Divulgação/Hallmark

Lori Loughlin volta a atuar após sair da prisão

A atriz Lori Loughlin está retomando a carreira depois passar escândalo de fraudes universitárias.

Ela vai voltar a viver sua personagem Abigail Stanton, popularizada em “Quando Chama o Coração: A Série” (When The Heart Calls), em participação especial na 2ª temporada do spin-off “When Hope Calls”. Loughlin reaparecerá no primeiro episódio do retorno da série derivada, que terá temática natalina e irá ao ar em 18 de dezembro tanto na rede canadense CTV, responsável por sua produção, quanto pelo canal pago Hallmark nos EUA. A data também marcará um ano da libertação da atriz, ao final de sua sentença.

O retorno é uma reviravolta, já que Loughlin foi dispensada de “Quando Chama o Coração” logo que o escândalo estourou no começo de 2019.

Além de perder esse trabalho, ela também viu sua série de telefilmes “Garage Sale Mysteries” do Hallmark ser cancelada – o 16º longa estava em produção no Canadá. E ainda foi barrada da temporada final de “Fuller House” na Netflix.

A estrela de TV e cerca de 50 pessoas, incluindo outra atriz, Felicity Huffman (de “Desperate Housewives”), foram acusadas de pagar para que seus filhos fossem aprovados em universidades de elite, passando por cima do sistema de seleção por méritos – o Enem americano. Ela e o marido pagaram US$ 1 milhão de fiança cada um para responderem ao processo em liberdade e suas filhas, Olivia Jade e Isabella Rose, largaram as aulas na universidade com medo de sofrer represália de outros alunos.

Olivia, que tem um canal de quase 2 milhões de inscritos no YouTube, chegou a publicar em agosto do ano passado um vídeo afirmando que não se importava com os estudos. Ao responder a perguntas dos seguidores sobre como pretendia conciliar a faculdade com o trabalho, ela disse que “não sabia quantas aulas conseguiria frequentar” e que contaria com a compreensão dos professores.

A jovem também disse que estava mais ansiosa para participar dos jogos e das festas organizadas pelos estudantes, e admitiu que “não ligava muito para a escola, como seus fãs sabiam”. Numa entrevista concedida ao site The Blast, ela afirmou que seus pais a obrigaram a estudar porque eles não tiveram educação superior, mas que sua prioridade era ser uma influenciadora digital. Após o escândalo, a jovem de 19 anos perdeu a parceria com a marca de cosméticos Sephora, com quem lançara uma linha com seu nome.

Após relutar em admitir culpa, Lori Loughlin entrou num acordo para se declarar culpada em troca de uma pena branda. Por meio de seus advogados, ela e o marido alegavam que os US$ 500 mil pagos em favor das filhas eram “uma doação legítima” para a instituição. O casal só mudou de ideia após acompanhar o julgamento de Felicity Huffman, que admitiu imediatamente a culpa, cooperou desde o começo e ficou só 11 dias em uma prisão na Califórnia.

Loughlin foi condenada em agosto do ano passado a dois meses de prisão e ao pagamento de U$$ 150 mil no julgamento do suborno. Seu marido, o estilista Mossimo Giannulli, também foi condenado a cinco meses de prisão, ao pagamento de US$ 250 mil e à prestação de 250 horas de serviço comunitário, além de dois anos de liberdade condicional.