Jorge Fernando sofre AVC e se afasta do trabalho
O ator e diretor Jorge Fernando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) na semana passada. O profissional de 56 anos ficou internado no Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul do Rio de Janeiro), até a última sexta-feira (27/1) e já está se recuperando em casa. Por conta disso, encontra-se afastado do comando do vindouro musical “Vamp”. O derrame foi tratado pela família e por profissionais do musical com sigilo absoluto. O hospital Samaritano também não divulgou boletim médico sobre o estado de saúde e apenas confirmou a internação. A Globo, onde Fernando estrelou e dirigiu muitos projetos, limitou-se a dizer que ele já estava em casa. O UOL apurou que o diretor estava há quase três semanas afastado da peça, que estreia em 17 março no teatro Riachuelo, no Rio. Sem Jorge Fernando, o musical está sendo comandado pelo codiretor Diego Morais, que trabalhou com o colega em “Êta Mundo Bom”, novela das seis da Globo. Além do musical, inspirado na novela que ele próprio dirigiu em 1991, Fernando está escalado para “Anos Incríveis” (título provisório), novela das sete com previsão de estreia para janeiro de 2018. Como ator, seu último trabalho na Globo foi a série “Macho Man”, que ele protagonizou durante duas temporadas, entre 2011 e 2012. Já sua última direção de novela foi “Êta Mundo Bom”, da qual se afastou em junho do ano passado, por causa de uma forte crise renal. Pouco depois, em outubro, ele chegou a ficar 19 dias internado no Samaritano após sentir dores abdominais, sendo diagnosticado com pancreatite provocada por uma pedra na vesícula que havia se deslocado para o pâncreas.
Vic Militello (1943 – 2017)
A atriz Vic Militello, que marcou época na novela clássica “Estúpido Cupido” e conquistou novas gerações em “Florbella”, morreu neste sábado (28/1), aos 73 anos. Ela estava fazendo tratamento contra um câncer. Filha de artistas circenses, a paulistana Vicência Militello Martelli aprendeu a atuar no picadeiro, com os pais, Dirce Militello e Humberto Militello, apresentando-se em viagens pelo interior do Brasil. Não por acaso, firmou rapidamente sua carreira no teatro, destacando-se em “A Celestina” (1969) e “A Menina e o Vento” (1972), ao mesmo tempo em que dava os primeiros passos no cinema. A estreia na tela grande foi com participações em chanchadas de Fauzi Mansur, mas logo enveredou pelas pornochanchadas, sendo dirigida até por José Mojica Marin, o Zé do Caixão, no terror erótico “Como Consolar Viúvas (1976). Entre “O Poderoso Machão” (1974) e “Eu Faço… Elas Sentem” (1976), acabou encaixando um clássico do cinema brasileiro, “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco, como uma das três irmãs apaixonadas pelo personagem-título, vivido por Paulo José. A repercussão do filme de Babenco lhe abriu as portas da rede Globo, onde foi logo escalada para viver seu papel mais famoso, como Joana D’Arc, a Daquinha, fazendo par romântico com Tony Ferreira na novela de época “Estúpido Cupido” (1976), sobre a juventude rebelde dos anos 1950. Sua carreira televisiva seguiu curiosa, indo enfrentar o Conde Drácula (ou melhor, Vladimir, vivido por Rubens de Falco) em “Um Homem Muito Especial” (1980), novela gótica romântica da Bandeirantes. Ao retornar para a Globo, conquistou destaque em parcerias com o autor de novelas Carlos Lombardi, que explorou seu lado cômico em papéis exóticos, como a enfermeira Theda Bara de “Vereda Tropical” (1984), a Dominatrix de “Uga Uga” (2000) e Vicky em “Kubanacan” (2003). Ela também participou das minisséries “Primo Basílio” (1988) e “Memorial de Maria Moura” (1994), antes de viver a governanta Helga da novela “Florbella” (na Band, em 2005) e a Mulher Barbada do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” (2005-2007) Paralelamente, seguiu fazendo teatro e cinema, alternando dramas importantes como “Romance da Empregada” (1987), de Bruno Barreto, e “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca, com projetos mais comerciais, entre eles “Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas” (2002), e “Mais Uma Vez Amor” (2005), em que voltou a se reunir com Lombardi. Seu último trabalho foi na comédia “Amanhã Nunca Mais” (2011), de Tadeu Jungle. Como a sogra do protagonista, vivido por Lázaro Ramos, foi responsável pelas melhores tiradas da produção.
