Dwayne Johnson e Emily Blunt aparecem no primeiro vídeo de bastidores de Jungle Cruise
A Disney divulgou um vídeo de bastidores de “Jungle Cruise”, o próximo passeio da Disneylândia a virar filme – antigamente, filmes de sucesso é que viravam atrações de parques temáticos, mas “Piratas do Caribe” inverteu essa ordem. A prévia não revela muito, mas sugere o clima inamistoso dos personagens, já que Emily Blunt reclama o tempo inteiro da intrusão de Dwayne Johnson, numa “brincadeirinha” roteirizada. O mais interessante, na verdade, são as duplas citadas por “The Rock” como exemplos para seus papéis: Katharine Hepburn e Humphrey Bogart – e vale reparar que ele veste praticamente a mesma roupa que Humphrey Bogart em “Uma Aventura na África” (1951) – e Kathleen Turner e Michael Douglas – de “Tudo por uma Esmeralda” (1984) e “A Jóia do Nilo” (1985). Estes filmes devem ser as grandes influências do roteiro, escrito pela dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Golpe Duplo”) em parceria com Michael Green (“Logan”). “Jungle Cruise” é um das atrações mais antigas da Disneylândia, inaugurada em 1955, onde as pessoas viajam a bordo de um barco pitoresco pelo rio de uma selva povoada por animais e tribos “selvagens”. É bem provável, portanto, que “Uma Aventura na África” (1951) tenha sido uma das inspirações de sua concepção. A Disney já transformou outros passeios de seus parques temáticos em filmes. Teve sucesso com “Piratas do Caribe” (2003), mas experimentou muitos fracassos, como “Beary e os Ursos Caipiras” (2002), “Mansão Mal-Assombrada” (2003) e “Tomorrowland” (2015). O filme tem direção de Jaume Collet-Serra (“O Passageiro”) e estreia prevista apenas para outubro de 2019.
Apesar dos apelos do elenco de Guardiões da Galáxia, Disney não deve recontratar James Gunn
Apesar da carta aberta do elenco da franquia “Guardiões da Galáxia” pedindo o retorno do diretor James Gunn ao terceiro filme da saga, a Walt Disney Company não deve de recontratá-lo. É o que fontes do estúdio afirmaram à revista Variety. Gunn foi demitido após tuítes antigos, com piadas envolvendo estupro e pedofilia, serem desenterrados de sua conta pessoal por um grupo de extrema direita. Apesar dos posts terem uma década, quando o diretor ainda não estava sob contrato da Marvel, o estúdio encarou as declarações como algo muito sério e inaceitável para a imagem da empresa. Além disso, o próprio presidente da Disney, Alan Horn, emitiu publicamente a ordem de demissão. O cargo é muito grande, assim como o ego, para voltar atrás. “Eu não vejo a Disney recontratando-o”, disse a fonte citada pela revista. “Aqueles tuítes foram muito horríveis e a Disney exige um nível de discrição dos seus empregados maior do que os outros estúdios”, continuou. A Variety também apurou que a demissão de Gunn foi referendada por Bob Iger, CEO da Disney, o que mostra que a decisão foi unânime dentro da companhia. Ainda de acordo com a revista, apesar de a carta enviada pelos atores deixar aberta a possibilidade de o elenco abandonar a produção, caso a Disney não chame Gunn de volta, o estúdio acredita que o bom senso vai prevalecer e que nenhum deles está disposto a pagar a multa rescisória por não cumprir seus contratos. Antes da demissão de Gunn, as filmagens de Guardiões da Galáxia Vol. 3 estavam previstas para começar em janeiro de 2019 e o lançamento do filme marcado para 2020. Além de dirigir, ele também era responsável pelo roteiro, que já estava pronto. E vinha sendo apontado por Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, como o responsável pela próxima fase de filmes do estúdio, devido ao seu conhecimento dos personagens cósmicos dos quadrinhos. Agora, a Marvel vai precisar voltar vários passos atrás e recomeçar tudo do zero, inclusive a história de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” – que, possivelmente, nem seja mais lançado com este título.
