PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Série

    Pôster de Westworld diz que o caos assume o controle da 2ª temporada

    25 de março de 2018 /

    O canal pago HBO divulgou o pôster da 2ª temporada de “Westworld”, que traz um abutre robótico num cenário desértico, ao lado do chapéu do Homem de Preto (Ed Harris), acompanhando pela frase “O caos assume o controle”. Os novos episódios de “Westworld” vão mostrar o que acontece após a rebelião dos robôs que encerrou a temporada inaugural. A estreia está marcada para 22 de abril. Chaos takes control.#Westworld premieres 4.22 at 9PM on @HBO. pic.twitter.com/IA3FEXUs3n — Westworld (@WestworldHBO) March 22, 2018

    Leia mais
  • Etc

    Cara Delevingne está namorando filha de Michael Jackson

    25 de março de 2018 /

    A modelo e atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) está namorando Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson. Os rumores de um relacionamento entre as duas circulava desde o fim do ano passado, mas só foi confirmado na quinta (22/3), quando foram clicadas nas ruas de Los Angeles se beijando e sorrindo. Elas se beijaram depois de sair de um jantar com Macaulay Culkin, padrinho de Paris. Ou seja, um encontro para conhecer “a família”. A evolução indica que o relacionamento é mais sério que outros de Delevingne, que já chegou a receber juras de amor de Michelle Rodriguez (da franquia “Velozes e Furiosos”) e namorou por um ano a cantora St. Vincent. As duas se conheceram em maio do ano passado, na premiação de cinema da MTV e começaram a ser vistas em novembro, saindo de uma balada de mãos dadas. Depois disso, Paris passou o Natal em Londres na casa da nova amiga e a acompanhou até a Checoslováquia, onde a atriz gravou a série “Carnival Row”, prevista para 2019. Em fevereiro, as duas foram juntas ao London Fashion Week e o jornal Daily Mail publicou fotos do casal chegando a um hotel de mãos dadas. Desde então, a filha de Michael Jackson tem compartilhado vídeos e fotos na cama com Cara. Apesar disso, o casal ainda não comentou o relacionamento em público.

    Leia mais
  • Série

    Vídeo de bastidores de The Americans apresenta os rumos do final da série

    24 de março de 2018 /

    O canal pago americano FX divulgou um vídeo de bastidores da 6ª e última temporada de “The Americans”. A prévia traz o criador Joseph Weisberg (roteirista da série “Falling Skies”) e o produtor Joel Fields (“Rizzoli & Isles”) comentando os temas e os rumos do final da série, em particular como o desmantelamento da União Soviética afeta o casal de espiões vivido por Keri Russell e Matthew Rhys. Enquanto ele resolve se afastar do trabalho de espionagem, ela passa a contar com apoio da filha mais velha (Holly Taylor). Elogiadíssima pela crítica, a série já rendeu dois Emmys de Melhor Atriz Convidada para Margo Martindale (série “Justified”), pelo papel da encarregada de transmitir as missões para os espiões. A 6ª temporada estreia em 28 de março nos Estados Unidos.

    Leia mais
  • Série

    Novo trailer de The 100 mostra luta pela sobrevivência na Terra

    24 de março de 2018 /

    A rede CW divulgou mais um trailer da 5ª temporada de “The 100”. O vídeo mostra novos conflitos e a luta pela sobrevivência após o segundo apocalipse na Terra. A série vai retornar após o salto temporal de seis anos do final da 4ª temporada, que mostrou Clarke (Eliza Taylor) e uma menina (Lola Flanery) como os últimos habitantes da superfície da Terra, após Praimfaya, o fogo radioativo apocalíptico que destruiu o planeta pela segunda vez. Anos se passaram sem ela saber se o grupo de Bellamy (Bob Morley) e Raven (Lindsey Morgan) sobreviveu em sua viagem suicida para o espaço ou se o grupo de Octavia (Marie Avgeropoulos) e sua mãe (Paige Turco) conseguiu se salvar no abrigo subterrâneo, cuja entrada foi soterrada por escombros. Mas sua solidão é bruscamente interrompida pela chegada de uma nave ameaçadora, que ela nunca tinha visto. A 5ª temporada de “The 100” estreia em 24 de abril nos Estados Unidos.

