Agents of SHIELD: Veja a primeira foto e um teaser do novo “Motoqueiro” Fantasma
A Marvel divulgou a primeira foto de Gabriel Luna (série “Matador”) como o “Motoqueiro” Fantasma da TV, além de um teaser de sua aparição na série “Agents of SHIELD”. O vídeo é um registro tremido de celular, no melhor estilo da estética “found footage” dos filmes de terror. E deixa claro o problema que os tradutores brasileiros terão para apresentar o personagem. O detalhe é que “rider”, do nome original “Ghost Rider”, quer dizer apenas “motorista” em inglês – o motoqueiro ficou por conta dos editores de quadrinhos brasileiros dos anos 1970. E o personagem vivido por Luna não será o mesmo que foi interpretado por Nicolas Cage em dois filmes. Enquanto Cage deu vida a Johnny Blaze, o personagem original dos quadrinhos, “Agents of SHIELD” irá apresentar a nova encarnação do Espírito da Vingança, Robbie Reyes. E ele não é motoqueiro. Este “Ghost Rider” se locomove com um Dodge Charger infernal. A decisão de introduzir o personagem na série foi explicada pelo produtor Jeb Whedon durante a San Diego Comic-Con. “Com Doutor Estranho chegando esse ano, o Universo Marvel está entrando em novas águas. Nós sentimos que esse era obviamente um grande personagem que gostaríamos de ver em nossa série, e que preenche essa vaga”, ele ponderou, completando: “Nós decidimos começar com Robbie Reyes porque ele é mais recente nos quadrinhos, e porque também seria interessante trazer alguém com o histórico cultural dele para nossa série… Vamos continuar fieis às suas circunstâncias. Mas assim como qualquer outra propriedade que usamos, tomaremos algumas liberdades.” A 4ª temporada de “Agents of SHIELD” estreia em 20 de setembro na rede americana ABC. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Paolo Sorrentino planeja filmar cinebiografia de Silvio Berlusconi
O cineasta italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “A Grande Beleza” (2013), revelou, durante o Festival de Veneza, que fará uma cinebiografia do ex-Primeiro Ministro italiano Silvio Berlusconi. Segundo a revista americana Variety, que cita uma “fonte confiável”, a produção se chamará “Loro”, palavra que significa “Eles” em italiano, mas também faz trocadilho com “L’oro”, ou “O ouro”. Sorrentino já estaria trabalhando no roteiro, para começar a filmar em 2017. Vale lembrar que ele já fez uma cinebiografia sobre um ex-premier da Itália: “Il Divo” (2008), sobre a vida de Giulio Andreotti, produção que venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes. O cineasta encerrou recentemente as gravações de sua série “The Young Pope”, estrelada por Jude Law. Os primeiros episódios foram exibidos em première mundial no Festival de Veneza, mas a série ainda não possui data de estreia definida.
Daniel Craig teria recebido proposta de US$ 150 milhões para continuar como James Bond
Afinal, Daniel Craig vai ou não vai estrelar mais filmes da franquia “007”? A resposta parece variar conforme a semana. Num dia, sites “especializados” publicam suas listas de candidatos ao papel. No dia seguinte, a pauta é a nova oferta dos produtores para Craig voltar ao papel. Os rumores deste momento insistem que a Sony está o maior salário de todos os tempos para que Daniel Craig permaneça à frente da franquia. Segundo o site Radar, especialista em publicar fontes anônimas de fofocas de celebridades, os executivos do estúdio estão dispostos a pagar US$ 150 milhões para que o ator interprete James Bond em mais dois filmes, que seriam filmados consecutivamente. Antes do lançamento de “007 Contra Spectre” (2015), o ator de 48 anos disse em uma entrevista “preferir cortar os pulsos” a ter que fazer Bond mais uma vez — apesar de supostamente ter recebido US$ 65 milhões pelo filme. No entanto, uma fonte disse ao Radar que a declaração pode ter, na verdade, beneficiado Craig: “Ele deu uma cartada genial. Todo mundo sabe o quão adorado ele é pelos executivos, e a ideia de perdê-lo em um momento tão crucial para a franquia não é uma opção. Todos os chefões do estúdio estão preocupados”. Entre os possíveis candidatos a substituto de Craig no papel, segundo a internet, estão nomes como Idris Elba (“Círculo de Fogo”), Tom Hiddleston (“Thor”) e Aidan Turner (série “Poldark”). A Sony tem se negado a comentar os rumores. Já Craig está, atualmente, filmando “Logan Lucky”, novo filme de Steven Soderbergh, e ainda pretende estrelar “Purity”, sua primeira série americana.
