O Céu da Meia-Noite pode virar maior sucesso de todos os tempos da Netflix
A primeira ficção científica dirigida por George Clooney, “O Céu da Meia-Noite”, está a caminho de se tornar o maior sucesso de todos os tempos na Netflix. O site Deadline apurou que a plataforma projeta que cerca de 72 milhões de lares terão visto o filme em seu primeiro mês de distribuição. A Netflix confirmou essa informação, além de destacar que o sucesso é global. Lançado em 23 de dezembro, o filme teria se tornado o mais visto na primeira semana de sua exibição em 77 países. Clooney, que dirigiu, estrelou e produziu “O Céu da Meia-Noite” disse ao Deadline que “foi uma ótima experiência trabalhar com a Netflix”. Numa época em que ninguém consegue ir ao cinema, é uma honra poder ter um filme a que as pessoas responderam de uma forma tão forte e poder ter o reconhecimento disso.” O sucesso de “O Céu da Meia-Noite”, lançado no mesmo período em que a Disney+ (Disney Plus) lançou “Soul” e a HBO Max disponibilizou “Mulher-Maravilha 1984” em streaming nos EUA, é uma enorme validação do trabalho de Scott Stuber à frente do programa de filmes da Netflix. Em três anos comandando a divisão cinematográfica da empresa, ele atraiu inúmeros talentos com quem se relacionava quando era executivo e produtor de cinema, mudando completamente a expectativa do mercado para lançamentos de streaming. Nunca é demais lembrar que, há três anos, a maioria das grandes estrelas se recusava a fazer filmes para o streaming, mas essa resistência acabou caindo por terra com o reconhecimento e o sucesso atingidos pelos filmes da Netflix. Stuber também se pronunciou para o Deadline. “George fez um filme que captura a humanidade e que é muito perspicaz para os nossos tempos. Ele trouxe uma vida e uma alma para ‘O Céu da Meia-Noite’ – é por isso que este filme está ressoando com tantos. Que maneira incrível de terminar o ano e continuar meu relacionamento de longa data com George e Grant Heslov”, completou. Vale considerar que toda essa comemoração contrasta fortemente com a opinião da crítica sobre o filme. A média de “O Céu da Meia-Noite” no Rotten Tomatoes, site que agrega críticas públicas em inglês, é de apenas 52% de aprovação – medíocre.
Mark Hamill: “A reação dos fãs ao retorno de Luke é algo que guardarei para sempre”
O astro Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker de “Star Wars”, postou mais dois comentários sobre o episódio de “The Mandalorian” (The Mandalorian) que trouxe a versão “mestre Jedi” de seu personagem clássico de volta às telas. Depois de agradecer aos produtores de “The Mandalorian”, Jon Favreau e Dave Filoni, pelo “presente”, ele dedicou os novos posts aos fãs, publicando dois vídeos de reações à sua aparição na série. Os vídeos registram a emoção de vários fãs ao verem a entrada triunfal de Luke no capítulo final da série. “Sem palavras. Ver as reações dos fãs ao retorno de Luke é algo que guardarei para sempre. A expectativa deles em ver o X-Wing / a figura de manto e capuz / um sabre de luz / um sabre de luz VERDE / uma mão enluvada / uma mão sem luva / um estrangulamento pela Força / R2-D2… foi DESCOMUNAL e muito comovente para mim”, Hamill escreveu no Twitter. “Eu também sou um fã, então sabia que os verdadeiros fãs iriam adorar, mas vê-los emocionados além da conta, com a exuberância de crianças, gritando em êxtase, as lágrimas de pura alegria… é uma montanha-russa de emoções que nunca esquecerei”, completou. Foi uma pequena aparição. Mas representou o ponto alto de 2020 para muitas pessoas. Nos momentos finais da 2ª temporada de “The Mandalorian” – exatamente quando parecia que os mocinhos seriam exterminados sem cerimônia por um pelotão de Dark Troopers – um solitário X-Wing entrou no hangar da nave imperial de Moff Gideon. Seu piloto desceu coberto por um capuz, mantendo sua identidade escondida, enquanto passou a enfrentar e eliminar Dark Trooper após Dark Trooper, usando um sabre de luz verde empunhado por uma mão enluvada. Quando este Jedi chegou