Sweetbitter é cancelada após a 2ª temporada
O canal pago americano Starz cancelou a série “Sweetbitter” após a 2ª temporada. Exibida entre julho e agosto passado nos EUA, a 2ª temporada teve uma audiência de apenas 100 mil pessoas ao vivo e 0,03 ponto na demo, o que equivale à perda da metade do público da temporada inaugural e também ao posto de série menos assistida do canal. Baseada no best-seller homônimo de Stephanie Danler, lançado no Brasil como “Tintos e Tantos”, “Sweetbitter” contava a história de Tess (Ella Purnell), uma jovem de 22 anos que chega na cidade de Nova York pronta para começar uma nova vida. Quando ela consegue emprego em um dos melhores restaurantes da cidade, acha que encontrou uma renda estável e um lugar seguro para viver. Mesmo sendo quem menos entende de comida e bebida da equipe, Tess é rapidamente arrastada para o mundo caótico e cheio de adrenalina da noite nova-iorquina, experimentando vinhos caros, conhecendo bares e botecos, e aprendendo em quem pode confiar. A adaptação estava a cargo da própria escritora e o elenco também incluía Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”), Caitlin FitzGerald (série “Masters of Sex”) e Evan Jonigkeit (série “Frontier”). A programação do canal pago americano é disponibilizada desde outubro no Brasil via streaming, pelo aplicativo Starz App. Além das séries, o serviço também disponibiliza os filmes do estúdio Lionsgate, proprietário do Starz.
Doutor Sono vai ganhar versão estendida com 3 horas de duração
O filme “Doutor Sono” vai ganhar uma versão estendida do diretor Mike Flanagan, com 180 minutos – isto é, três horas de duração! Isto representa quase meia hora a mais de filme, em relação ao que foi exibido no cinema. O anúncio foi feito pelo próprio Flanagan em seu Twitter, com a capa do lançamento. Veja abaixo. Chamada de “edição do diretor”, a nova versão será lançado apenas em vídeo e streaming. A versão digital estará disponível em 21 de janeiro nos Estados Unidos, enquanto o bluray sai em 4 de fevereiro, num box que também incluirá uma versão em 4K da edição dos cinemas. Continuação do clássico “O Iluminado” (1980), “Doutor Sono” foi um dos filmes de terror mais elogiados do ano, com 77% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. Agradou muito mais que as outras duas adaptações cinematográficas de obras do escritor Stephen King em 2019, “It: Capítulo 2” (63%) e “Cemitério Maldito” (57%). Entretanto, rendeu muito menos nas bilheterias. Com apenas US$ 71 milhões de arrecadação mundial, “Doutor Sono” se tornou um dos grandes fracassos do cinema em 2019. Teorias para o fracasso incluem desde a saturação de adaptações de Stephen King – além das citadas, houve várias produções para streaming e até séries – , o título muito ruim e o fato de remeter a um filme com 39 anos, que a maioria dos frequentadores atuais de cinema não lembra ou nem sequer assistiu. Por isso, o lançamento de uma versão estendida chega a surpreender. Logicamente que a Warner não vai colocá-la no cinema após o desempenho original. Mas é interessante que tenha financiado mais tempo de pós-produção para um fracasso, em vez de conter o prejuízo. Assim, o diretor tem a chance de mostrar a verdadeira extensão de sua visão, cortada para acomodar um tempo de exibição mais rentável, dando ao público uma edição ainda melhor de um filme que já é muito bom. Para quem perdeu no cinema, o longa traz Ewan McGregor (“Trainspotting”) como a versão adulta de Danny Torrence, filho do personagem de Jack Nicholson no clássico de terror de 1980. E Mike Flanagan chega a recriar cenas do longa dirigido por Stanley Kubrick. Na trama, Danny cresceu traumatizado após seu pai enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota (a estreante Kyliegh Curran) perseguida por um perigoso grupo de paranormais. O elenco ainda inclui Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como a vilã da história – Rose, a Cartola (no original, Rose the Hat) – , além de Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), Bruce Greenwood (“Star Trek”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Carel Struycken (“Twin Peaks”) e Carl Lumbly (“Supergirl”). The Director’s Cut of #DoctorSleep (TRT 180 mins) lands on Digital (4K streaming) 1/21, and on Blu-ray (with 4K UHD Theatrical Cut) on 2/4. Hope you enjoy! pic.twitter.com/3hxyr6kCEk — Mike Flanagan (@flanaganfilm) December 19, 2019
The Umbrella Academy: Elenco compartilha foto em clima de Natal
O elenco da série “The Umbrella Academy” se reuniu para celebrar o natal. Em uma imagem divulgada pelo Instagram oficial da produção (veja acima), os irmãos Número Cinco (Aidan Gallagher), Luther (Tom Hopper), Vanya (Ellen Page), Allison (Emmy Raver-Lampman), Ben (Justin H. Min), Klaus (Robert Sheehan) e Diego (David Castañeda) Hargreeves aparecem vestidos em trajes natalinos para desejar boas festas ao público. “De nossa família disfuncional para a sua, boas festas!”, diz a legenda. Atualmente em fase de finalização de sua 2ª temporada, a série é um exemplo dos paradoxos da matriz brasileira da Netflix. Os quadrinhos que inspiram a produção são desenhados por um brasileiro, Gabriel Bá, e são vendidos no Brasil com o título de “A Academia Umbrella”. Mas a série não teve o nome traduzido do inglês para sua veiculação no país. Entretanto, atrações sem referências nacionais e de nomes mais simples ganharam “traduções” completamente alopradas dos “profissionais” da plataforma. Como “Dead to Me”, que virou “Disque Amiga para Matar”, ou “Living with Yourself”, transformado em “Cara x Cara”. Não há critério algum. E essa “criatividade” aleatória apenas atrapalha na identificação das produções originais. Anyway (ou Gerard Way, o autor dos quadrinhos), a Academia Umbrella é um grupo de jovens desajustados, que foram adotados por um milionário excêntrico ainda crianças após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. Pior que isso: os episódios revelam que um deles é o responsável pelo apocalipse. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e além dos heróis citados, o elenco ainda inclui a cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”), Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) e Cameron Britton (“Stitchers”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que vai continuar a história do ponto em que a 1ª temporada parou, com os personagens viajando no tempo para impedir o fim do mundo.
Joshua Jackson e Jodie Turner-Smith estão casados e esperando o primeiro filho
Os atores Joshua Jackson e Jodie Turner-Smith revelam que vão ser pais do primeiro filho. O astro de 41 anos da série clássica “Dawson’s Creek” e também de “The Affair” casou-se em segredo com a ex-modelo inglesa de 33, que despontou nas séries “The Last Ship” e “Nightflyers”. Os dois assumiram o relacionamento há apenas um mês, apesar de estarem juntos há cerca de um ano. Eles apareceram pela primeira vez juntos em público no tapete vermelho de “Queen & Slim”, primeiro filme estrelado por Jodie Turner-Smith. Na ocasião, a atriz apareceu com um anel de diamante, que a imprensa especulou ser o anel de noivado do casal. Em agosto, eles foram vistos saindo de um tribunal com uma licença de casamento – nos Estados Unidos, o documento é necessário para se casar e válido por 90 dias. Antes de se casar com a inglesa, Joshua teve uma relação de 10 anos com a atriz alemã Diane Kruger (de “Bastardos Inglórios” e “Em Pedaços”).
