George Kennedy (1924 – 2016)
Morreu George Kennedy, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em “Rebeldia Indomável” (1967), que fez quase 100 filmes em seis décadas de carreira e era um dos últimos “durões” clássicos de Hollywood. Ele faleceu no domingo (28/2) em sua casa em Boise, Idaho, aos 91 anos. Segundo o neto do ator, o velho astro havia caído em depressão e ficado debilitado após a morte de sua mulher, Joan McCarthy, em setembro. Nascido em Nova York em 1924, George Kennedy passou a se interessar pelas artes quando se tornou oficial de rádio e televisão das Forças Armadas, durante combates da 2ª Guerra Mundial sob o comando do general George S. Patton – a quem personificou no filme “O Alvo de Quatro Estrelas”, de 1978. Seu primeiro papel foi justamente como sargento do exército na série de comédia “The Phil Silvers Show”, passada num campo militar – apareceu como figurante em 14 episódios, entre 1956 e 1959 – , antes de filmar seu primeiro longa, numa ponta sem créditos de “Spartacus” (1960), e se especializar em viver cowboys durões de filmes e séries. Durante os anos 1960, ele alternou tiroteios televisivos em “Colt .45”, “Cheyenne”, “Laramie”, “Maverick”, “Bat Masterson”, “Couro Cru”, “Paladino do Oeste” (em oito episódios), “Bonanza”, “Daniel Boone”, “Laredo”, “Big Valley”, “Gunsmoke” (sete episódios) e “O Homem de Virgínia” com westerns de tela grande, como “Uma Razão para Viver” (1961), “Sua Última Façanha” (1962), “Shenandoah” (1965) e “Os Filhos de Katie Elder” (1965), trabalhando com grandes diretores e astros do gênero (Kirk Douglas, James Stewart e John Wayne). Desdobrando-se entre malvados e heróis, acabou colecionando clássicos em todos os gêneros, como o homem de mão de gancho que aterroriza Audrey Hepburn em “Charada” (1963), uma vítima das machadadas da psicopata Diane Baker em “Almas Mortas” (1964), um sobrevivente da queda no deserto do avião de “O Vôo do Fênix” (1965) e principalmente como um dos anti-heróis de “Os Doze Condenados” (1967). O filme de Robert Aldrich virou a matriz de um subgênero do cinema de ação que resiste até hoje, como demonstra o vindouro filme de super-heróis “Esquadrão Suicida”. A trama original reunia um grupo de militares americanos, condenados por crimes brutais, que seriam perdoados se tivessem sucesso numa missão suicida contra os nazistas. O elenco, com Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Jim Brown, Telly Savalas, Clint Walker, Donald Sutherland, Robert Ryan e até John Cassavetes, marcou época, assim como o sucesso da produção, que consolidou Kennedy como um dos grandes durões de Hollywood. Logo em seguida, ele coestrelou “Rebeldia Indomável”, como companheiro de prisão do “indomável” Paul Newman. O papel, que lhe rendeu o Oscar, completou sua transição para o estrelato. Mas, curiosamente, nem isso lhe deu protagonismo na indústria. Kennedy continuou percebido como coadjuvante, embora superasse astros mais famosos na quantidade de personagens moralmente ambíguos e complexos em sua filmografia. As ofertas se multiplicaram após seu Oscar, tornando-o um dos atores de maior evidência do final da década de 1960. Ele fez nada menos que 11 filmes em três anos, conseguindo se destacar ao perseguir Tony Curtis num dos primeiros suspenses sobre psicopatas, “O Homem Que Odiava as Mulheres” (1968), além de marcar presença na aventura “Febre de Cobiça” (1968), no drama “O Homem que Se Condenou” (1970), na comédia “O Mais Bandido dos Bandidos” (1970), no tenso thriller racial “O Xerife da Cidade Explosiva” (1970) e em três bons westerns, como o xerife de “O Preço de um Covarde” (1968), o fora-da-lei bonzinho de “Basta, Eu Sou a Lei” (1969) e o líder de “A Revolta dos Sete Homens” (1969), continuação do clássico “Sete Homens e um Destino” (1960). Com tanta disposição, não demorou para outro sucesso reforçar seu status de coadjuvante de luxo. Como o responsável pela manutenção da pista de “Aeroporto” (1970), enquanto uma avião sequestrado tentava um pouso de emergência em meio a uma nevasca, Kennedy virou o herói da maior bilheteria já conquistada pela Universal Pictures até então. “Aeroporto” rendeu mais três sequências, todas coestreladas pelo ator, intérprete do único personagem fixo da franquia. De quebra, o filme ainda inaugurou o subgênero das produções de desastre, uma das principais manias de Hollywood nos anos 1970. Ele continuou em alta durante os anos 1970, nem sempre com êxito, como na versão musical de “Horizonte Perdido” (1973), saindo-se melhor ao lado de outros durões célebres, como John Wayne, que reencontrou em “Cahill, Xerife do Oeste” (1973), e Clint Eastwood, em “O Último Golpe” (1974) e “Escalado para Morrer” (1975). Até participou de outro disaster movie famoso, “Terremoto” (1975), junto de Charlton Heston. E finalmente conquistou o protagonismo almejado em “Vingador Implacável” (1975), filme ao estilo de “Desejo de Matar” (1974), como um justiceiro que vingava o assassinato de sua família. Mas conforme as continuações de “Aeroporto” perdiam interesse, sua carreira começou a minguar. Seus últimos filmes de prestígio vieram em 1978: “Morte no Nilo”, adaptação do mistério homônimo de Agatha Christie, e “O Alvo de Quatro Estrelas”, em que voltou a encontrar John Cassavetes numa missão da 2ª Guerra Mundial. “Aeroporto 79 – O Concorde” (1979) encerrou a boa fase com um desastre autêntico de crítica e bilheteria. Tão ruim que o subgênero inteiro entrou em colapso e sumiu de cartaz. Apesar de seu sucesso pregresso lhe permitir brincar com sua persona na comédia “Um Romance Moderno” (1981), em que interpretou a si mesmo, a década de 1980 foi terrível para o ator, graças a aparições em bombas como “Bolero – Uma Aventura em Êxtase” (1984), ao lado de Bo Derek, e “Comando Delta” (1986), com Chuck Norris e Lee Marvin. Até que, de uma hora para outra, Kennedy se viu reduzido a coadjuvar em terrores baratos, como “O Navio Assassino” (1980), “Pouco Antes do Amanhecer” (1981), “O Demônio do Espaço” (1988) e “Creepshow 2: Show de Horrores” (1987), homenagem de Stephen King aos quadrinhos de horror, roteirizado pelo mestre George R. Romero (“A Noite dos Mortes-Vivos”). Não por acaso, ele acabou voltando para a televisão, aparecendo em 74 episódios das três últimas temporadas da série “Dallas”, entre 1988 e 1991. No papel de Carter McKay, derradeiro rival de J.R. (Larry Hagman) no negócio petrolífero, ainda participou de dois telefilmes que continuaram a trama, “Dallas: O Retorno de J.R.” (1996) e “Dallas: Guerra dos Ewings” (1998). Ele também deve à TV o resgate de sua carreira cinematográfica. Quando a série de comédia “Police Squad” (1982) ganhou seu primeiro filme em 1988, Kennedy assumiu o personagem vivido por Alan North na televisão. A atração fora criada pelos irmãos David e Jerry Zucker e por Jim Abrahams, responsáveis por “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu” (1980), comédia que inaugurou a mania das paródias cinematográficas, tirando sarro justamente da franquia “Aeroporto”. Mas a série não obteve o menor sucesso, cancelada após seis episódios. Abrahams e os Zuckers não se conformaram e conseguiram convencer o estúdio Paramount de que valia a pena lançar um filme com a mesma premissa. Afinal, após seis anos e apenas seis episódios, o público nem perceberia que se tratava de uma adaptação televisiva. Seria como se fosse outra paródia cinematográfica, desta vez de filmes policiais. Dito e feito, “Corra que a Polícia Vem Aí” (1988) virou um enorme