Vídeo apresenta novo parceiro das aventuras de Doctor Who
O ator e comediante John Bishop (“Rota Irlandesa”) vai compartilhar as próximas aventuras da Doutora à bordo da Tardis na 13ª temporada de “Doctor Who”. A rede BBC divulgou um vídeo para marcar sua entrada na nova temporada, que começou a ser gravada em novembro e deve estrear no final de 2021. Bishop vai interpretar Dan, que à medida que se envolve nas aventuras da Doutora, rapidamente perceberá que há mais coisas entre o Céu e a Terra que ele jamais poderia imaginar. Viajando pelo espaço e pelo tempo ao lado da Doutora (Jodie Whittaker) e Yaz (Mandip Gill), ele enfrentará raças alienígenas do mal além de situações de seus pesadelos mais loucos. “Se eu pudesse dizer ao meu eu mais jovem que um dia seria convidado a subir a bordo da Tardis, nunca teria acreditado”, disse Bishop, em comunicado. “Entrar em ‘Doctor Who’ é um sonho absoluto que se torna realidade e não poderia desejar melhor companhia do que Jodie e Mandip.” O ator vai ocupar a vaga de dois atores que se despediram da série no Especial de Ano Novo, exibido na sexta (1/1) no Reino Unido e EUA. Intitulado “Revolution of the Daleks”, o especial deu adeus a Graham (Bradley Walsh) e Ryan (Tosin Cole), pai e enteado que ajudaram Yaz e o Capitão Jack Harkness (John Barrowman) a enfrentar os inimigos mais temidos e perigosos da série: os daleks.
China vira maior mercado mundial de cinema ao superar bilheterias dos EUA em 2020
É oficial. A bilheteria da China superou a arrecadação dos cinemas da América do Norte em 2020, transformando o país asiático no maior mercado de cinema do mundo. Graças à pandemia de coronavírus e fechamentos sem precedentes de salas de exibição, os ingressos de cinema vendidos nos EUA e Canadá entre 1º de janeiro e 31 de dezembro geraram cerca de US$ 2,3 bilhões, bem abaixo dos US$ 11,4 bilhões arrecadados em 2019, de acordo com estimativas da consultoria Comscore. O valor representa a menor arrecadação em pelo menos 40 anos. A queda dramática era esperada, considerando que muitos cinemas, incluindo as salas situadas nos dois maiores mercados nacionais, Los Angeles e Nova York, estão fechados há mais de nove meses nos Estados Unidos. A China também sofreu uma diminuição drástica em seus rendimentos, mas mesmo assim ficou à frente da América do Norte, faturando cerca de US$ 2,7 bilhões em vendas de ingressos, também de acordo com a Comscore. O principal blockbuster chinês, o épico de guerra “The Eight Hundred”, foi o filme mais visto do mundo, liderando as bilheterias mundiais com quase US$ 440 milhões. Vários outros filmes chineses, incluindo “My People, My Homeland”, integram o Top 10 mundial, assim como o hit japonês “Demon Slayer”, suplantando os sucessos de Hollywood, que sofreram grandes perdas com a pandemia. Os maiores hits hollywoodianos foram “Bad Boys Para Sempre”, da Sony, lançado antes do lockdown, que faturou US$ 413 milhões, de acordo com a Comscore, seguido por “1917”, distribuído em janeiro, que arrecadou cerca de US$ 385 milhões, e “Tenet”, que chegou aos cinemas após a reabertura do circuito em agosto, em meio à pandemia, e faturou US$ 362 milhões em todo o mundo. Globalmente, as vendas de ingressos de cinema devem ficar entre US$ 11,5 bilhões e US$ 12 bilhões em 2020, quase 400% menores que os US$ 42,5 bilhões de 2019.
