Ava: Jessica Chastain vira John Wick feminina em trailer de filme de ação
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Ava”, filme em que Jessica Chastain vive uma espécie de John Wick feminina. A prévia mostra (demais, por sinal) como ela passa de assassina profissional à alvo de todos os “colegas” de sua agência secreta. O filme volta a reunir a atriz e o cineasta Tate Taylor, após trabalharem juntos em “Vidas Cruzadas” (The Help, 2011). Originalmente, a trama seria dirigida pelo australiano Matthew Newton (“From Nowhere”), responsável pelo roteiro, mas ele se demitiu após denúncias de abuso e violência doméstica. Chastain, que é produtora de “Ava”, convocou Taylor para assumir o projeto enquanto os dois discutiam planos para filmar “The Eyes of Tammy Faye”, cinebiografia de uma famosa tele-evangelista americana, planejada para o ano que vem. Outra mudança no desenvolvido do projeto foi em seu título. O filme seria chamado de “Eve”. Mas aí ficaria evidente a semelhança com outra produção: a série “Killing Eve”. Na trama, Chastain interpreta a personagem-título, uma assassina que trabalha para uma agência de espionagem, forçada a lutar por sua própria sobrevivência depois de uma missão falhar perigosamente. O impressionante elenco de apoio inclui Colin Farrell (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), Common (“Selma”), John Malkovich (“22 Milhas”) e Geena Davis (“Thelma e Louise”). A estreia está marcada para 25 de agosto em VOD nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Brooklyn Nine-Nine jogou roteiros da nova temporada no lixo após morte de George Floyd
A 8ª temporada da comédia policial “Brooklyn Nine-Nine” (também conhecida no Brasil como “Lei & Desordem”) já vinha sendo escrita pelos roteiristas da série, quando as manchetes sobre racismo e violência da polícia dos EUA se tornaram incontornáveis. De acordo com o ator Terry Crews, os debates sobre racismo nos Estados Unidos, com a morte de George Floyd e o movimento Black Live Matters (Vidas Negras Importam), levaram os roteiristas a jogar todo o trabalho desenvolvido no lixo, decididos a reiniciar a temporada do zero para refletir o ambiente atual. “Nós tivemos muitas conversas sóbrias e profundas e espero que a gente faça algo que realmente chacoalhe as estruturas neste ano. Temos a oportunidade e planejamos usá-la da melhor maneira possível. Nós tínhamos quatro episódios prontos para gravar, e eles simplesmente jogaram tudo no lixo. Nós começamos de novo. Agora não sabemos em que direção irá”, relatou o ator, em entrevista ao programa Access Daily. Crews contou que todo o elenco se encontrou numa videoconferência para abordar a questão e fez seu relato sobre o preconceito que enfrentou antes de se tornar um ator conhecido. “Vocês me conhecem de vários filmes, mas, antes disso, eu sempre era tido como uma ameaça. Eu ia para o shopping e outros lugares e armas eram apontadas para a minha cabeça pela polícia de Los Angeles. Isso antes de eu ser famoso, que é algo que todo homem negro já passou, e é difícil para as outras pessoas entenderem”, contou. “O que está acontecendo é um movimento #MeToo da América negra. Sempre soubemos o que estava acontecendo, mas agora os brancos estão começando a entender. O vídeo de Floyd abriu a cabeça do mundo, porque agora você testemunhou aquilo e passou pelo trauma que a América negra tem passado”, acrescentou. O ator ainda lamentou que seus filhos, jovens, ainda possam sofrer nas mãos da polícia. “Quando se é negro, eles não te tratam como um jovem de 14 anos. Eles se assustam, é aquela coisa de ver um carro de polícia e o coração acelerar”, contou Crews. “Brooklyn Nine-Nine” foi renovada para a 8ª temporada no fim de 2019, mas, devido à suspensão das produções devido à covid-19, a data de estreia ainda não foi anunciada. Veja abaixo o vídeo da entrevista com Terry Crews.
