Netflix está desenvolvendo continuação de Death Note



A Netflix está desenvolvendo uma continuação de “Death Note”, adaptação americana do mangá de mesmo nome, lançada na plataforma em 2017. A informação surgiu em meio a uma reportagem da revista The Hollywood Reporter sobre novos projetos do serviço de streaming.

O roteirista Greg Russo, que assina o remake ainda inédito de “Mortal Kombat”, está desenvolvendo a história da sequência. Não há outras informações sobre o projeto, como o envolvimento do diretor do primeiro filme, Adam Wingard (“Bruxa de Blair”), ou a volta do elenco.

O primeiro “Death Note” foi destruído pela crítica, com 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, e virou foco de discussões sobre apropriação cultural e falta de representatividade, graças ao elenco ocidental escalado para dar vida a personagens com nomes japoneses e ao folclore do país asiático. Mas teria sido um sucesso “considerável” para a Netflix, numa declaração creditada ao executivo Ted Sarandos pela The Hollywood Reporter.



Os quadrinhos criados por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata contam a história do estudante Light Yagami, que encontra um caderno assombrado, capaz de matar qualquer um que tenha o seu nome escrito nele. Logo, o garoto começa a usar o caderno para matar criminosos, chamando a atenção da polícia. O mangá fez tanto sucesso que já foi adaptado em duas séries (uma anime e outra com atores), além de quatro filmes live action no Japão.

A adaptação americana trouxe Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”) no papel do protagonista Light Turner (o nome foi ocidentalizado para o público americano), Keith Stanfield (“Straight Outta Compton”) como o misterioso L, que o investiga, e Willem Dafoe (“Ninfomaníaca”) como o espírito Ryuk (neste caso, o nome japonês foi mantido), que tenta convencê-lo a matar cada vez mais.

O “Death Note 2” da Netflix ainda não tem data de estreia.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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