Harvey Weinstein diz ter e-mails que comprovam sua inocência em julgamento de assédio sexual
Os advogados de Harvey Weinstein pediram permissão na Justiça para publicar cerca de 40 e-mails que supostamente provariam a inocência do produtor em um dos casos de assédio sexual que pode condená-lo à prisão. Segundo a revista Variety, os e-mails trazem conversas entre Weinstein e uma das três acusadoras que encabeçam o caso. Os advogados querem liberar o conteúdo publicamente, omitindo os trechos que poderiam revelar a identidade da destinatária. “O Sr. Weinstein acredita que esses e-mails o inocentariam, e que a falha dos promotores em apresentar essa evidência para o júri é o bastante para que o processo seja invalidado”, afirmam os advogados em declaração enviada à imprensa. O produtor pediu acesso aos e-mails enviados enquanto trabalhava na The Weinstein Company desde sua expulsão da mesa de diretores, no ano passado, mas só recebeu o conteúdo em maio, durante a tramitação do processo de falência da empresa. Weinstein responde na justiça por apenas três das mais de 80 denúncias de assédio sexual e estupro levantadas contra ele desde que foi denunciado em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, em outubro. Muitos dos casos já prescreveram, por não terem sido apresentados na época em que aconteceram – nos anos 1980 e 1990. Mas três casos foram considerados processáveis pela promotoria de Nova York. Atrizes famosas como Gwyneth Paltrow, Ashley Judd, Mia Sorvino, Annabella Sciorra, Asia Argento, Rose McGowan, Uma Thurman, Salma Hayek e muitas outras revelaram casos de abusos do produtor. Mas as identidades das acusadoras no processo criminal não foram reveladas. Caso seja condenado, Weinstein, que está em liberdade por pagamento de fiança de US$ 1 milhão, pode pegar de 10 anos até prisão perpétua.
Desenho animado da cantora Anitta ganha primeiras imagens e data de estreia
A cantora Anitta divulgou a primeira imagem de sua série animada, “O Clube da Anittinha”, em seu Instagram. E o canal pago infantil Gloob deu mais detalhes – e imagens – sobre a produção, que já vai estrear em outubro na TV brasileira. Serão inicialmente dez episódios, exibidos no Gloob e no Gloobinho. Mas a produção deve ganhar novos capítulos em 2019. A ideia de lançar um trabalho para o público infantil veio da própria Anitta, que já faz um tremendo sucesso com o “Show das Poderosinhas”, uma versão de suas apresentações voltadas para crianças. “Eu sempre tive um público infantil muito grande, mas nunca havia produzido um trabalho para ele. Eu tento não só entreter e divertir as pessoas, mas passar mensagens importantes. Cada dia mais vejo a importância da educação na vida das pessoas. Procuro, muito sutilmente, passar princípios e valores no meu desenho”, declarou a cantora. A própria Anitta dubla sua personagem animada. E entre os demais personagens estão seus pais e amigos da vida real. Como ela mesmo explicou no Instagram: “Os personagens são amigos, equipe e família da minha vida real (até meus cachorros entraram nessa)… todos transformados em desenho com muita música e humor”. A produção é da equipe do Birdo Studio, que realiza a animação “Oswaldo”, exibida no Cartoon Network, e “Cupcake & Dino: General Services” na Netflix. Essa sou eu e minha turma, na versão desenho animado. Eu sempre tive um público infantil muito grande mas nunca tive nenhum trabalho focado especificamente para eles. Hoje com muita emoção compartilho com vocês a primeira imagem desse projeto que criei com todo o meu coração para divertir e educar as crianças. Os personagens são amigos, equipe e família da minha vida real (até meus cachorros entraram nessa)… todos transformados em desenho com muita música e humor. Obrigada a todos os envolvidos que me ajudaram a fazer esse sonho real. Uma publicação compartilhada por anitta ? (@anitta) em 2 de Ago, 2018 às 6:30 PDT
