Ônibus do filme Na Natureza Selvagem é retirado do Alasca após acidentes e mortes de turistas
O ônibus abandonado que ficou famoso pelo livro e filme “Na Natureza Selvagem” foi removido do deserto do Alasca. O veículo dos anos 1940 foi transportado de seu local, próximo ao rio Teklanika, por um helicóptero do exército dos Estados Unidos. Ele serviu de abrigo para o alpinista Chris McCandless, de 24 anos, que se refugiou dentro do ônibus no verão de 1992 e lá morreu de fome, depois de passar 114 dias na natureza. O autor Jon Krakauer contou sua história no livro de 1996 “Na Natureza Selvagem”, que foi adaptado por Sean Penn no filme de 2007, estrelado por Emile Hirsch – e uma jovem Kristen Stewart. A guarda nacional americana disse que retirar o ônibus se tornou uma questão de segurança pública, porque vários turistas tentaram encontrá-lo. O Departamento de Recursos Naturais dos EUA disse que houve um total de 15 operações de busca e salvamento relacionadas a ônibus entre 2009 e 2017. Dois viajantes morreram após se afogar enquanto estavam a caminho do veículo em incidentes separados em 2010 e 2019. Em fevereiro deste ano, as tropas estaduais do Alasca resgataram cinco alpinistas italianos na região, um dos quais estava sofrendo severa hipotermia, e em abril até um brasileiro precisou ser socorrido próximo à carcaça do veículo. Agora, o ônibus será armazenado em um “local seguro”, enquanto o Departamento de Recursos Naturais considera um local permanente para ele. Uma das possibilidades é colocá-lo em exposição. Veja abaixo o vídeo da retirada do veículo, divulgado pela agência Reuters.
Ex-galã de Malhação vira quinto Secretário de Cultura de Bolsonaro
Edição extra do Diário Oficial da União oficializou na noite de sexta (19/6) a nomeação do ator Mário Frias para a Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo. Ex-galã de “Malhação”, Frias é o quinto secretário da Cultura no desgoverno Bolsonaro, que tem utilizado essa alta rotatividade para manter a pasta inoperante e as verbas do setor congeladas desde janeiro de 2019. A lista de passagens relâmpagos pela pasta incluiu desde secretário que saiu chutando o balde em protesto contra censura até secretário demitido em ato falho de nazismo, chegando, mais recentemente, à autoimolação de Regina Duarte. De forma simbólica, Frias chega ao cargo depois de se oferecer para o presidente Bolsonaro pela televisão, em plena fritura de sua antecessora. Os dois tiveram conversas ao longo da semana sobre as expectativas do presidente para a nova gestão. Como diz o ditado, o que é ruim sempre pode piorar.
Alan Metter (1933 – 2020)
Alan Metter, diretor de comédias que marcaram a cultura pop da década de 1980, morreu em 7 de junho, aos 77 anos. A informação só veio à tona agora, pela New York Film Academy, onde ele lecionou. Detalhes sobre a causa da morte não foram fornecidos. Metter se formou em Filosofia na Universidade do Arizona, em 1965, mas foi logo atraído pela música. Nos seus primeiros dias como diretor, ele assinou vídeos musicais (que na época não eram chamados de videoclipes) para George Harrison e Oliva Newton-John – e até um documentário sobre os bastidores de “Xanadu” (1980), musical estrelado por Newton-John. Sua ligação com a música também se manifestou em sua estreia em longa-metragem, como diretor de “Dançando na TV” (1985). O título original do filme era “Girls Just Want to Have Fun”, nome de um dos maiores hits da época, cantado por Cyndi Lauper. Ela própria aparecia no filme, que girava em torno de um concurso de danças televisivo. O elenco ainda incluía Sarah Jessica Parker (13 anos antes de “Sex and the City”) e Helen Hunt (7 anos antes de “Mad About You”). Em seguida, ele dirigiu seus maiores sucessos, “De Volta às Aulas” (1986), com Rodney Dangerfield, e “Mudança do Barulho” (1988), com Richard Pryor. Os dois longas foram campeões de locação na era dos VHS. Mas a carreira desandou nos anos 1990, com “Enterrando o Cachorro da Sogra!” (1990) e “Loucademia de Polícia 7: Missão Moscou” (1994), fracasso que encerrou a longeva franquia. Daí para frente, foram só produções feitas para a TV ou lançamentos direto em vídeo, entre eles duas comédias com as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen, “Como Arranjar uma Namorada para o Papai” (1998) e “Passaporte para Paris” (1999). Ele se aposentou no início dos anos 2000 e se mudou para a Flórida.
