Hackers atacam Globoplay
Um grupo de hackers atacou a plataforma Globoplay, surpreendendo os assinantes com uma mensagem, vinda do próprio aplicativo, informando que o serviço tinha sido hackeado. Enviada na noite de sábado (16/5), a mensagem avisava que os autores da invasão eram os hackers de um grupo chamado OurMine. A mensagem fez muitos assinantes temerem que os conteúdos exibidos pela Globoplay fossem apagados. “Seu hacker, não apaga ‘Senhora do Destino’. Preciso rever quando tiver filhos”, chegou a pedir um jovem no Twitter. Mas o grupo que assumiu o ataque não costuma realizar esse tipo de ação. O OurMine não apaga dados, não rouba documentos, nem tranca acesso a serviços. O objetivo do grupo é comercial. Eles invadem sistemas para vender seus próprios serviços de proteção. Uma espécie de teste de resistência, para demonstrar a vulnerabilidade de um cliente em potencial. Entre os alvos desses hackers, figuram os CEOs de empresas de tecnologia como Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter) e Sundar Pichai (Alphabet, do Google). Segundo informações da deep web, OurMine é um coletivo de cinco hackers baseados em Dubai, nos Emirados Árabes. Mas eles não se definem como hackers, preferindo ser chamados de especialistas em segurança, que vendem consultoria para consertar brechas de segurança que hackers malignos poderiam explorar. Por incrível que pareça, isso é muito comum no mundo da cibersegurança, a ponto de já haver denominações específicas para diferenciar hackers “do bem” e “do mal”. Os hackers “consultores” são chamados de “white hat” (chapéu branco), enquanto os invasores interessados em ações prejudiciais são “black hat” (chapéu preto). Trata-se de uma referência ao antigo clichê dos filmes de cowboy, que distinguia mocinhos e bandidos pela cor do chapéu. Portanto, apesar do susto, os assinantes do Globoplay não tem muito com o que se preocupar. A comunicação da invasão faz parte das táticas do OurMine, que se diferencia de outros grupos por encerrar a ação ao dar publicidade para seus feitos. Eles usam as contas nas redes sociais das próprias vítimas para avisá-las da invasão. E às vezes até ironizam. “Olá, somos o OurMine. Bem, até o Facebook pode ser hackeado, mas pelo menos a segurança deles é melhor que a do Twitter. Para melhorar a segurança de suas contas, contate-nos”, escreveram em fevereiro passado ao invadir a conta do Facebook no Twitter. No caso do Globoplay, o sistema comprometido foi a plataforma para envio de notificações, segundo informou a própria Globo no Twitter. “O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização”, disse a conta oficial da plataforma. Segundo a empresa, “nenhuma informação dos usuários, assinantes ou não, foi comprometida”, já que o “o sistema de push não se conecta com os bancos de dados dos nossos usuários nem a qualquer outro sistema”. A companhia confirmou ainda que os sistemas da Globo ou do Globoplay não foram invadidos. Apesar da informação oficial, usuários do Twitter criaram vários memes e deboches sobre a atuação dos hackers. Passado o susto, virou piada. O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização. — globoplay em 🏠 (@globoplay) May 17, 2020
Diretor de Instinto Selvagem vai adaptar Bel Ami como minissérie
O diretor holandês Paul Verhoeven, que lançou clássicos como “RoboCop” (1987), “Instinto Selvagem” (1992) e experimentou um renascimento com a aclamação de “Elle” (2016), está desenvolvendo uma minissérie baseada no clássico literário “Bel Ami”, de Guy de Maupassant. A obra já foi bastante adaptada pelo cinema, desde a época do cinema mudo – a versão mais recente foi estrelada por Robert Pattinson em 2012, de onde vem a foto acima. Mas a adaptação de Verhoeven vai atualizar a trama, trazendo a história do alpinista social Georges Duroy para os dias de hoje, ambientada no mundo da TV. O cineasta servirá como showrunner e diretor de todos os oito episódios, que serão produzidos por Ben Saïd. Os dois retomam a parceria após o sucesso de “Elle”. Já o roteiro está a cargo de Gerard Soeteman, com quem Verhoeven trabalhou em vários filmes, como “Louca Paixão” (1973), “Conquista Sangrenta” (1985) e “A Espiã” (2006). Soeteman já terminou metade dos roteiros da série e, segundo Ben Saïd, os planos preveem gravações na França em 2021, visando um estreia no final do próximo ano num canal ainda não definido. A princípio, a produção será falada em francês. Enquanto isso, Verhoeven espera a abertura dos cinemas para lançar seu novo filme, “Benedetta”, que teria première no cancelado Festival de Cannes. De tema polêmico, o longa vai abordar o lesbianismo de Benedetta Carlini (Virginie Efira), abadessa do convento Madre de Dios, em Pescia, durante o Renascimento. Aos 82 anos, o cineasta também enfrenta vários problemas de saúde. Recentemente, ele passou uma operação ao quadril, cuja recuperação via anti-inflamatórios provocou uma perfuração do cólon.