Redes de TV brasileiras negociam disponibilizar conteúdo na Netflix
A briga entre a Netflix e as operadoras de TV por assinatura ganhou um desdobramento inusitado. Segundo a coluna do jornalista Ricardo Feltrin, a Simba, empresa formada por SBT, Record e RedeTV negocia com a Netflix a distribuição de seus conteúdos originais na plataforma de streaming. O acordo seria desdobramento de outro conflito de interesses. Desta vez entre as redes e as empresas que comandam o mercado de TV paga no Brasil. As emissoras de TV aberta que formam a Simba estão insatisfeitas com o fato de as operadoras não pagarem para transmitir seu sinal HD, mesmo que eles estejam inclusos em pacotes pagos. Assim, o acordo com a Netflix surge como uma alternativa para valorizar seus conteúdos. A empresa americana tornou-se altamente popular com o público brasileiro nos últimos tempos com seu serviço de streaming de filmes e seriados. O acordo com a Simba traria mais programação brasileira para a plataforma, incluindo novelas, séries, humorísticos, reality shows e programas jornalísticos. Aliando-se à Netflix, as redes também cutucam as empresas de TV por assinatura duplamente, já que, em geral, elas são vinculadas a grandes empresas de telefonia e internet. Há tempos estas companhias pressionam o governo por uma forma de tributar a Netflix, que oferece seus serviços ocupando grandes quantidades de banda sem pagar por isso, apoiando-se justamente na infraestrutura das empresas de telefonia para competir com as empresas de TV paga. A Simba também estaria planejando negociar a distribuição do conteúdo das redes com a rival americana da Netflix, a Amazon, que recentemente também começou a operar no Brasil.
Atriz “brasileira” da série Riverdale diz que gostaria de fazer novela
A atriz Camila Mendes, que vai viver a atrevida Veronica Lodge na nova série americana “Riverdale”, nasceu nos Estados Unidos, mas os pais são brasileiros e ela chegou a morar em Brasília. Por isso, ela fala português com sotaque e tem um hábito adquirido de sua mãe que é tipicamente nacional: ver novelas brasileiras. “Eu adoraria fazer novela, seria ótimo. Talvez uma participação… Atuar falando em português seria um grande desafio”, ela disse em entrevista realizada pelo site G1 no set de gravações, no Canadá. Mas antes de tentar a “carreira internacional”, ela vai estrelar seu primeiro trabalho, como uma personagem icônica dos quadrinhos. Camila tinha acabado de se formar em Artes Cênicas na Universidade de Nova York quando foi chamada para o elenco de “Riverdale”. E vai encarar logo de cara uma personagem com muitos fãs, que existe desde os anos 1940 em publicações da Archie Comics. Mas ela garante que sua Veronica é bem diferente de como os fãs lembram. Principalmente, menos recatada. O primeiro episódio, por exemplo, tem um beijo de Verônia (Camila) em Betty (Lili Reinhart), as garotas que nos gibis e desenhos animados sempre disputava as atenções de Archie (K.J. Apa). “A Verônica dá aquele beijo só para impressionar, não é que elas tenham atração sexual. Os fãs ficarão surpresos, porque eles vão amar a Verônica. Não queremos que ela seja uma vilã”, explica. Para Camila, a trama é “meio dark, meio cinza”. “Parece um filme noir, mas ao mesmo tempo é bem leve. Entre cada cena dramática, vai haver algo mais divertido”, adianta, proclamando que “Riverdale” não será a típica série adolescente. A estreia nos Estados Unidos vai acontecer na quinta-feira (26/). No Brasil, a série será exibida pelo canal pago Warner a partir do dia 13 de fevereiro. A Netflix também tinha fechado distribuição mundial da atração, mas não está claro se irá disponibilizá-la no Brasil.