à ponte onde Mando, a Criança e os demais se trancaram, ele ergueu o capuz para revelar o rosto do jovem Luke Skywalker (Hamill) da época de “O Retorno de Jedi” (1983). Jon Favreau confirmou que o próprio Hamill participou do momento memorável (embora outro ator, Max Lloyd-Jones, tenha servido como dublê das cenas de ação de Luke). “Ter Mark Hamill no set de filmagem para, usando a tecnologia que tínhamos disponível, rejuvenescê-lo para que parecesse como nos filmes antigos – e manter isso em segredo – foi muito especial”, disse Favreau. Veja os posts de Hamill com os vídeos de reações dos fãs impressionados com a volta do jovem Luke ao universo de “Star Wars”. #NoWords-Seeing fan's reactions to Luke's return is something I will cherish forever. Their anticipation seeing the X-Wing/Ep. 6 Robes/a lightsaber/a GREEN lightsaber/a gloved hand/an ungloved hand/a Force choke/R2-was OVERWHELMING & very moving to me-1/2 https://t.co/gzKn9IVPf6 — Mark Hamill (@HamillHimself) December 31, 2020 I'm a fan myself, so I knew true fans would love it, but to see them thrilled beyond belief with the exuberance of children, whooping it up, screaming in ecstasy, the tears of sheer joy…it's a rollercoaster of emotions I'll never forget. #I_LOVE_UPFs 2/2 https://t.co/NogCFE5rqL — Mark Hamill (@HamillHimself) December 31, 2020
Dublador do Mestre Yoda perde a voz
O famoso dublador Tom Kane, cujo trabalho diversificado inclui a voz do Mestre Yoda em várias temporadas de “Star Wars: The Clone Wars”, teve um derrame em novembro que o deixou praticamente incapaz de falar. Sua filha revelou a notícia na página oficial do dublador no Facebook, explicando que seu pai tinha deixado de postar há dois meses porque sofreu um derrame no lado esquerdo, que lhe causou fraqueza no lado direito e danos ao centro da fala em seu cérebro. Embora ele ainda seja “muito ele mesmo”, o derrame o deixou com pouca capacidade de se comunicar verbalmente. O post continua dizendo que a família encontrou para ele terapia ocupacional, fonoaudiológica e física – e eles estão esperançosos de que ele recupere essas funções perdidas -, mas que foram avisados por um neurologista de que ele pode não conseguir fazer narrações novamente. “Meu pai ainda está de bom humor e sua extrema teimosia o ajudou a mostrar melhorias na fala”, escreveu ela. A postagem foi repercutida por centenas de comentários de apoio, inclusive de Mark Hamill, o Luke Skywalker. “Tom Kane é um ator extremamente talentoso e uma pessoa genuinamente legal. Estou ansioso para que ele tenha uma recuperação completa. Eu sei que a comunidade de dubladores e seus incontáveis fãs se sentem exatamente da mesma maneira. Enviando amor para ele e toda a família Kane”, postou Hamill. Um prolífico dublador, Kane emprestou sua voz a uma variedade de personagens notáveis. Além de Yoda em “The Clone Wars”, ele também interpretou personagens em “O Despertar da Força” e “Rogue One”, e notavelmente dublou o Almirante Ackbar em “O Último Jedi”. Fora de “Star Wars”, ele também trabalhou na série animada de espionagem “Archer”, como a voz do mordomo Woodhouse, nos desenhos e games dos X-Men, como Magneto, e nas “Meninas Superpoderosas”, em que viveu o mentor das heroínas infantis, o professor Utonium.
Cinemas têm apenas uma estreia no último dia de 2020
Os cinemas brasileiros recebem apenas uma estreia na última quinta-feira (31/12) de 2020: a animação sul-coreana “Sapatinho Vermelho e os Sete Anões”. A animação é uma paródia de fábula encantada, ao estilo de “Shrek”, em que Príncipes são transformados em anões e procuram os sapatos vermelhos de uma dama para quebrar o encanto, mas logo descobrem que a tarefa não é tão fácil quanto parecia. A moral da história embute uma crítica sobre o hábito de julgar as pessoas pela aparência. Apesar da heroína dos sapatinhos vermelhos ter sido dublada por Chlöe Grace Moretz nos EUA, isso não impediu a crítica a considerar o filme medíocre – 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira o trailer abaixo.
