Filme “O Auto da Boa Mentira” vai virar série com novo título
A Globo vai transformar o filme “O Auto da Boa Mentira” (2021) numa série. O detalhe é que, mesmo usando cenas exibidas no cinema, a emissora vai dar outro título para a produção. De acordo com a coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, a adaptação será chamada de “Histórias Quase Verdadeiras” na televisão. Apesar da mudança, a série vai exibir a maioria das cenas do filme do diretor José Eduardo Belmonte em seus capítulos. O lançamento original era uma antologia de “causos” do escritor Ariano Suassuna (“O Auto da Compadecida”) e a série vai aproveitar três dos quatro causos exibidos nos cinemas, trocando um deles por uma história inédita, estrelada por Giulia Gam, Cristina Mutarelli e Zezé Polessa. A estreia está marcada para o dia 2 de janeiro, após “Travessia”, com exibição completa ao longo da semana – na segunda, terça, quinta e sexta-feira. A série de quatro capítulos é uma produção da Cine Group com coprodução da Globo Filmes.
Boninho zoa colunas de celebridades e divulga nomes do “BBB 23”
Diante da profusão de colunistas que jura saber quem foi convidado para participar do “BBB 23”, o produtor José Bonifácio Oliveira, o Boninho, resolveu zoar e abrir votação para o público escolher quem dos muitos citados nas páginas de celebridades deveria entrar no programa. Num vídeo postado nas redes sociais, ele deu até clima de Oscar para as indicações. É que a relação de famosos supostamente convidados para o programa, segundo os “especialistas”, já daria para fazer o “BBB 23”, o “BBB 24” e o “BBB 25”. “A lista de candidatos para o BBB está tão grande que eu resolvi fazer um prêmio tipo Hollywood, que você vota em quem deve entrar no BBB”, afirmou Boninho, debochando. Ele organizou os citados por categorias e encheu de celebridades, como a cantora Wanessa (Camargo), a atriz Cleo (Pires) e até a ex-jogadora de basquete Hortência (Marcari). Dá para interpretar a iniciativa como deboche puro ou uma forma de despistar, embaralhando a descoberta de alguns nomes do reality. Com as atenções voltadas para os nomes, um detalhe importante acabou passando batido no vídeo: os avanços das clínicas estéticas/filtros do Instagram que fazem Boninho parecer pelo menos uma década mais jovem que no ano passado. 🚨GRAVE: Boninho divulga lista de participantes do #BBB23 e pede para o público votar em quem deve entrar na casa. pic.twitter.com/wmrDXrlRzq — Central Reality (@centralreality) December 18, 2022
Fernanda Montenegro não renova com a Globo e vai se concentrar em filmes
A atriz Fernanda Montenegro decidiu não renovar o seu longevo contrato com a Globo. Ela estava escalada para um papel em “Terra Vermelha”, próxima novela das nove, que estreia em abril. Mas aos 93 anos não pretende mais encarar o ritmo intenso de uma produção do gênero. Longe de pensar em aposentadoria, ela vai se concentrar em filmes, como o recém-encerrado “Dona Vitória”, em que foi dirigida pelo genro Andrucha Waddington. Em 2023, já tem marcado o novo filme de Walter Salles, que a dirigiu no famoso “Central do Brasil” (1998). O longa é uma adaptação de “Ainda Estou Aqui”, romance autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva sobre a prisão e desaparecimento de seu pai durante a ditadura militar. Fernanda completaria 50 anos de sua primeira aparição na Globo em 2023. Ela estreou na emissora – após passagens por diversas novelas da Record e Excelsior – numa adaptação da tragédia grega “Medeia” exibida como “Caso Especial” em 1973. A contratação para valer, porém, só veio nos anos 1980, a partir de “Baila Comigo” (1981), e lhe rendeu inúmeros papéis memoráveis, como a Charlô de “Guerra dos Sexos” (1983), a Naná de “Cambalacho” (1986), a Jacutinga de “Renascer” (1993) e a Picucha do especial e da série “Doce de Mãe” (2012-2014), que lhe rendeu o Emmy Internacional de Melhor Atriz de TV do mundo. Com isso, sua última produção na Globo foi um episódio da antologia “Amor e Sorte”, de 2020, passada durante a pandemia, em que contracenou com a filha Fernanda Torres e foi dirigida pelo genro Andrucha Waddington.