Will Ferrell e Rachel McAdams cantam em clipe de comédia sobre o Festival Eurovision da Canção
A Netflix divulgou um pôster e uma prévia da primeira comédia de Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) na plataforma. Na verdade, trata-se de um clipe, em que o ator aparece vestido como um guerreiro asgardiano, cantando e tocando sintetizador num dueto com Rachel McAdams (“Doutor Estranho”) em meio à paisagem da Islândia. O filme se chama “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”, e vai acompanhar a dupla de artistas islandeses fictícios Sigrit e Lars durante a Eurovision, tradicional competição musical que acontece anualmente entre os países europeus. A Eurovision foi realizada pela primeira vez na Suíça em 1956 e já teve entre seus participantes diversos astros célebres, como a cantora Céline Dion (em 1988), o grupo ABBA (em 1974) e, mais recentemente, até Madonna (em 2019). Além de estrelar, Ferrell também produz e assina o roteiro da comédia, em parceria com Andrew Steele, com quem já trabalhou na minissérie “The Spoils of Babylon” (2014) e na paródia em espanhol “Casa de Mi Padre” (2012). A direção é assinada por David Dobkin, retomando a parceria com os dois protagonistas após “Penetras Bons de Bico” (2005), e o elenco ainda inclui Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”), Dan Stevens (“Legion”), Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”), Jóhannes Haukur Jóhannesson (“Alfa”), Ólafur Darri Ólafsson (“NOS4A2”) e até a cantora Demi Lovato (“Sunny Entre Estrelas”). A produção estreia em 26 de junho, juntando-se a filmes com Adam Sandler, Chris Rock e Kevin James no arsenal de comédias exclusivas da plataforma de streaming.
Sob Pressão: Coronavírus vai matar personagem na 4ª temporada
A 4ª temporada de “Sob Pressão”, prevista para 2021, vai mostrar a pandemia do novo coronavírus sob o ponto de vista dos médicos e enfermeiros que lidam com a doença. A revelação foi feita pelo principal roteirista da série, Lucas Paraizo, em entrevista à revista americana Variety. Paraizo confirmou o tema, que já tinha vazado, mas acrescentou um detalhe trágico. Ele revelou que um dos integrantes da equipe médica da série vai morrer. “Sim, na maneira como a história fala sobre como lidar com a tragédia em sua vida pessoal, não quero dar spoilers, mas uma pessoa da equipe médica morrerá”, ele antecipou. “Precisamos mostrar como a tragédia alcança os médicos, porque isso está acontecendo muito no Brasil. O que falta hoje são profissionais na linha de frente. Temos que falar sobre a necessidade de formar e educar mais médicos, criar mais boas escolas de medicina”, acrescentou o roteirista. Apesar do tom catastrófico da abordagem, ele disse que a mensagem da série é de esperança. “Não como uma fuga da realidade, mas a esperança no sentido de olhar um para o outro, a esperança que está dentro de você”, explicou. “Nosso hospital não é apenas para curar doenças, mas violência, problemas de higiene básica e assim por diante”, continuou. “O que enfrentamos hoje não é apenas uma crise de coronavírus. O verdadeiro problema que enfrentamos são todas as diferenças sociais em nosso país, vistas aqui em um hospital.”
