Bingo – O Rei das Manhãs lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018
A Academia Brasileira de Cinema (ABC) divulgou a lista dos indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018, nome pomposo para o troféu Grande Otelo (o “Oscarito” do cinema nacional). E “Bingo – O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende, lidera com folga a relação, ao somar 15 nomeações, cinco a mais que os filmes que aparecem logo abaixo, “A Glória e a Graça”, de Flávio Tambellini, e “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky. “Bingo” foi o filme escolhido para representar o Brasil na disputa de uma vaga de Melhor Filme de Língua Estrangeira no Oscar 2018. Ele foi selecionado por uma comissão escolhida, justamente, pela ABC. Portanto, a surpresa seria se não tivesse esse destaque. A disputa deste ano reúne no total 36 longas e 20 curtas nacionais, além de 5 longas estrangeiros, que concorrem em 25 categorias. Uma das curiosidades desta edição é o aumento expressivo de filmes na categoria Melhor Longa-Metragem de Animação, que pela primeira vez atinge a quantidade de cinco indicados. O crescimento reflete a repercussão da indicação de “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, ao Oscar em 2016, além da grande visibilidade internacional obtida por diversas premiações no tradicional Festival de Annecy, na França, que chegou a homenagear a produção brasileira em sua edição mais recente, realizada em junho. Além de premiar os melhores de 2017, a cerimônia também homenageará a atriz Fernanda Montenegro, que celebra 75 anos de carreira. “A Academia representa todas as gerações de cineastas, desde a turma do Cinema Novo até diretores jovens que vêm se destacando nos últimos anos. E os indicados para o prêmio refletem essa pluralidade em longas de ficção dos mais diversos gêneros, documentários, curtas-metragens e filmes de animação em geral”, diz em comunicado o presidente da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Peregrino, eleito no mês passado. O cargo estava vago desde a morte de Roberto Farias, em maio. Assim como no Oscar, os vencedores do Grande Otelo (Oscarito) são escolhidos pelos sócios da Academia, mas algumas categorias são abertas à votação pública – Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Longa-Metragem de Documentário e Melhor Longa-Metragem Estrangeiro. Por fim, como já virou tradição (piada tradicional), a cerimônia que definirá os melhores de 2017 será realizada no final de 2018, quando a lembrança dos candidatos já tiver esvanecido, embaralhada com a de lançamentos recentes – o que também faz com que “La La Land”, premiado no Oscar retrasado, ainda esteja no páreo. O evento deste ano acontecerá no dia 18 de setembro, na Cidade das Artes, no Rio, com transmissão ao vivo pelo Canal Brasil. Confira abaixo a lista completa dos indicados. MELHOR FILME A Glória e a Graça Bingo – O Rei das Manhãs Como Nossos Pais Era o Hotel Cambridge Gabriel e a Montanha MELHOR DOCUMENTÁRIO Cora Coralina – Todas as Vidas Divinas Divas No Intenso Agora Pitanga Um Filme de Cinema MELHOR COMÉDIA Divórcio Fala Sério, Mãe! La Vingança Malasartes e o Duelo com a Morte Os Parças MELHOR ANIMAÇÃO As Aventuras do Pequeno Colombo Bruxarias Bugigangue no Espaço Historietas Assombradas – O Filme Lino MELHOR FILME INFANTIL D.P.A. – O Filme Um Tio Quase Perfeito MELHOR DIREÇÃO Daniel Rezende (Bingo – O Rei das Manhãs) Daniela Thomas (Vazante) Eliane Caffé (Era o Hotel Cambridge) Fellipe Barbosa (Gabriel e a Montanha) Laís Bodanzky (Como Nossos Pais) MELHOR ATRIZ Carolina Ferraz (A Glória e a Graça) Caroline Abras (Gabriel e a Montanha) Dira Paes (Redemoinho) Leandra Leal (Bingo – O Rei das Manhãs) Maria Ribeiro (Como Nossos Pais) Marjorie Estiano (Entre Irmãs) MELHOR ATOR Alexandre Nero (João, o Maestro) Irandhir Santos (Redemoinho) Jesuíta Barbosa (Malasartes e o Duelo com a Morte) João Pedro Zappa (Gabriel e a Montanha) Vladimir Brichta (Bingo – O Rei das Manhãs) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Ana Lucia Torre (Bingo – O Rei das Manhãs) Camilla Amado (Redemoinho) Clarisse Abujamra (Como Nossos Pais) Letícia Colin (Entre Irmãs) Sandra Corveloni (A Glória e a Graça) MELHOR ATOR COADJUVANTE Augusto Madeira (Bingo – O Rei das Manhãs) Cesar Mello (A Glória e a Graça) Cláudio Jaborandy (Entre Irmãs) Fabricio Boliveira (Vazante) Felipe Rocha (Como Nossos Pais) Jorge Mautner (Como Nossos Pais) Selton Mello (O Filme da Minha Vida) MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Divinas Divas Vazante Era o Hotel Cambridge As Duas Irenes Como Nossos Pais Bingo – O Rei das Manhãs Joaquim A Glória e a Graça MELHOR ROTEIRO ADAPTADO D.P.A. – O Filme Entre Irmãs O Filme da Minha Vida Real – O Plano por Trás da História Redemoinho MELHOR FOTOGRAFIA Bingo – O Rei das Manhãs Soundtrack A Glória e a Graça Vazante O Filme da Minha Vida MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Bingo – O Rei das Manhãs Entre Irmãs Era o Hotel Cambridge João, o Maestro O Filme da Minha Vida MELHOR FIGURINO Bingo – O Rei das Manhãs Como Nossos Pais Entre Irmãs O Filme da Minha Vida Vazante MELHOR MAQUIAGEM A Glória e a Graça