Cinebiografia de Hebe Camargo é aprovada pela Lei do Audiovisual
A Ancine autorizou a Loma Filmes a captar até R$ 7,5 milhões de patrocínio pela Lei do Audiovisual para as filmagens da cinebiografia de Hebe Camargo. O longa será produzido pela Casablanca e, para demonstrar a criatividade dos envolvidos, ganhou o título de “Hebe — O Filme”. Só no ano passado foram lançados seis filmes chamados “O Filme” nos cinemas brasileiros. Outro detalhe que chama atenção é o tempo que levou para uma produção ser autorizada a captar financiamento. “Hebe – O Filme” definiu seu diretor em 2013. “Fui convidado para fazer esse filme e topei, porque a Hebe é uma pessoa que eu admiro muito”, disse o diretor Cacá Diegues (“O Maior Amor do Mundo”) em agosto de 2013. Na ocasião, a atriz Mariana Ximenes (“Os Penetras 2”) chegou a ser cotada para viver Hebe no… “O Filme”. Mas nada aconteceu desde então, aguardando a autorização da Ancine, e neste meio tempo Diegues pôde finalizar “O Grande Circo Místico”, seu novo filme, que estreia em maio – e sem o subtítulo “O Filme”!
Maiores bilheterias do cinema brasileiro em 2016 foram comédias e produtos televisivos
Dados das bilheterias brasileiras, revelados pelo site Filme B, confirmam a manutenção do perfil dos blockbusters nacionais. A tendência vista no ano anterior se repetiu, e as maiores bilheterias do cinema falado em carioquês e paulistano em 2016 foram produtos derivados da TV e comédias besteiróis. Muito acima dos demais, o fenômeno “Os Dez Mandamentos”, uma versão condensada de novela, tornou-se não apenas o filme mais visto do Brasil em 2016, mas em todos os tempos. Milagre, diriam alguns. A tendência ainda inclui a adaptação da novela infantil “Carrossel”, mostrando uma reação da Record e do SBT ao predomínio da Globo Filmes. Mas também chama atenção o sucesso de “Minha Mãe É uma Peça 2”, besteirol em que um comediante do Multishow (da Globosat) se veste de mãe, ao estilo da franquia americana “Madea”, que não é distribuída no país por, ironicamente, medo de fracasso comercial. O primeiro filme já tinha sido a maior bilheteria nacional de 2013. O atual foi lançado no final de 2016 e ainda continua acumulando público – após quatro semanas em cartaz, está em 2º lugar entre os filmes mais vistos do último fim de semana. Entre as curiosidades da apuração, lançamentos que trazem números em seus títulos faturaram mais alto que os demais. À exceção de “Os Dez Mandamentos”, que não é sequência de “Os Nove Mandamentos”, a lista dos blockbusters nacionais inclui diversas continuações, como a já citada “Minha Mãe É uma Peça 2”, “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina, “, “Até que a Sorte nos Separe 3” e “Vai que Dá Certo 2”. Detalhe: “Até que a Sorte nos Separe 3” foi lançado no final de 2015. O roteirista Fil Braz, de “Minha Mãe É uma Peça 2”, também emplacou outro hit, “Tô Ryca”, que tem uma origem controversa, tamanhas são suas similaridades com o filme americano “Chuva de Milhões” (1985). Talvez a cara de pau seja outra característica marcante dos blockbusters nacionais. Três das comédias listadas tem ainda a mesma premissa, acompanhando um pobretão que vira novo rico de uma hora para outra: “Até que a Sorte nos Separe 3”, “Tô Ryca” e “Um Suburbano Sortudo”. O que parece indicar que o público brasileiro não quer ver nada realmente novo. Esta preferência reflete, inclusive, no sucesso de uma novela no cinema e na proliferação de sequências. O tom infantilóide da maioria dos besteiróis listados ainda encontra justificativa no êxito de filmes infantis, como “Carrossel 2” e “É Fada!”