sucesso, ganhando mais duas continuações em 1991 e 1994. De quebra, rendeu aos veteranos Leslie Nielsen e George Kennedy uma nova carreira, como comediantes. Famoso por filmes violentos, o ator passou até a fazer produções infantis, dublando personagens na animação “Gatos Não Sabem Dançar” (1997) e na fantasia “Pequenos Guerreiros” (1998), como um dos soldados diminutos do título. Nos últimos anos, ainda trabalhou com o diretor brasileiro Bruno Barreto, figurando na comédia “Voando Alto” (2003), apareceu no drama “Estrela Solitária” (2005), do alemão Wim Wenders, na comédia “Bastidores de um Casamento” (2011), de Sam Levinson, e no thriller “O Apostador” (2014), de Rupert Wyatt, seu último trabalho, no qual atuou de cadeira de rodas, como um homem muito doente. Kennedy publicou seu livro de memórias em 2011, em que tratou não apenas da carreira cinematográfica, mas de problemas pessoais, como a prisão de sua filha por drogas, o que o levou a adotar e criar a própria neta. Além dela, ele adotou mais três crianças com sua quarta e última esposa, cuja morte representou um baque insuperável. Após enfrentar inúmeros nazistas, travar incontáveis duelos, salvar aviões e matar de rir, ele encarou com menos vontade sua derradeira luta. Mas permanecerá no inconsciente coletivo como um dos maiores durões do cinema, que enfrentava qualquer adversidade com um sorriso amplo, brilhante e inconquistável. Tão icônico que se tornou muito maior que seus papeis de coadjuvante.
Frontier: Série de western estrelada por Jason Momoa ganha primeiras fotos
O serviço de streaming Netflix divulgou as primeiras imagens de “Frontier”, minissérie de western estrelada por Jason Momoa (“Game of Thrones”) e dirigida pelo cineasta Brad Peyton (“Terremoto: A Falha de San Andreas”). A atração vai se passar em meio à luta selvagem pelo controle do comércio de peles durante o final do século 18, quando as florestas da América do Norte ainda eram disputadas por colonizadores americanos, franceses e índios. O contexto, por sinal, não é muito diferente do apresentado no filme “O Regresso” (2015), inclusive em termos de locação, já que atração está atualmente sendo filmada no Canadá. Entretanto, o período abordado é anterior – a época da série clássica “Daniel Boone” (1964–1970). Criada pelos irmãos Robert e Peter Blackie (que trabalharam na série canadense “Republic of Doyle”), a minissérie terá seis episódios e ainda inclui em seu elenco Landon Liboiron (série “Hemlock Grove”), Alun Armstrong (série “Penny Dreadful”), Zoe Boyle (série “Downton Abbey”), Breanne Hill (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Evan Jonigkeit (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Christian McKay (série “Jekyll & Hyde”) e Allan Hawko (série “Republic of Doyle”). A série chega ao serviço de streaming ainda em 2016, mas ainda não teve sua data de estreia definida.
Christian Bale vai estrelar western do diretor de Aliança do Crime
O ator Christian Bale (“A Grande Aposta”) vai retomar sua parceria com o cineasta Scott Cooper (“Aliança do Crime”), que o dirigiu no thriller “Tudo por Justiça” (2013), informou o site Variety. Os dois voltarão a se juntar no western “Hostiles”, ambientado em 1892. O filme acompanhará um capitão do Exército americano que lidera um pelotão com a missão de escoltar um líder indígena, perto da morte, e a família dele até a tribo onde vivem. No meio da jornada, do Novo México até Montana, o grupo terá que enfrentar ataques de tribos Comanches. Além de dirigir, Cooper vai roteirizar o filme. As filmagens começam em julho, após Christian Bale se recuperar de uma lesão no joelho. A contusão, por sinal, fez com que o ator abandonasse a cinebiografia de Enzo Ferrari a ser comandada por Michael Mann.