Espaço Itaú lança festival online com filmes inéditos nos cinemas
O Espaço Itaú de Cinema aderiu ao streaming, promovendo um festival de “pré-estreias” de filmes online. A iniciativa começa nesta sexta (19/6), Dia do Cinema Brasileiro, e vai até o domingo que vem (28/6), oferecendo 19 títulos no lançamento de seu serviço Espaço Itaú Play – criado em parceria com a plataforma Looke. Os filmes ficarão disponíveis por apenas 48 horas, com preço de locação acessível, R$ 10, dos quais 20% serão destinado à APRO (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais). Mas o primeiro título está no ar de graça. Trata-se de “Piedade”, de Cláudio Assis, estrelado por Fernanda Montenegro, Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele e Cauã Reymond, e vencedor de três troféus no Festival de Brasília passado. O filme gira em torno de três histórias entrelaçadas, em que os personagens estão desesperados em viver um grande amor. Uma dessas tramas inclui uma cena homossexual muito falada entre Nachtergaele e Reymond (que vive o dono de um cinema pornô). A seleção de inéditos inclui ainda “Mangueira em Dois Tempos”, de Ana Maria Magalhães, “Três Verões”, de Sandra Kogut, “A Febre”, de Maya Da-Rin, “Dora e Gabriel”, de Ugo Giorgetti, “Boni Bonita”, de Daniel Barosa, “Música para Morrer de Amor”, de Rafael Gomes, “Pacarrete”, de Allan Deberton, “Querência”, de Helvécio Marins Jr, “Aos Olhos de Ernesto”, de Ana Luiza Azevedo, “Guerra de Algodão”, de Marília Hugues e Claudio Marques. “Três Verões” estava prestes a entrar em cartaz quando a pandemia fechou os cinemas. O filme rendeu o troféu de Melhor Atriz para Regina Casé no Festival do Rio e ainda recebeu prêmios nos festivais de Havana, em Cuba, e Antalya, na Turquia. “A Febre” e “Pacarrete” também foram reverenciados em grande circuito internacional e acumulam expectativas. Para completar, o festival online do Espaço Itaú ainda programou a exibição de títulos estrangeiros, em que se destacam “Deerskin – A Jaqueta De Couro De Cervo”, de Quentin Dupieux, “O Chão Sob Meus Pés”, de Marie Kreutzer, e “Liberté”, de Albert Serra, premiado no Festival de Cannes passado. Depois de serem exibidos online, os títulos entrarão em cartaz no circuito Itaú Cinemas, em datas a serem definidas, conforme plano de retomada das autoridades sanitárias. A lista completa, datas de exibição e o acesso direto para os filmes podem ser conferidos aqui.
