Jade Picon é confirmada em sua primeira novela
A Globo confirmou Jade Picon em sua próxima novela das nove, “Travessia”. O perfil oficial do canal publicou uma foto com o elenco completo da atração, indicando sua participação na trama. Ela aparece sentada na primeira fila. A ex-BBB e influenciadora vai atuar com artistas bem conhecidos do público, como Alexandre Nero, Chay Suede, Rômulo Estrela, Lucy Alves, Giovanna Antonelli, Alessandra Negrini, Vanessa Giácomo, Rodrigo Lombardi, Drica Moraes, Humberto Martins, Ailton Graça, Dandara Mariana e Bel Kutner, que também estão na foto. A estreia de Jade Picon como atriz chegou a gerar polêmica, com vários protestos de atores e manifestações do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro). O presidente da organização, Hugo Gross, chegou a lamentar a escolha da Globo, dizendo não achar justo “ela tomar um espaço” de atores, e espera ver toda a documentação para permitir que Jade possa trabalhar como atriz. De todo modo, Jade não é a primeira ex-BBB a virar atriz de novela. Juliana Alves saiu do “BBB 3” para “Chocolate com Pimenta” (2005) e Grazi Massafera do “BBB 5” direto para “Páginas da Vida” (2006). Nove anos depois, Grazi foi indicada ao troféu Emmy Internacional de Melhor Atriz por “Verdades Secretas”. Além disso, há várias ex-modelos entre as atrizes mais bem pagas do país, uma tradição que vem desde Vera Fischer nos anos 1970 e segue firme nesses dias de Camila Queiroz. Na trama, Jade viverá uma personagem com perfil parecido com ela mesma: uma influencer bastante conectada nas redes sociais, que precisará lidar com maldades da internet, incluindo as famosas fake news. E, aparentemente, estará do lado dos vilões, formando par romântico com Chay Suede. Escrita por Gloria Perez e com direção artística de Mauro Mendonça Filho, “Travessia” tem a missão de suceder o fenômeno “Pantanal”. A estreia está prevista para outubro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TV Globo (@tvglobo)
Leandro Lima e José Loreto filmam suspense com diretor de “Pantanal”
Os atores Leandro Lima e José Loreto estão juntos num novo projeto envolvendo um diretor de “Pantanal”. Os intérpretes dos personagens Levi e Tadeu integram o elenco de “A Cerca”, um suspense sobrenatural de Rogério Gomes, que comandou a primeira fase da novela. “Termino de rodar em julho e tem Marcello Novaes, Jonas Bloch, Leona Cavalli e José Loreto no elenco”, contou ele, em entrevista à revista Quem. Apesar desta informação, as filmagens começaram em 2020 em Cambará do Sul, no interior gaúcho. Ou seja, bem antes de “Pantanal”. A Quem também chamou “A Cerca” de “Acerto”. O roteiro de David Rauh (“Ilha de Ferro”) e Raul Guterres (produtor de “Casagrande e Seus Demônios”) acompanha uma jornalista de Porto Alegre (Cavalli) que vai para o interior fazer uma matéria sobre vinícolas. Mas encontra uma comunidade sombria sob o controle de duas famílias, os Molinari e os Salvini. Ao tocar na cerca que divide as propriedades dos dois maiores produtores da região, ela é acometida por visões de agricultores mortos naquele local em tempos remotos. Logo, integrantes das duas famílias poderosas começam a morrer.