Bruno Gagliasso lança festival de cinema em Fernando de Noronha
Bruno Gagliasso resolveu criar um festival de cinema em Fernando de Noronha, onde tem uma pousada. Ele compartilhou no Instagram o cartaz do evento, que acontecerá durante este fim de semana. “Tô feliz demais por ver esse projeto tão sonhado acontecer! Festival Noronha Cine, cinema ao ar livre no paraíso”, celebrou. Os filmes que serão exibidos no evento são “Todas as Canções de Amor”, “Uma Garota Chamada Marina” e “Turma da Mônica”. Ainda haverá oficinas de roteiro e interpretação durante a semana. “Todo mundo convidado, moradores e turistas. Muito obrigado, principalmente a Joana Mariani e Rafa Guimarães, que embarcaram nessa comigo, e a todos os amigos e empresários de Noronha, que acreditam na arte e investiram para o festival acontecer. Essa é só a semente para o que vem pela frente!”, completou Gagliasso. Os filmes serão projetados ao ar livre, mas o arquipélago tem um pequeno cinema desde 2010, numa iniciativa do então Ministério da Cultura. Ver essa foto no Instagram To feliz demais por ver esse projeto tão sonhado acontecer!!! Festival @noronhacine Cinema ao ar livre no paraíso. Hj, sexta, as 20h “Todas as Canções de Amor”, sábado, “Uma Garota Chamada Marina” e domingo, “Turma da Mônica”, Oficinas de roteiro e interpretação a semana TODA! Todo mundo convidado, moradores e turistas. Muito obrigado, principalmente a @joanamariani e @rafaguimaraesrj que embarcaram nessa comigo e a todos os amigos e empresários de Noronha que acreditam na arte e investiram para o Festival acontecer.Essa é só a semente para o que vem pela frente! 🎞🇧🇷⚡#cinemabrasileiro #noronhaCINE #festivalNORONHAcine 🎥LOCAL: Igreja de nossa senhora da Conceição, Vila dos remédios, 20:00h. 📽 PS: EM CASO DE CHUVA 🌧, QUADRA DA ESCOLA EREM! Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso 🐺⚡️🌳🌻 (@brunogagliasso) em 20 de Dez, 2019 às 6:33 PST
Respect: Jennifer Hudson é Aretha Franklin no primeiro teaser da cinebiografia
A MGM divulgou os primeiros teaser e pôster de “Respect”, cinebiografia da cantora Aretha Franklin (1942 – 2018). A prévia traz apenas o título do filme e a intérprete da Rainha do Soul, Jennifer Hudson, cantando a música que dá título à produção. Hudson já ganhou um Oscar ao viver uma cantora no cinema, no filme “Dreamgirls” (2006). Não há muita informação sobre a produção de “Respect”, mas a trama deverá ser ambientada nos anos 1960 e 1970, quando Aretha se consagra como uma das maiores artistas dos EUA, cantando clássicos imortais como “I Say a Little Prayer”, “Think”, “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman” e a faixa-título, além de viver um conturbado relacionamento com seu então marido Ted White. A equipe criativa é estreante no cinema. O roteiro foi escrito por Tracey Scott Wilson, da série “The Americans” e da recente telebiografia “Fosse/Verdon”, enquanto a direção está a cargo de Liesl Tommy, que anteriormente comandou episódios de “The Walking Dead”, “Jessica Jones” e “Mrs. Fletcher”. Por outro lado, a produção é comandada por Scott Bernstein, que recentemente fez outra cinebiografia musical de sucesso, “Straight Outta Compton” (2015), e pelo produtor musical Harvey Mason Jr., que trabalhou com Franklin e também no filme “Dreamgirls”, que consagrou Hudson. O elenco ainda destaca Forest Whitaker (“Pantera Negra”), Tate Donovan (“Rocketman”), Leroy McClain (“A Maravilhosa Sra. Meisel”), Marlon Wayans (“Seis Vezes Confusão”), Marc Maron (“GLOW”), Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Audra McDonald (“The Good Fight”) e a cantora Mary J. Blige (“Mudbound”). A estreia está marcada para 17 de setembro no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.
