Leonardo DiCaprio doa US$ 2 milhões para salvar área de preservação africana
Leonardo DiCaprio anunciou apoio financeiro de US$ 2 milhões para lançar o “Virunga Fund”, fundo beneficente que tem como objetivo auxiliar a manutenção do Parque Nacional Virunga, no Congo. Graças à doação, o parque africano conseguirá manter seu funcionamento, com impacto na manutenção e defesa da fauna local, da qual faz parte o gorila-das-montanhas, ameaçado de extinção. O auxílio do ator foi feito em nome da Earth Alliance, instituição fundada por ele, e que também conta com incentivos das organizações Emerson Collective e Global Wildlife Conservation. O Parque Nacional Virunga é a área protegida com maior número de espécies de pássaros, répteis e mamíferos no mundo. Ele foi tema de “Virunga” (2014), documentário da Netflix indicado ao Oscar, que contou com produção executiva de DiCaprio, de modo que o ator conhece o local muito bem. “Tive a grande honra de conhecer e apoiar a equipe corajosa de Virunga em sua luta contra a perfuração ilegal de petróleo em 2013. Virunga precisa urgentemente de fundos para proteger a população ameaçada de gorilas-da-montanha, para fornecer apoio aos guardas florestais e às famílias dos guardas florestais que falecem no cumprimento do dever, e para ajudar a realizar esforços essenciais de prevenção de doenças. É fundamental que nos reunamos durante este período de incrível crise”, afirmou DiCaprio em um comunicado. Virunga fechou suas atividades turísticas em março, devido à pandemia do novo coronavírus, o que resultou em forte queda da arrecadação para manter as atividades de preservação. Além disso, no mês passado, 12 guardas florestais, um motorista e quatro membros da comunidade local foram mortos em um massacre, o mais letal que o continente já viu em reservas protegidas, impactando a proteção ambiental.
Megan Fox e Brian Austin Green terminam casamento de 10 anos
Terminou o casamento de Megan Fox e Brian Austin Green. O ator de “Barrados no Baile” confirmou, na segunda (18/5), que o casal se separou na véspera de completar dez anos de matrimônio. Brian fez a revelação durante o novo episódio de seu podcast, comentando sobre fotos em que a estrela de “Transformers” aparece com o cantor e também ator Machine Gun Kelly (intérprete do baterista Tommy Lee no filme “The Dirt – Confissões do Mötley Crüe”), que repercutiram durante o fim de semana na mídia dos Estados Unidos. Megan estava gravando o filme “Midnight in the Switchgrass” ao lado do músico, e foi flagrada com ele em um passeio de carro e em um café nos arredores de Los Angeles. As fotos foram feitas antes da suspensão da produção por conta da pandemia do novo coronavírus, mas só surgiram agora. Dirigido por Randall Emmet, o filme também traz Bruce Willis no elenco. “Ela conheceu esse Colson (nome real do rapper) no set de filmagens. Eu nunca o conheci. Megan e eu falamos sobre ele. Eles são apenas amigos no momento”, explicou Brian, que disse confiar na ex-esposa. “Eu confio no julgamento dela, ela sempre teve um bom julgamento”, comentou sobre a possível relação entre ela e o rapper. “Não quero que as pessoas pensem que ela ou ele são vilões ou que eu fui vítima de alguma forma”. Em seguida, emocionado, ele comentou sobre a sensação de estar se divorciando. “É chato quando algo que você está acostumado a fazer há 15 anos muda. Existe um aspecto desconhecido, tem aquele buraco no meu estômago. Realmente não quero que Megan e eu estejamos em desacordo. Ele é minha melhor amiga há 15 anos e não quero perder isso”, lamentou. “Eu vou amá-la para sempre. E sei que ela sempre me amará e sei que a família que construímos é realmente legal e realmente especial”, afirmou Brian, que também disse ter tentado resolver a situação com Megan desde o fim do ano passado. O ator ainda disse que, apesar da separação, eles continuarão a ter “férias em família e feriados como uma família”, por conta dos filhos. Casados desde junho de 2010, Brian e Megan já tentaram se separar antes. Ela pediu o divórcio em 2016, mas em seguida soube que esperava o terceiro filho, decidindo adiar a decisão. Eles têm três filhos: Noah, de 7, Bodhi, de 6, e Journey, de 3 anos.