Série clássica de ALF, o Eteimoso vai ganhar reboot
A WBTV, divisão televisiva da Warner, pretende reviver “ALF, o Eteimoso”, série que foi um grande sucesso de TV entre 1986 e 1990. E os criadores da atração, Tom Patchett e Paul Fusco, são os responsáveis pelo projeto, que será um reboot da história original. A série original acompanhava um alien peludo e sarcástico, dublado por Fusco, que, por parecer um bicho fofinho, acaba adotado por uma família suburbana e vai morar em sua garagem. Com 103 episódios produzidos no total, a série surpreendeu os fãs pelos final sombrio, em que o “E.T.” malcriado terminava capturado pelo governo. Felizmente, um telefilme de 1996, intitulado “Projeto ALF”, revelou que o “alien de pelúcia” tinha sido capaz de conquistar até os agentes que queriam exterminá-lo. “ALF” também chegou perto de ganhar um filme nos cinemas. A Sony Pictures planejava repetir com o personagem a combinação de animação e atores reais que tinha rendido o sucesso de “Os Smurfs” em 2011. Mas o fracasso do segundo longa dos “Smurfs” fez o projeto ser arquivado. Apesar de estar fora do ar por quase três décadas, ALF – que não é nome, mas a sigla de Alien Life Form, forma de vida alienígena – continua muito atual no imaginário popular. Nos últimos anos, o personagem-título apareceu (ou foi mencionado) em várias séries de TV (“Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada”, “The Big Bang Theory”, “Mr. Robot”), filmes (“Guardiões da Galáxia”, “A Ressaca”) e comerciais (da DirecTV, Radio Shack e do game “XCOM: Enemy Unknown”. Por enquanto, a nova série ainda está em fase de desenvolvimento, sem nem sequer um canal vinculado à sua exibição. De todo modo, o site The Hollywood Reporter sugere que a trama pode ser uma continuação, com ALF de volta à Terra, às voltas com uma nova família.
Musicais dão o tom das estreias da semana nos cinemas
Dois musicais, a sequência de “Mamma Mia! e o nacional “Ana e Vitória” são as estreia mais amplas desta quinta (2/8), com abertura em 448 e 170 cinemas, respectivamente. “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” volta a trazer hits da banda Abba e coreografias contagiantes, bem como o elenco original, mas acrescenta algumas novidades, em especial Lily James (a “Cinderela”) e a cantora Cher (“Minha Mãe É uma Sereia”). Enquanto o primeiro filme mostrou a personagem de Amanda Seyfried tentando descobrir qual dos ex-namorados da mãe (Meryl Streep) era seu verdadeiro pai, o novo revela como sua mãe lidou com a gravidez adolescente, acompanhando seu envolvimento com os três galãs de seu passado. As cenas passadas nos anos 1970 também acrescentam um visual retrô que combina melhor com as canções, além de permitirem o destaque de Lily James (a versão jovem de Meryl Streep). A maior surpresa, porém, é que o novo “Mamma Mia!” conta com um bom roteiro inédito e direção de Ol Parker (“O Exótico Hotel Marigold”) que superam o musical da Broadway adaptado no filme de dez anos atras. “Ana e Vitória” transforma a parceria musical das artistas de Tocantins Ana Caetano e Vitória Falcão, a dupla Anavitória, numa comédia romântica. Na trama, as duas vivem cantoras que se conhecem em uma festa e decidem se arriscar no mundo da música. Apesar de ser um trabalho de ficção, a obra tem paralelos com a realidade, já que o filme é “uma ideia” de Felipe Simas, o empresário que as “descobriu”, e mostra como um empresário carioca as leva ao estrelato. O longa ainda apresenta Clarissa Müller, “influenciadora digital” que, além de atuar, também canta no longa – considere como uma nova “descoberta”. Com roteiro e direção de Matheus Souza (“Tamo Junto”), produção musical do cantor Tiago Iorc e canções da dupla, o resultado fica entre a picaretagem e o filme adolescente inofensivo, ao mesmo tempo em que resgata um filão sumido do cinema nacional desde a morte de Lael Rodrigues (1951–1989) – e com viés inclusivo LGBTQIA+. Outro destaque