Jessica Chastain negocia viver ativista indígena da época de Touro Sentado
A atriz Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”) está em negociações para estrelar o drama de época “Woman Walks Ahead”, no papel da ativista indígena Caroline Weldon. A informação é do site Deadline. Ambientado no século 19, “Woman Walks Ahead” vai mostrar a luta da viúva nova-iorquina que se empenhou para ajudar o lendário cacique Touro Sentado a manter o território dos nativos americanos na região de Dakota. Responsável pela maior derrota da cavalaria americana, comandada pelo General Custer, Touro Sentado uniu toda a nação Sioux, mas era analfabeto. Por isso, agradeceu a ajuda de Weldon, que escreveu cartas para o governo federal exigindo proteção à área. Quando nem isso foi o suficiente para evitar que os especuladores avançassem sobre o território indígena, ela se mudou com o filho para viver com a tribo por vários anos, o que gerou repercussão jornalística. A história não acaba bem. A produção será dirigida por Susanna White (“Nanny McPhee”) e terá seus direitos de distribuição negociados durante o vindouro Festival de Berlim. Susanna White recentemente terminou de filmar “Our Kind of Traitor”, thriller de espionagem baseado em romance de John Le Carré (“O Espião que Sabia Demais”). Jessica Chastain, por sua vez, será vista a seguir na fantasia “O Caçador e a Rainha do Gelo”, previsto para 28 de abril no Brasil.
Série Deadwood pode retornar como telefilme
Os fãs que ainda torcem por um final decente para a série “Deadwood”, precipitadamente cancelada em 2006, tiveram uma boa notícia do diretor de programação da HBO. Durante encontro com a imprensa no evento semestral da Associação dos Críticos de Televisão dos EUA, Michael Lombardo contou que David Milch, criador da atração, tem seu aval para produzir um telefilme para resgatar/encerrar a trama. “David tem o nosso comprometimento de que o faremos”, disse Lombardo. “Ele apresentou o que pensou, de um modo geral, como seria a história — e, conhecendo David, isso pode mudar. Mas irá acontecer”, afirmou o executivo, que concorda que o final não foi satisfatório para os fãs. Segundo o executivo, o problema será ajustar as agendas do elenco original, que contava com Timothy Olyphant, Ian McShane, Molly Parker, Garret Dillahunt e Brad Dourif, entre outros, mas ele pretende deixar esse problema nas mãos de David Milch, assim como a definição da data de estreia da produção. Mas isso ainda deve demorar, uma vez que o roteirista atualmente trabalha em outro projeto. “Assim que terminar, ele voltará sua atenção para o roteiro de ‘Deadwood’.” Em agosto, o ator Garret Dillahunt chegou a fazer campanha para a retomada da série, ao postar no seu Twitter a seguinte mensagem: “Vamos HBO, vocês fizeram o filme de ‘Entourage’… Deem um encerramento aos fãs de ‘Deadwood’, vocês podem”. “Deadwood” narrava a origem de uma cidade no Velho Oeste americano, mostrando seus moradores implacáveis e violentos na tentativa de estabelecer uma comunidade. A série era protagonizada por Timothy Olyphant como o xerife brutal Seth Bullock e Ian McShane como o dono de saloon Al Swarengen, que marcou os telespectadores com seu jeito irascível e palavrões constantes. A série durou três temporadas, entre 2004 e 2006, e seu cancelamento foi marcado por protestos dos fãs.