Veja uma cena inédita e muito divertida da série The Office
O serviço de streaming Peacock, da NBCUniversal, reservou uma surpresa de Ano Novo para os fãs da série “The Office”: uma cena inédita de 30 minutos, que foi gravada e nunca utilizada como abertura do final da série em 2013. Engraçadíssima, a cena revela um elaborado plano de Jim (John Krasinski) e Pam (Jenna Fischer) para convencer Dwight (Rainn Wilson) de que o filme “Matrix” era real e ele tinha sido selecionado para se juntar à luta contra as máquinas. A cena ainda destaca Hank incorporando Dorpheus, o irmão de Morpheus, e o vídeo é dedicado à memória de seu intérprete, o ator Hugh Dane, falecido em 2018. O presente para os fãs é um lembrete de que “The Office” deixou a Matrix, ops, a Netflix, e agora está na Peacock, por enquanto disponível apenas nos EUA. Confira abaixo a divertida cena inédita. 🚨 This is not a drill. 🚨 Presenting a never-before-seen cold open from #TheOffice! Watch #TheOfficeonPeacock for more exclusive content: https://t.co/83j9pd3Wke pic.twitter.com/NgE1GYsJzm — Dunder Mifflin Peacock (@peacockTV) January 1, 2021
Joan Micklin Silver (1935 – 2020)
A diretora Joan Micklin Silver, que quebrou várias barreiras para cineastas femininas, morreu na quinta-feira (31/12) em sua casa em Manhattan. Ela tinha 85 anos e sua morte foi atribuída a demência vascular por sua filha. Micklin era filha de imigrantes russos e trabalhou com Linda Gottlieb na Learning Corporation of America. As duas escreveram e produziram curtas-metragens educacionais e documentais, incluindo “The Immigrant Experience” em 1972. Seu primeiro drama de ficção, “A Rua da Esperança” (Hester Street), sobre a história de um casal judeu imigrante no Lower East Side de Manhattan, ambientado na década de 1890, foi rejeitado por vários estúdios por ser “étnico demais”. Silver também enfrentou discriminação por ser uma mulher diretora de cinema. Mas seu marido, Raphael D. Silver, mostrou-se um apoiador incansável. Um incorporador imobiliário de sucesso, ele financiou o filme e até trabalhou para conseguir sua distribuição. Apoiada pelo marido e outros membros da família, ela fez o filme com baixo orçamento em 34 dias, lançando a obra em preto e branco e falada em iídiche, com legendas em inglês. E foi um sucesso. O filme rendeu US$ 5 milhões após sua estreia em outubro de 1975, um faturamento enorme em relação ao seu orçamento de US$ 370 mil. Para completar, atriz Carol Kane, que viveu a protagonista do longa, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. O filme seguinte de Silver, “Between the Lines” (1977), mostrou a imprensa alternativa em luta contra a grande mídia e foi premiado no Festival de Berlim. E ela venceu um prêmio no Festival de Locarno por “A Volta Por Cima” (1985). Mas as objeções dos estúdios da época de “A Rua da Esperança” voltaram a tentar detê-la quando Silver quis fazer “Amor à Segunda Vista” (1988), uma comédia romântica judia estrelada por Amy Irving e Peter Riegert. Desta vez, foi o diretor Steven Spielberg quem a apoiou e sugeriu que ela enviasse o roteiro a um executivo da Warner. Com o apoio de Spielberg, recém-casado com Irving, a Warner topou bancar a produção e “Amor à Segunda Vista” se tornou um enorme sucesso, arrecadando mais de US$ 116 milhões em todo o mundo. Ao todo, Silver dirigiu sete longas-metragens para o cinema e meia dúzia de filmes para a televisão. Ela também escreveu peças para o circuito de teatro Off Broadway e seu filme final foi “Hunger Point”, sobre anorexia, em 2003.