nacional, “O Nome da Morte” marca a estreia de Marco Pigossi (novela “A Força do Querer”) no cinema, no papel do maior matador do Brasil. A trama até começa como uma novela romântica, mas muda de tom abruptamente, ao virar thriller criminal com longa contagem de corpos. Baseado na história real de um pistoleiro que matou quase 500 pessoas, o filme mostra como um jovem ingênuo do interior se projeta em seu ofício macabro, apesar de religioso e com a consciência atormentada. Adaptado (do livro do jornalista Klester Cavalcanti) e dirigido por Henrique Goldman (de “Jean Charles”), traz cenas de ação ousadas, incluindo um plano-sequência pouco comum nas produções brasileiras, mas é menos efetivo ao explorar a vida em família do profissional da morte, que se casou e teve um filho que ignoravam os esqueletos literais de seu armário. Bom entretenimento, a história também oferece reflexão sobre inúmeros problemas do Brasil. No circuito limitado, a dica é “A Outra História do Mundo”, filme uruguaio estrelado pelo conhecido César Trancoso (“Faroeste Caboclo”), que recria a época da ditadura em tom de fábula cômica, com rapto de anões de jardim e aulas de História inventada. Imagine o encontro de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001) e “Rebobine, Por Favor” (2008), mas passado numa republiqueta sub-tropical. Escolhido para representar o Uruguai no Oscar passado, a comédia tem direção de Guillermo Casanova (“El Viaje Hacia el Mar”), um dos mais premiados cineastas do país, que entretanto ainda não tinha sido “descoberto” no Brasil. Este é seu primeiro filme lançado nos cinemas brasileiros. Vale também, pelo inusitado, arrepiar-se com o documentário nacional “Hilda Hilst Pede Contato”, que usa gravações da voz da poeta Hilda Hilst para explorar, em clima de terror, sua obsessão em buscar contato com os mortos. A direção de Gabriela Greeb (“A Mochila do Mascate”), auxiliada por belíssima fotografia e edição, conseguem evocar uma atmosfera de dar inveja nos “Invocações do Mal” que chegam de Hollywood. Mas se trata mesmo de um obra artística, que usa a premissa como metáfora para discutir o desaparecimento da carne vs. a permanência da arte. Só não se deve confundir o trabalho, por ser documentário, com um registro sobre a vida da famosa escritora. A falta de didatismo é muito bem-vinda num gênero dominado por fórmulas de reportagem televisiva e narrativas educativas – basta vez a chatice do docudrama “Querido Embaixador”, que integra a programação da semana. Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos e outros filmes menos, digamos, recomendados, com sinopses oficiais e trailers, para acompanhar as estreias da semana nos cinemas. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo | EUA | Musical Sequência do famoso musical de 2008, “Mamma Mia!”. Ao descobrir que está grávida, Sophie (Amanda Seyfried) busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe (Meryl Streep), no final dos anos 70, quando ela resolveu se estabelecer na Grécia. Ana e Vitória | Brasil | Musical Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla musical. Logo, as duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando descobrir quem elas realmente são. O Nome da Morte | Brasil | Drama Júlio Santana (Marco Pigossi) é um pai dedicado, um homem caridoso, um exemplo para sua família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: na verdade, ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. Entre a cruz e a espada, entre a lei e o crime, Júlio precisa descobrir uma forma de enfrentar os seus demônios. A Outra História do Mundo | Uruguai | Comédia Os amigos Milo (Roberto Suárez) e Esnal (César Troncoso) resolvem se rebelar contra as regras rígidas instauradas pelo novo coronel de seu vilarejo, sequestrando seu bem mais precioso: uma coleção de anões de jardim. A ação acontece em plena ditadura, o que faz Milo ser capturado pelos militares