londres pela agitada vida noturna gay da cidade. Mas essa alegria é rapidamente impactada pela epidemia de Aids. A produção foi criada por Russell T. Davies, que também criou a versão moderna de “Doctor Who” em 2005 e foi responsável pela série que introduziu o universo gay na televisão, “Queer as Folk” (não disponível em streaming), em 1999 – fez tanto sucesso que ganhou dois remakes americanos: o primeiro em 2000 e o segundo em junho passado na plataforma (indisponível no Brasil) Peacock. | LOVE, VICTOR | STAR+ A primeira série adolescente LGBTQIAP+ é baseada no filme “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que saía do armário e assumia seu romance gay em 2018. “Love, Victor” é a extensão daquela história, passada na mesma escola, mas acompanhando uma classe mais nova. A adaptação é de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e showrunners de “This Is Us”. Na trama, Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é um adolescente recém-chegado na cidade e na Creekwood High School, que inicia sua jornada de autodescoberta e seu primeiro namoro gay com o colega Benji (George Sear, de “As Crônicas de Evermoor”). Os episódios da 3ª e última temporada foram lançados na quarta (15/6) em streaming. | HEARTSTOPPER | NETFLIX Comédia romântica fofa, “Heartstopper” gira em torno de dois estudantes britânicos do Ensino Médio: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se conectam, tentando timidamente expressar o que realmente sentem. A história de Alice Oseman foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels que virou best-seller. | LOOKING | HBO MAX A atração acompanha as vidas e os casos de amor de melhores amigos em São Francisco, cidade conhecida por ter uma das cenas gays mais vibrantes do mundo. A trama estrelada por Jonathan Groff (“Mindhunter”) foi completada por um telefilme (também disponível na HBO Max) após duas temporadas da série. | SENSE8 | HBO MAX Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras trans de “Matrix”) e J. Michael Straczynski (da cultuada “Babylon 5”), a atração parte de uma premissa sci-fi para virar uma exploração despudorada da sexualidade, com personagens de várias faixas do arco-íris e cenas orgásticas. A produção americana, por sinal, faz parte da história das paradas de orgulho LGBTQIAP+ de São Paulo, por ter gravado cenas durante a edição de 2016, com direito a um beijo encenado no alto de um carro alegórico protagonizado pelos personagens Lito (Miguel Ángel Silvestre) e Hernando (Alfonso Herrera). Além deles, todo o elenco central (Jamie Clayton, Brian J Smith, Max Riemelt, Freema Agyeman, Doona Bae, Tina Desai e novato Toby Onwumere) e a diretora Lana Wachowski estiveram presentes nas gravações da capital paulista – e o resultado pode ser visto no vídeo acima. | THE L WORD: GENERATION Q | AMAZON PRIME VIDEO A continuação da pioneira “The L Word” (não disponível em streaming) reúne Jennifer Beals, Kate Moennig e Leisha Hailey com uma nova geração de jovens de Los Angeles. A letra Q do novo subtítulo se refere à “queer”, uma das palavras da sigla LGBTQIAP+, que reflete a fluidez sexual da atual geração. | GENTLEMAN JACK | HBO MAX A série de época é baseada na história real da primeira lésbica moderna, Anne Lister, que foi uma mulher de negócios rica e bem-sucedida, conhecida não apenas por se vestir com ternos masculinos, mas por ter se casado com a noiva Ann Walker numa igreja em 1834, no primeiro casamento lésbico do mundo. | ORANGE IS THE NEW BLACK | NETFLIX Basicamente uma trama de prisão feminina, mostrou a diversidade lésbica com personagens butch e femme, além de destacar a trans vivida por Laverne Cox, primeira atriz transexual indicada ao Emmy – quatro vezes pela série, na categoria de Melhor Atriz Convidada. Taylor Schilling (“Um Homem de Sorte”) e Laura Prepon (a Donna de “That ’70s Show”) viveram o casal protagonista. | FEEL GOOD | NETFLIX Em sua primeira série, a comediante canadense Mae Martin – que já teve seu próprio especial de stand-up na Netflix – vive uma versão de si mesma, encontrando o amor após uma apresentação de stand-up em Londres. Na trama, ela se envolve com uma mulher previamente heterossexual e com vergonha de se assumir, ao mesmo tempo em que reluta em se abrir sobre seu passado problemático. Lisa Kudrow (de “Friends”) vive sua mãe fictícia. | TODXS NÓS | HBO MAX O representante nacional da lista tem como gancho questões de gênero e apresenta o primeiro personagem não binário da TV brasileira. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Heitor Dhalia (“Tungstênio”), exagera no didatismo e também discute feminismo e igualdade racial em seus oito episódios de 30 minutos, que acompanham o cotidiano dos personagens vividos por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Juliana Gerais (“Selvagem”).