Lewis John Carlino (1932 – 2020)
O cineasta Lewis John Carlino, que escreveu e dirigiu “O Grande Santini – O Dom da Fúria” (1979), morreu na quarta-feira passada (17/6) aos 88 anos em sua casa, na ilha de Whidbey, no estado de Washington (EUA), com síndrome mielodisplásica, uma doença no sangue. Filho de um alfaiate imigrante siciliano e uma dona de casa, ele nasceu no Queens, em Nova York, no dia de ano novo de 1932, e mudou-se com a família para a Califórnia quando ainda era adolescente. Ele serviu na Força Aérea por quatro anos durante a Guerra da Coréia e, ao retornar, formou-se em teatro na USC (Universidade do Sul da Califórnia). Uma das peças que escreveu na USC tornou-se a primeira apresentação da “CBS Television Workshop”, uma série de antologia de histórias curtas e completas, exibida na TV americana em 1960. Dois outros textos de Carlino chegaram no circuito off-Broadway em 1963, como parte de um programa duplo intitulada “Cages”, estrelado por Shelley Winters e Jack Warden. Vieram outros sucessos fora da Broadway, que lhe renderam o convite para escrever seu primeiro roteiro de cinema em 1966. O sinistro thriller sci-fi “O Segundo Rosto” foi dirigido por John Frankenheimer e selecionado para première mundial na competição do Festival de Cannes. A trama marcou época, influenciando inúmeras produções que se seguiram. Na história, um banqueiro infeliz de meia-idade (John Randolph) se inscrevia no procedimento de uma corporação clandestina para virar uma pessoa nova e bonita (Rock Hudson). O impacto da obra o fez trocar o teatro pelo cinema. Ele escreveu os dramas “Apenas uma Mulher” (1967), de Mark Rydell, indicado ao Globo de Ouro de Melhor Roteiro, e “Sangue de Irmãos” (1968), de Martin Ritt, quando começou a demonstrar fascínio pelo crime – e seus efeitos. O reconhecimento, com uma indicação ao prêmio do WGA (Sindicato dos Roteiristas dos EUA), apontou o caminho. Sua obra criminal mais famosa foi “Assassino a Preço Fixo” (1972), um clássico de ação do diretor Michael Winner, em que Charles Bronson vivia um assassino experiente caçado por seu aprendiz. O filme ganhou remake em 2011, com Jason Statham no papel principal. Ele ainda escreveu o filme de mafioso “Crazy Joe” (1974), produzido na Itália, e o drama “Nunca Te Prometi um Jardim de Rosas” (1977), em que Kathleen Quinlan era internada numa instituição psiquiátrica após uma tentativa de suicídio. Este filme lhe rendeu nova indicação ao troféu do WGA e também ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. A esta altura, Carlino resolveu se lançar como diretor. Ele adaptou o livro de Yukio Mishima no intenso “O Marinheiro que Caiu em Desgraça com o Mar” (1976) para começar a nova carreira. E chamou atenção ao ganhar sua terceira indicação ao troféu do WGA com “O Grande Santini – O Dom da Fúria” (1979), adaptação do romance autobiográfico de Pat Conroy, em que Robert Duvall viveu um militar valentão que ignorava os sentimentos do filho. Foi o ponto alto de sua carreira, um sucesso de público e crítica, considerado um dos dramas mais devastadores já feitos. Apesar disso, Carlino demorou quatro anos para dirigir seu filme seguinte. Um dos motivos foi sua dedicação ao roteiro de “Ressurreição” (1980). Dirigido por Daniel Petrie, o filme trazia Ellen Burstyn como uma mulher dada como morta após um acidente de carro, que retornava à vida com poderes sobrenaturais. A atriz foi indicada ao Oscar pelo papel, após a trama dar muito o que falar – e também se tornar influente. Santini retornou à direção com a comédia sexual “Uma Questão de Classe” em 1983. Foi uma encomenda de estúdio, que ele não escreveu. E acabou com sua carreira. O longa em que Jacqueline Bisset era disputada por Rob Lowe e Andrew McCarthy foi considerado o pior trabalho de sua filmografia. Este fracasso foi o que bastou para que nunca mais trabalhasse como diretor. Para piorar, em seguida ele escreveu “Primeiro Verão de Amor” (1988), romance com Laura Dern, que também implodiu. Foi seu último roteiro inédito. Suas histórias, porém, continuaram a ser recicladas por Hollywood, na produção de um remake televisivo de “Ressurreição” em 1999 e no novo “Assassino a Preço Fixo” de 2011, que ainda ganhou continuação em 2016 – com um nome sugestivo, que juntava dois sucessos do autor – , “Assassino a Preço Fixo 2: A Ressurreição”. Ao se mudar para Whidbey Island com a esposa Jilly em 1996, Carlino voltou às suas raízes teatrais e foi fundamental para o lançamento do Centro de Artes da ilha. Ele dirigiu várias produções originais e seu roteiro mais recente, a peça “Visible Grace”, estava em desenvolvimento para estrear no palco local.
