Atriz de The Last Ship viverá a vilã da 4ª temporada de Supergirl



A atriz inglesa Rhona Mitra (que estrelou as duas primeiras temporadas da série “The Last Ship”) e Robert Baker (antagonista da última temporada de “The Originals”) entraram no elenco de “Supergirl”. Ambos vão viver capangas famosos do supervilão Lex Luthor, que, curiosamente, não surgiram nos quadrinhos.

Rhona Mitra será ninguém menos que Mercy Graves. A personagem é a assistente/guarda-costas letal de Lex Luthor, introduzida em 1996 em “Superman: A Série Animada”, onde foi dublado por Lisa Edelstein e ganhou aparência ruiva. Fez tanto sucesso que, assim como a Arlequina, acabou adotada pelos quadrinhos, que a transformaram em loira e, após o recente reboot de 2011, em asiática. Por isso, ao receber carne e osso pela primeira vez em “Batman vs. Superman” (2016), foi interpretada por uma atriz japonesa, Tao Okamoto.

Já Robert Baker será Otis, o capanga atrapalhado introduzido no clássico “Superman: O Filme” (1978), na pele de Ned Beatty, que reprisou o papel em “Superman II” (1980). Ele só apareceu em animações desde então – num episódio de “Os Superamigos” (Super Friends) e, mais recentemente, reimaginado como um mercenário a serviço de Luthor na série “Justiça Jovem” (Young Justice).

Mercy deve ser a mais nova candidata a rival civil da heroína. A vaga é fixa, mas quem a preenche costuma sumir misteriosamente, esquecido pelos produtores entre uma temporada e outra. Maxwell Lord (interpretado por Peter Facinelli) ocupou este espaço na 1ª temporada e Morgan Edge (Adrian Pasdar) na primeira metade da 3ª temporada, ambos com praticamente o mesmo perfil de empresários perigosos, que deve ser adotado por Marcy Graves. Por sinal, nenhum dos dois antigos vilões teve seu sumiço da trama explicado.

Na série, Mercy será uma ex-agente do laboratório Cadmus que sempre acreditou no excepcionalismo humano. Mas com Lex e Lillian na prisão, Mercy precisará sair da sombra dos Luthor para comandar seu próprio show, tornando-se uma figura chave no crescente movimento de “humanos em primeiro lugar” – a versão da série para a política internacional do presidente Trump, “America first”.



Otis, por sua vez, permanecerá pouco esperto, mas compensará a lerdeza mental com agilidade mortal para assassinar alienígenas.

Além deles, a série anunciou a inclusão da primeira super-heroína transexual da TV, Nia Nal, a Sonhadora, vivida por Nicole Maines (vista em “Royal Pains”), e o anti-herói Manchester Black, que chegou a integrar o “Esquadrão Suicida”. Apesar do nome do personagem, Manchester Black é praticamente um skinhead branco nos quadrinhos, que tatuou a bandeira britânica no peito inteiro para exaltar seu nacionalismo. Seu intérprete, porém, será um ator negro: David Ajala (série “Falling Water”).

Vale avisar que a história desse personagem é absurdamente trágica.

A 4ª temporada de “Supergirl” estreia em 14 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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