Ezra Miller será dispensado do papel de Flash
A Warner Bros. já teria batido o martelo. Segundo apurou o site Deadline, Ezra Miller será dispensado do papel de Flash após o lançamento do filme do herói, que se encontra em fase de pós-produção para um lançamento em junho de 2023. Ele não fará parte de mais nenhum projeto como o herói da DC Comics. O ator chegou a ser preso duas vezes, em março e abril, por confusões num bar e numa festa no Havaí. Mas a situação só piorou desde então, com duas medidas de restrição obtidas na justiça contra ele nos últimos dias, por pais de adolescentes. Ele é acusado de manipular e drogar a ativista nativo-americana Tokata Iron Eyes, de quem se aproximou quando ela tinha 12 anos, abrigando-a quando ela abandonou os estudos e fugiu de casa nos últimos meses – já com 18 anos. E também de ameaçar uma família e assediar uma criança não binária atualmente com 12 anos. O estúdio teria se oferecido para ajudá-lo, mas já definiu que não é mais possível trabalhar com ele em franquias juvenis. O Deadline também apurou que a estratégia de lançamento de “The Flash” ainda não está definida, e o estúdio pode optar por fazer o lançamento do longa de Andy Muschietti (“It: A Coisa”) diretamente em streaming. Outra possibilidade é que seja lançado no cinema sem campanha de divulgação com entrevistas do elenco. Mas refilmagens extensas para retirar Miller da produção não seriam viáveis, porque ele está em praticamente todas as cenas e ainda tem papel duplo, como uma versão do Flash de uma linha temporal alternativa. Seria preciso fazer um novo filme. Isto não impede, porém, que cenas extras sejam inseridas para substituí-lo no final da história, criando uma transição no papel. De todo modo, trata-se de um grande problema para a DC Films, que pretendia usar a trama de multiverso de “The Flash” para relançar seus heróis no cinema. Além de “The Flash”, a empresa também tem pela frente problemas de relações públicas relacionados à “Aquaman 2”, graças à participação da atriz Amber Heard, execrada nas redes sociais em ataques de misoginia explícita devido ao processo por difamação movido por Johnny Depp. A continuação de “Aquaman” chega três meses antes aos cinemas, em março de 2023.
Acidente causa morte de dois atores em produção da Netflix
A produção da série “The Chosen One” teve seus trabalhos interrompidos após um acidente de carro causar a morte de dois atores e ferir mais seis integrantes da equipe. A atração da Netflix está sendo gravada na região da Baixa Califórnia, no México, e a notícia foi confirmada pelo Departamento de Cultura do estado, que faz fronteira com a Califórnia americana. O acidente não teria acontecido durante as gravações nem perto do set. A mídia local informou que a tragédia ocorreu na quinta-feira (16/6), quando uma van que transportava a equipe saiu da estrada e capotou em uma área deserta no município de Loreto. Parentes das vítimas tem atacado a Netflix e os responsáveis pela produção por providenciar serviço de transporte de baixa qualidade, queixando-se que reclamações anteriores de perigo teriam sido ignoradas. A Netflix ainda não se pronunciou, mas os nomes dos atores falecidos já foram divulgados. São Raymundo Garduño Cruz e Juan Francisco González Aguilar. O segundo é mais conhecido pelo pseudônimo Paco Mufote e já tinha trabalhado anteriormente para a Netflix, numa participação em “Selena: A Série”, lançamento do ano passado. Ambos tinham carreira consolidada no teatro local. “The Chosen One” tem produção da Redrum, empresa com experiência em blockbusters, como “Mulher-Maravilha 1984” e “Bad Boys para Sempre”. A série é inspirada nos quadrinhos “American Jesus”, de Mark Millar e Peter Gross, sobre um menino de 12 anos que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo. Assim como o originador do cristianismo, ele tem poderes sobrenaturais e um destino traçado desde o nascimento. A produção é comandada pelo diretor Everardo Gout (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) e começou a ser gravada em 25 abril. Ainda não há previsão de estreia.