Galvão Bueno narrou último jogo, mas não se aposentou. Saiba o que vem a seguir
A rede Globo fez uma grande festa para a despedida de Galvão Bueno como narrador de futebol ao longo deste domingo (18/12). E as seleções da Argentina e da França contribuíram com muitos gols e um final eletrizante de Copa do Mundo no Catar. Mas apesar do tom de aposentadoria, o veterano locutor esportivo de 72 anos não vai sair de cena tão cedo. Está apenas entrando numa nova fase da carreira. Há poucos dias, Galvão assinou um novo contrato com a Globo, para continuar a parceria marcante com a emissora em outras atividades. No novo acordo entre as partes, o principal papel de Galvão nos próximos dois anos será realizar chamadas institucionais e esportivas na TV aberta. O contrato também prevê a participação do narrador em um programa por ano na Globo. Ele também será foco de um documentário da Globoplay, que trará detalhes de suas 13 coberturas de Copa do Mundo – desde 1974. Válido até 2024, esse novo acordo não possui exclusividade. Portanto, Galvão poderá fechar projetos com outras empresas, como serviços de streaming, e até lançar um canal independente no YouTube, como Casimiro Miguel. Esse detalhe foi exigência do locutor, que parece já ter planos em andamento. Além disso, ele pretende apresentar projetos para a área de entretenimento da Globo, como programas de entrevistas e de variedades. Mais novidades devem surgir em breve.
Record TV dispensa atores após passar produção de novelas para Igreja Universal
Após entregar a produção de suas novelas para a Igreja Universal do Reino de Deus, a Record TV deu início ao desmonte de seu núcleo de teledramaturgia, com a dispensa de vários atores. A estratégia é similar à iniciativa adotada pela Globo, de encerrar contratos exclusivos e contratar elenco apenas por obra determinada. Mas há uma diferença. Quem passará a contratar agora não será a emissora, mas a Igreja. A Record vai comprar os produtos prontos. A lista de corte inclui alguns atores renomados, como Adriana Garambone e Fernando Pavão, que estiveram em sucessos recentes do canal, além dos veteranos Beth Goulart, Emilio Orciollo Netto e Giuseppe Oristânio. “É isso mesmo. Eu tinha contrato até abril, mas acertamos amigavelmente a rescisão”, contou Fernando Pavão ao F5. Com isso, os atores ficam disponíveis no mercado, para participar de produções de outros canais e plataformas de streaming. Todos eles também poderão ser aproveitados em novas produções da emissora, que devem continuar a cargo da produtora Casablanca, responsável na prática pelas novelas e séries da Record.
“BBB 23” terá Casa de Vidro antes do início do programa
A Globo revelou nesta sexta-feira (16/12) os primeiros detalhes do “BBB 23”. Aproveitando que falta exatamente um mês para a estreia do programa, a emissora anunciou o retorno da famosa Casa de Vidro, que, pela primeira vez na história do reality show, vai acontecer antes do início da transmissão oficial. “A Casa de Vidro vem aí e, dessa vez, ela acontecerá antes do início do jogo”, escreveu a equipe do “BBB 23” no Instagram ao anunciar a novidade, que não fica nisso. A Casa de Vidro voltará a ser montada em espaço público, após acontecer nos estúdios da Globo no ano passado, devido à pandemia de covid-19. Segundo nota oficial da Globo, a casa de vidro será instalada em um shopping center e os candidatos a brothers e sisters poderão ser vistos por quem passar pelo local. Os escolhidos também terão uma função especial no jogo. A emissora ainda não informou qual será essa função ou quantos participantes estarão na casa de vidro. A 23ª edição do reality vai começar oficialmente no dia 16 de janeiro, com apresentação de Tadeu Schmidt. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Big Brother Brasil (@bbb)
Betito Tavares, da novela “Coração de Estudante”, morre aos 42 anos