Quatro escritores LGBTQIA+ abandonam agência literária de JK Rowling em protesto
Quatro escritores representados pela agência literária de JK Rowling — autora da franquia “Harry Potter” — decidiram deixar a empresa depois que Rowling começou campanha contra direitos de transexuais. Fox Fisher, Drew Davies e Ugla Stefanía Kristjönudóttir Jónsdóttir disseram que não podiam mais trabalhar com a Blair Partnership, com sede em Londres, porque não estavam convencidos de que a empresa “apoia nossos direitos”. Os três se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+. Um quarto autor também rompeu contrato com a agência, mas preferiu se manter anônimo. Em declaração conjunta, eles contaram que pediram à editora “que reafirmasse seu compromisso com os direitos das pessoas trans”, mas sentiram que a empresa de JK Rowling “era incapaz de se comprometer com qualquer ação que julgávamos apropriada e significativa”. De acordo com o jornal The Guardian, Jónsdóttir – também conhecido como Owl Fisher e co-autor de “Trans Teen Survival Guide” (o guia de sobrevivência do adolescente trans) – sugeriu que a agência literária deveria realizar treinamento com o grupo All About Trans (tudo sobre trans), mas “essa solicitação não foi encarada positivamente pela gerência”. Por isso, eles decidiram deixar a Blair Partnership, alegando que “a liberdade de expressão só pode ser mantida se as desigualdades estruturais que impedem oportunidades iguais para grupos sub-representados forem desafiadas e alteradas”. A Blair Partnership emitiu um comunicado em que fez uma afirmação genérica, dizendo que apoia “os direitos de todos os nossos autores de expressar seus pensamentos” e que “é nosso dever, como agência literária, apoiar a todos nessa liberdade fundamental”. A polêmica com JK Rowling começou quando a escritora decidiu se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, coloca mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety. Até o momento, a Warner, para quem os filmes de “Harry Potter” representam uma mina de ouro, e que atualmente desenvolve um terceiro “Animais Fantásticos” escritos por Rowling, divulgou apenas um comunicado ambíguo, em que reforça sua posição em defesa de “uma cultura diversificada e inclusiva”, ao mesmo tempo em que valoriza seus “contadores de histórias” (Rowling). “Os eventos nas últimas semanas confirmaram nossa determinação como empresa de enfrentar questões sociais difíceis. A posição da Warner Bros. sobre inclusão está bem estabelecida, e promover uma cultura diversificada e inclusiva nunca foi tão importante para nossa empresa e para nosso público em todo o mundo. Valorizamos profundamente o trabalho de nossos contadores de histórias, que se dedicam muito ao compartilhar suas criações com todos nós. Reconhecemos nossa responsabilidade de promover a empatia e advogar a compreensão de todas as comunidades e todas as pessoas, principalmente aquelas com quem trabalhamos e com as quais alcançamos através de nosso conteúdo”, diz o texto que, realmente, não se posiciona a respeito da polêmica. Caso a situação continue evoluindo de forma dramática, o estúdio deverá ser pressionado a sair de cima do muro.