Harry Styles dança com criadora de Fleabag em clipe estiloso
Harry Styles lançou o clipe da música “Treat People With Kindness”, que conta com a participação de Phoebe Waller-Bridge, atriz e criadora das aclamadas séries “Fleabag” e “Killing Eve”. Os dois chegam a dançar sobre um palco durante a coreografia da produção, que se materializa como uma combinação de musical de Fred Astaire e especial televisivo da ratpack (Sinatra, Martin, Sammy Davis Jr) pelo diretor Paul Roberts, que trabalha com o cantor desde a época do One Direction. A música tem um arranjo retrô que combina com a cinematografia em preto e branco, evocando elementos clássicos do pop britânico – do pop orquestral sessentista ao glam sofisticado, passando pelo revival de ambos no Britpop. O visual do cantor, por sinal, tem o brilho da era glam e foi criada especialmente para o clipe por Alessandro Michele, estilista da Gucci e seu amigo pessoal. Já a letra tem uma história de fundo. “Treat People With Kindness” (trate as pessoas com gentileza) era o slogan de um bottom que Styles tinha na correia de sua guitarra e que sua produção transformou em camisetas. “Então eu vi um monte de gente com as camisetas por aí”, disse o cantor em entrevista para a revista Music Week há pouco mais de um ano. Essa repercussão lhe deu a ideia de fazer uma música baseada na frase, que ele agora chama de “mantra”. Mas claro que o clipe também pode ter outro sentido, alimentado pelo olhar irônico que Phoebe Waller-Bridge dirige à câmera no corte final. Conhecida por viver sob este mesmo slogan, a apresentadora Ellen DeGeneres viu este ano sua suposta gentileza virar hipocrisia, diante de denúncias de maus tratos cometidos pelos produtores de seu programa televisivo de variedades – o mais assistido das tardes nos EUA. “Treat People With Kindness” também é o sexto clipe extraído do segundo álbum solo de Styles, “Fine Line”, lançamento que marca a transformação em sua carreira – de ex-ídolo teen para astro da música pop contemporânea.
Jaimie Alexander posta fotos de Sif na véspera das filmagens de Thor: Love and Thunder
A atriz Jaimie Alexander postou duas fotos como Lady Sif no último dia de 2020. As fotos foram tiradas de sua aparição como a guerreira asgardiana na 1ª temporada de “Agents of SHIELD”, mas os fãs acreditam que sejam uma confirmação de seu retorno em “Thor: Love and Thunder”, que começa a ser filmado na próxima semana na Austrália, e talvez até mesmo na série de “Loki”. A participação ainda não foi anunciada oficialmente pela Disney, mas teria sido apurada pelo site Deadline em dezembro passado. Alexander acabou ficando de fora de “Thor: Ragnarok” devido a conflitos de agenda com as gravações de sua série “Blindspot”, encerrada em julho passado. Com isso, escapou do destino dos demais coadjuvantes asgardianos da franquia, assassinados por Hela, a Deusa da Morte (vivida por Cate Blanchett). A postagem original pode ser vista abaixo, junto com a legenda “Última quinta-feira de 2020”, acompanhada de hashtags sobre a despedida do ano e também do nome de sua personagem. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jaimie Alexander (@jaimiealexander)
Mais de 30 séries são paralisadas após aumento de covid-19 em Los Angeles
A segunda onda de covid-19 que atingiu Los Angeles com força nos últimos dias levou à paralisação forçada de cerca de 35 séries da TV americana, que são gravadas na cidade. Muitas produções retomariam os trabalhos nas próximas semanas, mas estenderam o hiato após um grande aumento de infecções com o coronavírus. A lista de séries pausadas inclui sucessos como “Grey’s Anatomy” e “This Is Us”. De acordo com o Deadline, só a Disney Television adiou o retorno aos trabalhos de 16 séries, entre elas atrações como “9-1-1”, “Last Man Standing” e “The Orville”. A previsão inicial é para um retorno no dia 18 de janeiro. A CBS Television Studios também anunciou uma extensão na pausa de fim de ano de muitos de seus sucessos, como a franquia “NCIS” e “SEAL Team”, enquanto a Warner Bros TV. paralisou produções como “Mom”, “Shameless” e “Você” (You), e a Universal Television estacionou as produções de “Brooklyn Nine-Nine” e “Good Girls”, entre outras. A decisão dos estúdios atendeu um apelo do Departamento de Saúde de Los Angeles, que pediu publicamente uma pausa temporária nas produções de séries e filmes na região. Nenhuma das grandes redes que exibem as séries se pronunciaram sobre as consequências da paralisação para suas programações. Já o cronograma das séries produzidas em estados menos afetados e, principalmente, no exterior – quase todo a grade da rede The CW é gravada no Canadá – não foi afetado.