O ator Betito Tavares, que se destacou na novela “Coração de Estudante” (2002) morreu na quinta (15/12), aos 42 anos, de causa não revelada. O falecimento foi anunciado pela irmã, Milena Tavares, e depois confirmada em uma homenagem do ator Renato Góes nas redes sociais. “Morávamos no mesmo prédio em Recife. Eu ainda um adolescente sonhador quando ele foi embora fazer sua primeira novela, ‘Coração de Estudante’. Suas conquistas muito me inspiraram. Hoje perdemos um inteligente e inquieto companheiro! Siga em paz! Beijo nos amigos e família”, escreveu Góes ao lado de uma imagem de Betito. Na novela de Emanuel Jacobina na Globo, ele Ficou conhecido por interpretar Cardosinho, estudante de medicina que era o “palhaço” da turma de universitários e dividia a “República das Bananeiras” com Fábio (Paulo Vilhena), Baú (Cláudio Heinrich) e Carlos (Rodrigo Prado). Era filho de lavradores nordestinos, mas fingia que seus pais eram grandes latifundiários, e marcou a produção com bordões como “seu cabra”, “meu bichinho” e “na minha terra, isso dava até morte”. Após o trabalho em “Coração de Estudante”, Betito seguiu para a temporada de 2003 de Malhação, na pele de Ceará. Mas sua carreira não deslanchou nas telas e seu último trabalho na televisão foi um episódio da série “Casos e Acasos”, em 2008. Apesar disso, continuou envolvido em muitos projetos no teatro. Sidcley Batista, fundador do grupo Nós do Teatro, contou que Betito sofria de “doença mental”. “Por onde anda Betito Tavares??? Betito, agora não ‘anda’ mais, hoje ele se foi… Depois de anos convivendo com doença mental… Não é fácil, principalmente para a família e as pessoas que o amavam, ver aquele jovem talentoso, produtivo passar por isso. Como com certeza não era nada fácil para ele…”, disse. Uma mulher que se identificou como prima revelou no Twitter que o mal do ator era depressão. E Renato Góes confirmou com um “isso” num comentário ao post.
Novelas da Record passarão a ser produzidas pela Igreja Universal
Além de realizar cultos religiosos, a Igreja Universal do Reino de Deus também vai passar a produzir novelas. A partir de janeiro, a igreja de Edir Macedo assumirá a produção das novelas da Record TV. Na prática, muda pouca coisa, já que a maioria das produções do canal são religiosas, visto que Macedo também é dono da Record, e seguirão produzidas sob a supervisão de Cristiane Cardoso, filha do bispo. Atores, diretores e técnicos também continuarão sendo os mesmos, assim como a produção terceirizada, a cargo da Casablanca, em estúdios do Rio de Janeiro. A mudança é motivado por um critérios contábeis, transformando a emissora de produtora em compradora de capítulos prontos. Assim, a Record passará a pagar um preço fixo pelos capítulos. Se o orçamento estourar, o prejuízo é da igreja. Com isso, a emissora reduz custos e tem a expectativa voltar a registrar lucro. Mas, por outro lado, anunciantes podem rejeitar associarem-se a produtos com a marca da Igreja Universal. A primeira produção dentro desse modelo será a 6ª temporada de “Reis”.
Reportagem-bomba demole acusações de Dani Calabresa e outras contra Marcius Melhem
O site da revista Veja publicou uma reportagem bombástica nesta quarta (14/12) desmontando a acusação de assédio sexual que Dani Calabresa e outras funcionárias da Globo moveram contra o ex-diretor de humor da emissora, Marcius Melhem, na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio de Janeiro. A publicação ocorreu dez dias após o jornalista Ricardo Feltrin afirmar em sua página no YouTube que, após ter acesso às provas contidas nos autos do processo, teve vontade de vomitar, afirmando que Melhem era inocente de tudo. A Veja cita pela primeira vez os nomes de várias acusadoras – oito mulheres processam Melhem. Seria uma atitude de gravidade ética, caso não fosse a única forma de demonstrar falta de ética das acusadoras, como aponta a reportagem. Além disso, traz à tona uma testemunha importante, que contraria a principal acusação de Calabresa, divulgada de forma sensacionalista pela revista Piauí, de que a comediante foi violentamente atacada e quase estuprada por Melhem numa festa do elenco de humor da Globo. A publicação pela Piauí de detalhes explícitos gerou repúdio generalizado contra Melhem. Mas omitiu completamente a participação de Maíra Perazzo, revelada pela Veja. Amiga da atriz, Maíra a acompanhava na balada. Segundo descreve Melhem nas páginas do processo acessadas pela revista semanal, em determinado momento da noite, ele e Dani estavam trocando beijos numa área mais reservada quando a atriz puxou Maíra para junto dos dois, formando um trio. A situação