A Discovery of Witches: 2ª temporada ganha trailer dramático
A plataforma americana AMC+ divulgou um trailer bastante dramático da 2ª temporada de “A Discovery of Witches”, série britânica de bruxas estrelada por Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”) e Matthew Goode (“Aliados”). A prévia mostra os personagens no passado, refletindo a trama do segundo livro da “Trilogia das Almas” (“All Souls” no original). Nas páginas de “Sombra da Noite”, os protagonistas vão parar no final do século 16, quando o personagem vampiro de Goode já existia, como um nobre influente da corte da Rainha Elizabeth I, e devem encontrar uma poderosa professora de bruxas para ajudar a protagonista a controlar sua magia, visando achar o Livro da Vida. “A Discovery of Witches” tem o nome do primeiro livro da trilogia, lançado no Brasil como “A Descoberta das Bruxas”, e se tornou a maior audiência do canal britânico Sky em 2018. A continuação será exibida quase três anos depois da transmissão do último capítulo, mas a 3ª temporada, que completa a história, não deve demorar tanto, pois teve sua aprovação e produção antecipadas. Considerada uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”, a trama gira em torno de Diana Bishop, uma jovem professora da Universidade de Oxford que é descendente das bruxas de Salem. Quando desvenda acidentalmente um manuscrito encantado, ela é obrigada a abraçar a magia em seu sangue e descobre um mundo secreto, com direito a um romance proibido com um vampiro encantador chamado Matthew Clairmont, de 1,5 mil anos de idade. Assim como nos livros de Stephenie Meyer, o romance entre os dois desperta a ira dos que governam a aliança do mundo sobrenatural, o que fica bastante claro no trailer da 2ª temporada. Entre os demais intérpretes da atração também se destacam Owen Teale (série “Game of Thrones”), Julian Kostov (“Leatherface”), Alex Kingston (série “Doctor Who”), Valarie Pettiford (série “Valor”), Lindsay Duncan (“Alice Através do Espelho”), Gregg Chillin (série “Da Vinci’s Demon”), Louise Brealey (série “Sherlock”), Aiysha Hart (série “Atlântida”), Edward Bluemel (“O Passageiro”) e a sueca Malin Buska (“A Jovem Rainha”). A adaptação foi escrita por Kate Brooke (roteirista da série “Mr. Selfridge”), Sarah Dollard (“Doctor Who”) e Tom Farrelly (“Raw”) e a direção da 2ª temporada está a cargo de Sarah Dollard e Susie Conklin (“The Musketeers”). A estreia está marcada para 8 janeiro no Reino Unido e um dia depois nos EUA.
The Great North: Conheça a nova série animada da equipe de Bob’s Burgers
A Fox vai introduzir uma nova família animada em 2021. A nova série de animação “The Great North” ganhou um pôster e um teaser que revela que os Tobins se sentirão em casa entre os Simpsons, os Griffins e os Belchers. “The Great North” traz um time de estrelas como as vozes dos Tobins, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. O elenco de dubladores destaca Nick Offerman (“Parks and Recreation”) como o patriarca Beef Tobin, Will Forte (“O Último Homem na Terra”) como o filho mais velho, Wolf, Aparna Nancherla (“Corporate”) como o filho mais novo, Moon, Paul Rust (“Love”) como o filho do meio, Ham, e Jenny Slate (“Big Mouth”) como a única filha mulher, Judy. Além deles, a série também conta com Dulcé Sloan (“The Daily Show”) como noiva de Wolf, Honeybee, Megan Mullally (“Will & Grace”) como a chefe de Judy, Alyson, e Alanis Morissette (“Dogma”) como ela mesma – ou melhor, como uma visão de Judy da famosa cantora na Aurora Boreal. Já renovada para sua 2ª temporada, “The Great North” é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. A estreia está marcada para 14 de fevereiro nos EUA.
