Uma Noite em Miami: Sam Cooke, Malcolm X e Cassius Clay se encontram em trailer legendado
A Amazon divulgou uma coleção de pôsteres de personagens e um novo trailer legendado de “Uma Noite em Miami”, primeiro filme dirigido por Regina King, atriz vencedora de um Oscar (por “Se a Rua Beale Falasse”) e de quatro Emmys (o mais recente por “Watchmen”). Após assinar vários episódios de séries, ela estreia em longa-metragem com uma trama hipotética, que considera o encontro de quatro lendas americanas numa noite de 1964, na cidade de Miami. “Uma Noite em Miami” é a adaptação cinematográfica da aclamada peça de teatro “One Night in Miami”, de Kemp Powers, supostamente baseada em fatos reais, que narra eventos que podem ter acontecido na noite em que a lenda do boxe Cassius Clay venceu sua luta pelo título dos pesos pesados contra Sonny Liston em Miami Beach, tornando-se pela primeira vez campeão mundial. Segundo a trama, Clay passou aquela noite celebrando com três outras grandes figuras da história americana: o líder do movimento dos direitos civis Malcolm X, o astro do futebol americano (e futuro astro do cinema) Jim Brown e o famoso cantor de soul Sam Cooke. Este encontro, inclusive, teria inspirado a conversão do atleta ao Islã e sua mudança de nome para Muhammad Ali, fato que realmente aconteceu dias depois. Mas embora inclua detalhes verídicos, o filme é principalmente uma ficção, desenvolvida com muita licença poética. O ator Eli Goree (que vive um boxeador em “Riverdale”) tem o papel de Cassius Clay, Kingsley Ben-Adir (“Peaky Blinders”) interpreta Malcolm X, Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”) vive Jim Brown e Leslie Odom Jr. (“Hamilton”) é Sam Cooke. O elenco de apoio ainda inclui Lance Reddick, Nicolette Robinson, Michael Imperioli, Beau Bridges, Marisa Miller e Lawrence Gilliard Jr. O filme já foi exibido nos festivais de Veneza, Toronto e Londres sob aplausos da crítica e teve uma estreia limitada nos cinemas americanos durante o Natal, com 97% de aprovação – na média registrada pelo site Rotten Tomatoes. O lançamento mundial em streaming vai acontecer na próxima sexta-feira (15/1).
Antonio Sabáto (1943 – 2021)
Antonio Sabáto, o ator italiano que estrelou de spaghetti westerns a filmes trash da era do VHS, morreu na quarta (6/1) devido a complicações da covid-19. Ele tinha 77 anos. A notícia da morte foi confirmada em um tuíte de seu filho, o também ator Antonio Sabáto Jr., acompanhada por uma foto antiga de família. Seu filho disse que Sabáto foi hospitalizado na segunda (4/1) na Califórnia devido ao coronavírus e morreu dois dias depois. Ironicamente, o jovem Sabáto é um negacionista que tem criticado abertamente nas redes sociais o uso de máscaras para controlar a propagação do coronavírus. Sabáto teve uma longa carreira, iniciada no cinema italiano em 1966, quando apareceu no filme “Lo Scandalo”, ao lado de Anouk Aimée. No mesmo ano, ele estrelou “Grand Prix”, um filme americano de corrida de carros com um elenco internacional, encabeçado por James Garner, e que ganhou três prêmios da Academia. No filme de John Frankenheimer, Sabáto interpretava um piloto italiano campeão de Fórmula 1, que namorava ninguém menos que a cantora francesa Françoise Hardy. A aparição hollywoodiana o credenciou a virar protagonista de spaghetti westerns, vivendo pistoleiros em “Ódio por Ódio” (1967), “Um Colt… para os Filhos do Demônio” (1968), “Vou, Vejo e Disparo” (1968) e “Duas Vezes Traidor” (1968). Quando os filmes de bangue-bangue à italiana saíram de moda, ele filmou os mais diferentes gêneros, desde a cultuada sci-fi francesa “Barbarella” (1968) até o drama “A Monja de Monza” (1969). Uma breve parceria com o cineasta Umberto Lenzi rendeu seus filmes mais memoráveis, o célebre giallo “Sete Orquídeas Manchadas de Sangue” (1972) e o thriller de gângster “Milão Escaldante” (1973). Durante a era do VHS, ele virou protagonista de produções de ação e ficção científica de baixo orçamento, que tiveram distribuição mundial em vídeo, ganhando popularidade. A obra mais conhecida desta fase é “Fuga do Bronx” (1983), uma mistura de “Fuga de Nova York” (1981), de John Carpenter, com “Mad Max” (1979), de George Miller. Em meados da década de 1980, Sabáto imigrou para os Estados Unidos com sua família, onde rodou seu último filme, “Alta Voltagem”, em 1997. Depois disso, seus créditos finais foram na novela “The Bold and the Beautiful” em 2006, ao lado do filho.