Penn Badgley diz que gostaria de participar do revival de Gossip Girl
O ator Penn Badgley se revelou aberto à possibilidade de participar do revival de “Gossip Girl”, atualmente em desenvolvimento para o serviço de streaming HBO Max. Sua participação poderia, inclusive, ajudar na transição planejada pelos produtores para apresentar uma nova geração de estudantes privilegiados de Nova York. Afinal, seu personagem Dan Humphrey acabou se revelando – spoiler! – a verdadeira identidade da Gossip Girl do título. O ator comentou a possibilidade durante uma entrevista ao programa Entertainment Tonight. “Eu ainda não sei [se vou voltar]. Essa é uma mensagem que eu colocaria no topo da minha caixa de entrada, para pensar sobre isso com carinho”, comentou. “Eu ainda não tive conversas sobre isso com os criadores [Josh Schwartz e Stephanie Savage]. Eu acho que está bem claro que eu nunca fui um grande fã de Dan Humphrey”, brincou, referindo-se a críticas bem conhecidas que fez ao comportamento do personagem. “Mas acho que fiz minhas pazes com ele”, continuou, apontando a passagem do tempo como responsável por sua mudança de opinião. “Adoraria contribuir de alguma maneira significativa para esta nova série. Mas isso vai depender de muitas coisas, é claro. Do como, do porquê. Eu ainda não sei de nada”, concluiu. Vale lembrar que a nova versão de “Gossip Girl” contará com o retorno da atriz Kristen Bell (“The Good Place”), que vai repetir seu papel como narradora da série. Na verdade, ela era a voz feminina que as pessoas imaginavam ao ler os posts do blogue, que na verdade eram escritos por Dan Humphrey. Badgley interpretou o personagem entre 2007 e 2012, aparecendo em todos os 121 episódios de “Gossip Girl” – até ser desmascarado no capítulo final como a pessoa que espalhava rumores sobre os colegas via posts na internet (antes da explosão das redes sociais). Atualmente, o ator estrela a série “Você”, da Netflix, que prepara o lançamento de sua 2ª temporada, prevista para 26 de dezembro em streaming.
Anitta lança seu clipe mais quente com funkeiro de novela
Anitta lançou seu clipe mais quente, “Até o Céu”, em clima de pegação com o funkeiro MC Cabelinho – recentemente transformado em ator na novela “Amor de Mãe”. O vídeo vai fundo na intimidade da cantora, acompanhando-a até em momento mix no banheiro. Os closes também abundam, com direito a detalhes de topless e bottomless (a famosa nudez completa) em cena de sexo com o parceiro musical. O envolvimento começa com um flerte vocal. “Anitta, sabe eu te quero, não é de hoje/ Então vem jogando, rebolando, sua malandra/ Que a nossa noite termina na sua cama”, diz Cabelinho no começo da canção. “Chega perto/ Pode colar junto que o lance aqui é certo/ Vou matar tua sede tipo água no deserto/ Chega no talento pra gente ficar”, responde a cantora, antes de tirar a roupa e se jogar. A grande sacada da direção de Og Cruz é que o clipe parece um vídeo caseiro, num registro abertamente voyeur, que sugere uma gravação das férias de verão da cantora – com momento “sex tape”. Apesar da levada reggae combinar com o tema “sol, praia e sexo”, a música não faz esforço para se diferenciar do pop genérico atual. Culpa da pior tendência de produção dos últimos anos. MC Cabelinho é mais um com mania de gravar vocal choroso e distorcido por efeitinho. Cantores de rock, (t)rap e sertanejo agora soam todos iguais, graças ao recurso banal. “Até o Céu” integra o próximo disco de Anitta, “Brasileirinha”, que ainda não tem data de lançamento.