Os Simpsons terá participação de Cate Blanchett. Veja duas cenas
A rede americana Fox divulgou duas cenas da participação especial da atriz Cate Blanchett (“Carol”) em “Os Simpsons”. No episódio “The Way of the Dog”, que vai ao ar neste domingo (17/5), ela vai dar voz a uma especialista que ajudará a desvendar um trauma do Ajudante do Papai Noel, o cachorro da família. O capítulo também marca o fim da 31ª temporada de “Os Simpsons”, que teve diversas participações especiais – na semana passada, a banda Weezer chegou até a lançar música inédita no programa. Cate Blanchett, por sua vez, tornou-se uma das atrizes mais disputadas para novos projetos durante o atual período de isolamento social, recebendo propostas de três projetos diferentes nos últimos dias. Ela está sendo disputada para estrelar novos filmes dos diretores de “Vice” e “Ad Astra”, Adam McKay e James Gray, além de negociar papel numa adaptação do game “Borderlands”. Atualmente a atriz pode ser vista na minissérie “Mrs. America”, no canal pago americano FX, e se prepara para estrelar “Nightmare Alley”, remake de “O Beco das Almas Perdidas” (1947), com direção de Guillermo del Toro (“A Forma da Água”).
Lynn Shelton (1965 – 2020)
A cineasta Lynn Shelton, conhecida por trabalhos no cinema indie americano e por ter assinado a recente minissérie “Little Fires Everywhere”, morreu na sexta-feira (15/5) em Los Angeles devido a complicações de um distúrbio sanguíneo. Ela tinha 54 anos. Um dos novos talentos emergentes do cinema independente americano dos anos 2000, a diretora se projetou com o “O Dia da Transa” (2009), premiado nos festivais de Sundance, Cannes, Deauville e vencedor do troféu John Cassavettes na principal premiação indie dos EUA, o Spirit Awards. O curioso é que ela só começou a carreira depois de ouvir a diretora francesa Claire Denis revelar, em 2003, que tinha 40 anos quando dirigiu seu primeiro longa-metragem. Na ocasião, Shelton tinha mais de 30 e percebeu que não estava velha para aprender a filmar. Ela escreveu e dirigiu oito longas-metragens ao longo de 14 anos, iniciando com “We Go Way Back”, drama adolescente que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival Slamdance de 2006, seguido por “Bilhantismo Natural”, que lhe rendeu o prêmio “Alguém pra Prestar Ação” no Independent Spirit Awards em 2008. Em seguida, veio “O Dia da Transa” (Humpday), que fez sua carreira decolar. O filme também inaugurou sua parceria com o ator Mark Duplass, que voltaria em outras produções, e se tornou um divisor cultural sobre a representação da sexualidade masculina através de uma lente feminina. Seus filmes seguintes foram conquistando orçamento e público maiores. Duplass voltou em “A Irmã da sua Irmã” (2011), mas para contracenar com uma atriz famosa de Hollywood, Emily Blunt, enquanto “Encalhados” (Laggies, 2014) juntou Keira Knightley, Chloë Grace Moretz e Sam Rockwell. Entre os dois, ela ainda fez “Touchy Feely” (2013), com Rosemarie DeWitt, Ellen Page, Allison Janney e outros. A carreira indie foi colocada de lado por convites para dirigir séries de prestígio. Ela comandou, entre outros, episódios de “Mad Men”, “New Girl”, “Projeto Mindy”, “Fresh Off the Boat”, “The Good Place”, “Santa Clarita Diet”, “GLOW”, “Dickinson”, “The Morning Show” e metade da minissérie “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por Toda Parte), encerrada há menos de um mês. No ano passado, lançou seu último filme, “Sword of Trust” (2019), estrelado por Marc Maron (de “GLOW”), no papel de um proprietário de loja de penhores que obtém uma espada capaz de provar que foi o Sul que venceu a Guerra Civil dos EUA. Ela também teve um papel no filme como a ex-namorada de Maron e iniciou um relacionamento com o ator fora das telas. Os dois estavam escrevendo um roteiro juntos para um próximo filme da Shelton no momento de sua morte.