Steve Carver (1945 – 2021)
O diretor Steve Carver, especialista em filmes de ação, morreu na sexta-feira (8/1) após um ataque cardíaco em Los Angeles, aos 75 anos. O primeiro amor de Carver foi a fotografia e ele chegou a trabalhar como freelancer para publicações como Architectural Digest e National Geographic, além da agência de notícias United Press International, antes de se mudar para Los Angeles em 1970, onde matriculou-se no American Film Institute e conseguiu um estágio no DGA (o Sindicato dos Diretores dos EUA) para aprender como virar cineasta. Seu primeiro filme foi um curta universitário de 27 minutos que adaptava o conto de terror “O Coração Revelador”, de Edgar Allan Poe, em 1971. Três anos depois, fez o primeiro longa, o cultuado “The Arena” (1974), um filme de gladiadoras romanas estrelado por Pam Greer, que marcou sua colaboração inicial com o produtor Roger Corman. Carver comandou mais dois filmes para Corman, ambos sobre gângsteres: “A Mulher da Metralhadora” (1974), com Angie Dickinson, e “Capone, o Gângster” (1975), com Ben Gazzara. A grande virada de sua carreira aconteceu quando se juntou ao astro de ação Chuck Norris em “O Ajuste de Contas” (1981). O sucesso moderado daquela produção foi extrapolado com a segunda e melhor parceria da dupla, “McQuade, o Lobo Solitário” (1983), que rendeu um dos papéis mais lembrados de Norris, estabelecendo o protótipo do Texas Rangers que ele revisitaria uma década mais tarde em sua famosa série televisiva, “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger). O diretor seguiu fazendo filmes apelativos (como “Jocks”) e de ação (como “Prova de Fogo”) pelo resto da carreira, sem voltar a repetir o sucesso, até se ver restrito a lançamentos para vídeo. “Crazy Joe: Treinado para Exterminar” e “The Wolves” foram seus últimos trabalhos, distribuídos diretamente em VHS em 1993 e 1996. Ele preferiu abandonar a filmadora para retomar a máquina de fotografia. Em 1995, abriu The Darkroom, um laboratório fotográfico em Venice Beach, onde desenvolveu técnicas de arquivo para preservar imagens históricas para colecionadores e museus particulares, e passou a ensinar técnicas de impressão tradicionais. Em 2019, Carver publicou seu livro de fotos (“Western Portraits: The Unsung Heroes and Villains of the Silver Screen”) com registros inéditos de sua carreira, destacando retratos de atores com quem trabalhou, como Robert Forster, Karl Malden, Richard Roundtree, David Carradine, Bo Hopkins, Clu Gulager, Jan-Michael Vincent e muitos outros.
Zayn Malik lança clipe infantil para música obscena
Zayn Malik, ex-integrante do One Direction, divulgou o clipe de “Vibez”, em que aparece sozinho em palcos decorados com diferentes cenários coloridos – construções que imitam papelão e o estilo de programas infantis clássicos como “Vila Sésamo”. A jornada cenográfica inclui uma aparente viagem surreal para o Ártico, mas abre e termina no mesmo quarto-sala de desenho animado. O clima infantil do vídeo dirigido por Ben Mor (colaborador constante do Black Eyed Peas) é um grande contraste para a letra da canção, repleta de palavrões e obscenidades, a ponto de lembrar as músicas proibidas para menores dos rappers mais machistas dos EUA. Contrastando com as “bitches”, “dicks” e “hoes” ainda há a voz artificial murmurante do cantor – o efeito vocal mais genérico do pop atual. Enfim, nada parece combinar com nada. A música faz parte do álbum “Nobody Is Listening”, que Zayn jura ser seu “trabalho mais pessoal” e será lançado em 15 de janeiro.