Bingo – O Rei das Manhãs João, o Maestro Malasartes e o Duelo com a Morte O Filme da Minha Vida MELHORES EFEITOS VISUAIS Bingo – O Rei das Manhãs Joaquim Malasartes e o Duelo com a Morte O Rastro Soundtrack MELHOR MONTAGEM DE FICÇÃO A Glória e a Graça Bingo – O Rei das Manhãs Como Nossos Pais Era o Hotel Cambridge João, o Maestro MELHOR MONTAGEM DE DOCUMENTÁRIO Divinas Divas No Intenso Agora Pitanga Quem é Primavera das Neves Waiting for B MELHOR SOM A Glória e a Graça Bingo – O Rei das Manhãs Divinas Divas João, o Maestro Memória em Verde e Rosa O Filme da Minha Vida MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL A Glória e a Graça Bingo – O Rei das Manhãs Como Nossos Pais Gabriel e a Montanha O Filme da Minha Vida MELHOR TRILHA SONORA Beduino João, o Maestro Malasartes e o Duelo com a Morte Memória em Verde e Rosa Pitanga Um Filme de Cinema MELHOR FILME ESTRANGEIRO Blade Runner 2049 Dunkirk Eu, Daniel Blake La La Land – Cantando Estações Uma Mulher Fantástica MELHOR CURTA ANIMADO Animais O Violeiro Fantasma Peleja do Sertão Sob o Véu da Vida Oceânica Torre Vênus-Filó, a Fadinha Lésbica MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO Bambas Borá Candeias Em Busca da Terra Sem Males O Golpe em 50 Cortes ou a Corte em 50 Golpes O Quebra-Cabeça de Sara Ocupação do Hotel Cambridge MELHOR CURTA A Passagem do Cometa Chico De Tanto Olhar o Céu, Gastei Meus Olhos Nada Tentei The Beast Vaca Profana
Terry Gilliam perde novo processo por direitos de seu filme de Dom Quixote
O diretor Terry Gilliam perdeu um novo processo contra o produtor português Paolo Branco pelos direitos do filme “The Man Who Killed Don Quixote” (“O Homem que Matou Dom Quixote”, em tradução literal), desta vez em Madri, na Espanha. De acordo com a revista americana The Hollywood Reporter, o caso judicial foi aberto pela produtora espanhola do longa, a Tornasol Films, que entrou com um processo contra Branco pelos valores recebidos pelo filme, cerca de US$ 121 mil. A decisão da justiça espanhola confirmou a validade da coprodução do longa com a empresa de Branco, Alfama Filmes, negando que o português tenha descumprido obrigações contratuais. A decisão ainda pode ser recorrida nos próximos 20 dias. O veredito vem cerca de um mês depois de Branco vencer um processo similar contra o cineasta na Justiça francesa. Na França, o processo foi aberto por Branco, que alegou que Gilliam havia quebrado seu contrato, ao tentar lançar o filme sem sua participação. O tribunal do país liberou a primeira exibição do longa durante o Festival de Cannes deste ano, mas decretou que os direitos pertencem ao produtor português. A decisão ainda multou Gilliam em 10 mil euros, que deverão ser pagos a Branco. Trata-se de um final literalmente quixotesto para o esforço empreendido por Gilliam para finalizar o filme. Para entender os percalços dessa história, é preciso retroceder 25 anos, quando as primeiras páginas do roteiro de “The Man Who Killed Dom Quixote” foram escritas. A pré-produção começou em 1998 e as primeiras filmagens aconteceram em 2000, com Johnny Depp no papel principal. Já neste momento, foram tantos problemas, incluindo inundações no set, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro Jean Roquefort, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar o longa, chegando a filmar Ewan McGregor (“Trainspotting”) como protagonista e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas a produção precisou ser novamente interrompida, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), mas a briga com o produtor português Paulo Branco adiou o projeto. Os dois se desentenderam durante a pré-produção, o que levou o diretor a entrar na justiça francesa para anular a cessão de direitos, enquanto buscava realizava o longa com apoio de outros produtores. Neste meio tempo, John Hurt acabou morrendo e precisou ser substituído na quarta filmagem anunciada, desta vez definitiva. Assim, quem acabou nos papéis principais foram, finalmente, Adam Driver e Jonathan Pryce. Mas enquanto Gilliam comemorava a conclusão das filmagens amaldiçoadas no ano passado, um tribunal de Paris se pronunciou em primeira instância em favor do produtor português, embora tenha rejeitado seu pedido de interromper a produção. O cineasta recorreu e a audiência de apelação manteve a goleada do destino contra Gilliam. Por enquanto, apenas o público do Festival de Cannes pôde ver a obra. Alguns dizem que a obra é prima, outros que é perda de tempo. O que é certo é que a maldição continua. A decisão da justiça francesa levou o produtor a ameaçar as empresas que fecharam contrato de distribuição do filme, entre elas a Amazon nos Estados Unidos. Em comunicado, Paulo Branco afirma que, após a sentença, “a exploração do filme só pode ser feita pela Alfama ou pela Leopardo filmes — pela Leopardo em Portugal e pela Alfama no resto do mundo — e todos os outros contratos são ilegais”. Terry Gilliam já avisou que pretende recorrer da decisão, afirmando que as empresas de Branco não financiaram as filmagens. E Paulo Branco também diz querer ser indenizado pelos “danos” causados pelas disputas judiciais. Ou seja, a desgraceira continua.