Lucas Bissoli conhece os pais de Eslovênia: “Aprovadíssimo”
O ex-BBB Lucas Bissoli finalmente conheceu os pais da namorada, Eslovênia Marques. O casal está aproveitando o fim de semana em Caruaru, cidade da família da modelo em Pernambuco, onde Lucas conheceu os sogros Dona Kilma e Seu Antônio. Os registros foram compartilhados nas redes sociais e contaram com momentos divertidos. “Estou aprovado?”, questionou o estudante de medicina no Stories do Instagram. “Aprovadíssimo!”, respondeu Dona Kilma rindo. E a Miss Pernambuco ainda brincou: “Mainha apaixonada nele”. Finalmenteee o encontro de milhões! ❤️🔥🌽 Esquenta com meus pais para curtir muitooo o São João de Caruaru. pic.twitter.com/28BvTGGG3y — Eslô Marques 🇸🇮 (@eslomarques) June 19, 2022
Ilka Soares (1932–2022)
A atriz Ilka Soares morreu na manhã deste sábado (18/6) no Rio de Janeiro. Ela estava internada na Clínica São Vicente, na capital fluminense, onde fazia um tratamento contra o câncer. Nascida em 21 de junho de 1932, completaria 90 anos na terça-feira. Com uma carreira de mais de sete décadas, Ilka virou estrela ainda na adolescência. Aos 15 anos, disputou um concurso de beleza promovido pelo jornal O Globo, onde chamou atenção do diretor de fotografia Ugo Lombardi, pai de Bruna Lombardi, e foi convidada a fazer teste para o filme “Iracema”, adaptação da obra clássica de José de Alencar. O filme foi lançado dois anos depois, em 1949, com Ilka Soares no papel-título, “a virgem dos lábios de mel”. O sucesso da produção a fez ser disputada pelos principais estúdios de cinema do Brasil. Destacou-se principalmente em produções da Atlântida, como as chanchadas “Três Vagabundos” (1952) e “Pintando o Sete” (1960), ao lado do rei do humor Oscarito, além do drama “Maior Que o Ódio” (1951), em que contracenou com o grande galã da época, Anselmo Duarte. O romance entre Ilka e Anselmo acabou virando história de amor real. Os dois se casaram. Mas, unidos pelo cinema, também se separaram após a convivência seguida nas telas. Eles mantiveram a parceria em mais duas comédias musicais – “Carnaval em Marte” (1955) e “Depois Eu Conto” (1956) – e, por volta do lançamento da segunda, se separaram. Ilka também brilhou em produções do estúdio Vera Cruz, especialista em melodramas populares, atuando em “Esquina da Ilusão” (1953) e no blockbuster nacional “Floradas na Serra” (1954), junto à primeira dama do teatro brasileiro, Cacilda Becker. Famosa e considerada uma das mulheres mais bonitas do país, ela passou a ser requisitada para capas de revistas e campanhas publicitárias das melhores marcas, o que a transformou numa das primeiras (senão a primeira) supermodelo do Brasil. Recém-inaugurado no país, o primeiro canal da TV brasileira, Tupi, fez questão de escalá-la em seu programa mais prestigioso, o “Teleteatro Tupi”, encabeçado por Fernanda Montenegro. A atração que encenava peças teatrais foi um dos maiores sucessos da década de 1950 na televisão – num período em que toda a programação era ao vivo. Em 1963, ela se casou com Walter Clark, executivo da TV Rio, que em dezembro de 1965 assumiu a direção geral de um novo canal: a TV Globo. No ano seguinte, Ilka estreou na Globo, substituindo a atriz Norma Bengell na apresentação do programa “Noite de Gala”. Fez sucesso como apresentadora e passou por outras produções, com destaque para o “Festival Internacional da Canção”, exibido no final da década. Mas mesmo com a vasta experiência como atriz, só foi fazer novelas com mais de duas décadas de carreira e após sua separação de Walter Clark. Ela estreou no gênero em 1971, na novela “O Cafona”, de Braúlio Pedroso, em que interpretou uma mulher sofisticada, tipo de personagem que a acompanharia pelo resto da carreira. A partir daí, Ilka não parou mais, emplacando novela atrás de novela. Ensaiou virar rainha das 22h, estrelando quatro atrações quase consecutivas no horário: “O Cafona”, “Bandeira 2” (1971), “O Bofe” (1972) e “O Espigão” (1974). Mas a partir de “Anjo Mau” (1976) encontrou novo nicho nas “novelas das sete”, vindo a estourar com “Locomotivas” (1977), primeira produção colorida da faixa, como Celeste, uma quarentona sexy (na época em que isso era raro na TV) que formou par com um ator 15 anos mais novo, o galã Dennis Carvalho. Cassiano Gabus Mendes foi o primeiro dramaturgo da Globo a explorar a capacidade cômica da atriz, que ela tinha aprimorado nas chanchadas. Depois de “Locomotiva”, Ilka se tornou seu talismã, aparecendo em várias de suas novelas, como “Te Contei?” (1978), “Elas por Elas” (1982), “Champagne” (1983) e “Que Rei Sou Eu?” (1989). Fez tanto sucesso em papéis cômicos que, no final da década de 1970, foi integrar um dos principais humorísticos da história da Globo, o “Planeta dos Homens”, ao lado de comediantes consagrados como Jô Soares, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino. Ilka, porém, não virou comediante e continuou atuando em novelas, chegando a aparecer em duas atrações simultâneas entre 1990 e 1991, “Rainha da Sucata” às oito e “Barriga de Aluguel” às seis. Apesar disso, fez só mais duas novelas em seguida: “Deus Nos Acuda” (1993) e “Pecado Capital” (1998). O fim do ciclo na Globo lhe permitiu participar da série “Mandrake”, da HBO, e voltar ao cinema. Desde sua estreia no canal, Ilka só tinha feito um filme: “Brasa Adormecida”, em 1987. Ela retomou a trajetória cinematográfica interrompida com três novos lançamentos: “Copacabana” (2001), “Gatão de Meia Idade” (2006) e “Vendo ou Alugo” (2013). A comédia de Betse de Paula lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival Cine-PE, aos 80 anos de idade, e também foi a sua despedida das telas. Em 2018, Ilka fez uma nova retomada em sua carreira, voltando a modelar aos 86 anos, em fotos de lançamento de uma coleção da grife The Paradise, desenvolvida por seu neto e estilista Thomaz Azulay. Uma delas pode ser vista abaixo, ao lado de uma imagem da era de ouro da atriz no cinema.