Os Oito Odiados evidencia maneirismos de Quentin Tarantino
A teoria de que Quentin Tarantino perdeu sua principal parceira com a morte da montadora Sally Menke, que trabalhou com o cineasta de “Cães de Aluguel” (1992) a “Bastardos Inglórios” (2009), ganha força neste novo filme, “Os Oito Odiados” (2015), que possui uma metragem de quase três horas de duração. Desde “Cães de Aluguel” (1992), Tarantino faz uma espécie de prova de fidelidade com seu espectador. Os mais impacientes, por exemplo, não devem gostar de tanto falatório em seus filmes, ansiando pela ação e a violência que vêm a seguir, mas os diálogos sempre costumam surpreender. Desta vez, porém, o resultado nem é tão divertido nem tão tenso. Os primeiros “capítulos” de “Os Oito Odiados” se passam dentro de uma carruagem que leva quatro pessoas: dois caçadores de recompensas, o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e John Ruth (Kurt Russell), uma mulher levada para a forca, Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), e um homem que afirma ser o novo xerife de Red Rock (Walton Goggins). O ódio de classe e raça já começa a se manifestar a partir da conversa entre essas quatro pessoas do norte americano do século 19, poucos anos após o fim da Guerra Civil. Lembra um pouco “No Tempo das Diligências” (1939), de John Ford, ao juntar um grupo heterogêneo de pessoas em um pequeno espaço. A diferença é que com Tarantino temos um elemento negro e forte, vivido por Jackson, e a mulher, por sua vez, não é nenhuma dama, mas uma assassina, uma vadia como insiste o texto, que deve ser tratada na porrada até ser devidamente enforcada. O curioso de “Os Oito Odiados” é a insistência de Tarantino em usar o glorioso Ultra Panavision 70, desperdiçado na falta de lindas imagens em planos gerais de exteriores, já que a maior parte do filme se passa em espaços interiores fechados. Após a carruagem, os quatro primeiros personagens encontram os outros quatro odiados num armazém, em que todos se protegem durante uma tempestade de neve. O confinamento faz dos diálogos o principal elemento cênico, aproximando o filme de uma peça de teatro. Mas Tarantino não deixa esquecer, em nenhum momento, que seu ofício é o cinema, seja pelo movimento da câmera, pelo ajuste de foco ou pela inclusão de um narrador inesperado, que também serve para lembrar como o cineasta sente prazer em manipular o tempo da narrativa e combinar diferentes gêneros – no caso, um clima de mistério à Agatha Christie, que movimenta o capítulo final. A coragem do cineasta em exagerar no tempo dos diálogos é diretamente proporcional à fidelidade de seus fãs, mas cobra um preço em “Os Oito Odiados”, que resulta em seu trabalho menos brilhante, inclusive diante do despretensioso “À Prova de Morte” (2007). Não há envolvimento com os personagens, resultado do falatório interminável, que prejudica a criação de um clima de tensão como Tarantino tão bem desenvolveu na cena inicial da cabana em “Bastardos Inglórios”, ou no jantar da metade de “Django Livre” (2012). Desta vez, tudo fica para o final. A violência tarda, mas não falha, como é praxe nos longas do cineasta. Ainda que demore para explodir, ela chega em doses sanguinolentas dignas de filme de horror com muito gore. Mas parece vir quase como que por maneirismo, deixando evidentes as repetições de estilo e autocitações. Mesmo as reviravoltas, que permanecem eficientes, demonstram um esforço mais frio e racional por parte de Tarantino para provocar surpresas. Só que, esperadas como tique de jogador de pôquer, elas resultam menos “surpreendentes” do que intencionaria o próprio diretor, o que nunca é um bom sinal.
O Regresso: Vídeo de bastidores revela condições extremas das filmagens
A 20th Century Fox divulgou um novo vídeo de bastidores do western “O Regresso” (The Revenant), que traz depoimentos do cineasta Alejandro González Iñárritu, do astro Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”) e de diversos integrantes do elenco. Além de cenas inéditas, o vídeo revela como Iñarritu levou os atores a experimentar as condições adversas de seus personagens, filmando em meio à neve, em locações extremas. Na trama, DiCaprio vive um caçador de peles do Velho Oeste, que, após ficar ferido pelo ataque de um urso, é traído por um companheiro (Tom Hardy, de “Mad Max: Estrada da Fúria”) e abandonado para morrer. A covardia inclui ainda o assassinato do filho do protagonista. Só que, mesmo enterrado vivo, ele sobrevive, motivado pela raiva e o desejo de vingança, e passa a caçar o traidor. Escrito e dirigido por Iñárritu, o filme também inclui no elenco Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), Will Poulter (“Família do Bagulho”), Lukas Haas (“Transcendence”) e Paul Anderson (“Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”). O filme já está em cartaz em circuito limitado nos EUA, mas chega apenas em 4 de fevereiro no Brasil.
