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    Trailer apresenta nova versão do clássico “Meninas Malvadas”

    8 de novembro de 2023 /

    Nada como uma quarta, dia de vestir rosa, para a Paramount divulgar o pôster e o primeiro trailer da nova versão de “Meninas Malvadas”. Embalada pelo hit “Get Him Back!”, de Olivia Rodrigo, a prévia mostra que a premissa básica continua a mesma, mas as piadas são todas novas. Entretanto, a refilmagem da comédia clássica de 2004 deveria ser um musical. O trailer não tem nenhuma cena dançante, à exceção de um trecho desastroso da famosa apresentação natalina das Plásticas. Como a maioria ainda lembra, “Meninas Malvadas” foi uma das mais bem-sucedidas comédias teen dos anos 2000. A trama trazia Lindsay Lohan como uma aluna nova que tentava se enturmar com a turma das garotas populares liderada pela personagem de Rachel McAdams. As atrizes Lacey Chabert e Amanda Seyfried completavam o time das malvadinhas, enquanto Lizzy Caplan representava as excluídas.   Mesma história, novo elenco A nova versão acompanha Angourie Rice (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) no papel de Cady, uma jovem recém-chegada numa nova high school, onde se depara com uma profusão de grupinhos distintos e o domínio das Plásticas, as meninas mais invejadas, comandadas pela cruel Regina George – agora vivida por Reneé Rapp (“A Vida Sexual das Universitárias”). A líder das populares do colégio segue paparicada por suas amigas Gretchen (Bebe Wood, de “Com Amor, Victor”) e Karen (Avantika, de “De Volta ao Baile”) mandando em tudo e em todos. Sentindo-se isolada, a novata é acolhida por Janis (Auli’i Cravalho, de “Crush”), supostamente a garota alternativa da turma, e o gay Damian (o cantor Jaquel Spivey), que a convencem a se infiltrar no grupo das Plásticas para saber todos os podres que elas escondem. Só que, em meio a sua transformação numa falsa Plástica, Cady se apaixona pelo gato da classe, Aaron Samuels (Christopher Briney, de “O Verão que Mudou Minha vida”), e logo passa a agir como uma verdadeira Plástica. Ou seja, é a mesma história que os fãs conhecem, com direito a frases decoradas. O remake é uma adaptação do musical da Broadway inspirado pelo filme original, e conta com produção de Lorne Michaels (criador do programa humorístico “Saturday Night Live”) e Tina Fey (roteirista do filme de 2002). Fey também escreveu a atualização para o cinema e volta a aparecer no elenco como uma das professoras da turma. Além dela, o ator Tim Meadows (“O Halloween de Hubie”) reprisa o papel do diretor da escola. No elenco “adulto”, a principal novidade é a participação de Jon Hamm (“Mad Men”) como professor de educação física. A direção está à cargo de Arturo Perez e Samantha Jayne (ambos da série “Quarter Life Poetry”). Originalmente desenvolvido para a plataforma de streaming Paramount+, o filme acabou mudando seu destino e agora será lançado no cinema em 11 de janeiro no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.

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    Plano em Família | Trailer traz Mark Wahlberg como pai de família letal

    6 de novembro de 2023 /

    A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer de “Plano em Família” (The Family Plan), comédia de ação estrelada pelo ator Mark Wahlberg. A história é típica das reprises de Sessão da Tarde. No filme, Mark é um pai de família suburbano que tem a identidade de ex-assassino secreto descoberta por antigos inimigos. Sem revelar seu passado para a mulher e os três filhos, eles escapam numa viagem de carro para Las Vegas, evitando tiros e atentados sem que a família desconfie de nada. Até que verdade vem à tona, com o fim das “mentiras verdadeiras” (true lies) do protagonista sob o cerco de seus inimigos. O filme tem roteiro de David Coggeshall (“Órfã 2: A Origem”) e direção de Simon Cellan Jones (da série “A Diplomata”). O elenco ainda inclui Michelle Monaghan (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) como a esposa, além de Zoe Colletti (“Histórias Assustadoras para Contar no Escuro”), Van Crosby (“Splitting Up Together”), Saïd Taghmaoui (“Mulher-Maravilha”), Maggie Q (“A Professional”) e Ciarán Hinds (“Game of Thrones”). A estreia está marcada para o dia 15 de dezembro.