Maria Lúcia Dahl (1941-2022)
A atriz Maria Lúcia Dahl, que marcou época no cinema brasileiro, morreu nesta quinta (16/6) no Rio de Janeiro, de causa não informada aos 80 anos. Ela sofria de Alzheimer e estava internada no Retiro dos Artistas desde o início de 2020. Carioca, filha de família tradicional, ela conheceu seu primeiro marido quando morava na Itália – o cineasta Gustavo Dahl, com quem compartilhava o amor pelo cinema. A educação nas melhores escolas também a levou a querer trabalhar com Cultura, abrindo caminho para que se transformasse numa das maiores musas do cinema nacional – e da contracultura brasileira. Ela estreou nas telas em “Bahia de Todos os Santos”, drama de 1960 dirigido por José Hipolito Trigueirinho Neto, mas só foi repetir a experiência cinco anos depois, no clássico “Menino de Engenho” (1965), de Walter Lima Jr. Depois disso, porém, emendou um filme atrás do outro, cruzando as fronteiras entre o Cinema Novo, o Cinema Marginal e o cinema comercial. Para ficar só nos anos 1960, a lista inclui o segundo longa de Cacá Diegues, “A Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe” (1966), o primeiro filme de Daniel Filho, “Pobre Príncipe Encantado” (1969), e os clássicos “Cara a Cara”, de Júlio Bressane, e “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Sem esquecer de “O Bravo Guerreiro” (1969), primeira e única vez em que foi dirigida pelo marido, Gustavo Dahl. Vivendo tudo o que tinha direito na era das grandes loucuras, experimentou um casamento aberto, que acabou em divórcio no fim dos anos 1960, quando se apaixonou pelo líder estudantil Marcos Medeiros. Junto do segundo marido, acabou se engajando no movimento contra a ditadura militar, sofreu ameaças e fugiu do país com a ajuda da irmã, hoje figurinista da Globo, Marilia Carneiro. Ela viveu exilada em Paris, onde teve a filha Joana, que criou sozinha. Por volta dessa época, a morte do pai fez a família perder a estabilidade financeira, o que a a trouxe de volta ao Brasil em meados nos anos 1970, buscando retomar a carreira na televisão. Passando a dividir a tela grande com a tela da Globo, participou de novelas como “O Espigão” (1974), “Gabriela” (1975), “Espelho Mágico” (1977) e “Dancin’ Days” (1978), a primeira produção das oito de Gilberto Braga, com quem depois desenvolveu uma parceria bem-sucedida em novo formato. Ao mesmo tempo, consolidou-se como símbolo sexual da era das pornochanchadas, emendando produções de títulos bastante sugestivos – de “Deixa, Amorzinho… Deixa” (1975) a “O Gosto do Pecado” (1980), com destaque para “A Árvore do Sexo” (1977) e “Mulher Objeto” (1981), ambos dirigidos por Silvio de Abreu (hoje mais conhecido por suas novelas). Na década passada, a revista TPM lembrou que ela foi a única mulher capaz de circular com a mesma desenvoltura entre o clubes privados da elite carioca e os estúdios da pornochanchada. Filmes mais tradicionais também não faltaram no período, como “Um Homem Célebre” (1974), de Miguel Faria Jr., e “Guerra Conjugal” (1975), de Joaquim Pedro de Andrade, além da parceria com Antônio Calmon, iniciada em 1977 com “Revólver de Brinquedo”. Os dois trabalharam juntos em cinco filmes consecutivos no curto espaço de dois anos – até “Eu Matei Lúcio Flávio” (1979). Mas por volta da consagração de “Eu Te Amo” (1981), de Arnaldo Jabor, o cinema nacional entrou em crise, levando-a fortalecer sua presença na TV. Ela fez principalmente novelas leves com tons de humor, como “Ti Ti Ti” (1985), “Cambalacho” (1986), “Bambolê” (1987), “Salsa e Merengue” (1996) e “Aquele Beijo” (2006). A exceção foi sua única novela das oito, “Torre de Babel” (1998), numa participação especial para o velho parceiro Silvio de Abreu. A atriz também integrou o elenco das minisséries mais famosas de Gilberto Braga: “Anos Dourados” (1986), “O Primo Basílio” (1988) e “Anos Rebeldes” (1992). A partir da retomada do cinema brasileiro em meados dos anos 1990, Maria Lúcia retomou sua primeira paixão, aumentando sua filmografia com “Veja Esta Canção” (1994), de Cacá