Nova She-Ra tem final épico LGBTQIA+
O beijo animado entre Arlequina e Hera Venenosa não foi o único motivo da parada virtual de orgulho LGBTQIA+ que aconteceu na sexta-feira (16/5) nas redes sociais. Quem chegou ao final da maratona da 5ª e última temporada de “She-Ra e as Princesas do Poder” também se deparou com um beijo lésbico épico no episódio de encerramento da atração. É spoiler, mas não é realmente spoiler, pois os fãs já imaginavam o final feliz. Muitos, porém, tinham dúvidas se a produção conseguiria materializá-lo, devido à pressão conservadora que a série sofreu desde seu lançamento. Mas aconteceu. A heroína dos anos 1980 assumiu sua inclinação sexual com um beijão. A princesa Adora ficou com Catra, vilã da série. Aplaudida por muitos fãs, a cena aconteceu enquanto ambas salvavam o mundo. E basicamente transformou a rivalidade entre as duas numa grande tensão sexual não resolvida – ou melhor, enfim solucionada. O fim da história atesta que a nova versão da animação clássica era mesmo queer, trazendo desde seu início muita diversidade e representatividade LGBTQIA+ em seus episódios. Vale lembrar que os pais do personagem Bow eram um casal gay, e as princesas Netossa e Spinnerela eram casadas e se beijaram algumas vezes na série. A presença de personagens LGBTQs em produções infantis costuma vir sempre acompanhada de polêmica, mas, nos últimos anos, séries como “Steven Universo” e “The Loud House” têm ajudado a quebrar esse tabu. Abertamente lésbica, a criadora da nova versão de “She-Ra”, Noelle Stevenson (roteirista de “Enrolados Outra Vez” e “Lego Star Wars”), enfrentou o conservadorismo desde que as primeiras imagens do remake foram divulgadas. Fãs do desenho original reclamaram do visual da heroína, que além de ganhar aparência de anime deixou de ser sexualizada, com diminuição do tamanho de seus seios e a inclusão de shorts sob sua saia curta – o que refletia o fato de ser uma adolescente. A produtora DreamWorks Animation ficou do lado da criadora, assim como a Netflix, que exibiu a série completa. Sem He-Man, mas com um monte de princesas aliadas, a nova She-Ra foi lançada como “uma jornada épica e atemporal, em celebração à amizade feminina e ao empoderamento, liderada por uma princesa guerreira feita sob medida para os dias de hoje”. E, quem diria, o texto da sinopse não era propaganda enganosa. OFFICIALLY WLW WINNING DAY! ❤🏳️🌈 #catradora #HarlIvy #SheRa #HarleyQuinn #spoilers #thegayskeepwinning pic.twitter.com/uu8KtHUFhj — Wolf Jilly Jill 🍍🏳️🌈🐺 (@thelonewolf28) May 15, 2020 Veja abaixo o final da série.
Arlequina beija Hera Venenosa em série animada e fãs vão à loucura
Fãs dos quadrinhos da Arlequina sempre chiparam que sua amizade com Hera Venenosa virasse algo mais e esse desejo foi finalmente atendido na sexta (15/5), com o lançamento do novo episódio da série animada da personagem. Intitulado “There’s No Place to Go But Down”, o sétimo capítulo da 2ª temporada de “Harley Quinn”, produção adulta da plataforma DC Universe, mostrou Arlequina e Hera num beijo apaixonado. A cena enlouqueceu os fãs americanos da personagem. “Eles fizeram!”, desacreditou um usuário do Twitter. “Harlivy agora é canônico”, comemorou outro, juntando os nomes chipados de Harley Quinn (Arlequina, em inglês) e Poison Ivy (Hera Venenosa). “Harlivy está totalmente acontecendo, caras”, juntou-se uma terceira. “Finalmente”, completou mais um. Veja a cena abaixo. O novo desenho não é uma produção do time das animações da DC Comics, que criou a Arlequina, mas dos responsáveis pela subestimada série de comédia da DC “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. “Harley Quinn” traz Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) como voz da protagonista e Lake Bell (“Bless This Mess”) dublando Hera Venenosa – e ainda conta com Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. A série é inédita no Brasil e só deve chegar por aqui quando a Warner lançar a plataforma HBO Max no país – ainda sem previsão. HARLIVY IS CANON ON THE SHOW!!! ♦️🥀#HarleyQuinn FANS HOW ARE WE FEELING pic.twitter.com/Z0ZTEsQM15 — luke (@filmcaster) May 15, 2020
Fred Willard (1933 – 2020)
