Redes de cinema dos EUA reduzem lotação de salas para isolar público

As maiores redes cinemas da América do Norte anunciaram, por conta própria, que reduzirão a capacidade de suas salas à metade diante da pandemia do novo coronavírus.

Apesar de declarar estado de emergência nesta sexta (13/3), o presidente Donald Trump não ordenou o fechamento dos cinemas, como aconteceu na China, Itália e em diversos outros países afetados pelo surto.

Assim, as redes tomaram a iniciativa de impor uma barreira à proliferação do covid-19, sugerindo que os espectadores mantenham uma “distância social” entre si, nas cadeiras dos cinemas.

As empresas que anunciaram a redução da capacidade das salas foram AMC, Regal e Cineplex. A decisão foi comunicada de forma individual e independente umas das outras.

A AMC, entretanto, colocou um limite para a redução: 250 pessoas em qualquer cinema, independentemente de sua capacidade, “para proporcionar espaço adicional entre os espectadores”.

Além disso, informou que desinfetará as áreas “de alto contato”, como bilheterias, a cada hora.

Os governos de alguns países adotaram medidas similares, mas muito mais restritivas.

Na Romênia e na Irlanda, a venda de ingressos foi limitada a 100 espectadores por sessão.

A Noruega também planejava adotar a restrição de ingressos por sessão, mas, ao considerar que a progressão da pandemia está se ampliando diariamente, acabou optando por uma decisão mais radical, obrigando o fechamento de todas as salas.

China, Itália, Irã e República Tcheca foram os primeiros países a decretar o fechamento completo dos cinemas. A medida foi seguida, nos últimos dias, por Polônia, Líbano, Kuwait, Dinamarca, Noruega, Arábia Saudita e Grécia.

Na Coreia do Sul, Japão, Índia e Hong Kong, boa parte do circuito está fechado, mas ainda há regiões com programação normal. Na Ucrânia e na Hungria, apenas as salas das capitais Kiev e Budapeste foram fechadas.