Diegues, “Quem Matou Pixote?” (1995), de José Joffily, e outros, até “O Gerente” (2011), do veterano Paulo César Saraceni. Na fase final de sua carreira, ainda demonstrou novos talentos, assinando o roteiro de “Vendo ou Alugo” (2013), comédia dirigida por Betse de Paula, que lhe rendeu o prêmio de melhor roteirista no Festival Cine-PE. Por sinal, ela também escreveu cinco livros e manteve uma coluna no antigo Jornal do Brasil por 20 anos. Sua última aparição nas telas foi no documentário “Marcos Medeiros Codinome Vampiro” (2018) sobre seu segundo marido. Marcos Medeiros foi preso, torturado e exilado na Europa, onde iniciou uma carreira como curtametragista de vanguarda (e roteirista do clássico documentário de Glauber Rocha “História do Brasil”), antes de falecer em 1997, após uma longa internação no Pinel. Maria Lúcia Dahl teve com ele sua única filha, Joana Medeiros, também atriz. E foi com ela que fez um dos ensaios nus mais famosos da Playboy brasileira, em 1985. Detalhe: Joana tinha apenas 14 anos.
José Loreto vai estrelar série do diretor de “Pantanal”
O ator José Loreto e o diretor Rogério Gomes, que trabalharam em “Pantanal”, vão se juntar numa série que está sendo negociada no streaming. Curiosamente, Gomes foi responsável pela primeira fase da novela da Globo, enquanto Loreto entrou na segunda fase. Chamada de “Inferno de Enzo”, a série vai girar em torno de um influenciador e criador de fake news (Loreto), que sofre um acidente e entra em coma. Ao acordar, nove meses depois, ele descobre que é acusado de matar a própria filha. A criação é de Thomas Stavros (“Um Contra Todos”) e a produção está a cargo de Gustavo Mello (“PCC – Poder Secreto”), da Boutique Filmes.
Netflix transforma “Round 6” em competição real por fortuna em dinheiro
A Netflix anunciou que “Round 6” não é mais só ficção. A plataforma vai lançar um reality show baseado na premissa da série, em que 456 jogadores vão competir numa série de jogos por uma fortuna em dinheiro: exatamente US$ 4,56 milhões. Apesar do valor recorde, espera-se que ninguém morra para vencer o “Squid Game: The Challenge”, título original da produção. A novidade foi revelada num evento de mídia, o Banff World Media Festival, nesta terça-feira (14/6), e repercutida com o lançamento de um vídeo oficial da plataforma. Veja abaixo. “’Round 6′ conquistou o mundo com a história cativante e imagens icônicas”, disse Brandon Riegg, vice-presidente de séries documentais e sem roteiro da Netflix. “Somos gratos por seu apoio, enquanto transformamos o mundo fictício em realidade nesta competição massiva e de experimento social. Os fãs da série dramática entrarão em uma jornada fascinante e imprevisível enquanto nossos 456 competidores do mundo real navegam na maior série de competição de todos os tempos, cheia de tensão e reviravoltas, com o maior prêmio em dinheiro de todos os tempos no final.” A Netflix afirma que o valor do prêmio é o maior já pago na história da TV – embora o “X Factor” já tenha oferecido contratos de gravação no valor de US$ 5 milhões – e que o programa também possui a maior quantidade de competidores já reunida num reality show. O programa terá 10 episódios – um a mais que na série. As inscrições já estão abertas para todos os interessados no site SquidGameCasting.com. A Netflix está procurando concorrentes de todo o mundo, mas eles devem falar inglês – apesar da série original ser falada em coreano. A regra da linguagem é pragmática, pois as instruções de jogo serão dadas por um alto-falante e cada jogador precisa ser capaz de entender o que está sendo dito. Se o programa for bem sucedido, versões em outros idiomas poderão ser produzidas, assim como já aconteceu com outros reality shows da plataforma. Os desafios serão inspirados na série mas haverá diferenças e adições para pegar os jogadores desprevenidos. As gravações vão acontecer no Reino Unido numa co-produção entre o Studio Lambert (“The Circle”) e The Garden (“24 Hours in A&E”), que faz parte do ITV Studios. A estreia ainda não foi marcada.