    Leia mais
  • Série

    Trailer da 3ª temporada de Colony revela guerra entre alienígenas

    24 de março de 2018 /

    O canal pago americano USA divulgou o primeiro trailer da 3ª temporada da série sci-fi “Colony”, estrelada por Josh Holloway (série “Lost”) e Sarah Wayne Callies (série “The Walking Dead”). A prévia mostra que a família do casal conseguiu escapar da destruição de Los Angeles, apenas para se deparar com o que parece ser uma guerra entre os próprios alienígenas invasores. Criada por Carlton Cuse (produtor das séries “Lost” e “Bates Motel”) e Ryan Condal (roteirista de “Hércules”), “Colony” apresenta uma nova ordem mundial, após a Terra ser invadida por uma raça alienígena. A série tem diversos episódios dirigidos pelo cineasta argentino Juan José Campanella, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “O Segredo de Seus Olhos” (2009), e mantém uma audiência fiel em torno de 800 mil telespectadores semanais. A nova temporada tem estreia marcada para 2 de maio nos Estados Unidos e será exibida no Brasil pelo canal pago TNT Series.

    Leia mais
  • Série

    2ª temporada de Legion ganha novo teaser surreal

    24 de março de 2018 /

    O canal pago FX divulgou novo teaser da 2ª temporada de “Legion”, que segue o clima surreal da divulgação da série – desta vez, com referências às ilusões de ótica de Cornelius Escher. A nova temporada vai destacar o “verdadeiro vilão” da série: o Rei das Sombras (vivido a partir dos novos episódios por Navid Negahban, o Abu Nazir da série “Homeland”). O parasita mental que queria enlouquecer o protagonista David Haller (Dan Stevens) se tornou mais poderoso e estaria incapacitando vários mutantes. Criada por Noah Hawley (criador também de “Fargo”), “Legion” é inspirada pelos universo dos quadrinhos dos “X-Men”. Nas publicações da Marvel, David Haller é filho do Professor Xavier. Com dez novos episódios, a 2ª temporada estreia em 3 de abril nos Estados Unidos. A data da exibição nacional ainda não foi anunciada, mas a 1ª temporada teve lançamento simultâneo no Brasil pelo canal pago Fox.

    Leia mais
  • Série

    3ª temporada de The Expanse ganha novos vídeos com bastidores, perfis de personagens e trailer

    24 de março de 2018 /

    O SyFy divulgou novos vídeos da 3ª temporada de “The Expanse”, com trailer, bastidores e perfis de personagens da atração, que é mais cara do canal pago americano. “The Expanse” é baseada na franquia de livros “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey, e se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e no cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que ameaça conduzir a uma guerra entre mundos. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série é estrelada por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Frankie Adams (do vindouro “Máquinas Mortais”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada contará ainda com participação recorrente da atriz Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”) num papel descrito, por enquanto, apenas como alguém “que traz uma nova perspectiva espiritual para a série”. Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido, especialmente entre a crítica, animou o Syfy a investir na sua continuação.

    Leia mais
  • Filme

    Homem-Aranha vira Vingador em novos comerciais de Guerra Infinita

    24 de março de 2018 /

    A Marvel divulgou dois novos comerciais de “Vingadores: Guerra Infinita”. Um deles mostra o Visão (Paul Bettany) ferido, enquanto outro revela o Homem-Aranha (Tom Holland) sendo promovido a Vingador pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.). O filme vai reunir todos os heróis que apareceram nos longas anteriores da Marvel para enfrentar Thanos (Josh Brolin), um titã louco e poderoso, que ameaça destruir o universo. Com direção dos irmãos Russo (“Capitão América: Guerra Civil”), a estreia está marcada para 26 de abril no Brasil.

    Leia mais
  • Filme

    Site denunciado na Lava-Jato ataca O Mecanismo e ensina “como protestar junto à Netflix”