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 atinge US$ 100 milhões mundiais
A Warner Bros. informou que a bilheteria de “Mulher-Maravilha 1984” ultrapassou os US$ 100 milhões mundiais na quinta-feira (31/12). “Parabéns a Patty Jenkins, Gal Gadot, Chuck Roven e todo o elenco e equipe que fizeram ‘Mulher Maravilha 1984’, permitindo que fãs e amantes de filmes voltem à emocionante experiência de ir ao cinema. Audiências em todo o mundo onde os mercados estão abertos têm aparecido para assistir ao novo capítulo da história cheia de ação de Diana Prince”, disseram o presidente de distribuição doméstica da Warner Bros, Jeff Goldstein, e o presidente de distribuição internacional, Andrew Cripps, em um comunicado conjunto na véspera do Ano Novo. Lançado antecipadamente no exterior, o filme já somava US$ 85 milhões mundiais no domingo passado (27/12), quando completou seu primeiro fim de semana de exibição na América do Norte (com apenas US$ 16,7 milhões de arrecadação doméstica). A nova produção de super-heróis da Warner abriu em 1º lugar nos EUA e Canadá, além do Brasil, Austrália, Coreia do Sul e vários países. Mas, de forma frustrante, não teve o mesmo sucesso na China, onde o estúdio esperava compensar o fechamento dos cinemas da Europa. Apesar do mercado chinês estar funcionando normalmente, “Mulher-Maravilha 1984” faturou por lá praticamente o mesmo que obteve na América do Norte – onde apenas 40% dos cinemas estão abertos – , o que deixou o lançamento em 3º lugar no país. Vale lembrar que a primeira “Mulher-Maravilha” arrecadou US$ 822,3 milhões em 2017 – e teve um lucro líquido estimado de US$ 252,9 milhões após todos os abatimentos. Com US$ 100 milhões de faturamento mundial, o novo filme está muito longe de compensar o investimento de US$ 200 milhões em sua produção – valor que não inclui P&A (cópias e publicidade). Mas a Warner Bros. optou por lançar a continuação na pandemia com uma estratégia diferente. O estúdio assumiu que teria prejuízo e, por isso, fez um lançamento simultâneo em streaming, na HBO Max, que por enquanto só está disponível no mercado norte-americano. Embora não tenha revelado números da estreia online, a Warner comemorou aumento de assinaturas da plataforma e rapidamente encomendou “Mulher-Maravilha 3” para a diretora Patty Jenkins e a estrela Gal Gadot.
Selena Gomez cobra Facebook por mentiras sobre covid-19 e vacinas
A cantora e atriz Selena Gomez usou seu Twitter para atacar o Facebook, cobrando responsabilidade (e culpabilidade) da rede por permitir que a disseminação de mentiras e desinformações sobre covid-19 e vacinação seja levada adiante em posts da plataforma social. Ela retuitou um link para uma entrevista da BBC News com Imi Ahmed, CEO do Centro de Combate ao Ódio Digital, que expressou que as empresas de mídia social não estão fazendo sua parte para enfrentar a desinformação, e acrescentou: “A desinformação científica custou e custará vidas. O Facebook disse que não permite que mentiras sobre covid e vacinas se espalhem em sua plataforma. Então, como é que tudo isso ainda está acontecendo? O Facebook será responsável por milhares de mortes se não agir agora!” O Facebook anunciou no início de dezembro que estava removendo informações falsas sobre a segurança e os efeitos colaterais das vacinas covid-19. Esta é a terceira vez seguida que Selena cobra ação do Facebook. Em setembro, ela enviou uma mensagem aberta endereçada ao CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua diretora executiva, a COO Sheryl Sandberg, sobre o problema dos discursos de ódio fomentados por usuários da rede. “Estou chamando vocês dois para AJUDAR A PARAR ISSO. Encerrem grupos e afastem usuários focados em espalhar discurso de ódio, violência e desinformação. Nosso futuro depende disso”, escreveu ela. “Este é um ano de eleições. Não podemos nos dar