Wasp Network, 7500, Aberrações e Aniara são destaques digitais do fim de semana
“Wasp Network: Rede de Espiões”, lançamento da Netflix, não é exatamente a melhor estreia digital da semana, mas com certeza é a que chama mais atenção na programação, pela equipe envolvida e por ser uma coprodução brasileira, baseada em livro de autor nacional – “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais, lançado em 2011. O elenco é uma verdadeira seleção ibero-americana, com destaque para o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). Com direção do premiado cineasta francês Olivier Assayas (Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”), o filme é repleto de reviravoltas, que ilustram os esforços da espionagem cubana durante a Guerra Fria. Entretanto, há filmes melhores disponíveis em outras plataformas, como “7500”, “Aberrações” e “Aniara”. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, que valem a conferida nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos e produções que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Wasp Network: Rede de Espiões | França, Brasil | 2020 O thriller de espionagem conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes duplos cubanos que se passaram por desertores para se infiltrar em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, entre as décadas de 1980 e 1990. Uma das curiosidades de seu elenco estrelado (veja a lista completa acima) é que volta a juntar Warner Moura e Ana de Armas, que viveram par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a francesa CG Cinemas e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. Netflix 7500 | EUA | 2020 O título 7500 refere-se ao código para sequestro aéreo, alerta transmitido pelo co-piloto de um voo de rotina de Berlim para Paris após ver terroristas tentando tomar o controle do avião e se trancar na cabine. Como os sequestradores não conseguem invadir a cabine, passam a ameaçar de morte todos os passageiros para forçar o co-piloto a abrir a porta. Com Joseph Gordon-Levitt (“Snowden”) no papel principal, o filme explora a tensão psicológica que resulta desse impasse – e tem 65% de aprovação no Rotten Tomatoes Amazon Aberrações (Freaks) | EUA | 2019 Mistura de suspense e sci-fi ao estilo de “Rua Cloverfield, 10”, traz uma menina de sete anos trancada em casa pelo pai perturbado (Emile Hirsch), que a alerta para nunca sair, devido aos graves perigos do lado de fora. Até que um homem misterioso (o veterano Bruce Dern) surge e tenta convencer a garota a se juntar a ele em uma jornada ao mundo exterior. Longe de ser frenético, o filme é para fãs de atmosferas psicológicas e foi premiado nos festivais de cinema fantástico de Paris, Bruxelas e Trieste. Com direção da dupla Zach Lipovsky e Adam B. Stein, que assinou o bem-sucedido telefilme live-action de “Kim Possible”, tem a melhor avaliação crítica desta lista: 87% no Rotten Tomatoes! iTunes, Now, Oi Play e Vivo Play Aniara | Suécia, Dinamarca | 2018 Sci-fi espacial escandinava sobre uma nave repleta de passageiros que, após um acidente num voo para Marte, fica à deriva no espaço. Com clima mais melancólico que catastrófico, explora as diferentes reações à situação de mergulho sem volta na imensidão, que vão da resignação ao desespero, trazendo à tona um retrato cru da humanidade. A obra adapta um poema do vencedor do Noel Harry Martinsson e conquistou prêmios em festivais do gênero, atingindo 70% de aprovação no Rotten Tomatoes – e quase 100% nos gatilhos de depressão. Now, Vivo Play e Sky Play Olhos de Gato (A Whisker Away) | Japão | 2020 Anime sobre uma garota que se transforma em gato para ficar perto do garoto que ama. Escrita por Mari Okada (de “Maquia: Quando a Flor Prometida Floresce”), a história, digamos, peculiar mescla aspectos culturais japoneses com uma trama romântica adolescente. Vale observar que um dos diretores, Jun’ichi Satô, é veterano da animação japonesa, tendo trabalhado em clássicos como “Sailor Moon” e “Neon Genesis Evangelion”. Netflix Feel The Beat | EUA | 2020 Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”) é uma dançarina malvada que vira professara de dança infantil numa comédia de desenvolvimento previsível, mas divertido. Após seu fracasso em um teste para Broadway tornar-se um vídeo viral, ela volta para a cidade onde nasceu e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. A