“Lightyear” é proibido em três países por beijo lésbico
A nova animação da Disney/Pixar, “Lightyear”, teve sua exibição proibida na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Malásia. O filme derivado da popular franquia “Toy Story” não poderá ser mostrado nestes países por incluir um beijo entre duas mulheres. “Lightyear” inclui uma personagem lésbica chamada Alisha e a mostra beijando e começando uma família com sua parceira. Foi a primeira vez que uma animação distribuída pela Disney incluiu uma cena de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Ironicamente, o estúdio chegou a cortar o beijo durante o desenvolvimento do projeto. Mas numa reviravolta agora se recusa a eliminá-lo para permitir que o filme entre em cartaz em países que não toleram a comunidade LGBTQIAP+. Esta decisão foi tomada após a Disney enfrentar seus próprios problemas com o tema, em meio à denúncias de animadores da Pixar de censura contra seus esforços de representatividade e no bojo da controvérsia da lei conhecida como “Don’t Say Gay” na Flórida, que proíbe ensino de questões ligadas à identidade sexual em escolas do Ensino Fundamental do estado. A Disney chegou a financiar os responsáveis pela elaboração da lei, antes de se ver pressionada pela comunidade artística a condenar esta iniciativa. O filme foi inicialmente aprovado para lançamento nos Emirados Árabes Unidos, onde as restrições de censura estão diminuindo. No entanto, a licença para exibi-lo foi revogada após grupos religiosos começarem a organizar protestos nas redes sociais acusando a Disney e “Lightyear” de insultar os muçulmanos e o Islã. A animação chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (16/6), trazendo em sua dublagem nacional a voz de Marcos Mion.
Neila Tavares (1948–2022)
A atriz e apresentadora Neila Tavares morreu no sábado (4/6), na cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, aos 73 anos. Ela havia sido diagnosticada com enfisema pulmonar em novembro passado e passou mal na última segunda-feira, quando foi internada num hospital local. Neila morava em Lumiar, também no estado do Rio, há mais de 20 anos, onde comandava o teatro Pé na Tábua. Estava em Rio das Ostras para fazer exames e visitar a filha, moradora da cidade. Carioca nascida em Niterói, ela começou a carreira de atriz no Teatro Opinião em 1968. Fez diversas peças, entre elas a icônica “Anti-Nelson Rodrigues”, escrita pelo dramaturgo em 1974 após um pedido da própria Neila, que queria atuar numa obra inédita do autor. Dos palcos, foi para o cinema, onde participou de diversas obras famosas, como “Memória de Helena” (1969), estreia do diretor David Neves, “Marcelo Zona Sul” (1970), de Xavier de Oliveira, “Bonga, O Vagabundo” (1971), escrito e estrelado por Renato Aragão, e “Ali Babá e os Quarenta Ladrões” (1972), embrião de “Os Trapalhões”, sem esquecer os clássicos “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, e “A Estrela Sobe” (1974), de Bruno Barreto. Também atuou em várias pornochanchadas dos anos 1970, simultaneamente ao começo de sua carreira televisiva. Ela se destacou em algumas das novelas mais famosas da década na Globo, como “Gabriela” (1975), “Anjo Mau” (1976) e “O Casarão” (1977). Sua última aparição na Globo foi na série “As Brasileiras”, em 2012. Já a despedida dos cinemas aconteceu com a produção infantil “A Família Dionti”, de Alan Minas, em 2015. Sua carreira ainda incluiu apresentação de programas na extinta TV Manchete e na TVE. Ela também escreveu livros e trabalhou como jornalista – na Folha de São Paulo e nas revistas Ele e Ela e Pais e Filhos.