ao luxo de ter desinformação sobre o voto. Tem que haver verificação dos fatos e responsabilidade. Espero ouvir de você o mais rápido possível.” Não houve resposta e, em dezembro, ela se disse “sem palavras” depois que o Centro de Combate ao Ódio Digital revelou que neonazistas estavam vendendo produtos racistas no Facebook e no Instagram (que também é propriedade do Facebook). Scientific disinformation has and will cost lives. @Facebook said they don’t allow lies about COVID and vaccines to be spread on their platforms. So how come all of this is still happening? Facebook is going to be responsible for thousands of deaths if they don’t take action now! https://t.co/IAtDpNT5Tt — Selena Gomez (@selenagomez) December 30, 2020
Séries online: 2021 começa com Cobra Kai e despedidas de Sabrina e Vikings
A programação de streaming do primeiro fim de semana de 2021 traz muitas estreias aguardadas pelos fãs de séries, como a 3ª temporada de “Cobra Kai”, que também é a primeira inédita desde que a Netflix adquiriu a atração do YouTube, transformando a continuação de “Karatê Kid” num fenômeno de audiência. A lista também destaca as despedidas de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, que chega à sua 4ª e última temporada na Netflix, e “Vikings”, que encerra sua história com a segunda parte da 6ª temporada na Fox Premium. Além destas, a Amazon ainda disponibiliza uma maratona do 15º e derradeiro ano de “Supernatural” – já apresentado na TV paga, pelo canal Warner. Entre as novidades, há duas atrações de terror: a produção dinamarquesa “Equinox”, também na Netflix, e a adaptação de “The Stand”, obra apocalíptica clássica do escritor Stephen King, que estreia no domingo (3/1) na Starzplay, com roteiro, produção e direção do cineasta Josh Boone (“Os Novos Mutantes”) – e exibição semanal de episódios. Confira abaixo 10 sugestões de produções disponibilizadas em streaming para o fim de semana. Cobra Kai | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Vikings | EUA | 6ª Temporada (Fox Play e Netflix) O Mundo Sombrio de Sabrina | EUA | 4ª Temporada (Netflix) The Stand | EUA | 1ª Temporada (Starzplay) Equinox | Dinamarca | 1ª Temporada (Netflix) Supernatural | EUA | 15ª Temporada (Amazon) Legends of Tomorrow | EUA | 5ª Temporada (Netflix) Pose | EUA | 2ª Temporada (Netflix) A Rainha do Sul | EUA | 4ª Temporada (Netflix) Transformers: War for Cybertron: O Nascer da Terra | EUA | 2ª Temporada (Netflix)
Robert Hossein (1927 – 2020)
O ator e diretor francês Robert Hossein morreu na quinta-feira (31/12), aos 93 anos após sofrer um “problema respiratório”, afirmou sua esposa, a atriz Candice Patou. Filho de um famoso compositor iraniano, André Hossein, Robert começou a atuar no cinema francês ainda na adolescência, como figurante de “Encontro com o Destino” (1948) e “Maya, A Desejável” (1949). A carreira, que abrange oito décadas, embalou a partir de 1955, quando apareceu no clássico “Rififi”, de Jules Dassin, e estreou precocemente como diretor em “Os Malvados Vão para o Inferno”. A partir daí, passou a se alternar nas duas funções. Entre os destaques de sua filmografia nos anos 1950, ele apareceu ainda em “Crime e Castigo” (1956), ao lado de Jean Gabin, em “Aconteceu em Veneza” (1957), de Roger Vadim, e passou a ser considerado protagonista com “Os Assassinos Também Amam” (1957). Em seguida, tornou-se o intérprete principal de filmes como “Vampiros do Sexo” (1959), “Rififi Entre Mulheres” (1959) e “A Sentença” (1959), especializando-se em viver vilões ou personagens dúbios do cinema noir francês – gênero que também seguiu como diretor, ao filmar “Pardonnez nos Offenses” (1956), “Você, O Veneno” (1958), etc. Ele nem sempre estrelava os filmes que dirigia, mas convocava o pai para trabalhar nas trilhas sonoras e reservava o papel principal para sua então esposa, a atriz Marina Vlady, que