malvadinha só aceita ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, e então decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! Netflix Anton: Laços de Amizade | Ucrânia | 2019 Dois meninos, um católico e um judeu, crescem juntos em 1919, aprendendo sobre amizade e preconceito em meio às tragédias e à revolução bolchevique na Ucrânia. O drama marcou a despedida do diretor georgiano Zaza Urushadze, que disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015 por “Tangerinas”. Ele morreu em dezembro passado, de ataque cardíaco aos 57 anos. Cinema Virtual iTunes Wendy | EUA | 2019 Incluído mais por curiosidade que recomendação, trata-se de um desastre retumbante. O filme tem roteiro e direção de Benh Zeitlin, que em 2012 encantou os cinéfilos de todo o mundo com seu primeiro longa, “Indomável Sonhadora”, vencedor do Festival de Sundance, premiado em Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme. Ele demorou sete anos para voltar a filmar e “Wendy” têm vários pontos em comum com o trabalho anterior, a começar pelo fato de contar uma história fantástica filtrada pelo olhar de uma menina. Trata-se, na verdade, de uma versão de “Peter Pan”, em que crianças abandonadas embarcam para uma ilha distante, trocando suas vidas duras por um cotidiano de aventuras, com o bônus de o tempo não parecer passar. Até que “piratas” descobrem o local, colocando em risco sua liberdade e os obrigando a crescer. O problema é que qualquer vestígio dessa narrativa é enterrado pela fotografia da paisagem, ainda mais exasperante que nos filmes de Terrence Malick. Seu belo visual não esconde a bela decepção, com pífios 38% no Rotten Tomatoes. iTunes, Now, Google Play e YouTube Filmes Revelação (Disclosure) | EUA | 2020 O documentário sobre a representação de pessoas trans no cinema e na TV mostra como Hollywood ao mesmo tempo reflete e cria ansiedades relacionadas à questão de gênero. No longa, ativistas e artistas trans famosos nos EUA, como Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Lilly Wachowski (“Matrix”), Yance Ford (“Strong Island”), MJ Rodriguez (“Pose”), Jamie Clayton (“Sense8”) e Chaz Bono (“American Horror Story”), explicam suas reações e resistências à forma como a transexualidade é apresentada nas telas, discutindo o contraste entre a ficção, o que pensa a sociedade e a realidade das pessoas trans. Netflix
Godfather of Harlem: Série que junta Malcolm X e máfia estreia no Brasil
A Fox Premium lança nesta sexta (19/6) a 1ª temporada de “Godfather of Harlem”, serie criminal de época dos criadores de “Narcos”, que é estrelada por Forest Whitaker (“Pantera Negra”). A produção é inspirada na vida real do chefão do crime Bumpy Johnson, papel de Whitaker, e retrata uma colisão do movimento dos direitos civis dos anos 1960 com o submundo do crime. A trama se passa no início da década de 1960 e acompanha o protagonista, um gângster negro, após cumprir dez anos de prisão e reencontrar o Harlem, que ele comandou, controlado pela máfia italiana. Disposto a retomar a influência sobre a região nova-iorquina, ele decide se aliar ao ativista radical Malcolm X, pegando carona nos discursos de agitação social para iniciar uma guerra pelo tráfico de drogas, que ameaça destruir a cidade. Uma curiosidade da produção é que o intérprete de Malcolm X, Nigel Thatch, já interpretou o famoso ativista no filme “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” (2014). O elenco grandioso ainda incluiu Vincent D’Onofrio (o Chefão do Crime de “Demolidor”), Giancarlo Esposito (“Breaking Bad”), Ilfenesh Hadera (“Billions”), Paul Sorvino (“Os Bons Companheiros”), Chazz Palminteri (“Lendas do Crime”), Lucy Fry (“11.22.63”), Kelvin Harrison Jr. (“StartUp”) e Kathrine Narducci (“Power”). Além de estrelar, Whitaker também é um dos produtores da atração, ao lado dos criadores Chris Brancato e Paul Eckstein (de “Narcos”) A 1ª temporada de 10 episódios foi lançada em 29 de setembro nos EUA, pelo canal pago Epix, ocasião em que alcançou 91% de aprovação da crítica, no registro do site Rotten Tomatoes. Por conta disso, já recebeu encomenda para seu segundo ano de produção. O episódio de estreia será exibido no Brasil, pelo canal pago Fox Premium 1, nesta sexta, às 22h15, mas quem quiser maratonar já pode assistir toda a temporada inaugural, que foi disponibilizada completa no Fox Play. Veja um vídeo da atração abaixo.