Zilda Cardoso (1936 – 2019)
A atriz Zilda Cardoso, a eterna Catifunda de inúmeros programas humorísticos, morreu aos 83 anos. Ela morava sozinha e foi encontrada morta em sua cama, na manhã desta sexta-feira (20/12), pela diarista que cuidava de sua casa no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Zilda se tornou indissociável da Catifunda, após interpretar a personagem por meio século em vários programas humorísticos como “Praça da Alegria”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “A Praça É Nossa”. Com forte sotaque da zona leste paulistana, Catifunda trazia sempre um charuto na mão e saudava os colegas com a expressão “Saravá!”. Mas a personagem não foi a primeira incursão de Zilda no humor. Ela estreou na TV em 1962, substituindo a atriz Eloísa Mafalda em um programa humorístico. No ano seguinte, conquistou o famoso (na época) Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. E logo ganhou seu próprio programa, “Zilda 23 Polegadas”, exibido entre 1962 e 1964 na TV Paulista. Após essa rápida ascensão, chamou atenção do produtor Manoel da Nóbrega, que a convidou a participar de seu programa “A Praça da Alegria”, na antiga TV Record (antes da Igreja Universal). Foi então que estourou com a Catifunda, a partir de 1964. Paralelamente, Zilda virou atriz de novelas, atuando em “Quatro Homens Juntos” (1965), “Mãos ao Ar” (1966) e “Meu Adorável Mendigo” (1973) na Record. Também estrelou dois filmes de Mazzaropi, “O Lamparina” (1964) e “Meu Japão Brasileiro” (1965), além de duas chanchadas tardias, “Golias Contra o Homem das Bolinhas” (1969), com Ronald Golias e Carlos Alberto da Nóbrega, e “Se Meu Dólar Falasse” (1970), com Dercy Gonçalves e Grande Otelo. Ela passou os anos 1980 no “A Praça É Nossa”, do SBT, indo para a Globo em 1990, como aluna da “Escolinha do Professor Raimundo”. A mudança foi bastante produtiva, pois a levou ainda a aparcer na série “Delegacia de Mulheres” e roubara cena na novela “Meu Bem, Meu Mal” como Elza, enfermeira de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Mas, apesar do sucesso da personagem, não foi convidada para novos papéis, despedindo-se uma década depois com uma pequena aparição num episódio de “Você Decide”. Recentemente, a Globo resgatou a “Escolinha”, substituindo todos os atores clássicos. Na nova versão, quem vive a personagem Catifunda é a humorista Dani Calabresa, que lamentou a morte de Zilda no Instagram. “Eu sinto que tenho uma ligação muito especial com ela”, declarou emocionada em um vídeo. “Eu fico muito honrada, muito feliz, de poder fazer a personagem que eu amava na TV, de ter essa personagem emprestada.”
Festival do Rio premia Fim de Festa e diversidade do cinema brasileiro
O Festival do Rio, premiou “Fim de Festa” com o troféu Redentor de Melhor Filme de sua edição 2019. O encerramento do evento na noite de quinta (19/12) foi marcado por discursos politizados. Ao agradecer o prêmio, o pernambucano Hilton Lacerda exaltou a diversidade da produção nacional. “Em um momento tão crítico do audiovisual brasileiro, é importante celebrar produções vencedoras de outras partes do país”, disse o diretor. “Fim de Festa”, vencedor também do prêmio de Melhor Roteiro, retrata a quarta-feira de cinzas de um grupo de jovens em um apartamento, no Recife, diante da chegada do pai policial de um deles, que desperta diferentes reações. O filme retrata situações do Brasil atual e é parcialmente inspirado pelo caso real da turista alemã Jennifer Kloker, assassinada em 2010, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, a mando da própria sogra. Já o público elegeu “M8 — Quando a Morte Socorre a Vida” como Melhor Filme. A obra aborda a história de um jovem negro que se intriga pelo passado de um cadáver que é objeto de estudo das suas aulas de Anatomia na faculdade de Medicina. Seu diretor, Jeferson De, foi um dos mais aplaudidos da noite, ao politizar a