. Vale observar que, apesar de ser um longa estrelado por um(a) youtuber, “É Fada!” não chega a marcar uma nova tendência, já que a comédia do Porta do Fundos implodiu e o filme do Christian Figueiredo não fez tanto quanto se imaginava. Há apenas um drama original no Top 10, considerado um dos piores do ano no gênero: “O Vendedor de Sonhos”, baseado num best-seller de escritor de auto-ajuda. Cheio de frases impactantes que não dizem nada, o filme emula a ideia de um guru divino, transformando um sem-teto num Moisés hermano-urbano. Outra característica que salta e arranca os olhos: todos os 10 filmes mais vistos do país foram produzidos no eixo Rio e São Paulo. Sotaques diferentes só no circuito limitado. O pernambucano “Aquarius”, por sinal, foi a única produção da pequena distribuidora Vitrine Filmes, especialista em filmes de maior qualidade, na lista dos 20 longas nacionais mais vistos de 2016. Os chamados “filmes médios” ocuparam do 11º ao 20º lugar, num nicho estendido entre os 600 mil e os 100 mil ingressos vendidos. Nesta faixa, surge a preferência das cinebiografias, entre elas “Mais Forte que o Mundo”, sobre o lutador Zé Aldo, com 565 mil ingressos vendidos, e “Elis”, sobre a cantora Elis Regina, com 538 mil. Por fim, 11 dos 15 maiores campeões de bilheteria do país foram distribuídas pela dobradinha entre Downtown e Paris Filmes, que também monopolizam os grandes lançamentos nacionais, ocupando o maior número de salas disponíveis no parque cinematográfico brasileiro. Acessibilidade é um fator considerável para o sucesso. Confira abaixo a lista com os campeões nacionais de bilheteria. Top 10: Bilheterias do Brasil em 2016 1. Os Dez Mandamentos: 11,3 milhão de ingressos / R$ 116,8 milhões 2. Minha Mãe É uma Peça 2: 2,8 milhões de ingressos / R$ 36,9 milhões* 3. Carrossel 2: 2,5 milhões de ingressos / R$ 28,5 milhões 4. Até que a Sorte nos Separe 3: 2,4 milhões de ingressos / R$ 30,7 milhões 5. É Fada!: 1,7 milhão de ingressos / R$ 20,7 milhões 6. Tô Ryca: 1,1 milhão de ingressos / R$ 14,7 milhões 7. Um Suburbano Sortudo: 1 milhão de ingressos / R$ 14,3 milhões 8. Vai que Dá Certo 2: 923 mil ingressos / R$ 11,9 milhões 9. Um Namorado para Minha Mulher: 662 mil ingressos / R$ 9 milhões 10. O Vendedor de Sonhos: 611 mil ingressos / R$ 8,2 milhões
Leonardo Vieira vira primeiro galã de novelas brasileiras a se assumir gay
Leonardo Vieira (novela “Caminhos do Coração”) saiu do armário de forma escancarada nesta semana, ao registrar queixa crime numa delegacia sobre comentários homofóbicos que recebeu nas redes sociais. Desde segunda (9/1), o ator vem se posicionando publicamente como homossexual. No país tropical, é a primeira vez que um galã de novelas se assume de forma tão clara. “Se galãs não podem se assumir gays eu não sei, mas eu fiz e estou aqui. Não sei como será no futuro, não sei se vão me chamar para fazer galã. Espero que sim. Se eu enganei todo mundo até hoje, sou ator, não é? Essa é a minha função. Não é que eu enganei, mas é assim que eu pago as minhas contas. Espero que não atrapalhe”, disse Vieira em entrevista ao UOL. O ator decidiu se posicionar após fotos em que aparece beijando um amigo, durante uma festa, motivaram ataques homofóbicos na internet. Ele foi até Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática no Rio de Janeiro para denunciar o preconceito. Além disso, divulgou uma carta aberta falando sobre o episódio. Ele chamou o texto, que teve bastante repercussão na internet, de “manifesto contra a homofobia”. “Essa é a minha tentativa: transformar algo ruim em bom. Não sei se ruim porque um beijo nunca é uma coisa ruim, mas é uma luta contra o preconceito, a homofobia. Também estou cobrando uma postura mais bacana da mídia e de todo mundo. Acaba que isso mexe em outros assuntos que precisam ser discutidos. Por exemplo, como a internet é uma terra de ninguém, sem lei, e isso [a discussão] é muito positiva”, opina. Como resultado imediato, ele recebeu uma carta de apoio do pai, após a repercussão do caso. “Choro até agora, é muito emocionante. Meu pai é extremamente conservador, ex-militar, formação católica, então foi um longo processo, uma história que vem desde que eu tinha 15 anos. Ter uma resposta dele assim foi uma prova de que que a coisa se desenvolveu, amadureceu, que sou um orgulho dele, me sinto vitorioso”. Vieira admite que “existe uma pressão implícita” para manter a sexualidade em segredo quando se trabalha na TV e que o próprio público prefere ver os atores de uma “certa maneira”. Mas espera que seu posicionamento, em vez de desiludir os fãs, tenha efeito inverso: “inspire as pessoas e dê algum conforto”.