e Esnal se tornar recluso. Reanimado pelas filhas do amigo, no entanto, ele deixa a solidão de seu quartinho com um plano mirabolante. Hilda Hilst Pede Contato | Brasil | Documentário Documentário sobre a escritora, poeta e dramaturga Hilda Hilst, considerada uma das mais importantes vozes da língua portuguesa do século 20. Com arquivos pessoais inéditos de som e imagem, depoimentos, encontros e intervenções, o filme revela sua memória e presença na Casa do Sol, chácara onde vivia em Campinas, e sua obsessão em buscar contato com os mortos. Café | Bélgica, China, Itália | Drama Baristas dizem que o café tem três sabores: amargo, azedo e perfumado. Em três cantos diferentes do mundo, histórias são conectadas por esse elemento. Na Bélgica, durante um tumulto, a loja de Iraqi Hamed (Hichem Yacoubi) é saqueada. Seu precioso pote de café é roubado e ao descobrir o responsável ele decide fazer justiça com as próprias mãos. Na Itália, Renzo (Dario Aita), apaixonado barista, se envolve no roubo de uma fábrica e as coisas saem do controle. Na China, Ren Fei (Fangsheng Lu), gerente bem-sucedido, é designado para cuidar de fábrica que ameaça poluir um vale em Yunnan, bela região na fronteira com o Laos. De Carona para o Amor | França | Comédia Jocelyn (Franck Dubosc) é um empresário muito bem-sucedido, extremamente egocêntrico e egoísta, sempre disposto a inventar mentiras para tirar vantagem em qualquer situação promissora. Um dia, ele resolve seduzir uma bela mulher fingindo sofrer de uma deficiência. No entanto, fica mais difícil desfazer a farsa quando ele é apresentado à nova cunhada, que é realmente deficiente. Acrimônia | EUA | Suspense Melinda (Taraji P. Henson) sempre foi uma esposa fiel, porém, cansada de ficar ao lado de seu marido preguiçoso, Robert (Lyriq Bent), se divorcia quando ele faz com que ela perca a casa de sua família. Meses depois, Melinda descobre que seu ex-marido ficou rico e está noivo de outra mulher. Sentindo que ele deve a ela todo o tempo e dinheiro que ela investiu quando estavam juntos, ela perde o controle e vai atrás de vingança. Querido Embaixador | Brasil | Docudrama O filme conta a história de Luiz Martins de Souza Dantas (Norival Rizzo), embaixador brasileiro que na 2ª Guerra Mundial desobedeceu às ordens de Getúlio Vargas de proibir vistos para o Brasil a “judeus e outros indesejáveis”. Ele enfrentou Vargas, o governo francês e o nazismo.
2001: Uma Odisseia no Espaço vai ganhar versão IMAX em comemoração a seus 50 anos
Para comemorar os 50 anos de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, a Warner vai relançar o clássico de Stanley Kubrick nos cinemas, numa nova versão desenvolvida especialmente para as telas IMAX pelo cineasta Christopher Nolan (“Dunkirk”). O cineasta trabalhou incansavelmente para restaurar a cópia em 70mm da obra original e o resultado foi trazido à público pela primeira vez durante o Festival de Cannes deste ano. As sessões especiais em IMAX vão acontecer, a princípio, apenas em algumas cidades dos Estados Unidos e do Canadá durante uma semana, a partir de 24 de agosto. Não há previsão de lançamento em outros países. Baseado no icônico livro de ficção científica de Arthur C. Clarke, o filme virou uma jornada cósmica, que começa nos primórdios da humanidade e seus ancestrais primatas e chega até a exploração especial, quando uma importante missão para travar o primeiro contato com uma inteligência alienígena é sabotada por um computador com inteligência artificial, HAL 9000. O filme de Kubrick foi indicado a quatro Oscars, mas ganhou apenas o merecido troféu de Efeitos Visuais. A falha da Academia em reconhecer a grandeza da obra-prima (prefiram o musical “Oliver”!) não impediu “2001” de se tornar uma das criações mais influentes da História do Cinema, impactando tramas, visual e tom de inúmeras produções que se seguiram, incluindo “Guerra nas Estrelas” (1977) e “Ela” (2013).