importância do prêmio para um cineasta negro. “Quando vocês veem alguém como eu por perto, pensam: ou vai me servir, ou vai me pedir ou vai me ameaçar. Por isso é tão relevante eu estar aqui em cima vencendo”. Os demais prêmios foram bastante pulverizados, demonstrando um equilíbrio na atual safra da produção nacional. “Breve Miragem de Sol”, de Eryk Rocha, foi o único a conquistar três prêmios, incluindo Melhor Ator para Fabrício Boliveira. Em meio a estas vitórias, Regina Casé, que recebeu o Redentor de Melhor Atriz por “Três Verões”, de Sandra Kogut, aproveitou para ressaltar o belo exemplo de representatividade dado pelo festival para crianças como seu filho Roque, também negro, que puderam ver várias pessoas de sua cor conquistando prêmios. Ganhador do Redentor de Melhor Ator Coadjuvante por “Acqua Movie”, de Lírio Ferreira, o ator Augusto Madeira acabou sendo o mais aplaudido, ao resumir a tragédia enfrentada pela Cultura no Brasil de 2019. “É muito importante estar aqui ganhando prêmio num festival que quase não rolou, num museu que deveria estar fechado e numa cidade que praticamente acabou”, discursou. Vale lembrar que a 21ª edição do Festival do Rio quase foi inviabilizada pelo governo de Jair Bolsonaro. O evento atrasou dois meses, ficou menor e teve de recorrer a financiamento coletivo para arrecadar fundos e ser realizado, após a perda de seus maiores patrocinadores, a Petrobras e o BNDES, proibidos de apoiar eventos culturais. O evento, que já chegou a ter 300 filmes estrangeiros em outras épocas, com a presença de grandes estrelas internacionais em seu tapete vermelho, teve neste ano cerca de 110 produções internacionais e apenas artistas trazidos com a ajuda das próprias produtoras. O governo Bolsonaro também não liberou a verba do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) de 2019, paralisando o financiamento da indústria audiovisual e vários programas de apoio da Ancine, depois do próprio presidente ameaçar mandar “pro saco” obras com temas LGBTQIA+. “Apesar de todas as histórias de desmerecimento ao nosso trabalho como artistas, é uma coisa que se repete em todo o governo ditatorial, né? [A Cultura] é a primeira coisa que eles atacam, a gente já tá acostumado com isso”, disse Fabrício Boliveira, ao receber seu troféu. Para completar, o Redentor de Melhor Documentário foi para “Ressaca”, de Vincent Rimbaux e Patrizia Landi. O filme traça um panorama, em preto e branco, da crise que atinge o Theatro Municipal do Rio, mas sem deixar de exibir a força e a resistência dos funcionários. E assim segue o Cinema e a Cultura nacionais, resistindo ao desmanche e ataque de governos que vêem a Arte como inimigo a ser derrotado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Prêmio Redentor Melhor Longa Ficção pelo Júri Oficial “Fim de Festa”, de Hilton Lacerda Melhor Longa Ficção pelo Voto Popular “M8 – Quando a morte socorre a vida”, de Jeferson De Melhor Longa Documentário pelo Júri Oficial “Ressaca”, de Vincent Rimbaux e Patrizia Landi Melhor Longa Documentário pelo Voto Popular “Favela é Moda”, de Emílio Domingos Melhor Direção em Longa de Ficção Maya Da-Rin, por “A Febre” Melhor Direção em Longa Documentário Vincent Rimbaux e Patrizia Landi, por “Ressaca” Melhor Atriz Regina Casé, por “Três Verões” Melhor Ator Fabricio Boliveira, por “Breve Miragem de Sol” Melhor Atriz Coadjuvante Gabriela Carneiro da Cunha, por “Anna” Melhor Ator Coadjuvante Augusto Madeira, por “Acqua Movie” Melhor Fotografia Miguel Vassy, por “Breve Miragem de Sol” Melhor Roteiro Hilton Lacerda, por “Fim de Festa” Melhor Montagem Renato Vallone, por “Breve Miragem de Sol” Prêmio Especial do Júri Som de “A Febre” Melhor Curta pelo Júri Oficial “A Mentira”, de Rafael Spínola e Klaus Diehl Melhor Curta pelo Voto Popular “Carne”, de Camila Kater Outros Prêmios Melhor Longa da Mostra Novos Rumos “Sete Anos em Maio”, de Affonso Uchôa Prêmio Especial do Júri da Mostra Novos Rumos “Chão”, de Camila Freitas Melhor Curta da Mostra Novos Rumos “Revoada”, de Victor Costa Lopes Melhor Filme da Mostra Geração “Alice Júnior”, de Gil Baroni Prêmio Felix de Melhor Longa de Ficção “Retrato de uma Jovem em Chamas”, Céline Sciamma Prêmio Felix de Melhor Longa Documentário “Lemebel, Um Artista Contra a Ditadura Chilena”, de Joanna Reposi Garibaldi Prêmio Felix de Melhor Longa Brasileiro “Alice Júnior”, de Gil Baroni Prêmio Especial do Júri do Prêmio Felix “Bicha-Bomba”, Renan de Cillo Prêmio Suzy Capó Bruna Linzmeyer