Joaquin Phoenix e Rooney Mara estariam esperando primeiro filho
O casal Joaquin Phoenix e Rooney Mara estariam esperando o primeiro filho, de acordo com fontes da Page Six, coluna/site de fofocas do jornal New York Post. As fontes dizem que a estrela de “Carol” já estaria no sexto mês da gestação. O casal se conheceu no set de “Ela” (2013), de Spike Jonze, mas não começou a namorar até uma segunda reunião para novas filmagens. Em “Maria Madalena” (2018), Rooney Mara tinha o papel-título e Phoenix, que venceu o Oscar por “Coringa”, viveu Jesus. Eles ficaram noivos em julho do ano passado e, bastante reservados, estão juntos em quarentena na cidade de Los Angeles, resguardando-se da pandemia do novo coronavírus. Graças a isso, faltam fotos que garantam com certeza a gravidez. Mas sobram teorias sobre as roupas largas usadas pela atriz nas últimas vezes em que apareceu em público. Caso o boato se confirme, será o primeiro filho de ambos os atores.
Artistas desistem de Regina Duarte e buscam apoio do Congresso para salvar a Cultura nacional
A falta de propostas e projetos da secretaria especial da Cultura fez artistas desistirem de tentar contato com Regina Duarte. Em vez disso, estão agora conversando diretamente com congressistas para aprovar projetos, que possam ajudar a classe durante a crise sanitária do novo coronavírus. Com a participação de artistas e secretários estaduais e municipais de Cultura de todo o país, a Frente da Cultura na Câmara juntou quatro projetos que estavam no Congresso para formar a base de uma espécie de Lei Emergencial da Cultura. Entre as propostas estão auxílios para artistas, repasses para centros culturais e modificações nos prazos de prestação de contas, pagamento de tributos, além da concessão de crédito a juro zero e com prazo de até três anos para pagamento. Há ainda um plano para a descentralização dos recursos, ou seja, de repasse direto para as secretarias de Cultura de estados e municípios, de fundos que estão concentrados e perdidos na esfera federal, onde a incompetência planejada do governo Bolsonaro vem causando graves estragos – além de vetar incentivos, o presidente protela indicações e mantém congeladas verbas arrecadadas e separadas há mais de 500 dias para o setor. Segundo a relatora do projeto, a deputada federal Jandira Feghali (do PC do B carioca), a ideia é garantir que as regiões, que têm maior conhecimento sobre a realidade local, possam fazer melhor gestão desse dinheiro. Ela afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a medida se fez necessária diante da ausência absoluta de propostas do poder Executivo. “Se a gente esperar do governo federal não virá nada, o Congresso precisava tomar a iniciativa de socorrer o setor cultural”, disse a deputada. Artistas como os cantores Ivan Lins e Zélia Duncan, além da produtora Paula Lavigne e do ator Fábio Assunção, estão entre os que tratam do projeto com representantes do Congresso. A classe desistiu de Regina Duarte, após ela dizer que artistas tinha sido beneficiados pelo auxílio emergencial de R$ 600 do governo. Mas, na verdade, Bolsonaro vetou trecho da MP (medida provisória) em que os artistas haviam sido acrescentados como beneficiários. Para Jandira, há uma dificuldade do governo em particular e da classe política em geral em ver a arte como trabalho e seu impacto na economia. “A arte, desde que a gente nasce, faz parte da nossas vidas, faz parte de todas as dimensões da nossa vida, cognitivo, das relações humanas, do nosso desenvolvimento. Mas muitas vezes não olham a arte como ofício, como trabalho, como forma de viver”, lembrou Feghali. “Esse setor faz viver uma cadeia imensa e em torno dela uma série de cadeias como hotéis, bares e restaurantes”, completou. Segundo apurou Jandira Feghali, o Fundo