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    Lift: Roubo nas Alturas | Kevin Hart lidera time de ladrões em trailer da Netflix

    6 de novembro de 2023 /

    A Netflix divulgou o trailer de “Lift: Roubo nas Alturas”, nova comédia de ação estrelada por Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”). No filme, ele vive Cyrus Whitaker, o líder de uma equipe internacional de ladrões de alto nível, que é alistado por uma agente federal, papel de Gugu Mbatha-Raw (“Loki”), para roubar US$ 500 milhões em ouro de um avião em pleno voo, a mais de 12 mil metros de altitude. O trailer mostra Hart explicando a tarefa quase impossível aos seus companheiros e avisando que eles irão para a prisão se não conseguirem. “Meio bilhão em ouro está a caminho de uma célula terrorista”, ele justifica. Mas após formularem o plano, inúmeras complicações acontecem durante a missão, fazendo com que a equipe tenha que improvisar. O elenco também inclui Vincent D’Onofrio (“Demolidor”), Úrsula Corberó (“La Casa de Papel”), Paul Anderson (“Peaky Blinders”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), Viveik Kalra (“A Música da Minha Vida”), Yun Jee Kim (“É Tudo Seu”), Jacob Batalon (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Jean Reno (“A Pantera Cor de Rosa”) e Sam Worthington (“Avatar”). A direção é de F. Gary Gray (“Velozes & Furiosos 8”) e a estreia está marcada para 12 de janeiro de 2024.

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    Bilheteria | “Five Nights at Freddy’s” mantém liderança nos EUA

    5 de novembro de 2023 /

    O terror sem sangue “Five Nights at Freddy’s” manteve a liderança das bilheterias nos EUA pela segunda semana consecutiva, favorecido pela greve dos atores dos EUA. Inicialmente, o fim de semana seria marcado pela estreia de “Duna: Parte Dois”, mas a proibição de promoções por parte dos atores, devido à greve, fez com que este lançamento fosse adiado para 2024. A Legendary Pictures, detentora da franquia “Duna”, entende que o elenco, que inclui Zendaya e Timothée Chalamet, é crucial para promover seu lançamento. Sem rivais de peso, “Five Nights at Freddy’s” arrecadou US$ 19,4 milhões, marcando uma queda assustadora de 76% em relação à semana de estreia, graças à disponibilidade simultânea do filme na plataforma Peacock. Mesmo assim, a adaptação do videogame ultrapassou a marca de US$ 100 milhões em menos de 10 dias. No exterior, onde está disponível apenas nos cinemas, o filme fez expressivos US$ 35,6 milhões, acumulando globalmente US$ 217,1 milhões, um retorno considerável para uma produção de orçamento modesto – custou “apenas” US$ 20 milhões. Com isso, “Five Nights at Freddy’s” tornou-se o segundo título de horror de 2023 a ultrapassar a arrecadação de US$ 200 milhões, seguindo “A Freira 2”, que acumula US$ 265,9 milhões.   Outros destaques da bilheteria A arrecadação de “Taylor Swift: Eras Tour” também continua a impressionar. Em 2º lugar, acumulando mais US$ 13 milhões neste fim de semana, o documentário mais visto de todos os tempos já rendeu US$ 165 milhões na América do Norte e US$ 231 milhões mundiais. Em 3º lugar, “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, arrecadou US$ 7 milhões, totalizando uma receita doméstica de US$ 52,3 milhões após três fins de semana. O drama de época, que é uma grande aposta para a temporada de premiações, soma US$ 119 milhões mundiais, mas seu custo foi de US$ 200 milhões (fora despesas de P&A – cópias e publicidade). A biografia de Priscilla Presley dirigida por Sofia Coppola, “Priscilla”, ficou com o 4º lugar ao arrecadar US$ 5,1 milhões, após expansão de seu lançamento limitado para o circuito mais amplo de cinemas em todo o país. Exibida em 1.344 cinemas, bem menos que os demais títulos em cartaz, a produção superou as expectativas da indústria e foi vista majoritariamente por um público jovem e feminino. Apesar do lançamento nos EUA, a produção do estúdio independente A24 ainda vai demorar dois meses para chegar no Brasil – em 4 de janeiro. Finalizando o Top 5 na América do Norte, a dramédia mexicana “Radical”, estrelada e produzida por Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), teve uma estreia de US$ 2,7 milhões em somente 419 cinemas. “Radical” chegou aos EUA após se consagrar como sucesso de bilheteria no México, onde virou um dos filmes mais bem-sucedidos da era pós-pandêmica, com mais de US$ 5 milhões em vendas locais de ingressos, segundo os produtores. Não há previsão de estreia no Brasil.   Fracassos da semana A estreia de “O que Acontece Depois”, que marca a volta de Meg Ryan (“Sintonia do Amor”) às comédias românticas, foi um dos fracassos da semana. Sem conseguir atrair um grande público, o filme sobre o reencontro inesperado de um casal de ex-namorados num aeroporto, abriu na 9ª posição com uma receita de US$ 1,5 milhão, proveniente de 1.492 salas de cinema. A produção também não tem previsão para chegar aos cinemas brasileiros. Outro novo lançamento, o thriller psicológico “A Filha do Rei do Pântano” – que já passou pelo Brasil – , teve um desempenho ainda pior. O thriller estrelado por Daisy Ridley (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), no papel da filha de um sequestrador que foge da prisão, abriu na 12ª posição, com uma receita desanimadora de US$ 820 mil em 1.055 locais.   Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana.   1 | FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM   2 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR   3 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES   4 | PRISCILLA   5 | RADICAL