demonstraria que tudo aquilo era consentido e estimulado pela comediante. Maíra foi chamada pela Justiça para testemunhar sobre o que aconteceu de verdade e, ao depor, teria confirmado que trocou beijos com Melhem na festa e não lembra de ter visto nada de impróprio entre ele e Dani na ocasião. Contou ainda que ficou com a amiga até o final da balada, contrariando o relato da atriz, de que teria sofrido uma crise nervosa após o suposto ataque de Melhem. Ao contrário dessa versão, Maíra disse que ela continuou animada, chegando depois a trocar beijos com um câmera da Globo. Questionada na Justiça sobre a participação de Maíra na festa, Dani alega que puxou a amiga para perto a fim de tentar se livrar do assédio de Melhem – por esta versão, ela teria atirado a amiga nos braços de um homem que descreveu como predador sexual. A amiga de Dani, por outro lado, afirmou que ficou com Melhem naquela noite. Em seu depoimento, Maíra também revelou que, no dia seguinte, teve um papo animado com Dani sobre a festa, sobre com quem elas ficaram, e em nenhum momento a atriz mencionou assédio. No mesmo dia, Dani brincou com Melhem pelo Whatsapp, dizendo que mandaria a amiga embrulhada para ele de presente. Um mês depois, Maíra e Melhem voltaram a ficar juntos. Segundo a apuração da revista, o primeiro burburinho a respeito da conduta de Melhem teria partido de Barbara Duvivier em meados de 2018. Listada como uma das testemunhas de acusação, Barbara manteve com Melhem um relacionamento amoroso de quase sete anos. Em seu depoimento na delegacia, ela disse que ele não a deixava terminar a relação usando seu poder hierárquico dentro da emissora, oferecendo “proposta de trabalho, de aumento de salário e de promoção de cargo”. Barbara é enteada de Maria Clara Gueiros, uma das mulheres que teria iniciado o movimento interno na Globo para investigar Melhem. Segundo Dani Calabresa contou à Ouvidoria do Ministério Público, Maria Clara Gueiros passou o ano de 2019 tentando convencê-la a denunciar o ex-diretor global. A história entre Melhem e Barbara é complexa. Como ambos eram casados com outras pessoas, seu romance foi clandestino. No final de 2017, houve um sobressalto: ela engravida e fica em dúvida sobre a paternidade do filho – dúvida posteriormente descartada. Ainda segundo a Veja, isso bastou para familiares desconfiarem do comportamento dela, incluindo seu marido e a madrasta, Maria Clara Gueiros. Nos autos, Melhem alega que Barbara espalhou a versão de chefe assediador para evitar o constrangimento de assumir o namoro clandestino. Ele juntou ao processo uma mensagem de julho de 2018, em que ela lhe pede desculpas: “Vivi um turbilhão nessa gravidez e com certeza agi errado com você. E queria te pedir desculpa por isso”. Melhem não respondeu à mensagem e ela insistiu depois em lhe desejar felicidades e “dizer que te quero todo o bem do mundo”. Meses mais tarde, em troca de mensagens com Dani Ocampo, assistente de Melhem, Barbara assumiu que havia mentido: “Mas nada planejado maquiavelicamente, foi um redemoinho que eu fui entrando, e quando vi não conseguia sair”. Outra acusadora foi a atriz Veronica Debom, que, de acordo com a Veja, atuou fortemente nos bastidores para convencer outras mulheres a denunciarem Melhem. Em seu depoimento, ela assumiu ter mantido um relacionamento de mais de um ano com o ex-diretor global, que ela classificou como “abusivo” à Justiça. Ao se referir a uma noite de sexo entre os dois, afirmou ter se sentido “enojada”. Melhem contrapôs esse depoimento com uma coleção de mensagens apaixonadas da atriz, com declarações de amor e até desejo de casamento, entre compartilhamento de nudes e conversas picantes. Também mostrou que Veronica criou um grupo no Whatsapp para falar de sexo casual, onde declarou que “não tem nenhum desejo meu que não seja legítimo!”