Cafu vai voltar a jogar futebol em série da Globoplay
Capitão do pentacampeonato mundial e ídolo do São Paulo FC, Cafu vai voltar a entrar em campo, agora na ficção. Ele demonstrou seu talento como jogador de futebol numa participação especial na série “O Jogo que Mudou a História”, atualmente em produção na Globoplay. As primeiras imagens foram disponibilizada na internet – veja abaixo. Apesar do título, a atração narra a escalada do tráfico no Rio. Na trama, duas comunidades vizinhas fictícias, Padre Nosso e Parada Geral, vivem um momento de grande rivalidade e violência entre os moradores. Para piorar, os times das duas localidades são finalistas num campeonato de futebol. O personagem de Cafu é o capitão da equipe da Padre Nosso. Além de Cafu, que estreou como ator no filme “Eu Sou Brasileiro” (2019), os times contam com participação de outros atletas da vida real, como Djalminha, Grafite, Odvan e o ex-goleiro da Seleção Brasileira Carlos Germano. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, eles jogaram uma partida de verdade para as gravações. O elenco de “O Jogo que Mudou a História” é grandioso e ainda inclui, entre outros, Raphael Logam (“Impuros”), Alli Willow (atriz franco-americana de “Bacurau”), Jonathan Azevedo (“Verdades Secretas 2”), Marcelo Serrado (“Galeria Futuro”), Dandara Mariana (“A Força do Querer”), Vanessa Giacomo (“Filhas de Eva”), Bukassa Kabengele (“Pacificado”), Júlio Andrade (“Sob Pressão”), o ex-BBB Babu Santana (“Tim Maia”) e emerson D’Alvaro, que chamou atenção em abril passado ao viver o Exu da Sapucaí, principal destaque da escola de samba Grande Rio, campeã do carnaval carioca deste ano. A trama desenvolvida pela equipe de “Arcanjo Renegado”, o roteirista José Júnior e o diretor Heitor Dhalia, mostrará o surgimento das grandes facções criminosas entre os anos de 1977 e 1989, e ainda fará crossover com outra atração da Globoplay, incluindo personagens de “A Divisão” e “Arcanjo Renegado”. Ainda não há previsão de estreia.
Paulo Gustavo vai ganhar filme da Amazon
A Amazon Prime Video está preparando um filme sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. Intitulado “Filho da Mãe”, o projeto pretende reunir imagens das turnês do comediante e cenas de arquivo com sua família. O projeto começou a ser desenvolvido antes mesmo da morte do artista e também vai contar com depoimentos de profissionais e amigos próximos, além, é claro, da mãe, Déa Lúcia, e do viúvo, o dermatologista Thales Bretas. Entre as participações, estão confirmadas as atrizes e amigas Mônica Martelli e Ingrid Guimarães. Outros artistas também serão procurados pela plataforma para assinar contrato para liberação da exibição de suas imagens. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu e estrelou o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe.
Ilka Soares (1932–2022)
A atriz Ilka Soares morreu na manhã deste sábado (18/6) no Rio de Janeiro. Ela estava internada na Clínica São Vicente, na capital fluminense, onde fazia um tratamento contra o câncer. Nascida em 21 de junho de 1932, completaria 90 anos na terça-feira. Com uma carreira de mais de sete décadas, Ilka virou estrela ainda na adolescência. Aos 15 anos, disputou um concurso de beleza promovido pelo jornal O Globo, onde chamou atenção do diretor de fotografia Ugo Lombardi, pai de Bruna Lombardi, e foi convidada a fazer teste para o filme “Iracema”, adaptação da obra clássica de José de Alencar. O filme foi lançado dois anos depois, em 1949, com Ilka Soares no papel-título, “a virgem dos lábios de mel”. O sucesso da produção a fez ser disputada pelos principais estúdios de cinema do Brasil. Destacou-se principalmente em produções da Atlântida, como as chanchadas “Três Vagabundos” (1952) e “Pintando o Sete” (1960), ao lado do rei do humor Oscarito, além do drama “Maior Que o Ódio” (1951), em que contracenou com o grande galã da época, Anselmo Duarte. O romance entre Ilka e Anselmo acabou virando história de amor real. Os dois se casaram. Mas, unidos pelo cinema, também se separaram após a convivência seguida nas telas. Eles mantiveram a parceria em mais duas comédias musicais – “Carnaval em Marte” (1955) e “Depois Eu Conto” (1956) – e, por volta do lançamento da segunda, se separaram. Ilka também brilhou em produções do estúdio Vera Cruz, especialista em melodramas populares, atuando em “Esquina da Ilusão” (1953) e no blockbuster nacional “Floradas na Serra” (1954), junto à primeira dama do teatro brasileiro, Cacilda Becker. Famosa e considerada uma das mulheres mais bonitas do país, ela passou a ser requisitada para capas de revistas e campanhas publicitárias das melhores marcas, o que a transformou numa das primeiras (senão a primeira) supermodelo do