Após memes do ano passado, Gloria Pires não quer comentar o Oscar 2017
Depois de virar sensação na internet, com sua participação na cobertura do Oscar 2016 transformada em memes instantâneos, a atriz Glória Pires afirmou que não pretende comentar a cerimônia de 2017. “Fiquei impressionada com as reações nas redes sociais. Mas não me senti ofendida, pois acho que esses haters são pessoas sem educação, que não sabem se expressar, não sabem fazer uma contestação civilizada. Não é correto vomitar em alguém seus ressentimentos da forma como fizeram. Descobri que, para essa gente, eu tenho uma importância muito grande, que na verdade não acredito nem merecer”, revelou a atriz em entrevista à revista 29 horas, publicação do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Graças à participação hilária e sem noção da atriz, a transmissão da rede Globo apresentou um crescimento de 3% em relação à cerimônia de 2015, que contou com comentários do ator Lázaro Ramos. O Oscar 2016 marcou 9,1 pontos de audiência, contra 8,8 pontos de 2015. Até 2014, o comentarista era José Wilker, que faleceu em abril daquele ano. O que chamou atenção na participação de Glória Pires foi a superficialidade dos comentários, que inclui frases como “justo, o filme é ótimo” ao comentar a sexta vitória de “Mad Max: Estrada da Fúria” e “muito bom de assistir, bastante acessível”, sobre o vencedor do Oscar, “Spotlight”. O ponto alto foi a sinceridade da atriz ao comentar o indicado brasileiro a melhor animação, “O Menino e o Mundo”, que perdeu para “Divertidamente”: “Não assisti nenhum dos dois”. Mas o meme favorito dos internautas surgiu na hora em que ela foi instada a opinar sobre o melhor filme e se saiu com esta frase marcante: “Não sou capaz de opinar sobre isso”. “Eu sou assim, prefiro não falar do que não estou a par. Sobre os filmes que vi, opinei. Era uma convidada, ao lado dos preparadíssimos Artur Xexéo e Maria Beltrão”, disse a atriz à publicação. Apesar dos comentários negativos, Gloria mostrou que sabe rir de si mesma e até lançou camisetas com suas frases, como “sou ruim de previsões” e “não sou capaz de opinar”. A cerimônia do Oscar deste ano acontece no dia 26 de fevereiro e terá como apresentador o comediante Jimmy Kimmel. Enquanto a TNT já tem Rubens Ewald Filho garantido para falar mal de Casey Affleck, quem será que a Globo vai escalar para os memes de 2017?