. Ele também anexou no processo conversas pelo aplicativo em que demonstrava disposição para encerrar o affair, enquanto Veronica tentava evitar o fim, de forma insistente. Só depois de um tempo ela se mostra conformada com o desfecho da história. Numa mensagem de setembro de 2019, ela diz: “Eu tomei um pé na bunda. Tô apaixonada por você e tomei um pé na bunda, amor. Risos. Não que eu não ache você não tem razão, acho que você tá coberto de razão”. Assim que as primeiras denúncias de assédio contra Melhem surgiram, Veronica ainda se colocou do lado dele, prestando solidariedade e dizendo que ele seria vítima de terrorismo. “Você é inocente, amor”, escreveu. A defesa de Melhem alega que ele foi vítima de um complô. Cita o caso de uma suposta denunciante que disse à Justiça Cível que não sabe por que acabou constando como vítima no inquérito sobre assédio sexual, já que nunca sofreu abuso nenhum. Os advogados do ex-diretor da Globo também citam o fato de que todas as denunciantes são representadas pela mesma advogada, Mayra Cotta, que disse que “as vítimas não faziam parte de um círculo íntimo de amizades e que só souberam quem eram as demais vítimas em agosto de 2021”. Essa afirmação é desmentida nos processos por uma série de provas, que mostram que a maior parte das supostas vítimas se conhecia, sim. Antes das denúncias, várias haviam trabalhado juntas. E Dani Calabresa revelou que, no final de 2020, havia até um grupo de WhatsApp de pessoas que teriam sido assediadas por Melhem. Uma das serventias desse grupo seria trocar informações, na época em que as supostas vítimas conversavam com a advogada Mayra Cotta em busca de orientação de como proceder em relação ao episódio. Os perfis de Instagram das supostas vítimas também reforçam o elo de amizade entre elas. Uma viagem ocorrida em fevereiro de 2021 ao sítio de uma delas, na região serrana do Rio de Janeiro, rendeu muitas fotos compartilhadas por Georgiana Coutinho de Goes, Carol Portes, Veronica Debom e Debora Lamm. Embora proximidade e amizade não invalidem as denúncias, desmentem a tese da advogada de que elas não eram amigas nem sabiam que todas eram vítimas de Melhem antes de iniciarem o processo. As denúncias contra Melhem alegam que o assédio dele era insistente. Não raro, segundo as supostas vítimas, ele misturava assuntos profissionais com piadas e insinuações de cunho sexual. O conjunto de provas que constam nos autos, entretanto, mostra que muitas das acusadoras tomavam iniciativa de fazer essa mistura, incluindo conversas picantes e nudes na comunicação cotidiana. Entre as que mais faziam isto estavam Dani Calabresa e Veronica Debom. No depoimento à Justiça, Dani buscou justificar a cumplicidade erótica com Melhem da seguinte forma: “Deixa ele me cantar. Deixa me chamar de gostosa. Para mim era uma vantagem. Prefiro continuar brincando com meu chefe tarado do que comprar briga com ele”. A respeito do episódio dos nudes, a atriz conta que, num festa na casa de Mauro Farias, mostrou fotos de seu celular no meio de uma roda de amigos, até que Melhem se aproximou e tomou o celular da mão dela para ver o conteúdo. Ainda segundo a versão de Dani, não satisfeito, na mesma noite, ele a perseguiu até a porta do banheiro tentando forçar um beijo. Mas Melhem apresenta uma versão totalmente diferente para o episódio. Segundo ele, em um determinado momento da festa, as pessoas conversavam sobre nudes e Calabresa o chamou para um canto do local e exibiu o conteúdo do celular: “Ela me mostrou nudes dela, me mostrou tudo: me mostrou fotos dela totalmente pelada, ela com amigas, ela sozinha, fotos, vídeos, poses, tudo”. Para completar, há o caso da atriz Debora Lamm, que não sabe porque está no processo. Na transcrição de seu depoimento, o juiz lhe pergunta se é vítima de assédio sexual. E ela responde: “Eu acho… não, não, eu sou testemunha”. O juiz insiste mais uma vez: “Tá, a senhora só é testemunha, a senhora não é vítima?”. Lamm confirma: “É”. Mas a advogada ajuda a esclarecer a situação, lembrando que Lamm é uma das mulheres que constam no processo criminal. Em sua reportagem, a Veja afirma a atriz reclama, na verdade, de ter perdido espaço profissional na Globo, culminando com a saída dela do programa “Zorra”, em 2018. Ao mesmo tempo, Lamm reconhece que nunca foi maltratada profissionalmente por Melhem e que, no mesmo ano, voltou a trabalhar com ele na peça “O Abacaxi”. Nem Dani Calabresa conseguiu sustentar a acusação de que Melhem perseguia mulheres que assediava, graças a uma farta coleção de mensagens elogiosas sobre a chefia do ex-diretor da Globo durante o período em que trabalharam juntos. Essa versão