Novo Clube do Terror retorna com trailer assustador
O Nickelodeon divulgou o trailer da 2ª temporada do revival de “Clube do Terror” (Are You Afraid of the Dark?). A prévia introduz os personagens e apresenta a nova assombração, além de deixar claro que a nova versão da série tem clima bem mais assustador que o da atração original, exibida na década de 1990 pelo canal pago infantil. Criado por D.J. MacHale e Ned Kandel, “Clube do Terror” acompanhava um grupo de adolescentes, autodenominado de Sociedade da Meia-Noite (Midnight Society), que se reunia de noite, em volta de uma fogueira, para contar histórias assombrosas. O revival troca os diferentes sustos semanais dos anos 1990 por uma história completa anual, numa proposta de antologia nos moldes de “American Horror Story”. A história da 2ª temporada é intitulada em inglês “Curse of the Shadows” (maldição das sombras) e segue um grupo diferente de crianças da Sociedade da Meia-Noite, que aprendem sobre a terrível maldição lançada sobre sua pequena cidade à beira-mar e são assombrados por uma criatura misteriosa conhecida como Shadowman (Homem-Sombra). Os protagonistas são Bryce Gheisar (“The Astronauts”), Beatrice Kitsos (“iZombie”), Malia Baker (“O Clube das Babás”), Dominic Mariche (“See”), Parker Queenan (“Andi Mack”) e o estreante Arjun Athalye. Os seis episódios de “Are You Afraid of the Dark? Curse of the Shadows” contam com direção e produção do cineasta Jeff Wadlow (“A Ilha da Fantasia” e “Verdade ou Desafio”) e têm estreia marcada para 12 de fevereiro nos EUA.
Big Sky foi maior estreia de sucesso multiplataforma da TV americana em 2020
A série “Big Sky” se consolidou como o maior sucesso da temporada pandêmica de 2020 da TV americana com a soma de suas visualizações multiplataformas após um mês de exibição de seu primeiro episódio. Com mais de 35 dias de disponibilização em plataformas lineares e digitais, o episódio inaugural atingiu 14,7 milhões de espectadores totais, tornando-se a estreia mais assistida da rede ABC desde “The Good Doctor” em setembro de 2017. “Big Sky” também se destacou no alvo demográfico favorito dos anunciantes (adultos de 18 a 49 anos), subindo para uma classificação de 3,97 pontos, na escala da consultoria Nielsen – o que representa quase seis vezes a classificação inicial do dia de estreia na TV aberta (0,68). Além disso, o drama da ABC conquistou 10,5 milhões de espectadores adicionais em relação à média inicial de sua exibição ao vivo (4,2 milhões), graças à exibição em streaming e gravações digitais. O sucesso também foi acompanhado por polêmica. Com uma trama centrada no rapto de mulheres brancas, a produção foi criticada pelas comunidades indígenas por ignorar que na região em que a história se passa existe uma tendência endêmica de raptos de mulheres nativas, nem sequer mencionada pelos roteiristas. Os produtores prometeram abordar a questão nos próximos episódios. Criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”), a série de suspense é baseada em “The Highway”, livro de CJ Box que abre uma série de romances da personagem Cassie Dewell. No suspense rural, a detetive particular Cassie Dewell e a ex-policial Jenny Hoyt se juntam em uma busca por duas irmãs que foram sequestradas por um motorista de caminhão em uma estrada remota de Montana. Quando descobrem que essas não são as únicas garotas que desapareceram na área, elas correm contra o relógio para deter o assassino antes que outra mulher seja levada. A produção destaca Kylie Bunbury (“Olhos que Condenam”) como Cassie e Katheryn Winnick (“Vikings”) como Jenny, além de Ryan Phillippe (“Shooter”) no papel de Cody Hoyt, ex-marido da personagem de Winnick, que também é ex-policial e se envolve no caso porque uma das garotas desaparecidas é namorada de seu filho. O elenco ainda inclui Natalie Alyn Lind (“The Gifted”), Brian Geraghty (“Briarpatch”), John Carroll Lynch (“Fome de Poder”), Jesse James Keitel (“Forever Alone”), Valerie Mahaffey (“Dead to Me”), Jade Pettyjohn (“School of Rock”) e Dedee Pfeiffer (“O Segredo do Lago”). Vale destacar ainda que o primeiro episódio teve direção do cineasta Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”). Veja abaixo o trailer da série, que deve chegar no Brasil pela plataforma Star Plus (Star+), a “Hulu brasileira” da Disney.
