Nós é a nova obra-prima intrigante do diretor de Corra!
O comediante Jordan Peele achou inspiração no terror para virar diretor. E não veio para brincar. Em “Corra!” (2017), começa sua história de forma convencional, usa um ou outro clichê, mas somente para capturar a atenção do espectador até finalmente puxar a cortina que divide a realidade da fantasia e mostrar algo que nunca vimos antes. Seu novo trabalho, “Nós”, anda nos mesmos trilhos. Ambos exploram um horror social enraizado na América, que explora a verdadeira natureza do ser humano. Em “Corra!”, o mal é representado pelo racismo. Em “Nós”, a discussão está voltada para as diferenças entre classes e como tratamos os outros. Só que, apesar desse dialogo temático, os dois filmes são completamente diferentes e igualmente brilhantes. Assim como “Corra!”, “Nós” tem um prólogo. Em 1986, acompanhamos uma garotinha, Adelaide, entrando numa sala de espelhos, atração de um parquinho numa praia de Santa Cruz, Califórnia (a mesma dos vampiros de “Os Garotos Perdidos”). Lá, ela se depara com um trauma que carregará pelos próximos 30 anos. É com esse salto no tempo que passamos pelos créditos iniciais e conhecemos Adelaide adulta (Lupita Nyong’o) ao lado dos filhos, Zora (Shahadi Wright Joseph) e Jason (Evan Alex), e do marido Gabe (Winston Duke). Eles decidem aproveitar o sol nas areias da mesma Santa Cruz, onde encontram um casal de amigos ricos e esnobes (e suas filhas). Mais tarde, relaxando na casa de praia, recebem a visita de uma família praticamente idêntica a eles próprios (com a diferença de suas aparências mais desgastadas), vestindo roupões vermelhos e trazendo imensas tesouras douradas em mãos. Enfim, sinal de boa coisa não é. Se você pensa que virá algo parecido com “Os Estranhos” ou “Uma Noite de Crime”, esqueça. Jordan Peele é um cineasta que tem coragem de expor a teoria das sombras, trazendo à luz atitudes doentias que escondemos, mas que se manifestam às vezes, mesmo que de forma inconsciente, quando julgamos, desdenhamos, ignoramos ou até mesmo maltratamos algumas pessoas simplesmente porque não as consideramos do mesmo nível que o nosso. O elenco estupendo contribui para gerar o resultado aterrador. Principalmente, Lupita Nyong’o na melhor atuação de sua vida, em dois papéis poderosos, que ora se separam, ora se completam. Ideia que reflete no jogo de espelhos proposto pelo diretor durante todo o filme para demonstrar como não conhecemos profundamente diversas pessoas, incluindo membros de nossas famílias. Segundo o diretor, somos heróis e vilões alternando cada face na velocidade de uma dança. Numa impressão inicial, parece que nem tudo é o que parece. Mas nenhuma cena é colocada no filme à toa (como a primeira delas, que leva ao final). Hitchcock é a grande referência. O mestre que em “Psicose” e “Um Corpo que Cai” conduz o público a acreditar que o mistério ultrapassará a fronteira do território sobrenatural, sempre acabava trazendo uma explicação com os dois pés fincados no mundo real. Peele flerta com o mesmo conceito, porém adicionando elementos de ficção científica – tanto em “Corra!” quanto em “Nós” – , sem assumir o horror sobrenatural, mas deixando entrelinhas de sua mitologia para a imaginação do público. E é nisto que “Nós” tende a dividir opiniões entre os que amaram e os que “não acharam tudo isso”. É um risco, porque Peele não tem receio de pisar no freio do terror. O importante, porém, não é saber se “Nós” é melhor ou não que “Corra!”. É aproveitar um espetáculo de horror contemporâneo, que não cai na tentação dos sustos fáceis de hoje em dia, fazendo brotar o medo do ambiente e da sensação de impotência, diante da falta de controle em uma situação fora do comum. Além disso, dá para cansar de procurar significados dentro dessa obra-prima intrigante, que expande temas explorados em “Corra!” numa escala bíblica e com fôlego para ser discutido pelos próximos anos.