Rubens Caribé (1965-2022)
O ator Rubens Caribé, galã de novelas da Globo e do SBT, morreu neste domingo (5/6), aos 56 anos. Ele enfrentava um câncer de boca há alguns anos e passava tratamento contra a doença. Destaque do teatro paulista nos 1990 e 2000, o ator foi integrante do Teatro do Ornitorrinco e chegou à televisão embalado pelo sucesso de crítica – venceu vários prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) ao longo da carreira. Sua estreia nas telas ocorreu na minissérie “Anos Rebeldes”, de 1992, e em seguida fez sua primeira novela, integrando “Fera Ferida” (1993). Fez ainda “Malhação” (em 1995) e as séries “Retrato de Mulher” (1994) e “Contos de Verão” na Globo, antes de começar um giro pelas concorrentes. No SBT, destacou-se com as novelas “Sangue do Meu Sangue” (1995) e “Os Ossos do Barão” (1997), além da série “Antônio Alves, Taxista” (1996). Depois fez “Canoa do Bagre” (1997) na Record e “Serras Azuis” (1998) na Band, antes de ter nova passagem pela Globo em episódios de “Você Decide” e na série “Sandy & Júnior” (1999). A carreira itinerante ainda incluiu passagens por “Pícara Sonhadora” (2001) e os humorísticos “Ô… Coitado!” (2000) e “Meu Cunhado” (2005) no SBT, a longa novela “Cidadão Brasileiro” (2006), na Record, mais uma volta para a Globo em “Sete Pecados” (2007) e sua última passagem pelo SBT em “Uma Rosa com Amor” (2010), sua novela final. Caribé também fez um punhado de filmes, especializando-se em produções criminais como “Sombras de Julho” (1995), de Marco Altberg, “Inversão” (2010), de Edu Felistoque, e “Cano Serrado” (2019), de Erik de Castro. Seu último trabalho nas telas foi a participação em dois episódios de “Cidade Invisível”, sucesso da Netflix, em 2021. Mas seu principal palco sempre foi o teatro, onde estrelou as mais diversas montagens, de “Sonhos de uma Noite de Verão”, de Shakespeare, até o musical “Hair”. Rubens era casado com o músico Ricardo Severo e virou sex simbol LGBTQIAP+ ao posar nu para a revisa G Magazine, num dos ensaios mais populares da história da publicação. Vários colegas lamentaram sua morte nas redes sociais. Mika Lins resumiu: “Um dia triste para o teatro”.
Douglas Silva vai estrelar nova novela do Globoplay
O primeiro trabalho de Douglas Silva no Grupo Globo depois do “BBB 22″ será uma novela. Ele entrou em “Todas as Flores”, de João Emanuel Carneiro (“Avenida Brasil”), que sucederá “Verdades Secretas 2” como a segunda novela desenvolvida para o streaming do Globoplay. Seu personagem será viciado em sexo e casado com uma cantora interpretada por Mary Sheila (“Crô em Família”) – e inspirada em Alcione. O relacionamento será conturbado, apesar da grande paixão. Eles farão parte do núcleo cômico da trama, que de resto será um thriller, com direção de Carlos Araújo (“Os Dias Eram Assim”). Antes chamada de “Olho por Olho”, a novela terá como protagonista uma jovem cega vivida por Sophie Charlotte (“Passaporte para Liberdade”). Sua família na trama inclui Leticia Colin (“Onde Está Meu Coração”) como irmã e Regina Casé (“Três Verões”) como mãe. O elenco confirmado ainda destaca Xande de Pilares, Fabio Assunção, Nicolas Prattes, Cassio Gabus Mendes, Simone Spoladore e Caio Castro, entre outros. A plataforma vai disponibilizar cinco capítulos por semana, com previsão de lançamento para o fim deste ano
“BBB 22” está na moda da São Paulo Fashion Week
A São Paulo Fashion Week desta semana abriu sua passarela para muitas top models e celebridades diversas, mas quem conseguiu chamar mais atenção foram quatro integrantes do “BBB 22”. O programa que muitos taxavam de caído acabou caindo literalmente na moda. O detalhe é que as participações foram, em sua maioria, bastante temáticas, correspondendo às trajetórias dos ex-confinados do reality show. No primeiro dia de BBB na SPFW, durante a quinta-feira (2/6), quem marcou presença foram o atleta Paulo André Camilo e a professora Jessilane Alves, fazendo suas estreias como modelos. Acostumado a representar o Brasil em competições, P.A. vestiu a grife Misci, que prestou homenagem à mãe brasileira e aos símbolos nacionais com a coleção EVA – Mátria Brasil. Em sua estreia nas passarelas, o campeão das pistas se apresentou ao lado de ninguém menos que a top model Carol Trentini. Depois da experiência, ele