Festival de Brasília 2016 exibirá 40 filmes
O 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anunciou sua programação completa, prometendo sua maior edição dos últimos anos na capital federal. Só a competição terá 9 longas-metragens, três a mais que nas edições anteriores, além de 12 curtas. A estes filmes se somam outros 20 em mostras paralelas e sessões especiais, chegando a um total de 40 produções cinematográficas. Premiado no Festival de Cannes deste ano, o documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, foi selecionado para abrir o festival, no Cine Brasília, com exibição apenas para convidados. Já o encerramento vai acontecer com a projeção de “Baile Perfumado” (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, numa homenagem aos 20 anos da produção e a retomada do cinema pernambucano. “A gente quer dar de novo ao festival a potência que ele tinha, de trazer para Brasília o melhor do cinema brasileiro, não só na mostra oficial, mas nas mostras paralelas também”, disse o secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, em comunicado, ecoando críticas feitas aqui mesmo na Pipoca Moderna. “Queremos que o festival de Brasília seja o festival dos festivais. Todo o cinema brasileiro potente tem que se reunir em Brasília. É o local de discussão política e estética do cinema. Este festival é o mais tradicional evento cultural de Brasília. É uma grande vitrine do estágio da produção tanto do ponto de vista da estética do cinema brasileiro quanto do seu papel político e da discussão política que se estabelece em Brasília”, afirmou o secretário. Todo os nove longas selecionados para a mostra competitiva são inéditos no circuito dos festivais brasileiros, mas dois já foram exibidos no exterior: a produção amazonense “Antes o Tempo Não Acabava”, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, que teve première no Festival de Berlim, e “A Cidade Onde Envelheço”, de Marilia Rocha, presente no Festival de Roterdã. A lista inclui ainda “Deserto”, dirigido pelo ator Guilherme Weber, “Elon Não Acredita na Morte”, de Ricardo Alves Jr., “Malícia”, de Jimi Figueiredo, “O Último Trago”, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti, e “Rifle”, de Davi Pretto. Os documentários “Martírio”, de Vincent Carelli, com Ernesto de Carvalho e Tita, e “Vinte anos”, de Alice de Andrade, completam a seleção. Ao todo, 132 filmes foram inscritos para participar da 49ª edição do festival, e os selecionados representam diferentes abordagens e regiões do país. Há desde estreantes, como Guilherme Weber, até veteranos do circuito dos festivais, como os irmãos Pretti e Pedro Diogenes. Uma novidade desta edição é a criação da Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, intelectual responsável pela criação do festival, que completaria 100 anos em 2016. O objetivo da medalha é homenagear uma personalidade do cinema brasileiro a cada ano. E a primeira será dada ao crítico de cinema de origem francesa Jean-Claude Bernadet. “Bernadet é um grande teórico, professor e roteirista e, hoje, um grande ator do cinema brasileiro. Ele tudo a ver com a história do festival de cinema”, disse Guilherme Reis. O Festival de Brasília deste ano acontecerá de 20 a 27 de setembro na capital federal. A programação do festival pode ser conferida no site oficial.
Com toda a polêmica, Aquarius estreia apenas em 10º lugar nas bilheterias
O filme que rendeu mais pauta na imprensa brasileira em 2016 não teve desempenho à altura de sua polêmica. “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, abriu apenas em 10º lugar nas bilheterias, levando 54 mil pessoas aos cinemas, entre quinta e domingo (4/9) num faturamento de R$ 880 mil em ingressos vendidos. Estrelado por Sonia Braga, o drama nacional foi exibido em 89 salas, com classificação indicativa para maiores de 16 anos. Quem conhece o mercado cinematográfico não esperava nada diferente. Afinal, o gênero dramático não costuma gerar blockbusters no Brasil e a distribuidora responsável por seu lançamento, Vitrine Filmes, é pequenina, com mais penetração no circuito limitado dos exibidores de filmes de arte. O pequeno número de salas reflete essa origem e jamais poderia dar num resultado expressivo. Mesmo assim, sobrou retórica a respeito de como a tática da politização transformaria o filme no grande blockbuster brasileiro de 2016 – algo que talvez só a provisória indicação para maiores de 18 anos, superada na véspera da estreia, poderia evitar, numa suposta conspiração do “governo ilegítimo”. “Aquarius” pode se conformar em ter conseguido uma boa média de ocupação, com 442 espectadores por sala, bastante alta para produções nacionais – foi a terceira maior ocupação por sala da semana. Mas, por outro lado, teve menos público total que outro lançamento brasileiro da semana, o besteirol “Um Namorado para Minha Mulher”, de Julia Rezende, que abriu em 4º lugar com 127 mil ingressos vendidos e renda de R$ 2 milhões. Acima de tudo isso, o campeão das bilheterias nacionais foi, pela segunda semana consecutiva, a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, visto por 713 mil pessoas e rendendo mais R$ 11 milhões nos últimos quatro dias. Já a maior estreia da semana, “Star Trek: Sem Fronteiras” ficou com a vice-liderança, levando 260 mil pessoas aos cinemas, com um faturamento de R$ 4,9 milhões.