Maligno é um terror familiar acima da média
Os filmes de horror que têm chegado ao nosso circuito não têm passado exatamente por uma curadoria, por assim dizer. As distribuidoras em geral parecem apenas jogar o produto para os fãs que costumam prestigiar o gênero, por pior que seja o material. Isso, com o tempo, acaba gerando uma falta de interesse até nos próprios fãs, que se vêem frustrados pela falta de qualidade dos filmes, dando até a impressão de que não há mais bons exemplares no gênero atualmente. O que depois se confirma como uma mentira, quando vemos que filmes melhores não têm a chance de chegar ao nosso circuito, e muitas vezes nem mesmo aos serviços de streaming. “Maligno”, do cineasta americano Nicholas McCarthy, nem procura ser inovador. Ao contrário, há uma grande familiaridade na história do garoto Miles. O enredo em si traz elementos que lembram filmes tão distintos quanto “Brinquedo Assassino”, “A Órfã” e “Sobrenatural”. Mas embora tenha sido considerado medíocre pela crítica norte-americana, é um terror acima da média do que vem sendo despejado nos cinemas nacionais. Na trama, Taylor Schilling (da série “Orange Is the New Black”) é Sarah Blume, mãe de uma criança que aos poucos vai se revelando um prodígio: com poucos meses já começa a falar e logo cedo é enviado para uma escola de crianças superdotadas. Mas há algo de errado com o pequeno Miles (Jackson Robert Scott, de “It – A Coisa”). Aos poucos, ele passa a manifestar uma maldade pouco comum até para crianças perversas de sua idade. Um dos méritos do filme é conseguir criar uma atmosfera de terror e medo crescente. Uma vez que se descobre que o corpo do garoto está possuído pelo espírito de um homem muito perigoso, e o espectador passa a experimentar momentos de puro medo, a trama passa a envolver com o drama daquela mãe. O pai também é importante na história, mas ele a princípio não acredita na teoria de que o espírito do garoto está duelando com o espírito do psicopata. Soltando alguns alguns spoilers aqui: o que dizer da cena em que Sarah está sozinha na cama e o pequeno Miles pede para dormir com ela? De arrepiar! E a cena da hipnose, da batalha entre o garoto e o homem que descobriu seu segredo? E a ida de Sarah até a casa da última vítima do assassino serial? São as cenas mais marcantes desse filme bem conduzido e envolvente, que não recebeu o devido crédito. Quem sabe no futuro “Maligno” vire cult? Os dois longas anteriores de McCarthy, “Pesadelos no Passado” (2012) e “Na Porta do Diabo” (2014), não viraram.