Nacional de Cultura tinha um montante de cerca de R$ 2,9 bilhões aguardando direcionamento em 31 de dezembro de 2019. Vale lembrar que o Fundo Setorial do Audiovisual também contava com mais de R$ 700 milhões, de taxas cobradas do mercado em 2018 para distribuir para novos projetos – cujos editais ainda não foram lançados – , e esse valor deve ter mais que duplicado desde então. Cansados de esperar 500 dias por alguma satisfação do governo, um grupo de artistas fez um vídeo cobrando explicações da secretária especial da Cultura pela demora na liberação das verbas do ano passado, agravada pela ausência de medidas para conter a crise no setor cultural gerada pela pandemia do novo coronavírus. “Cadê Regina”, queriam saber. O Estúdio Sotaque do Mundo, do Rio de Janeiro, até musicou a cobrança. “Cadê o fundo?”, diz os primeiros versos da canção. “Procurei, tô querendo saber, procurei pelo seu parecer, mas você some”, segue a letra, que depois entoa “cadê Regina”. Como Regina Duarte apareceu para defender a ditadura, torturas e minimizar a pandemia de coronavírus, numa entrevista para a rede CNN Brasil que acabou com sua credibilidade diante do setor, ficou claro que os artistas precisavam esquecer da secretaria da Cultura e buscar aliados no poder legislativo. Os encontros com congressistas e secretários regionais de Cultura rendeu tudo o que o governo federal não deu ao setor, transformando os apelos em projeto de lei, de número 1.075, cuja tramitação teve regime de urgência aprovado na semana passada, podendo ser votado ainda nesta semana. Também falando à Folha, Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará e presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, lembrou que cerca de 900 projetos culturais se encontram parados devido à burocracia federal – propositalmente inoperante no governo Bolsonaro. Por conta disso, o Fórum fechou entendimento de que é absolutamente necessária a descentralização do dinheiro. “Conhecemos as realidades locais, podemos ver melhor os programas, existe legislações específicas também”, afirmou à Folha de S. Paulo.
Gregory Tyree Boyce (1989 – 2020)
Gregory Tyree Boyce, que atuou no fenômeno “Crepúsculo” (2008), morreu aos 30 anos. Boyce e sua namorada Natalie Adepoju, de 27, foram encontrados mortos na quarta-feira (13/5) em seu condomínio em Las Vegas. A causa da morte ainda não foi divulgada. O falecimento foi comunicado pela mãe do ator, Lisa Wayne, que lhe prestou homenagem em sua conta do Facebook no domingo (17/5). No texto, em que chama o filho de seu grande apoio e “chef favorito”, ela revelou que Boyce pretendia lançar um restaurante de fast food com pratos batizados “em homenagem aos rappers da costa oeste”, incluindo Snoop Dog, Kendrick Lamar, Roddy Ricch e The Game. Ele se transformou em ator aos 18 anos, ao passar nos testes de elenco de “Crepúsculo”. No filme, viveu Crowley, o estudante da Forks High School que dirigia o carro que só não atropelou Bella Swan (Kristen Stewart) porque ela foi salva no último segundo pela superforça vampírica de Edward Cullen (Robert Pattinson). O acidente acabou aproximando o casal, o que rendeu todo o resto do enredo da franquia. Mas enquanto até atores de pouco destaque na produção, como Anna Kendrick, Christian Serratos e Justin Chon, aproveitaram a popularidade do fenômeno pop para iniciar carreiras duradouras, Boyce não teve o mesmo destino. Ele só voltou a filmar 10 anos depois, como figurante num clipe, e nunca mais apareceu diante das câmeras. Ao completar 30 anos em dezembro, Boyce escreveu no Instagram: “Ao longo dos anos, como todo mundo, cometi erros pelo caminho, mas hoje é um daqueles dias em que apenas reflito sobre os grandes. Que momento para estar vivo… Vamos fazer o resto desses anos da melhor maneira possível”.