Mark Hamill agradece O Mandaloriano por resgatar Luke Skywalker
Mark Hamill está terminando 2020 feliz da vida, graças a “The Mandalorian” (The Mandalorian). Duas semanas depois que a série do Disney+ (Disney Plus) ressuscitou Luke Skywalker, naquela que foi indiscutivelmente a participação especial mais legal do ano, o ícone de “Star Wars” foi às redes sociais para expressar sua felicidade e gratidão aos produtores executivos Jon Favreau e Dave Filoni. “Às vezes, os maiores presentes são os mais inesperados e algo que você nem sabia que queria até que foi dado”, Hamill tuitou, adicionando “#ThankYouJonAndDave” e uma imagem de Luke Skywalker no episódio. Nos momentos finais da 2ª temporada de “The Mandalorian” – exatamente quando parecia que os mocinhos seriam exterminados sem cerimônia por um pelotão de Dark Troopers – um solitário X-Wing entrou no hangar da nave imperial de Moff Gideon. Seu piloto desceu coberto por um manto, mantendo sua identidade escondida, enquanto passou a enfrentar e eliminar Dark Trooper após Dark Trooper, usando um sabre de luz verde empunhado por uma mão enluvada. Quando este Jedi chegou à ponte onde Mando, a Criança e os demais se trancaram, ele ergueu o capuz para revelar o rosto do jovem Luke Skywalker (Hamill) da época de “O Retorno de Jedi” (1983). Jon Favreau confirmou que o próprio Hamill participou do momento memorável (embora outro ator, Max Lloyd-Jones, tenha servido como dublê das cenas de ação de Luke). “Ter Mark Hamill no set de filmagem para, usando a tecnologia que tínhamos disponível, rejuvenescê-lo para que parecesse como nos filmes antigos – e manter isso em segredo – foi muito especial”, disse Favreau. O próprio Hamill se maravilhou com a falta de vazamentos da sua participação e o impacto causado nos fãs. “O fato de termos conseguido manter meu envolvimento em segredo por mais de um ano, sem vazamentos, é nada menos que um milagre. Um verdadeiro triunfo para quem odeia spoiler em todos os lugares!”, ele escreveu no Twitter. Sometimes the greatest gifts are the most unexpected and something you never realized you wanted until it was given.#ThankYouJonAndDave 🙏 pic.twitter.com/4nNjSvbvIN — Mark Hamill (@HamillHimself) December 30, 2020 The fact that we were able to keep my involvement a secret for over a year with no leaks is nothing less than a miracle. A real triumph for spoiler-haters everywhere!#LooseLipsSinkStarships #STFU pic.twitter.com/TOBqlXYyHN — Mark Hamill (@HamillHimself) December 19, 2020
Richard Donner vai deixar aposentadoria para dirigir Máquina Mortífera 5
Aos 90 anos de idade, o célebre cineasta Richard Donner, diretor de clássicos como “Superman – O Filme” (1978), “Os Goonies” (1985) e “Máquina Mortífera” (1987), decidiu voltar mais uma vez para trás das câmeras. Em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph, ele confirmou os planos de comandar um quinto filme da franquia “Máquina Mortífera”. “Este será o último. É meu privilégio e meu dever levar essa história até o final. É excitante, para falar a verdade! Este é o último, posso prometer isso!”, afirmou o diretor. Donner, que assinou todos os quatro filmes anteriores de “Máquina Mortífera”, não lançava um longa-metragem desde “16 Quadras”, de 2006. Ele já se considerava aposentado da função. Os rumores a respeito da produção de “Máquina Mortífera 5” começaram a circular em 2007 e ganharam força dez anos depois, quando foi noticiado que os astros Mel Gibson e Danny Glover estudavam a possibilidade de reeditar sua parceria clássica num quinto filme. Mais recentemente, durante um entrevista de janeiro passado para o site The Hollywood Reporter, o produtor Dan Lin revelou que o longa estaria realmente em desenvolvimento com o retorno da equipe original, incluindo o diretor Richard Donner e os atores Mel Gibson e Danny Glover. “Estamos tentando fazer o último filme de ‘Máquina Mortífera’. E Dick Donner está de volta. O elenco original também. É simplesmente incrível. A história em si é muito pessoal para ele. Mel e Danny estão prontos para rodar, então apenas dependemos do roteiro”, contou o produtor na ocasião. O envolvimento de Donner voltou à tona em novembro, quando o astro Mel Gibson revelou que a continuação estava realmente sendo produzida com participação de todos os envolvidos na franquia original, incluindo o diretor. Como os fãs devem lembrar, Mel Gibson co-estrelou os quatro filmes de “Máquina Mortífera”, de 1987 a 1998, interpretando o detetive da polícia de Los Angeles Martin Riggs, ao lado de Danny Glover como seu parceiro Roger Murtaugh – que já nos anos 1980 dizia estar “velho demais” para isso. Nos últimos tempos, a franquia também foi adaptada para a TV numa série conturbada de 2016, que teve o intérprete televisivo de Riggs, o ator Clayne Crawford, demitido ao final da 2ª temporada por “mau comportamento”, após ataques de estrelismo e até agressões físicas contra o colega Damian Wayans, intérprete de Roger Murtaugh. A atração foi cancelada logo em seguida, ao final de seu terceiro ano, que acabou em fevereiro de 2019 num cliffhanger (gancho para a continuação) sem resolução.