Ator Gésio Amadeu está internado com covid-19
O ator Gésio Amadeu, o Chico de “Chiquititas” e conhecido por várias novelas da Globo, está internado em um hospital em São Paulo com covid-19. Aos 73 anos, ele é diabético. A informação foi divulgada por colegas da classe artística que compartilharam uma campanha para doação de sangue nas redes sociais. De acordo com o comunicado, ele teria se infectado com coronavírus ao ir a uma consulta médica. Apesar da campanha, o hospital negou que ele precise de transfusão. “Gésio Amadeu está sendo atendido pela Prevent Senior, a pedido da família, desde 8 de junho. Amadeu está internado numa das unidades da rede hospitalar Sancta Maggiore recuperando-se de covid-19. Diferentemente do que foi divulgado, a Prevent Senior não solicitou doações de sangue para o paciente, embora incentive a prática respeitando-se os cuidados necessários durante a pandemia. Mais informações sobre o estado de saúde somente serão repassadas pelos familiares”, diz um comunicado. Gésio já atuou em inúmeras produções para a televisão desde “Beto Rockfeller”, na antiga Tupi, em 1968. Interpretou personagens em novelas como “A Moreninha”, “A viagem”, “Velho Chico”, “Sinhá Moça” e o “Beijo do Vampiro”. Os papeis pelo qual é mais lembrado são de programas infantis: o Tio Barnabé em “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e o cozinheiro Chico, em “Chiquititas”.
Ex-galã de Malhação toma posse como Secretário de Cultura
O ator Mário Frias, ex-galã de “Malhação”, tomou posse na terça (23/6) como novo secretário especial da Cultura, em um evento fechado no Ministério do Turismo. A notícia foi publicada pelo ministério em suas redes sociais e no site oficial. A nomeação de Mário Frias para substituir a atriz Regina Duarte na Secretaria foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (19/6) em edição extra. O ator é o quinto nome a comandar a Cultura no desgoverno de Jair Bolsonaro. Antes dele e da ex-atriz, passaram pela área Henrique Pires, que saiu acusando o governo de promover censura, Ricardo Braga, que tapou-buraco até a chegada de Roberto Alvim, exonerado após ter feito vídeo parafraseando ideólogo nazista. O Ministério do Turismo não divulgou o discurso de Frias após tomar posse. No site oficial, apenas destacou que “a partir de agora, ele será o responsável pela formulação de políticas, programas, projetos e ações que promovam o setor Cultura no país”. E citou ainda o histórico da carreira do ator em séries, novelas, filmes e apresentação de programas na TV aberta. Frias acompanhou a posse de Regina, mas foi rápido para sugerir seu próprio nome como sucessor da ex-atriz, durante o ápice da campanha #ForaRegina, promovida por terraplanistas das redes sociais. Ele se ofereceu para ocupar o cargo numa entrevista à CNN Brasil, enquanto Regina ainda era Secretária. Na reta final da fritura da ex-atriz e agora ex-secretária, o ex-“Malhação” almoçou por dois dias consecutivos com Bolsonaro no Palácio do Planalto. Sem grande currículo, Mario Frias pode se dar ao luxo de se queimar com a classe artística, ao abraçar a política anti-cultural de Bolsonaro. Quinto secretário de Cultura em menos de um ano e meio, se ele ficar mais tempo na pasta que os cerca de três meses de Regina, se tornará um dos mais resistentes no cargo. Segundo o Ministério do Turismo, também foi dada posse ao novo secretário-adjunto da Cultura, Pedro José Vilar Godoy Horta.