O ator americano Fred Willard, que estrelava a série “Modern Family”, morreu na sexta (15/5), em Los Angeles, de causas naturais aos 86 anos. Sua morte aconteceu poucos meses após seu personagem morrer do mesmo modo na série. Ele vivia Frank Dunphy, o pai de Phil (Ty Burrell), e sua última participação em “Modern Family” foi ao ar em janeiro passado, na temporada final da sitcom. Geralmente escalado em papéis engraçados, Willard provocava sorrisos desde os anos 1960, quando apareceu na série clássica “Agente 86”. Sua vocação para o humor o levou a participar de filmes como “O Expresso de Chicago” (1976), que reuniu Gene Wilder e Richard Pryor, “Adivinhe Quem vem para Roubar” (1977), com Jane Fonda e George Segal, o cultuado “Isto é Spinal Tap” (1984), de Rob Reiner, e “Roxanne” (1987), com Steve Martin e Daryl Hannah. Ele também foi o chefe de Mike Myers em “Austin Powers” (1999), o pai de Alyson Hannigan em “American Pie: O Casamento” (2003), o apresentador do programa de competição canina de “O Melhor do Show” (2007) e o diretor do canal de TV dos dois filmes de “O Âncora” (de 2004 e 2013), estrelados por Will Ferrell. Apesar disso, Willard acabou se destacando mais por seus trabalhos na TV. Após um arco como presidente dos EUA em “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman” (1993–1997), ele também apareceu em mais de um episódio de “Irmã ao Quadrado”, “Ally McBeal”, “Roseanne”, “Louco por Você” (Mad About You), “Os Feiticeiros de Waverly Place”, “Chuck” e especialmente “Everybody Loves Raymond”, que lhe rendeu três indicações consecutivas ao Emmy como Melhor Ator Convidado – ele vivia o sogro conservador de Brad Garrett na série. Seu papel em “Modern Family” ainda lhe rendeu mais uma – a quarta e última – indicação ao Emmy, em 2010. Willard também teve uma vasta carreira como dublador, dando vozes a personagens das séries animadas “Hércules”, “A Lenda de Tarzan” e “Kim Possible”, da Disney, “O Rei do Pedaço”, da Fox, e “The Loud House”, da Nickelodeon, além de ser ouvido em filmes como “O Galinho Chicken Little” (2005), “A Casa Monstro” (2006), “Wall-E” (2008) e “Aviões 2: Heróis do Fogo ao Resgate” (2014), entre muitas outras produções. Seu último trabalho foi concluído no começo deste ano e ainda permanece inédito. Ele interpretou o pai de Steve Carell na série inédita “Space Force”, que estreia em 29 de maio na Netflix.
Governo cria crise na Cultura e Regina Duarte culpa a imprensa
A secretária especial da Cultura Regina Duarte atacou a imprensa com uma postagem nas redes sociais na manhã deste sábado (16/5), em que se disse vítima de uma “infodemia” de “matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosas”. Mas errou o alvo. Desde que foi nomeada para chefiar a secretaria da Cultura, Regina tem sido atacada, na verdade, pela ala ideológica do governo Bolsonaro. Após uma entrevista desastrosa à CNN Brasil, em que relativizou tortura, ditadura, mortes por coronavírus e ainda cantarolou música ufanista da época da pior repressão, também passou a receber críticas e repúdio da classe artística. Mas enquanto acusa a imprensa de ser responsável pelos males que a afligem, o verdadeiro ataque se manifesta por meio de atos do governo que a ex-atriz insiste em defender. Uma decisão publicada no Diário Oficial de sexta (15/5) e assinada pelo ministro Walter Braga Netto, da Casa Civil, exonerou o secretário adjunto da pasta, Pedro Horta, número dois de sua secretaria. Horta tinha sido nomeado pro Regina no final de abril e ficou poucas semanas no cargo. Antes do governo Bolsonaro, ele era o responsável pelo departamento comercial da Ceagesp, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, e já foi secretário parlamentar e advogado de Celso Russomanno, político e professor de direito constitucional. A decisão foi comemorada pela militância bolsonarista nas redes sociais. Grupos ligados ao ideólogo Olavo de Carvalho estão promovendo uma campanha de fritura de Regina Duarte e pedindo sua demissão, pois acreditam que ela estaria levando “infiltrados da esquerda” para dentro do governo do “Brasil uber alles” de seu líder, Jair Bolsonaro. A extremista Geralda Gonçalves (conhecida como Geigê) publicou uma mensagem em tom provocativo sobre a nova queda: “Bom dia! Menos um traíra #ReginaPedePraSair”, escreveu. Anteriormente, Regina também não tinha conseguido nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que foi igualmente alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Para completar, há três semanas, Bolsonaro mandou demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, novamente sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Enquanto isso, a paralisação da Cultura segue firme, completando 500 dias de desmontagem do setor, sem que as principais verbas de fomento tenham sido liberadas. Mas, para Regina Duarte, a culpa dos problemas que a Cultura enfrenta é da imprensa. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Para VOCÊS , meus queridos. BOM DIA!💐💓💞💞💞❤️🥰 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 16 de Mai, 2020 às 6:39 PDT