Hollywood volta a paralisar produções devido ao coronavírus
A maioria das produções de Hollywood voltou a ser interrompida enquanto os casos da covid-19 atingem níveis recordes em Los Angeles. O sindicato dos atores, SAG-AFTRA, anunciou num comunicado enviado a seus membros que a maioria das produções de entretenimento “permanecerá em pausa até a segunda ou terceira semana de janeiro, se não mais tarde”. A decisão foi comunicada depois que as autoridades de saúde do condado de Los Angeles apelaram aos produtores, na véspera de Natal, que “considerassem a possibilidade de interromper seus trabalhos por algumas semanas durante esse aumento catastrófico de casos de covid”. A cidade de Los Angeles tornou-se nos últimos dias o maior epicentro da pandemia de coronavírus nos Estados Unidos, superando 7 mil hospitalizações por covid pela primeira vez na segunda-feira (28/12). A ordem de “ficar em casa” no sul da Califórnia foi prorrogada indefinidamente na terça-feira (29/12), com vários hospitais sobrecarregados e obrigados a recusar ambulâncias. A nova paralisação acontece após o SAG-AFTRA conduzir esforços de meses para reativar as atividades de Hollywood após a suspensão inicial das produções em março, assinando um acordo com os principais estúdios em setembro para aumentar as medidas de segurança contra o coronavírus para seus atores, incluindo testes. Apesar disso, as produções de entretenimento de Los Angeles já operavam abaixo da metade de sua atividade normal em outubro, antes de cair novamente, à medida que os casos de covid começaram a disparar. À exceção de um punhado de filmes independentes, poucas produções de cinema foram retomadas em Los Angeles nos últimos meses, com a maior parte da atividade de filmagem restrita a comerciais e videoclipes. Por outro lado, as produções de grandes orçamentos foram retomadas no exterior, incluindo na lista os candidatos a blockbuster “Missão Impossível 7”, no Reino Unido e na Itália, “Batman”, no Reino Unido, “Matrix 4”, na Alemanha, e várias séries de TV como “Supergirl” e “Batwoman” no Canadá. A recusa das seguradoras de criar apólices contra o coronavírus representa o maior impedimento para as produções que esperam reiniciar.
Adolfo “Shabba-Doo” Quiñones (1955 – 2020)
O pioneiro da breakdancing Adolfo “Shabba-Doo” Quiñones morreu nesta quarta (30/12) em Los Angeles, aos 65 anos, um dia depois de postar uma foto convalescendo de uma suposta gripe e comemorando ter testado negativo para covid-19. Segundo seu empresário, “isso abre todos os tipos de perguntas”. Dançarino, coreógrafo e ator, Quiñones chegou a ser chamado de “o primeiro ídolo do hip-hop” pela revista Dance. Ele ajudou a popularizar a dança de rua ao viver Ozone nos dois filmes da franquia “Breakin'”, lançados em 1984. “’Breakin” foi mais do que apenas um filme de dança, ele lançou uma revolução cultural”, ele apontou em uma entrevista em 2014. Criado em um conjunto habitacional em Chicago, Quiñones foi membro fundador da famosa trupe de dança de rua The Lockers e apareceu com outros membros, incluindo Fred Berry e a famosa Toni Basil (do hit “Hey Micky”), de forma pioneira no programa “Saturday Night Live” em 1975 – quatro anos antes do primeiro rap ser gravado e a palavra hip-hop existir no vocabulário pop. Filho de pai porto-riquenho e mãe afro-americana, ele conta que começou a dançar funk e música latina simultaneamente, quando ainda era criança, o que influenciou seu estilo pioneiro. “Quando eu tinha três ou quatro anos, costumava dançar para minha família em festas e feriados”, disse na entrevista de 2014. “Eu cresci em uma família mista… então eu ouvia James Brown, Aretha