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    Marc Beauchamps (1959-2021)

    4 de dezembro de 2021 /

    O produtor Marc Beauchamps, fundador da distribuidora Lumière e responsável pelo lançamento de vários filmes da chamada retomada do cinema brasileiro, morreu neste sábado (4/12) em um hospital do Rio de Janeiro, poucos dias antes de completar 62 anos. Ele lutava contra o câncer há sete anos, teve um AVC e não resistiu. Nascido na França, o produtor chegou ao Brasil aos 19 anos e dirigiu o primeiro documentário sobre Serra Pelada, em parceria com Gustavo Hadba, que se tornou um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro. Em seguida, criou a empresa Inicial Brasileira, que exportava filmes nacionais para a França. Em 1989, ele fundou a Lumière com Bruno Wainer, com a ideia de trazer filmes franceses ao Brasil. Só que acabou criando aquela que, durante anos, foi a maior distribuidora de filmes no Brasil. A empresa também representou a Miramax, trazendo “Delicatessen”, “Pulp Fiction” e mais de 100 clássicos modernos ao país. Ao longo de 20 anos, a Lumière também impulsionou a combalida indústria cinematográfica nacional, que tinha sofrido com Collor o mesmo que padece agora com Bolsonaro, colocando nos cinemas alguns dos maiores marcos do renascimento da produção local – filmes como “Central do Brasil” (1998), “Pequeno Dicionário Amoroso” (1997), “Cidade de Deus” (2002), “Madame Satã” (2002) e “Olga” (2004). Todos estes, mesmos “Central do Brasil”, que ele apenas distribuiu, ainda trazem seu nome nos créditos como produtor. De fato, a participação da empresa de Beauchamps na produção de “Cidade de Deus” foi que possibilitou os contratos de distribuição internacional do filme de Fernando Meirelles com a Miramax e a Wild Bunch nos EUA e França, e essa parceria também culminou na estratégia vitoriosa de marketing que levou o longa a ser indicado a quatro Oscars. Na vida particular, porém, o vício em drogas cobrou um preço elevado na vida do produtor Em 2013, ele foi preso pela Interpol no Rio, acusado de tráfico internacional e levado à França, onde foi condenado à pena de três anos de prisão pela prática dos crimes de transporte, posse, aquisição e exportação de entorpecentes. A prisão chocou o meio cultural brasileiro e, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua extradição. Ela acabou absolvido ao chegar ao país, mas seus negócios nunca se recuperaram. Sócio de Beauchamps na Lumière, Bruno Wainer acabou fundando a Downtown Filmes, que hoje é a maior produtora do cinema brasileiro. Marc Beauchamps era casado com a fotógrafa Fernanda Vasconcelos e deixa três filhos. Bruno Beauchamps, por sinal, seguiu a carreira do pai e fundou sua própria distribuidora, a Pagu Filmes.

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  • Filme

    Daisy Ridley vai estrelar nova sci-fi futurista

    30 de outubro de 2021 /

    A atriz inglesa Daisy Ridley vai voltar a estrelar uma ficção científica. A intérprete de Rei em “Star Wars” entrou em “Mind Fall”, longa do cineasta francês Mathieu Kassovitz (“Na Companhia do Medo”) sobre um futuro em que as pessoas usam memórias alheias como drogas. O filme mostrará uma viciante tecnologia ilegal que retira memórias de indivíduos e repassa para outras pessoas, misturando-se ao subconciente dos usuários. O papel de Ridley será Ardis Varnado, uma traficante que compra “mems” de pessoas em dificuldades financeiras e as revende para seus clientes. Acusada de assassinato e lutando contra o próprio vício, ela será obrigada a tentar distinguir suas memórias verdadeiras das adquiridas para provar sua inocência. O roteiro foi escrito pelo americano Graham Moore, que venceu o Oscar por “O Jogo da Imitação” (2014). E por falar em imitação, a premissa do novo filme é muito parecida com a de “Estranhos Prazeres” (1995), escrita por um certo James Cameron (ele mesmo, de “Avatar”). “Mind Fall” será a segunda sci-fi de Daisy Ridley após o final da mais recente trilogia de “Star Wars”. Ela também estrelou “Mundo em Caos”, lançada no começo do ano. Atualmente em fase inicial de busca de parcerias internacionais pela produtora francesa Wild Bunch, o filme ainda não tem previsão de estreia.