Losing Alice: Série de suspense com atriz de Demolidor ganha trailer da Apple
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de “Losing Alice”, série israelense estrelada por Ayelet Zurer (a mãe biológica de Superman no filme “Homem de Aço” e a Vanessa da série “Demolidor”). Criação de Sigal Avin (“Michaela”), a série de oito episódios é um thriller sexual sobre Alice (Zurer), uma cineasta de cerca de 50 anos que entrou em decadência depois de resolver constituir família. Mas um encontro casual num trem muda tudo. Ela conhece e se envolve inesperadamente com Sophie (Lihi Kornowski, de “The Burglar”), uma bela e jovem roteirista, autora de uma história que pode recuperar sua carreira. O envolvimento também acontece de forma sexual e vira obsessão, ao mesmo tempo em que Alice começa a descobrir segredos sinistros da garota – como o fato de seu roteiro sombrio ser mais relato de fatos que ficção. Logo ela se pega ultrapassando limites e questionando até que ponto vale a pena chegar para reconquistar o sucesso de outrora. A versão impactante de “Hounds of Love”, sucesso de Kate Bush, utilizada na prévia foi gravada em 2010 pela cantora feroesa Eivør. A série de suspense tem estreia marcada para 22 de janeiro.
Diretores do terror cult Primavera entram na série do Cavaleiro da Lua
A série “Moon Knight” da Marvel Studios, baseada nos quadrinhos do herói Cavaleiro da Lua, acrescentou diretores adicionais. A dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, especialistas em terrores independentes, como os premiados e cultuados “Primavera” (2014) e “O Culto” (2017), estão se juntando a Mohamed Diab, o cineasta egípcio que comandará o episódio piloto da atração, estrelada por Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). Diab é considerado uma das grandes revelações recentes do cinema egípcio, recebendo vários prêmios por seus primeiros longas “Cairo 678” (2010), sobre vítimas de abuso sexual em busca de justiça, e “Clash” (2016), passado num camburão repleto de prisioneiros durante a Primavera Árabe que sacudiu o Egito com protestos. Já Benson e Moorhead, além de dirigir também são roteiristas, produtores e editores de filmes. Eles filmam juntos desde 2013, quando lançaram o terror “Resolution” (2012), premiado no Festival de Neuchâtel, na Suiça. Desde então, suas obras são celebrados em festivais de cinema fantástico e arrancam elogios da crítica. “Primavera”, que causou sensação da Mostra Midnight Madness do Festival de Toronto, transformou Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) em fã da dupla, enquanto “O Culto”, exibido no Festival de Tribeca, arrancou críticas elogiosíssimas da crítica – 92% no Rotten Tomatoes. Seu filme mais recente foi o thriller sci-fi “Synchronic” (2019), estrelado por Anthony Mackie e Jamie Dornan. Além deles, a equipe conta com o roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix). Foi ele quem tirou o projeto do papel, após uma década de desenvolvimento por outros roteiristas. Uma série do Cavaleiro da Lua é discutida desde 2010 e chegou a ser cogitada na Netflix, dentro do universo dos Defensores. O personagem é uma espécie de Batman da Marvel, que usa capuz e capa brancas. Criado em 1975 por Doug Moench como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Originalmente, Marc Spector era um mercenário que se transformou no herói após ser abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que teve uma visão do deus egípcio da lua. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver crimes incomuns. “Moon Knight” fará parte da segunda leva de estreias da Marvel na Disney+ (Disney Plus), que inclui as produções da Mulher-Hulk (She-Hulk) e Ms. Marvel.
Cherry: Filme dos diretores de Vingadores com astro do Homem-Aranha ganha primeira prévia
A primeira cena de “Cherry” chegou na internet. A prévia do thriller dramático, que volta a reunir o ator Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel) com os cineastas Joe e Anthony Russo (do blockbuster “Vingadores: Ultimato”) também acompanha uma nova coleção de pôsteres, centrada no protagonista. Na trama, Holland interpreta um veterano de guerra viciado em drogas, que se torna ladrão de bancos para pagar suas dívidas. A cena divulgada registra seu alistamento militar. A história é real. A produção baseia-se no livro de memórias de Nico Walker, um ex-médico do Exército que voltou do Iraque com estresse pós-traumático, ficou viciado em opiáceos e começou a roubar bancos. Ele foi capturado em 2011 e passou oito anos preso. Os direitos foram adquiridos numa disputa feita por leilão, que incluiu a Warner e a Sony, e levou o autor a usar todos os minutos que tinha disponíveis no telefone da prisão para garantir o seu futuro como milionário. Os Russo venceram a competição pelo fato de também vir de Cleveland como o escritor e terem perdido amigos para o vício, o que lhes fez querer se focar nesse problema como tema de seu primeiro filme após “Vingadores: Ultimato” – a maior bilheteria de cinema de todos os tempos. O roteiro de “Cherry” foi escrito por Jessica Goldberg, criadora da série “The Path”, e o elenco ainda inclui Ciara Bravo (“Wayne”), Jack Reynor (“Midsommar”), Kelli Berglund (“Now Apocalypse”), Thomas Lennon (“Reno 911!”) e Michael Gandolfini (“The Deuce”) A previsão de lançamento é para 2021 na plataforma Apple TV+, em data ainda não confirmada.
