João Carlos Barroso (1950 – 2019)
O ator João Carlos Barroso morreu na noite de segunda-feira (12/8), aos 69 anos, após travar uma batalha contra um câncer. Ele teve uma longa carreira em novelas e humorísticos da Globo. Nascido em 1950, no Rio de Janeiro, Barroso sonhava em virar jogador de futebol. E estava fazendo justamente isso, numa pelada na praia, quando chamou atenção de produtores para trabalhar na coprodução do Brasil com a Argentina “Pedro e Paulo”, em 1961. Aos 11 anos de idade, contracenou com Jardel Filho e Francisco Cuoco. A partir daí, virou astro mirim, participando de teatro, programas de TV e até fez dublagens, virando a voz nacional do jovem rei Arthur na animação da Disney “A Espada Era Lei” (1963). A fase mais popular de sua carreira começou após os 21 anos, quando entrou na Globo e estrelou novelas que marcaram época. Ele se tornou parte da História da TV brasileira ao participar da última novela em preto e branco, “Estúpido Cupido” (1976), como Tavito, um dos jovens rebeldes da trama, e da primeira a cores, quando se tornou filho de Lima Duarte, o Eustórgio, em “O Bem Amado” (1973). Também se destacou como o Toninho Jiló em “Roque Santeiro” (1985), a novela de maior audiência de todos os tempos. A desenvoltura humorística com que retratou seu personagem, um guia turístico que se aproveitava da boa fé dos romeiros para vender objetos que dizia terem pertencido a Roque Santeiro, acabou direcionando sua carreira para programas do gênero, como “Os Trapalhões” e, mais tarde, “Zorra Total”. Ele só fez mais dois filmes, “O Pistoleiro” (1976) e o clássico da pornochanchada “Nos Tempos da Vaselina” (1979). E seu último papel na TV foi como o delegado Mesquita na novela “Sol Nascente”, em 2016 e 2017. Com quase 60 anos de carreira, ainda era lembrado como um jovem no imaginário coletivo, inclusive por colegas e amigos, que, desde a madrugada, começaram a prestar homenagens nas redes sociais, lembrando do futebol que ele praticou até não poder mais, e chamando-o pelo apelido do início de sua trajetória, Barrosinho.
Trailer de reality apresenta “Velozes e Furiosos da vida real” com Charlize Theron
A Netflix divulgou o primeiro trailer do reality “Hyperdrive”, uma competição de velocidade e resistência de pilotos de carros, apresentada na prévia como “Velozes e Furiosos da vida real”. A referência se torna ainda mais evidente pela participação de Charlize Theron, como apresentadora e produtora da atração. A atriz, que participou de “Velozes e Furiosos 8”, também comparou a produção com o filme. “Nós sempre nos referimos a esta série como ‘American Ninja Warrior’ misturada com ‘Velozes e Furiosos'”, disse Theron em entrevista para a revista Entertainment Weekly. “É uma jornada louca – em um momento, você está ansioso, vendo um carro pendurado há metros do chão, e em outro está chorando ao descobrir a história incrível destes pilotos”. “Eu estou pensando em fazer um reality de competição há muito tempo, e quando ouvi sobre esta proposta, pensei: não há nada na TV como isso aqui!”, continuou a estrela. “A série realmente se compromete com a missão de trazer competidores diversos, de todos os cantos do mundo”. Com estreia marcada para 21 de agosto na plataforma de streaming, Hyperdrive junta pilotos de corrida habilidosos e os coloca para enfrentar dez pistas cheias de obstáculos criadas pelos especialistas do programa.