Novo filme de Quentin Tarantino não será mais lançado no aniversário do assassinato de Sharon Tate
“Once Upon a Time in Hollywood”, próximo filme do diretor Quentin Tarantino, não será mais lançado no aniversário de 50 anos do assassinato de Sharon Tate. A data era bastante controvertida, já que o filme deverá mostrar o crime. A Sony anunciou que o projeto foi adiantado em duas semanas, e agora tem previsão de chegar aos cinemas em 26 de julho nos Estados Unidos. Fontes disseram à revista The Hollywood Reporter que a mudança não foi por causa da data simbólica, mas para aproveitar o público maior do verão norte-americano. Ou, como dizem por lá, “call it what you want”. Traduzindo: parece, anda e grasna como pato. Segundo a sinopse oficial, “Once Upon A Time in Hollywood” (“Era Uma Vez em Hollywood”, em tradução literal) é “uma história passada em Los Angeles em 1969, no auge da era hippie de Hollywood. Os dois personagens principais são Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), ex-estrela de uma série de western, e seu dublê de longa data Cliff Booth (Brad Pitt). Ambos estão lutando para manter as carreiras numa Hollywood que não reconhecem mais. Mas Rick tem uma vizinha muito famosa ao lado de sua casa… Sharon Tate (Margot Robbie).” Para quem não lembra, Sharon Tate era uma atriz belíssima, que vivia o auge da carreira e esperava o primeiro filho de seu casamento com o diretor Roman Polanski quando foi assassinada pelos seguidores de Charles Manson em 1969. Além dos citados, o elenco grandioso inclui Al Pacino (“Scarface”, “O Poderoso Chefão”), James Marsden (intérprete de Teddy na série “Westworld”), Dakota Fanning (série “The Alienist”), Damian Lewis (série “Billions”), Burt Reynolds (“Boogie Nights”), Timothy Olyphant (série “Santa Clarita Diet”), Luke Perry (série “Riverdale”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (série “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden e Tim Roth (quarteto de “Os Oito Odiados”) e a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”). São todos atores brancos, como as redes sociais rapidamente implicaram, mas vale lembrar que Tarantino já fez antes “Jackie Brown” e “Django Livre”, com protagonistas negros.
Glass: Crossover de Fragmentado e Corpo Fechado ganha três teasers com os personagens principais
A Universal divulgou três teasers de “Glass”, crossover de “Fragmentado” (2016) com o clássico “Corpo Fechado” (2000), que destacam individualmente os astros principais dos dois filmes, James McAvoy, Bruce Willis e Samuel L. Jackson. Eles aparecem em meio fragmentos de vidros (glass, em inglês) e cenas das produções originais para antecipar o lançamento do primeiro trailer oficial da produção, marcado para sexta (20/7). Além deles, Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”), Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard (ambos de “Corpo Fechado”) também estão no elenco do filme. Com roteiro e direção de M. Night Shyamalan, a estreia está marcada para 17 janeiro no Brasil, um dia antes dos Estados Unidos.
Primeiro trailer da série Titans é sombrio, sanguinário e manda Batman se f*der
A Warner revelou na San Diego Comic-Con o primeiro trailer da série “Titans”, baseada nos quadrinhos dos Novos Titãs. E a primeira impressão, nas palavras de Robin, é um “F*ck, Batman”. Realmente, quem acha Batman sombrio pode se arrepiar ao ver um Robin (Brenton Thwaites, de “Deuses do Egito” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) ainda mais intenso e sanguinário. A prévia traz uma abordagem completamente diferente do que os fãs estão acostumados a ver na TV, nas produções do “Arrowverse”. A nova atração emerge extremamente séria, violenta e sinistra. E isto reflete em boa medida o arco dos quadrinhos em que a trama se baseia, criados por Marv Wolfman e George Pérez em 1980, no qual o grande vilão é um demônio. Com condução de Ravena, a Titã que veio das trevas, o trailer sugere como os heróis se juntam – numa cena que, na verdade, evoca mais o encontro de Lilith com Robin nos anos 1960. Segundo a sinopse oficial, a história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”) e Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon), além de eventualmente Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”). O vídeo oferece relances do visual de todos esses personagens. A aparição de Estelar ganhou mais efeitos. Mas ainda é a que divide opiniões – pela mania do produtor Greg Berlanti de escalar atores negros para viver personagens ruivos. Assim como a violência demonstrada por Robin, que chega a disparar tiros contra bandidos numa cena de potencial polêmico. Não é a série que a maioria esperava. Longe de lembrar o espírito leve e infantil de “Os Jovens Titãs em Ação”, está mais para uma fan fiction distorcida, escrita pelo Coringa. Vai rachar os fãs, mas também pode surpreender. Para quem não conhece o histórico dos personagens, a “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com o grupo, batizada de “Teen Titans”, em inglês. Os Titãs clássicos também incluíram Ricardito (Speedy) e Dianinha, a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia, além de Lilith, Rapina, Columba e outros menos famosos. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash e Aqualad, Tempestade) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para Novos Titãs, numa fase em que a equipe deixou de ser totalmente teen, trazendo Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir, já adulta, sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action. “Titans” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, roteirista do pior de todos os “Transformers” e do fiasco “A Torre Negra”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, ex-diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. A produção será a segunda tentativa de transformar os heróis juvenis da DC em série. O canal pago TNT chegou a encomendar um piloto, mas acabou rejeitando o projeto no ano passado. O roteirista, por sinal, era o mesmo Akiva Goldsman. Desta vez, a produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics, um serviço de streaming só com produções dos quadrinhos da editora da Liga da Justiça. A previsão para a estreia da série – e do lançamento do serviço de streaming, batizado de DC Universe – é para o outono norte-americano, entre setembro e novembro. A princípio, a plataforma só estará disponível nos Estados Unidos, mas há planos para expandir para outros territórios.
