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    Baywatch: Dwayne Johnson e Zac Efron divulgam fotos do começo da filmagem

    24 de fevereiro de 2016 /

    Os atores Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Zac Efron (“Vizinhos”) divulgaram, em seus Instagrams, as primeiras fotos do set de “Baywatch”, versão para o cinema da série de salva-vidas dos anos 1990 “SOS Malibu”, que começou a ser filmada em Boca Raton, na Flórida, na segunda-feira (22/2). Na sua postagem, Johnson escreveu: “Meu personagem, ‘Mitch Buchannon’, apenas deu ao personagem de Zac Efron, Matt Brody, o mais importante discurso de praia sobre o que significa ter viris ‘bolas Alfa’. As respostas espontâneas de Zac foram brilhantes. Um grande e talentoso cara. Mundo, prepare-se para se divertir, porque a praia nunca mais será a mesma.” E Efron comentou: “O primeiro dia protegendo a baía está encerrado. Obrigada ao grandão (Dwayne). Fique ligado. Há mais aventuras pela frente.” Além dos dois, uma das fotos também destaca Ilfenesh Hadera (série “Billions”), que viverá o interesse amoroso de Johnson. O elenco ainda inclui Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Priyanka Chopra (série “Quantico”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e à modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”). Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” tem previsão de estreia para maio de 2017.

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  • Série

    Marvel’s Most Wanted: Revelada a sinopse do projeto derivado de Agents of SHIELD

    24 de fevereiro de 2016 /

    O site Deadline revelou a sinopse oficial do piloto de “Marvel’s Most Wanted”, projeto de spin-off da série “Agents of SHIELD, centrado no casal Bobbi Morse (Adrianne Palicki) e Lance Hunter (Nick Blood). A sinopse traz detalhes da trama, revelando que a trama encontrará os personagens em fuga e com suas cabeças colocadas a prêmio. Não há explicação sobre o que aconteceu para que os dois agentes se tornassem renegados, mas esses acontecimentos devem ser incluídos em “Agents of SHIELD”. De acordo com a proposta da série, “Marvel’s Most Wanted” acompanhará Bobbi Morse (também conhecida como a Harpia) e Lance Hunter de “Agents of SHIELD”, dois ex-espiões e ex-cônjuges que estão em fuga, sem amigos, sem SHIELD e uma longa lista de inimigos querendo reivindicar a recompensa por suas cabeças. Podendo confiar apenas em neles mesmos, Bobbi e Hunter formam uma aliança com Dominic Fortune, um aventureiro de grande riqueza e com muitos recursos, que também tem uma longa lista de adversários. Dominic concorda em proteger a dupla enquanto eles o ajudam com seus planos. Os dois heróis vão ajudar quem precisa, ao mesmo tempo em que tentarão desvendar a conspiração que colocou suas vidas em perigo. O personagem de Dominic Fortune será vivido no piloto por Delroy Lindo (“Caçadores de Emoção: Além do Limite”). Criado por Howard Chaykin em 1975, ele surgiu nos quadrinhos como um aventureiro dos anos 1930, com um fraco por mulheres bonitas. Ou seja, seria um candidato mais indicado a aparecer na série retrô da “Agent Carter”. O piloto precisa ser aprovado para “Marvel’s Most Wanted” virar série.

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    Vanessa Hudgens vai estrelar piloto de nova série de super-heróis da DC Comics