Ruth de Souza (1921 – 2019)
A atriz Ruth de Souza morreu na manhã deste domingo (28/7), aos 98 anos. Diagnosticada com pneumonia, ela estava internada, desde o início da semana passada, na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Primeira atriz brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema, o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1954, Ruth de Souza também foi a primeira atriz negra a construir uma carreira no teatro, no cinema e na televisão do Brasil. E continuava ativa. Seu último trabalho foi na minissérie “Se Eu Fechar os Olhos Agora” , exibida no início de 2019 na Globo. Ruth Pinto de Souza nasceu no dia 12 de maio de 1921 e se interessou pelo teatro ao completar a maioridade, quando descobriu a existência de um grupo de atores liderados por Abdias do Nascimento, que formaram o Teatro Experimental do Negro. Ela fez História ao participar da encenação de “O Imperador Jones”, de Eugene O’Neill, em 1945, como a primeira atriz negra a se apresentar no palco do Teatro Municipal do Rio, abrindo caminho para outros artistas. “Foi lindo aquele dia. A gente celebrando nossa estreia, e o mundo festejando o fim da 2ª Guerra Mundial. O centro da cidade estava lotado de gente”, recordou ela, em entrevista ao jornal O Globo. A repercussão de sua performance lhe rendeu indicações a prêmios e uma bolsa de estudo da Fundação Rockefeller, que a levou a viver um ano nos Estados Unidos. “Aprendi coisas que nunca teria a oportunidade de aprender ficando no Brasil. Ganhei respeito”, disse, sobre a experiência internacional. Ela fez sua estreia no cinema em 1948, no elenco de “Terra Violenta”, por indicação de Jorge Amado. O longa era a adaptação de “Terras do Sem Fim”, do autor baiano, e tinha direção do americano Edmond Bernoudy. E a partir daí se tornou presença constante nas telas, participando de diversas produções das maiores empresas da época: Atlântida, Maristela Filmes e Vera Cruz. Por seu desempenho em “Sinhá Moça” (1953), de Tom Payne e Oswaldo Sampaio, Ruth disputou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza de 1954, com estrelas como Katherine Hepburn, Michele Morgan e Lili Palmer, para quem perdeu o troféu por dois pontos. Entre outros filmes do período, incluem-se ainda “Candinho” (1954), uma das comédias mais bem-sucedidas da carreira de Mazzaropi, “Ravina” (1958), de Rubem Biafora, “Fronteiras do Inferno” (1959), de Walter Hugo Khouri, e o clássico “O Assalto ao Trem Pagador” (1962), de Roberto Farias, marco do cinema policial brasileiro. O sucesso alcançado no cinema a levou à televisão, primeiro nos teleteatros da Tupi e da Record, até que, em 1968, foi contratada para integrar sua primeira novela da Globo, “Passo dos Ventos”, de Janete Clair, e nunca mais precisou se preocupar com o desemprego – mesmo aposentada, ela continuava a ter contrato vigente com a emissora carioca, mais de 50 anos depois. Na Globo, tornou-se a primeira atriz negra a protagonizar uma novela, “A Cabana do Pai Tomás” (1969). E participou de cerca de 20 novelas, numa sequência de clássicos do gênero que inclui “O Homem que Deve Morrer” (1971), “Bicho do Mato” (1972), “O Bem Amado” (1973), “Os Ossos do Barão” (1973), “O Rebu” (1974), etc. Também integrou o elenco da novela que adaptou a obra que a consagrou em Veneza, “Sinhá Moça”, em 1986, e do remake da mesma, em 2006, ao mesmo tempo em que se manteve ativa no cinema – em filmes como “Um Homem Célebre” (1974), de Miguel Faria Jr., “Ladrões de Cinema” (1977), de Fernando Campos, “Jubiabá” (1986), de Nelson Pereira dos Santos, e “Um Copo de Cólera” (1999), de Aluizio Abranches, entre outros. Ruth de Souza ainda conquistou o prêmio de Melhor Atriz do Festival de Gramado em 2004, por sua atuação no filme “Filhas do Vento”, de Joel Zito de Araújo. Na ocasião, ela disse: “É uma alegria imensa ter o trabalho reconhecido. As pessoas dizem que abri portas, mas nunca parei para pensar sobre o assunto. Trabalhei muito nesses 70 anos de carreira. Nunca parei, o que é algo difícil para qualquer ator no mundo, ainda mais para um ator negro”. Incansável, a atriz seguiu acrescentando muitas obras à sua imensa filmografia. Entre seus últimos papéis, estão contribuições em filmes como “O Vendedor de Passados” (2015), de Lula Buarque de Hollanda, e “Primavera” (2018), de Carlos Porto de Andrade Junior, inédito em circuito comercial. Na TV, despediu-se vivendo a si mesma na série “Mister Braun” e com a minissérie “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, seu último papel. Ao longo de oito décadas dedicada à dramaturgia, Ruth de Souza se tornou um ícone para várias gerações. Virou parte integral da cultura brasileira. E foi até tema de homenagem de escola de samba, a carioca Santa Cruz, no carnaval deste ano. Lembrada com carinho pelos colegas de profissão, sua morte inundou as redes sociais de lamentações. “Aos 98 anos nossa amada partiu, deixando um legado, uma história incrível e portas abertas para muitos jovens artistas negros”, escreveu a atriz Zezé Motta.