Vida Alves (1928 – 2017)
Morreu a atriz Vida Alves, pioneira da TV brasileira, que deu o primeiro beijo numa novela e também o primeiro beijo gay da história televisiva do país. Ela estava internada num hospital de São Paulo há uma semana e morreu na noite de terça-feira (3/1), após uma falência múltipla de órgãos, aos 88 anos de idade. Mineira de Itanhandu, Vida Amélia Guedes Alves começou no rádio e foi escalada por Walter Forster (1917-1996), então diretor da TV Tupi, para fazer par romântico com ele na primeira novela do país, “Sua Vida Me Pertence”, em 1951. O enredo incluía um beijo, que se tornou histórico. Infelizmente, como não havia videotape, não há registro da cena. Mas ela garantia que foi “beijo técnico”. “Um selinho”, não cansava de repetir. O beijo, por sinal, precisou ser aprovado pelo marido da atriz. Por isso, o único ensaio aconteceu na sala a sua casa, diante do marido, que era amigo de Forster. Mesmo assim, a atriz acabou com fama de beijoqueira, já que também protagonizou o primeiro beijo homossexual da TV brasileira. Aconteceu no teleteatro “Calúnia”, adaptação da peça de Lillian Hellman levada ao ar na mesma Tupi no programa “TV Vanguarda” em 1963, quando ela e Geórgia Gomide se beijaram em cena. Na trama, Vida e Geórgia interpretavam diretoras de um internato para meninas que eram caluniadas por uma estudante que as acusava de serem amantes. O escândalo leva os pais a tirarem as filhas do colégio, até que, falidas, as duas acabam descobrindo que realmente se amavam, terminando a história com um selinho. Desde beijo histórico restou uma foto, que comprova que a TV brasileira já foi mais avançada que Hollywood – o beijo final foi proibido na versão cinematográfica americana, “Infâmia” (1961), com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine. A ditadura militar, porém, acabou com esses “modernismos”. Ela trabalhou em novelas da Tupi e da TV Excelsior até 1969, voltando a contracenar com a amiga Geórgia Gomide em “A Outra” (1965), de Walter George Durst. Sua última novela foi “Dez Vidas” (1969), escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Gianfrancesco Guarnieri. Fora do ar, liderou um movimento de defesa da memória da TV brasileira, que envolveu diversos pioneiros e reuniu um acervo precioso a partir de 1995 na associação Pró-TV, que ela fundou. Vida só voltou à aparecer na telinha em 2004, para interpretar a si mesma em “Um Só Coração”, minissérie sobre a história de São Paulo, que também foi seu único trabalho na Globo. Sua trajetória é contada em detalhes na biografia “Vida Alves – Sem Medo de Viver, de Nelson Natalino, lançado em 2013 pela Editora Imprensa Oficial. Ela própria escreveu ainda “Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades” em 2014, narrando a história do começo da televisão brasileira e como eram produzidas as primeiras novelas. A atriz deixa dois filhos, três netos e três bisnetos. A cantora Tiê, uma das netas, deixou uma mensagem nas redes sociais: “Dona Vida Alves fez a passagem. Minha amiga, minha avó, minha parceira, minha musa beijoqueira. 88 anos de muita luz, amor, arte e vida. Vire estrela e descanse em paz. Te amo pra sempre e vou sentir saudades todos os dias.”
Camila Pitanga pretende dar um tempo na carreira em 2017, após ano traumático
Camila Pitanga decidiu dar um tempo na atuação em 2017. A atriz testemunhou a morte do colega Domingos Montagner, seu par romântico em “Velho Chico”, que faleceu por afogamento enquanto os dois mergulhavam no Rio São Francisco, em Sergipe, nos intervalos de gravação da novela. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a atriz contou que pretende separar o ano que vem para se dedicar à família e aos estudos. “Eu considero esse um ano trágico. Tem muita coisa que dói, que está aí pulsando na minha alma. São muitas mortes, muitas perdas. Ter testemunhado a perda de Domingos foi uma coisa marcante”, admitiu. “Mudou tudo depois disso. Tenho uma fome de viver, e, também, há um estado de delicadeza sobre o que vem. Querer ficar com a minha família no ano que vem, para me guardar um pouco, tem a ver com isso”. E acrescentou: “Talvez eu volte a cantar, quem sabe. Desejo é o que não falta para realizar em 2017”.