Elenco de Duna vai voltar à Hungria para filmagens extras
A nova versão da ficção científica “Duna”, dirigida por Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), vai passar por filmagens adicionais assim que as produções forem retomadas em Budapeste, na Hungria, para onde a equipe deve embarcar nos próximos meses. A revelação foi feita pelo ator Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), que interpreta o duque Leto Atreides no filme, durante entrevista ao site Deadline. “Vamos fazer algumas filmagens adicionais em meados de agosto… eles estão dizendo que será em Budapeste, na Hungria”, disse Isaac. “Vi algumas coisas editadas e parece incrível. Denis [Villeneuve] é um verdadeiro artista e será emocionante ver o filme finalizado. É meio louco que estamos filmando apenas alguns meses antes do lançamento, mas isso aconteceu com ‘Star Wars’ também”, revelou. A Warner Bros marcou a estreia do filme para 17 de dezembro no Brasil e um dia depois nos EUA, e se as filmagens extras não forem atrasadas, as datas devem ser mantidas. Isto, porém, acrescenta pressão sobre a equipe. A Hungria deve ser uma das próximas nações europeias a retomar as filmagens, seguindo a adoção de extensas medidas de segurança contra o coronavírus. Desde seu começo, “Duna” foi parcialmente filmado em Budapeste, no Origo Film Studios, e também incluiu cenas nos desertos da Jordânia e na topografia da Noruega. A fotografia principal foi considerada encerrada em julho do ano passado. Mas, desde então, começaram as etapas de pós-produção, como a edição, que pode revelar “buracos” narrativos, e as sessões de testes, que verificam as reações do público. A adaptação será dividida em duas partes e a Warner já deu sinal verde para a continuação – bem como para uma série derivada, inspirada em outro livro da saga, que será lançada no serviço de streaming HBO Max. A história de “Duna” foi originalmente publicada pelo escritor Frank Herbert em 1965 e ganhou a fama de ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, tanto que enfrentou dificuldades de produção em sua primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). A obra originou uma franquia literária, que continua a ser estendida anos após a morte de Herbert, em 1986. O material também já rendeu duas minisséries do canal Syfy, a partir de 2000. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Artreides e o elenco grandioso ainda inclui o citado Oscar Isaac, Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”), Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”) e Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”).
Don Cheadle revela ter sofrido racismo da polícia “com armas na cabeça”
O ator Don Cheadle revelou que também já foi vítima do racismo da polícia dos EUA. O intérprete do herói Máquina de Combate nos filmes da Marvel contou a Jimmy Fallon, em participação no programa “The Tonight Show”, que foi parado por policiais inúmeras vezes, inclusive com armas apontadas para sua cabeça, da juventude até dias recentes. “Eu já fui parado mais vezes do que posso contar, com armas na minha cabeça. Eu sempre ‘encaixo na descrição'”, ele contou. “Isso é algo que acontece repetidamente. Tenho amigos que quase foram mortos pela polícia por nada. Quando todos esses vídeos [de violência policial] começaram a aparecer, isso não era novidade para a gente. São coisas que sabíamos muito bem”, acrescentou Cheadle. O racismo foi abordado quando Fallon comentou as manifestações pela morte de George Floyd e o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Então, o ator lembrou suas experiências e contou como foi sua infância. Cheadle disse que cresceu em um “bairro predominantemente negro” em Kansas City, onde isso não era problema, porque os moradores raramente viam a polícia, mas a situação mudou quando sua família se mudou para os subúrbios. “Nós éramos a minoria lá, era muito diferente”, explicou. “Foi quando eu comecei a sofrer bullying na escola, com certeza motivado por questões raciais”, disse. “Também foi quando começou a ficar evidente que os policiais não estavam no meu time”, acrescentou, lembrando que desde cedo aprendeu a como se comportar diante da polícia. E a situação piorou ainda mais quando chegou em Los Angeles, para seguir a carreira de ator. “Acho que muitas pessoas negras contam a mesma história de como seus pais os alertaram sobre como se comportar diante da polícia, com as regras que podem garantir que você volte para casa vivo e seguro [nesses momentos]”, ele disse a Fallon. “Então, infelizmente, isso [o medo da violência policial) é algo que é colocado em nossas mentes muito cedo.” Veja o vídeo da entrevista abaixo.