tupiniquim do movimento #MeToo teria levado a Globo a colocar um ponto final, ainda que de forma amigável, ao contrato de Melhem com a emissora, em agosto de 2020. Mas após a contestação inabalável do ex-diretor, Dani teve seu contrato fixo com a emissora encerrado em julho passado e Mayra Cotta, advogada dela e das outras supostas vítimas, foi condenada por comportamento antiético pela OAB, numa pena de censura convertida para advertência. Antes sequer de existir um caso criminal, Melhem foi atacado em entrevistas da advogada, que só deu início ao processo após ele ir à Justiça. O caso chama especial atenção por conta desse detalhe. Não foram as supostas vítimas, mas o acusado que decidiu tirar tudo à limpo, ao fazer, em dezembro de 2020, uma interpelação extrajudicial para que Dani Calabresa confirmasse ou desmentisse o teor da reportagem da revista Piauí, que não cita fontes nem usa declarações entre aspas – um “ouvi falar” cheio de detalhes minuciosos e já comprovadamente imprecisos. Ela se calou. Em seguida, Melhem anunciou ter entrado com uma ação contra a advogada Mayra Cotta para que ela provasse as denúncias que estava fazendo pela imprensa. Em janeiro de 2021, ele processou Calabresa, a Piauí e vários colegas que o atacaram nas redes sociais por conta dos boatos amplificados pela reportagem da revista. Só depois disso a atriz e outras sete mulheres formalizaram a primeira acusação contra Melhem, feita imediatamente na sequência desses fatos. Calabresa também processou Melhem em março de 2021 por compartilhar suas mensagens privadas em entrevistas, para comprovar sua inocência. Ela perdeu. Em agosto deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo encaminhou o arquivamento da ação. Melhem ainda foi investigado internamente pela Globo, com o arquivamento definitivo das denúncias em janeiro deste ano. A conclusão indicou falta de capacidade de confirmar qualquer das denúncias de assédio.
Boninho revela primeira espiadinha na casa do “BBB 23”
Boninho, produtor do “Big Brother Brasil”, publicou um vídeo em seu Instagram em que dá um espiadinha na casa do “BBB 23”. O vídeo revela detalhes das obras do novo cenário, que vai abrigar seus confinados em poucas semanas. “A obra já está acabando, mas já dá para dar um spoiler”, disse. Na legenda, escreveu: “Bateu vontade de dar uma espiadinha? Então vamos começar os spoilers? Só ficar de olho. Tadeu Schmidt, está ficando pronto”. Nos comentários, os fãs pediram para ele caprichar no elenco da nova edição. “Que seja um BBB igual ao 20”, afirmou uma seguidora. “Boninho, capricha no elenco”, pediu outro. “Só não chama uma pessoa igual a Deolane”, completou mais um sobre a advogada Deolane Bezerra, de “A Fazenda 14”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Boninho (@jbboninho)
Casagrande e Tiago Leifert trocam farpas pela internet: “Problemas de esquecimento”
O comentarista Walter Casagrande e o apresentador Tiago Leifert deram início a uma troca de farpas afiadas pela internet, que parece longe de acabar. Eles começaram a se estranhar na quarta-feira (7/12), quando Casagrande acusou Leifert de prejudica-lo enquanto ainda trabalhava na Globo, além de representar a “burguesia reacionária que se impõe através de carteirada”. “Existem provas sobre isso, até em vídeo na internet. Ele tentou me ridicularizar algumas vezes ao vivo, na TV Globo, para favorecer comentaristas amigos”, acusou Casão em sua coluna no Uol. “Ele desrespeitava superiores na frente de todos por ser filho do diretor [Gilberto Leifert]”, acrescentou o ex-atleta. A resposta de Leifert aconteceu em uma publicação pelo Instagram nesta quinta (8/12). “Escrevo esse texto em missão de paz”, iniciou o jornalista. “Casagrande: não te conheço direito, mal conversamos na vida, não temos nenhuma intimidade e por isso não tenho nem nunca tive seu telefone. Espero que chegue em você. O que você escreveu sobre mim na sua coluna não é verdade e você sabe”, iniciou. Leifert afirmou que nunca destratou nenhum chefe com quem trabalhou. O apresentador explicou que foi “homenageado ao vivo no horário nobre” quando saiu da Globo devido a ótima relação com os superiores. Esse teria sido o motivo também para o seu retorno esportivo. “Me chamaram para