Geno Silva (1948 – 2020)
O ator Geno Silva, que interpretou o gângster Caveira em “Scarface” (1983), morreu no último dia 9 em sua casa, na cidade de Los Angeles, aos 72 anos, em decorrência de demência frontotemporal. O falecimento só foi informado pela família no domingo (17/5). Nascido em 20 de janeiro de 1948 em Albuquerque, Novo México, Silva teve uma carreira de quatro décadas, mas de pouca projeção, apesar de ter trabalhado três vezes com Steven Spielberg – em “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), “Amistad” e “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (ambos de 1997). Seu papel mais lembrado é mesmo o de Caveira (Skull, em inglês), que ironicamente é um personagem sem diálogos, apesar da participação importante em “Scarface” – é o agourento que mata Tony Montana (Al Pacino) no fim do longa de Brian De Palma. Silva também participou de “Wanda Nevada” (1979), dirigido pelo ator Peter Fonda, “Bailes Mexicanos” (1981), de Luis Valdez, “Conspiração Tequila” (1988), com Mel Gibson, “Cidade dos Sonhos” (2001), de David Lynch, e “O Vingador” (2003), estrelado por Vin Diesel. Na televisão, ele participou regularmente da série dramática “Key West”, de 1993, e apareceu em episódios de “Chumbo Gosso” (Hill Street Blues) “Miami Vice”, “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger) e “Star Trek: Enterprise”, entre outras. Sua carreira foi mais bem-sucedida nos palcos. Ele chegou a realizar uma turnê internacional com “O Mercador de Veneza”, ao lado de Philip Seymour Hoffman e John Ortiz nos anos 1990, além de ter se destacado em “Sueño”, escrita por Jose Rivera (“Diários de Motocicleta”). Casado, ele tinha uma filha e dois netos.
Ken Osmond (1943 – 2020)
Ken Osmond, que ficou famoso como astro infantil na série “Leave It to Beaver” (1957-1963), morreu nesta segunda-feira (18/5) aos 76 anos. A causa da morte não foi revelada. Ela já era um ator mirim “veterano”, com participações em filmes como “O Veleiro da Aventura” (1952) e “O Ocaso de uma Alma” (1955) quando foi contratado, aos 14 anos, para dar vida a Eddie Haskell, o travesso melhor amigo do irmão mais velho de Beaver, na série em preto e branco. Apesar de atuar desde que tinha 9 anos, nada que fez antes teve a projeção do programa sobre Theodore “The Beaver” Cleaver (interpretado por Jerry Mathers) e suas aventuras com a família e colegas da escola num bairro suburbano. A atração foi um sucesso enorme na TV americana, e até hoje influencia narrativas televisivas que seguem o ponto de vista infantil para refletir sobre situações vividas em família – como “The Goldbergs”, Young Sheldon”, etc. O detalhe é que “Leave It to Beaver” não acabou com o fim oficial da série em 1963. A atração foi retomada num telefilme de 1984, que estourou a audiência e rendeu um revival, “The New Leave It to Beaver” (1984–1989), além de um filme em 1997. Osmond apareceu em todas essas produções, repetindo seu papel de Eddie Haskell na TV e virando o pai do personagem no filme, lançado no Brasil como o título de “Sem Querer”. Além disso, ainda manteve Eddie ativo em participações especiais em outras produções, como as séries “Hi Honey, I’m Home” e “Parker Lewis”, nos anos 1990. Foram poucos, mas Osmond também interpretou outros papéis, aparecendo em séries clássicas como “Lassie”, “Caravana”, “Os Monstros” e “Happy Days”. Como esses trabalhos esporádicos, ele precisou buscar outra ocupação profissional a partir dos anos 1970. Para pagar as contas, passou em testes e virou um oficial da Polícia de Los Angeles, mas a mudança de carreira não durou muito. Em 1980, ele foi baleado enquanto perseguia um suspeito de roubar carros. O ferimento foi grave, a ponto dele ser colocado em licença médica e lhe render aposentadoria precoce em 1988. Depois da figuração em “Sem Querer”, seu nome só voltou à imprensa em 2007, quando ele e Jack Klugman (“The Odd Couple”) processaram o Sindicado dos Atores dos EUA (SAG, na sigla em inglês) por supostamente coletar royalties internacionais das séries que ambos estrelaram sem notificá-los. O processo terminou num acordo de compensação financeira em 2010.
