Diretor de Distrito 9 confirma que os planos de Alien 5 estão mortos



O diretor Neill Blomkamp (“Distrito 9”, “Elysium”) confirmou que seus planos para retomar a franquia “Alien” com uma continuação, intitulada “Alien 5” estão mortos. “Eu acho que o projeto está totalmente morto, sim. Essa é uma constatação precisa agora. É triste. Passei um bom tempo trabalhando nele e eu acho que era excelente”, disse o diretor, em entrevista ao site The Verge.

Ele mencionou que a morte foi consequência da política interna da Fox e citou o nome do diretor de Ridley Scott, que retornou à franquia, após iniciá-la em 1979, com dois prólogos – “Prometheus” (2012) e “Alien: Covenant” (2017).

“Ridley Scott era um dos meus ídolos de juventude. Ele é tão talentoso e fez esse filme (‘Alien – o 8º Passageiro’) que realmente me direcionou. Eu quis apenas ser respeitoso e não pisotear neste mundo que ele criou. Acho que se as circunstâncias fossem diferentes e se eu não sentisse que estava muito perto de algo que ele obviamente sente uma conexão pessoal forte, então as coisas seriam diferentes. Mas eu quis ser o mais respeitoso possível”.

Scott, que acaba de lançar “Alien: Covenant”, chegou a dizer que o projeto de Blomkamp “jamais verá a luz do dia”. Ele ainda minimizou a iniciativa. “Nunca houve um roteiro, foi uma ideia que surgiu de umas 10 páginas, mas não evoluiu”, afirmou.

O filme de Blomkamp traria de volta Ripley (Sigourney Weaver), heroína da franquia, além de Dwayne Hicks (Michael Biehn) e a menina Newt, personagens de “Aliens – O Resgate” (1986).


Tanto Hicks quanto Newt se tornaram personagens muito populares após “Aliens – O Resgate”, a ponto de terem aparecido na primeira história em quadrinhos derivada da franquia, que, na época, era uma continuação direta do filme – escrita por Mark Verheiden (futuro roteirista de “Battlestar Galactica”) em 1988. O problema é que “Alien 3” (1992) resolveu matar os dois fora de cena, na viagem espacial até o planeta prisão em que Ripley, a única sobrevivente, desperta.

Muitos fãs ficaram inconformados com o destino da dupla. Até que, sem alarde, Hicks reapareceu na franquia, resgatado no game “Colonial Marines” (2013), outra continuação em mídia diferente de “Aliens – O Resgate” (escrita por Bradley Thompson e David Weddle, ambos também de “Battlestar Galactica”). O game apresentava uma explicação convincente para justificar sua sobrevivência e, mais importante, chegou a ser considerado parte oficial da cronologia de “Aliens”.

Blomkamp pretendia oficializar este status. Quando apresentou para a Fox seus planos para realizar “Alien 5”, o diretor sugeriu que o longa seria uma continuação direta do filme de 1986. “Eu quero que esse filme seja literalmente um irmão genético de ‘Aliens’, então seria ‘Alien’ (1979), ‘Aliens’ e esse filme”, ele disse, em entrevista sobre o projeto.

Os planos, porém, foram interrompidos logo em seguida, quando o estúdio decidiu adiar indefinidamente o projeto de “Alien 5” para priorizar “Alien – Covenant”, a sequência de “Prometheus” (2012), dirigida por Ridley Scott. A Fox preferiu investir num prólogo que não se conecta com o primeiro “Alien” ao filme que seria a continuação da franquia.

Desde seu lançamento nos cinemas, há quase um mês, “Alien – Covenant” arrecadou US$ 173,9 milhões em todo o mundo. Ainda falta a estreia na China, mas os valores são considerados muito baixos para uma produção que custou US$ 97 milhões. Em outras palavras, Ridley Scott terá sido o responsável por inaugurar e terminar a franquia.



Pedro Prado é cinéfilo, fã de séries e quadrinhos, fotógrafo amador e bom amigo da vizinhança.



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