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  • Filme

    Globoplay vai produzir e exibir novo filme de Walter Salles

    6 de julho de 2021 /

    A Globoplay anunciou nesta terça (6/7) que será uma das produtoras do filme “Ainda Estou Aqui”, adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. O filme será dirigido por Walter Salles, de “Central do Brasil”, que foi o último longa brasileiro indicado na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar em 1999. O acordo garante à plataforma de streaming os direitos de exibição do título no país. No exterior, a distribuição está a cargo do estúdio francês Wild Bunch. “Estamos muito felizes com a parceria. E, em breve, teremos mais alguns projetos de longas 100% Globoplay”, disse Ana Carolina Lima, head de conteúdo do Globoplay, em comunicado. A história do livro de Marcelo Rubens Paiva é sobre a luta de sua mãe, Eunice Silva, contra a ditadura militar que matou e sumiu com seu pai. O papel principal será interpretado pela atriz Mariana Lima (“Onde Está Meu Coração”). Eunice era uma dona de casa que se viu forçada a se tornar ativista política quando o marido, o deputado Rubens Paiva, foi preso e se tornou um dos muitos desaparecidos do Brasil durante o regime militar. Na época, Marcelo tinha 11 anos e Salles, amigo da família, observou toda a dor dos Paiva de perto. Essa proximidade também serviu de inspiração para o desenvolvimento do projeto. “A maioria dos meus projetos pessoais exigia processos de desenvolvimento muito longos, ‘Central do Brasil’, que foi de cinco anos, e ‘Diários de Motocicletas’, quatro”, disse Salles ao site Deadline, que revelou o projeto na semana passada. “Nenhum levou tanto tempo quanto esse que eu, em parte, era testemunha quando tinha 13 anos”. O roteiro da adaptação está a cargo de Murilo Hauser (“A Vida Invisível”) e as filmagens devem começar no início de 2022.

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  • Filme

    Walter Salles vai filmar “sumiço” de Rubens Paiva pela ditadura militar

    30 de junho de 2021 /

    O diretor Walter Salles vai voltar a dirigir um filme passado no Brasil, 13 anos depois de seu último filme de temática nacional, “Linha de Passe” (2008). Segundo o site americano Deadline, o cineasta brasileiro vai adaptar “Ainda Estou Aqui”, livro de Marcelo Rubens Paiva sobre a luta de sua mãe, Eunice Silva, contra a ditadura militar que matou e sumiu com seu pai. O papel principal será interpretado pela atriz Mariana Lima (“Onde Está Meu Coração”). Eunice era uma dona de casa que se viu forçada a se tornar ativista política quando o marido, o deputado Rubens Paiva, foi preso e sofreu sumiço durante a custódia do regime militar. Na época, Marcelo tinha 11 anos e Salles, amigo da família, observou toda a dor dos Paiva de perto. Essa proximidade também serviu de inspiração para o desenvolvimento do projeto. “A maioria dos meus projetos pessoais exigia processos de desenvolvimento muito longos, ‘Central do Brasil’, que foi de cinco anos, e ‘Diários de Motocicletas’, quatro”, disse Salles ao site. “Nenhum levou tanto tempo quanto esse que eu, em parte, era testemunha quando tinha 13 anos”. “Um dia, o inesperado aconteceu quando o pai foi levado para o quartel-general militar para um interrogatório. Ninguém naquele momento sabia que era a última vez que o veriam. Isso coincidiu com um momento desse regime totalitário brasileiro, onde as coisas começaram a se tornar extremamente violentas, e onde houve censura e tortura”, explicou o diretor. Sobre a escolha de Mariana, Salles explica que procurava um papel para ela em seus filmes há algum tempo: “Mariana é uma atriz de teatro extraordinária e uma das atrizes de cinema mais sensíveis de sua geração no Brasil. Conversamos sobre trabalharmos juntos, mas esperei para encontrar o papel que pudesse realmente se beneficiar de seu extraordinário talento para dar à luz a essa personagem”. O roteiro da adaptação está a cargo de Murilo Hauser (“A Vida Invisível”) e as filmagens devem começar no início de 2022 com financiamento da Library Pictures International e distribuição internacional da produtora francesa Wild Bunch.

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  • Filme

    Kleber Mendonça Filho entra em antologia francesa sobre sexo

    18 de junho de 2021 /

    O cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) juntou-se a outros cinco diretores internacionais em “Shining Sex”, uma antologia francesa de curtas que tem como tema o êxtase sexual. Os demais integrantes do projeto são os franceses Lucile Hadzihalilovic (“Evolução”), Bertrand Mandico (“Os Garotos Selvagens”), o casal Hélène Cattet e Bruno Forzani (“Amer”) e o japonês Sion Sono (“Culpada por Romance”). O curta de Mendonça Filho deve representar o caso de amor entre duas pessoas que se entregam ao “prazer sensual” em um salão de dança no Brasil. A lista de histórias antecipadas também inclui a paixão de um jovem por uma sereia. A produção terá distribuição da empresa francesa Wild Bunch e foi anunciada no mercado paralelo de negócios do Festival de Cannes de 2021. Ainda em fase de desenvolvimento, o projeto não tem previsão de lançamento.