    24 de março de 2018 /

    As fronteiras entre realidade e ficção ruíram neste fim de semana com a estreia da série “O Mecanismo” na Netflix. A série que se inspirou na Operação Lava-Jato para denunciar o maior esquema de corrupção política do Brasil foi atacada neste sábado (24/3) por um site denunciado justamente por receber dinheiro de propina dos indiciados na investigação da Polícia Federal. O site Brasil 247 definiu a série como “criminosa” e está em campanha contra José Padilha, exigindo um pedido de desculpas da Netflix pela produção. “É criminosa a série ‘O Mecanismo’, lançada pela Netflix na antevéspera do que seria a prisão do ex-presidente Lula”, diz um dos muitos textos não assinados publicados pelo site nas últimas horas. “Embora diga ser baseada em fatos reais, a série é uma coleção de preconceitos e ‘fake news’. Entre as cenas mais grotescas, dirigidas pelo brasileiro José Padilha, o doleiro Alberto Youssef frequenta o comitê da campanha do PT, a presidente Dilma Rousseff grava um pronunciamento eleitoral sobre como ‘estocar vento’ e o ex-presidente Lula diz a Michel Temer para não se preocupar com os ‘açougueiros’ da JBS”. Entretanto, ao contrário do filme “Polícia Federal: A Lei É para Todos”, a série não identifica nenhuma pessoa real com os nomes citados nessa reclamação. O texto ainda diz que vai ensinar “como protestar junto à Netflix” e em seguida publica o telefone do serviço de atendimento aos clientes da plataforma. Apesar de não ser assinado, o texto abre aspas para dar voz – e identidade – a um suposto leitor indignado, Alexandre Mendes Santos, que define a série como “lamentável”, especialmente por dizer que “o maior problema do Brasil é a ‘corrupção'”. Ao final, ele conclama “os companheiros” a exigir “da diretoria da empresa um pedido de desculpas à imensa maioria dos brasileiros e brasileiras que foram ultrajados na pela (sic) série de Padilha”. Outros textos similares foram publicados, dando vozes a internautas indignados, que dizem que Padilha é “pior que coxinha” e a série é “fake news”. “Fake news”, por sinal, é usado como slogan vazio, repetido várias vezes na cobertura do site, embora a série, obviamente, seja… uma série. Para ser mais didático: série não produz fake news porque não é noticiário. Já site… Segundo o delator da Operação Lava Jato, Milton Pascowitch, o site da Editora 247, representada pelo jornalista Leonardo Attuch, que foi alvo de condução coercitiva da PF, recebeu dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras. Em despacho, o juiz Sérgio Moro identificou que o apoio do site Brasil 247 teria sido comprado pelo ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto. Às vésperas do impeachment, Dilma Rousseff ainda firmou um contrato de RS$ 2,1 milhões com o site. Antes de fundar o Brasil 247, Attuch foi alvo de investigação da Operação Satiagraha, acusado pelo jornalista Mino Pedrosa de usar seu cargo e função na revista IstoÉ Dinheiro para defender o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas, também denunciados por corrupção, por meio de… “fake news” – a expressão é usada aqui de forma anacrônica, já que só virou slogan após ser popularizada por Donald Trump no ano passado.

    Leia mais
  • Filme

    Falta Guillermo Del Toro na continuação genérica de Círculo de Fogo

    24 de março de 2018 /

    Alguns filmes não nasceram para gerar franquia. Guillermo del Toro destilou todo seu amor por monstros japoneses (os kaijus) e caprichou mais que deveria no divertidíssimo “Círculo de Fogo”, de 2013, que passa longe de ser apenas um festival de lutas épicas entre criatura colossais e robôs gigantescos. Mas a brincadeira deveria ter parado quando as luzes do cinema acenderam, afinal o diretor não deixou um final aberto e se preocupou em concluir sua história. Embora sempre tenha dito que gostaria de ver mais filmes sobre sua criação, del Toro preferiu fazer “A Forma da Água”, que não rendeu quatro Oscars à toa, incluindo os de Melhor Filme e Direção, a se repetir numa continuação. Pois não deu outra: “Círculo de Fogo: A Revolta” é uma bomba de proporções monstruosas. Os roteiristas Emily Carmichael, Kira Snyder, T.S. Nowlin e o próprio diretor Steven S. DeKnight não sabem o que fazer com a história e demoram mais de uma hora para arrumar uma desculpa tão esfarrapada quanto insólita (no pior sentido da palavra) para trazer os kaijus de volta. E quando eles aparecem, o filme já está acabando e com a plateia morrendo de tédio. Quem paga para ver um “Círculo de Fogo” não espera ver um filme dominada por diálogos clichês, disputas de egos inflados e personagens desinteressantes. Mas é o que a continuação entrega. Ao longo da projeção não há a menor evolução no arco do novo protagonista da franquia, Jake (John Boyega), que não é qualquer personagem, mas o filho – que ninguém sabia que existia – de um dos heróis do original, Stacker Pentecost (o cancelador de apocalipses Idris Elba). Boyega tem carisma e é conhecido do grande público como o Finn de “Star Wars”, mas aqui fica deslocado pelo esforço de demonstrar marra, especialmente quando fica nítido que a personagem mais bacana, e que merecia um tratamento mais caprichado do roteiro, é a menina Amara Namani (a cantora Cailee Spaeny), que rouba todas as cenas e é a melhor coisa do filme. “Círculo de Fogo: A Revolta” também sofre cada vez que Scott Eastwood, o filho do mito, entra em cena com toda sua canastrice. Pior que ele é o modo como Steven S. DeKnight e os outros roteiristas tratam os personagens do filme anterior. Charlie Hunnam, que foi somente o cara principal de “Círculo de Fogo”, não é sequer mencionado; Rinko Kikuchi tem participação especial (de ruim) e sai de repente de cena da forma mais burra (helicóptero deve pousar no meio de uma briga entre dois jaegers?); e Charlie Day deixa de ser um cientista excêntrico para assumir um novo papel, que fica no meio do caminho entre o engraçadinho e o grotesco, algo digno de “Power Rangers”. Até os efeitos especiais de “Círculo de Fogo” não impressionam mais. E têm o agravante de serem apresentados à luz do dia, que tornam perceptíveis qualquer borrão ou falha, quando Guillermo del Toro, de forma mais inteligente, criou um espetáculo visual ao explorar o contraste do excesso de cores com a escuridão da noite. “Círculo de Fogo: A Revolta” é um caso exemplar de como o diretor faz toda a diferença no resultado final de uma obra. Guillermo del Toro deixara claro seus sentimentos pelo material ao transformar um filme de monstros e robôs gigantes em algo que entendemos como cinema de verdade. Já a sequência foi feita no piloto automático. Ao retirar o coração que animava os robôs gigantes, o filme se torna sem emoção, genérico e pequeno como uma produção de streaming para se ver no celular.