Franklin e Tito Puente, todos no mesmo momento.” Quiñones deu seus primeiros passos no grupo de dançarinos do programa musical televisivo “Soul Train”, no começo dos anos 1970. Mas após aparecer no “SNL”, ele e seus companheiros dos Lockers foram catapultados ao estrelato, chegando a servir de aquecimento para um show de Frank Sinatra no Carnegie Hall e a apresentar um prêmio no Grammy, junto com Aretha Franklin. Logo, Quiñones começou a se destacar individualmente. Ele foi coprotagonista de um especial de hip-hop do “Soul Train”, em 1981, e um dos personagens do documentário “Breakin’ ‘N’ Enterin'” (1984), ao mesmo tempo em que iniciava sua carreira cinematográfica. Como dançarino, apareceu no musical “Xanadu” (1980), ao lado de Olivia Newton-John, em “Tango & Cash” (1989) e até em “Lambada: O Filme” (1990), e, durante sua fase mais popular, excursionou com Madonna como dançarino principal da turnê “Who’s That Girl?”, de 1987, além de ter coreografado vários vídeos da cantora no período. Suas performances o levaram a trabalhar com Chaka Khan, Lionel Richie e Luther Vandross, entre outros, e ele ainda coreografou a apresentação do Three 6 Mafia no Oscar de 2006, quando o grupo de rap venceu o Oscar de Melhor Canção Original por “It’s Hard Out Here for a Pimp”, do filme “Ritmo de um Sonho”. Ele teve até seu próprio programa na MTV, “Blowin’ Up”, ao lado de Jamie Kennedy (do filme “Pânico”). Outra de suas realizações foi ser aceito como diretor do American Film Institute – Quiñones não tinha o diploma de bacharel exigido, mas sua carreira de dança contou como crédito. Depois de dançar na frente das câmeras, ele decidiu passar para os bastidores, tornando-se diretor e roteirista com o musical “Rave, Dancing to a Different Beat”, lançado nos cinemas em 1993 pela New Line. Quiñones ainda escreveu um livro de memórias, que adaptou para as telas com o formato de documentário. Ele roteirizou, dirigiu e prestou depoimentos para “The Kings of Crenshaw”, filme de 2017 sobre a era de ouro do break em Los Angeles. Veja abaixo uma montagem com diversas fases da carreira do mestre Shabba-Doo.
Ator de Os 7 de Chicago será B.B. King no cinema
O ator Kelvin Harrison Jr. (visto recentemente em “Os 7 de Chicago”, “A Batida Perfeita” e “A Fotografia”) vai viver o lendário bluesman B.B. King, também conhecido como o Rei do Blues, no filme sobre Elvis Presley do diretor Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). A produção da Warner Bros. foi retomada em setembro na Austrália após uma paralisação em março, quando o astro Tom Hanks contraiu covid-19. No filme ainda sem título, Hanks vai interpretar o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, enquanto Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) interpretará Elvis. Escrito por Luhrmann e Craig Pearce, o filme investiga a dinâmica complexa entre Elvis e o enigmático Parker ao longo de 20 anos, que levou à ascensão do cantor a um estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a evolução da paisagem cultural e a perda da inocência dos EUA da época. No centro dessa jornada também estão algumas das pessoas mais significativas e influentes na vida de Elvis, como sua mãe Gladys, vivida por Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”), e sua esposa Priscilla, interpretada por Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”). Apesar da paralisação das filmagens durante a pandemia, a produção da Warner Bros. sofreu pouco atraso em seu cronograma de lançamento, com estreia adiada por apenas um mês, para novembro de 2021 nos EUA. Veja abaixo um dos mais antigos vídeos de B.B. King disponível no YouTube com boa qualidade.