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    Boicote bolsonarista ajuda a divulgar “Ó Paí, Ó 2”

    4 de novembro de 2023 /

    Em meio a escândalos de corrupção e espionagem do governo de Jair Bolsonaro, os seguidores do ex-presidente se uniram numa campanha contra… Lázaro Ramos. Perfis bolsonaristas lançaram uma campanha de boicote ao filme “Ó Paí, Ó 2”, estrelado pelo ator baiano, com a desculpa de que ele apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Nas redes sociais, a hashtag #BoicoteLazaroRamos ganhou destaque neste sábado (4/11) no X (antigo Twitter), sendo impulsionada pelo youtuber bolsonarista Enzo Momenti, o Enzuh. Curiosamente, o ímpeto bolsonarista resultou num efeito reverso, impulsionando a divulgação do filme, até então pouco comentado. Tantas postagens fizeram o outro lado reagir, transformando a estreia do longa em 23 de novembro num evento importante. O próprio Lázaro Ramos teria aprovado a iniciativa bolsonarista, reagindo com ironia ao publicar uma imagem do personagem Muttley, da “Corrida Maluca”, rindo.   Tentativas anteriores de boicote Esta não é a primeira vez que perfis bolsonaristas se lançam contra um filme. Eles se empenharam com muito afinco num boicote contra “Marighella”, de Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. Como é de conhecimento amplo, Lázaro Ramos e Wagner Moura não foram os únicos artistas que apoiaram Lula nas últimas eleições. Na verdade, é mais fácil dizer quais não apoiaram, uma vez que a imensa maioria esteve ao lado do petista. Imaginem se a moda do boicote fosse séria.   “Ó Pai, Ó 2” – O Filme “Ó Pai, Ó 2” é sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. O filme se passa 15 anos após o original e encontra Roque, personagem de Lázaro Ramos, prestes a lançar sua primeira música, confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas quando Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral, ele se junta à turma do Pelourinho num plano para salvar o local com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. Veja o trailer abaixo. Então… pic.twitter.com/tNQwT25csj — Lázaro Ramos (@olazaroramos) November 3, 2023

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    Estreias | As 10 melhores novidades do streaming