Ana Paula Renault vira garota-propaganda de Annabelle 3
O estilo de comerciais trash da Netflix, com participação de celebridades locais, definitivamente virou moda entre os publicitários que cuidam das contas de estúdios de cinema no Brasil. Depois da Sony usar Sérgio Mallandro para anunciar “MIB: Homens de Preto – Internacional”, a Warner apelou para a socialite Ana Paula Renault para divulgar “Annabelle 3: De Volta para a Casa”. Quem assiste TV aberta deve saber que, durante sua participação na 10ª edição do reality “A Fazenda”, Ana Paula chorou ao ser chamada de Annabelle. Pois agora ela aparece com “penteado Annabelle” para encontrar a boneca macabra na divulgação do longa. E não é pegadinha do Sílvio Santos. Veja abaixo. A campanha é uma iniciativa da Warner para popularizar ainda mais o lançamento do filme no Brasil. Afinal, “Annabelle 3” vai enfrentar uma paixão nacional nos cinemas, a “Turma da Mônica”, cujo primeiro longa live-action estreia junto com o terror embonecado nesta quinta-feira (27/6) em todo o país.
Rubens Ewald Filho (1945 – 2019)
O jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho morreu na tarde desta quarta-feira (19/6), Dia do Cinema Brasileiro, aos 74 anos. Ele estava internado em estado grave desde o dia 23 de maio, no Hospital Samaritano, em São Paulo, após sofrer um desmaio seguido de queda em uma escadaria rolante. Marta Giovanelli, assistente do jornalista, afirmou que a queda foi causada por uma arritmia cardíaca. Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho era considerado um dos maiores nomes da crítica cinematográfica do país. Ainda criança, criou o hábito de anotar todos os filmes que via em um caderno, incluindo o nome do diretor, elenco, roteirista e outras informações. Este hábito deu origem ao lançamento dos primeiros guias de cinema do país. Estima-se que ele tenha assistido a mais de 37 mil filmes desde que começou a carreira no jornal A Tribuna, de Santos, em 1967. Em mais de 50 anos de atividade jornalística, passou por alguns dos maiores veículos de comunicação e emissoras de TV no país, tornando-se o grande responsável por popularizar o papel de crítico de cinema para os espectadores brasileiros, ao falar de maneira mais técnica – e ainda assim acessível – sobre filmes em vários canais da TV. Trabalhou na Globo, SBT, Record, Cultura e, nos últimos anos, no canal pago TNT. Seus comentários marcaram as transmissões do Oscar no país, especialmente em suas passagens pela rede Globo e TNT. Mas seu estilo ácido também alimentou polêmicas, tanto que, pela primeira vez em décadas, ele não foi o comentarista oficial da cerimônia em 2019. A TNT o deslocou para a internet, um ano após virar alvo de críticas – por comentar que a vencedora do Oscar Frances McDormand “não é bonita e deu um show de bebedeira no Globo de Ouro” e que a atriz trans Daniela Vega, estrela de “Uma Mulher Fantástica”, “na verdade é um rapaz”. Mas Rubens Ewald não foi apenas crítico. Ele se destacou como curador de diversos festivais brasileiros, de Gramado a Paulínia, ajudando a selecionar e lançar filmes com grande repercussão em alguns dos principais palcos do cinema nacional. Ele também foi autor. Escreveu as pornochanchadas “A Árvore dos Sexos” e “Elas São do Baralho”, dirigidas por Silvio de Abreu em 1977. E os dois assinaram juntos a novela “Éramos Seis”, adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré, exibida na TV Tupi no mesmo ano. Do mesmo escritor, Rubens ainda adaptou “Gina” em 1978 para a Globo. Outras novelas de seu currículo incluem “Drácula, Uma História de Amor” (1980), uma das últimas produções da Tupi, que acabou concluída como “Um Homem Muito Especial” (1980) na Band, “O Pátio das Donzelas” (1982) e “Iaiá Garcia” (1982), ambas na TV Cultura. Ainda participou como ator de filmes clássicos da era da Embrafilme, como “A Herança” (1970), “Independência ou Morte” (1972), “A Casa das Tentações” (1975) e “Amor Estranho Amor” (1982), entre outros. Mais: foi diretor teatral das peças “O Amante de Lady Chatterley”, “Querido Mundo” e “Doce Veneno”… E, em sua atividade como crítico, lançou diversos livros, como “Dicionário de Cineastas”, “Cinema com Rubens Ewald Filho”, “Os 100 Maiores Cineastas”, “O Oscar e Eu” e “Os 100 Melhores Filmes do Século 20”. “Ele é o maior e mais respeitado crítico de cinema que o Brasil já teve, nos acompanhou nas 15 transmissões do Oscar na TNT. Sentiremos muito a sua falta”, registrou Silvia Fu Elias, Diretora Sênior de Conteúdo da Turner, em comunicado.