Comcast se retira da disputa e Disney fica com a Fox
A batalha principal entre a Comcast e a Disney pela compra da 21st Century Fox está encerrada, com vitória da Disney. A Comcast anunciou que desistiu de comprar a Fox, deixando caminho aberto para a Disney. “Comcast não tem mais a intenção de adquirir a 21st Century Fox”, disse a empresa em comunicado sucinto. O interesse da empresa rival, porém, fez com que a Disney tivesse que aumentar sua proposta inicial, concordando em pagar US$ 71,3 bilhões pelo negócio, que inclui o controle de canais como FX, Nat Geo, os filmes e séries do estúdio da 20th Century Fox e também lhe dá fatias importantes da plataforma de streaming Hulu e da rede de TV paga europeia Sky. Originalmente, a Disney ofereceu US$ 52,4 bilhões pela Fox, oferta que tinha sido aceita, mas precisou aumentar em mais US$ 19 milhões após a Comcast se intrometer na negociação, afirmando que pagaria US$ 65 bilhões. No comunicado, o CEO da Comcast, Brian Roberts, foi político, agradecendo ao CEO da Disney, Bob Iger, e seu time. Ele falou ainda sobre família Murdoch, da Fox, elogiando-a pela a criação de uma empresa tão respeitada e desejada. Entretanto, a guerra não acabou. Ao se retirar da compra da Fox, a Comcast sinaliza que vai mirar toda a sua munição financeira na compra da Sky, o que significa nova disputa com a Disney. Ao comprar a Fox, a Disney assume 39% do controle da Sky. A Fox estava em processo de adquirir os 61% que faltavam para absorver inteiramente a empresa, mas a Comcast se intrometeu novamente, oferecendo lances maiores pela empresa. A Disney, porém, já tinha avaliado a compra da Fox como prioridade sobre a disputa pela Sky. Resta saber se realmente vai deixar a rival sair com uma parte importante do negócio.
Esvaziada, San Diego Comic-Con aponta futuro da indústria de forma diferente da imaginada pelos nerds
Começa nesta quinta (19/7) a San Diego Comic-Con, que até poucos anos atrás era apenas Comic Con. Como os blockbusters que promove, ela também virou franquia, ganhou spin-offs e versões estrangeiras. Mas, sim, há muito tempo deixou de ser a Comic Con que surgiu para celebrar o amor de um grupo de fãs pelos quadrinhos. Descrita pela revista Rolling Stone como o “Super Bowl das pessoas que não gostam do Super Bowl”, a San Diego Comic-Con é, na verdade, o intervalo do Super Bowl estendido por um fim de semana inteiro. Um lugar de comerciais e comércio potencializado, onde se paga para entrar, para fazer compras, para pegar autógrafo, para tirar foto. A programação está cheia de painéis identificados não por produtos da cultura pop, mas pelas empresas que os fabricam. O painel da Sony, da Warner, etc. Que desfilam entrevistas cronometradas e corridas, nas quais elencos não tem tempo para dizer nada, e que transformam em frisson propagandas de filmes, séries, quadrinhos, games e brinquedos. A única coisa espontânea e original deste negócio são os fãs, que acreditam se identificar com um nicho cultural ao vestir fantasias de seus personagens favoritos, felizes por desfilar nos corredores lotados do pavilhão de convenção de San Diego. Para eles, a Comic Con é a semana do orgulho nerd. Ícone máximo dessa geração, a Marvel ficou de fora do evento deste ano. A empresa tinha sido responsável por um dos últimos momentos de excitação espontânea gerada na Comic Con, ao usar o palco principal do evento para apresentar, um a um, os Vingadores que chegariam ao cinema em 2012. Mas a Disney tem um faro que nenhum outro estúdio possui. Assim como quer ter seu próprio serviço de streaming para competir com a Netflix, também já faz sua própria Comic Con, que tende a se tornar cada vez mais popular. Com reforço de marketing – e, quem sabe, troca para um nome melhor – , a D23 Expo pode ficar maior que a Comic Con, simplesmente por reunir Marvel, Lucasfilm, Pixar e em breve as atrações da Fox, sem falar das próprias produções do estúdio. Sem essa fatia significativa do mercado geek, a Comic Con 2018 já gera menor interesse que nos anos passados, colocando sua ênfase nas produções da Warner baseadas nos quadrinhos da DC Comics, que têm, à exceção da “Mulher-Maravilha”, fracassado no cinema. Caso tivesse se saído bem, talvez até a Warner considerasse realizar seu próprio evento – já que é responsável pela maioria dos painéis de cinema e TV, além da própria decoração da “feira”. Afinal, a D23 já é reflexo da percepção de como essas convenções de fãs funcionam como peças publicitárias importantes. São os upfronts nerds, em que