    3 de novembro de 2023 /

    Os destaques da programação de streaming da semana são 5 séries e 5 filmes, todos disponibilizados nas plataformas tradicionais. Entre as séries, chamam atenção três animações adultas, incluindo a volta de “Invencível” na Prime Video, baseada nos quadrinhos de super-heróis do criador de “The Walking Dead”. As outras duas são produções da Netflix centradas em tramas de samurais – uma inspirada num game da Capcom com direção do lendário Takashi Miike (“13 Assassinos”) e outra criada pelo roteirista de “Logan”, John Green. Já os filmes incluem os blockbusters “A Noite das Bruxas” e “John Wick 4: Baba Yaga”, além de atrações inéditas nos cinemas. Confira a relação completa do melhor do streaming na semana.   SÉRIES   INVENCÍVEL 2 – PARTE 1 | AMAZON PRIME VIDEO   Uma das melhores séries de super-heróis da atualidade, a animação baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman (“The Walking Dead”) retoma sua história após o choque da descoberta do jovem Mark Grayson (voz de Steven Yeun, de “The Walking Dead”) sobre a verdadeira natureza de seu pai, o super-herói Omni-Man (J.K. Simmons, de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), que na verdade queria conquistar a Terra para sua raça alienígena. Os novos episódios exploram o trauma de Mark e sua mãe, Debbie Grayson (de Sandra Oh, de “Killing Eve”), enquanto lidam com a dor e a raiva deixadas pela traição de Omni-Man. Os episódios também apresentam uma exploração mais profunda do mundo dos super-heróis, incluindo os desafios enfrentados pela nova equipe dos Guardiões do Globo, sob a supervisão de Cecil Stedman (Walton Goggins, de “Tomb Raider”), e a chegada de novos personagens, como Angstrom Levy (Sterling K. Brown, de “This Is Us”), cuja entrada traz uma reviravolta significativa na história, ampliando a escala e a complexidade do universo de “Invincible”. A 2ª temporada mantém a fidelidade ao material de origem, preservando o equilíbrio entre ação super-heróica, violência brutal e humor. Além disso, o elenco de voz, que inclui também Gillian Jacobs (“Community”) como a heroína Atom Eve, Zazie Beetz (“Deadpool 2”) como Amber Bennett, Seth Rogen (“Tommy and Pam”) como Allen, o Alien, e novos membros como Jay Pharoah (“Policial em Apuros”) e Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), continua a entregar performances sólidas, contribuindo para a narrativa envolvente e emocionalmente carregada.   O SAMURAI DE OLHOS AZUIS | NETFLIX   A série animada americana narra a história de Mizu, uma samurai de olhos azuis em uma missão de vingança durante o período Edo no Japão, um momento histórico marcado pelo isolacionismo do país. Ao enfrentar o preconceito por ser mestiça, Mizu (voz de Maya Erskine, de “Obi-Wan Kenobi”) assume a identidade de um samurai masculino, ocultando não apenas sua identidade de gênero, mas também a cor única de seus olhos com o uso de óculos coloridos. Sua jornada é motivada pela busca de vingança contra os quatro homens brancos que estavam no Japão no momento de seu nascimento, um dos quais ela acredita ser seu pai. Criada pelo casal Michael Green (roteirista de “Logan”) e Amber Noizumi, a atração apresenta um elenco de vozes primoroso, que inclui Kenneth Branagh (“A Noite das Bruxas”) como Abijah Fowler, um comerciante irlandês inescrupuloso, e Masi Oka (“Heroes”) como Ringo, um jovem samurai aspirante que se torna um aliado de Mizu. Enquanto o samurai avança em sua jornada, ela encontra outros personagens que desafiam as normas sociais, incluindo a princesa Akemi (Brenda Song, de “Dollface”) e o samurai Taigen (Darren Barnet, de “Eu Nunca…”), que tem sua lealdade testada quando cruza caminhos com Mizu. O estilo de animação é notável, misturando a tradicional arte japonesa com técnicas modernas de animação 3D, proporcionando sequências de ação altamente estilizadas e uma representação visualmente rica do Japão feudal. A direção é de Jane Wu, que estreia na função após longa carreira na animação – inclusive no vencedor do Oscar “Homem-Aranha no Aranhaverso”.   