Monique Mercure (1930 – 2020)
A atriz canadense Monique Mercure morreu no domingo (17/5), aos 89 anos, após batalha contra o câncer. Com uma carreira de seis décadas, ela trabalhou com diretores consagrados, como o francês Claude Chabrol (“Domínio Cruel”, de 1994), o canadense David Cronenberg (“Mistérios e Paixões”, de 1991) e até o americano Robert Altman (“Quinteto”, de 1979). Nascida em 14 de novembro de 1930 como Marie Lise Monique Emond, em Montreal, ela estudou música e casou-se com o compositor Pierre Mercure com apenas 19 anos, em 1949. O casal teve três filhos antes de se separar em 1958. A carreira como atriz só começou depois da separação. Ela estudou no Actor’s Studio, em Nova York, e passou a atuar no cinema canadense a partir de “Quem Ama, Perdoa” (1963), de Claude Jutra, com quem firmou uma duradoura parceria – incluindo papéis em “Meu Tio Antoine” (1971) e “Pour le Meilleur et pour le Pire” (1975). A consagração veio em “J.A. Martin Fotógrafo” (1977), de Jean Beaudin, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, e o Genie da categoria na premiação da Academia Canadense de Cinema. No filme, ela interpreta Rose-Aimée, esposa do famoso fotógrafo J.A. Martin, que decide acompanhá-lo em sua turnê pelo duro interior canadense na virada do século passado, esperando reviver o casamento deles. A projeção lhe rendeu seu primeiro papel hollywoodiano, na sci-fi pós-apocalíptica “Quinteto” (1979), de Altman, em que contracenou com um elenco internacional formado pelos lendários Paul Newman, Vittorio Gassman, Fernando Rey e Bibi Andersson. Ela também participou de “Domínio Cruel”, que Chabrol rodou no Canadá em 1984, ao lado de Jodie Foster e Sam Neill, e se destacou em “Mistérios e Paixões” (1991), do compatriota David Cronenberg, que lhe rendeu seu segundo Genie (O Oscar canadense), desta vez como Atriz Coadjuvante. Mercure ainda venceu um terceiro Genie como coadjuvante por “Conquest” (1998), de Piers Haggard, sobre uma comunidade rural repleta de idosos. Mas, depois disso, foram poucos destaques, incluindo “O Violino Vermelho”, de François Girard, lançado no mesmo ano, e seu último filme, “C’est le Coeur qui Meurt en Dernier” (2017), de Alexis Durand-Brault, indicado a seis prêmios da Academia Canadense. Foram mais de 30 filmes em francês e inglês, o que lhe rendeu uma homenagem final do primeiro-ministro Justin Trudeau no Twitter. “Perdemos uma grande atriz canadense. Monique Mercure teve um impacto profundo em muitas gerações. Ela ajudou a promover o cinema do Quebec além das nossas fronteiras, e seu legado segue vivo através do seu trabalho”, escreveu o líder político do Canadá.