Ator mirim de Stranger Things vai apresentar programa de pegadinhas na Netflix
O ator mirim Gaten Matarazzo, que vive Dustin em “Stranger Things”, vai apresentar e produzir um programa de pegadinhas na Netflix. O projeto se chama “Prank Encounters” e juntará dois desconhecidos – que acreditam estarem começando em novos empregos – para enfrentar uma situação que gradualmente vira um pesadelo. Desenvolvido pela produtora Propagate, de Ben Silverman (criador de “The Biggest Loser”) e Howard Owens (“Você Radical”), com participação do ator de 16 anos, “Prank Encounters” terá oito episódios, sem previsão de estreia até o momento. Gaten Matarazzo também poderá ser visto na 3ª temporada de “Stranger Things”, que estreia em 4 de julho em streaming, além de estar no elenco de dubladores do longa animado “Hump” e ter uma turnê agendada pelos Estados Unidos com a banda que formou com suas irmãs, chamada de Work In Progress.
Rafael Miguel (1996 – 2019)
O ator Rafael Miguel, de 22 anos, que interpretou Paçoca na novela “Chiquititas”, do SBT, foi assassinado junto de seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, na tarde de domingo (9/6) em São Paulo. Rafael e sua família foram até a casa da namorada dele, Isabela Tibcherani, de 18 anos, na Estrada do Alvarenga, no bairro Pedreira, na zona sul da Capital, e foram mortos à tiros por volta das 13h55. De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo, o caso é investigado pelo 98º Distrito Policial (Jardim Miriam) e as equipes estão em diligência para localizar e prender o autor do crime. Segundo informações do portal G1, o autor do crime seria o pai da namorada de Rafael. O rapaz e seus pais tinham ido ao local para discutir o relacionamento do casal, juntos há mais de um ano. Estavam conversando com a jovem e a mãe dela, quando o pai, Paulo Curpertino Matias, chegou armado e disparou contra as vítimas. O nome completo do jovem era Rafael Henrique Miguel. Ele ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos. “Lamentamos e estamos muito tristes com a notícia”, disse o canal em nota. Vários atores de “Chiquititas” e a colegas de SBT se manifestaram nas redes sociais. “Meu Deus… tentando entender o que não quero e não consigo entender… Assassinaram o Rafael Miguel… um menino… um garoto com a vida…”, escreveu Carla Fioroni, que contracenou com Rafael na novela.
Sônia Guedes (1932 – 2019)
A atriz Sônia Guedes, que trabalhou na série clássica “Malu Mulher”, morreu na segunda (3/6) aos 86 anos, em São Paulo, em decorrência de um câncer. A informação foi confirmada pela assessoria do SBT, emissora onde a atriz realizou o último trabalho na televisão. Com mais de 40 anos de carreira, Sonia teve importantes passagens pelo teatro, cinema e TV no Brasil, recebendo prêmios como o APCA e o Mambembe. Seu papel mais famoso foi Elza, a mãe de Malu (Regina Duarte), protagonista do icônico seriado “Malu Mulher” (1979), a primeira atração feminista da TV brasileira. Sônia teve passagens por diversas emissoras, tendo trabalhado em novelas como “Mulheres Apaixonadas” (2003), “Esmeralda” (2004), “Amor e Intrigas” (2008) e “Poder Paralelo” (2009). Seu último trabalho na televisão aberta foi na novela “Chiquititas”, exibida em 2013 pelo SBT, onde interpretou a personagem Nina Correia. Já a carreira cinematográfica foi iniciada com o drama “Noite em Chamas” (1977), de Jean Garret, e inclui alguns clássicos do cinema brasileiro, como “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, e o mais recente (e belo) “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” (2011), primeiro longa de Júlia Murat. Ela também participou do drama “O Circo da Noite” (2013) e da comédia “O Amor no Divã” (2016). Personalidades do meio artístico lamentaram a morte da atriz pelas redes sociais. “Querida Sonia, boa viagem. Um beijo, estrela”, afirmou o ator Tuca Andrada. A atriz Tania Bondezan também lamentou: “Sonia Guedes nos deixou, grande atriz, amiga querida”.