voltar, estou na mesma redação e com a mesma turma. Se você tem alguma prova, data, hora, e-mail, fico no aguardo. Eu nunca tentei te prejudicar, jamais faria isso com você ou qualquer pessoa.” “A história que você conta não tem sentido algum: você sempre foi o comentarista número 1 da Globo, sempre nas maiores viagens, nos melhores jogos, nunca ninguém te prejudicou. E nós não trabalhamos juntos, certo? Eu nunca tive nenhuma ingerência sobre sua escala ou de qualquer narrador ou comentarista, nunca fui chefe de redação, nunca fui diretor.” O apresentador esportivo acrescentou que Casagrande não faz parte de sua carreira, até porque teriam divido um programa no máximo três vezes. “Nós discordamos em várias coisas sobre a vida e a bola, e isso é do jogo. Você acha que não precisamos do Neymar para o hexa, eu discordo bastante, e ambos vocalizamos isso. É a bola! Faz parte da resenha esportiva. Temos outras discordâncias, supernormal. De resto, o que você escreveu de mim é falso. Após a declaração de Tiago Leifert, o ex-atleta Casagrande se pronunciou novamente num novo textão intitulado “Tiago, só vou refrescar sua memória e chega: quero paz na minha vida”. Na coluna, Casagrande descreveu que o apresentador possui “sérios problemas de esquecimento” sobre a carreira de ambos na rede Globo. “Caro Tiago Leifert, como você pode dizer que nunca trabalhamos juntos, se quando voltei depois da minha internação, em 2009, fizemos o GE [Globo Esporte] todas às sextas-feiras, por exigência do saudoso Marco Mora?”, iniciou. “O Mora nos chamou na sala dele e deu essa ordem, porque você só queria o Caio Ribeiro (e quero deixar claro que o Caio não tem nada a ver com isso).” Na extensa declaração de Casagrande, ele relatou alguns momentos em que foi supostamente ridicularizado por Leifert, como num aniversário do “Globo Esporte” em que não foi convidado. Ele também descreveu outro episódio envolvendo uniforme da emissora, onde o apresentador o expôs num primeiro bloco do “Show do Intervalo”. “Entendo você não querer assumir que foi até a direção pedir a minha cabeça por causa do meu texto. E você que pediu pra sair depois que foi reclamar do meu texto para o diretor. Até porque o diretor disse que cada um tinha dado a sua opinião. Mas é simples: quem se interessar pode pegar as datas das nossas colunas e ver a data em que você saiu.” Em relação ao retorno de Leifert à emissora televisiva, Casão ainda afirmou que as pessoas que o jornalista destratou “não trabalham mais na Globo há tempos.” Walter Casagrande deixou a rede Globo em julho, após 25 anos como comentarista nas principais transmissões esportivas da emissora. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tiago Leifert (@tiagoleifert)
Casagrande acusa Tiago Leifert de tentar prejudicá-lo
Walter Casagrande acusou nesta quarta (7/12) o apresentador Tiago Leifert de tentar prejudicá-lo enquanto ainda trabalhava na Globo. A denúncia foi feita num texto publicado em sua coluna no Uol, no qual desabafava sobre os ataques que sofria por ser “direto nas minhas opiniões”. Ele afirmou que tem provas da tentativa de Leifert de prejudicá-lo, além de ridicularizá-lo na TV e de pedir sua demissão numa revista. “Piores são os covardes que curtem os ataques porque não têm personalidade e, muito menos, coragem de assumir uma própria opinião. Acho interessante quando se une a eles um jornalista esportivo que representa a burguesia reacionária que se impõe através de carteirada. Estou falando do Tiago Leifert, que tentou me prejudicar, e existem provas sobre isso, até em vídeo na internet. Ele tentou me ridicularizar algumas vezes ao vivo, na TV Globo, para favorecer comentaristas amigos”, afirmou. “Ele desrespeitava superiores na frente de todos por ser filho de diretor. Sem contar que, quando escreveu um texto para a revista GQ dizendo que futebol e política não poderiam se misturar, eu escrevi um outro texto completamente ao contrário (nós dois erámos colunistas no mesmo veículo). Ele não gostou, pediu ao diretor para que eu fosse demitido. No ‘eu’ ou ‘ele’, foi Tiago quem saiu.” Em uma entrevista para a Band poucos dias depois de sair da Globo, Casagrande já havia detonado Leifert, mas na ocasião não contou detalhes sobre o caso.