ONIMUSHA | NETFLIX   É curioso a Netflix lançar duas séries animadas de samurais na mesma semana. A japonesa “Onimusha” é baseada no videogame homônimo da Capcom e tem direção dos renomados cineastas Takashi Miike (“13 Assassinos”) e Shin’ya Sugai (dos filmes de “Evangelion”). A atração leva o público a uma jornada épica de samurais, demônios e busca por redenção, acompanhando Miyamoto Musashi, que, na aurora do Período Edo, parte em uma missão clandestina armado com a mítica “Manopla Oni” para exterminar demônios que assolam o país, enquanto luta para manter sua própria humanidade ao enfrentar um Oni dentro de si. A obra utiliza a semelhança do lendário ator Toshirô Mifune (1920-1997), astro de clássicos como “Os Sete Samurais” (1954) e “Yojimbo” (1961), para modelar o protagonista Musashi, que é dublado pelo veterano Akio Ôtsuka – voz original de Solid Snake, no game “Metal Gear Solid”, e de Batou na franquia “Ghost in the Shell”. Não por acaso, o verdadeiro Mifune interpretou Musashi numa trilogia cinematográfica, batizada no Brasil de “O Samurai Dominante” e lançada entre 1954 e 1956 – sem monstros ou demônios. A animação do estúdio Sublimation incorpora uma mescla de arte 2D e renderização em CGI (computação gráfica), apresentando uma visão única e distintiva. A transição entre os estilos de animação, apesar de às vezes abrupta, destaca-se especialmente nas sequências de ação, onde o movimento e a violência são capturados de maneira reminiscente à dinâmica do videogame. As escolhas de sombreamento de células e a qualidade pictórica conferem à série uma estética que, embora por vezes desafiadora, captura de forma crua e vibrante os confrontos sangrentos e o ambiente hostil que permeia a jornada de Musashi.   TODA A LUZ QUE NÃO PODEMOS VER | NETFLIX   A adaptação do best-seller do autor Anthony Doer, premiado com o Prêmio Pulitzer, elimina nuances e aspectos mais sombrios para apresentar a trama com o tom superficial de uma telenovela de grande orçamento. A história acompanha Marie-Laure (a estreante Aria Mia Loberti), uma garota cega que foge com seu pai (Mark Ruffalo, de “Vingadores: Ultimato”) da Paris ocupada por nazistas nos anos 1940 com um diamante lendário, que não pode cair nas mãos dos inimigos. Perseguidos por um cruel oficial que busca possuir a pedra, pai e filha encontram refúgio em St. Malo, onde passam a residir com um tio recluso que faz transmissões de rádio clandestinas para os aliados. Logo, Marie passa a ser a voz das transmissões, levando esperança para a população invadida. Nesta cidade litorânea, o caminho de Marie-Laure se cruza com Werner (Louis Hofmann, de “Dark”), um adolescente alistado pelos nazistas para rastrear foragidos, mas que, em vez de levar os soldados até ela, estabelece uma conexão secreta de fé e esperança com a jovem. A versão água com açúcar do drama de guerra e extermínio é criação dos cineastas Shawn Levy (diretor de “Free Guy” e produtor de “Stranger Things”) e Stephen Knight (roteirista de “Spencer” e criador de “Peaky Blinders”). Knight escreve e Levy dirige os quatro episódios   HOMENS DA LEI: BASS REEVES | PARAMOUNT+   David Oyelowo (“Selma”) vive Bass Reeves, o primeiro delegado negro dos EUA na região Oeste do rio Mississippi. Segundo a lenda, ele foi o maior herói de fronteira da história americana, que trabalhou como oficial de paz federal no território indígena e capturou mais de 3 mil criminosos perigosos da região sem nunca ser ferido. A produção apresenta algumas de suas aventuras sem deixar de lado a questão racial, que diferencia Reeves de outros delegados da época, com aparição até da Ku Klux Klan, além de cenas da Guerra Civil dos EUA A série foi criada por Chad Feehan (roteirista de “Ray Donovan”) e conta com produção do prolífico Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”). O elenco inclui ainda os veteranos Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”) e Dennis Quaid (“Quatro Vidas de um Cachorro”), além de Forrest Goodluck (“Cherry, Inocência Perdida”), Barry Pepper (“Conspiração Implacável”), Lauren E. Banks (“City on a Hill”) e Demi Singleton (“King Richard: Criando Campeãs”). A estreia está marcada para domingo (5/11). FILMES   A NOITE DAS BRUXAS | STAR+   O