    24 de fevereiro de 2016 /

    A atriz Vanessa Hudgens (“Sucker Punch”, “Spring Breakers”) vai estrelar o piloto de uma nova série de super-heróis baseada no universo da DC Comics, informou o site TVLine. Trata-se de “Powerless”, projeto de sitcom que acompanhará os funcionários de uma companhia de seguros no mundo das grandes destruições causadas pelas brigas de super-heróis. Definida como “The Office” com super-heróis, a atração foi desenvolvida para a rede NBC por Ben Queen (roteirista de “Carros 2” e criador de “A to Z”) e não é baseada em nenhuma revista específica, embora, ironicamente, “Powerless” tenha sido o título de uma minissérie da Marvel, que ainda estabeleceu um conceito similar com a publicação “Damage Control”. Hudgens terá o papel de Emily Locke, uma investigadora de reivindicações de seguro que ama seu trabalho por poder ajudar os outros, mas que está cada vez mais chateada pelas artimanhas dos vários heróis que se proliferam pela cidade. Além dela, também foram confirmados no elenco do piloto os atores Danny Pudi (série “Community”), Alan Tudyk (série “Suburgatory”) e Christina Kirk (série “A to Z”). A atração está em fase de piloto, podendo ou não virar série na emissora norte-americana. No entanto, com este ótimo elenco, “Powerless” ganha tração para garantir seu espaço. Além disso, sua aprovação permitiria divertidos crossovers com “Supergirl”, exibido no mesmo canal.

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  • Filme

    Diretor publica primeira foto da produção de Liga de Justiça

    24 de fevereiro de 2016 /

    O diretor Zack Snyder publicou em sua Twitter uma foto do estúdio em que está sendo desenvolvida a produção de “Liga da Justiça”. Na imagem, ele aparece ao lado de Jason Momoa, intérprete de “Aquaman”, mas o que chama mais atenção é o que está ao fundo: os figurinos dos heróis. É possível ver os uniformes do Flash, do Aquaman, um retrato que aparenta ser de Mera (a esposa do Aquaman, vivida por Amber Heard) e um traje negro, que, como não possui um morcego estampado no peito, já alimenta especulações sobre a participação de Asa Noturna – mas vestiria melhor o vilão Arraia Negra. Clique na imagem acima para ampliá-la e observar mais detalhes. O filme, que será estrelado por Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman), Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Ray Fisher (Ciborgue), Ezra Miller (Flash) e Jason Momoa (Aquaman), começa a ser filmado no dia 11 de abril, poucas semanas após a estreia de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, também dirigido por Snyder, que irá juntar os personagens pela primeira vez. As duas produções, por sinal, foram escritas pelo roteirista Chris Terrio (“Argo”). As filmagens vão acontecer nos estúdios da Warner na Inglaterra, com externas em Londres e na Islândia. “Liga da Justiça – Parte Dois”, novamente dirigido por Snyder, entrará em produção posteriormente, com cronograma ainda a ser definido. Ou seja, as filmagens não serão simultâneas. “Liga da Justiça – Parte Um” tem lançamento agendado para novembro de 2017.

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  • Série

    Astro de Vikings vai estrelar série baseada no filme Busca Implacável

    24 de fevereiro de 2016 /

    O ator Clive Standen, interprete de Rollo na série “Vikings”, vai estrelar “Taken”, atração televisiva baseada no filme “Busca Implacável” (2008). Segundo o site TVLine, a escalação de Standen praticamente o tira de “Vikings”, fazendo presumir que o irmão de Ragnar não sobreviverá à 4ª temporada, que começou a ser exibida em 18 de fevereiro nos EUA. Desenvolvida pelo cineasta francês Luc Besson, um dos criadores da franquia, “Taken” será uma espécie de prólogo da trilogia de ação estrelada por Liam Neeson. Mas apesar de acompanhar a juventude do agente da CIA Bryan Mills (papel de Neeson no cinema, que será vivido por Standen na TV), a trama será ambientada nos dias atuais. “Busca Implacável” foi um grande sucesso comercial e transformou Neeson em astro de filmes de ação. Com duas sequências, lançadas em 2012 e 2014, a franquia rendeu US$ 979 milhões de bilheteria mundial. Graças a essa popularidade, série foi aprovada pela rede NBC sem passar pela etapa de produção de piloto, e terá Alex Cary (“Homeland”) como showrunner. A expectativa é de um lançamento no outono americano (entre setembro e novembro).