Fundação Clóvis Salgado disponibiliza clássicos do cinema japonês de graça no YouTube
A cinquentenária Fundação Clóvis Salgado, responsável pelo Palácio das Artes de Minas Gerais, disponibilizou gratuitamente diversos clássicos do cinema japonês no YouTube. A mostra Clássicos do Cinema Japonês, que poderá ser vista na página da fundação até o dia 9 de julho, tem preciosidades de grande mestres, como Yasujiro Ozu (1903-1963), Kenji Mizoguchi (1898-1956), Mikio Naruse (1905-1969), e Kinuyo Tanaka (1909-1977). As obras se concentram no período entre 1949 e 1953 e estão todas legendadas em português. São três títulos de cada diretor, menos Tanaka, atriz de sucesso que se tornou uma das primeiras diretoras japonesas. Ela comparece com apenas um filme, sua estreia na direção: “Cartas de Amor” (1953). Ozu responde pelas preciosidades “Pai e Filha” (1949), “O Sabor do Chá Verde sobre o Arroz” (1952) e o célebre “Era uma Vez em Tóquio” (1953), considerado o 3º Melhor Filme de Todos os Tempos na eleição mais recente do BFI (British Film Institute). “Pai e Filha”, por sinal, é o 15º da mesma lista. De Naruse, a seleção traz “Batalha de Rosas” (1950), “Relâmpago” (1952) e “Irmão, Irmã” (1953), do meio de sua carreira. Por fim, os filmes de Mizoguchi são “Senhorita Oyu” (1951), “A Música de Gion” (1953) e o premiadíssimo “Contos da Lua Vaga” (1953), que venceu o Leão de Prata num ano em que o Festival de Veneza não entregou o Leão de Ouro, considerando impossível definir qual era o melhor filme entre a obra de Mizoguchi, “Moulin Rouge”, de John Houston, “Os Boas Vidas”, de Federico Fellini e “Teresa Raquin”, de Marcel Carné. Os filmes podem ser vistos na playlist abaixo. Ou na página do Palácio das Artes (neste link).
Winona Ryder revive polêmica ao lembrar fala preconceituosa de Mel Gibson
Um perfil do jornal Sunday Times sobre a carreira de Winona Rider, em que ela abordou corações partidos, grandes amizades e bastidores de seu filmografia, acabou revivendo as acusações de preconceito contra Mel Gibson. A estrela de “Stranger Things” foi questionada sobre suas experiências com racismo e citou o protagonista de “Coração Valente”. A lembrança desse incidente antigo acabou tendo repercussão e foi refutada por um agente do ator. Questionada sobre experiências de preconceito que testemunhou, Winona afirmou que Mel Gibson já fez comentários complicados na sua frente. Em uma festa, ela diz que Gibson estava “fumando um charuto, e estávamos conversando com um amigo, que é gay, quando ele disse: ‘Espere, eu vou pegar Aids?’. E então alguém falou algo sobre os judeus e ele disse para mim: ‘Você não é uma ‘oven dodger’, é?'”. O termo ofensivo “oven dodger” é usado para falar pejorativamente sobre judeus em inglês. Significa “trapaceiro do forno”, uma referência negacionista aos campos de concentração do Holocausto. Segundo Winona, Mel Gibson ensaiou um pedido de desculpas depois do ocorrido. Depois do relato da atriz, o agente de Gibson, Alan Nierob, foi à imprensa americana dizer que a história “é 100% mentirosa”. “Ela mente sobre isso há uma década, desde que expôs pela primeira vez à imprensa, e está mentindo agora. E também, ela mentiu sobre ele tentar se desculpar na época. Ele falou, sim, com ela, muitos anos depois, para confrontar as mentiras e ela se recusou a falar com ele”, afirmou Nierob ao site The Hollywood Reporter, lembrando que a atriz fez esse relato pela primeira vez em 2010 (numa entrevista para a revista GQ). De todo modo, a entrevista anterior não foi a primeira acusação de antissemitismo sofrida por Gibson. Em 2006, ele foi preso por dirigir alcoolizado e afirmou, de acordo com um boletim policial, que “os judeus são responsáveis por todas as guerras do mundo”. Dez anos depois, ele pediu desculpas e falou que a afirmação foi feita de cabeça quente. “Foi um incidente infortuno. Eu estava bravo e estava preso. Eu fui gravado ilegalmente por um policial inescrupuloso que nunca foi processado por este crime”, alegou, na ocasião, em entrevista à Variety. Para Winona, que é judia, o tema é sensível. “Não sou religiosa, mas é difícil para mim falar disso, eu tive familiares que morreram em campos [de concentração], então é um assunto que me fascina também.” Ela ainda revelou que sofreu preconceito em Hollywood por ser judia. “Há gente que me fala: ‘Espere, você é judia? Mas você é tão linda!’. Houve um filme em que o chefe do estúdio, que era judeu, falou que eu era ‘muito judia’ para fazer um papel em uma ‘família de sangue azul’.”