terceiro filme recente de mistérios de Agatha Christie, dirigido e estrelado por Kenneth Brannagh como o detetive Hercule Poirot, adapta um dos últimos e menos conhecidos livros da escritora britânica, em contraste com as produções anteriores, “Assassinato no Expresso Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022), baseadas em obras populares. Isso permite ao roteirista Michael Green tomar muitas liberdades com a história, que encontra Poirot já aposentado em Veneza, onde é persuadido por sua amiga Ariadne Oliver (interpretada por Tina Fey, de “30 Rock”) a participar de uma sessão espírita. O objetivo é descobrir se a médium Joyce (Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) é uma farsante. O evento ocorre num antigo palazzo onde uma mulher chamada Alicia morreu sob circunstâncias misteriosas. Durante a sessão, um dos convidados morre, instigando Poirot a iniciar uma investigação para identificar o assassino entre os presentes. O filme também inclui Kelly Reilly (“Yellowstone”), Jamie Dornan e Jude Hill (ambos do premiado filme “Belfast” de Branagh) no elenco, e se destaca por seu design de produção e atmosfera gótica. Diferentemente das outras obras, esta pende para o fantástico, incluindo elementos sobrenaturais para se aproximar do terror, embora preserve a essência de um mistério de Poirot.   QUIZ LADY | STAR+   A comédia em que Sandra Oh (“Killing Eve”) e Awkwafina (“Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) vivem irmãs aborda de maneira bem-humorada os complexos laços de família. No centro da narrativa está Anne, interpretada por Awkwafina, uma jovem com uma paixão por game shows, que é incentivada pela irmã mais velha a competir num programa de perguntas da televisão para cobrir as dívidas de jogo da mãe. A situação se agrava quando o estimado cachorro de Anne é sequestrado e retido como garantia pelos cobradores de dívidas implacáveis. O enredo ganha impulso quando as irmãs embarcam na viagem para que Anne possa competir num game show popular. O filme tem roteiro de Jen D’Angelo (“Abracadabra 2”) e direção de Jessica Yu, conhecida por sua contribuição em séries populares como “Grey’s Anatomy” e “This is Us”, e conta com um elenco robusto, incluindo nomes como Jason Schwartzman (“O Grande Hotel Budapeste”), Holland Taylor (“Two and a Half Men”), Tony Hale (“Arrested Development”) e Will Ferrell (“Barbie”).   NA PONTA DOS DEDOS | APPLE TV+   O romance de ficção científica explora um triângulo amoroso em um futuro próximo. Dirigido pelo grego Christos Nikou (“Fruto da Memória”) e produzido pela atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), o longa acompanha Anna (Jessie Buckley, de “Entre Mulheres”) e Ryan (Jeremy Allen White, de “O Urso”), que recorrem a uma máquina para determinar se estão realmente apaixonados. A trama se complica quando Anna, ao conhecer Amir (Riz Ahmed, de “Rogue One”)e, começa a questionar a possibilidade de amar duas pessoas ao mesmo tempo. O Love Institute, dirigido por Duncan (Luke Wilson, de “Stargirl”), é o cenário onde a maior parte da trama se desenrola. Anna quer trabalhar no instituto porque “Ginger Spice estudou lá”, e é lá que ela conhece Amir. A máquina do instituto, que determina a compatibilidade amorosa por meio das unhas dos dedos, já havia confirmado que Anna e Ryan eram um par perfeito. No entanto, a crescente atração entre Anna e Amir coloca essa certeza em xeque. O diretor Christos Nikou faz sua estreia em língua inglesa com a benção de Cate Blanchett, que queria estrelar seu próximo filme e foi procurá-lo pessoalmente, após ficar impressionada com seu primeiro longa, “Fruto da Memória”, no Festival de Veneza em 2020. Ao saber que não havia um papel para ela na nova trama do cineasta, a atriz resolveu produzir o filme.   NYAD | NETFLIX   A cinebiografia conta a jornada desafiadora da nadadora de maratonas Diana Nyad, que aspirava atravessar nadando o trecho entre Cuba e Flórida, um total de 110 milhas em oceano aberto, num feito inédito. Essa aventura foi inicialmente tentada por Diana aos 28 anos, sem sucesso, sendo retomada décadas depois com três tentativas adicionais. A...