    Leia mais
  • Filme

    Por Trás dos Seus Olhos enfatiza aspecto visual para disfarçar que não há o que ver

    24 de março de 2018 /

    No filme “Por Trás dos Seus Olhos”, o diretor Marc Foster aproveita a trama sobre uma mulher que ficou cega num acidente de infância, mas pode voltar a enxergar com as novas possibilidades da medicina atual, para realizar uma experimentação visual bem interessante. Mais do que a história, as imagens é que fazem a força do filme. Em excesso, até. A câmera de Foster leva o público a enxergar embaçado, perder o foco, nublar, sofrer variações e desequilíbrios, que tentam mimetizar a experiência da cegueira, com sua vulnerabilidade, inseguranças e medos. A percepção das luzes, da água, do vento, do movimento e dos ambientes traz grandes sensações e induz à imaginação. Retomar a visão ou parte dela, recuperando a magia das cores e o colorido da vida, produz um efeito deslumbrante. Para isso, é especialmente favorável a locação vibrante de Bangkok, na Tailândia, onde o personagem James (Jason Clarke), marido de Gina (Blake Lively), a portadora da deficiência visual, trabalha no ramo de seguros. A variedade de flores por lá é uma festa! O casal formado por James e Gina, vivendo num país estrangeiro, parece caminhar muito bem, já que a dependência afetiva que ela tem dele é bem resolvida e acolhida por ambos. Só estariam faltando filhos. Mas, com o retorno à visão, aquilo que estava na mente, na imaginação dela, nem sempre se apresenta do modo esperado e nem de forma a ser bem recebido. O conflito, então, tende a se estabelecer, exigindo novos comportamentos e soluções. Um novo relacionamento tem de ser construído. Assim como novas relações vão se estabelecer. A atriz Blake Lively tem um desafio e tanto, no papel da mulher que, de cega, passa progressivamente a ver, e que pode ter recaídas. A câmera se esbalda ao explorar esse universo visual inconstante. Há um tanto de maneirismo nessa exploração visual, ela acaba se colocando à frente dos personagens e da trama. Ou seja, a técnica se torna visível demais. As imagens são bonitas, sedutoras. O ambiente psicológico que se transforma com a visão também prende a atenção do espectador. Enfim, tudo muda. Para chegar a quê? Uma trama previsível de suspense doméstico.