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  • Série

    Último disco de David Bowie vai virar minissérie no Instagram

    23 de fevereiro de 2016 /

    O último disco de David Bowie, “Blackstar”, será adaptado em uma minissérie no Instagram. A obra, batizada de “Unbound”, vai apresentar interpretações visuais do disco, divididas em 16 capítulos, e será estrelada pelas atrizes Patricia Clarkson (“Maze Runner”) e Tavi Gevinson (série “Scream Queens”). De acordo com uma postagem no Instagram do cantor, Bowie deu à roteirista e à diretora da série, Carolynn Cecilia e Nikki Borges, acesso antecipado às músicas de “Blackstar”, para que elas pudessem criar suas próprias interpretações visuais do disco, sem interferências. “‘Unbound’ leva a audiênca em uma jornada de imagens evocativas, inspiradas nos temperamentos sugeridos pelas músicas, letras e artes gráficas do álbum”, explica a publicação. Depois da morte de Bowie, em 10 de janeiro, discutiu-se que “Blackstar” teria sido planejado como um disco de despedida. A teoria se baseia em pistas encontradas nas letras das canções, no clipe da música “Lazarus”, no encarte do disco e até mesmo no nome escolhido para ele. “Unbound” estreia na próxima quinta, 25 de fevereiro, e ganhará novos capítulos no perfil InstaMiniSeries do Instagram. Veja abaixo a primeira prévia da produção: Um vídeo publicado por InstaMiniSeries (@instaminiseries) em Fev 22, 2016 às 2:50 PST

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    Douglas Slocombe (1913 – 2016)