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    O Dublê | Filme da série “Duro na Queda” ganha trailer com Ryan Gosling

    2 de novembro de 2023 /

    A versão de cinema da série “Duro na Queda” virou “O Dublê” no Brasil. A Universal Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer com o título nacional da produção, que em inglês se chama “The Fall Guy” como na série dos anos 1980. A série original, estrelada por Lee Majors, foi um sucesso enorme, exibida durante cinco temporadas entre 1981 e 1986 nos EUA e reprisada à exaustão na TV brasileira. Na atração, o personagem Colt Seavers era um dublê de Hollywood que nas horas de folga atuava como caçador de recompensas. O filme muda a premissa para contar uma história de origem, com Seavers atuando como um dublê de filmes de ação e envolvido numa relação de amor e ódio com a diretora de seu novo filme. Quando a produção sofre um revés, ele se vê pressionado a ir atrás do astro principal que simplesmente sumiu. Ao encontrá-lo morto num quarto de hotel, acaba perseguido a tiros por uma gangue perigosa e precisa usar suas habilidades de dublê para se safar. Ryan Gosling (“Barbie”) tem o papel de Colt Seavers, enquanto Emily Blunt (“Jungle Cruise”) vive a diretora, que compartilha um passado romântico com o dublê. O elenco também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Trem-Bala”), Winston Duke (“Pantera Negra”), Stephanie Hsu (“Maravilhosa Sra. Maisel”), Hannah Waddingham (“Ted Lasso”), Teresa Palmer (“A Descoberta das Bruxas”) e conta com participação especial de Lee Majors, o astro da série original. O roteiro foi escrito por Drew Pearce e a direção é de David Leitch, que trabalharam juntos no sucesso “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”. E sempre vale lembrar que, antes de se consagrar como diretor em “John Wick” e “Deadpool 2”, Leitch era justamente um dublê de Hollywood. A estreia está marcada para 29 de fevereiro de 2024 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Estreias | Mussum e Taylor Swift são os destaques da programação de cinema