2ª temporada de The Handmaid’s Tale ganha data de estreia no Brasil
O canal pago Paramount marcou a estreia da 2ª temporada de “The Handmaid’s Tale” no Brasil. Os novos episódios da série vencedora do Emmy e do Globo de Ouro 2018 estreiam no dia 2 de setembro, às 21h. Com 13 episódios, o novo ano da série dá continuidade à saga de June e mostra mais de Gilead, o país no qual os Estados Unidos se tornaram após a instauração de um regime fundamentalista que usa a Bíblia como base para retirar todos os direitos das mulheres e executar homossexuais. A trama foi desenvolvida pelo produtor-roteirista Bruce Miller (da série “The 100”), tendo como base o livro homônimo de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”. Os novos episódios ultrapassam a história publicada e passam a explorar mais detalhes do futuro distópico, além de acompanhar a gravidez da protagonista, uma das últimas mulheres férteis, forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do país – o papel rendeu o Emmy de Melhor Atriz para Elizabeth Moss (da série “Mad Men”). A 2ª temporada foi disponibilizada nos Estados Unidos no serviço de streaming Hulu entre abril e julho. Apesar dessa distância para a exibição nacional, os cinco meses de espera já são bem menores do que a angústia originada pela espera de sua estreia. A 1ª temporada só chegou no Brasil dez meses após ir ao ar nos Estados Unidos, onde virou sensação quase instantânea e entrou no zeitgeist, inspirando manifestações reais em favor dos direitos das mulheres. Após “aias” de roupa vermelha aparecerem na Marcha das Mulheres na Califórnia e em Washington, recentemente o protesto chegou à Argentina, onde mulheres de robes vermelhos se manifestaram a favor da descriminalização do aborto no país. Em seu segundo ano, a série foi indicada a 20 categorias do Emmy 2018, incluindo, novamente, Melhor Série e Melhor Atriz em Série Dramática.
C.B. Strike: Série de detetive da criadora de Harry Potter finalmente será exibida no Brasil
A série “C.B. Strike”, baseada nos livros policiais de J.K. Rowling (a autora de “Harry Potter”), finalmente vai chegar no Brasil. O canal pago Max, da rede HBO, agendou a estreia da produção para a próxima terça-feira (7/8), às 22h. “C.B. Strike” acompanha o personagem-título Cormoran Strike, vivido por Tom Burke (o Athos da série “The Musketeers”), um veterano de guerra que, após ser ferido em combate, decide se tornar um detetive particular, tendo como QG uma sala minúscula em Londres. Ele usa seu instinto e sua experiência como ex-membro do Departamento de Investigações Especiais do Exército para resolver casos complexos, não esclarecidos pela polícia. Além de Tom Burke, o elenco da produção televisiva também destaca Holliday Grainger (a Lucrécia da série “Os Bórgias”) no papel de Robin Venetia Ellacott, a assistente e secretária de Strike. Rowling já lançou três livros com as histórias do detetive, usando o pseudônimo de Robert Galbraith para diferenciar o tom dessas obras das aventuras juvenis de seu personagem mais famoso, Harry Potter. A BBC adaptou os três livros, cada um como uma minissérie distinta e completa. São eles “O Chamado do Cuco” (The Cuckoo’s Calling), “O Bicho da Seda” (The Silkworm) e “Vocação para o Mal” (Career Of Evil). A primeira minissérie tem três episódios, enquanto as duas últimas contam com apenas dois capítulos cada. O Max vai exibir todos, juntando os sete episódios, que foram escritos por Ben Richards (criador da série “The Tunnel”) e Tom Edge (série “Lovesick”), e dirigidos por Michael Keillor (série “Line of Duty”), Kieron Hawkes (série “Fortitude”) e Charles Sturridge (série “Marcella”). Cada diretor assinou uma minissérie completa. Um quarto livro, “Lethal White”, será lançado em setembro e pode render mais uma minissérie.