escreveu no Instagram que estava “pronto para o próximo desafio”. “Seguimos!”, acrescentou. Também debutante, Jessi participou do desfile da Meninos Reis, marca que dedicou sua apresentação a denunciar o racismo e o genocídio negro no país. Durante sua passagem pelo “BBB”, ela deixou bem claro seu envolvimento com pautas raciais. “Eu não sou modelo, mas estou muito feliz de ter participado do desfile, principalmente pelo que Meninos Reis representam na moda e toda representatividade que levei comigo na passarela! O desfile é um resgate a minha ancestralidade, é celebração do povo preto! Eu, como professora preta, me senti linda, feliz e leve. Foi incrível”, ela escreveu no Instagram. Na sexta (3/6) foi a vez do surfista Pedro Scooby e da miss Eslovênia Marques. Scooby, que é casado com a modelo Cíntia Dicker, já tinha uma pequena experiência. Depois de desfilar duas vezes para Ricardo Almeida, ele se apresentou pela primeira vez na SPFW pela Silverio Brand, de Rafael Silverio, num traje preto sem camisa, que destacou suas tatuagens peitorais. A marca é feminina, mas não se limita a gênero, criando itens que buscam a desconstrução masculina. “É uma grande responsabilidade e que me deixa muito feliz em poder participar de um projeto tão valioso para a moda, além de poder, como surfista, representar o esporte também”, ele declarou em entrevista à revista GQ. A ironia é que Eslô, a única modelo profissional do “BBB 22”, não entrou na passarela. Ela, entretanto, usou um vestido exclusivo de Walério Araújo, “desfilando” na chegada e na primeira fila da apresentação do estilista pernambucano – com mais três ex-BBBs: o namorado Lucas Bissoli e o casal Laís Caldas e Gustavo Marsengo. A roupa, inclusive, foi inspirada na bandeira de Pernambuco. E a ex-BBB aproveitou essa pequena participação lateral melhor que os colegas, ao usar a visibilidade para lembrar da situação do estado após as últimas chuvas. “Que honra poder estar vestindo o orgulho que eu sinto pelo meu estado do coração, o estado que eu acolhi e que me sinto pertencente. Representar Pernambuco, com um vestido do Walério Araújo, um pernambucano forte e que leva o nome do nosso estado para onde vai, é indescritível”, ela escreveu no Instagram. Em seguida fez um apelo por solidariedade. “Pernambuco é cultura, é acolhimento, e sobretudo, Pernambuco é paixão. Somos bairristas sim, amamos o nosso estado e queremos vê-lo prosperar a cada dia, queremos vê-lo sendo cuidado como deve ser e que os pernambucanos tenham motivos para sorrir todos os dias, afinal, a alegria desse povo não pode cessar por descaso e irresponsabilidade em relação às fortes chuvas, que estão destruindo sonhos e famílias todos os anos, então essa produção de hoje também é um PEDIDO DE AJUDA!”, Eslô acrescentou, concluindo com uma exaltação. “Pernambuco vive, Pernambuco viverá. Hoje, amanhã e sempre!”. De ontem pq eu tava me achando maravilhosaa 🧡 pic.twitter.com/IY1F5unavh — Jessi Alves (@a_jessilane) June 3, 2022 Quem é essa modelo? Ela mesmo, Jessi Alves desfilando a convite dos Meninos Rei no SPFW 😱💜 pic.twitter.com/DonLetA6Ww — Jessi Alves (@a_jessilane) June 2, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jessi Alves (@jessilane) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por São Paulo Fashion Week (@spfw) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por SILVÉRIO (@silveriobrand) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Paulo André 🏁 (@iampauloandre) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por misci (@misci__) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Eslovênia 🇸🇮 (@eslomarques) @eslomarques na SPFW pic.twitter.com/TtyQSe8hJB — Pipoca Moderna (@Pipoca_Moderna) June 4, 2022 FOI TUDOOOO! ❤️ #SPFW pic.twitter.com/ERvkl9685u — Eslô Marques 🇸🇮 (@eslomarques) June 4, 2022
Atriz diz que SBT abafou caso de pedofilia em equipe de novela infantil
