Pose vai ter novo salto temporal no final da 2ª temporada
O produtor Ryan Murphy revelou, em evento LGBTQIA+ realizado neste sábado (10/8) em Los Angeles, que a 2ª temporada de “Pose” terá um novo salto temporal ao final de sua 2ª temporada. A série está atualmente refletindo eventos do ano de 1990, após o sucesso da música “Vogue”, de Madonna, e exibirá o final de sua temporada em 20 de agosto. A trama do último capítulo vai levar a série até 1991. Murphy também adiantou que “Pose”, já renovada para sua 3ª temporada, vai acabar quando a trama chegar em 1996, ano em que os medicamentos para tratamento de AIDS finalmente se tornaram acessíveis para todos os pacientes. Indicada a seis prêmios Emmy, a série tem o maior elenco de atores transexuais já reunidos numa mesma produção e se passa na cena underground LGBTQ de Nova York durante o auge da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna) e da epidemia da Aids. A trama acompanha a trajetória de um grupo de jovens gays e transexuais que tenta deixar sua marca nos anos 1990, mostrando suas conquistas e decepções com o mundo ao seu redor. No Brasil, “Pose” é exibida no canal pago Fox Premium.
Pose é renovada para 3ª temporada após estreia elogiada do segundo ano
O canal pago americano FX renovou “Pose” para sua 3ª temporada. O anuncio foi feito após a exibição do primeiro capítulo do segundo ano da produção de Ryan Murphy e Brad Falchuck (a dupla de “American Horror Story”) em parceria com Steven Canals, que reúne o maior elenco de atores transgêneros da TV. A 2ª temporada estreou na terça passada (11/6) com críticas muito positivas – 96% de aprovação no Rotten Tomatoes – e foco maior nos personagens trans da trama – Blanca (Mj Rodriguez), Elektra (Dominique Jackson) e Angel (Indya Moore). A atração também registrou aumento de público, sendo vista ao vivo por 1,2 milhões em seu retorno. Trata-se da maior audiência da série, superando os 781 mil que assistiram ao primeiro season finale. E com reprises e exibições na plataforma digital do canal durante os primeiros três dias desde a estreia, o total de espectadores chegou a 1,8 milhão. “Pose” se passa na cena dançante de Nova York da virada dos anos 1980 para os 1990, durante o auge do garage (estilo house com vocais de divas), da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna) e da epidemia da Aids. A trama acompanha a trajetória de um grupo de jovens que tenta deixar sua marca na época, mostrando suas conquistas e decepções com o mundo ao seu redor. Os novos episódios se passam no verão de 1990 e devem mostrar o impacto do sucesso da música “Vogue”, de Madonna, sobre a cena LGBTQIA+ mostrada na série. No Brasil, “Pose” é exibida no canal pago Fox Premium.
Pose: Trailers e pôsteres da 2ª temporada destacam personagens e anos 1990
O canal pago FX divulgou quatro pôsteres, um trailer e três vídeos de personagens de “Pose”, série criada por Ryan Murphy e Brad Falchuck (a dupla de “American Horror Story”) em parceria com Steven Canals, que reúne o maior elenco de atores transgêneros da TV. Os vídeos destacam individualmente um dos três personagens trans centrais da trama, Blanca (Mj Rodriguez), Elektra (Dominique Jackson) e Angel (Indya Moore), que aparecem dançando e confessando seus desejos, cada um numa jornada bem diferente, enquanto a trama avança para os anos 1990 no embalo do “club mix” de um dos maiores sucessos da época, “Back to Life”, do Soul II Soul – que na verdade foi lançado em 1989. “Pose” se passa na cena dançante de Nova York do período, durante o auge do garage (estilo house com vocais de divas) e da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna). A trama acompanha a trajetória de um grupo de jovens que tenta deixar sua marca na cena da época. Por sinal, a música de Madonna vai ser muito importante para os novos episódios. A 2ª temporada mostrará a descoberta da cena underground LGBTQIA+ pela mídia comercial, graças à repercussão alcançada pelo hit “Vogue”. Inspirada nos ballrooms transexuais, a música também descontextualizou a inspiração e ganhou um vídeo com dançarinos exclusivamente cisgêneros. A série deve mostrar a reação dos personagens a essa apropriação cultural, mas não está claro como isso será abordado, nem quando – provavelmente só no final da temporada. A série retorna em 11 de junho nos Estados Unidos. No Brasil, “Pose” é exibida no canal pago Fox Premium.
Ator da série infantil Henry Danger revela que é transexual
Conhecido por interpretar o personagem Schwoz Schwartz na popular série infantil “Henry Danger”, do canal Nickelodeon, o ator Michael D. Cohen revelou nesta semana, em entrevista à revista Time, que é transgênero. O ator contou que sua transição aconteceu antes de sua carreira decolar, há 20 anos, e que isso nunca foi tema de discussão em seu trabalho como ator, porque ninguém reparou. Um dos motivos de ninguém ter reparado é que Cohen foi mulher apenas no Canadá. Sua carreira começou no país em que nasceu, e ele chegou a interpretar papéis femininos até o ano 2000, quando iniciou seu processo de transição de gênero. Ele foi aparecer com mais destaque na TV americana a partir de 2009, já em papéis masculinos – em participações nas séries “My Name Is Earl”, “Eastwick” e “Modern Family”, antes de se especializar em séries infantis, como “Os Feiticeiros de Waverly Place” e “Os Guerreiros Wasabi”. Em 2014, ele foi escalado para um dos principais papéis masculinos de “Henry Danger”, repetindo a participação no spin-off animado “As Aventuras de Kid Danger”. Na entrevista, o ator disse que foi “mal denominado” no seu nascimento e que realmente se identifica como homem. “Estou orgulhoso de ter tido uma experiência transgênero – uma jornada transgênero”, compartilhou. Cohen contou que só recentemente se sentiu motivado a trazer o assunto à tona, como reação a um ambiente que estaria ficando mais intolerante. “Essa reação louca e opressão de direitos está acontecendo bem na minha frente. Eu não posso ficar em silêncio”, disse. “O nível de – vamos ser educados – mal-entendido em torno de questões trans é tão profundo e tão destrutivo. Quando você enfraquece uma população, você enfraquece todo mundo”. A revelação de Michael D. Cohen também está ligada a um projeto que ele planeja há 15 anos, que contará a história de como ele e sua família chegaram a um acordo sobre sua verdadeira identidade, e como ele precisou compreender o que significa ser homem.
Kristen Stewart finge ser escritor homossexual no primeiro trailer de J.T. LeRoy
A Universal divulgou o primeiro trailer de “J.T. LeRoy”, em que Kristen Stewart (“Personal Shopper”) encarna a maior farsa literária do século. O filme dramatiza a história verídica por trás do sucesso do personagem-título. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. A história do filme é baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre o período em que fingiu ser o escritor homossexual. Roteiro e direção são de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Além de Kristen Stewart como Savannah/LeRoy, o elenco destaca Laura Dern (“Big Little Lies”) como Laura Albert, Jim Sturgess (“Hard Sun”) como Geoffrey Knoop (o marido de Laura), e participações de Diane Kruger (“Em Pedaços”), James Jagger (o filho de Mick, da série “Vinyl”) e da cantora Courtney Love (“Sons of Anarchy”). A première de “J.T. LeRoy” aconteceu no encerramento do Festival de Toronto 2018 e a estreia nos cinemas americanos será em 26 de abril, simultaneamente ao lançamento em VOD. Não há previsão para o Brasil.
Sonhadora vira primeira super-heroína transexual da TV em trailer de Supergirl
A rede CW divulgou o trailer do próximo episódio de “Supergirl”, que revela a nova super-heroína da série em ação. Trata-se da Sonhadora (Dreamer), identidade de Nia Nal. A personagem foi introduzida no começo da atual 4ª temporada e já manifestou seus poderes, mas é a primeira vez que aparece de uniforme para combater o crime. O vídeo também antecipa uma má notícia. A série vai entrar em hiato de um mês nos Estados Unidos e só volta em 27 de fevereiro, com a exibição do episódio intitulado “Menagerie”. A data será histórica, pois Sonhadora vai virar a primeira heroína transexual da TV. Ela é interpretada pela atriz Nicole Amber Maines (vista em “Royal Pains”), que nasceu com o nome de Wyatt Maines em 7 de outubro de 1997, junto com seu irmão gêmeo Jonas, e se descobriu transgênero aos três anos de idade – mas precisou chorar muito e sofrer para ter a identidade sexual respeitada em sua própria casa, já que o pai não a deixava usar os vestidos cor-de-rosa que ela queria. Foi na 4ª série do ensino fundamental que ela decidiu se chamar Nicole, como sua personagem favorita da série infantil “Zoey 101” (2005–2008), do canal Nickelodeon. E aos 15 anos de idade, já aceita pela família, passou a lutar por seus direitos na escola. Humilhada, ela não podia ir ao banheiro da instituição, porque foi impedida de frequentar o banheiro feminino após a reclamação do avô de uma de suas colegas. Também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying. A família de Nicole entrou com uma ação na Justiça por sentir que ela estava sofrendo discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e se transformou num marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todo o país. Aos 18 anos, ela contou sua história no livro “Becoming Nicole”, escrito por Amy Ellis Nutt, jornalista do Washington Post, com o objetivo de mostrar a falta de preparo dos pais e das instituições para lidar com crianças transexuais. A publicação entrou na lista dos livros mais vendidos do New York Times e recebeu diversos prêmios. Naquele mesmo ano de 2015, Nicole estreou como atriz, participando da série “Royal Pains”, num episódio sobre os perigos sofridos por uma adolescente trans ao usar hormônios. No ano seguinte, foi destaque no documentário “The Trans List”, da HBO. Agora, dá início ao resto de sua vida, com seu primeiro papel recorrente numa série da TV aberta nos Estados Unidos, sem perder de vista que tudo começou com a vontade de usar um vestido rosa e ir ao mesmo banheiro de suas colegas de aula. Em “Supergirl”, a jovem ativista continua a fazer história ao virar a heroína Sonhadora, bastante conhecida dos leitores da Legião de Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Entretanto, a versão da série é bem diferente dos quadrinhos. E o uniforme com máscara verde reforça isso. Loira nos gibis, ela sempre usou uniforme branco e nunca escondeu seu rosto. Mas Nicole deu uma entrevista recente em que soltou um spoiler: ela não é a personagem que os fãs imaginam. Na verdade, é sua ancestral. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada pela DC Comics, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal. A heroína dos quadrinhos seria descendente da personagem da série, o que faz sentido narrativo e explica porque Brainiac 5 (Jesse Rath), que vem do futuro, já a chamou de Nura, num ato falho. Os poderes de Nia e Nura Nal são iguais: a capacidade de sonhar com o futuro. E as imagens de seus sonhos são visões que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. No Brasil, “Supergirl” é exibida pelo canal pago Warner Channel.
Primeira super-heroína transexual da TV revela seu uniforme
A rede CW divulgou a primeira imagem uniformizada da nova super-heroína da série “Supergirl”. Trata-se da Sonhadora (Dreamer), identidade de Nia Nal. A personagem foi introduzida no começo da atual 4ª temporada e já manifestou seus poderes como uma nova jornalista da CatCo, mas ainda não apareceu trajada para combater o crime. Nia vai virar a primeira heroína transexual da TV e sua transformação servirá de contraponto aos vilões da temporada, que promovem preconceitos para manipular as massas, visando assumir o poder. Ela é interpretada pela atriz Nicole Amber Maines (vista em “Royal Pains”), que nasceu com o nome de Wyatt Maines em 7 de outubro de 1997, junto com seu irmão gêmeo Jonas, e se descobriu transgênero aos três anos de idade – mas precisou chorar muito e sofrer para ter a identidade sexual respeitada em sua própria casa, já que o pai não a deixava usar os vestidos cor-de-rosa que ela queria. Foi na 4ª série do ensino fundamental que ela decidiu se chamar Nicole, como sua personagem favorita da série infantil “Zoey 101” (2005–2008), do canal Nickelodeon. E aos 15 anos de idade, já aceita pela família, passou a lutar por seus direitos na escola. Humilhada, ela não podia ir ao banheiro da instituição, porque foi impedida de frequentar o banheiro feminino após a reclamação do avô de uma de suas colegas. Também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying. A família de Nicole entrou com uma ação na Justiça por sentir que ela estava sofrendo discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e se transformou num marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todo o país. Aos 18 anos, ela contou sua história no livro “Becoming Nicole”, escrito por Amy Ellis Nutt, jornalista do Washington Post, com o objetivo de mostrar a falta de preparo dos pais e das instituições para lidar com crianças transexuais. A publicação entrou na lista dos livros mais vendidos do New York Times e recebeu diversos prêmios. Naquele mesmo ano de 2015, Nicole estreou como atriz, participando da série “Royal Pains”, num episódio sobre os perigos sofridos por uma adolescente trans ao usar hormônios. No ano seguinte, foi destaque no documentário “The Trans List”, da HBO. Agora, dá início ao resto de sua vida, com seu primeiro papel recorrente numa série da TV aberta nos Estados Unidos, sem perder de vista que tudo começou com a vontade de usar um vestido rosa e ir ao mesmo banheiro de suas colegas de aula. Em “Supergirl”, a jovem ativista continuará a fazer história ao virar a heroína Sonhadora, bastante conhecida dos leitores da Legião de Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Entretanto, a versão da série é bem diferente dos quadrinhos. E o uniforme com máscara e muito verde reforça isso. Loira nos gibis, ela sempre usou uniforme branco e nunca escondeu seu rosto. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada pela DC Comics, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal. Além disso, ela existe em outro século e vem de outro planeta, chamado Nalor. Seu poder é quase uma doença, uma condição que a faz sofrer de narcolepsia, dormir subitamente. Neste estado, Sonhadora manifesta a habilidade especial de literalmente sonhar. E as imagens de seus sonhos são visões do futuro que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. Os poderes e o sobrenome parecem ser os únicos elos em comum entre a personagem impressa e a da tela. Mas Brainiac 5 já a chamou de Nura Nal na série, num ato supostamente falho. Ela também não é uma morena transexual nos quadrinhos, mas uma loira platinada inspirada por pin-ups e starlets de Hollywood – como Jayne Mansfield e Mamie van Doren – , desenhada por John Forte em 1964 como a mais bonita e glamourosa das heroínas do futuro. Detalhe: na época, ela era chamada de Dream Girl, a Garota dos Sonhos. Mas um fato divertido – e relativamente recente – é que Sonhadora já compartilhou o corpo de Brianiac 5, o que não deixa de ser uma analogia para a transexualidade. Ao ganhar novamente um corpo feminino, ela terminou se casando com Brainy – antes da DC anular todos os casamentos da Legião dos Super-Heróis com muitos reboots desnecessários. Vale lembrar que, após estrear na temporada passada, Brainiac 5 virou personagem fixo da série, interpretado por Jesse Rath. E os dois tem compartilhado várias cenas juntos. O uniforme da Sonhadora vai aparecer no episódio “Blood Memory”, previsto para 27 de janeiro nos Estados Unidos, mas só será vestido no capítulo “Menagerie”, que irá ao ar em 17 de fevereiro. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.
Kristen Stewart aparece disfarçada em foto do filme sobre a maior farsa literária do século
A produção indie “Jeremiah Terminator LeRoy”, em que Kristen Stewart (“Personal Shopper”) encarna a maior farsa literária do século, ganhou nova foto. Nela, a atriz aparece de máscara, disfarçada como um super-herói. Só que, na verdade, seu disfarce é outro. O filme vai conta a história verídica por trás do sucesso de JT LeRoy, uma mulher que fingiu ser um homem, que por sua vez se dizia transexual, e que escalou uma amiga para atuar como ela própria em entrevistas, conseguindo enganar celebridades, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e até a indústria cinematográfica. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, a autora causou sensação e, por ocasião da publicação do primeiro livro, “Sarah”, em 1999, sua cunhada Savannah Knoop começou a dar entrevistas como LeRoy. Usando o pseudônimo, Laura produziu filmes como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro dela própria, e sempre que precisava participar de reuniões ou aparecer em público convocava Savannah para fingir ser a inexistente identidade de JT Leroy. Apenas em 2005 a farsa foi revelada, apresentando a escritora de ficção de meia-idade como a verdadeira autora das histórias, que nunca foram vividas por uma jovem transexual. A trama do filme é baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre os seis anos em que fingiu ser JT Leroy. Kristen encarna Savannah Knoop, a face pública de JT Leroy. O elenco ainda destaca Laura Dern (“Big Little Lies”) como a escritora Laura Albert, e Jim Sturgess (“Hard Sun”) como Geoffrey Knoop, o marido de Laura. Além deles, o longa conta com participações de Diane Kruger (“Em Pedaços”), James Jagger (o filho de Mick, da série “Vinyl”) e da cantora Courtney Love (“Sons of Anarchy”). Roteiro e direção estão a cargo de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Selecionado como filme de encerramento do Festival de Toronto 2018, “Jeremiah Terminator LeRoy” estreia em 29 de março nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Supergirl: Cena da estreia da 4ª temporada introduz a heroína transexual da série
A rede The CW divulgou uma cena da estreia da 4ª temporada de “Supergirl”, que introduz a nova personagem Nia Nal. Ela é uma jornalista, que Kara (Melissa Benoist) percebe se portar exatamente como ela no começo da série, toda atrapalhada, tímida e servil diante da sua presença. Nesta analogia, Kara seria a nova Cat Grant (Calista Flockhart). A personagem servirá de contraponto aos vilões da temporada, que promoverão preconceitos para atingir o poder por meio do medo do que é diferente. Mas se não fosse a divulgação prévia de sua intérprete, poucos reparariam na “diferença” da atriz Nicole Amber Maines (vista em “Royal Pains”) em relação aos demais integrantes do elenco. E a cena divulgada sequer alude ao fato, sem explicitar se essa “diferença” será explorado na trama. Nascida com o nome de Wyatt Maines em 7 de outubro de 1997, junto com seu irmão gêmeo Jonas, ela se descobriu transgênero aos três anos de idade, mas precisou chorar muito e sofrer para ter a identidade sexual respeitada em sua própria casa, já que o pai não a deixava usar os vestidos cor-de-rosa que ela queria. Foi na 4ª série do ensino fundamental que ela decidiu se chamar Nicole, como sua personagem favorita da série infantil “Zoey 101” (2005–2008), do canal Nickelodeon. E aos 15 anos de idade, já aceita pela família, passou a lutar por seus direitos na escola. Humilhada, ela não podia ir ao banheiro da instituição, porque foi impedida de frequentar o banheiro feminino após a reclamação do avô de uma de suas colegas. Também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying. Assim, ela deveria usar o banheiro dos funcionários. Ou segurar a vontade até voltar para casa. A família de Nicole entrou com uma ação na Justiça por sentir que ela estava sofrendo discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e se transformou num marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todo o país. Aos 18 anos, ela contou sua história no livro “Becoming Nicole”, escrito por Amy Ellis Nutt, jornalista do Washington Post, com o objetivo de mostrar a falta de preparo dos pais e das instituições para lidar com crianças transexuais. A publicação entrou na lista dos livros mais vendidos do New York Times e recebeu diversos prêmios. Naquele mesmo ano de 2015, Nicole estreou como atriz, participando da série “Royal Pains”, num episódio sobre os perigos sofridos por uma adolescente trans ao usar hormônios. No ano seguinte, foi destaque no documentário “The Trans List”, da HBO. Agora, dá início ao resto de sua vida, com seu primeiro papel recorrente numa série da TV aberta nos Estados Unidos, sem perder de vista que tudo começou com a vontade de usar um vestido rosa e ir ao mesmo banheiro de suas colegas de aula. Em “Supergirl”, a jovem ativista continuará a fazer história como intérprete da primeira super-heroína trans da TV americana. É que sua personagem vai virar a heroína Dreamer (Sonhadora). Sonhadora é uma heroína conhecida da Legião dos Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Mas muitos detalhes diferenciam a personagem dos quadrinhos da versão televisiva. Para começar, Nia Nal vive no século 20 e é “a nova adição à equipe de jornalismo investigativo da CatCo”, de acordo com a sinopse da produção. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada nos quadrinhos, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal e ela vem de outro planeta, chamado Nalor. Seu poder é quase uma doença, uma condição que a faz sofrer de narcolepsia, dormir subitamente. Neste estado, Sonhadora manifesta a habilidade especial de literalmente sonhar. E as imagens de seus sonhos são visões do futuro que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. Ela também não é transexual nos quadrinhos, mas uma loira platinada inspirada por pin-ups e starlets de Hollywood – como Jayne Mansfield e Mamie van Doren – , desenhada por John Forte em 1964 como a mais bonita e glamourosa das heroínas do futuro. Detalhe: na época, ela era chamada de Dream Girl, a Garota dos Sonhos. Mas um fato divertido – e relativamente recente – é que Sonhadora já compartilhou o corpo de Brianiac 5, o que não deixa de ser uma analogia para a transexualidade. Ao ganhar novamente um corpo feminino, ela terminou se casando com Brainy – antes da DC anular todos os casamentos da Legião dos Super-Heróis com muitos reboots desnecessários. Vale lembrar que, após estrear na temporada passada, Brainiac 5 será personagem fixo dos próximos episódios da série, interpretado por Jesse Rath. “Supergirl” retorna neste domingo (14/10) nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.
Supergirl: Imagens e trailer destacam o tema e os novos personagens da 4ª temporada
A rede The CW divulgou um pôster, as fotos e um novo trailer da estreia da 4ª temporada de “Supergirl”. O material destaca o tema do “medo”, que marcará a temporada. O cartaz apresenta a heroína como “uma força contra o medo”. E há até boatos de surgimento do vilão Parallax por conta disso. Mas a abordagem é basicamente o medo do outro, diferente e desconhecido, que inspira o ódio – e o racismo, a homofobia, a misoginia, a xenofobia e vários outros sentimentos negativos. Este ódio é a motivação dos dois novos vilões que ganham proeminência na prévia: Mercy Graves e Otis, vividos respectivamente por Rhona Mitra (“The Last Ship”) e Robert Baker (antagonista da última temporada de “The Originals”). Releases sugerem que eles serão apresentados como irmãos na série. Mas os personagens nunca tiveram parentesco em suas aparições anteriores. Curiosamente, porém, compartilham semelhanças em suas origens: ambos foram introduzidos fora dos quadrinhos como capangas de Lex Luthor. Mercy Graves é a assistente/guarda-costas letal de Lex Luthor introduzida em 1996 em “Superman: A Série Animada”, onde foi dublado por Lisa Edelstein (da série “House”) e ganhou aparência ruiva. Fez tanto sucesso que, assim como a Arlequina, acabou adotada pelos quadrinhos, que a transformaram em loira e, após o recente reboot de 2011, em asiática. Por isso, ao receber carne e osso pela primeira vez em “Batman vs. Superman” (2016), foi interpretada por uma atriz japonesa, Tao Okamoto. Na série, Mercy será uma ex-agente do laboratório Cadmus que sempre acreditou no excepcionalismo humano. Mas com Lex e Lillian na prisão, ela precisará sair da sombra dos Luthor para tomar a iniciativa, tornando-se uma figura chave no crescente movimento de “humanos em primeiro lugar” – a versão da série para a política internacional do presidente Trump, “America first” – , que explora o medo dos alienígenas para alimentar o ódio entre as diferentes raças. Já Otis é o capanga atrapalhado introduzido no clássico “Superman: O Filme” (1978), na pele de Ned Beatty, que reprisou o papel em “Superman II” (1980). Ele só apareceu em animações desde então – num episódio de “Os Superamigos” (Super Friends) e, mais recentemente, reimaginado como um mercenário a serviço de Luthor na série “Justiça Jovem” (Young Justice). Outro vilão apresentado na prévia é o Agente Liberdade, vivido por Sam Witwer (série “Being Human”). Versão mal-disfarçada do Capitão América, o personagem foi criado em 1991 por Dan Jurgens como um ex-agente da CIA que abandona a agência secreta desgostoso com seus métodos e se junta a um grupo paramilitar de extrema direita, Filhos da Liberdade, para derrubar o governo. O problema é que a organização não passava de um disfarce para a CIA agir nos Estados Unidos e a descoberta o leva a se voltar contra ela, passando a usar seus conhecimentos de espionagem para ajudar outros heróis contra ameaças globais. Ele chegou até a integrar a Liga da Justiça por um breve período, mas teve um final trágico. Essa história será alterada para a série, que o apresentará como fundador dos Filhos da Liberdade, um grupo de ódio antialienígena, que tem como objetivo estabelecer os humanos como a raça superior. De acordo com os produtores da série, “ele esconde sua natureza vilanesca por trás da persona de um pai de família”, tornando mais difícil derrotá-lo. O contraponto à xenofobia é a personagem de Nia Nal, uma jornalista que, segundo os produtores, se tornará a super-heroína chamada Sonhadora (Dreamer). Importante destacar que sua intérprete, Nicole Amber Maines (vista em “Royal Pains”), é uma jovem ativista transexual que fará história como primeira super-heroína trans da TV americana. Sonhadora é uma heroína conhecida da Legião dos Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Mas muitos detalhes diferenciam a personagem dos quadrinhos da versão televisiva. Para começar, ela vive no século 20, é descrita na série como “confiante e fashionista” e “como uma versão mais jovem de Cat Grant” (Calista Flockhart). “Antes escritora de discursos políticos, Nia é a nova adição à equipe de jornalismo investigativo da CatCo, trazendo com ela astúcia e humor. Sob uma fachada de deboche existe uma jovem mulher com muito a oferecer ao mundo”, diz a sinopse da produção. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada nos quadrinhos, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal e ela vem de outro planeta, chamado Nalor. Seu poder é quase uma doença, uma condição que a faz sofrer de narcolepsia, dormir subitamente. Neste estado, Sonhadora manifesta a habilidade especial de literalmente sonhar. E as imagens de seus sonhos são visões do futuro que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. Ela não é transexual nos quadrinhos, mas uma loira platinada inspirada por pin-ups e starlets de Hollywood – como Jayne Mansfield e Mamie van Doren – , desenhada por John Forte em 1964 como a mais bonita e glamourosa das heroínas do futuro. Detalhe: na época, ela era chamada de Dream Girl, a Garota dos Sonhos. Mas um fato divertido – e relativamente recente – é que Sonhadora já compartilhou o corpo de Brianiac 5, o que não deixa de ser uma analogia para a transexualidade. Ao ganhar novamente um corpo feminino, ela terminou se casando com Brainy – antes da DC anular todos os casamentos da Legião dos Super-Heróis com muitos reboots desnecessários. Vale lembrar que, após estrear na temporada passada, Brainiac 5 será personagem fixo dos próximos episódios da série, interpretado por Jesse Rath. “Supergirl” retorna no domingo (14/10) nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.
Vilão de The Walking Dead vai aparecer em Supergirl
O ator Xander Berkeley, intérprete do vilão Gregory na série “The Walking Dead”, vai aparecer na 4ª temporada de “Supergirl” como pai de um novo inimigo da heroína, o Agente Liberdade. Peter Lockwood é descrito como “um homem de família que dedicou sua vida a ajudar pessoas”. Mas seu descontentamento com a crescente população de alienígenas em National City desencadeia o início de uma onda anti-alienígena. E pode ter a ver com o radicalismo de seu filho, Ben Lockwood. Vivido por Sam Witwer (“Being Human”), o Agente da Liberdade foi criado em 1991 por Dan Jurgens como um ex-agente da CIA que abandona a agência secreta desgostoso com seus métodos e se junta a um grupo paramilitar de extrema direita para derrubar o governo. O problema é que a organização não passava de um disfarce da própria CIA para agir nos Estados Unidos e esta descoberta o faz abandonar os Filhos da Liberdade, passando a usar seus conhecimentos de espionagem para ajudar outros heróis contra ameaças globais. Ele chegou até a integrar a Liga da Justiça por um breve período, mas teve um final trágico. Essa história será alterada para a série, que o apresentará como fundador dos Filhos da Liberdade, um grupo de ódio antialienígena, que tem como objetivo estabelecer os humanos como a raça superior. De acordo com os produtores da série, “ele esconde sua natureza vilanesca por trás da persona de um pai de família”, tornando mais difícil derrotá-lo. Entre outros personagens que serão apresentados na nova temporada estão ainda a vilã Mercy Graves, vivida por Rhona Mitra (“The Last Ship”), e Nia Nal, uma repórter da CatCo que acaba se tornando a Sonhadora, primeira super-heroína transexual da TV, encarnada pela atriz transexual Nicole Maines (vista num episódio de “Royal Pains”). “Supergirl” retorna em 14 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.
Série Pose será vítima de iniciativa politicamente correta da Fox no Brasil
A série “Pose”, que aborda a luta por aceitação e mostra a expressão cultural dos transexuais dos anos 1980, será vítima de uma iniciativa politicamente correta no Brasil. A Fox decidiu exibir a série com o que chama de “legendas inclusivas”, substituindo o gênero gramatical para se referir aos indivíduos de ambos os sexos. “Não se trata de eles ou elas, mas sim de todxs”, diz a emissora em comunicado. Segundo a Fox, a ideia é destacar a mensagem da série e promover “inclusão, diversidade e aceitação”. Isto é politicamente correto, mas também socialmente equivocado. Para entender, é preciso pausar o oba-oba da neutralidade de gêneros, que quase foi parar nos currículos de ensino na época de um Ministério da Educação politicamente motivado, e ser um pouco didático. Para começar, a ideia de adotar uma categoria pronominal a parte em português, o “x”, reflete o uso do “it” (coisa) do inglês. E isto não é fomentar inclusão, mas exclusão. Considerar que transexuais femininas não são mulheres, mas algo que deve ser marcado com x, não é aceitação. Ao contrário, significa um estigma. Na verdade, trata-se de uma iniciativa que perpetua a segregação. Em franco contraste, a série inteira reforça que os protagonistas querem ser aceitos como mulher. Querem ser vistos como pessoas de verdade – como todos e não como “todxs”. Um dos momentos mais tocantes é quando a personagem Angel (Indya Moore) se recusa a mostrar seu pênis para a esposa de seu amante, que duvida que ela seja um homem, e Angel diz que é a única parte de seu corpo que não a define. Outra personagem, Elektra (Dominique Jackson), abre mão de tudo para fazer uma cirurgia de mudança de sexo para realizar seu sonho de ser “totalmente” mulher. As personagens de “Pose” são elas, não “elxs”. O politicamente correto também pode ser preconceituoso, como demonstra esse caso. Na verdade, a ideia da neutralidade de gênero gramatical é defendida pelos mesmos que tentam trocar a expressão “americano” por “estadunidense” na linguagem escrita, um esforço intelectual análogo à novilíngua de “1984”. Mas que enfrenta a limitação da fala. Como se pronuncia “todxs”? Isto significa que a série não terá opção dublada? A linguagem não binária não “pegou” nem sequer para definir pessoas não binárias, isto é, que não se identificam com nenhum gênero. Nos Estados Unidos, não binários não são “it”, mas “they”. Adotam o plural para se referir a si mesmos, já que o plural do pronome “he” e “she” é neutro na língua inglesa. Como se vê, o x da questão é um problema latino, da língua latina e da cultura latina, marcada por séculos de culpa católica e machismo, responsável por impor latim e dogmas para os bárbaros. Aceitação não tem x. Diversidade não é apontar freaks, dizer que eles são diferentes e tratá-los como aberrações que merecem um idioma próprio até para serem abordados. Em vez de travar a língua para dizer “todxs”, que tal simplificar e tratar transexuais femininas como mulheres e transexuais masculinos como homens? É certeza que elas e eles (e não elxs) vão gostar desse ato simples de respeito, que não exige o menor malabarismo verbal ou distintivo de politicamente correto. “Pose” estreia no canal pago Fox Premium em 28 de setembro.
Trailer de Supergirl revela os novos personagens da 4ª temporada
A rede The CW revelou uma foto e o novo trailer da 4ª temporada de “Supergirl”, que apresenta o visual uniformizado da duplicata russa da heroína, com direito a um martelo, e três dos novos personagens da atração: Rhona Mitra (“The Last Ship”) como Mercy Graves, Sam Witwer (“Being Human”) como Benjamin Lockwood, o Agente Liberdade, Nicole Maines (vista num episódio de “Royal Pains”) no papel de Nia Nal, uma jornalista transsexual, que, segundo os produtores, se tornará a super-heroína chamada Sonhadora (Dreamer). Mercy Graves é a assistente/guarda-costas letal de Lex Luthor, introduzida em 1996 em “Superman: A Série Animada”, onde foi dublado por Lisa Edelstein (da série “House”) e ganhou aparência ruiva. Fez tanto sucesso que, assim como a Arlequina, acabou adotada pelos quadrinhos, que a transformaram em loira e, após o recente reboot de 2011, em asiática. Por isso, ao receber carne e osso pela primeira vez em “Batman vs. Superman” (2016), foi interpretada por uma atriz japonesa, Tao Okamoto. Na série, Mercy será uma ex-agente do laboratório Cadmus que sempre acreditou no excepcionalismo humano. Mas com Lex e Lillian na prisão, ela precisará sair da sombra dos Luthor para comandar seu próprio show, tornando-se uma figura chave no crescente movimento de “humanos em primeiro lugar” – a versão da série para a política internacional do presidente Trump, “America first”. Ou seja, a personagem deve ser a mais nova candidata a rival civil da heroína. A vaga é rotativa, já que quem a preenche costuma sumir misteriosamente, esquecido pelos produtores entre uma temporada e outra. Maxwell Lord (interpretado por Peter Facinelli) ocupou este espaço na 1ª temporada e Morgan Edge (Adrian Pasdar) na primeira metade da 3ª temporada, ambos com praticamente o mesmo perfil de empresários perigosos, que deve ser adotado por Marcy Graves. Por sinal, nenhum dos dois antigos vilões teve seu sumiço da trama explicado. Já o Agente Liberdade deve atuar como seu parceiro. Versão mal-disfarçada do Capitão América, o personagem foi criado em 1991 por Dan Jurgens como um ex-agente da CIA que abandona a agência secreta desgostoso com seus métodos e se junta a um grupo paramilitar de extrema direita para derrubar o governo. O problema é que a organização não passava de um disfarce para a CIA agir nos Estados Unidos e a descoberta disso o faz abandoná-la, passando a usar seus conhecimentos de espionagem para ajudar outros heróis contra ameaças globais. Ele chegou até a integrar a Liga da Justiça por um breve período, mas teve um final trágico. Essa história será alterada para a série, que o apresentará como fundador dos Filhos da Liberdade, um grupo de ódio antialienígena, que tem como objetivo estabelecer os humanos como a raça superior. De acordo com os produtores da série, “ele esconde sua natureza vilanesca por trás da persona de um pai de família”, tornando mais difícil derrotá-lo. Por sua vez, Dreamer, traduzida no Brasil como Sonhadora, é uma heroína conhecida da Legião dos Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Mas muitos detalhes diferenciam a Sonhadora dos quadrinhos da versão televisiva. A personagem é descrita na série como “confiante e fashionista” e “como uma versão mais jovem de Cat Grant” (Calista Flockhart). “Antes escritora de discursos políticos, Nia é a nova adição à equipe de jornalismo investigativo da CatCo, trazendo com ela astúcia e humor. Sob uma fachada de deboche existe uma jovem mulher com muito a oferecer ao mundo”, diz a sinopse da produção. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada nos quadrinhos, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal e ela vem de outro planeta, chamado Nalor. Seu poder é quase uma doença, uma condição que a faz sofrer de narcolepsia, dormir subitamente. Neste estado, Sonhadora manifesta a habilidade especial de literalmente sonhar. E as imagens de seus sonhos são visões do futuro que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. Ela não é transexual nos quadrinhos, mas uma loira platinada inspirada por pin-ups e starlets de Hollywood – como Jayne Mansfield e Mamie van Doren – , desenhada por John Forte em 1964 como a mais bonita e glamourosa das heroínas do futuro. Detalhe: na época, ela era chamada de Dream Girl, a Garota dos Sonhos. Mas um fato divertido – e relativamente recente – é que Sonhadora já compartilhou o corpo com Brianiac 5, o que não deixa de ser uma analogia para a transexualidade. Ao ganhar novamente um corpo feminino, ela terminou se casando com Brainy – antes da DC anular todos os casamentos da Legião dos Super-Heróis com muitos reboots desnecessários. Vale lembrar que, após estrear na temporada passada, Brainiac 5 será personagem fixo dos próximos episódios da série, interpretado por Jesse Rath. Importante destacar ainda que Nicole Maines, a intérprete da Sonhadora, é uma jovem ativista transexual que fará história como primeira super-heroína trans da TV americana. Por fim, a trama da duplicata da heroína vem de outro arco dos quadrinhos, inspirada na minissérie “Red Son”, que narrou uma história de origem alternativa para o Superman. Escrita em 2003 por Mark Millar, o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”, a publicação foi lançada no Brasil com o título “Superman – Entre a Foice e o Martelo” e contava o que aconteceria se a nave do bebê Kal-El tivesse descido na Rússia e Superman crescesse como um comunista. Na cronologia da série, uma nova versão da heroína interpretada por Melissa Benoist foi vista nos segundos finais da 3ª temporada, surgindo sem roupas na Sibéria, na Rússia. A cena ambígua é resgatada na foto acima. Ela foi explicada pelos produtores em entrevistas após a exibição do capítulo como a origem da vilã da nova temporada, que será a própria Supergirl. Eis o que aconteceu. Durante sua luta final com Régia (Odette Annable), Kara voltou no tempo para impedir a morte de seus amigos e utilizou a Pedra de Yuda Kal para se transportar para uma espécie de mundo subconsciente. Mas isso fez com que uma cópia de Supergirl surgisse na Rússia. Assim, a história de “Red Son” deve ser adaptada com uso narrativo da kryptonita negra, que até nos quadrinhos já separou Supergirl em duas pessoas diferentes, uma delas maligna. No caso, deve-se reparar que a Pedra de Yuda Kal é um pedaço de rocha preta do planeta Krypton – o que é exatamente a definição da kryptonita negra. “Supergirl” retorna em 14 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.