Final de The Originals ganha 10 videos com cenas inéditas, último trailer, lembranças e despedidas da série
“The Originals” chega ao fim na noite desta quarta-feira (1/8) nos Estados Unidos e, para marcar o encerramento da série, a rede CW divulgou nada menos que 10 vídeos nos últimos dias. Além de um trailer, uma cena inédita do final e comentários da criadora Julie Plec, os vídeos trazem entrevistas com o elenco sobre a trajetória da série, como suas despedidas da produção após cinco temporadas e mais três anos de “prólogo” em “The Vampire Diaries”. Intitulado “When the Saints Go Marching In”, nome de um clássico gospel do século 19, gravado como jazz por Louis Armstrong nos anos 1930, a serie encerrou suas gravações em dezembro do ano passado, em Nova Orleans, ocasião em que o elenco compartilhou diversas mensagens no Instagram com o slogan dos Mikaelson, os vampiros imortais da trama, jurando que permanecerão “sempre e para sempre” (always and forever) em contato, graças aos laços formados durante a produção. Confira abaixo as despedidas de Joseph Morgan (Klaus Mikaelson), Daniel Gillies (Elijah Mikaelson), Claire Holt (Rebekah Mikaelson), Riley Voelkel (Freya Mikaelson), Nathaniel Buzolic (Kol Mikaelson), Danielle Rose Russell (Hope Mikaelson), Charles Michael Davis (Marcel), Yusuf Gatewood (Vincent), Christina Moses (Keelin) e da criadora da série, Julie Plec. E vale lembrar que, embora “The Originals” esteja chegando ao fim, a saga dos Mikaelson, iniciada em “The Vampire Diaries”, vai continuar com a história da caçula da família, Hope, no spin-off “Legacies”, que estreia na TV americana em menos de três meses, no dia 25 de outubro.
Margot Robbie, Nicole Kidman e Charlize Theron vão viver escândalo sexual que abalou a Fox News no “filme do #MeToo”
As poderosas loiras Margot Robbie (“Eu, Tonya”), Nicole Kidman (“Lion”) e Charlize Theron (“Tully”) abriram espaço em suas agendas lotadas para participarem de um dos filmes que tende a se tornar um dos mais controversos de 2019 nos Estados Unidos. Trata-se de “Fair and Balanced” (Justo e Equilibrado, em tradução literal), filme sobre o escândalo de assédio sexual que derrubou Roger Ailes, ex-chefe da emissora de notícias norte-americana Fox News. A produção do estúdio indie Annapurna Pictures, que deve ganhar o apelido de “filme do #MeToo”, embora os fatos sejam anteriores ao movimento, será baseada na história das mulheres que enfrentaram a cultura tóxica de machismo do canal pago de notícias e denunciaram os abusos de Ailes para o mundo. Quando o escândalo veio à tona, em 2016, com denúncias até das famosas jornalistas Gretchen Carlson e Megyn Kelly, Ailes foi forçado a pedir demissão. E em seguida uma enchente de acusações semelhantes vieram à tona, envolvendo outros profissionais da emissora. O âncora de maior prestígio do canal, Bill O’Reilly, foi demitido logo em seguida. Kidman deve interpretar justamente Gretchen Carlson e Charlize Theron, por sua vez, viverá Megyn Kelly. Já Robbie tem o papel de uma produtora executiva do canal, personagem criada especificamente para o filme, visando resumir uma série de situações reais. Ex-assistente de campanha dos presidentes americanos Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush, Roger Ailes fundou a Fox News em 1996, com o objetivo de oferecer conteúdo de forte tendência conservadora para o ambiente do jornalismo televisivo do país. O executivo morreu em 2017, aos 77 anos, com a carreira e seu canal abalados pelo escândalo. O roteiro de “Fair and Balanced” é de Charles Randolph (“A Grande Aposta”) e a direção está a cargo de Jay Roach (“Trumbo – Lista Negra”). O longa ainda não tem previsão de estreia.