Jornalista defende Marcius Melhem ao ver processo de assédio: “vomitei”, “fiquei com ódio”
O jornalista Ricardo Feltrin publicou um vídeo neste domingo (4/12) em que afirma que Marcius Melhem, ex-diretor do departamento de humor da Globo, é inocente das acusações de assédio sexual feitas por funcionárias da empresa. Ele afirma que chegou a essa conclusão ao ter acesso às provas contidas nos autos do processo. Feltrin já vinha sendo muito criticado por divulgar conteúdo de mensagens que estão no processo, demonstrando uma parcialidade na cobertura a favor de Melhem. Em seu vídeo, ele assume lado, dando como justificativa um arrependimento por ter condenado previamente o humorista. “Tive nojo de mim”, declarou. Melhem foi acusado por Dani Calabresa e outras atrizes de cometer assédio sexual. Segundo Feltrin, o total de supostas vítimas é muito menor do que a acusação contra o humorista deu a entender. No vídeo de 35 minutos, o jornalista disse que esperou duas semanas para ler o material, mas que ficou chocado ao se deparar com as provas. A acusação incluía a denúncia mostrada em primeira mão num texto da revista Piauí, publicado em fevereiro deste ano. Mas Feltrin garante que a defesa de Melhem rebate cada acusação e comprova que ele foi, na verdade, a verdadeira vítima da situação, alvo de uma suposta trama armada pelas três mulheres que o acusam. “Quando eu começo a ler isso, gente… Primeiro as mensagens da Dani Calabresa, [com] aquela intimidade, aquele carinho que ela tinha. Depois começo ler as mensagens da atriz número dois, mensagens que ela trocou com Marcius Melhem por três anos, né? Sendo um ano e três meses de namoro”, diz o jornalista. “Quando eu leio essas mensagens… Vou falar pra vocês: eu já chorei lendo livro, já dei risada lendo livro, já fiquei revoltado lendo livro, fiquei empolgado lendo livro. Mas essa foi a primeira vez que eu li alguma coisa e vomitei”, descreveu. Ele reforça que sentiu verdadeiro asco do que descobriu, inclusive dele mesmo. “A primeira coisa que eu tive foi nojo de mim, como jornalista. Desculpa, é muito difícil falar sobre isso”, disse, enxugando lágrimas dos olhos. “Fiquei com nojo de mim porque como eu posso ter escrito, destruído uma pessoa publicamente com a minha pena? Sendo que eu não conhecia essa pessoa, sendo que eu não conhecia o caso… Eu tive nojo de mim”, desabafou. “Depois eu vomitei de ódio de me sentir enganado. De perceber que essas mulheres tinham usado uma trama, que eu vou descobrir depois”, continuou. E sem aprofundar o que encontrou, passou a enumerar os motivos que teriam levado as três mulheres a armar contra Melhem: “Dani Calabresa, ódio profissional; atriz número dois, ódio passional (tinha acabado de ser dispensada pelo Melhem bem na hora que a Calabresa vai fazer a denúncia de assédio moral); e uma atriz número três tinha ódio familiar do Melhem, inclusive tratava ele por termos racistas havia anos.” O jornalista disse ter ficado revoltado e mais: “Eu fiquei com ódio dessas mulheres. Como é que eu pude cair nessa conversa?” “Pra mim, depois de quase dois anos de investigação, eu posso afirmar, como jornalista, de tudo que eu li, de tudo o que eu apurei, de todas as testemunhas que eu ouvi, todos os áudios que eu ouvi, todos os vídeos que eu vi, as fotos que essas mulheres postaram pro Marcius Melhem ao longo de anos e depois correram deletar, não tenho nenhuma dúvida de que esse caso foi motivado por ódio. Esse caso foi o mais vergonhoso que eu cobri em 31 anos de jornalismo. O ódio que eu senti disso”, declarou, de forma bastante enfática. Para Feltrin, o caso chega a ser prejudicial para a causa das mulheres vítimas de assédio. “E eu também vomitei, eu sei, porque eu fiquei pensando o que essa denúncia, o que essa denunciação caluniosa ia causar pra luta das mulheres”, acrescentou. Veja abaixo o vídeo na íntegra.