Michel Piccoli (1925 – 2020)
Michel Piccoli, um dos atores mais importantes do cinema da França, morreu na semana passada (1/5), aos 94 anos de idade. A notícia só se tornou pública nesta segunda-feira (18/5), em comunicado da família à imprensa. Responsável por papéis inesquecíveis em dezenas de clássicos, Piccoli morreu de um acidente vascular cerebral, segundo declaração da família. Também produtor, diretor e roteirista, Michel Piccoli deixou uma obra com mais de 200 títulos em uma carreira que abrangeu sete décadas de cinema, além de papéis na televisão e teatro, ao longo das quais colaborou com mestres da estatura de Alfred Hitchcock, Henri-Georges Clouzot, Jacques Rivette, Costa-Gavras, Luis Buñuel, Jean Renoir, René Clément, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Agnès Varda, Jacques Demy, Marco Ferreri, Mario Bava, Manoel de Oliveira, Theodoros Angelopoulos, Nani Moretti, Marco Bellocchio e Louis Malle. O reconhecimento a seu talento foi atestado por uma profusão de prêmios, incluindo o de Melhor Ator no Festival de Cannes – pela atuação em “Salto no Escuro” (1980), de Bellocchio. Nascido em Paris em 27 de dezembro de 1925, ele era filho de músicos – a mãe era pianista e o pai um violinista suíço. Mas apesar de estrear nas telas aos 20 anos, em uma breve figuração em “Sortilégios” (1945), de Christian-Jaque, sua carreira demorou para engatar, o que só aconteceu depois de uma década, em filmes como “French Can Can” (1955), de Renoir, e “O Calvário de uma Rainha” (1956), de Jean Delannoy. Mas o que o tirou dos papéis de coadjuvantes foi sua amizade com Buñuel. “Escrevi para esse diretor famoso pedindo que ele viesse me ver em uma peça. Eu, um ator obscuro! Era a ousadia da juventude. Ele veio e nos tornamos amigos”, Piccoli contou, em uma entrevista antiga. O ator apareceu em seis filmes de Buñuel, geralmente representando uma figura autoritária. A primeira parceria se manifestou em 1956, como um padre fraco e comprometido, que viajava pelas florestas brasileiras em “A Morte no Jardim”. Em “O Diário de uma Camareira” (1964), viveu o preguiçoso e lascivo monsieur Monteil, obcecado sexualmente por Jeanne Moreau, intérprete da empregada do título. E num de seus principais desempenhos, deu vida a Louche, o cavalheiro burguês responsável pela transformação de Catherine Deneuve em “A Bela da Tarde” (1967). No filme, a atriz vivia a esposa de um médico respeitável que era convencida por Louche a passar as tardes trabalhando em um bordel de alta classe com clientes excêntricos. Piccoli reprisou o papel quase 40 anos depois, em “Sempre Bela” (2006), de Manoel de Oliveira. Para Buñuel, ainda encarnou um versão charmosa do Marquês de Sade em “Via Láctea” (1969), foi sutilmente dominador como secretário do Interior em “O Discreto Charme da Burguesia” (1972) e sinistro como chefe da polícia no penúltimo filme do diretor, “O Fantasma da Liberdade” (1974). Durante esse período, Piccoli fez parte da cena dos cafés filosóficos de Paris, que incluía os escritores Boris Vian, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, além da cantora Juliette Gréco, com quem se casou em 1966 – separaram-se em 1977. Ele também se tornou um membro ativo do partido comunista francês. Os anos 1960 foram sua década mais criativa e variada, em que se juntou à novelle vague, atuando em obras memoráveis. Seu primeiro papel de protagonista no movimento que revolucionou o cinema francês foi como o marido de Brigitte Bardot em “O Desprezo” (1963), de Godard. No filme, ele interpreta um roteirista disposto a vender a própria esposa a um produtor (Jack Palance) para que seu roteiro saísse do papel e virasse filme dirigido por Fritz Lang (interpretado pelo próprio). Entre suas performances em clássicos da nouvelle vague ainda se destacam “A Guerra Acabou” (1966), de Alain Resnais, e “As Criaturas” (1966), de Agnès Varda. Mas Piccoli se projetou mais com sucessos de público, como “O Perigoso Jogo do Amor” (1966), de Roger Vadim, na qual contracenou com a americana Jane Fonda, o filme de guerra de René Clement “Paris Está em Chamas?” (1966), e principalmente o clássico musical “Duas Garotas Românticas” (1967), de Jacques Demy. A carreira do astro francês se