Diretor de Conduzindo Miss Daisy vai filmar cinebiografia de Buddy Holly
O veterano cineasta Bruce Beresford, indicado ao Oscar por “A Força do Carinho” (1983) e diretor do vencedor do Oscar “Conduzindo Miss Daisy” (1989), vai filmar uma nova cinebiografia do roqueiro Buddy Holly. Intitulado “Clear Lake”, o filme vai mostrar a trajetória do cantor e guitarrista desde sua adolescência ao sucesso nos anos 1950, em meio a suas turnês e amizades com outros artistas da época, como Little Richard, Dion e Lavern Baker, até a fatídica queda de avião que interrompeu sua trajetória em 1959. A produção está a cargo de Stuart Benjamin, que anteriormente fez “La Bamba” (1986), que também mostrou o mesmo acidente trágico, no qual morreram Buddy Holly, Ritchie Valens e outros pioneiros do rock’n’roll. A viúva de Holly, Maria Elena Holly, também está envolvida no projeto como produtora associada. Ela não tinha participado da cinebiografia anterior, “A História de Buddy Holly” (1978), que rendeu indicação ao Oscar para seu intérprete, Gary Busey. “Eu me senti atraído por ‘Clear Lake’ porque o roteiro conta a trágica história de Buddy Holly e sua época em detalhes fascinantes e com caracterizações vívidas. Nem preciso dizer que o acréscimo de toda sua música maravilhosa também foi um grande atrativo”, disse Beresford em um comunicado. “O ponto focal da história é como artistas negros, hispânicos e brancos se reuniram na primeira turnê de música verdadeiramente integrada para começar a quebrar as barreiras racial nos EUA”, acrescentou outro dos produtores, Rick French, que concebeu o projeto com Stephen Easley, diretor de uma fundação dedicada a Buddy Holly. O roteiro foi escrito por Patrick Shanahan (“The Fox Hunter”) e a previsão é de iniciar a filmagem no fim do ano, dependendo da evolução da pandemia de coronavírus.
Roteiristas de Legalmente Loira farão remake de Mulher Nota 10
A comédia “Mulher Nota 10”, antigo sucesso de cinema, que transformou Bo Derek em sex symbol dos anos 1970, vai ganhar um remake. A nova versão do filme de Blake Edwards será escrita por Karen McCullah e Kirsten Smith, roteiristas de “Legalmente Loira” (2001), “Ela É o Cara” (2006) e “A Verdade Nua e Crua” (2009). A atriz Julie Andrews, que participou do filme original e é viúva de Edwards, será uma das produtoras do novo longa e se disse empolgada para levar a história a novos espectadores. “’Mulher Nota 10′ tem um lugar especial no meu coração. Ele captura o carisma e o humor que eu adoro em Blake. Eu fui muito protetora por muito tempo sobre quais trabalhos brilhantes dele poderiam ser reimaginados”, afirmou a atriz, em comunicado. O filme original contava a história de um compositor de trilhas sonoras (vivido por Dudley Moore) que, numa crise de meia-idade, apaixona-se por uma jovem recém-casada. A nova versão dará uma nova cara à comédia, explorando qual o significado da “nota 10” do título. Em fase inicial, a produção ainda não definiu diretor nem elenco.
Netflix lança a 6ª temporada de The 100
A Netflix disponibilizou neste sábado (16/5) a 6ª temporada completa de “The 100”. Com os 13 novos episódios, a plataforma atualizou a série até o ponto em que ela se encontra nos EUA. Trata-se da penúltima temporada, também conhecida como “Livro 2”, que dá um salto temporal de nada menos que 125 anos no futuro, após a destruição definitiva da Terra e uma viagem espacial em busca de um novo mundo para os jovens que acreditam ser os últimos sobreviventes da humanidade. Sem saber quanto tempo se passou, Clark (Eliza Taylor), Bellamy (Bob Morley) e os demais acordam de seu longo sono criogênico em outro sistema solar, onde descobrem uma colônia perdida da Terra, que descobriu o segredo da imortalidade e desenvolveu estranhos costumes para viver no ambiente hostil de seu novo planeta. Logo, fica claro que guerra é uma das características mais marcantes que a humanidade carrega consigo para as estrelas. Com muitas reviravoltas, a série apresenta novos personagens e encaminha sua trama para o desfecho. Por sinal, a 7ª e última temporada de “The 100” vai estrear já na próxima quarta-feira (20/5) nos Estados Unidos.