Dawn Wells (1938 – 2020)
A atriz Dawn Wells, que interpretou a náufraga Mary Ann na icônica série de comédia de TV “A Ilha dos Birutas” (Gilligan’s Island), morreu na manhã desta quarta-feira (30/11) em Los Angeles de complicações relacionadas à covid-19. Ela tinha 82 anos. Natural da cidade de Reno, Wells se tornou Miss Nevada no concurso de Miss América de 1959, e a projeção obtida pela disputa a levou a aparecer em várias séries do começo dos anos 1960 antes de conseguir seu papel mais famoso – incluindo “77 Sunset Strip” (em quatro episódios como quatro personagens diferentes), “Caravana”, “Laramie”, “Cheyenne”, “Maverick”, “Salto à Aventura” (Ripcord) e “Hawaiian Eye”. Ela derrotou 350 candidatas para ficar com o papel de Mary Ann em 1964. Mas, apesar da longevidade das reprises na TV, “A Ilha dos Birutas” foi apenas um sucesso moderado para a rede CBS durante sua exibição original de três temporadas, indo ao ar em noites e horários diferentes a cada ano até ser cancelada em 1967. A ironia é que, quando passou a ser reprisada em horário fixo nas estações locais, a atração se tornou um dos maiores sucessos da TV americana da década de 1970, inspirando até duas produções animadas, a primeira exibida de 1974 a 1977 e a segunda (“Gilligan’s Planet”) de 1982 a 1984. Wells voltou a viver Mary Ann na dublagem das duas produções, além de aparecer com o elenco original em três telefilmes de reencontro, do final dos anos 1970 ao início dos 1980. Após o fim da série, ela ainda apareceu no cultuado terror “Assassino Invisível” (The Town That Dreaded Sundown, 1976) e num punhado de filmes inexpressivos, acomodando-se como atriz convidada de sucessos televisivos, como “James West”, “Columbo”, “Ilha da Fantasia”, “O Barco do Amor”, “Roseanne”, “SOS Malibu” (aywatch) e “ALF, o Eteimoso”. Wells continuou a trabalhar na TV esporadicamente até 2019, encerrando a carreira ao dublar um episódio da animação “As Épicas Aventuras do Capitão Cueca”. Mas, além de atuar, ela também foi produtora, escritora, jornalista, palestrante motivacional, professora, presidente da Fundação Terry Lee Wells, com foco em mulheres e crianças no norte de Nevada, e ainda dirigiu um acampamento de atores, Film Actors Boot Camp, por sete anos em Idaho.
Ray Fisher se recusa a fazer novos projetos da DC Films
Um dos motivos que explicam a falta de vontade da DC Films em dar continuidade à “Liga da Justiça” manifestou-se no Twitter. Após o chefão do estúdio, Walter Hamada, revelar planos para lançar seis filmes da DC por ano, o ator Ray Fisher, intérprete do Ciborgue, voltou a usar as redes sociais para atacar o executivo. Fisher linkou a entrevista de Hamada (no New York Times) sobre o futuro da DC Films, para declarar que não vai participar de “nenhuma produção associada a ele”. Fisher retomou uma briga que ele iniciou em setembro, ao revelar suposta conversa em que o executivo teria sugerido sacrificar algumas pessoas da produção da “Liga da Justiça” para preservar um dos produtores. Isto aconteceu em meio a várias polêmicas, como a denúncia feita pelo ator contra o diretor Joss Whedon por comportamento “abusivo” durante as refilmagens de “Liga da Justiça” e outras acusações, como racismo ou acobertamento de atitudes racistas – inclusive da parte do chefão da Warner Bros. Pictures, Toby Emmerich. “Para vocês entenderem o quão fundo isso vai: após eu expor o que aconteceu em ‘Liga da Justiça’, o presidente da DC Films [Walter Hamada] me ligou tentando que eu jogasse Joss Whedon e Jon Berg na fogueira e que eu pegasse leve com Geoff Johns. Eu não vou”, Fisher afirmou nas redes sociais, na ocasião. Agora, ele retoma a briga. “Walter Hamada é o mais perigoso tipo de facilitador. Ele mente, e sua tentativa fracassada de relações públicas de 4 de setembro procurou minar as questões reais por trás da investigação dos bastidores de ‘Liga da Justiça’. Não participarei de nenhuma produção associada a ele”, tuitou o ator nesta quarta (30/12). A tempestade de fogo de Fisher contra a WarnerMedia começou em 1º de julho num tuite em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Na primeira sexta de setembro, a WarnerMedia lançou um longo comunicado, o que não é típico do estúdio em situações de crise, disparando contra Fisher. “Em julho, os representantes de Ray Fisher pediram ao presidente da DC Films, Walter Hamada, que conversasse com o Sr. Fisher sobre suas