se estabelecem as estratégias de marketing, aferem-se preferências do público, analisam-se alcance dos títulos nas mídias sociais e prepara-se o mercado para cada produto-evento anunciado, fomentando expectativas de pré-venda de ingressos, interesse em intervalos comerciais, reserva de mais salas de cinema, patrocínios em produtos, etc. A ascensão do streaming trouxe uma nova palavra-chave para o mercado: direct-to-consumer – ou D2C, na sigla do jargão publicitário. E não há nada mais direto ao consumidor, no marketing atual, que eventos como a Comic Con, em que executivos podem oferecer seus produtos diretamente para quem vai consumi-los e ver a reação in loco. Vai haver muitas notícias, muitas aspas, muitos trailers, muitas revelações de novos produtos nos próximos dias em San Diego, quando a indústria cultural baterá bumbo e assoprará apitos para vender o que investiu milhões e milhões para produzir. E grande parte da imprensa, infelizmente cooptada, achará que se trata de um carnaval nerd. Não é. É a indústria funcionando da forma mais fria, mecânica e calculada possível. Bem-vindos à San Diego Comic-Con 2018. Pode ser uma das últimas da Fox. E, quem sabe, aquela em que as empresas rivais notarão como a estratégia da Disney a mantém líder disparada das bilheterias, sem a Comic Con.
Mais um YouTuber brasileiro causa polêmica com piada racista. Desta vez, o alvo foi o filho de Will Smith
Mais uma semana, mais um YouTuber fazendo piada racista. O humorista Rodrigo Fernandes, conhecido como Jacaré Banguela, é o novo sem noção da vez, que não percebeu a chegada do século 21 e agora lida com a repercussão. Após ter zoado o vício em drogas de Casagrande no mês passado, ele agora resolveu zoar o filho de Will Smith, Jaden, comparando-o a um “flanelinha”. Não deu outra: o comediante foi acusado de racismo nas redes sociais. “Tenho quase certeza que o filho do Will Smith me pediu dinheiro ontem na esquina da rua Haddock Lobo dizendo que ‘tava’ olhando meu carro”, escreveu Rodrigo Fernandes ao publicar a foto de Jaden Smith com o pai no estádio da final da Copa do Mundo da Rússia, no último domingo (15/7). Quando um amigo mandou ele apagar a postagem, o humorista ainda reclamou. “Além de ter criado a internet, você também está censurando ela? Ah, Pablito”, escreveu. “É o departamento de vai dar mer…, mandando um memorando”, rebateu o amigo. Não demorou para diversos seguidores apontarem o teor preconceituoso da “brincadeira”, lembrando imediatamente o episódio envolvendo o YouTuber Júlio Cocielo, que comparou a velocidade do jogador francês Mbappé a de um ladrão fazendo arrastão na praia. “Jacaré Banguela” chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter. E só depois da repercussão negativa, o humorista apagou a postagem. Mas sem concordar que se tratava de uma piada racista. “Falar que o cara está vestido igual um flanelinha é racismo? Jura mesmo?”, questionou o humorista. Um tuiteiro indignado quase desenhou para explicar a Rodrigo Fernandes que a piada era obviamente racista. “Entendo o teu privilégio ao ser alheio a essas questões, mas realmente me entristece saber que, em 2018, principalmente depois do caso Cocielo, seja necessário te explicar esse tipo de coisa”, respondeu o seguidor. Depois da polêmica, alguns internautas encontraram postagens de 2012 em que o humorista faz outras “piadas” racistas. “Gordo pode ser baleira, portugueses e louras podem ser burros. Argentino pode ser filho da p… e o negro tem que poder ser macaco”, escreveu Rodrigo Fernandes, em março de 2012. No mesmo mês ainda acrescentou: “Eu nunca vi um macaco processando outro por ter chamado ele de negro. Será que isso só acontece com animais que… pensam?”. Em 20 de junho, Rodrigo Fernandes foi repreendido por seguidores no Instagram ao publicar um vídeo de uma pessoa oferecendo um pó semelhante a cocaína para Casagrande, que estava na TV comentando a Copa. Centenas de comentários repudiaram a suposta brincadeira e pediram para o comediante apagá-la de sua rede social. Na ocasião, ele também se fez de desentendido. Jacaré Banguela é o terceiro YouTuber e “influencer” brasileiro acusado de racismo em menos de um mês. Além do citado Júlio Cocielo, Cauê Moura também enfrentou a ira das redes sociais. Ambos perderam patrocínios por piadas ofensivas. Por coincidência, todos os três participaram de “Internet – O Filme”, uma comédia com a nata dos “influencers” digitais – definição adorada por publicitários que é, além de brega no último, aparentemente maligna.