A atriz mirim Duda Wendling, que participou da novela “Cúmplices de um Resgate”, disse que dois membros da equipe da novela eram pedófilos. Em entrevista ao podcast BarbaCast, ela acusou o SBT de, mesmo demitindo os homens, abafar o caso. Segundo a atriz, um dos profissionais era o preparador de elenco Beto Silveira, que morreu no mês passado e estaria cumprindo prisão domiciliar pelo crime. Ela não deu o nome do outro, que chegou a lhe dar um selinho, mas fazia parte da equipe de Silveira. “Dentro do SBT, na época que eu trabalhava lá, tiveram dois pedófilos. Um era o nosso preparador de elenco infantil, para vocês terem uma ideia de como era o lugar”, disse a atriz, atualmente com 15 anos. Quando atuou em “Cúmplices de um Resgate”, Duda tinha entre 8 e 9 anos. Ela diz que, pela falta de uma figura paterna em sua vida, chamava Beto Silveira de pai. “Ele morreu há um mês, estava passando por uma doença. Não lembro se era câncer, então não tenho 100% de certeza para falar. Ele já estava na prisão domiciliar […] E tinha um pedófilo que acompanhava o preparador, preso em flagrante com dois figurantes da novela. Ele estava em chamada de vídeo com as duas crianças, as mães entenderam, chamaram a polícia. A polícia foi lá, fez revista e achou roupas de crianças”, relatou. Os casos de pedofilia não teriam acontecido no SBT, mas sim numa academia privada de preparação de atores. “Ele tinha uma academia de atores chamada Beto Silveira, que hoje não tem mais esse nome, porque não vai manter um nome de pedófilo. Várias pessoas começaram a denunciar e ele foi preso”, contou a atriz. Wendling explicou que as crianças faziam exercícios de preparação em que era necessário estar com os olhos fechados. Silveira aproveitava esses momentos para tocar nas regiões íntimas das crianças. “Era o momento em que tinha mais relatos de que ele mexia com as crianças, tocava nas partes íntimas das crianças”, disse, ressaltando que isso não aconteceu com ela. Quando a produção da emissora anunciou que Silveira havia sido demitido, não revelou ao elenco o motivo da saída. “Dois dias depois uma amiga da minha mãe mandou o processo [pelo crime de pedofilia] para ela e perguntou se ela tinha visto”, disse a atriz. Ao questionar a psicóloga da emissora, a mãe de Duda teria sido repreendida. “A minha mãe foi até a psicóloga perguntar se [a história] era verdade, ela disse que não e que se minha mãe ficasse espalhando e apavorando outros pais, eu iria ser mandada embora da novela. Obviamente que calei minha boca. Quando ele morreu, minha mãe fez um desabafo na internet e as outras mães começaram a procurar ela”, continuou. “Eu acho que tem gente da novela que vai assistir isso e descobrir agora, porque não foi divulgado”, acrescentou. “É assunto proibido no SBT. Muitas mães só foram descobrir que ele era pedófilo agora. Eu sinto muito se algum ator ou atriz de ‘Chiquititas’, novela antes da minha, passou por alguma coisa. Eles não vão lembrar, passou muito tempo”, disse a atriz. A atriz diz que nunca sofreu qualquer tentativa de abuso do preparador, afirmando inclusive que aprendeu muito com ele. “Comigo, ele nunca tentou nada, graças a Deus”. Entretanto, reclamou do assédio do outro funcionário. “Ele tentou me dar um selinho e eu liguei na hora para minha mãe. Na hora de se despedir ele me roubou um selinho. Minha mãe ficou ligada e tentou não me deixar preocupada, porque ela estava no Rio e eu em São Paulo”, contou a atriz, que não mencionou o nome do segundo homem. A assessoria de imprensa do SBT emitiu uma nota após a entrevista. “O SBT tomou conhecimento hoje da entrevista da atriz mirim Duda Wendling e de sua mãe a um podcast, e vem esclarecer que as situações retratadas, que supostamente envolvem a emissora, são totalmente infundadas. A emissora condena com severidade qualquer tipo de assédio e comportamento abusivo e mantém canais de denúncias voltados para seus colaboradores, e tomará as medidas cabíveis.” No ano passado, Duda Wendling revelou que entrou em depressão após sair do elenco de “Cúmplices de um Resgate”. Ela interpretava a personagem Dóris e foi trocada no meio da novela. Na época, a mãe de uma colega a ofendeu nas redes sociais. Ela tinha apenas nove anos de idade. Questionada pelo motivo de sua saída, a atriz explicou em janeiro passado que, mesmo recebendo um bom salário, decidiu deixar a produção em nome da saúde mental. “O dinheiro que eu recebia era bom, mas isso não pagava o trauma que eu estava sofrendo lá. Eu e minha mãe decidimos não assinar a renovação de contrato”, afirmou. Depois de sair do SBT, ela estrelou a série “Valentins”, do canal infantil Gloob, e a novela “Verão 90”, na Globo.