    23 de fevereiro de 2016 /

    Morreu o diretor de fotografia Douglas Slocombe, que filmou dezenas de clássicos, deixando sua marca em obras reverenciadas como “A Dança dos Vampiros”, de Roman Polanski, “O Grande Gasby”, estrelado por Robert Redford, e a trilogia original de “Indiana Jones”. Ele faleceu na segunda-feira (22/2) aos 103 anos de idade, em um hospital de Londres, onde era tratado desde janeiro em decorrência de uma queda. Nascido em Londres, em 10 de fevereiro de 1913, Douglas Slocombe começou a demonstrar seu talento para captar imagens como fotojornalista. Ele fotografou para as famosas revistas Life e Paris-Match nos anos 1930, até que, no início da 2ª Guerra Mundial, trocou a máquina fotográfica pela câmera de cinema, interessado em documentar com urgência momentos históricos, como a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1939. Essas suas primeiras filmagens integraram o célebre documentário “Lights out in Europe” (1940), realizado por Herbert Kline. Ao fim do conflito europeu, ingressou na indústria do cinema britânico. Contratado pelo Ealing Studios, começou sua carreira profissional como operador de câmera do cineasta Charles Crichton em “For Those in Peril” (1944), drama de guerra que mesclou técnicas de filmagem de documentário para criar cenas realistas. Mas foram seus trabalhos na antologia de terror “Na Solidão da Noite” (1945), no segmento dirigido por Alberto Cavalcanti, e em “Grito de Indignação” (1947), a primeira comédia do estúdio, novamente com Crichton, que o tornaram requisitado. As comédias se provaram tão populares para o Ealing que Slocombe praticamente se especializou em filmes do gênero estrelados por Alec Guinness, como “As Oito Vítimas” (1949), “O Mistério da Torre” (1951), “O Homem do Terno Branco” (1951) e “Todos ao Mar!” (1957). Mas entre esses sucessos de bilheteria, ele também aperfeiçoou a construção de atmosferas sinistras em preto e branco, trabalhando com mestres do gênero noir como Basil Dearden em “Do Amor ao Ódio” (1950) e Gordon Parry em “A Tentação e a Mulher” (1958) Sua transição para o cinema colorido veio carregada de vermelho, com o cultuado terror “Circo dos Horrores” (1960), de Sidney Hayers, seguido por um legítimo terror da Hammer, “Grito de Pavor” (1961). Mesmo assim, Slocombe demorou a largar a predileção pelo preto e branco, do qual ainda se valeu para rodar importantes filmes dramáticos como “A Marca do Cárcere” (1961), em que Stuart Whitman viveu um pedófilo, “Freud – Além da Alma” (1962), cinebiografia do pai da psicanálise estrelada por Montgomery Clift, o drama feminista “A Mulher que Pecou” (1962), em que Leslie Caron viveu uma solteira grávida, e principalmente “O Criado” (1963), obra pioneira do homoerotismo, dirigida por Joseph Losey, que lhe rendeu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Cinegrafia em Preto e Branco. A repercussão desses filmes o colocou em outro patamar, tornando-o disputado por diretores de blockbusters. Slocombe viu-se obrigado a abandonar o preto e branco definitivamente, ao embarcar nas aventuras “Os Rifles de Batasi” (1964), “Vendaval em Jamaica” (1965), “Crepúsculo das Águias” (1966) e “A Espiã que Veio do Céu” (1967). Aos poucos, porém, começou a selecionar melhor as ofertas de trabalho, o que lhe permitiu encontrar o equilíbrio entre o sucesso comercial e o culto cinéfilo, a partir da comédia de terror “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski, em que usou locações cobertas de neve para ressaltar, mesmo em cores vibrantes, os contrastes do cinema expressionista. E continua sua série de cults com o suspense “O Homem que Veio de Longe” (1968), de Joseph Losey, o drama de época “O Leão no Inverno” (1968), de Anthony Harvey, o thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, a cinebiografia de Tchaikovsky “Delírio de Amor” (1970), de Ken Russell, e o drama de guerra “Seu Último Combate” (1971), de Peter Yates. A sequência impressionante de filmes de alto nível o levou a ser procurado por um mestre da velha Hollywood, George Cukor. Apesar de ser filmada em Londres com Maggie Smith e outros atores britânicos, a comédia “Viagens com a Minha Tia” (1972), de Cukor, acabou se tornando o passaporte de Slocombe para o sonho americano, ao lhe render sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia. A partir daí, ele passou a alternar Londres e Hollywood, acumulando trabalhos nos dois lados do Atlântico, como as produções americanas “Jesus Cristo Superstar” (1973) e “O Grande Gatsby” (1974), que lhe rendeu seu segundo BAFTA, seguidas por “As Criadas” (1975) e “A Vida Pitoresca de Tom Jones” (1976) no Reino Unido. A cinebiografia “Júlia” (1977), em que Jane Fonda viveu a escritora Lillian Hellman, rendeu-lhe sua segunda indicação ao Oscar, além do terceira BAFTA, mas um trabalho menor, realizado no mesmo ano, provou-se mais importante para o futuro de sua carreira. Slocombe conheceu Steven Spielberg na função de quebra-galho, para filmar uma pequena sequência, rodada na Índia, de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), pois o diretor de fotografia titular da produção não poderia fazer a viagem. O resultado impressionou o jovem diretor, que convidou o cinematógrafo veterano, então com 70 anos de idade, para trabalhar em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Slocombe conquistou sua terceira e última indicação ao Oscar pelo primeiro filme de Indiana Jones. Mas o reconhecimento foi além da Academia. Ao captar e atualizar a sensação de perigo constante e as inúmeras reviravoltas dos velhos seriados de aventura, Slocombe materializou sequências antológicas, que entraram para a história do cinema, ampliando ainda mais seu legado e influência com os filmes seguintes da franquia, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Ele ainda filmou “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), a volta de Sean Connery ao papel de James Bond, e o drama de época “Lady Jane” (1986), com Helena Bonham Carter, antes de se aposentar após o terceiro Indiana Jones, com 75 anos de idade. “Harrison Ford foi Indiana Jones na frente das cameras, mas Dougie foi o meu herói atrás das câmeras”, declarou Spielberg, ao se despedir do velho parceiro.

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  • Filme

    Entrevista: Equipe de Antes o Tempo Não Acabava revela o Brasil amazônico ao mundo