Após pedir emprego no Facebook, ator de A Grande Família vai estrelar vídeos de aplicativo
Pedir emprego pelo Facebook deu certo para o ator Marcos Oliveira, o Beiçola de “A Grande Família”. Uma semana após o apelo, ele conseguiu seu primeiro trabalho: estrelar uma série de vídeos para o aplicativo GetNinjas, que permite a contratação de serviços – como aulas particulares, limpeza e técnicos de informática. “Venho hoje agradecer a todos vocês que tentaram me ajudar”, disse Oliveira em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook (veja abaixo). “A partir de janeiro eu vou estar aqui para tentar testar algumas profissões e aí vou mostrar tudo em vídeo pra vocês. Vou tentar ser um pintor, um barman, um personal trainer, um diarista e por aí vai. Vai ser engraçado”. Sem trabalho desde agosto, quando terminou a novela “Liberdade, Liberdade”, Marcos Oliveira desabafou publicamente sobre a falta de emprego em 16 de dezembro. Na ocasião, o ator disse estar disposto a aceitar qualquer trabalho na área artística, de participação na TV a animação de festas.
Ator de A Grande Família pede emprego no Facebook
Joanna Fomm fez escola. Após pedir emprego na internet, a veterana atriz brasileira foi contratada para fazer um filme (“Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”) e uma série (“Magnifica 70”). Agora, é a vez do comediante Marcos Oliveira, o Beiçola de “A Grande Família”. Sem trabalho desde agosto, quando terminou a novela “Liberdade, Liberdade”, o ator desabafou em seu perfil no Facebook, nesta sexta-feira (16/12), pedindo uma oportunidade. Veja abaixo: Oi gente eu sou o Marcos Oliveira e estou na batalha. Estou sem contrato e quero trabalhar. Beijos. Publicado por Marcos Oliveira em Sexta, 16 de dezembro de 2016 “Está difícil. Estou tentando sobreviver. Como não conheço a tecnologia, uma amiga me ajudou. As pessoas acham que sou contratado da Globo e eu não sou”, disse o ator ao UOL. “Não tenho dinheiro para pagar aluguel e as contas. Fiz dois empréstimos para sobreviver acreditando que acharia um trabalho logo. Estou juntando dinheiro para tentar pagar o aluguel desse mês. Se não pagar, daqui a pouco estou sendo despejado”, lamentou. O ator de 60 anos revelou que nunca teve contrato fixo da Globo, mesmo em “A Grande Família”, que durou 14 anos, e que gastou o dinheiro que recebeu da Globo tratando problemas graves de saúde. O ator está disposto a aceitar qualquer trabalho na área artística, de participação na TV a animação de festas. “Quero trabalhar, ter minha dignidade. Não quero ficar receber esmola de ninguém. Parece que meu trabalho não é suficiente ou que não tenha qualidades para ser bem-sucedido no meu trabalho, entendeu?”
Didi e Dedé voltam a se juntar no trailer de Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood
A Downtown Filmes divulgou o primeiro trailer de “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, 50º filme de Renato Aragão como Didi e que ainda marca a volta da grife “Os Trapalhões” aos cinemas, 18 anos após último filme em que Aragão filmou com o velho parceiro Dedé Santana, “Simão, o Fantasma Trapalhão” (1998). Trata-se de uma adaptação do recente musical de teatro “Os Saltimbancos Trapalhões” (2014), por sua vez inspirado no filme homônimo de 1981, estrelado pelos quatro trapalhões: Didi, Dedé, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990). O detalhe é que o longa dos anos 1980 já era uma adaptação do musical infantil “Os Saltimbancos” (1977), com canções de Chico Buarque, que, por sua vez, também não era original, mas uma adaptação de um espetáculo italiano. É, portanto, a adaptação da adaptação da adaptação da adaptação. Entendeu, ô da poltrona? O saudosismo deve ser o maior apelo da produção, porque a prévia não parece especialmente engraçada, nem as coreografias vistas sugerem algo mais elaborado. O elenco ainda inclui Roberto Guilherme, outro membro do programa original “Os Trapalhões”, mais lembrado como o Sargento Pincel. A eles se unem Letícia Colin, Alinne Moraes, Emílio Dantas, Maria Clara Gueiros, Livian Aragão, Rafael Vitti, Nelson Freitas, Marcos Frota e Dan Stulbach. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão (Roberto Guilherme), a vigarice do Satã (Marcos Frota) e o poder manipulador do prefeito da cidade (Nelson Freitas) podem colocar tudo a perder. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff (“Besouro”), “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” tem estreia marcada para 19 de janeiro.