Camila Pitanga é dispensada da Globo por recusar novelas
Camila Pitanga juntou-se às estrelas dispensadas recentemente pela rede Globo. Contratada pela emissora desde 2003, a atriz foi comunicada da demissão na semana em que completou 43 anos – ela aniversariou no último dia 14. Após suas receitas caírem 30% com a pandemia, a Globo está encerrando contratos com vários atores para reduzir custos. Camila é uma das mais jovens da lista de cortes, repleta de veteranos como Vera Fischer, Miguel Falabella, José de Abreu e Stênio Garcia. A dispensa teria acontecido porque ela vinha trabalhando “pouco”, recusando papéis nas novelas da emissora desde 2016, quando ficou traumatizada por testemunhar a morte de Domingos Montagner (1962-2016) no rio São Francisco, durante uma folga das gravações de “Velho Chico”. Em entrevista da época ao jornal Folha de São Paulo, a atriz contou que pretendia separar um tempo para se dedicar à família e aos estudos. “Eu considero esse um ano trágico. Tem muita coisa que dói, que está aí pulsando na minha alma. São muitas mortes, muitas perdas. Ter testemunhado a perda de Domingos foi uma coisa marcante”, admitiu. Ela ficou três anos afastada das produções, retomando o trabalho em 2019 em outros formatos, como o telefilme “Juntos a Magia Acontece” e a série “Aruanas”, além de passar a apresentar o programa “Superbonita”, no GNT, canal pago do grupo Globo. A atriz vai estrelar a 2ª temporada de “Aruanas” sob o novo regime de trabalho, que agora se dará por meio de contrato por obra. As gravações dos novos episódios deveriam ter acontecido em março, mas foram adiadas devido à pandemia de coronavírus e ainda não têm previsão para serem realizadas. Filha da atriz Vera Lúcia Manhães Sampaio e do ator Antonio Pitanga, Camila começou na Globo com apenas 16 anos, na minissérie “Sex Appeal” (1993), de Antonio Calmon. Desde então, fez diversos trabalhos na emissora, até estourar em 2007 em “Paraíso Tropical”, no papel da prostituta Bebel. Nos últimos tempos, porém, teve o azar de estrelar “Babilônia” (2015), uma das novelas de pior desempenho da história da Globo, e a conturbada “Velho Chico” (2016), que a afastou das telas por três anos. No ano passado, Camila também voltou à mídia por outro motivo, ao assumir seu namoro com a artesã Beatriz Coelho.
Ian Holm (1931 – 2020)
O ator britânico Ian Holm, conhecido por viver Bilbo em “O Senhor dos Anéis” e Ash em “Alien: O Oitavo Passageiro”, morreu nesta sexta (19/6) aos 88 anos. O agente do ator confirmou a notícia citando complicações do Mal de Parkinson como causa da morte. “Ele morreu pacificamente no hospital, com sua família e seu cuidador. Ian era charmoso, gentil e talentoso, e vamos sentir falta dele enormemente”, escreveu o agente, em comunicado. Um dos atores britânicos mais famosos de sua geração, Ian Holm nasceu em 12 de setembro de 1931, filho de médicos escoceses, na cidade inglesa de Goodmayes, e acumulou diversos prêmios em sua carreira. Ele também deu, literalmente, sangue pela arte. Em 1959, quando fazia parte da Royal Shakespeare Company, a mais prestigiosa trupe do teatro britânico, Holm teve o dedo cortado por Laurence Olivier durante uma luta de espadas na montagem de “Coriolanus”. Acabou com uma cicatriz, que para ele tinha conotação de dedicação e orgulho por seu trabalho. Sua trajetória rumo à fama incluiu várias aparições na televisão britânica no início dos anos 1960, até conquistar destaque como o rei Ricardo III na minissérie da BBC “The Wars of the Roses” (1965). Em seguida, conquistou o papel que lhe deu projeção internacional, ao vencer o Tony (o Oscar do teatro) em sua estreia na Broadway em 1967, como Lenny em “Volta ao Lar”, de Harold Pinter, atuando sob direção de Peter Hall. Holm também estrelou a versão de cinema da peça em 1973, novamente dirigida por Hall, que ainda foi o diretor que o lançou no cinema, apropriadamente numa adaptação de Shakespeare, “Sonho de uma Noite de Verão”, em 1968. Na obra shakespeariana, ele viveu o icônico elfo Puck, que foi o primeiro personagem fantástico de sua filmografia. A consagração no cinema e no teatro seguiram paralelas por quase toda a sua carreira. Ele