16 filmes brasileiros disputarão uma indicação no Oscar 2017
Dezesseis filmes brasileiros foram inscritos na comissão do Ministério da Cultura, que irá selecionar o representante do país na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017. A lista das produções inscritas foi divulgada pela Secretaria do Audiovisual e conta, entre outros, com “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, e “Chatô – O Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes. “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, “Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert, e “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, não foram incluídos na seleção por decisão de seus diretores, como protesto contra uma suposta “imparcialidade questionável” da comissão, no dizer de Mascaro, que colocaria o resultado em cheque. Os três diretores seguiram deixa de Kleber Mendonça Filho, que denunciou em carta aberta a inclusão do crítico Marcos Petrucelli, de visão política diferente da sua, como uma conspiração do “governo ilegítimo” contra seu filme “Aquarius”. Petrucelli criticou a photo-op de “Aquarius” no Festival de Cannes, quando Filho e seu elenco ergueram cartazes, em francês e inglês, para denunciar que “o Brasil não é mais uma democracia” por ter sofrido um “golpe de estado”. Além dos três cineastas desistentes, a própria comissão sofreu baixas, com as saídas do cineasta Guilherme Fiúza Zenha, que alegou motivos pessoais, e da atriz Ingra Lyberatto, que revelou ter sofrido pressões extremas da classe. Os dois foram substituídos pelos cineastas Bruno Barreto e Carla Camurati. Além disso, a presença de Petrucelli foi garantida pelo Secretário do Audiovisual, Alfredo Bertini. Os demais integrantes do comitê julgador são Adriana Rattes, Luiz Alberto Rodrigues, George Torquato Firmeza, Bruno Barreto, Carla Camurati, Paulo de Tarso Basto Menelau, Silvia Maria Sachs Rabello e Sylvia Regina Bahiense Naves. Em nota, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse confiar “plenamente na isenção e na capacidade da comissão avaliadora”. “Será um trabalho difícil, pois a safra de filmes brasileiros está excelente”, afirmou. Apesar da polêmica, a quantidade de filmes inscritos é alta. No ano passado, foram apenas nove títulos. E vale registrar que o responsável por polemizar todo o processo, Kleber Mendonça Filho, não retirou seu filme da competição, deixando seus três colegas solidários no vácuo. Veja a lista completa de filmes: “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho “Chatô – O Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”, de Afonso Poyart “Nise – O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner “Campo Grande”, de Sandra Kogut “Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil”, de Belisário Franca “Pequeno Segredo”, de David Schürmann “O Roubo da Taça” de Caíto Ortiz “A Despedida”, de Marcelo Galvão “O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum “Uma Loucura de Mulher”, de Marcus Ligocki Júnior “Vidas Partidas”, de Marcos Schechtman “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado “O Começo da Vida”, de Estela Renner “A Bruta Flor do Querer”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade “Até que a Casa Caia”, de Mauro Giuntini
Nada Será Como Antes: Vídeo revela papel sensual de Bruna Marquezine
A rede Globo divulgou uma prévia da minissérie “Nada Será Como Antes” centrada na personagem de Bruna Marquezine (novela “I Love Paraisópolis”). O vídeo revela algumas cenas quentes, já que a personagem da atriz é uma dançarina sensual de boate que quer ser atriz e, para isso, se envolverá com homens poderoso e até com mulheres na história. Infelizmente, o vídeo também mostra os velhos problemas de empostação de voz e direção de atores que deixa boa parte das minisséries da emissora parecendo novelas. A direção, por sinal, é de um profissional de novelas, José Luiz Villamarim (“Paraíso Tropical”), que recentemente trabalhou na minissérie “Justiça”. Mas a premissa foi idealizada por dois cineastas, Guel Arraes (“O Bem Amado”) e Jorge