    23 de fevereiro de 2016 /

    A dupla de diretores Sérgio Andrade e Fábio Baldo foi um dos destaques do Festival de Berlim com seu “Antes o Tempo Não Acabava”, que retrata a vida de um índio (interpretado por Anderson Tikuna) vivendo nas fronteiras entre o mundo urbano e a antiga tribo – para a qual tem de prestar contas, submetendo-se às suas práticas rituais. O sincretismo leva à materialização de situações inusitadas, como Anderson cantando e dançando Beyoncé, além de lidar com a homossexualidade, que não existia antes do contato com os brancos. Exibido na seção Panorama, o filme teve boa resposta do público e da crítica, e garantiu distribuição em alguns países da Europa. À espera da estreia oficial, os diretores e o protagonista conversaram com a Pipoca Moderna sobre este singular amálgama entre dois mundos… Este é um filme com vários elementos: existe a cultura indígena, a vida na periferia de uma grande cidade, rock e música eletrônica e uma abordagem estética com semelhanças com o cinema de autor europeu. Como foi a conjugação disto tudo? SÉRGIO: Tudo começa com a zona intermediária. No Brasil, temos várias vertentes de raça, seja o negro, o europeu, o imigrante, o índio. No caso deste filme, quando o indígena vem da sua aldeia do interior da Amazônia para a periferia da cidade, cria-se aí uma zona limítrofe na qual eles são indígenas mas também são habitantes de uma metrópole e tem de viver sob as normas e desejos da vida urbana. O próprio Anderson, o ator principal, veio de uma aldeia com oito anos e tem algumas semelhanças com a personagem. Ele foi criado no ambiente da cidade e vão se confundindo os preceitos da cultura, tradições e rituais indígenas com as novidades da vida urbana em todos os seus aspetos, sejam religiosos, sexuais e de vida pratica. Foi isso que sempre me impressionou. Nos meus filmes anteriores eu tive uma grande aproximação com os índios e gostei muito de trabalhar com eles – caso da curta “Cachoeira” e do meu primeiro longa, “A Floresta de Jonathas”. Sempre fui muito fascinado com o lendário indígena, que usamos como mola de criatividade, e tive o encontro com o Fábio que foi o montador do “Floresta” e também cuidou do som – especialidade dele. A gente se uniu e as nossas cabeças combinam muito em criatividade e inventividade. FÁBIO: Eu gosto de personagens em zonas de transição, que tem a ver com a relação que o Sérgio tem com os índios e a floresta e eu entre as pessoas da zona rural. O meu primeiro filme (o curta “Caos”) era sobre agricultores… O nosso esforço vem no sentido de entender questões de funções e desejos dentro da vida urbana, de trazer esses conflitos, trazer essas dicotomias para o personagem do Anderson. A música tem uma presença importante. FÁBIO: A música veio também desta necessidade. Uma das fontes de inspiração foi um CD de músicas indígenas que o Sérgio arranjou há uns anos no museu de arte etnográfica de Berlim – que um pesquisador alemão, Koch-Grünberg, gravou no Brasil. É uma música etérea, espiritual, que lembra o passado, tradições, quase gramofônica, e jogamos com esses sons em algumas passagens do filme e vimos como soava. Mas depois pensamos que tínhamos que criar uma dicotomia. Fomos buscar música eletrônica… E aí trouxemos a música do Kraftwerk, que também é uma crítica do homem moderno, da tecnologia… Na conversa com o público do Festival de Berlim vocês fizeram algumas piadas e demonstraram afinidade com a Alemanha. SÉRGIO: Essa “conspiração alemã” já vem de antes, o meu primeiro filme estreou aqui em 17 cidades, em salas de filmes autorais. Depois há uma curiosidade: a primeira vez que desejei entrar no mundo do cinema foi quando fui figurante nas filmagens de “Fitzcarraldo” (obra do alemão Werner Herzog), quando tinha 13 anos. Lembro bem do Klaus Kinski e do José Lewgoy… estava entrando num sonho. Há uma curva com a Alemanha interessante e agora o filme é exibido aqui, sendo bem-recebido. FÁBIO: Houve até umas pessoas na rua que nos deram parabéns! A abordagem estética de vocês vai na linha do cinema europeu? FÁBIO: Não, acho que a estética é mais asiática. SÉRGIO: E tem quatro línguas no filme, todas de alguma forma similares a idiomas asiáticos. E aquela cena quando o índio entra no barraca e a mulher está dando comida à menina lembra coisas de Jia Zhangke, Tsai Ming-Liang, Apichatpong Weerasethakul… Situações como a cena do sacrifício de uma criança, mostrada no filme, acontecem realmente? FÁBIO: Em algumas tribos acontecia… SÉRGIO: Bom, algumas etnias indígenas