trabalhou em clássicos como “O Homem de Kiev” (1968), de John Frankenheimer, “Oh! Que Bela Guerra!” (1969), de Richard Attenborough, “Nicholas e Alexandra” (1971), de Franklin J. Schaffner, “Mary Stuart, Rainha da Escócia” (1971), de Charles Jarrot, “As Garras do Leão” (1972), novamente de Attenborough… obras premiadíssimas. Seus personagens marcaram época. Viveu, por exemplo, o vilanesco Príncipe João no cultuadíssimo “Robin e Marian” (1976), sobre a morte de Robin Hood (vivido por Sean Connery), sem esquecer as minisséries que impressionaram gerações, estabelecendo-o no imaginário televisivo como Napoleão em “Os Amores de Napoleão” (1974), o escritor JM Barrie, criador de “Peter Pan”, em “Os Garotos Perdidos” (que lhe rendeu indicação ao BAFTA Awards) e o monstruoso nazista Heinrich Himmler na icônica “Holocausto” (1978). A consagração no cinema veio com a indicação ao Oscar e a vitória no BAFTA por “Carruagens de Fogo”, o filme esportivo mais célebre de todos os tempos, em que viveu um treinador olímpico. Sua versatilidade também lhe garantiu muitos admiradores geeks. Holm impactou a ficção científica por suas atuações como Ash, o androide traidor, que acabava decapitado em “Alien: O Oitavo Passageiro” (1979), de Ridley Scott, o burocrata Sr. Kurtzmann em outro clássico, o fantástico “Brazil, o Filme” (1985), de Terry Gilliam, o padre Cornelius em “O Quinto Elemento” (1997), melhor filme de Luc Besson, e o cientista que prevê o apocalipse de “O Dia Depois de Amanhã” (2004), de Roland Emmerich. Ele ainda trabalhou com Gilliam em “Os Bandidos do Tempo” (1981), numa das três vezes em que viveu Napoleão. Foi nesta época, inclusive, que começou sua conexão com “O Senhor dos Anéis”. Em 1981, quando a BBC produziu uma adaptação para o rádio da obra de J.R.R. Tolkien, ele foi o escolhido para dar voz a Frodo. Vinte anos depois, virou o tio de Frodo, Bilbo Bolseiro, na trilogia cinematográfica de Peter Jackson, lançada entre 2001 e 2003 — o final da saga, “O Retorno do Rei”, rendeu-lhe o SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA) como parte do Melhor Elenco do ano. Sua carreira foi repleta de aventuras fantásticas, incluindo “Juggernaut: Inferno em Alto-Mar” (1974), de Richard Lester, e “Greystoke: A Lenda de Tarzan” (1984), uma das mais fiéis adaptações da obra de Edgar Rice Burroughs, na qual interpretou o francês Phillippe D’Arnot, o melhor amigo de Tarzan. Mas também dramas sutis, como “Dançando com um Estranho” (1985), de Mike Newell, e “A Outra” (1988), de Woody Allen. Holm perpetuou-se nas telas em várias adaptações shakespeareanas, numa lista que conta ainda com “Henrique V” (1989), de Kenneth Branagh, e “Hamlet” (1990), de Franco Zeffirelli. E multiplicou-se em obras cults, como “Kafka” (1991), de Steven Sodebergh, “Mistérios e Paixões” (1991), de David Cronenberg, “As Loucuras do Rei George (1994), de Nicholas Hytner, “Por uma Vida Menos Ordinária” (1997), de Danny Boyle, “O Doce Amanhã” (1997), de Atom Egoyan, etc, etc. Ele até voltou a viver Napoleão uma terceira vez, em “As Novas Roupas do Imperador” (2001), de Alan Taylor, tornando-se o ator mais identificado com o papel. Entre os cerca de 130 desempenhos que legou ao público também destacam-se os primeiros filmes dirigidos pelos atores Stanley Tucci (“A Grande Noite”, em 1996) e Zach Braff (“Hora de Voltar”, em 2004), os dramas premiados “O Aviador” (2004), de Martin Scorsese, e “O Senhor das Armas” (2005), de Andrew Niccol, e a animação “Ratatouille” (2007), da Disney-Pixar. Seus últimos trabalhos foram resgates de seus papéis mais populares. Ele voltou a viver Ash no videogame “Alien: Isolation”, lançado em 2014, e a versão envelhecida de Bilbo na trilogia “O Hobbit”, encerrando sua filmografia em 2014, com “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”. Tudo isso, apesar de sofrer de ataques de pânico a cada vez que as luzes acendiam, o diretor dizia “ação” e as cortinas se abriam. Tudo isso, que também lhe rendeu a nomeação de Comandante do Império Britânico em 1989, a distinção de cavaleiro, conferida pela Rainha Elizabeth II em 1998, a admiração de seus pares e o encantamento de fãs, ao redor do mundo.