internacionalizou após o filme de Demy, que chegou a ser indicado ao Oscar. Em 1968, ele estrelou a cultuada adaptação de quadrinhos italianos “Perigo: Diabolik” (1968), de Mario Bava, como o policial que tenta prender o criminoso do título. E no ano seguinte começou sua parceria de sete filmes com outro mestre italiano, Marco Ferreri – iniciada por “Dillinger Morreu” – , sem esquecer sua estreia em produções de língua inglesa, no suspense “Topázio”, de ninguém menos que Alfred Hitchcock. A consagração continuou nos anos 1970, marcada pelo principal e mais escandaloso filme de Ferreri, “A Comilança” (1973), e por uma das melhores obras de Chabrol, o noir “Amantes Inseparáveis” (1973). Com a fama adquirida, ele aproveitou para começar a produzir – a partir de “Não Toque na Mulher Branca” (1974), outra parceria com Ferreri. Piccoli também integrou a produção norte-americana de Louis Malle, “Atlantic City” (1980), estrelado por Burt Lancaster e Susan Sarandon, fez “Paixão” (1982), de Godard, e trabalhou com Marco Belocchio (em “Salto no Escuro” e “Olhos na Boca”) e Jerzy Skolimowski (“O Sucesso É a Melhor Vingança”), antes de viver o vilão que ajudou a lançar um dos principais nomes da geração de cineastas dos anos 1980. Premiado no Festival de Berlim, “Sangue Ruim” (1986) deslanchou a carreira de Leos Carax (então em seu segundo longa) e popularizou mundialmente a atriz Juliette Binoche. A lista de papéis clássicos não diminuiu com o tempo, rendendo “Loucuras de uma Primavera” (1990), de Malle, e “A Bela Intrigante” (1991), de Jacques Rivette, em que pintou – e consagrou – a nudez de Emmanuelle Béart. Sua trajetória teve muitas outras realizações, novas parcerias com Rivette, filmes com Édouard Molinaro, Jean-Claude Brisseau, Raoul Ruiz, Bertrand Blier, mais Manoel de Oliveira, dezenas mais. Tanta experiência o levou a escrever e dirigir. Ele assinou três longas, um segmento de antologia e um curta, mas apenas um repercutiu entre a crítica – “Alors Voilà” (1997). Como intérprete, porém, não lhe faltou consagração, incluindo o David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Ator por um de seus últimos papéis, como papa em “Temos Papa” (2011), de Nani Moretti. Outros desempenhos importantes no final de sua carreira incluem o último longa do grego Theodoros Angelopoulos, “Trilogia II: A Poeira do Tempo” (2008). E após ser homenageado pela Academia Europeia de Cinema com um troféu pela carreira, ainda emplacou três lançamentos premiados em 2012: “Vocês Ainda Não Viram Nada!”, de Resnais, “Holy Motors”, de Carax, e “Linhas de Wellington” (2012), de Valeria Sarmiento. A despedida das telas se deu logo em seguida, com “Le Goût des Myrtilles” (2014), de Thomas De Thier. Ele deixa sua terceira esposa, a roteirista Ludivine Clerc, com quem se casou em 1978, e sua única filha, Anne-Cordélia, fruto de seu primeiro casamento com Eléonore Hirt.
Destacamento Blood: Trailer do novo filme de Spike Lee revisita a guerra do Vietnã
A Netflix divulgou um novo pôster e o primeiro trailer legendado do novo filme do diretor Spike Lee, “Destacamento Blood” (Da 5 Bloods). Embalada por rock psicodélico (“Time Has Come Today”, dos Chamber Brothers), a prévia combina cenas da época da guerra do Vietnã com uma trama passada nos dias de hoje. O filme tem roteiro assinado por Lee e Kevin Willmott, que dividiram o Oscar por “Infiltrado na Klan”, e acompanha veteranos traumatizados da guerra. Décadas depois do film do conflito, eles resolvem retornar ao Vietnã em busca do corpo do líder do seu esquadrão, que nunca foi recuperado, e também de uma fortuna em ouro que estaria enterrada com ele. Chadwick Boseman (“Pantera Negra”) é o líder do destacamento, enquanto Delroy Lindo (“The Good Fight”), Clarke Peters (“His Dark Materials”), Norm Lewis (“Scandal”) e Isiah Whitlock Jr. (“Infiltrado na Klan”) interpretam as versões maduras dos ex-soldados. O elenco também inclui Jonathan Majors (“A Rebelião”) como filho do personagem de Delroy Lindo (“The Good Fight”), além de Jean Reno (“O Profissional”), Mélanie Thierry (“Um Dia Perfeito”), Jasper Pääkkönen e Paul Walter Hauser (ambos também de “Infiltrado na Klan”). A estreia está marcada para 12 de junho em streaming.