têm uma forma natural de seleção e pensam muito na saúde do guerreiro, que vai ter que trabalhar em prol da aldeia. Crianças que nascem com problemas de saúde podem vir a ser alguém que vai trazer problemas para a sua comunidade. Para eles, isso é perfeitamente natural. Mas são apenas algumas etnias e não existem estimativas que digam que isso continua acontecendo. De qualquer forma, não queríamos fazer um julgamento, embora seja sempre uma questão delicada de abordar. Também houve elogios à fotografia, à sua maneira de filmar a selva… FÁBIO: O Yure César (diretor de fotografia) é de Manaus e é fotógrafo, tem uma empresa produtora de cinema. Ele é muito técnico e busca a perfeição. Sendo ele muito técnico, nós meio que nos confrontamos, pois ele quer a imagem mais bonita, mais perfeita e nós estamos preocupados com a informação, com os planos. Deste conflito surgiu um filme que tem um registro quase documental. É quase todo feito com luz natural – tirando algumas sequência à noite. Uma coisa que nós gostamos muito é que o Yure pensa a luz, ele não é como esses fotógrafos novos com equipamento digital. Ele entende a forma como a luz afeta um personagem. Também há uma abordagem pouco usual, que é associar à questão indígena uma temática LGBT… FÁBIO: A sexualidade é um ponto importante do filme, mas isso está inserido em algo maior, a busca da identidade, dos seus aspetos culturais, filosóficos. Não é apenas um filme gay, é mais que isso. SÉRGIO: Para mim, a questão da sexualidade é tão importante quanto as outras e na cena mais forte de sexo eu vejo um fetiche de um pelo outro, uma experiencia nova, mas também uma miscigenação, duas raças. É uma simbologia de que sexo é prazer. ANDERSON: Entre os índios não havia a homossexualidade, que veio depois do contato com o branco. O povo agora é evangélico, mas em geral respeita essa opção, não há discriminação. Anderson, como acha que vão reagir às cenas de sexo na sua aldeia? ANDERSON: Meu pai e minha mãe me apoiam e é o meu trabalho como ator, isso é um filme de ficção. O que esta achando de Berlim e deste outro tipo de ritual, que é o do grande festival de cinema? ANDERSON: Um sonho, sonho realizado, estou feliz ter ganho a oportunidade de trazer esse filme, essa cultura. Estou ansioso para mostrar o filme ao meu povo. Vão fazer perguntas de como foi. FÁBIO: Berlim é um dos festivais que mais abraça filmes brasileiros depois de Rotterdam. E é o que está dando mais visibilidade. Para além da importância para nós, no Brasil temos grandes eixos de cinema – São Paulo, Rio, Pernambuco e Minas, mas não temos a representação do norte. Agora estamos começando a ser ouvidos, e trazer um filme para cá vai nos tornar mais fortes. Trouxemos um filme de Manaus onde 90% da equipe são pessoas de lá, é algo inédito. SÉRGIO: o festival tem uma orientação para acolher filmes que venham de uma cinematografia em desenvolvimento e com temas provocadores, polémicos, diferentes, que plantam uma semente do bem e do mal, ele acolhe bem esse tipo de filme. Se estamos aqui é porque conseguimos fazer um projeto que deu certo. O que podem adiantar sobre os seus novos projetos? FÁBIO: estou desenvolvendo um argumento com uma produtora em São Paulo, vou passar esse ano escrevendo para rodar em 2017. Aí retomo as minhas indagações sobre os homens do campo, com algo meio biográfico sobre o meu pai, com um pouco de ficção científica, como tinha no meu primeiro filme. Trata dos dilemas dos pequenos agricultores diante das grandes indústrias de fertilizantes, dos transgênicos. Meu pai continua tentado sobreviver, mas os últimos 15 anos têm sido muito difíceis. SÉRGIO: Desde a pré-produção do “Antes o Tempo não Acabava” eu já estava escrevendo um roteiro novo – que se chama “Terra Negra dos Caua”, que é uma etnia fictícia e trata da questão da terra indígena. É uma família que cultiva uma terra negra num sítio nas cercanias de Manaus que, para além das propriedades agrícolas, tem poderes energéticos e até sobrenaturais. É uma metáfora para a questão da posse da terra indígena. Esse projeto ganhou o edital de baixo orçamento do Ministério da Cultura Vou filmar em 2017. É uma quase ficção científica etnográfica. Então vão trabalhar separados? (risos) SÉRGIO: ainda não sabemos! Foi tudo muito rápido. Houve um diretor aqui da Panorama que perguntou se tínhamos feito um filme juntos e quando dissemos que sim ele respondeu: ‘E vocês ainda são amigos’? (risos). FÁBIO: pois é, ainda somos! Talvez não sobrevivamos a um segundo projeto!