Gabi Costa (1985 – 2019)
A atriz Gabi Costa, que participava da novela “Órfãos da Terra”, da Globo, morreu no domingo (2/6) em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. A informação foi confirmada pela assessoria da artista, que tinha 33 anos. Ela foi encontrada desacordada em casa e levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, no Rio, onde teve o óbito confirmado. Não foi informado o que teria acontecido com a atriz. Sua carreira se restringiu à Globo. Entre 2010 e 2012, ela atuou nos humorísticos “Aventuras do Didi”, “Zorra Total” e “A Grande Família”. Em 2013, interpretou Jessica na novela “Tapas e Beijos”. Participou do remake de “O Rebu” em 2014 e, no ano seguinte, repetiu a parceria com o diretor da novela, José Villamarim, na série “Nada Será Como Antes”, vivendo Gabriela, uma figurinista de TV nos anos 1960. Em “Sol Nascente”, de 2016, foi a repórter Vanessa. Em 2017, entrou para “Malhação” como Antônia, mãe de uma das protagonistas. Na atual novela das 18h, “Órfãos da Terra”, Gabi Costa interpretava a síria Nazira, mulher do médico Faruq (Eduardo Mossri). Paralelamente, ela ainda fazia dublagens de games (era a Ciri de “The Witcher”) e iniciou uma carreira como roteirista, lançando seu primeiro curta-metragem, “Amor Suspenso”, em 2015. O filme fala sobre um casal formado por duas mulheres (Gabi e Lorena Comparato), que sofre por não ser aceito pela família. Filmado em um único plano sequência de 11 minutos, está disponível em seu canal no Youtube. A jovem atriz se preparava ainda para lançar dois novos projetos escritos por ela: seu curta “Enquanto Chovia” e o monólogo “Formigas”, que fala sobre a violência contra a mulher. Gabi também realizava trabalhos voluntários em ONGs após ter sido vítima de uma relação abusiva. A equipe de “Órfãos da Terra” se manifestou sob o impacto da perda nas redes sociais. “Meu Deus, estou chocado e sem palavras. Ainda não estou acreditando (…) Sem palavras, amiga”, escreveu Kaysar Dadour. “Eu também, querido”, respondeu Thelma Guedes, autora da novela. Intérprete do personagem Ali Al Aud, o ator Mouhamed Harfouch também assumiu seu choque com a notícia. “Fui pego de assalto por esta notícia tão triste, de uma mulher talentosa, cheia de vida e possibilidades, com tanto a caminhar e construir. Conheci Gabi neste trabalho, e o que vi foi uma mulher comprometida, sensível, parceira e consciente. Mas quem somos nós para entendermos os mistérios da vida?! Desejo toda luz pra você, Gabi, e todo conforto para os familiares e amigos nesta hora. Descanse em paz.” “Não consigo acreditar. Gabi fez algumas participações na nossa novela e estava em ‘Órfãos da Terra’ também. Tão nova. Nossa segunda perda de hoje. Gabi e Flora. Meus sentimentos”, escreveu Camila Queiroz, lembrando ainda a morte da atriz Flora Diegues, que também aconteceu neste domingo. Igualmente, a atriz Bia Arantes ficou impressionada pela perda dupla. “E agora a notícia de Gabi Costa. Difícil entender e lidar com essas perdas. Que Deus as acolha e permita que elas façam uma passagem cheia de amor e paz. Conforte também as famílias.”