Hillary Clinton vira atriz e produtora de televisão
Hillary Clinton trocou Washington por Hollywood. A ex-Primeira-Dama, Senadora, Secretária de Estado e candidata a Presidente dos Estados Unidos virou atriz e produtora de TV. Ela vai estrear como intérprete no episódio de estreia da 5ª temporada de “Madam Secretary”, série sobre uma Secretária de Estado (vivida por Téa Leoni) que comanda a diplomacia internacional, enfrenta disputas políticas e equilibra uma vida familiar complexa. Pode-se dizer que Hillary é uma verdadeira inspiração para a atração. Mas ela vai aparecer ao lado de outros dois ex-Secretários de Estado da política real, Colin Powell e Madeleine Albright. Os três políticos e Téa Leoni tiraram uma foto juntos (acima) para divulgar o episódio, que irá ao ar em 7 de outubro nos Estados Unidos. Além disso, Hillary também fechou participação como produtora na adaptação de “The Woman’s Hour”, livro de não-ficção de Elaine Weiss que documenta a luta das mulheres americanas pelo direito ao voto. A conquista desse direito básico só aconteceu após décadas de protestos e se tornou constitucional apenas em 1920, com uma emenda que proíbe os estados de impedirem o voto feminino. A política se aliou à Amblin, produtora de Steven Spielberg, para desenvolver o livro numa minissérie ou telefilme, que será oferecido ao mercado como um produto premium. “No coração da democracia estão as urnas, e o livro inesquecível de Elaine Weiss conta a história de líderes femininas que, na face de oposição econômica, racial e política, lutaram e ganharam o direito de votar”, disse Hillary Clinton no comunicado sobre a produção. “Poderia ter dado errado, mas essas mulheres americanas não aceitaram ‘não’ como resposta: o seu triunfo é o nosso legado, que devemos honrar e imitar. Estou animada para trabalhar com Elaine, Steven e todo mundo na Amblin para trazer esse projeto importante para públicos de todos os lugares.” A produção está agora em busca de um roteirista para a adaptação.
Sony divulga a tradução (errada) oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil
A Sony Pictures anunciou o título oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil, com a divulgação do primeiro logotipo da produção. A tradução foi revelada mais de um mês após o título original ser “vazado” por Tom Holland. Infelizmente, todo esse tempo não foi gasto para aprimorar e revisar o trabalho de tradução, que saiu meia-boca. Em vez de verter corretamente “Spider-Man: Far From Home” como “Homem-Aranha: Longe do Lar”, até para, como disse o próprio presidente da Marvel Studios, ligar a história diretamente a “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, os funcionários brasileiros optaram por ignorar o ditado “home sweet home” (lar, doce lar) e traduzir home como “house”. Ou melhor, casa. E perder a ligação sugerida. “Nós aprovamos pois o título se conecta com ‘De Volta ao Lar’, não apenas mantendo a palavra ‘Lar’ – que gostamos muito e é melhor que ‘De volta ao Lar 2’ – mas essa noção de ‘lar’. É uma palavra com vários significados e queremos continuar isso com essa versão do Homem-Aranha. Então, ‘Longe do Lar’ tem vários significados”, afirmou Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, em junho passado. Assim, o título nacional será “Homem-Aranha: Longe de Casa”. Mais um equívoco para a coleção dos tradutores nacionais, que seguem traduzindo como querem – e agora também fazendo barbaridades na Netflix. Entretanto, o público já começa a demonstrar impaciência com os (ir)responsáveis que só têm que traduzir duas ou três palavras e ainda assim conseguem errar. No ano passado, uma campanha de fãs fez a Universal rever o título de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, que quase chegou aos cinemas brasileiros como “Jurassic World: O Reino Está Ameaçado”. Mas os mesmos fãs não conseguiram sensibilizar a Disney a corrigir “Star Wars: Os Últimos Jedi”, diante de declarações seguidas do diretor a respeito do título, frisando referir-se a Luke Skywalker, o último jedi – no singular. Um “s” a mais mudou todo o sentido, para se ver a importância da tradução correta, algo que parece ser feito sem muita reflexão no país. Confira abaixo o logo oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil… com as cores da armadura do “Aranha de Ferro”. O filme chega aos cinemas em julho de 2019.