Estreias: Uma Quase Dupla e Ilha dos Cachorros chegam aos cinemas
Em tempo de férias escolares e de animações na liderança das bilheterias, “Ilha dos Cachorros” seria a estreia mais pertinente da semana. Mas infelizmente não tem um lançamento a altura. Nesta quinta (19/7) com apenas sete novidades nos cinemas, o lançamento mais amplo é da comédia brasileira “Uma Quase Dupla”, que mesmo assim chega em 369 salas – “apenas” mil salas a menos que “pré-estreia” de blockbuster americano recente. Versão tabajara das comédias de duplas de “tiras”, “Uma Quase Dupla” traz Tatá Werneck (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) como uma policial durona de cidade grande, que é forçada a fazer parceria com um policial delicado de cidade pequena, interpretado por Cauã Reymond (“Reza a Lenda”). Juntos, eles arrebentam portas, se estapeiam, revisam piadas do antigo “Zorra Total” e levam tombos gratuitos. Esta variação nacional de “Chumbo Grosso” (2007) tem direção de Marcus Baldini (de “Bruna Surfistinha” e “Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou”). Já “Ilha dos Cachorros” é a obra que abriu o Festival de Berlim em fevereiro passado, rendeu o troféu de Melhor Direção a Wes Anderson e, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, deve disputar o Oscar na categoria de Animação. Apesar disso, está sendo tratada com grande descaso no Brasil, último país do mundo em que chega aos cinemas, com distribuição em circuito intermediário e depois de seu lançamento em Blu-ray nos Estados Unidos. Do que se trata: segunda animação da carreira de Anderson, após “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), a trama apresenta um futuro distópico em stop-motion, onde uma epidemia de gripe canina levou um político corrupto a isolar todos os cachorros numa ilha do Japão. Lá, os animais precisam lutar por restos de comida no lixo. Isto não impede um garotinho de ir até o local para tentar resgatar seu animalzinho de estimação e sensibilizar os demais cachorros a ajudá-lo na busca. O problema é que, como eles falam inglês, não entendem o que diz o menino japonês. Comédia para fãs de basquete, “Tio Drew” é o outro filme americano da programação. Traz o astro da NBA Kyrie Irving no papel do título, maquiado como “Vovô Sem Vergonha”, para parecer um velhinho que joga basquete como um atleta novinho. E quando um técnico que investiu todo seu dinheiro num time amador vê o talento de Drew, resolve transformá-lo em seu principal jogador. Mas Drew tem seu próprio time, e escala para jogar consigo os veteranos Shaquille O’Neal e Reggie Miller, entre outros “Vovô…Zonos”. É uma grande bobagem, que nasceu como comercial Pepsi-Cola. O personagem Tio Drew surgiu numa campanha do refrigerante de 2012 e o filme foi integrando na campanha de 2018. Como se sabe que beber refrigerante faz mal à saúde, a trama pode até servir de alerta não intencional, ao mostrar que um atleta como Irving vira velho da noite pro dia após abusar de Pepsi-Cola. Mas os gênios do marketing não devem ter pensado nisso quando investiram nessa produção. O destaque do circuito limitado é o drama francês “Orgulho”. Dirigido pelo ator israelense Yvan Attal (“Munique”), analisa o racismo no ambiente acadêmico, ao mostrar um renomado professor de Direito (o veterano Daniel Auteuil, de “Cache”) que ofende uma estudante imigrante de sua classe. Em vez de ser demitido, o professor recebe um “castigo”: ajudar a jovem a se preparar para um concurso de eloquência. A questão conduz a outro dilema ético: ela vai se sujeitar a trabalhar com seu torturador e ele, por acaso, não aproveitará a oportunidade para retomar seus comentários racistas? O fiel da balança é que, caso a aluna se recuse, o professor será demitido. Mas ela não sabe disso. Camélia Jordana, que vive a estudante, venceu o César (o Oscar francês) de Revelação do ano por seu papel. Os outros filmes são produções europeias medianas. O drama francês “Primavera em Casablanca” é uma antologia de intolerância, com cinco narrativas que formam um “Crash” marroquino. Melhor, o austríaco “Egon Schiele – Morte e a Donzela” é uma cinebiografia sexy do pintor do famoso quadro “Morte e a Donzela” com muitas modelos nuas. Por fim, o documentário sueco “Bergman – 100 Anos” celebra a carreira do cineasta Ingmar Bergman no ano do centenário de seu nascimento. Confira abaixo mais detalhes dos filmes, com sinopses oficiais e trailers, para ficar por dentro das estreias da semana nos cinemas. Ilha dos Cachorros | EUA | Animação Atari Kobayashi é um garoto japonês de 12 anos de idade. Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi. O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo. Como não aceita se separar do cachorro Spots, Atari convoca os amigos, rouba um jato em miniatura em parte em busca de seu fiel amigo, aventura que transforma completamente a vida da cidade. Uma Quase Dupla | Brasil | Comédia Quando uma série de assassinatos abala a bucólica rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio (Cauã Reymond) recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla (Tatá Werneck) nas investigações. No entanto, a diferença de ritmo e a falta de química dos dois só atrapalha a solução do misterioso caso. Tio Drew | EUA | Comédia Dax (Lil Rel Howery) é um grande fã de basquete, que atua como técnico de um time amador. Ele decide gastar todas as suas economias para garantir a presença de sua equipe em um campeonato de basquete de rua realizado no Harlem, em Nova York, de olho no prêmio de US$ 100 mil ao vencedor. No entanto, após uma série de eventos desastrosos, ele perde o controle do grupo e precisa urgentemente formar uma nova equipe. Para resolver o problema, ele recruta uma grande lenda do esporte, o incrível tio Drew (Kyrie Irving), que está aposentado há anos. Com um novo time repleto de setentões, Dax acredita que finalmente conseguirá alcançar uma vitória em sua carreira esportiva. O Orgulho | França | Drama Neïla Salah (Camélia Jordana), moradora do subúrbio de Paris, quer ser advogada e desde o primeiro dia de aula na universidade entra em confronto com Pierre Mazard (Daniel Auteuil), veterano professor conhecido por seus ataques explosivos de preconceito e arrogância. Filmado pelos alunos fazendo comentários extremamente grosseiros e racistas, ele é desafiado a preparar Neïla para vencer um concurso acadêmico de retórica em troca de uma segunda chance de seus superiores. As diferenças são muitas, assim como é enorme a quantidade de ensinamentos que um pode oferecer ao outro – caso consigam se entender. Primavera em Casablanca | França | Drama Cinco histórias separadas, uma ambientada na década de 1980, nas montanhas do Atlas, e as outras nos dias atuais, em Casablanca, Marrocos. No entanto, a distância temporal dessas narrativas não impede que a intolerância, a ignorância e a dificuldade em aceitar as diferenças, sejam as mesmas em todas elas. Egon Schiele – Morte e a Donzela | Áustria | Drama Egon Schiele foi um dos artistas mais provocativos de Viena no início do século 20. O jovem talentoso e sedutor conduziu sua vida e obra de acordo com as mulheres que o cercavam: Gerti, sua irmã mais nova e primeira musa, e Wally, paixão de sua vida, imortalizada na famosa pintura “Morte e a Donzela”. Causador de escândalos sociais, ele atraiu a atenção de artistas ousados como Gustav Klimt. Bergman – 100 anos | Suécia | Documentário Em 2018, o diretor sueco Ingmar Bergman, falecido em 2007, teria completado 100 anos. Este documentário resgata a obra monumental do cineasta, autor de filmes como “O Sétimo Selo”, “Morangos Silvestres”, “Persona”, “Gritos e Sussurros”, “Luz de Inverno”, “O Ovo da Serpente” e “Fanny e Alexander”. O foco é o ano de 1957, quando Bergman lança dois filmes, filma mais dois, dirige um telefilme e quatro peças de teatro. Conversando com atores, colaboradores, críticos e historiadores, o filme traça o retrato de um homem obsessivo, instável, difícil de lidar, mas ao mesmo tempo um dos maiores artistas da história da Suécia, e também o primeiro diretor a receber a “Palma das Palmas” no festival de Cannes.
The Crown: Helena Bonham Carter aparece como a primeira Margaret em novas fotos da 3ª temporada
A Netflix divulgou novas imagens da 3ª temporada de “The Crown”. Após revelar a primeira foto de Olivia Colman (série “Broadchurch”) como a rainha Elizabeth II, plataforma de streaming mostrou os visuais de Helena Bonham Carter (“Cinderela”) como a princesa Margaret, irmã da monarca, e Ben Daniels (série “The Exorcist”) caracterizado como Antony Armstrong-Jones, o controverso marido da princesa. Todo o elenco central vai mudar nos novos episódios para refletir a passagem do tempo, pois a série, que iniciou com episódios passados na década de 1950, vai chegar agora aos anos 1970. O elenco central também trará Tobias Menzies (série “Outlander”) como o príncipe Philip e Jason Watkins (“A Bússola de Ouro”) no papel do primeiro-ministro Harold Wilson. Apesar do começo da divulgação, ainda não foram revelados os intérpretes de alguns personagens importantes, como o príncipe Charles, Camilla Parker Bowles e Diana Spencer. A princesa Diana deve aparecer no final do terceiro ano da série para ganhar mais destaque na 4ª temporada, situada uma década depois. Diana conheceu o Príncipe Charles em 1977, quando tinha 16 anos e o herdeiro da coroa britânica namorava sua irmã mais velha, Lady Sarah. Já Camilla Parker Bowles foi a primeira namorada séria do Príncipe Charles e virou sua amante enquanto ele era casado com Lady Di. Após o divórcio de Diana, os dois assumiram o relacionamento, o que gerou grande polêmica na sociedade britânica da época. A 3ª temporada ainda não tem previsão de estreia. Por outro lado, a Netflix informou que irá produzir o quarto ano simultaneamente, com o mesmo elenco, o que diminuirá o intervalo de exibição entre as duas temporadas.