Furtado (“Real Beleza”). “Nada Será Como Antes” se passa nos anos 1950 e reflete o impacto da chegada da TV no Brasil. Entretanto, ao contrário do filme “Chatô, o Rei do Brasil”, que contou parte desta história com personagens inspirados em pessoas reais, a produção da Globo é inteiramente fictícia. A história se desenvolve em torno do romance entre o empresário visionário Saulo (Murilo Benício, da minissérie “Amores Roubados”), que aposta que a TV é o futuro, e seu grande amor Verônica (Débora Falabella, da série “Dupla Identidade”), a primeira estrela das telenovelas brasileiras. O elenco também inclui Daniel de Oliveira (“Alemão”), Fabrício Boliveira (“Nise: O Coração da Loucura”), Cássia Kis Magro (novela “A Regra do Jogo”) e Leticia Colin (“Um Namorado para Minha Mulher”). A minissérie terá 12 capítulos e estreia em 27 de setembro.
Veneza: François Ozon visita o cinema europeu clássico com provocação à Hollywood
Rodado em preto e branco e passado nos anos 1930, “Frantz”, do diretor francês François Ozon (“Dentro da Casa”), evoca uma produção clássica europeia. E, de fato, a história já foi filmada antes, pelo mestre alemão Ernst Lubitsch em “Não Matarás”, de 1932. Mas “Frantz” também é uma provocação a Hollywood. Por isso, o diretor não gosta que o chamem de remake. Na entrevista coletiva do Festival de Veneza, Ozon garantiu que “Frantz” não é uma refilmagem, pois, ao decidir rodar a história original, baseada numa peça do francês Maurice Rostand, não conhecia a obra de Lubitsch. Além disso, ele promoveu mudanças significativas na estrutura narrativa, mudando o foco para a personagem feminina e a situação da Alemanha do pós-guerra. Ele também explicou que a escolha do preto e branco não se deu apenas como homenagem ao cinema da época em que se passa a trama. “Nossas memórias da guerra estão vinculadas a essas duas cores, preto e branco, os arquivos, filmes e filmagens… esse é um período de mágoa e perda então eu pensei que o preto e branco fossem as melhores cores para a história”, disse para a imprensa. “Cores são muito mais emotivas e fornecem uma ideia sobre o sentimento de alguém”, completou. E, curiosamente, algumas cenas coloridas pontuam a narrativa, para enfatizar quando os personagens finalmente voltam à vida. O cineasta lembrou ainda que há poucos filmes sobre a 1ª Guerra Mundial, porque o nazismo que levou à 2ª Guerra Mundial capturou a imaginação mundial de tal forma que tudo o que o precedeu parece pouco importante. Um dos poucos foi um clássico do próprio cinema francês, “A Grande Ilusão” (1937), de Jean Renoir. “Frantz” tem uma cena de batalha, mas não é exatamente um filme de guerra e sim sobre suas consequências. A começar por seu título, nome de um soldado alemão morto em batalha. O filme acompanha sua jovem viúva Anna, interpretada por Paula Beer (“O Vale Sombrio”), que, numa visita ao cemitério, conhece o tenente francês Adrien (Pierre Niney, de “Yves Saint Laurent”), quando este deixa flores no túmulo de Frantz. O filme se constrói em torno de sentimentos de culpa e da paixão latente entre Anna e Adrien, estabelecendo-se quase como um melodrama, mas com as marcas do cinema de Ozon, em sua obsessão por contar histórias, esconder segredos e visitar a dor. Além disso, Ozon continua a provocar o público com armadilhas narrativas, num jogo de aparências derivado do suspense, que leva a ponderar o que é realmente verdade e que rumos terá sua trama. Pela primeira vez filmando em alemão, o cineasta defendeu em Veneza a decisão de escalar atores que falassem os idiomas originais de seus personagens, em vez de usar intérpretes falando a mesma língua com diferentes sotaques, como é comum nos filmes americanos. E aí provocou. “Em Hollywood, há essa convenção de que todo mundo fala inglês, mas o público não quer mais isso, porque eles querem ver a verdade”, disse Ozon. “Foi muito importante usar as línguas nativas porque elas são parte da cultura de ambos os países”, continuou, acrescentando que isso fez com que Niney precisasse aprender alemão durante as filmagens, para se comunicar com Beer.
Veneza: Mel Gibson vai à guerra e vence desafetos com filme heroico
Após passar uma década sem dirigir um filme, em decorrência das confusões de sua vida pessoal, o veterano ator e diretor mostrou não ter perdido a forma. Nem sua fé. A mesma fé que o levou a filmar “Paixão de Cristo” (2004), mas também o faz se exaltar e, numa ocasião documentada, proferir ofensas antissemitas, empodera o protagonista de “Até o Último Homem”. Por este prisma, o longa é praticamente uma provocação. “Até o Último Homem” (Hacksaw Ridge) é baseado na história verídica de Desmond Doss, um jovem adventista que se alista durante a 2ª Guerra Mundial, mas que, por causa da religião, recusa-se a pegar em armas. Chamado de covarde pelos outros soldados, ele consegue permissão para lutar desarmado, trabalhando como médico do batalhão. Mas quando as forças americanas sofrem um emboscada e são massacradas durante o desembarque numa ilha, torna-se um herói improvável, salvando as vidas de dezenas de companheiros. Doss acabou se tornando o único soldado a ser condecorado por bravura sem ter dado um único tiro na guerra. “O que me chamou a atenção é que ele é um homem comum que faz coisas extraordinárias, em circunstâncias difíceis”, disse o diretor, durante a entrevista coletiva. “A luta dele é singular: vai para a guerra munido apenas de fé e de convicção. E somente com essas duas coisas foi capaz de fazer coisas magníficas”, resumiu, enquanto alisava sua barba longa e grisalha. Na verdade, quem faz coisas magníficas em “Até o Último Homem” é o próprio diretor. Mel Gibson foi à guerra armado até os dentes com seu talento. Com cenas de carnificina e muita ação, seu novo longa, exibido fora de competição no Festival de Veneza, lembra que ele foi e continua a ser um grande diretor. E até os críticos politicamente corretos tiveram que dar o braço a torcer, em reconhecimento à qualidade da obra. “Eu gosto de dirigir, de ver projetado na tela as coisas que eu imagino”, defendeu-se Gibson diante da imprensa, mas sem perder a dimensão da carreira destroçada que tenta reerguer. “Talvez seja megalomania, quem sabe?”, completou com ironia, autodepreciando-se. A obra fala por ele. “Até o Último Homem” é bipolar. Possui duas partes bem distintas. O começo é romântico e até cômico, centrado na vida de Desmond antes de se alistar. Até que, ao ver pessoas da sua idade voltarem sempre feridas da guerra, ele decide se alistar, e as cenas de combate, que compõem sua segunda parte, não são menos que espetaculares. Interpretado por Andrew Garfield, o personagem tem um pouco do Peter Parker do começo de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), um jovem boa praça e desajeito, mas de grande determinação moral, que sofre bullying dos soldados mais fortes. Gibson deve ter visto o filme da Marvel para escalá-lo, já que garante não fazer testes com atores. “Não faço leituras com atores. Acho que quando você conversa com uma pessoa, mesmo por Skype, você já tem uma ideia de quem ela é. Sabia que Andrew tinha interesse no filme, isso foi importante para escolhê-lo”, o diretor contou. Garfield, por sua vez, fez questão de marcar distância entre Desmond Doss e Peter Parker, mas principalmente do super-herói Homem-Aranha. “Obtenho muito mais inspiração nas pessoas comuns”, disse o ator. “Meu irmão é médico, cuida de três filhos, uma mulher, salva seus pacientes. Para mim, esses são os verdadeiros heróis: aqueles que não buscam o heroísmo”. No filme, porém, a apresentação de Desmond vai além do heroísmo. Ele é mostrado praticamente como um santo. Até o Homem-Aranha tinha falhas de caráter. Já Desmond é a perfeição encarnada, fazendo com o que, paradoxalmente, o filme de guerra tenha mensagem pacifista. “Não acho que existam guerras justas”, defendeu Gibson, que já encenou muitas batalhas em sua carreira, dentro e fora das telas. “Eu odeio guerras. Mas não posso deixar de amar os guerreiros, de prestar uma homenagem às pessoas que se sacrificam pelas outras. Precisamos compreendê-los quando voltam para casa. Espero que meu filme tenha ajudado nisso”, conclui.