Os Oito Odiados chega aos cinemas brasileiros
O primeiro dia de 2016 já traz novidades nos cinemas brasileiros. Com o vazamento na internet de “Os Oito Odiados”, a Diamond Films antecipou o lançamento do novo filme de Quentin Tarantino no Brasil, que chega em 200 cinemas nesta sexta (1/1), o dobro do circuito de sua estreia limitada nos EUA. Curiosamente, a Diamond está chamando este adiantamento de “pré-estreia”, mantendo a data original, de 7 de janeiro, para uma ampliação no circuito. Nomenclatura à parte, o filme já pode ser visto em 7% de todas as salas do país e não decepciona os fãs do diretor, mantendo seu estilo de humor negro, diálogos irônicos e violência exacerbada. A programação da semana também inclui dois lançamentos invisíveis. Dirigido por Peter Greenway (“Afogando em Números”), “Que Viva Eisenstein! – 10 Dias que Abalaram o México” acompanha os bastidores do longa inacabado que Sergei Eisenstein foi filmar no México em 1931 e tem lançamento em cinco salas – quatro no Rio e uma em Recife. Já o drama francês “A Marcha”, que une jovens numa reação histórica à intolerância e a violência racial na França dos anos 1980, serve de belo contraste aos tempos atuais, mas apenas em um único cinema de São Paulo. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todos as estreias da semana” state=”closed”] “Pré-Estreia” em circuito amplo Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]
Os Oito Odiados: Novo filme de Quentin Tarantino tem estreia antecipada no Brasil
Com o vazamento na internet de “Os Oito Odiados”, a Diamond Films decidiu antecipar a estreia do novo filme de Quentin Tarantino no Brasil. Ele vai chegar aos cinemas uma semana mais cedo, a partir de sexta-feira, dia 1 de janeiro. A distribuição prevê um lançamento em 200 cinemas, o dobro do circuito de sua estreia limitada nos EUA. Mesmo assim, a Diamond está chamando este adiantamento de “pré-estreia”, mantendo a data original, de 7 de janeiro, para uma ampliação no circuito. Pode ser uma questão contratual, mas é o mesmo que chamar falta d’água de estresse hídrico. Palavras não alteram o significado dos fatos. No caso, uma estreia em 7% de todas as salas disponíveis no país. A verdade é que a distribuidora não conseguiria lançar “Os Oito Odiados” em mais cinemas nem se quisesse. Afinal, o final do ano conseguiu a façanha de distribuir mais filmes do que a capacidade do circuito. Tanto é assim que apenas duas estreias limitadas estavam previstas para esta semana – o filme francês “A Marcha” e a coprodução europeia “Que Viva Eisenstein! – 10 Dias que Abalaram o México”. A Diamond já havia investido em trazer o cineasta Quentin Tarantino e o ator Tim Roth ao Brasil em novembro, antecipando a divulgação do longa.
Os Oito Odiados: Samuel L. Jackson ganha destaque em novos vídeos do western de Quentin Tarantino
A TWC (The Weinsten Company) divulgou dois novos vídeos do western “Os Oito Odiados”, centrados no ator Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”). Um deles traz os bastidores da produção, destacando a parceria entre o astro e o diretor Quentin Tarantino (“Django Livre”), que trabalharam em seis filmes juntos – incluindo o atual. Já o segundo é um comercial que revela alguns spoilers, enfatizando a eficiência do pistoleiro vivido por Jackson, ao som do tema de “Shaft”, de Isaac Hayes (fye: Jackson também viveu Shaft no cinema). O oitavo filme de Quentin Tarantino acompanha um pequeno grupo de pistoleiros que se vê isolado numa cabana durante uma tempestade. O elenco também inclui Kurt Russell (“Velozes & Furiosos 7”), Jennifer Jason Leigh (“Mulher Solteira Procura”), Walton Goggins (série “Justified”), Demian Bichir (série “The Bridge”), Tim Roth (“O Incrível Hulk”), Michael Madsen (“Kill Bill”) e Bruce Dern (“Nebraska”). “Os Oito Odiados” teve estreia limitada no Natal nos EUA e chega ao Brasil no dia 7 de janeiro.