Brasil. Recém-inaugurado no país, o primeiro canal da TV brasileira, Tupi, fez questão de escalá-la em seu programa mais prestigioso, o “Teleteatro Tupi”, encabeçado por Fernanda Montenegro. A atração que encenava peças teatrais foi um dos maiores sucessos da década de 1950 na televisão – num período em que toda a programação era ao vivo. Em 1963, ela se casou com Walter Clark, executivo da TV Rio, que em dezembro de 1965 assumiu a direção geral de um novo canal: a TV Globo. No ano seguinte, Ilka estreou na Globo, substituindo a atriz Norma Bengell na apresentação do programa “Noite de Gala”. Fez sucesso como apresentadora e passou por outras produções, com destaque para o “Festival Internacional da Canção”, exibido no final da década. Mas mesmo com a vasta experiência como atriz, só foi fazer novelas com mais de duas décadas de carreira e após sua separação de Walter Clark. Ela estreou no gênero em 1971, na novela “O Cafona”, de Braúlio Pedroso, em que interpretou uma mulher sofisticada, tipo de personagem que a acompanharia pelo resto da carreira. A partir daí, Ilka não parou mais, emplacando novela atrás de novela. Ensaiou virar rainha das 22h, estrelando quatro atrações quase consecutivas no horário: “O Cafona”, “Bandeira 2” (1971), “O Bofe” (1972) e “O Espigão” (1974). Mas a partir de “Anjo Mau” (1976) encontrou novo nicho nas “novelas das sete”, vindo a estourar com “Locomotivas” (1977), primeira produção colorida da faixa, como Celeste, uma quarentona sexy (na época em que isso era raro na TV) que formou par com um ator 15 anos mais novo, o galã Dennis Carvalho. Cassiano Gabus Mendes foi o primeiro dramaturgo da Globo a explorar a capacidade cômica da atriz, que ela tinha aprimorado nas chanchadas. Depois de “Locomotiva”, Ilka se tornou seu talismã, aparecendo em várias de suas novelas, como “Te Contei?” (1978), “Elas por Elas” (1982), “Champagne” (1983) e “Que Rei Sou Eu?” (1989). Fez tanto sucesso em papéis cômicos que, no final da década de 1970, foi integrar um dos principais humorísticos da história da Globo, o “Planeta dos Homens”, ao lado de comediantes consagrados como Jô Soares, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino. Ilka, porém, não virou comediante e continuou atuando em novelas, chegando a aparecer em duas atrações simultâneas entre 1990 e 1991, “Rainha da Sucata” às oito e “Barriga de Aluguel” às seis. Apesar disso, fez só mais duas novelas em seguida: “Deus Nos Acuda” (1993) e “Pecado Capital” (1998). O fim do ciclo na Globo lhe permitiu participar da série “Mandrake”, da HBO, e voltar ao cinema. Desde sua estreia no canal, Ilka só tinha feito um filme: “Brasa Adormecida”, em 1987. Ela retomou a trajetória cinematográfica interrompida com três novos lançamentos: “Copacabana” (2001), “Gatão de Meia Idade” (2006) e “Vendo ou Alugo” (2013). A comédia de Betse de Paula lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival Cine-PE, aos 80 anos de idade, e também foi a sua despedida das telas. Em 2018, Ilka fez uma nova retomada em sua carreira, voltando a modelar aos 86 anos, em fotos de lançamento de uma coleção da grife The Paradise, desenvolvida por seu neto e estilista Thomaz Azulay. Uma delas pode ser vista abaixo, ao lado de uma imagem da era de ouro da atriz no cinema.
Everett Peck (1950–2022)
O artista Everett Peck, criador do personagem de quadrinhos Duckman e da sua adaptação animada do final dos anos 1990, morreu na terça (14/6) de câncer, aos 71 anos na Califórnia. A série “Duckman: Detetive Particular” foi desenvolvida por Peck em parceria com o casal Gabor Csupo e Arlene Klasky, criadores de “Rugrats: Os Anjinhos” e “Os Thornberrys”. O desenho durou quatro temporadas, de 1994 a 1997, e foi indicado a três prêmios Emmy de Melhor Série Animada. O personagem era um pato detetive magrelo, bocudo, enfezado, mulherengo e pai solteiro, que tinha sido concebido para uma história em quadrinhos de 1990 publicada pela Dark Horse Comics. A adaptação contou com dublagem de Jason Alexander (de “Seinfeld”). “Foi uma honra dar voz à sua amada criação e uma alegria ter conhecido Everett”, tuitou Alexander em sua homenagem nesta sexta (17/6). Apesar de ser mais conhecido por sua obra autoral, Peck trabalhou com outros personagens. De fato, iniciou na animação antes mesmo de criar Duckman, tendo desenvolvido o design da série animada “Os Caça-Fantasmas” de 1986. Posteriormente, ele também concebeu o visual dos personagens de “Os Novos Caça-Fantasmas”, da adaptação do filme “Jumanji” e de “Godzilla: A Série”. Seu último desenho foi outra obra original: “Andy e o Esquilo” (Squirrel Boy), que durou duas temporadas no Cartoon Network – de 2006 a 2008. Ele também trabalhou em design publicitários para empresas como Nike e Honda.