    Leia mais
  • Filme

    A Livraria oferece uma fábula para amantes de cultura

    24 de março de 2018 /

    “A Livraria” é um filme espanhol, dirigido pela cineasta catalã Isabel Coixet (“A Vida Secreta das Palavras”). Mas a verdade é que não poderia ser mais inglês. A trama é uma adaptação do romance homônimo, de Penelope Fitzgerald, e se passa na pequena cidade litorânea inglesa de Hardborough, em 1959. O filme nos transporta ao pequeno mundo daquela localidade, com seus hábitos, costumes, valores provincianos, vestimentas e modo de falar e se comportar com precisão, direção de arte impecável, ótima reconstituição de época. É um charme só. Pelo menos, na aparência. Na realidade, a tal localidade é marcada por um conformismo, uma acomodação e um conservadorismo nada charmosos. Vigoram por lá a ignorância, a inveja e a falsa moral. Que é o que a personagem Florence Green (Emily Mortimer) vai sentir na pele, quando resolve encarar o seu grande sonho de montar uma livraria numa casa muito antiga da família, que lhe restou como herança. Com espírito empreendedor, misturado a uma tenacidade e a uma alma sonhadora, Florence, contra tudo e contra todas as previsões, terá sucesso nessa empreitada maluca. Aí terá de lidar com a hostilidade da mediocridade, a inveja dos acomodados e a sordidez humana que se escondem debaixo das aparências charmosas. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento, já diz o ditado. O pior é que tudo se dá com base em argumentos ridículos e mesquinhos, mas em defesa da arte. E das verdades inventadas pela fofoca e pela maldade que ela distila. A diretora Isabel Coixet conta que se identificou muito com a personagem Florence do romance, com seu espírito livre, capaz de transformações. De fato, ela levanta a poeira daquela comunidade sonolenta, que se transfigura em hostilidade. Mas também encontra quem já amava a boa literatura, escondido no seu canto, o sr. Brundisk (Bill Nighy), a menina que a ajudará com dedicação e os que descobrem a maravilha da leitura, com trabalhos provocantes, como o de Vladimir Nabokov, em “Lolita”, ou Ray Bradbury, em “Fahrenheit 451”. E ela segue em frente, seguirá sempre, em busca de seus sonhos, suas utopias, que podem se resumir a ideias ingênuas e bem intencionadas. Mas que incomodam da mesma maneira os de alma pequena, onde nada vale a pena, invertendo Fernando Pessoa. A narrativa de “A Livraria” não resiste ao realismo, é fabular. Florence é uma espécie de fada que encontra sua alma gêmea e combate a bruxa: a sra. Gamart (Patricia Clarkson), que personifica a mediocridade maldosa da comunidade. O bem pode estar nos livros e o mal, na inveja e na burocracia, por exemplo. É um bom modo de apontar para a hipocrisia do mundo. Potencializada pelos pequenos e encantadores povoados ingleses, que se materializam no trabalho cinematográfico de uma cineasta talentosa de Barcelona, que venceu o prêmio Goya de Melhor Filme (o Oscar espanhol) com “A Livraria”.

    Leia mais
  • Filme

    Em Pedaços transforma o ressurgimento da ameaça nazista em thriller

    24 de março de 2018 /

    Um thriller assustador, provocador, que faz pensar… e muito. “Em Pedaços”, trabalho do cineasta alemão de ascendência turca Fatih Akin, mexe fundo na ferida do preconceito, no papel da justiça, na violência que gera mais violência, no dilema moral que se apresenta em situações desesperadoras. Muito bem realizado, com um diretor que não só sabe filmar bem, mas sabe o que quer e que debates impulsionar. Foi reconhecido pelo Globo de Ouro e pelo Critics’ Choice Awards como o Melhor Filme Estrangeiro do ano e Diane Kruger foi premiada como Melhor Atriz em Cannes. Foi, ainda, o indicado pela Alemanha para entrar na corrida do Oscar, mas ficou de fora da lista final. A personagem Katja, em brilhante desempenho de Diane Kruger, vê o mundo desabar aos seus olhos quando concretiza que perdeu tudo o que dava sentido à sua existência. Alemã, casada com um turco e com um filho de 7 anos que adorava, vê a vida deles ceifada por uma bomba, colocada no escritório do marido num dia em que o menino estava lá com o pai. Ela descobrirá que a morte brutal não foi atentado de nenhum muçulmano radical, como se pretendia, não tinha a ver com imigrantes ou com bandidos vindos de fora. Foi um produto genuinamente alemão, tão loiro quanto ela: um grupo de neonazistas. Envolvia até uma bela jovem alemã, que ela havia visto estacionar sua bicicleta no local do escritório. Como Katja lidará com essa situação demolidora é o que o filme desenvolverá, numa narrativa pra lá de envolvente e que mantém o suspense até o final. Provoca reações na plateia, que convidam a uma conversa daquelas de pensar na vida, nas sociedades do mundo atual, nos rumos da própria humanidade, nas nossas escolhas e nos nossos destinos. Nas contingências da existência, enfim. O fato de abordar crimes praticados por neonazistas é muito oportuno, num momento em que o mundo parece fazer uma inflexão pela extrema direita e as diversas expressões do fascismo têm sobressaído de onde menos se espera.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie