Estúdio Lionsgate compra o canal pago americano Starz
O estúdio Lionsgate, responsável pelas sagas “Jogos Vorazes” e “Divergente”, anunciou a compra do canal pago americano Starz por US$ 4,4 bilhões. Segundo comunicado da empresa, a transação tem como objetivo dar origem a um novo gigante mundial do cinema e televisão. “A combinação de Lionsgate e Starz dá uma importante amplitude a nosso portfólio de conteúdos e ativos em distribuição”, disse o presidente do estúdio, Mark Rachesk, para quem a aquisição “permitirá competir exitosamente no setor mundial de entretenimento que evolui muito rapidamente”. As duas empresas vinham negociando já há algum tempo, com o objetivo de se posicionarem melhor no mercado da produção de conteúdo qualificado para competir com gigantes como HBO e Netflix. A Lionsgate também tem uma divisão televisiva, que produz séries como “Orange Is the New Black”, “Mad Men”, “Nashville” e “Anger Management” (Tratamento de Choque), enquanto o Starz produz atrações como “Outlander”, “Black Sails”, “Ash vs. Evil Dead” e “Spartacus”. O principal acionista da Starz é o magnata americano de comunicação John Malone, que também é proprietário da Liberty Media. Malone já controla parte do capital do Lionsgate e participa de seu conselho administrativo, e a partir do novo negócio aumentará sua influência no grupo.
2015 foi o ano que mais exibiu séries em todos os tempos
Há alguns meses, o CEO do canal pago FX, John Landgraf, deu o que falar quando decretou que “Há simplesmente televisão demais”. Pois seu canal fez uma pesquisa que comprovou a tese. Segundo a pesquisa, nunca se exibiu tantas séries antes na TV americana. Ao todo, foram 409 atrações, entre minisséries, séries dramáticas e comédias, produzidas para a TV aberta, TV paga e serviços de streaming em 2015. Este número representa um acréscimo de 9% em relação a 2014 (409 x 376) e um aumento de quase 100% em relação ao final da década passada (409 x 211 em 2009). Para a responsável pela pesquisa, Julie Piepenkotter, essa estatística é “impressionante e quase inimaginável há uma década”. E comprovam que a sensação de cada vez há mais séries não é apenas uma impressão. Vale notar que esses números não incluem reality shows, telefilmes, especiais, noticiários, programas esportivos nem infantis. Em seu famoso desabafo, durante um painel patrocinado pela TCA (Associação dos Críticos de Televisão dos EUA), Landgraf previu que, já na próxima temporada, as séries de TV atingirão o pico de saturação, levando a um declínio inevitável. “Há muita concorrência… É difícil encontrar bons programas… Acredito que será impossível manter um nível de qualidade”, ele proclamou. Os números parecem apontar realmente nesta direção.