“Top Gun: Maverick” atinge US$ 800 milhões e vira maior bilheteria de Tom Cruise
“Top Gun: Maverick” ultrapassou a marca de US$ 800 milhões arrecadados em todo o mundo, de acordo com levantamento da consultoria Comscore, quebrando novos recordes para virar a maior bilheteria na carreira de Tom Cruise. A sequência de “Top Gun” (1986) conseguiu superar com folga “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, que era o maior sucesso mundial do ator até então, com US$ 791,1 milhões. Seu total é de US$ 806,4 milhões, com US$ 422,2 milhões conquistados no público doméstico até esta sexta (17/6). “Top Gun: Maverick” é atualmente o filme de maior bilheteria do ano na América do Norte. Os críticos adoraram o filme, atribuindo-lhe uma classificação de 97% no Rotten Tomatoes e elogiando seus efeitos visuais deslumbrantes, bem como sua hábil mistura de nostalgia com uma história capaz de agradar à nova geração de espectadores. O sucesso também reforça a longa parceria entre Cruise e o estúdio Paramount, que também é responsável pela franquia “Missão: Impossível”. Além de ser o maior sucesso do ator no mundo inteiro, “Top Gun: Maverick” também rendeu as maiores bilheterias de Tom Cruise em 23 mercados específicos, incluindo os EUA, Reino Unido, Austrália e Brasil. Em compensação, não chegou aos cinemas da Rússia e da China. O filme foi dirigido por Joseph Kosinski, que já havia trabalhado com Cruise anteriormente em “Oblivion” (2013), e nesta sexta lançou “Spiderhead” na Netflix, com participação de outro ator de “Top Gun: Maverick”, Miles Teller.
Paul Walker ganhará estrela na Calçada da Fama nos 10 anos de sua morte
O ator Paul Walker será celebrado com uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood no aniversário de 10 anos de sua morte. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17/6) pelo conselho responsável pela famosa locação turística de Los Angeles. Conhecido por seu trabalho na franquia “Velozes e Furiosos”, além de filmes como “Ela é Demais”, “Marcação Cerrada” e “Resgate Abaixo de Zero”, Walker morreu num acidente de carro em 2013, durante um intervalo das filmagens de “Velozes e Furiosos 7”. O filme acabou se transformando numa grande homenagem ao astro, sendo completado com ajuda de seus irmãos e efeitos digitais. Além de Walker, a Calçada da Fama também homenageará outro integrante de “Velozes e Furiosos”, o rapper Ludacris. A lista de artistas que ganharão estrelas em 2023 inclui ainda Uma Thurman, Lenny Kravitz, Mindy Kaling, os Jonas Brothers, Bill Pullman, Vince Vaughn, John Waters, Jon Favreau, Martin Lawrence, Ralph Macchio, Garrett Morris, Ellen Pompeo e Juanita Moore (que também ganhará homenagem póstuma).
Diretor de “Aladdin” vai filmar “Hércules” para a Disney
O diretor Guy Ritchie, que assinou a versão live-action de “Aladdin”, vai comandar uma nova adaptação de desenho animado da Disney: “Hércules”. O desenho de 1997 distinguia-se das inúmeras produções sobre o semideus grego por ser um musical, mas os nomes envolvidos no projeto sugerem a abordagem tradicional, já que são todos relacionados ao cinema de ação. Além do próprio diretor, responsável por “Sherlock” e vários thrillers de gângsteres, o primeiro rascunho do roteiro foi escrito por Dave Callaham (“Os Mercenários”, “Mortal Kombat”). Para completar, o filme conta com produção de Anthony e Joe Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”. Quando mencionaram o projeto pela primeira vez em 2020, os irmãos Russo confirmaram que, embora inspirado na animação original, a adaptação não seria um remake tradicional. “Acho que vamos fazer uma coisa que tem o mesmo sentimento do original, que é inspirado nele, mas trazer alguns elementos novos”. Ainda não há maiores detalhes sobre elenco ou previsão de lançamento.