Daria: Série animada dos anos 1990 vai ganhar spin-off
O canal pago Comedy Central vai exibir um spin-off da cultuada série animada “Daria”, grande sucesso dos anos 1990 da MTV. Intitulada “Jodie”, a nova atração vai trazer Tracee Ellis Ross (Rainbow Johnson em “Black-ish”) como a voz da personagem principal, Jodie Landon, a amiga de adolescência de Daria, que agora é uma jovem prestes a se formar na faculdade e a entrar no “mundo complicado” dos adultos. O que o cinismo e mau-humor maravilhoso de “Daria” representou para a geração X, em relação ao Ensino Médio, “Jodie” tentará projetar para as provações e atribulações de uma nova geração em vias de iniciar a vida profissional. Segundo a sinopse, a série satirizará a cultura do trabalho das firmas, as lutas da geração Z, o artifício das mídias sociais e ainda abordará temas de empoderamento de gênero e raça, refletindo as questões pessoais e profissionais que as jovens negras enfrentam hoje em dia, sem perder o senso de humor ácido que caracterizou a série original. Para quem não lembra, “Daria” também começou como um spin-off – a personagem surgiu em “Beavis e Butthead” – e sua série durou cinco temporadas, exibida de 1997 a 2002, abordando questões adultas – como raça, gênero, classe e identidade – por meio da sabedoria irônica de seu personagem principal, considerada a feminista fictícia favorita de uma geração de jovens mulheres. “Jodie” está sendo desenvolvida por Grace Edwards, roteirista de “Insecure” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, para a MTV Sudios, e também contará com Tracee Ellis Ross em sua produção. Ainda não há previsão para a estreia.
Betty: HBO renova série de skatistas para 2ª temporada
A HBO encomendou a 2ª temporada de “Betty”, série sobre garotas skatistas inspirada no aclamado filme indie “Skate Kitchen”. Inédito no Brasil, o longa de 2018 ganhou prêmios no circuito dos festivais e atingiu 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Sua trama girava em torno de uma skatista iniciante que forma um vínculo com outras garotas do esporte, enquanto tenta conquistar seu espaço num ambiente que é dominado pelos homens e pela falta de apoio às mulheres. Com 6 episódios de 30 minutos cada, a série foi desenvolvida pela diretora do filme, Crystal Moselle, e conta com as cinco principais estrelas da obra original: Rachelle Vinberg, Nina Moran, Kabrina “Moonbear” Adams, Dede Lovelace e Ajani Russell – que são skatistas de verdade. Ambientada em Nova York, a atração gira em torno de um grupo diversificado de jovens mulheres que precisam lidar com a predominância masculina no mundo do skate. Crystal Moselle dirigiu todos os episódios da 1ª temporada e contou com uma sala de roteiristas femininas, comandadas por Lesley Arfin (criadora de “Love”), no desenvolvimento das histórias. A 2ª temporada terá mais seis episódios com previsão de estreia em 2021.
Premiação do Critics Choice é adiada para março
Seguindo um padrão estabelecido desde o adiamento do Oscar, a premiação Critics Choice Awards também anunciou uma nova data para sua cerimônia. Os troféus da crítica americana para os melhores do cinema e das séries vai acontecer em Santa Monica, na California, no dia 7 de março. Como na edição de janeiro passado, que premiou o filme “…Era uma Vez em Hollywood”, o evento será novamente apresentado pelo ator Taye Diggs (“All American”) e terá exibição na rede The CW nos EUA. Também seguindo o que estabeleceram a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, a organização Film Independent, que premia o cinema indie com o Spirit Awards, e o BAFTA, a Academia Britânica, a elegibilidade dos candidatos ao Critics Choice foi ampliada e incluirá filmes lançados entre 1 de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Já a elegibilidade para a TV permaneceu inalterada, abrangendo apenas os programas exibidos em 2020. “Agora, mais do que nunca, as pessoas estão se voltando para o cinema e a televisão como uma fonte de conforto, um meio de educação e uma maneira de se conectar”, disse Joey Berlin, CEO da Critics Choice Association. “Com o cronograma revisado, estamos ansiosos para comemorar todos os brilhantes trabalhos criados durante esta temporada prolongada”, completou.












