Divulgação/Warner

Ezra Miller será dispensado do papel de Flash

A Warner Bros. já teria batido o martelo. Segundo apurou o site Deadline, Ezra Miller será dispensado do papel de Flash após o lançamento do filme do herói, que se encontra em fase de pós-produção para um lançamento em junho de 2023. Ele não fará parte de mais nenhum projeto como o herói da DC Comics.

O ator chegou a ser preso duas vezes, em março e abril, por confusões num bar e numa festa no Havaí. Mas a situação só piorou desde então, com duas medidas de restrição obtidas na justiça contra ele nos últimos dias, por pais de adolescentes. Ele é acusado de manipular e drogar a ativista nativo-americana Tokata Iron Eyes, de quem se aproximou quando ela tinha 12 anos, abrigando-a quando ela abandonou os estudos e fugiu de casa nos últimos meses – já com 18 anos. E também de ameaçar uma família e assediar uma criança não binária atualmente com 12 anos.

O estúdio teria se oferecido para ajudá-lo, mas já definiu que não é mais possível trabalhar com ele em franquias juvenis.

O Deadline também apurou que a estratégia de lançamento de “The Flash” ainda não está definida, e o estúdio pode optar por fazer o lançamento do longa de Andy Muschietti (“It: A Coisa”) diretamente em streaming. Outra possibilidade é que seja lançado no cinema sem campanha de divulgação com entrevistas do elenco.

Mas refilmagens extensas para retirar Miller da produção não seriam viáveis, porque ele está em praticamente todas as cenas e ainda tem papel duplo, como uma versão do Flash de uma linha temporal alternativa. Seria preciso fazer um novo filme. Isto não impede, porém, que cenas extras sejam inseridas para substituí-lo no final da história, criando uma transição no papel.

De todo modo, trata-se de um grande problema para a DC Films, que pretendia usar a trama de multiverso de “The Flash” para relançar seus heróis no cinema.

Além de “The Flash”, a empresa também tem pela frente problemas de relações públicas relacionados à “Aquaman 2”, graças à participação da atriz Amber Heard, execrada nas redes sociais em ataques de misoginia explícita devido ao processo por difamação movido por Johnny Depp.

A continuação de “Aquaman” chega três meses antes aos cinemas, em março de 2023.