Deezer D (1965 – 2021)
O ator e rapper Deezer D, que marcou a série “Plantão Médico” (ER) como o bem-humorado enfermeiro Malik McGrath, morreu na quinta-feira (7/1) de suspeita de ataque cardíaco em sua casa em Los Angeles, aos 55 anos. Deezer D era o nome artístico que Dearon Thompson assumiu ao estrear no cinema em 1991, no longa “Na Onda do Rap”, estrelado por Vanilla Ice (ele também apareceu no clipe “Cool as Ice” do cantor). Como ator, ainda se destacou na comédia musical “CB4 – Uma História Sem Rap End” (1993), ao lado do comediante Chris Rock, antes de entrar em “Plantão Médico”. Ele foi um dos poucos atores que participou de todas as 15 temporadas da série médica. “Que espírito especial todos nós perdemos!”, escreveu o colega de “Plantão Médico”, Mekhi Phifer, no Instagram . “Desde o primeiro dia em que o conheci no set, ele absolutamente me fez sentir em casa e muito bem-vindo. Meu irmão fará falta para sempre! Muitas condolências aos amigos, fãs e familiares”, completou. Outra antiga colega, Parminder Nagra, acrescentou: “Isso é tão incrivelmente triste”. E o produtor da série, Neal Baer, lembrou-se do ator como um “homem muito doce, gentil e maravilhoso de se trabalhar junto”. Seu crédito de atuação mais recente foi a comédia de 2017 de Kristy Swanson, “Crowning Jules”, e sua última gravação de rap, “History Can’t Be Stopped”, foi lançada postumamente na quinta-feira (8/1). O ator-rapper, que se submeteu a várias cirurgias cardíacas na última década, tinha anunciado a música no Instagram há apenas quatro dias. Veja abaixo, com um trecho de clipe. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Deezer d. (@deezerd10)
Academia barra Hamilton do Oscar 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos tomou uma decisão polêmica e barrou a versão filmada do musical “Hamilton”, um dos maiores sucessos da plataforma Disney+ (Disney Plus), da disputa do Oscar 2021. Mesmo estando apto a concorrer em outras premiações do cinema, como o Globo de Ouro e o SAG Awards, a gravação do espetáculo da Broadway foi desqualificada pela Academia sem maiores explicações, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. “Hamilton” tem sua elegibilidade questionada desde o ano passado, por ser uma espécie de registro documental de apresentações da peça da Broadway. Segundo alguns, a produção seria incompatível com uma regra de 1997 válida para curtas e documentários, que descarta “trabalhos sem edição de registros de performance”. Esta regra foi introduzida após peças filmadas aparecerem na premiação do cinema, como “Otelo” (1965), “Give ‘Em Hell, Harry” (1974) e “O Homem na Caixa de Vidro” (1975). O detalhe é que “Hamilton” tem trabalho de edição. Não é um simples registro, pois compila três dias de performances diferentes, com o teatro fechado, realizadas especificamente para o filme. Por conta disso, o THR apurou que o Comitê de Regras e Prêmios da Academia optou por excluir a obra com base em outra regra, recém-introduzida, e que teria o objetivo oposto: de facilitar a disputa de lançamentos exclusivos de streaming durante a pandemia. A regra diz que “Até novo aviso e somente nesta edição do Oscar, filmes disponíveis em serviços de streaming estarão qualificados para concorrer ao prêmio. O comitê de regras da Academia vai avaliar todas as questões envolvendo regras e elegibilidade”. Teria sido a segunda parte, sobre o poder do comitê para decidir com base em seus critérios pessoais, que teria barrado o filme. Não há explicações sobre quais critérios impediram a inclusão entre os candidatos. “Hamilton” foi aceito na disputa de várias outras premiações de cinema e é favorito ao Globo de Ouro de Melhor Filme Musical (ou de Comédia), assim como o elenco nas categorias de atuação. Já o SAG Awards, prêmio do Sindicato dos Atores, curiosamente caracterizou “Hamilton” como um filme para TV, qualificando-o a concorrer nas categorias destinadas a telefilmes e minisséries. Vale lembrar que a Disney desembolsou U$ 75 milhões pelos direitos de exibição do longa e pretendia lançá-lo no cinema, mas acabou disponibilizando-o em sua plataforma de streaming por causa da pandemia. “Hamilton” tornou-se um dos conteúdos mais assistidos da Disney Plus. Veja abaixo o trailer da produção.