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  • Filme

    Rebecca Ferguson volta a viver espiã em trailer de romance britânico de época

    23 de fevereiro de 2016 /

    A Altitude Films divulgou o pôster, 36 fotos e o trailer de “Despite The Falling Snow”, produção de época estrelada pela sueca Rebecca Ferguson, que volta a interpretar uma espiã após o sucesso de “Missão Impossível: Nação Fantasma” (2015). O clima da nova produção, entretanto, é bem diferente do thriller de ação. Embalada por uma trilha melosa, a prévia mistura romance, espionagem e melodrama, tendo como pano de fundo intrigas e paixões da Guerra Fria. O filme tem roteiro e direção da inglesa Shamim Sarif (“I Can’t Think Straight”), que leva às telas seu próprio livro, lançado em 2004. A trama se passa entre Moscou e Londres e também se alterna em dois tempos, indo da Guerra Fria ao colapso da União Soviética. Ferguson interpreta uma agente secreta americana, que se disfarça de russa para roubar segredos militares. Como parte de seus planos, ela se envolve com político soviético idealista (Sam Reid, da minissérie “The Astronaut Wives Club”). Mas o que ela não esperava era se apaixonar. O elenco também inclui Charles Dance (série “Game of Thrones”) como a versão envelhecida do personagem de Reid, que recorda o romance em flashback, além de Antje Traue (“O Homem de Aço”), Oliver Jackson-Cohen (“O Corvo”) e Anthony Head (série “Dominion”). A estreia está marcada para 15 de abril no Reino Unido, e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Filmagens da Liga da Justiça vão começar em abril

    23 de fevereiro de 2016 /

    As filmagens do filme da Liga da Justiça já têm data para começar. O diretor Zack Snyder revelou, em entrevista para a revista Entertainment Weekly, que espera ver Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman), Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Ray Fisher (Ciborgue), Ezra Miller (Flash) e Jason Momoa (Aquaman) com seus respectivos uniformes no set no dia 11 de abril. Assim, a reunião do elenco e da equipe técnica acontecerá apenas poucas semanas após a estreia de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, filme também dirigido por Snyder, que irá juntar os personagens pela primeira vez. Por sinal, as duas produções foram escritas pelo roteirista Chris Terrio (“Argo”). As filmagens vão acontecer nos estúdios da Warner na Inglaterra, com externas em Londres e na Islândia. “Liga da Justiça – Parte Dois”, novamente dirigido por Snyder, entrará em produção posteriormente, com cronograma ainda a ser definido. Ou seja, as filmagens não serão simultâneas. A definição da data de filmagem torpedeia os boatos dos haters, que tomaram a internet para lançar profecias patéticas contra o sucesso de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”. Sem ter visto o filme e citando fontes anônimas, alguns porta-vozes do apocalipse cravaram que o filme da “Liga da Justiça” nem sairia do papel. “Batman vs. Superman – A Origem da Justiça” estreia em 24 de março no Brasil, enquanto “Liga da Justiça – Parte Um”, tem lançamento agendado para novembro de 2017.