Domingos Oliveira (1936 – 2018)
O cineasta Domingos Oliveira morreu neste sábado (23/3), aos 82 anos, após sentir falta de ar e ser socorrido por paramédicos em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele sofria de mal de Parkinson há muitos anos. Autor de clássicos, como “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), e de filmes contemporâneos premiados, como “Barata Ribeiro, 716” (2016), ele também foi diretor de teatro, roteirista, dramaturgo, produtor e ator, e assinou mais de 120 obras ao longo da carreira no cinema, no teatro e na TV. Domingos Oliveira se formou em Engenharia Elétrica, mas nunca trabalhou na área. Sua carreira verdadeira iniciou em 1959, como diretor assistente de Joaquim Pedro de Andrade. Ele trabalhou nos três primeiros curtas do cineasta, além do segmento de Andrade em “Cinco Vezes Favela” (1962). Também foi redator da extinta revista Manchete nesse período, até ser convidado para participar da criação da TV Globo. Domingos foi o segundo produtor contratado pela emissora (após Haroldo Costa), e assumiu o comando do programa “Show da Noite”, apresentado por Glaúcio Gil. Ele produzia e dirigia a atração transmitida ao vivo de segunda a sexta-feira, ao mesmo tempo que desenvolvia roteiros de especiais e dirigia séries. Ele comandou a primeira série da TV brasileira, “22-2000 Cidade Aberta”, exibida em 1965 pela Globo. No ano seguinte, montou sua primeira peça de teatro, “Somos Todos do Jardim de Infância”, que lançou a atriz Leila Diniz, com quem Domingos era casado na época — seis anos depois, a trama foi adaptada para a TV, dentro da antologia “Caso Especial” (1972), da Globo. Seu primeiro filme chegou aos cinemas logo em seguida. “Todas as Mulheres do Mundo” (1966) trazia Paulo José como um mulherengo que se apaixonava por Leila Diniz e entrava em crise por se ver numa relação monogâmica. A obra escrita e dirigida por Oliveira fez enorme sucesso e se tornou um marco do cinema brasileiro, vencendo 12 troféus somente no Festival de Brasília. Vieram muitos outros filmes, séries e peças, num jorro de criatividade sem igual. Entre os destaques, o filme “Edu, Coração de Ouro” (1968) voltou a reunir o casal Paulo José e Leila Diniz, e o drama “A Culpa” (1971) foi premiado no Festival de Barcelona, na Espanha. Ainda dirigiu a icônica série “Ciranda, Cirandinha” (1978), sobre os jovens da época – estrelada pelos cabeludos Fábio Júnior, Lucélia Santos, Denise Bandeira e Jorge Fernando. Mas ao final dos anos 1970 largou as câmeras e passou a se dedicar ao teatro. Fez, entre outras peças, “Dinheiro pra que Dinheiro” (1976), “Ensina-me a Viver” (1981), “Escola de Mulheres” (1984) e “Confissões de Adolescente”(1992), baseada no livro de sua filha, a atriz Maria Mariana. Ele só foi voltar às telas como ator, em participações especiais nas novelas “Helena” (1987), “Bambolê” (1988) e nas minisséries “As Noivas de Copacabana” (1992) e “Contos de Verão” (1993). Até voltar a sentir vontade de filmar e iniciar uma nova fase na carreira com o lançamento de “Amores”, em 1998, abraçando um novo estilo de cinema, de baixo orçamento e muitas crises existenciais. O drama venceu quatro troféus no Festival de Gramado. E inaugurou uma história de amor entre o diretor e o evento gaúcho, que se estendeu por duas décadas. Oliveira lançou mais dez longas desde então, entre eles “Juventude” (2008), Melhor Roteiro e Direção em Gramado, “Primeiro Dia de Um Ano Qualquer” (2012) e “Infância” (2014), que também tiveram seus roteiros premiados no festival, mas principalmente “Barata Ribeiro, 716” (2016), consagrado como Melhor Filme e Direção em Gramado, e como Melhor Roteiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em “Barata Ribeiro, 716”, também conhecido como “BR 716”, o cineasta se debruçou sobre suas memórias de juventude, materializando uma Copacabana há muito tempo desaparecida. Foi seu último filme, que coincidiu com seus 80 anos de idade. E para comemorar o aniversário, Domingos de Oliveira fez uma festa de três dias, com a trilha sonora de sua vida. “As piores partes da vida são o princípio e o fim. A mocidade e a velhice”, explicou, ao fazer um balanço de sua existência na ocasião. “Na mocidade você dispende muita energia para encontrar o seu lugar no mundo e não tem tempo de aproveitar a vida. Na velhice, o corpo vai embora, e tampouco dá para aproveitar direito. O melhor é o meio. Você já entendeu mais ou menos as coisas, não faz xixi na cama, não tem tantas culpas, e a vida fica uma delícia.” O artista deixa a mulher, Priscilla Rozembaum, com quem esteve casado durante 38 anos, e quatro filhos. Também deixa uma série praticamente pronta para ser exibida no Canal Brasil, “Mulheres de 50”, que volta a reunir o quarteto de protagonistas de suas peças “Confissões das Mulheres de 30” e “Confissões das Mulheres de 40” – Cacá Mourthé, Clarice Niskier, Dedina Bernardelli e Pirscilla Rozenbaum – , ainda sem previsão de estreia.