James Cameron tem “certeza” que Avatar retomará recorde de maior bilheteria do mundo
James Cameron acredita que a perda do recorde de maior bilheteria do mundo, que por uma década pertenceu a seu filme “Avatar” (2009), vai ser revertida. Em entrevista ao jornal USA Today, o diretor disse que a disputa com o novo recordista, “Vingadores: Ultimato”, ainda não acabou, revelando planos para um relançamento do filme nos cinemas, em antecipação à estreia de sua aguardada continuação em 2021. Questionado se o relançamento pode levar “Avatar” novamente ao topo da lista, ele nem titubeou: “Acho que isso é uma certeza”. Em seguida, jogou panos quentes na competição. “Mas vamos deixar este momento para ‘Ultimato’ e celebrar que pessoas ainda vão ao cinema”. “Vingadores: Ultimato” estabeleceu seu recorde ao acumular US$ 2.79 bilhões, superando “Avatar” em cerca de US$ 10 milhões apenas. Um relançamento bem marketado pode, realmente, pender novamente a balança para o lado do filme de Cameron. Na ocasião da quebra do recorde, em julho passado, o cineasta foi bastante elegante, parabenizando a Marvel pela façanha. Em mensagem postada no Twitter oficial da franquia “Avatar”, ele parabenizou “Vingadores: Ultimato” “por se tornar o novo rei da bilheteria”. Após a venda da Fox, os filmes do diretor agora fazem parte da mesma companhia que produziu “Vingadores: Ultimato” – a Disney. O diretor atualmente trabalha em novas sequências de “Avatar”, com participação de quase todo o elenco original do primeiro filme. A programação da Disney prevê lançar um novo “Avatar” a cada dois anos, até 2027.
AMC é condenada a pagar US$ 8,6 milhões à família de dublê morto em The Walking Dead
O canal pago americano AMC foi condenado a pagar US$ 8,6 milhões de indenização à família do dublê John Bernecker, que morreu durante as gravações da série “The Walking Dead”. A decisão não foi considerada uma derrota completa pelos advogados da empresa, porque a família pedia na ação entre US$ 40 milhões e US$ 100 milhões. O advogado da família Bernecker, Jeff Harris, afirmou que o dublê de 33 anos “iria viver mais 40 ou 50 anos, e o custo de vida por ano é de US$ 2 milhões”. Para ele, seria com base neste cálculo que a indenização deveria ter sido feita. A defesa da emissora AMC, que exibe a série nos Estados Unidos, declarou que a empresa não estava envolvida nas operações diárias das produções e, portanto, não deveria ser responsabilizada pelo acidente. A AMC também alegou em sua defesa que a morte de Bernecker foi um acidente “horrível”, mas culpou um movimento improvisado do dublê como causa do acidente. O dublê morreu em julho de 2017 após sofrer uma queda de quase 10 metros de altura, quando filmava cenas para a 8ª temporada da série de zumbis. Ele filmava no Raleigh Studios, no estado americano da Georgia, quando caiu diretamente no chão de concreto. O artista foi socorrido e internado na UTI do Atlanta Medical Center, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. De acordo com o site TMZ, ele estava cercado de seus familiares, inclusive de sua mulher, que também é dublê. Além de trabalhar em “The Walking Dead”, o dublê atuou em várias grandes produções, como “Logan”, “Corra!” e três filmes da franquia “Jogos Vorazes”. Em “Logan”, ele ainda trabalhou como ator, figurando como um policial.