Flora Diegues (1986 – 2019)
A atriz Flora Diegues, filha do cineasta Cacá Diegues, morreu neste domingo (2/6), aos 34 anos. Ela lutava há três anos contra um câncer no cérebro. Em 2016, chegou a ser operada às pressas por conta de um aneurisma e teve de ser afastada da novela “Além do Tempo”, exibida pela Globo. Flora começou sua carreira em 1996, como a versão mirim de Tieta no filme “Tieta do Agreste”, dirigido por seu pai. Mas só se dedicar à atuação após duas décadas, quando, em 2014, protagonizou a série “Só Garotas”, do Multishow. Depois disso, ela também apareceu em episódis das séries “Trair e Coçar É Só Começar” e “Sob Pressão”. Os últimos papéis foram na novela “Deus Salve o Rei” e no filme “O Grande Circo Místico”, também de seu pai. No ano passado, ela esteve no Festival de Cannes para divulgar a produção. Além de atuar, com passagens inclusive pelo teatro, Flora ensaiou seguir os passos do pai e comandou, como diretora e roteirista, dois curtas (“Sobe, Sofia” e “Assim Como Ela”) e um documentário (“No Meio do Caminho Tinha um Obstáculo”). “Flora viveu intensamente, sempre se divertiu, lutou com muita coragem e alegria. Fez de tudo, escreveu, atuou, dirigiu. Gostava muito de viver”, disse Cacá Diegues ao jornal O Globo.
Leandro Hassum troca rede Globo por Netflix
O comediante Leandro Hassum resolveu não renovar seu contrato com a Globo, depois de 21 anos na emissora carioca. Ele vai se despedir nesta semana, após o término das gravações da “Escolinha do Professor Raimundo”. De acordo com informações do colunista do UOL Flavio Ricco, o destino de Hassum será a Netflix. A tendência é protagonizar uma série de filmes para a plataforma. Mas os detalhes do futuro do comediante na Netflix serão divulgados em breve. Em nota, Hassum deu a entender que um dos motivos para a saída da Globo seriam mesmo novos projetos, que não se encaixam na TV aberta. “Não consigo parar de ‘inventar’ moda, criar me alimenta… E estou em um momento onde quero propor e fazer projetos com diferentes linguagens, o que nem sempre se encaixa com o formato da TV aberta”, disse, via texto, ao colunista Hugo Gloss. A Netflix tem visado artistas brasileiros populares, como Maisa Silva e Larissa Manoela, com o objetivo de aumentar sua penetração nas classes C, D e E do país, pois já está bem estabelecida entre a A e B. Atualmente, a plataforma desenvolve 30 projetos nacionais para seus assinantes.
Lady Francisco (1940 – 2019)
A atriz Lady Francisco, que soma quatro décadas de papéis em novelas da Globo, morreu neste sábado (25/5) no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ela estava internada na UTI do Hospital Unimed Barra desde o início de abril após sofrer uma fratura do fêmur enquanto passeava com seus dois cachorros no Parque Guinle, região onde morava. Ela foi operada, mas seu estado de saúde se complicou, vindo a falecer após falência múltipla de órgãos. Nascida Leyde Chuquer Volla Borelli de Bourboun em 1940, em Belo Horizonte, ela era filha de comerciantes bem-sucedidos, amigos de políticos importantes, e contava ter sofrido muito na adolescência por ser considerada mal-comportada, inclusive sendo submetida a choques elétricos por um psiquiatra, a pedido da própria família. Antes de virar atriz, ela venceu diversos concursos de beleza, foi aeromoça e radialista. E marcou casamento – aos 20 anos – com um engenheiro, apenas para descobrir horas antes da cerimônia que ele tinha outra família. O casamento foi proibido, mas os dois se juntaram assim mesmo e tiveram dois filhos. Ela inciou a trajetória artística em produções locais de rádio e TV. Sua estreia na televisão foi como garota-propaganda, anunciando produtos ao vivo na TV Itacolomi, de Belo Horizonte, no final dos anos 1960. Mas só foi deslanchar após se mudar para o Rio, o que levou ao fim de sua união. Nessa época, seu pai havia perdido quase toda a fortuna no jogo e Lady Francisco não teve apoio algum para seguir a carreira. Chegou a ser assaltada, perdendo o dinheiro que tinha trazido para tentar a sorte no Rio, e