Clássico do terror Creepshow vai virar série do criador dos zumbis de The Walking Dead
O clássico de terror “Creepshow: Arrepio do Medo” vai virar série. O filme de 1982 era uma antologia de cinco contos assustadores, reunidos numa estrutura que prestava homenagem aos quadrinhos do gênero dos anos 1950, como “Contos da Cripta”. Mas a produção também se tornou celebrada por juntar dois mestres do terror, rendendo um dos poucos roteiros originais escritos por Stephen King para o cinema, com direção de George A. Romero (o criador dos zumbis modernos). Fez tanto sucesso que gerou duas continuações, em 1987 e 2006, sem o envolvimento direto de King. A série vai manter a estrutura de antologia, contando uma história completa por episódios, com produção a cargo de um discípulo de Romero: Greg Nicotero, diretor, produtor e responsável pela maquiagem dos zumbis de “The Walking Dead”. Nicotero tem forte ligação com o original. Foi durante uma visita ao set da produção que ele conheceu o seu mentor Tom Savini, de quem virou assistente de maquiagem no clássico de zumbis “Dia dos Mortos” (1985), dirigido por Romero. Ele também trabalhou nos efeitos de “Creepshow 2”, antes de virar um mestre da maquiagem de terror. “Esse é um projeto muito pessoal para mim”, disse Nicotero em nota oficial. “‘Creepshow’ é um daqueles filmes que realmente abraçam o espírito do terror, tem histórias que causam empolgação e arrepios, e que celebram uma das expressões mais puras do gênero, as história sem quadrinhos. Sinto-me honrado em poder continuar essa tradição”. A atração será produzida para o serviço de streaming Shudder, especializada em terror, lançado há três anos pelo canal pago AMC – que exibe “The Walking Dead” nos Estados Unidos. Pretendendo investir em conteúdo original para atrair mais assinantes, o Shudder também está desenvolvendo outros projetos, incluindo uma série criada por Patty Jenkins (diretora de “Mulher-Maravilha”). Ainda não há previsão de estreia para as novas atrações da plataforma.
Primeiras fotos acompanham reboot e mudança de título da série Narcos
A Netflix divulgou as primeiras fotos do que seria a 4ª temporada da série “Narcos”, destacando seus dois novos protagonistas. Mas esta não é a maior novidade da produção, e sim o fato de que as imagens pertencem, na verdade, à 1ª temporada de “Narcos: México”. A atração mudou de título e será reiniciada com a mudança da locação, deixando de acompanhar o narcotráfico baseado na América do Sul para centrar a ação nos cartéis do México. A mudança foi tão radical que não repetirá mais os protagonistas das temporadas anteriores. Por isso, fez sentido tratar a produção como uma série diferente. As imagens e a sinopse divulgadas confirmam que a nova história será estrelada por Diego Luna (“Rogue One”) e Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”). Os dois trabalharam juntos anteriormente na cinebiografia dramática “Cesar Chavez” (2014), que Peña protagonizou e Luna dirigiu. Diz a sinopse oficial: “Ao deixar o território colombiano depois de três temporadas, ‘Narcos: México’ explora a origem da atual guerra do tráfico na região ao voltar às suas raízes, um período em que o universo das drogas mexicano era protagonizado por uma gangue desorganizada de produtores e traficantes independentes. A série mostra a ascensão do Cartel de Guadalajara nos anos 1980, quando Félix Gallardo (Diego Luna) assume o comando e une os traficantes para construir um império. Quando o agente do DEA (Drug Enforcement Administration, departamento de combate às drogas dos EUA) Kiki Camarena (Michael Peña) se muda da Califórnia com sua esposa e filho para assumir um novo cargo em Guadalajara, descobre rapidamente que sua tarefa será mais difícil do que poderia imaginar. À medida que Kiki se familiariza com os métodos de Félix e se envolve cada vez mais com sua missão, tem início uma série de acontecimentos trágicos que mudarão as regras do tráfico local e a forma como ele será combatido por muitos e muitos anos”. “Narcos: Mèxico” vai estrear em 2018, em data ainda não confirmada.
A Freira: Terror com criatura de Invocação do Mal 2 ganha novo pôster
A Warner divulgou o novo pôster de “A Freira” (The Nun), o filme da freira demoníaca de “Invoção do Mal 2”. A imagem mostra um retrato queimado de Taissa Farmiga (série “American Horror Story”), que esconde atrás de si a criatura – ou Bonnie Aarons maquiada e vestida para o Halloween. Como os spin-offs anteriores do universo de “Invocação do Mal”, “A Freira” será um prólogo. Mas sua ambientação vai ainda mais longe no tempo, situando-se antes mesmo dos eventos de “Annabelle: A Criação do Mal” (2017). Na trama, Taissa Farmiga vive uma jovem noviça, que tem visões da freira sombria. Estas visões alertam a Igreja, que a convoca para visitar uma abadia romena “com longa história”, na companhia de um padre, vivido por Demián Bichir (“Os Oito Odiados”). A criatura que assombra seus sonhos teria a ver com eventos que aconteceram naquele lugar. Juntos, eles precisam desvendar um segredo profano, arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas para confrontar a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”. O elenco também inclui Jonas Bloquet (“Faces de uma Mulher”), Charlotte Hope (série “Game of Thrones”), Ingrid Bisu (“Toni Erdmann”) e Jonny Coyne (série “Mom”). O diretor James Wan (de “Invocação do Mal” e sua continuação) e o roteirista Gary Dauberman (de “Annabelle” e sua sequência) assinam a história, mas a direção está a cargo de Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”). “A Freira” tem estreia prevista para 6 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