Atriz de Andi Mack vai viver a heroína Devastadora na série dos Titãs
A série “Titãs” escalou mais um integrante da família do vilão Exterminador (Deathstroke). A atriz Chelsea T. Zhang (a Britney da série “Andi Mack”) foi confirmada na 2ª temporada como Rose Wilson, filha de Slade Wilson/Exterminador. Ela também é conhecida como o heroína Devastadora (Ravager). Anteriormente, Esai Morales (“Ozark”) foi escalado como Exterminador e o modelo transexual Chella Man ganhou o papel de seu filho Joe Wilson, o herói chamado Jericó (Jericho). Um dos maiores desgostos da vida de Slade Wilson foi ver seus filhos se juntarem a seus maiores inimigos. Mas, no caso de Rose, quem a levou aos Titãs foi ele mesmo. Nos quadrinhos, o Exterminador só descobriu que tinha uma filha quando ela já era adolescente e manifestava seus poderes. Com a morte da mãe da jovem e sem saber como cuidar de uma garota superpoderosa, Slade procurou Asa Noturna para treiná-la. Rose se provou um desafio para o antigo Robin, com grandes problemas para distinguir o bem e o mal, mas ao final acabou se identificando mais com os heróis que com seu pai vilão – especialmente após desenvolver um crush pelo novo Robin, Tim Drake. Claro, a atriz é asiática, embora a personagem da DC seja uma jovem ocidental de cabelos prateados. Mas a produção não tem apego por esses “detalhes”. Afinal, Joe Wilson tampouco é transexual, nem o Exterminador é um homem latino. Além da família Wilson, a 2ª temporada de “Titans” também escalou o ator australiano Joshua Orpin para viver o herói Superboy. “Titãs” foi a primeira série produzida pelo serviço de streaming americano DC Universe, exclusivo para produções da DC Comics, e é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Matthew Rhys vai estrelar remake da série clássica Perry Mason na HBO
A HBO aprovou a produção do remake da série clássica “Perry Mason”, que será estrelado por Matthew Rhys, vencedor do Emmy 2018 por “The Americans”. Perry Mason é um dos advogados criminais mais famosos da ficção, originalmente criado pelo escritor Erle Stanley Gardner numa franquia literária, iniciada em 1933 e que rendeu mais de 80 livros, cujas histórias giram em torno de um julgamento de tribunal, em que Mason precisa provar a inocência de seu cliente. O personagem também rendeu sete filmes, entre 1934 e 1940 – quatro deles com interpretação de Warren William. Mas foi na TV que se tornou verdadeiramente popular, na série clássica estrelada por Raymond Burr entre 1957 e 1966, que marcou época como a primeira produção televisiva semanal realizada em Hollywood – até então, filmes eram feitos em Hollywood e séries em Nova York. A produção também criou uma fórmula replicada à exaustação nas produções jurídicas que se seguiram. Geralmente, os episódios terminavam com uma reviravolta. Sempre que Mason estava prestes a perder a causa que defendia, surgia uma testemunha ou uma prova definitiva que inocentava os acusados. Além do veredito quase sempre favorável, a série também mostrava interrogatórios intrigantes, e no final o culpado era aquele de quem menos se poderia suspeitar. A série venceu três Emmys, dois de Melhor Ator para Raymond Burr e um de Melhor Atriz para Barbara Hale, que vivia Della Street, a secretária do advogado. A dupla era tão identificada com seus papéis que a primeira tentativa de emplacar um remake da série (“The New Adventures of Perry Mason”) com outro elenco fracassou clamorosamente em 1973, durando só 15 episódios. Mas quando os produtores resolveram realizar um telefilme com os dois atores reprisando seus papéis em 1985, foi um sucesso tão grande que deu origem a um revival, na forma de vários filmes de TV consecutivos, ao longo de uma década inteira – produção que durou dois anos a mais que o próprio Raymond Burr, morto em 1993. O remake vai voltar ao começo da carreira do advogado, retomando uma característica marcante do personagem: ele só atende clientes que considera verdadeiramente inocentes. E para se diferenciar totalmente da série clássica, não terá encenação contemporânea. A produção será um drama de época, passado nos anos 1930, época dos romances originais de Erle Stanley Gardner. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas Rolin Jones e Ron Fitzgerald (ambos de “Friday Night Lights”) para a Team Downey, a produtora do ator Robert Downey Jr. (“Vingadores: Guerra Infinita”) e sua esposa Susan Downey, que adquiriram os direitos do personagem e chegaram a considerar uma adaptação cinematográfica. A série terá direção de Timothy Van Patten, que assinou o primeiro episódio de “Game of Thrones”, além de 20 capítulos de “Família Soprano” (The Sopranos), 18 de “Boardwalk Empire” e ainda venceu o Emmy pela minissérie “The Pacific” – todas produções da HBO. Ainda não há previsão para a estreia do novo Perry Mason.
Os Cavaleiros do Zodíaco: Trailer japonês revela mais do visual computadorizado e data de estreia do remake
A Netflix divulgou um novo trailer do remake da série de “Os Cavaleiros do Zodíaco” – por enquanto, disponível apenas em japonês sem legendas, que mostra um pouco mais do visual dos heróis em versão computadorizada e revela a data de estreia. A nova versão está sendo produzida em parceria com a Toei Animation, responsável pela série clássica, e contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A começar pela aparência de Andromeda, que virou mulher – e rendeu polêmica. A produção terá 12 novos episódios, com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série será lançado em 19 de julho.
7Seeds: Anime pós-apocalíptico ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “7Seeds”, anime pós-apocalíptico que se passa muitos anos após a Terra ser destruída pela colisão de um asteroide gigante. Quando as condições de vida retornam ao planeta, cinco grupos de seres humanos são reanimados de seu sono criogênico e passam a procurar as sete estações criadas para sua sobrevivência. Entretanto, o tempo que se passou foi tão longo que permitiu o surgimento de novas e inesperadas espécies. A bela produção animada é do estúdio Gonzo, tem direção de Yukio Takahashi (de “Moribito: Guardian of the Spirit”) e adapta o mangá homônimo de Yumi Tamura, publicado desde 2001. Ainda sem data de estreia oficial, “7Seeds” deve chegar ao streaming em junho.
Fofura de Rilakkuma e Kaoru ganha novo trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e um novo trailer legendado de “Rilakkuma e Kaoru”. A nova animação japonesa se diferencia das inúmeras produções do gênero por usar maquetes, massinhas e a técnica do stop-motion. A série animada foi produzida para comemorar os 15 anos do ursinho Rilakkuma. Mas o personagem não surgiu em nenhum mangá. Trata-se de uma criação de outro tipo de cultura popular no Japão. Idealizado por Aki Kondo como um projeto de marketing, Rilakkuma tornou-se um dos maiores sucessos da empresa San-X, papelaria que cria designs de bichos fofinhos (kawaii) para explorar comercialmente. Ao estilo de Hello Kitty, o personagem ilustra inúmeros produtos – de cadernos a livros infantis ilustrados. Na série, Rilakkuma é supostamente alguém fantasiado de ursinho, que apareceu um dia para morar com um mulher chamada Kaoru. Ele passa seus dias no apartamento, enquanto Kaoru trabalha num escritório. Embora tenha um zíper em suas costas, ninguém nunca o viu sem a fantasia. O que está lá dentro é um mistério. Comilão, ele tem como companhia um pequeno filhote de urso branco chamado Korilakkuma, que também apareceu do nada na casa de Kaoru. E tudo o que os dois fazem é relaxar, enquanto Kaoru dá duro e vê sua vida desmoronar, numa maré interminável de azar. “Rilakkuma e Kaoru” estreia em 19 de abril em streaming.