aos 17 anos, época de seu casamento, rivalizava com Brigitte Bardot pelo título de adolescente mais bela do cinema francês. A parceria e o casamento, no entanto, foram curtos. Após ele conquistar reconhecimento internacional como diretor, por “A Noite dos Espiões” (1959), um drama passado na 2ª Guerra Mundial, estrelado por Vlady e selecionado para o Festival de Veneza, o casal se separou durante a última atuação conjunta, em “Os Canalhas” (1960), de Maurice Labro. Divorciada, Vlady foi considerada a Melhor Atriz do Festival de Cannes três anos depois, por “Leito Conjugal” (1963), de Ugo Tognazzi, atingindo um reconhecimento que Houssein nunca conseguiu. Por outro lado, quando lançou seu western francês, “O Gosto da Violência” (1961), Houssein foi saudado como um dos diretores mais ousados de sua época, por usar os elementos dos filmes de cowboy de Hollywood para aludir aos movimentos revolucionários dos guerrilheiros da América Latina. Em reconhecimento, Sergio Leone fez questão de inclui-lo numa pequena cena de flashback de seu épico “Era uma Vez no Oeste” (1968), como uma homenagem simbólica – e sem créditos. Mas Houssein logo voltou ao mundo do crime em seus filmes seguintes, “A Morte de um Matador” (1964) e “O Diabólico Vampiro de Düsseldorf” (1965), em que viveu dois criminosos famosos. Como ator, ainda estrelou o noir “O Elevador da Morte” (1962), com Lea Massari, e fez mais dois filmes para Roger Vadim, abusando de Brigitte Bardot em “O Repouso do Guerreiro” (1962) e de Catherine Deneuve em “Vício e Virtude” (1963), ambos de temática sadomasoquista – o último inspirado diretamente em “Justine”, do Marquês de Sade. Mas foi uma produção popular, “Angelica, Marquesa dos Anjos” (1964), que o transformou em ídolo das matinés. Sua interpretação ardente do Conde Peyrac, visto sem camisa em várias cenas, arrancou suspiros de uma geração de jovens apaixonadas, dando origem a uma longa franquia romântica de época, passada no século 17, que ele estrelou ao lado de Michèle Mercier. Curiosamente, os dois também formaram par em dois dramas criminais e antirromânticos, “A Amante Infiel” (1966) e “Cemitério Sem Cruzes” (1969). Houssein ignorou o auge da nouvelle vague, especializando-se, nos anos 1960, em produções de apelo mais, digamos, sedutor. Num período em que o cinema francês era considerado um dos mais sexy do mundo, ele participou de “Lamiel, a Mulher Insaciável” (1967), “Sempre Tua… Mas Infiel” (1968), “Lição Particular… de Amor” (1968) e “Se Don Juan Fosse Mulher” (1973), derradeira parceria com Bardot. Mas sua presença cinematográfica diminuiu drasticamente nos anos seguintes. Por ironia, isso aconteceu logo após suas primeiras experiências com um mestre da nouvelle vague, Claude Lelouch, com “Retratos da Vida” (1981) e “Um Homem, uma Mulher: 20 Anos Depois” (1986), em que interpretou a si mesmo. O astro também dirigiu seus últimos filmes nesse período, uma adaptação de “Os Miseráveis” (1982) e o thriller de espionagem “Le Caviar Rouge” (1985). Nos últimos anos, ele dedicou sua energia a grandes produções teatrais destinadas a levar o grande público aos teatros. “Teatro como se pode ver apenas no cinema”, era como anunciava seus grandiosos espetáculos, geralmente de temas épicos, como a trama de gladiadores “Ben-Hur”. Entre suas trabalhos finais nas telas estão “Instituto de Beleza Vênus” (1999), “O Sumiço do Presidente” (2004), com Gérard Depardieu, “La Disparue de Deauville” (2007), dirigido pela atriz Sophie Marceau, e “Noni – Le Fruit de l’Espoir” (2020), lançado em fevereiro passado na França. Após se separar de Marina Vlady em 1959, ele se casou por dois anos com a roteirista Caroline Eliacheff (“Cópia Fiel”) e viveu de 1976 ao resto de sua vida com a atriz Candice Patou (“Edith e Marcel”), que ele escalou como Eponine em sua versão de “Os Miseráveis”.