Bill Murray será cachorro de Anne Hathaway em drama canino
Anne Hathaway e Bill Murray vão estrelar um drama sobre cachorros chamado “Bum’s Rush”. O anúncio foi feito pela produtora Rocket Science, responsável pela distribuição internacional do longa-metragem. O filme tem direção de Aaron Schneider, responsável pelo vindouro drama de guerra “Greyhound” (com Tom Hanks) e “Segredos de um Funeral” (2009), que contou com o próprio Bill Murray no elenco e foi premiado com o Spirit Award (o Oscar indie) de Melhor Filme de Estreia. Escrita por C. Gaby Mitchell, roteirista do citado “Segredos de um Funeral” e do thriller “Diamante de Sangue” (2006), com Leonardo DiCaprio, o filme acompanhará o relacionamento de uma fabricante de sapatos (Hathaway) com um cão vira-lata chamado Bum (logicamente dublado por Murray, porque em Hollywood cães falam). Segundo a sinopse, os dois viverão uma jornada que mudará seus corações para sempre. “É um projeto muito especial. Todos nós da equipe amamos cachorros e agora, mais do que nunca, apreciamos o valor deles em nossas vidas”, disse Aaron Schneider, em comunicado.
Lenda dos vídeos adultos, Ron Jeremy será julgado por crimes sexuais
O ator pornô Ron Jeremy, um dos mais famosos da indústria de vídeos adultos dos EUA, foi acusado de estuprar três mulheres e agredir sexualmente uma quarta, informou o Ministério Público de Los Angeles. Com mais de 1,7 mil créditos em filmes pornográficos, Jeremy é considerado uma lenda na indústria, mas já se encontrava afastado das produções adultas há dois anos. Não apenas pela idade avançada – está com 67 anos – , mas por seu envolvimento em denúncias de abuso sexual. A promotoria do condado de Los Angeles o acusa por quatro incidentes separados, o mais antigo de 2014. Três dos casos teriam ocorrido no mesmo bar, situado em West Hollywood, entre os anos de 2017 e 2019. E o de 2014 teria acontecido em uma casa localizada na mesma área. As supostas vítimas tinham entre 25 e 46 anos. Além destes quatro, uma acusação de 2016 não será processada por falta de provas. A promotoria determinou uma fiança milionária (US$ 6,6 milhões) para ele responder o caso em liberdade. Caso não possa pagar, já será preso nesta terça (23/6). No final do julgamento, Jeremy pode receber a pena máxima de prisão perpétua. O ator, cujo nome verdadeiro é Ronald Jeremy Hyatt, começou a fazer filmes adultos nos anos 1970 e apareceu em obras famosas do gênero, como “Delicious” (1981), “Objeto de Desejo” (1983), “Garganta Profunda II” (1987), “John Bobbit – Sem Cortes” (1994) e a versão adulta de “Dracula” (1994). Seu último vídeo para maiores é de 2018. Ele ficou conhecido o suficiente para ganhar vários documentários sobre sua carreira e aparecer em filmes convencionais. A maioria das vezes sua participação se resumia a figurações. Chegou a superar Stan Lee nesse quesito, sendo visto por alguns segundos em filmes cultuados e até em grandes sucessos, como “Pânico na Escola” (2011), com Josh Hutcherson, “Adrenalina 2” (2009), com Jason Statham, “Todo Poderoso” (2003), com Jim Carrey, “Detroit, a Cidade do Rock” (1999), com a banda Kiss, “Studio 54” (1998), com Salma Hayek, “Tromeo & Juliet” (1996), escrito por James Gunn, “Rotação Máxima” (1994), com Charlie Sheen, “Parceiros do Crime” (1993), com Eric Stoltz, e, acredite se quiser, “O Poderoso Chefão III” (1990)!