precisou viver de favores para persistir em sua tentativa de conseguir trabalho, ao aparecer diariamente na porta da TV Tupi. Um dia, ela foi chamada para compor o júri do programa de Flávio Cavalcanti. Em seguida, conseguiu participação na novela “Jerônimo – O Herói do Sertão” (1972). E nunca mais parou. A atriz acabou indo para a Globo em 1975, onde atingiu popularidade quase instantânea com dois papéis exuberantes: a ex-estrela de circo Elizabeth Pappalardo em “Cuca Legal” e Rose, a secretária gostosona de Carlão, personagem icônico de Francisco Cuoco em “Pecado Capital”. A fama de “gostosa” também lhe rendeu inúmeros trabalhos no cinema durante o auge da era da pornochanchada. Para se ter ideia, no mesmo ano em que fez duas novelas, Lady Francisco apareceu em nada menos que seis filmes eróticos. Embora sua filmografia transborde produções de títulos sugestivos – “Os Maniacos Eróticos” (1975), “Viúvas Precisam de Consolo” (1979), “O Verdadeiro Amante Sexual” (1985), “Sexo Selvagem dos Filhos da Noite” (1987) etc – , Lady Francisco também fez filmes “sérios”, como “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, grande marco do cinema brasileiro, e em especial “O Crime do Zé Bigorna” (1977), de Anselmo Duarte, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília. Mas o grande foco de sua carreira foram mesmo as novelas. Ela participou de alguns dos maiores sucessos da história da rede Globo, entre eles “A Escrava Isaura” (1976), “Locomotivas” (1977), “O Pulo do Gato” (1978), “Marrom-Glacê” (1979), “Baila Comigo” (1981), “Louco Amor” (1983), “Barriga de Aluguel” (1990), “Explode Coração” (1995), “Alma Gêmea” (2005), “Duas Caras” (2007), “Cheias de Charme” (2012), “Totalmente Demais” (2015), até “Malhação: Vidas Brasileiras” (2018), seu último trabalho, em que interpretou a milionária Lorraine. Seus papeis costumavam ter imenso apelo popular, como a ingênua manicure Gisela na novela “Louco Amor”, de Gilberto Braga, graças a facilidade com que interpretava mulheres despachadas, fogosas e divertidas, da juventude à maior idade. Entretanto, a popularidade conquistada como símbolo sexual teve outro lado. Ela denunciou ter sido abusada sexualmente por um diretor de televisão, cujo nome jamais revelou. Também foi estuprada por quatro homens ao descer de um táxi na Barra da Tijuca. Um mês depois, descobriu que estava grávida e realizou um aborto. Após a decepção de seu primeiro noivado, Lady Francisco nunca se casou. Amor, ela só teve mais um na vida, o dramaturgo Dias Gomes, após ele ficar viúvo da novelista Janete Clair.
Caio Blat diz que assédio é atitude tão covarde quanto denúncia sem provas
O ator Caio Blat reagiu à notícia sobre acusações de assédio, que teriam sido feitas por atrizes da novela “O Sétimo Guardião”, com uma declaração enviada ao autor do texto, o colunista Leo Dias, comparando assédio com denúncia sem provas. “Terminamos a novela num clima ótimo, e fui surpreendido hoje com uma notícia mentirosa e anônima a meu respeito. Que me deixou indignado! Se algum colega ficou ofendido com qualquer atitude minha, que se identifique e me procure, para que eu tenha ao menos a chance de me retratar. O assédio é uma atitude covarde, assim como uma denúncia sem provas e sem autor”, disse Blat. O blog de Leo Dias e o programa que ele comanda no SBT, Fofocalizando, divulgaram a denúncia de assédio, que teria partido da assessoria de uma atriz da novela, que pediu para não ser identificada. A mesma atriz teria dito, através de sua assessoria, que não é a única a ter reclamado do ator. Ela afirma que pelo menos outras cinco atrizes fizeram queixas contra ele. O boato do assédio ganhou força após Caio Blat organizar uma festa de confraternização da novela em sua casa, na semana passada, e alguns atores se recusarem a comparecer em solidariedade às colegas. A TV Globo está apurando as denúncias. “Todo relato de desrespeito na Globo é apurado criteriosamente, assim que tomamos conhecimento dele – como é o caso agora. A Ouvidoria da empresa já foi acionada.”