Teaser revela data de estreia de Neon Genesis Evangelion na Netflix
A Netflix divulgou em vídeo a data de estreia da clássico “Neon Genesis Evangelion”, que é considerada a melhor série animada japonesa de todos os tempos, em seu serviço de streaming. Os episódios cultuados chegam à plataforma em 21 de junho. Para dar dimensão da sua relevância, “Evangelion” costuma ser comparado a dois desenhos feitos para o cinema, “Akira” e “Ghost in the Shell”. Com uma grande diferença criativa: é 100% original. Isto é, não foi adaptado de um mangá – ao contrário, inspirou um mangá. Criada por Hideaki Anno em 1995, a série teve 26 episódios que acompanhavam a história de um trio de adolescentes escolhidos para pilotar robôs gigantescos, os EVA, com a função de defender uma Tóquio futurista de violentas criaturas alienígenas, chamadas de Anjos. A trama combinava ação, melodrama e metafísica, apostando no desenvolvimento dos personagens com crises existenciais e culminando num mergulho na metalinguagem em seu final maluco, que até hoje rende discussões. Tanto é que foi refeito no filme “The End of Evangelion”, em 1997. Entre outras coisas, seu impacto redefiniu o subgênero sci-fi dos mecha (robô gigantes pilotáveis), influenciando tudo o que veio depois, inclusive a franquia cinematográfica americana “Círculo de Fogo”. E continuou tão memorável que, uma década depois, Hideaki Anno resolveu refilmar toda a história para o cinema, lançando três longa-metragens muito bem sucedidos entre 2007 e 2012. O quarto e último é esperado com ansiedade para 2020. A série é obrigatória para quem é fã de sci-fi. Quem não conhece, pode ter uma mostra no teaser abaixo, disponibilizado pelo serviço de streaming.
Michelle Pfeiffer volta a usar o chicote da Mulher-Gato no Instagram
Michelle Pfeiffer postou um vídeo nostálgico em seu Instagram, ao mostrar que “encontrou” o seu chicote de Mulher-Gato. A estrela usou o acessório ao interpretar a vilã dos quadrinhos em “Batman: O Retorno”, lançado em 1992, há 27 anos. “Olha o que eu achei”, ela diz, ao mostrar o chicote em primeiro plano, acrescentando que ele precisa de um pouco de cuidados (“TLC”, na gíria americana) por ter ficado guardado por tanto tempo. Não é a primeira vez que Pfeiffer se lembra de sua época de Mulher-Gato no Instagram. Em janeiro, quando fez sua estreia na rede social, ele postando uma cena da icônica personagem com uma legenda simples: “Miau, Instagram”. A atriz, que completou 60 anos de idade recentemente, vai aparecer a seguir em “Vingadores: Ultimato”, como Janet van Dyne, a Vespa original, e em “Malévola 2”, ao lado de Angelina Jolie e Elle Fanning. Visualizar esta foto no Instagram. Look what I found ? Uma publicação compartilhada por Michelle Pfeiffer (@michellepfeifferofficial) em 22 de Mar, 2019 às 9:03 PDT
Capitã Marvel supera Mulher-Maravilha e vira super-heroína de maior bilheteria mundial
“Capitã Marvel” atingiu uma nova marca na quinta-feira (21/3), ao somar US$ 825 milhões ao redor do mundo. O valor ultrapassou o faturamento total de “Mulher-Maravilha” (US$ 821 milhões), transformando “Capitã Marvel” no filme de super-heroína de maior bilheteria mundial em todos os tempos. “Mulher-Maravilha” ainda lidera no território norte-americano, com US$ 412 milhões contra US$ 282 milhões de “Capitã Marvel”. No entanto, o mercado internacional dá ampla vantagem à personagem interpretada por Brie Larson. A rivalidade