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  • Filme

    Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, fecha distribuição em 10 países

    22 de fevereiro de 2017 /

    O novo filme de Laís Bodanzky, “Como Nossos Pais”, não foi premiado, mas aproveitou bem sua passagem pelo Festival de Berlim. Segundo o site Filme B, o drama estrelado por Maria Ribeiro (“Tropa de Elite”) foi adquirido por distribuidores de dez países, garantindo sua estreia na França, Espanha, Grécia, Turquia, Suíça, Polônia, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Tailândia. A distribuição internacional está a cargo da produtora francesa Wild Bunch, a mesma empresa que cuidou da carreira internacional de “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert. No Brasil, a distribuição é da Imovision, que ainda não marcou a data de estreia. A produção é da Gullane. O filme retrata uma mulher de classe média nos seus 40 anos que precisa lidar com as pressões de ser mãe, dona de casa e profissional, e recebeu críticas elogiosas dos sites The Hollywood Reporter, Screen e Variety. Este último também publicou uma entrevista com a diretora e a atriz. “Como Nossos Pais” é o quarto longa de ficção de Laís Bodanzky – depois dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000), “Chega de Saudade” (2007) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). O roteiro é de Luiz Bolognesi, marido e parceiro habitual da cineasta, além de diretor da animação “Uma História de Amor e Fúria (2013), que venceu o Festival de Annecy, na França.

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    Duas produções diferentes vão adaptar 20.000 Léguas Submarinas para o cinema

    27 de junho de 2016 /

    O diretor David Fincher não conseguiu convencer a Disney a investir numa superprodução baseada no clássico sci-fi “20.000 Léguas Submarinas”, que seria estrelada por Brad Pitt. Mas após seu projeto dar em água, duas produções rivais ganharam sinal verde para materializar a famosa aventura marinha de Julio Verne. O cineasta Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) já tinha revelado seus planos de adaptar o clássico de 1870, ao compartilhar no Instagram a capa do roteiro que ele escreveu com Dan Studney (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e o estreante Rick Sordelet para o estúdio 20th Century Fox. Agora, surge a notícia que o estúdio francês Wild Bunch se associou a uma empresa chinesa para lançar a sua versão, que será dirigida por Christophe Gans (da recente versão francesa de “A Bela e a Fera”). Segundo o site Deadline, a produção já garantiu distribuição na China, o que poderá afetar os planos da Fox para distribuir seu filme no segundo maior mercado do planeta. Para completar, essa versão começará a ser filmada ao mesmo tempo que a produção americana, entre setembro e outubro. A Disney, por sua vez, não desistiu completamente de filmar a criação de Julio Verne e planeja uma história de origem centrada no Capitão Nemo, que deverá ser dirigida por James Mangold (“Wolverine – Imortal”). Entretanto, este projeto não deve sair da gaveta tão cedo – se é que agora sairá. “20.000 Léguas Submarinas” acompanha a caça de um misterioso monstro marinho que vem atacando embarcações do final do século 19. Na verdade, porém, trata-se do primeiro submarino do mundo, o Náutilus, comandado pelo Capitão Nemo, muito antes da invenção se tornar realidade. O livro já foi adaptado diversas vezes para o cinema, mas até hoje a versão filmada em 1954 pela Disney, com Kirk Douglas (“Spartacus”) e James Mason (“Meninos do Brasil”), permanece insuperável.

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  • Série

    Medici: Série medieval com Dustin Hoffman e Richard Madden é renovada antes da estreia

    12 de abril de 2016 /

    A série “Medici: Masters of Florence” ainda não tem previsão de estreia, mas já recebeu encomenda de uma 2ª temporada pela rede italiana RAI, que foi o primeiro canal a adquirir seus direitos de exibição. Criada por Nicholas Meyer (roteirista e diretor de “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan”) e Frank Spotnitz (roteirista de 48 episódios de “Arquivo X” e criador de “The Man in the High Castle”), a série traz o lendário ator Dustin Hoffman (série “Luck”)no papel de Giovanni de Medici, além de Richard Madden (série “Game of Thrones”) e Stuart Martin (série “Crossing Lines”) como seus filhos Cosimo e Lorenzo. Coprodução europeia e americana, “Medici” está sendo gravada inteiramente em Florença, onde a família que dá título à produção reinou durante o século 15. A trama começa em 1429, quando o banco da família Medici se torna uma força econômica sem precedentes. Mas a riqueza, que ajuda a financiar artistas como Leonardo Da Vinci, também desperta invejas e inspira conspirações, levando a assassinatos e intrigas, tendo como pano de fundo o nascimento do período que hoje conhecemos como o Renascimento. Uma versão bastante fantasiosa dos personagens dessa história foi recentemente encenada na série de aventura “Da Vinci’s Demons”, que durou três temporadas, entre 2013 e 2015. Primeira produção televisiva do estúdio Wild Bunch (“Love”), “Medici: Masters of Florence” foi uma das séries mais disputadas na MIPTV, feira de negócios de TV que aconteceu em Cannes na primeira semana de abril, mas os produtores ainda não revelaram quem irá exibir a atração nos EUA. A 1ª temporada terá 8 episódios e já se encontra em fase de pós-produção.

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