Filme de zumbis do diretor de Liga da Justiça ganha novas fotos
A Netflix divulgou novas fotos do filme de zumbis do cineasta Zack Snyder (“Liga da Justiça”), “Army of the Dead”, estrelado por Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). Aparentemente, ele vai se chamar “Invasão a Las Vegas” no Brasil – um título bastante “criativo”, que não traduz nenhuma das palavras do original em inglês (literalmente “exército dos mortos”). A trama é uma espécie de “Onze Zumbis e um Segredo”, já que se passa em Las Vegas e acompanha um homem que reúne um grupo de mercenários para realizar o maior assalto já tentado. O detalhe é que, para chegar nos milhões, eles precisarão invadir uma zona de quarentena e se arriscar em meio a um surto de zumbis. Uma das imagens mostra o grupo abrindo um cofre repleto de dinheiro. Além de Bautista, o elenco também inclui Omari Hardwick (“Power”), Hiroyuki Sanada (“Wolverine: Imortal”), Raul Castillo (“Atypical”), Nora Arnezeder (“Zoo”), Matthias Schweighöfer (“Viagem Sem Volta”), Ella Purnell (“Sweetbitter”), Garrett Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Ana de la Reguera (“Goliath”), Theo Rossi (“Sons of Anarchy”), a dublê Samantha Win (“Mulher-Maravilha”) e a comediante Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”), introduzida em refilmagens para substituir um ator afastado por denúncias de assédio. Desenvolvida para a Netflix, a produção representa um retorno às origens para o diretor, que volta ao apocalipse zumbi 15 anos após o longa-metragem que inaugurou sua carreira, “Madrugada dos Mortos” (2004). O projeto estava acumulando poeira desde 2007 na Warner, onde deveria ter sido dirigido por Snyder logo após “300” (2006). Sem esquecê-lo, o diretor conseguiu convencer a Netflix a bancar sua produção, orçada, segundo o site The Hollywood Reporter, em respeitáveis US$ 90 milhões – orçamento de filme de super-heróis e não de zumbis. A história é do próprio Snyder, mas foi roteirizada por Joby Harold, do infame “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Além de dirigir, Snyder também assina a produção com sua esposa, Deborah Snyder. Ainda não há previsão de estreia.
Críticas negativas transformam Mulher-Maravilha 1984 em “tomate podre”
“Mulher-Maravilha 1984” perdeu um pouco mais de sua aprovação crítica, chegando a 59% no Rotten Tomatoes, principal termômetro da crítica, por agregar e pontuar resenhas de cinema em inglês. Apesar de ter sido inicialmente certificado como “Fresh” (ou fresco) com 88% de aprovação dos críticos, novas resenhas foram adicionadas após o lançamento norte-americano e a nota despencou, fazendo o filme perder o selo de aprovação. Pior que isso: com 59% o filme recebeu o selo de “tomate podre” – isto é, tornou-se desaprovado pela crítica. Essa mudança impressionante de nota também demonstra como o entusiasmo dos fanboys pode distorcer a percepção de um filme. Resenhistas de blogs geeks chegaram a manifestar elogios rasgados à produção, ao registrarem suas “primeiras impressões” no Twitter. Eles também foram os primeiros a publicar suas críticas, colocando a nota do filme lá em cima e influenciando até a imprensa oficial. Mas após um começo entusiasmado, houve uma queda inédita de cerca de 30% na avaliação, que transforma “Mulher-Maravilha 1984” num caso de estudo. Das 377 resenhas compiladas pelo site, 224 são positivas, enquanto 153 são negativas. Como parâmetro do comparação, o primeiro “Mulher-Maravilha”, de 2017, teve 93% de aprovação. Segundo avalia o próprio site, o consenso geral é que “’Mulher-Maravilha 1984′ luta com todo o excesso que acompanha uma sequência, mas ainda oferece um escapismo vibrante para satisfazer os fãs da franquia e da clássica personagem central”. Além de estar disponível nos cinemas, o filme também foi lançado simultaneamente na HBO Max para o público norte-americano.