Atlantis: Diretor de Jurassic World vai filmar fantasia sobre continente submerso
O diretor Colin Trevorrow já definiu seu próximo filme após encerrar a trilogia “Jurassic World”. Ele dirigirá “Atlantis”, mantendo a parceria com o estúdio Universal Pictures. “Atlantis” vai explorar o mito da existência de um continente perdido e subaquático no oceano Índico, entre África, Índia e Oceania. Lá, viveria uma civilização multicultural extremamente avançada. A história é original. O próprio Trevorrow concebeu a ideia em parceria com Matt Charman (“Ponte dos Espiões”) em 2018, mas manteve o projeto em segredo para dar tempo a sua equipe terminar outros trabalhos. O roteiro final ficou a cargo de Dante Harper (“Alien: Covenant”). Ainda não há previsão para o início da produção, mas deve demorar. Atualmente, Trevorrow ainda está envolvido com “Jurassic World: Dominion”, que só vai estrear daqui a um ano, em junho de 2021.
Atriz de As Aventuras de Poliana lança biografia aos 15 anos
Intérprete de Filipa em “As Aventuras de Poliana”, a atriz Bela Fernandes lançou um livro biográfico com apenas 15 anos. “Sim, muitas pessoas falam: ‘Meu Deus! Tão nova e já vai lançar um livro! Deve ser conteúdo bobo!’. E, na verdade, eu já tenho histórias demais para contar”, defendeu ela em entrevista ao blog NaTelinha. Com quase 7 milhões de seguidores no Instagram, Bela disse que seu livro é para “as meninas de 11, 13 anos”. “Muitas estão passando pela fase do primeiro beijo, sofrendo por meninos e olha, eu comecei a sofrer muito cedo, e eu conto isso no livro, desde pequeninha. Eu já tinha meus ‘crushes’ na TV e todas essas histórias que eu não tinha contado ainda”, revelou na entrevista. Ela também diz que aprendeu a lição, após crises de ansiedade para adiantar etapas de seu crescimento: “Eu percebi que não é assim, as coisas acontecem quando tem que acontecer, então eu estou deixando as coisas acontecerem”. Depois dos quase 1,5 mil episódios de “Poliana”, ela atuou em seu primeiro filme, “O Melhor Verão das Nossas Vidas” (2020), lançado em janeiro, mas a pandemia de coronavírus interrompeu sua carreira precoce. Bela contou que vários dos seus projetos foram adiados e ela tem passado os últimos dias em casa, de quarentena com a família – “são sete pessoas!” Com letras bem grandes, várias fotos, ilustrações e pôster de brinde na pré-venda, “A Vida de Bela Fernandes” tem previsão de lançamento para 31 de julho. Veja a capa abaixo.
Babu Santana recebe diagnóstico de diabetes em hospital
Ainda num hospital no Rio, o ator Babu Santana (“Tim Maia”) usou suas redes sociais para tranquilizar o público que o acompanha e que se assustou por causa de sua repentina internação no último fim de semana. Ele explicou em vídeo publicado em seu Instagram que foi diagnosticado com diabetes. E aproveitou a oportunidade para agradecer o carinho que recebeu desde que a notícia de sua hospitalização foi divulgada. “Salve, família! Estou passando aqui para agradecer todo o carinho de vocês. Fiquei muito emocionado. Estou me cuidando, estou bem. O susto veio para me alertar que eu preciso cuidar mais de mim. Meu quadro não é covid, estou com diabetes”, explicou. O ator prosseguiu: “Quero estudar, entender sobre o assunto, mas estou confiante e otimista para ter uma vida mais saudável e tranquila. Queria mandar beijo e abraço por todo o carinho, aos que torceram, rezaram, emanaram energias positivas e quero que vocês cuidem da saúde, façam seus exames regulares, cuidem da saúde, que é nosso maior bem. Paizão está bem e dias melhores virão para todos nós”, finalizou. Babu está em um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, desde a última sexta (19/6). Exames feitos no dia descartaram infecção pelo novo coronavírus, mas o hospital informou que o ator permaneceria internado para realizar exames. Na legenda do vídeo abaixo, ele diz que em breve voltará para casa. Ver essa foto no Instagram Boa noite, família! Passando pra agradecer todo o carinho de vcs, em breve tô indo pra casa, tô bem e agora é cuidar da saúde. Muito obrigado!!!🙏🏿💚 Uma publicação compartilhada por Babu Santana (@babusantana) em 22 de Jun, 2020 às 4:12 PDT












