Emma Roberts pede desculpas após ser acusada de transfobia
A atriz Angelica Ross revelou na tarde desta quarta (20/9) que Emma Roberts a procurou após o desabafo que publicou nas redes sociais. Ross denunciou ter sofrido transfobia de Emma Roberts nos bastidores da série “American Horror Story: 1984”, lançada em 2019. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Ross afirmou que Emma Roberts ligou para ela e pediu desculpas. “Obrigada Emma, por ligar e pedir desculpas, reconhecendo que seu comportamento não foi o de uma aliada. Deixarei a linha aberta para acompanhar seu desejo de fazer melhor e apoiar causas de justiça social com sua plataforma”, escreveu a famosa. Repercussão Os usuários das redes sociais logo repercutiram o pedido de desculpas. “O fato de ela ter ligado pra falar diretamente com a Angélica e não ter postado um vídeo sem maquiagem já mostra que ela tem intenções de aprender e se tornar uma pessoa melhor, pelo menos é o que dá a entender”, escreveu um usuário do X. “Nunca é tarde pra reconhecer os erros e ser uma pessoa melhor”, destacou outro. Conforme observaram os internautas, Emma Roberts não se não se manifestou publicamente sobre o assunto. Desabafo de Angelica Ross O desabafo de Ross aconteceu numa live, em que fez várias denúncias sobre a produção da série de Ryan Murphy. Segundo ela, Roberts fez um comentário transfóbico durante as gravações. As duas estavam juntas no set quando um membro da produção falou “ok, senhoras, vamos voltar ao trabalho”. Emma Roberts teria, então, respondido: “Você não quer dizer senhora?”, sugerindo que Angelica não era mulher. Angelica afirma que, na hora, não falou nada por medo: “Ela foi embora e meu sangue ficou fervendo. Eu fiquei tipo… Se eu disser algo, vão dizer que o problema sou eu. Eu sei disso porque outra pessoa falou sobre as coisas que ela estava fazendo e sofreu as consequências.” Ela também alegou que um dos membros da produção ia às gravações vestindo camisetas com frases racistas – na verdade, da campanha eleitoral de Donald Trump. As roupas tinham slogans como “construam esse muro” (em referência à parede que Trump prometeu construir na fronteira dos Estados Unidos com o México) e “América em primeiro lugar”. Acusações contra Ryan Murphy Para completar, ela ainda acusou o produtor Ryan Murphy, criador da série, de prejudicar sua carreira. A atriz afirma que Murphy prometeu que faria uma temporada de “American Horror Story” com um elenco só de mulheres negras, e chegou a perguntar a Angelica quem deveria fazer parte do elenco com ela. Durante essas negociações, ela foi chamada para fazer filmes da Marvel, mas decidiu esperar uma resposta do diretor sobre a série — que acabou nunca saindo do papel. Vale lembrar que Ryan Murphy foi quem deu o grande impulso da carreira de Angelica Ross em 2018, ao escalá-la em “Pose”, série que teve o maior elenco transexual já reunido na história da televisão. Após sua personagem morrer na trama, ela foi imediatamente escalada para “American Horror Story: 1984”, do mesmo produtor. A atriz ainda voltou na temporada seguinte, “American Horror Story: Double Feature”, exibida em 2021. Mas, depois disso, sua carreira se limitou a aparições em documentários, curtas e clipes. As acusações de Ross foram particularmente oportunas, já que Emma Roberts está liderando a 12ª temporada de “American Horror Story”, que estreia nesta mesma quarta (20/9) nos EUA. Thank you @RobertsEmma for calling and apologizing, recognizing your behavior was not that of an ally. I will leave the line open to follow up on your desire to do better and support social justice causes with your platform. — A N G E L I C A (@angelicaross) September 20, 2023
Atriz de “American Horror Story” acusa Emma Roberts de transfobia
A atriz Angelica Ross fez uma live no Instagram fazendo várias denúncias sobre os bastidores da série “American Horror Story: 1984”, temporada da antologia de horror lançada em 2019. A acusação mais grave foi um caso de transfobia de uma colega, que teria sofrido no set. Segundo ela, a protagonista Emma Roberts fez um comentário transfóbico durante as gravações. As duas estavam juntas no set quando um membro da produção falou “ok, senhoras, vamos voltar ao trabalho”. Emma Roberts teria, então, respondido: “Você não quer dizer senhora?”, sugerindo que Angelica não é mulher. Angelica afirma que, na hora, não falou nada por medo: “Ela foi embora e meu sangue ficou fervendo. Eu fiquei tipo… Se eu disser algo, vão dizer que o problema sou eu. Eu sei disso porque outra pessoa falou sobre as coisas que ela estava fazendo e sofreu as consequências.” Ela também alegou que um dos membros da produção ia às gravações vestindo camisetas com frases racistas – na verdade, da campanha eleitoral de Donald Trump. As roupas tinham slogans como “construam esse muro” (em referência à parede que Trump prometeu construir na fronteira dos Estados Unidos com o México) e “América em primeiro lugar”. Acusações contra Ryan Murphy Para completar, ela ainda acusa o produtor Ryan Murphy, criador da série, de prejudicar sua carreira. A atriz afirma que Murphy prometeu que faria uma temporada de “American Horror Story” com um elenco só de mulheres negras, e chegou a perguntar a Angelica quem deveria fazer parte do elenco com ela. Durante essas negociações, ela foi chamada para fazer filmes da Marvel, mas decidiu esperar uma resposta do diretor sobre a série — que acabou nunca saindo do papel. Vale lembrar que Ryan Murphy foi quem deu o grande impulso da carreira de Angelica Ross em 2018, ao escalá-la em “Pose”, série que teve o maior elenco transexual já reunido na história da televisão. Após sua personagem morrer na trama, ela foi imediatamente escalada para “American Horror Story: 1984”, do mesmo produtor. A atriz ainda voltou na temporada seguinte, “American Horror Story: Double Feature”, exibida em 2021. Mas, depois disso, sua carreira se limitou a aparições em documentários, curtas e clipes. As acusações de Ross são particularmente oportunas, já que Emma Roberts está liderando a 12ª temporada de “American Horror Story”, que estreia nesta quarta (20/9) nos EUA. so that’s what’s going on behind #RyanMurphy ‘s production. people wearing racist t shirts and emma roberts making THE most transphobic shit to Angelica Ross. oh you are DONE pic.twitter.com/i3Q5uJWiot — 𝕞𝕒𝕟𝕚𝕒 (@vee_delmonico99) September 20, 2023
J.K. Rowling é removida do Museu de Cultura Pop após falas transfóbicas
J.K. Rowling foi removida do espaço dedicado à história de “Harry Potter” no Museu de Cultura Pop, localizado em Seattle, nos Estados Unidos. Essa não é a primeira retaliação sofrida pela autora por conta de suas falas transfóbicas. Segundo a gerente de projetos Chris Moore, o espaço decidiu retirar o nome e as imagens da autora para dar espaço para outros envolvidos no mundo bruxo. “Você verá os artefatos sem nenhuma menção ou imagem da autora”, afirmou no blog oficial do Museu. “Afinal, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint são aliados incrivelmente vocais (da comunidade LGBT). Devemos esquecer o trabalho deles agora que a autora original é terrível? Não estou nem falando em ‘separar a arte do artista’, mas sim em dar o devido crédito.” Moore falou sobre ter sido afetado pelo discurso de Rownling, já que se identifica como um homem trans. Ele ainda destaca que perdeu o encanto por “Harry Potter”, uma de suas séries favoritas de livros. “‘Harry Potter’ foi publicado pela primeira vez em 1997 e comecei a lê-lo em 1998, quando foi lançado no mercado americano. Vou ser fiel a mim mesmo dizendo que estava meio que esperando minha própria coruja depois de ler o primeiro livro. Quando eu era criança, os temas superficiais em Harry Potter de aceitação dos outros e de proteção das pessoas contra maus-tratos eram incrivelmente atraentes para mim.” Não para por aí! Chris Moore também revelou que a autora e sua equipe teriam perseguido Jessie Earl, uma das ex-editoras de vídeo do MoPOP que demonstrou apoio financeiro para fãs trans da saga de “Harry Potter”. “Há uma certa entidade fria, sem coração e sugadora de alegria no mundo de Harry Potter e, desta vez, não é realmente um dementador. Adoraríamos seguir a teoria da Internet de que esses livros foram realmente escritos sem um autor, mas essa certa pessoa é um pouco vocal demais com suas visões super odiosas e divisivas para serem ignoradas.” Por fim, Moore falou sobre o livro “Sangue Revolto” (Troubled Blood), no qual a autora retrata uma travesti assassina como a grande vilã. “Acaba sendo um romance inteiro de táticas de susto transfóbicas veladas”, ele opinou. “Estaremos sempre buscando melhorias. Não somos perfeitos nessa prática, mas é por isso que se chama prática”, completou o comunicado do Museu de Cultura Pop.
Ne-Yo tem fala controversa sobre crianças trans: “Época estranha”
Ne-Yo teve uma fala controversa sobre o direito de crianças e adolescentes trangêneros receberem atendimento médico adequado. Em entrevista para a VladTV, o cantor norte-americano disse que eles não têm maturidade suficiente para “fazer escolhas”. Na conversa com Gloria Velez, o artista afirmou que não tem preconceito contra a comunidade LGBTQIAPN+, porém deixou claro que não concorda com identidades de gêneros, já que ele nasceu numa época em que “homem era homem e mulher era mulher”. “E havia dois gêneros, e foi assim que eu aprendi. Você pode se identificar como um peixinho dourado se quiser, não me importo. Isso não é da minha conta. Torna-se da minha conta quando você tenta me fazer jogar o jogo com você. Não vou te chamar de peixinho dourado”, afirmou ele em menção ao nome social. “Mas se você quer ser um peixinho dourado, seja um peixinho dourado. Vivemos em uma época estranha, cara.” Pai de sete filhos, Ne-Yo afirmou que as crianças precisam de limites pré-estabelecidos e condenou a criação livre de pais que têm filhos trans. “Se o seu garotinho vier até você e disser: ‘Papai, eu quero ser uma menina’. E você simplesmente o deixa ser? Ele tem 5 anos…”, tentou argumentar. “Se você deixar esse menino de 5 anos decidir comer doce o dia todo, ele vai fazer isso? Quando se tornou uma boa ideia deixar uma criança de 5 anos, deixar uma criança de 6 anos, deixar uma criança de 12 anos tomar uma decisão de mudança de vida por si mesma? Quando isso aconteceu? Eu não entendo.” Ne-Yo também comentou que permitiria que um de seus filhos brincassem com bonecas ou usassem roupas rosas, desde que ele entenda que “sempre” será um menino cisgênero. Com a repercussão negativa, o cantor apareceu no Instagram para reafirmar sua posição transfóbica: “Me fizeram uma pergunta e eu respondi. Minha opinião é minha.” “Não estou pedindo a ninguém que concorde comigo nem estou dizendo o que você pode ou não fazer com seus filhos. Dei minha opinião sobre um assunto e pronto. Por que eu deveria me importar se minha opinião o incomoda quando você não se importa se a sua incomoda alguém? As opiniões não são especiais. Todos nós temos um.” Ne-Yo fará apresentações em São Paulo O cantor Ne-Yo será uma das grandes atrações da estreia do The Town, festival de música organizado pelos mesmos criadores do Rock in Rio. Ele vai se apresentar em 7 de setembro, dia de shows de Maroon 5, Liam Payne e Ludmilla. Além deles, The Town reúne um grupo diversificado de estrelas da música nacional e internacional, como Bruno Mars, Foo Fighters, Garbage, Demi Lovato, Vitalic, Racionais MC’s, Luisa Sonza e Ney Matogrosso. O festival acontecerá no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, entre os dias 2 e 10 de setembro. Clique aqui para conferir a programação completa!
Feminismo de “Barbie” enfurece políticos e religiosos conservadores
Nem todo mundo embarcou na onda rosa. A estreia de “Barbie” nos cinemas vem acumulando reações polêmicas de figuras conservadoras. A produção da Warner Bros. estrelada por Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”) trouxe uma nova abordagem para a clássica boneca da Mattel, que no filme questiona aspectos da sociedade patriarcal e levanta bandeira feminista. Por isso, há quem o acuse até de contrariar valores cristãos e fazer propaganda esquerdista. A deputada estadual de Minas Alê Portela, do partido de Jair Bolsonaro (PL), chegou a fazer campanha para que os pais não levarem crianças ao cinema – embora o filme tenha classificação indicativa para 12 anos no Brasil. Ela compartilhou uma publicação no seu perfil do Instagram apontando que o filme faz uma “inversão de valores”. “Podemos pensar que um filme baseado nessa personagem seria voltado para o público infantil e familiar, destacando a feminilidade. No entanto, essa suposição está errada”, ela criticou, lançando campanha de boicote ao filme nas redes sociais. A iniciativa não foi muito bem-sucedida, já que “Barbie” quebrou recorde de público, registrando o segundo maior dia de estreia de todos os tempos no Brasil – faturou cerca de R$ 22,9 milhões e reuniu 1,18 milhão de pessoas somente na quinta-feira (20/7) LGBTfobia Outro detalhe que enfureceu conservadores foi a participação da atriz trans Hari Nef (“The Idol”) no papel da Barbie Médica. Nos EUA, o site evangélico de cinema Movieguide baseou um pedido de boicote ao filme na presença de personagens LGBTQIAPN+. “O filme esquece seu público principal de famílias e crianças enquanto atende a adultos nostálgicos e promove histórias de personagens lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros”, apontou em sua crítica o líder conservador Ted Baehr, presidente da Comissão Cristã de Filme e TV nos Estados Unidos. Conservadores brasileiros copiaram as críticas em sites, como o Gospel Mais, e adotaram o mesmo discurso. “Interessante que você é obrigado a lidar com essas bandeiras de diversidades com absoluta normalidade. Segundo minha filha, ‘Barbie’ é exageradamente feminista, mostrando os homens sem ação”, declarou o pastor Pedrão, líder da Comunidade Batista do Rio e responsável por celebrar o casamento do deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Outra figura ligada ao governo superado, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, foi ainda mais longe e comparou o filme com o nazismo. “Não é a primeira vez que o nome Barbie está a serviço do demônio! Protejam seus filhos de qualquer linha ideológica de Barbie! Da antiga ou da atual!”, ele escreveu no tuíte, junto de uma foto do nazista Klaus Barbie, criminoso de guerra conhecido como o “carniceiro de Lyon”. Pacto com a China Nos Estados Unidos, o longa ainda foi criticado pela políticos da direita por promover um pacto com a China. Baseados em uma cena que mostra um mapa do mundo, os deputados do Partido Republicano afirmaram que o filme fazia propaganda subliminar e esforço para agradar aos sensores chineses – já que no mapa, desenhado de forma infantil, territórios contestados eram representados como sendo da China. O senador do Texas, Ted Cruz, emitiu um comunicado na qual afirma que “luta há anos” para evitar que empresas americanas, especialmente os estúdios de Holywood, alterem o conteúdo de seus produtos para tentar agradar ao Partido Comunista Chinês, sugerindo que a Warner se sujeitou a isso.
Globo é processada por caso de transfobia no “Fantástico”
A TV Globo foi processada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo sob acusação de transfobia em reportagem do “Fantástico”, exibida em fevereiro de 2019. A emissora tenta uma conciliação para não pagar uma indenização de R$ 1 milhão. Segundo a ação, o programa utilizou um termo preconceituoso para se referir a um homem transexual. A matéria explicava que o rapaz passou parte da vida se escondendo atrás de documentos falsos, porém sua identidade foi descoberta após ter um infarto fulminante em 2018. Durante a autópsia, descobriu-se que Louviral Bezerra de Sá tinha órgãos genitais femininos. Durante uma investigação, chegou-se à conclusão de que anteriormente ele tinha sido registrado como Enedina Maria de Jesus, mas também não tinha documentos verdadeiros. As investigações ainda estão em andamento e tentam esclarecer se ele tentou esconder algum crime ou se tratava de uma questão de identidade. O Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat) argumentou que a Globo teria desrespeitado Louviral Bezerra de Sá, quando a âncora Poliana Abritta se referiu a ele como “uma mulher que se passava por homem”. Neste caso, o termo adequado era “homem transexual”. Editou, mas nem tanto A edição do “Fantástico”, exibida em 3 de fevereiro de 2019, ainda está disponível no streaming Globoplay. Contudo, a reportagem polêmica foi deletada da programação. A plataforma emitiu um alerta de que a “versão foi modificada em sua versão web”, porém não especifica qual parte teria sido editada. Vale destacar que os rastros da reportagem não foram apagados, já que o telejornal Anhanguera 1ª Edição reprisou o conteúdo e o erro um dia depois do “Fantástico”. “Um segredo íntimo, guardado por muitos anos, traz problemas agora para uma mulher que passou a vida inteira vivendo como homem”, diz a jornalista Lilian Lynch. A edição da TV Anhanguera segue disponível na íntegra no Globoplay. A audiência de conciliação da Globo está marcada para 31 de agosto.
Lisa Gomes é intimada a depor contra cantor Bruno em ação de transfobia
A repórter Lisa Gomes foi abordada nesta segunda-feira (26/6) por uma viatura de policiais e um oficial de Justiça ao chegar na sede paulista da RedeTV!. Ela terá que depor sobre o episódio transfóbico que sofreu ao entrevistar o cantor Bruno. Segundo fontes do colunista Gabriel Perline, a jornalista foi recebida com uma intimação para prestar depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, nos próximos dias. Além disso, Lisa se constrangeu com a abordagem e tentou entender do que se tratava a intimação. A repórter já havia notificado seus advogados de que não entraria com uma ação criminal contra o sertanejo. Ela prefere manter as acusações na esfera cível. No entanto, um processo criminal está sendo movido pelo Ministério Público (MP), que pretende entender a situação por meio de denúncias. Lisa Gomes não tem relação com esse procedimento, que pode acarretar na prisão do cantor Bruno. Ao procurá-la, as autoridades tentaram acalmá-la e explicaram se tratar de uma ação necessária para dar andamento à investigação. Os oficiais acrescentaram que uma escrivã colherá seu depoimento quando for à delegacia. Relembre o caso O caso ocorreu no dia 12 de maio, durante um evento realizado no Villa Country, em São Paulo. Bruno constrangeu a repórter Lisa Gomes, uma mulher trans, ao fazer uma piada considerada transfóbica durante a entrevista. A pergunta feita pelo cantor sertanejo, “Você tem pau?”, deixou Lisa sem reação. Jornalistas e testemunhas que estavam presentes no local confirmaram o ocorrido, que terminou em processo judicial.
Bruno, dupla com Marrone, pede desculpas à repórter por comentário transfóbico
A assessoria de Bruno, da dupla sertaneja com Marrone, emitiu uma nota nesta terça-feira (16/5) sobre o episódio transfóbico vivido nos últimos dias. No comunicado enviado ao jornal Extra, o cantor afirma ter conversado por telefone com a repórter Lisa Gomes antes de se desculpar publicamente. O caso tomou conta das redes sociais na noite de segunda (15/5), quando a repórter da “TV Fama” publicou um desabafo nas redes sociais. Em vídeo, Lisa lamentou ter sido vítima de constrangimento por ser uma mulher transgênero. “Foi horrível o que eu passei, o que eu escutei, porque me levou, novamente, a um lugar em que eu não gostaria de estar de novo”, afirmou. Durante um evento no Villa Country na última sexta-feira (12/5), antes do início de uma entrevista, o sertanejo questionou Lisa sobre sua intimidade, perguntando “Você tem pau?”. “Esse processo de transição é muito doloroso, difícil, porque eu nunca soube lidar bem com essa questão da aceitação do corpo. Tudo isso que vocês conhecem em relação às mulheres trans”, reagiu Lisa, que se sentiu invadida. Ao ver a repercussão, Bruno teve uma conversa “esclarecedora” com a repórter por telefone, que ele diz ter entendido o processo de transição de gênero e passou a ver com outros olhos. Logo na sequência, o cantor retornou às redes sociais para se pronunciar sobre o caso. “Estou aqui para pedir desculpa para Lisa Gomes pelo que perguntei a ela. Fui totalmente infantil, fui totalmente inconsequente e quero pedir desculpas. Acho que não tem como voltar no tempo… Perdão”, disse o sertanejo, numa publicação feita no Instagram. Já nesta terça (16/5), a assessoria do artista esclareceu a conversa feita por telefone, onde Bruno disse compreender as marcas de suas “brincadeiras”. “O cantor se disse realmente envergonhado”, reforçou em nota. Apesar da retratação e do posicionamento oficial, Lisa confessou não ter dado créditos às desculpas, pois a conversa teria sido “tensa” entre eles. “Eu falei tudo o que eu queria. Arrependido, ele disse que sim, mas não acreditei muito”, contou a repórter. Os advogados de Lisa analisam entrar com um processo judicial contra o cantor sertanejo. No Instagram, Lisa reforçou como se sentiu humilhada pelo comentário. “Retratação é reconhecer que não foi legal e que machucou uma comunidade que busca por respeito. Hoje sirvo de representatividade para tantas mulheres trans que querem trabalhar e exercer suas funções”, afirmou. Leia a nota da assessoria de Bruno na íntegra. “Na noite de ontem o cantor Bruno fez questão de ligar e conversar com a repórter Lisa Gomes, com o coração aberto, e depois de entender toda a problemática do processo de transição, ele postou em suas redes. O cantor se disse realmente envergonhado e reafirmou que a conversa com Lisa foi muito esclarecedora. ‘Ela é do bem, e me mostrou com muita sinceridade que as marcas de todo um processo de vida são eternas, e que cada ‘brincadeira’ de péssimo gosto como a minha pode trazer tudo à tona. Meu pedido de perdão se estende a todos que passam por isso, ou por processos semelhantes. Acreditem, não estou aqui para dar uma resposta para internet, acho que esta resposta é muito mais para mim. Espero que abra os olhos de outras pessoas também’, detalhou Bruno.”
Repórter trans da RedeTV! estuda processar Bruno, da dupla com Marrone, por comentário transfóbico
O cantor Bruno, da dupla sertaneja Bruno e Marrone, causou polêmica ao fazer uma pergunta transfóbica à repórter Lisa Gomes, da RedeTV!. Durante um evento no Villa Country na última sexta-feira (12/5), antes do início da entrevista, o sertanejo questionou Lisa sobre sua intimidade, perguntando “Você tem pau?”. Visivelmente sem reação com o comentário, a repórter respondeu “Como assim?” e o cantor reforçou a pergunta “P*ca”. O momento constrangedor foi registrado por um celular que gravava os bastidores da reportagem. Lisa Gomes, que é uma mulher trans, se sentiu invadida e desrespeitada pelo comentário do cantor. Em entrevista ao colunista Lucas Pasin, ela relatou que se sentiu “um lixo”. “Tive muita dificuldade em aceitar meu corpo e venho cuidando do meu psicológico para lidar com isso. Quando alguém fala esse tipo de coisa é como se você voltasse lá atrás e relembrasse todas as questões que envolvem o processo de transição”, declarou. Embora ainda esteja processando o acontecimento, a repórter disse à colunista Fábia Oliveria que irá se reunir com advogados para avaliar uma possível medida judicial. “Estou conversando com meu jurídico e estudando essa possibilidade. Transfobia não é opinião, é crime! É preciso proteger as trans e não transformá-las em alvo da ignorância, conservadorismo e chacota. Não vou ser chacota de ninguém!”. Ativo nas redes sociais, Bruno ainda não se manifestou sobre o episódio, mas sua assessoria afirmou que ele irá se posicionar até o fim do dia. Lisa pediu à RedeTV! que não exibissem a reportagem inteira com Bruno, e a emissora confirmou que a entrevista não será exibida. Durante o programa “A Tarde É Sua”, da própria RedeTV!, a apresentadora Sonia Abrão condenou a atitude do cantor e defendeu a colega de emissora. “É o que ela diz ‘como assim’ porque é tão sem sentido, é tão agressivo. É baixo, sabe? Muito baixo. “Ele insiste na pergunta”, reclamou a apresentadora. “Ele vai e repete. Que isso gente, qual a graça disso? Se isso fosse uma brincadeira, nenhuma. Se fosse uma brincadeira seria de péssimo gosto. Mas isso não é, chega a ser transfobia”, declarou. A apresentadora reforçou que o cantor deve chamar a repórter para se desculpar e assumir seu erro. “Tem que se tratar”, completou Abrão. “Você fez uma coisa horrorosa e está fazendo outra com você mesmo, tem uma carreira linda, canta pra caramba. Então o que a gente queria é que você se tratasse, se cuidasse. Parasse com a bebedeira que leva você a fazer essas barbaridades”. Até o momento, Bruno não se pronunciou sobre o caso.
Daniel Radcliffe participa de projeto no YouTube contra transfobia
Enquanto a autora de “Harry Potter”, JK Rowling continua a fazer comentários transfóbicos, Daniel Radcliffe resolveu manifestar seu apoio à comunidade. O astro está trabalhando como moderador em um série do YouTube focada em discussões envolvendo jovens transgêneros e não-binários, numa iniciativa do ONG Trevor Project, de Prevenção ao Suicídio LGBTQIAP+. Intitulado “Sharing Space”, o primeiro episódio da série foi lançado nessa sexta-feira (31/3) para marcar o Dia da Visibilidade Trans. “Ouvimos tantas pessoas falarem sobre jovens trans e ouvimos falar deles com frequência nas notícias, mas raramente ouvimos esses jovens”, disse Radcliffe em um comunicado. “Foi um privilégio absoluto conhecer e ouvir esse incrível grupo”, afirmou o ator. No primeiro episódio, Radcliffe aparece ouvindo os jovens trans e não-binários discutirem suas vivências. “Se você vai falar sobre crianças trans, é melhor ouvir as crianças trans”, observou. Radcliffe, que apoia o Trevor Project desde 2009, chegou a responder em 2020 aos comentários que Rowling fez no Twitter sobre mulheres transgênero. “As mulheres transexuais são mulheres”, disse ele. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas transgênero e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais experiência neste assunto”, ele se manifestou em comunicado. “Para todas as pessoas que agora sentem que sua experiência com os livros [de Harry Potter] foi manchada ou diminuída, lamento profundamente a dor que esses comentários lhes causaram”, acrescentou. “Eu realmente espero que você não perca totalmente o que foi valioso nessas histórias para você”. Mais recentemente, Rowling retuitou uma postagem que apresentava uma bandeira do orgulho gay com as cores que representavam a comunidade transgênero apagadas – além listras pretas e marrons, representando pessoas negras. “Tire suas merd*s da nossa bandeira”, dizia a legenda apoiada pela escritora. Ela também se manifestou no podcast “The Witch Trials of JK Rowling”, produzido por empresa de mídia ultraconservadora, em que criticou o movimento pelos direitos dos transgêneros. “Acredito, absolutamente, que há algo perigoso nesse movimento e que deve ser contestado”, disse ela no podcast, brandindo um argumento da extrema direita de que mulheres transgênero representam uma ameaça para as mulheres cisgênero nos banheiros – um mito de longa data que foi armado contra os direitos trans. Ela disse no podcast não se importar se seu ativismo anti-trans manchar seu legado aos olhos de alguns. Se a escritora não se importa em manchar seu legado, o intérprete de Harry Potter no cinema vai no caminho oposto. Veja abaixo o primeiro episódio de “Sharing Space”.
J.K. Rowling diz que fãs de Harry Potter ficaram felizes com comentários transfóbicos
A escritora J.K. Rowling, autora dos livros da franquia “Harry Potter”, disse que muitos fãs dos seus livros ficaram felizes com os comentários transfóbicos que ela fez em 2019, quando apoiou Maya Forstater, uma pesquisadora britânica demitida por comentários interpretados como anti-trans. Na época, a escritora publicou tuítes em apoio a Forstater, dizendo: “Vista-se como quiser. Chame-se do que quiser. Durma com qualquer adulto consentido que queira você. Viva sua melhor vida em paz e segurança. Mas forçar mulheres a sair de seus empregos por afirmarem que o sexo é real?” “Eu sabia que ia causar uma tempestade enorme”, disse Rowling no episódio mais recente do podcast “The Witch Trials of J.K. Rowling”. Segundo ela, a reação imediata foi de “fúria absoluta”, e ela foi chamada de TERF, uma sigla que pode ser traduzida como “feminista radical excludente de trans”. Rowling contou ainda que um comentário afirmava que “tenho certeza de que você e Maya compartilham as mesmas crenças que Hitler e os nazistas … eles mataram pessoas trans”. Outra pessoa disse que “é uma pena que você tenha se tornado o mal contra o qual nos ensinou a lutar. Você está do lado errado da história nisso”. Apesar disso, a escritora afirmou que “um monte de fãs de Potter ainda estavam comigo. E, na verdade, um monte de fãs de Potter ficaram gratos pelo que eu disse”. Rowling revelou que recebeu milhares de e-mails de apoio, mas que ainda assim ficou abalada com a reação negativa. “Pessoalmente, não foi divertido e às vezes fiquei com medo por minha própria segurança e, principalmente, pela segurança da minha família”, contou ela. “O tempo dirá se eu estou errada. Só posso dizer que pensei sobre isso profundamente e com muito cuidado e ouvi, prometo, o outro lado”. Apesar de ter dito que ouviu o outro lado, Rowling não demonstrou qualquer tipo de arrependimento por suas ações. “Eu defendo cada palavra que escrevi lá, mas a questão é: Qual é a verdade? E estou discutindo com pessoas que literalmente estão dizendo que o sexo é uma construção”. O podcast “The Witch Trials of J.K. Rowling” é produzido pela empresa de mídia Free Press, fundada por Bari Weiss, e é apresentado por Megan Phelps-Roper, ex-membro da Igreja Batista Westboro, uma igreja conhecida por sua posição extrema contra a homossexualidade. Phelps-Roper denunciou os ensinamentos da igreja, e acabou saindo de lá. Ela explicou no primeiro episódio que foi atraída para o assunto de Rowling depois de perceber que a autora já foi acusada de ser satanista pela extrema direita e agora estava sendo denunciada pela esquerda. No primeiro episódio, Rowling também revelou que não se importa com o seu legado. “Não ando pela minha casa pensando no meu legado. Sabe, que maneira pomposa de viver sua vida andando por aí pensando: ‘Qual será o meu legado?’ Tanto faz, estarei morta. Eu me importo com o agora. Eu me importo com os vivos”. A propósito da felicidade dos fãs com os comentários transfóbicos da escritora, os dois maiores fã-clubes de Harry Potter, MuggleNet e The Leaky Cauldron, divulgaram um comunicado conjunto em apoio a pessoas trans e rejeitando os comentários reiterados por Rowling. “Embora seja difícil falar contra alguém cujo trabalho há tanto tempo admiramos, seria errado não usar nossas plataformas para combater os danos que ela causou”, diz o texto.
Ana Paula Renault esculacha deputado acusado de transfobia durante voo
A jornalista Ana Paula Renault se surpreendeu nesta sexta-feira (10/3) ao encarar um voo sentada ao lado de Nikolas Ferreira, deputado bolsonarista que está sendo acusado de transfobia. A ex-BBB questionou a atitude criminosa do bolsonarista e registrou tudo nos Stories do Instagram. “Gente, parece até ironia do destino. Olha quem sentou do meu lado agorinha”, ironizou a loira. “Nikolas, eu te indaguei se você vai continuar cometendo crimes em pleno plenário”, questionou Ana Paula, em referência a um discurso machista e transfóbico proferido na Câmera dos Deputados na quarta-feira (8/3), Dia Internacional das Mulheres. O deputado tentou rebater à jornalista, mas não teve o menor argumento. “Você saiu do ‘Big Brother’ por agredir alguém”, esbravejou Nikolas, que acabou sendo humilhado pela comunicadora. Ana Paula, por sua vez, afirmou que não estava falando de sua participação no reality show, retomando o assunto sobre transfobia. “Estou falando do decoro parlamentar que foi quebrado. Você sabe que poderia ter saído preso, né?”, apontou. “E o decoro? E a cassação? E seus outros processos? Você expôs uma menina de 14 anos, estudante de um colégio de Belo Horizonte”, lembrou a jornalista. No episódio, Nikolas compartilhou um vídeo de uma jovem transsexual sendo exposta pelas “colegas”. Sem conseguir se defender, o deputado acusou a jornalista de estar mentindo e mencionou o artigo 53 da Constituição, que diz que os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. “Eu não minto. Você quebrou o decoro, você agora vai enfrentar um processo de cassação. Não é ironia do destino. Eu ontem estava divulgando uma lista para assinarem. Gente, todo mundo, vão assinar. Ele falou que vai continuar falando, diz ele disse que é opinião”, finalizou Ana Paula. O deputado não se manifestou sobre o encontro. Mas Ana Paula divulgou nas redes sociais um abaixo-assinado pedindo a cassação de Nikolas Ferreira. 🚨VEJA: Ex-BBB Ana Paula Renault e o Deputado Nikolas Ferreira discutem em avião. pic.twitter.com/DGUwJZXwkb — CHOQUEI (@choquei) March 10, 2023
“Hogwarts Legacy” inclui primeira personagem trans no universo de Harry Potter
O jogo “Hogwarts Legacy” está prestes a apresentar Sirona Ryan, a primeira personagem transgênero da franquia de Harry Potter. Sirona é a proprietária da taverna Três Vassouras, no vilarejo de Hogsmeade. Numa de suas missões no RPG, ela se lembra dos tempos de estudante e que seus colegas de bruxaria demoraram algum tempo para reconhecer seus pronomes. Segundo o GameRevolution, em outro momento, Sirona descreve como se tornou amiga do duende Lodgok. Ela ainda acrescenta que não se encontrava com o colega há anos, mas que Lodgok lhe “reconheceu instantaneamente”. Vale ressaltar também que o game permite que o usuário crie um personagem trans. Por exemplo, é possível criar um avatar de aparência feminina com voz masculina. A inclusão de Sirona causou certa perplexidade, já que a criadora de Harry Potter, J.K. Rowling, tem conhecido posicionamento transfóbico. A cruzada de Rowling veio à tona há cerca de três anos nas redes sociais e ataca transexuais da forma mais sensacionalista possível, ao considerá-los estupradores de mulheres em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes deles”, ela chegou a escrever. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, completou a autora. Ela foi rebatida pela atriz e militante trans Nicole Maines, estrela de “Supergirl”, que sofreu preconceito para usar o banheiro da escola na adolescência e, com a ajuda da família, causou uma mudança nas leis dos EUA. Também recebeu críticas do elenco da franquia cinematográfica de “Harry Potter”, incluindo Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Os produtores de “Hogwarts Legacy” explicaram que a escritora não tem envolvimento algum com o projeto, que se passa décadas antes da história apresentada nos livros. O novo jogo da Warner Bros. será lançado para PS5, Xbox Series S/X e PC no dia 10 de fevereiro. As versões para PS4 e Xbox One estarão disponíveis em 4 de abril e os usuários do Nintendo Switch terão que esperar até 25 de julho.