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  • Filme

    Corrida da Morte vai ganhar novo remake com Manu Bennett

    23 de fevereiro de 2016 /

    A cultuada sci-fi brutal “Corrida da Morte: Ano 2000” (1975) vai ganhar um novo remake, produzido pelo produtor original, o lendário cineasta Roger Corman (“O Corvo”). Segundo o site The Hollywood Reporter, a nova versão trará o ator Manu Bennett (séries “Spartacus”, “Arrow” e “Chronicles of Shannara”) como protagonista, no papel do corredor conhecido como Frankenstein. Intitulado “Corrida da Morte: Ano 2050”, o filme já começou a ser gravado no Peru e ainda inclui em seu elenco Malcolm McDowell (“Silent Hill: Revelação 3D”), Burt Grinstead (série “Burt Paxton”), Marci Miller (“Most Likely to Die”), Folake Olowofoyeku (“Um Novo Despertar”), Anessa Ramsey (“Footloose: Ritmo Contagiante”) e Yancy Butler (“Kick-Ass 2”). O original virou um clássico do cinema B dos anos 1970, acompanhando uma corrida futurista em que os pilotos, a bordo de veículos mortais, ganhavam pontos por eliminar seus competidores e atropelar pedestres. O elenco destacava o falecido David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) como o Frankenstein original, além de Sylvester Stallone (antes do sucesso de “Rocky – Um Lutador”) como o piloto Machine Gun Joe. Em 2008, essa premissa barata ganhou um remake de grande orçamento, dirigido por Paul W.S. Anderson (“Resident Evil”) e estrelado por Jason Statham e Tyrese Gibson (ambos vistos recentemente em “Velozes e Furiosos 7”). O filme fez sucesso o suficiente para ganhar mais duas continuações lançadas diretamente em home video, com elenco e personagens diferentes. O mercado de vídeo também será o destino desta nova versão, escrita e dirigida por G.J. Echternkamp, um cineasta indie que tem no currículo duas produções bastante elogiadas, “Virtually Heroes” (2013) e “Frank and Cindy” (2015). Ainda não há previsão para o lançamento.

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  • Série

    Atriz de Breaking Bad série mãe neurótica em piloto de série de comédia

    22 de fevereiro de 2016 /

    A atriz Anna Gunn (série “Breaking Bad”) vai estrelar o piloto da série de comédia “Chunk & Bean”, em desenvolvimento para a rede americana ABC, informou o site The Hollywood Reporter. A atração mostrará a história da amizade improvável de Chunk e Bean, dois jovens que são vizinhos e tem pais completamente diferentes uns dos outros. Anna vai interpretar Connie Dawson, a mãe controladora e um pouco neurótica de Chunk, que ainda por cima é psicanalista. O elenco da série também confirmou Adam Rodriguez (série “CSI: Miami”) como o pai de Bean. Criado por Ed Herro e Brian Donovan (roteiristas da série “The Neighbors”), o projeto terá seu piloto dirigido por Chris Koch (séries “Modern Family”, “The Neighbors” e “Grandfathered”), e precisará convencer os executivos do canal para ganhar aprovação e virar série.

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  • Série

    Justin Long será treinador de futebol feminino em piloto de sitcom

    22 de fevereiro de 2016 /

    O ator Justin Long (“Amor à Distância”) vai protagonizar o piloto de “Dream Team”, sitcom sobre um time de futebol feminino, em desenvolvimento para a rede americana ABC. O projeto foi concebido por Kari Lizer (criadora de “As Novas Aventuras de Christine”) e Bill Wrubel (produtor-roteirista de “Modern Family”) e gira em torno de Marty Schumacher (Long). Recentemente divorciado, Marty é um eterno otimista que trabalha numa loja de esportes e também é o treinador de um time oficial de futebol feminino. Atualmente, Marty está recrutando jovens garotas para seu time dos sonhos, visando recriar sua incrível ascensão no campeonato nacional de dois anos atrás. O elenco também inclui Lindsey Kraft (série “Getting On”), Michelle Buteau (série “Enlisted”) e Michael Mosley (apresentador da série de documentários “Horizon”). Em fase de piloto, o projeto precisará agradar aos executivos da ABC para virar série. As informações são do site The Hollywood Reporter.

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