Veneza: Tom Ford desfila estilo com substância em seu segundo filme
O estilista Tom Ford não entende só de moda. O homem que revitalizou a grife Gucci já tinha surpreendido o mundo cinematográfico ao lançar seu primeiro filme, “Direito de Amar”, no Festival de Veneza de 2009. Naquela ocasião, Colin Firth foi premiado por seu desempenho com a Colpa Volpi de Melhor Ator. Sete anos depois, o segundo longa de Ford, “Nocturnal Animals”, volta a dar o que falar em Veneza, e provavelmente também sairá com prêmios do festival. Após sua apresentação para a crítica, já se fala até de Oscar. Mesmo assim, o longo espaço entre os dois filmes chama atenção. Ford explicou que não foi fácil definir o que iria filmar após sua estreia. “Abri uma centena de lojas, tive um filho, a vida meio que assumiu o controle e não encontrei o projeto certo durante alguns anos”, ele contou no encontro com a imprensa. “Então, com sorte, levará mais três anos até o próximo, e não sete”, completou. Mais confiante após fazer uma estreia festejada como diretor, Ford criou em “Nocturnal Animals” um longa complexo e envolvente, a partir da adaptação do romance “Tony & Susan”, do escritor nova-iorquino Austin Wright. Com Jake Gyllenhaal e Amy Adams nos papéis principais e uma locação dividida entre as elegantes galerias de arte de Los Angeles e as estradas empoeiradas do Texas, o diretor entregou um filme impecável. A parte técnica é belíssima, com figurino, fotografia e direção de arte deslumbrantes, como já tinha sido “Direito de Amar”. A abertura prima pela ousadia e o desenvolvimento revela que, além de estilo, Ford também faz questão de conteúdo. “Para mim, o estilo tem que vir junto com alguma substância. Se não, não me interessa”, disse Ford. A trama passa longe de ser simples. Começa de forma alegórica, com mulheres obesas de meia-idade, pulando e dançando nuas. “Quis mostrar mulheres exageradas, envelhecendo, como é a sociedade americana. Mas me apaixonei, vendo-as tão belas, livres”, explicou o diretor. “Quis dizer que as pessoas devem largar o que esperam que elas sejam e serem o que de fato são”. A introdução prepara a chegada da personagem de Susan Morrow (Amy), uma galerista que atravessa um momento de crise, desgostosa com a própria vida, não vendo mais sentido no seu relacionamento atual, no trabalho e no mundinho fútil que a cerca. Neste contexto, ela recebe o manuscrito de um livro a ser publicado por Edward, seu ex-marido (Gyllenhaal), de quem se separou há 20 anos. O livro é dedicado a Susan e a leitura desperta lembranças do tempo em que ela e o ex aspiravam virar artistas. De família texana conservadora, ela lembra que já foi idealista, mas cedeu aos apelos de uma vida confortável, o que levou ao fim de seu primeiro casamento. Mas o filme não se prende no flashback afetivo. A narrativa se divide em três níveis: naquele instante do presente, na memória de Susan e também na própria leitura do romance. Há uma ficção dentro da ficção, trazida à tona pela trama do livro, sobre Tony Hastings (também interpretado por Gyllenhaal), um professor universitário, cuja mulher e filha adolescente foram assassinadas durante uma viagem de carro da família. Ele quer vingança, mas, segundo Tom Ford, o filme também não é sobre isto. “O filme não é exatamente sobre vingança, mas sobre o sentimento devastador de culpa que atravessa uma pessoa quando ela coloca em apuros aqueles que ama profundamente”, explicou o diretor. Para Amy Adams, o sentimento de vingança “não é útil, não resolve nada”. Mas Gyllenhaal, que tem papel duplo, como Edward em versão jovem e um Tony mais maduro, aprofundou um pouco mais a situação. “Tony se depara com a sua incapacidade de proteger a quem ama, que é um tema muito interessante. Acredito na palavra vingança, mas não acho que ‘Nocturnal Animals’ seja um filme sobre vingança. Meu personagem é um sujeito que odeia armas, não tolera violência, mas acaba tendo que lidar com elas para fazer justiça”. Embora a trama do livro seja a mais chamativa, Ford prefere enfatizar o que acontece no presente, quando Edward ressurge, por meio do presente inesperado, na vida de Susan. “O filme, na verdade, fala de encontrar aquelas pessoas na sua vida que significam algo para você, e de como a gente se apega a elas”, contou o diretor. “A lealdade é algo que certamente é um tema na minha vida pessoal… Não largo das pessoas quando elas são maravilhosas, então para mim é disso que se trata o filme”, explicou.