preocupações durante a produção de ‘Liga da Justiça’. Os dois já haviam se falado quando o Sr. Hamada pediu que ele repetisse seu papel como Ciborgue no próximo filme da Warner Bros, do herói Flash, juntamente com outros membros da Liga da Justiça”, dizia o texto. “Em sua conversa de julho, o Sr. Fisher relatou divergências que teve com a equipe de criação do filme em relação à sua interpretação de Ciborgue, e reclamou que as revisões sugeridas do roteiro não foram adotadas. O Sr. Hamada explicou que diferenças criativas são uma parte normal do processo de produção e que o roteirista/diretor de um filme deve, em última instância, ser responsável por esses assuntos”, continuou o comunicado. “Notavelmente, o Sr. Hamada também disse ao Sr. Fisher que levaria suas preocupações à WarnerMedia para que eles pudessem conduzir uma investigação. Em nenhum momento o Sr. Hamada ‘jogou alguém na fogueira’, como o Sr. Fisher falsamente alegou, ou fez qualquer julgamento sobre a produção da Liga da Justiça, na qual Hamada não teve envolvimento, pois as filmagens ocorreram antes do Sr. Hamada assumir sua posição atual”, segue a nota. “Embora o Sr. Fisher nunca tenha alegado qualquer conduta indevida contra ele, a WarnerMedia, no entanto, iniciou uma investigação sobre as preocupações que ele havia levantado sobre a representação de seu personagem. Ainda não satisfeito, Fisher insistiu que a WarnerMedia contratasse um investigador independente. Este investigador tentou várias vezes se encontrar com o Sr. Fisher para discutir suas preocupações, mas, até o momento, o Sr. Fisher recusou-se a falar com o investigador. A Warner Bros. continua comprometida com a responsabilidade e o bem-estar de cada elenco e membro da equipe em cada uma de suas produções. Ela também continua empenhado em investigar qualquer alegação específica e confiável de má conduta, o que até agora o Sr. Fisher não forneceu”, conclui o texto oficial. Em uma entrevista subsequente à Forbes, em outubro, Fisher indicou que as questões raciais desempenharam um papel nas decisões que levaram aos seus alegados maus-tratos no set da “Liga da Justiça”. Outras estrelas de “Liga da Justiça”, como Jason Momoa, o Aquaman, apoiaram a cruzada do colega nas redes sociais, enquanto o ator convocava uma investigação. “Coisas sérias aconteceram”, declarou Momoa. Já Gal Gadot, a Mulher Maravilha, disse ao Los Angeles Times que não participou das refilmagens com Fisher, mas também teve “minha própria experiência com [Whedon], que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”. Na noite de 11 de dezembro, a WarnerMedia divulgou uma declaração vaga e superficial de que sua investigação dos bastidores de “Liga da Justiça” foi “concluída e medidas corretivas foram tomadas”. Nenhum outro detalhe foi fornecido e nem os executivos do cinema da Warner Bros. sabiam que medidas foram estas. Pouco depois desta declaração, Fisher compartilhou um texto oficial que recebeu da WarnerMedia com um agradecimento pela “coragem de se apresentar e ajudar a empresa a criar um ambiente de trabalho inclusivo e mais igualitário para seus funcionários e parceiros”. Ele acrescentou sua própria declaração no Twitter: “Ainda há conversas que precisam acontecer e resoluções que precisam ser encontradas. Obrigado a todos por seu apoio e incentivo nesta jornada. Estamos à caminho.” Fisher ainda informou que a investigação “levou a uma ação corretiva”, afirmando que “já vimos” isso, mas outros desdobramentos “ainda estão por vir”. Na época, especulou-se que o comentário se referia a Joss Whedon, que duas semanas antes tinha abandonado a produção da fantasia “The Nevers”, que ele criou para a HBO, citando exaustão e acontecimentos sem precedentes de 2020 que afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”. Não houve, até o momento, nenhuma outra repercussão visível da investigação. Por outro lado, a reportagem de domingo passado (27/12) do New York Times sobre os planos ambiciosos da DC Films informou que, apesar de Hamada prometer seis filmes por ano, nenhum deles seria continuação de “Liga da Justiça”. A HBO Max está investindo uma fortuna para relançar o filme como uma minissérie de quatro horas, totalmente reeditada pelo diretor original, Zack Snyder. Mesmo assim, de acordo com o jornal nova-iorquino, o estúdio avalia essa produção “como uma narrativa que não leva a lugar nenhum”.