Harry Styles lança clipe sensual com modelos de biquíni dedicado ao ato de tocar
O cantor Harry Styles lançou o clipe de “Watermelon Sugar”, que ganhou uma dedicatória: ao ato de tocar. No vídeo, o artista surge cercado de modelos de biquínis coloridos – e um modelo masculino descamisado – na praia, divertindo-se e comendo muita melancia, numa referência ao título da faixa, “açúcar de melancia”. Há muitos toques, mordidas e apelo visual no que é um verdadeira festa sensorial. O desfile de corpos enrolados em volta do cantor, rolando pela areia, entre frutas, cores fortes e sol à pino, também é extremamente sensual. O vídeo é o quarto clipe extraído do disco “Fine Line”, lançado no ano passado, e foi gravado pela dupla Bradley & Pablo (de clipes de Rosalia e Little Nas) numa praia de Malibu, na Califórnia, antes da pandemia de coronavírus transformar o ato de tocar pessoas na rua em comportamento perigoso.
The Woods: Nova minissérie do autor de Não Fale com Estranhos ganha trailer
A Netflix divulgou o trailer de “The Woods”, minissérie polonesa baseada no romance “Silêncio na Floresta”, de Harlan Coben. Como revela a prévia, a trama acompanha o promotor Pawel Kopinski (Grzegorz Damiecki), que nunca superou o sumiço da irmã na juventude. Quando novas provas surgem 25 anos depois, Kopinski fica determinado a começar uma nova investigação. Esta é a terceira obra de Coben adaptada para a Netflix. Outros livros do escritor americano de suspense deram origem às minisséries inglesas “Não Fale com Estranhos” e “Safe”, disponíveis na plataforma. A estreia de “The Woods” está marcada para 12 de junho.
The Good Lord Bird: Veja o trailer da minissérie abolicionista de Ethan Hawke
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster e o trailer de “The Good Lord Bird”, minissérie de época criada e estrelada por Ethan Hawke (“Uma Noite de Crime”). Baseada no livro homônimo de James McBride, a trama se passa em meados do século 19 e acompanha a luta pela abolição da escravatura, que nos EUA foi literalmente uma guerra. O ator interpreta o abolicionista John Brown, mas a história é contada pela perspectiva de um jovem escravo chamado Henry Shackleford (vivido por Joshua Caleb Johnson, visto em “Black-ish”). Confundido com uma garota, após ser resgatado por Brown de um escravagista, o jovem passa a integrar a cruzada libertária e encontra muitas figuras históricas na luta contra a escravidão, que culmina na eclosão da Guerra Civil dos EUA. Hawke também assina a produção, ao lado de McBride e Jason Blum, proprietário da produtora Blumhouse – responsável por “Corra!”. Com roteiros de Mark Richard (“Fear the Walking Dead”) e direção da dupla Albert Hughes (“O Livro de Eli”) e Haifaa Al-Mansour (“O Sonho de Wadja”), a atração ainda inclui em seu elenco grandioso os atores Daveed Diggs (“Ponto Cego”), Beau Knapp (“Desejo de Matar”), Ellar Coltrane (“Boyhood”), Orlando Jones (“American Gods”), Wyatt Russell (“Operação Overlord”), Steve Zahn (“Clube de Compra Dallas”) e David Morse (“A Estranha Vida de Timothy Green”). “The Good Lord Bird” tem estreia marcada para 9 de agosto nos EUA.