The Walking Dead: Novo pôster mostra Rick de joelhos, pagando o preço por desafiar Negan
O canal pago AMC divulgou um novo pôster da 7ª temporada de “The Walking Dead”. A imagem traz Rick (Andrew Lincoln) prostrado de joelhos no escuro, sob o aviso: “O Preço será pago”. O contexto remete ao final da temporada passada, quando Negan (Jeffrey Dean Morgan) explicou didaticamente para Rick que seu grupo teria que pagar por matar os homens dele. Rick também pagando pelo seu excesso de confiança, acreditando que poderia enfrentar Negan, e isso agora resultará na morte de pelo menos um de seus amigos sob o taco de beisebol com arame farpado que o vilão chama de Lucille. Os candidatos ao desfecho brutal são, além do próprio Rick, seu filho Carl (Chandler Riggs), Michonne (Danai Gurira), Eugene (Josh McDermitt), Maggie (Lauren Cohan), Sasha (Sonequa Martin-Green), Daryl (Norman Reedus), Aaron (Ross Marquand), Rosita (Christian Serratos), Abraham (Michael Cudlitz) e Glenn (Steven Yeun). Fotos do set já revelaram que três dessa lista continuam gravando cenas da série. “The Walking Dead” retorna no dia 23 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
Beyoncé comemora aniversário liberando o premiado clipe de Hold Up no YouTube
Beyoncé comemorou 35 anos no domingo (4/9) dando um presente para seus fãs. A cantora liberou o videoclipe da música “Hold Up” no YouTube. Até então, ele estava bloqueado, e era o único vídeo da premiação dos melhores clipes do ano da MTV que não podia ser visto na internet. Lançado originalmente dentro do especial “Lemonade”, exibido no canal pago HBO em abril, “Hold Up” já estreia no YouTube premiado, uma semana após vencer o MTV Video Music Award de Melhor Clipe Feminino do ano. Dirigido por um grande mestre dos clipes, o sueco Jonas Åkerlund, que já trabalhou com Madonna, Rolling Stones, U2, Lady Gaga e Taylor Swift, entre outros, o vídeo registra a imagem mais icônica da atual fase de Beyoncé. Nele, a cantora desfila de vestido amarelo, balançando um taco de beisebol contra carros estacionados, enquanto a melodia a embala num gingado ska que faria a alegria da geração 2-Tone dos anos 1980, com ajuda de um sample da banda de rock Yeah Yeah Yeahs.
Quantico: 2ª temporada ganha pôster e primeiro comercial
A rede americana ABC divulgou o primeiro comercial e o pôster da 2ª temporada de “Quantico”. Enquanto a prévia promete “novas ameaças”, o detalhe mais significativo sobre os rumos da trama está no cartaz, que mostra Alex Parrish (interpretada por Priyanka Chopra) com um distintivo da CIA, em vez de sua identificação do FBI. Uma das estreias mais bem-sucedidas da última temporada de outono, “Quantico” foi criada por Josh Safran (roteirista da série “Gossip Girl”) e acompanha um grupo de agentes novatos do FBI, que precisa lidar com um atentado terrorista que pode ter sido realizado por um dos integrantes de sua classe. Para apresentar os suspeitos, a narrativa também contou com uma trama paralela de flashback, acompanhando o treinamento dos recrutas do FBI, na cidade de Quantico, na Virgínia, que dá título à produção. A nova temporada vai voltar a mostrar Alex como uma recruta em treinamento, desta vez na base secreta conhecida como “The Farm”, onde os candidatos a agentes da CIA aperfeiçoam suas habilidades. Não há maiores informações sobre como trama irá se desenrolar a partir desta premissa, mas, segundo a sinopse oficial, “Alex será pega no centro de uma conspiração que ameaça vidas por todo o globo”. A 2ª temporada estreia em 25 de setembro nos EUA. No Brasil, “Quantico” faz parte da programação do AXN.