Globo anuncia pela primeira vez no SBT para promover a minissérie Hebe
A rede Globo vai anunciar pela primeira vez na rede SBT. A situação, inimaginável até alguns anos atrás, tem explicação. A Globo produziu comerciais feitos especialmente para o SBT para promover a minissérie “Hebe”, sobre a vida da “rainha da TV”, cuja carreira teve grande impulso na rede de Silvio Santos. Os comerciais de 30 segundos serão exibidos entre esta sexta (20/12) e o domingo (22/12) na programação noturna do canal e ainda terão uma versão especial, com um minuto de duração, durante o “Programa Silvio Santos”. O anúncio faz referência à própria Globo, reproduzindo seu característico top de cinco segundos. Mas o locutor logo avisa: “Calma! Você não está no canal errado, graciiinha. Depois de anos brilhando aqui no SBT, a Hebe chegou ao Globoplay” (veja o vídeo abaixo). A minissérie é, na verdade, o filme “Hebe – A Estrela do Brasil”, lançado em setembro nos cinemas, em versão bastante estendida. E põe estendida. São 10 episódios! Isto significa que há muitas cenas “extras”. Curiosamente, a versão cinematográfica venceu o prêmio de Melhor Edição do Festival de Gramado, e será exatamente isso que sofrerá a maior alteração na transposição para o streaming. A trama destaca Hebe Camargo em sua fase mais empoderada, enfrentando machismo, ditadura e patrões intransigentes para revolucionar a TV e os costumes brasileiros nos anos 1980. Acaba se tornando muito atual, já que o país enfrenta novamente as mesmas lutas sob o governo de Bolsonaro, retrocedendo 30 anos em questões de comportamento e civilidade. Cheio de momentos históricos, a trama relembra até a tentativa de censura que ela sofreu ao reclamar da Assembleia Nacional Constituinte, em 1987. Revoltados, deputados ameaçaram tirar o SBT do ar durante um mês inteiro. Hoje, são menos ambiciosos, “apenas” convocando a Netlix para comparecer ao Congresso e explicar porque fizeram o Especial de Natal do Porta dos Fundos. No cinema, “Hebe” também foi um projeto bastante estilizado, com marca autoral de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”), que filmou muitas cenas às costas de sua esposa Andrea Beltrão – por sinal, perfeita no papel de Hebe – para enfatizar o papel da câmera na história da apresentadora. A ideia original era exibir “Hebe” na própria Globo, mas o longa decepcionou nos cinemas, com apenas 112.677 espectadores, e a empresa resolveu deslocar o projeto para seu serviço de streaming. Também pode ter pesado na decisão, críticas da Hebe personagem à Globo real. “Eu nunca ia poder ser eu mesma na Globo”, diz Andrea Beltrão, entronizando Hebe Camargo. “Hebe” vem sendo promovida maciçamente nos intervalos comerciais da Globo – sem as referências diretas ao SBT, como nos anúncios feitos na concorrente – na maior campanha publicitária já feita para conteúdo nacional da Globoplay. Confira abaixo o anúncio de 1 minuto que será apresentado no domingo, exclusivamente nos intervalos do “Programa Sílvio Santos”.