O Regresso: Novo trailer e vídeo de bastidores revelam cenas inéditas do western com Leonardo DiCaprio
A 20th Century Fox divulgou um longo comercial legendado e um vídeo de bastidores do western “O Regresso” (The Revenant), que traz depoimentos do cineasta Alejandro González Iñárritu, do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki (ambos vencedores do Oscar 2015 por “Birdman”) e do astro Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”). Além de diversas cenas inéditas, o mais interessante nesta prévia é a forma como Iñarritu compara o filme à obra do escritor Jack London (“O Grito da Selva”, “Caninos Brancos”), dando pistas de sua inspiração. Na trama, DiCaprio vive um caçador de peles do Velho Oeste, que, após ficar ferido pelo ataque de um urso, é traído por um companheiro (Tom Hardy, de “Mad Max: Estrada da Fúria”) e abandonado para morrer. A covardia inclui ainda o assassinato do filho do protagonista. Só que, mesmo enterrado vivo, ele sobrevive, motivado pela raiva e o desejo de vingança, e passa a caçar o traidor. Escrito e dirigido por Iñárritu, o filme também inclui no elenco Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), Will Poulter (“Família do Bagulho”), Lukas Haas (“Transcendence”) e Paul Anderson (“Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”). A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA e apenas em 4 de fevereiro no Brasil.
Leonardo DiCaprio é perseguido por índios em cena intensa de O Regresso
A 20th Century Fox divulgou uma cena impressionante do western “O Regresso” (The Revenant), que destaca o desespero de Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”) ao acordar, no meio da neve, sob flechas e ataque de uma tribo indígena. Sem tempo para refletir, ele sobe num cavalo e dispara, perseguido por vários índios, até o animal ser atingido e cair com ele no abismo. A intensidade da sequência destaca o trabalho do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, duplamente vencedor do Oscar (por “Gravidade” e “Birdman”), que gruda no ator, mergulhando com ele na tensão. Na trama, DiCaprio vive um caçador de peles do Velho Oeste, que, após ficar ferido pelo ataque de um urso, é traído por um companheiro (Tom Hardy, de “Mad Max: Estrada da Fúria”) e abandonado para morrer. A covardia inclui ainda o assassinato do filho do protagonista. Só que, mesmo enterrado vivo, ele sobrevive, motivado pela raiva e o desejo de vingança, e passa a caçar o traidor. Escrito e dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, que venceu o Oscar 2015 por “Birdman”, o filme também inclui no elenco Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), Will Poulter (“Família do Bagulho”), Lukas Haas (“Transcendence”) e Paul Anderson (“Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”). A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA e apenas em 4 de fevereiro no Brasil.
O Regresso: Leonardo DiCaprio enfrenta Tom Hardy em quatro comerciais
A 20th Century Fox divulgou quatro comerciais televisivos do western “O Regresso” (The Revenant), que destacam a luta de Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”), enfrentando a natureza e diferentes inimigos para sobreviver – e se vingar. Dois dos vídeos encerram com o confronto definitivo entre o protagonista e a razão de seu ódio, encarnada por Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Na trama, DiCaprio vive um caçador de peles do Velho Oeste, que, após ficar ferido pelo ataque de um urso, é traído por um companheiro (Hardy) e abandonado para morrer. A covardia inclui ainda o assassinato do filho do protagonista. Só que, mesmo enterrado vivo, ele sobrevive, motivado pela raiva e o desejo de vingança, e passa a caçar o traidor. Escrito e dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, que venceu o Oscar 2015 por “Birdman”, e com fotografia de Emmanuel Lubezki, duplamente vencedor do Oscar (por “Gravidade” e “Birdman”), o filme também inclui no elenco Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), Will Poulter (“Família do Bagulho”), Lukas Haas (“Transcendence”) e Paul Anderson (“Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”). A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA e apenas em 4 de fevereiro no Brasil.