entre as heroínas da DC e da Marvel, porém, fica só nas bilheterias. Em entrevista recente, Brie Larson admitiu que chorou ao ver “Mulher-Maravilha”. E Gal Gadot mostrou seu apoio à colega ao postar uma ilustração das duas heroínas de braços dados em suas redes sociais, com a legenda “Estou tão feliz por você, irmã! Parabéns”. O filme da “Capitã Marvel” deve superar os US$ 900 milhões no fim de semana, gerando expectativa para a comemoração do faturamento de US$ 1 bilhão. Para dimensionar o tamanho de seu sucesso, basta lembrar que o filme da super-heroína precisou só de 15 dias para superar as bilheterias totais de outros sucessos da Marvel, como “Homem-Formiga e a Vespa” (US$ 622,6M), “Homem de Ferro 2” (US$ 623,9M), “Thor: O Mundo Sombrio” (US$ 644,5M), “Doutor Estranho” (US$ 677,7M), “Capitão América: O Soldado Invernal” (US$ 714,3M) e “Guardiões da Galáxia” (US$ 773,3M), sem esquecer todos os filmes dos X-Men (e Deadpool) da Fox.
The Conners é renovada para a 2ª temporada
A rede ABC renovou a série “The Conners” para sua 2ª temporada. A série foi lançada no ano passado como derivado do revival de “Roseanne”, que foi abruptamente cancelado com a demissão da atriz Roseanne Barr. “The Conners” tem o mesmo elenco e cenário – incluindo o sofá icônico – de “Roseanne”, menos a própria Roseanne. Ela foi dispensada pela presidente da rede ABC após publicar um tuíte racista contra uma ex-funcionária do governo de Barack Obama. O tuíte ofensivo chegou a levar ao cancelamento da série, que, após negociações intensas, acabou resgatada como “spin-off” pela ABC. Com uma das cinco maiores audiências de séries lançadas em 2018, “The Conners” vai voltar maior, com 13 novos capítulos, no próximo outono norte-americano (entre setembro e novembro).
Zac Efron vai dublar Fred no filme animado do Scooby-Doo
A Warner completou o elenco principal da primeira animação para o cinema de “Scooby-Doo”, com a escalação de Zac Efron (“Vizinhos”) e Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”), respectivamente como dubladores de Fred e Daphne. Eles se juntam aos atores previamente anunciados: Will Forte (“O Último Cara na Terra”) como Salsicha, Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) como Velma e Tracy Morgan como Capitão Caverna. Já Scooby continuará a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 também faz a voz do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. Vale observar que o Capitão Caverna não faz parte dos desenhos de Scooby-Doo, mas conhece a turma da Máquina de Mistério. O personagem da série animada “Capitão Caverna e as Panterinhas” (1977-1989) participou do DVD “Scooby-Doo – A Máscara do Falcão Azul” (2012). A participação do personagem reflete rumores de que Scooby-Doo vai se encontrar com diversos personagens do universo de Hannah-Barbera para enfrentar um inimigo em comum. Segundo o site Deadline, o grande vilão seria ninguém menos que Dick Vigarista, dos desenhos “Corrida Maluca” e “Máquinas Voadoras”. O filme terá direção de Tony Cervone (“Space Jam – O Jogo do Século”), que já trabalhou na franquia, tendo produzido a série animada “Scooby-Doo! Mistério, S/A” (2010-2013) e dirigido o recente longa animado feito para o mercado de vídeo, “Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll” (2015). O roteiro está a cargo de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”). A previsão de estreia é para maio de 2020.