    2 de novembro de 2023 /

    A cinebiografia de Mussum é o maior lançamento desta quinta (2/11) nos cinemas, chegando em mais de 750 salas, mas a programação também destaca o filme da turnê de Taylor Swift, que já quebrou o recorde de maior bilheteria de um documentário em todos os tempos, e um novo terror – com a expectativa de dar continuidade ao sucesso do gênero no país. Confira abaixo também o que entra em circuito limitado, além de todos os detalhes e os trailers de cada título.   MUSSUM, O FILMIS   Vencedora do Festival de Gramado deste ano, a cinebiografia retrata a vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994), o eterno Mussum. A narrativa é segmentada em três fases da vida do humorista: infância, onde é vivido por Thawan Lucas (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”), juventude, por Yuri Marçal (“Barba, Cabelo e Bigode”), e a fase de sucesso, por Aílton Graça (“Galeria do Futuro”). Dirigido por Sílvio Guindane (“Segunda Chamada”), com roteiro de Paulo Cursino (“De Pernas pro Ar”), a obra recria vários momentos importantes da vida de Antônio Carlos, desde o momento em que virou Mussum, batizado por Grande Otelo, até a origem de sua marca registrada, as palavras terminadas em “is”, por recomendação de Chico Anysio na “Escolinha do Professor Raimundo”, sem esquecer de sua carreira musical nos Originais do Samba e sua entrada em “Os Trapalhões”. Com o objetivo de exibir um panorama geral, o “filmis” coleciona citações a ícones – além dos citados, Elza Soares e Cartola, entre outros – , e aborda só por alto a relação de Mussum com os Trapalhões, sem aprofundar controvérsias com Renato Aragão ou citar a separação do grupo nos 1980. Mesmo assim, a trama encontra um ponto emocional mais aprofundado na relação do humorista com sua mãe, vivida em fases distintas por Cacau Protásio (“Vai que Cola”) e Neuza Borges (ambas de “Juntos e Enrolados”). Ao contrário de muitas cinebiografias, “Mussum, O Filmis” opta por uma abordagem mais leve e cômica, em vez de focar no drama e na melancolia que muitas vezes acompanham as histórias de vida dos artistas. Por conta disso, evita abordar aspectos mais sombrios da trajetória do comediante, como seu envolvimento com o álcool, resultando mais numa homenagem do que num retrato multidimensional. Vale pela recriação detalhista dos anos 1970 e 1980, pelo desempenho premiado do elenco e pela contagiante sensação de nostalgia que desperta, de uma época que sempre parece muito melhor na ficção.   TAYLOR SWIFT – THE ERAS TOUR   O documentário mais bem-sucedido de todos os tempos (com US$ 200 milhões arrecadados em 10 dias no mercado internacional) é a materialização cinematográfica da aclamada turnê de Taylor Swift, capturada em três performances no SoFi Stadium de Los Angeles. Não se trata apenas de um registro comum de um show, mas sim de um passeio monumental através das diferentes fases da carreira da artista, embaladas em uma atmosfera eufórica que apenas os grandes espetáculos podem criar. Mesmo menor que os shows, o filme tem quase três horas de duração e oferece uma apresentação vigorosa de mais de três dezenas de canções que marcaram a trajetória da cantora, desde o início até o ápice de sua popularidade. A estrutura do espetáculo é meticulosamente delineada, com segmentos que correspondem aos nove álbuns de Swift, desde “Fearless” (2008) até “Midnights” (2022), cada um com uma identidade visual distinta . A magia da performance ao vivo é recriada com um senso de imersão que faz com que os espectadores, tanto no estádio quanto no cinema, sintam-se parte da experiência. A interação de Swift com o público, as coreografias, e a elaborada produção visual são aspectos que ressaltam o caráter celebrativo do show. O detalhismo com que a câmera capta os momentos – desde os mais grandiosos até os mais sutis – permite uma apreciação profunda do talento e da energia de Swift e de toda a equipe envolvida, inclusive os dançarinos e músicos de apoio. Apesar do filme omitir algumas músicas do setlist original, a essência da apresentação permanece intacta, proporcionando aos fãs uma jornada emocional e nostálgica através das “eras” de Taylor Swift. A direção é de Sam Wrench, conhecido por ter comandado filmes de concertos para outras artistas notáveis como Billie Eilish, Lizzo e Brandi Carlile. Com “Taylor Swift: The Eras Tour”, ele oferece um vislumbre do verdadeiro fenômeno cultural que é Taylor Swift, reafirmando sua posição como uma das vozes mais populares de sua geração.   DINHEIRO FÁCIL   A comédia conta a história real sobre como nerds manipularam o mercado de ações e ficaram ricos. O longa é dirigido por Craig Gillespie, conhecido pelo seu trabalho em “Eu, Tonya” (2017) e “Cruella” (2021), e mostra os absurdos por trás do esquema que causou um boom nas ações de uma empresa varejista. A trama acompanha Keith Gill (Paul Dano, de “Batman”), que dá início a polêmica história ao investir suas economias nas ações em queda da GameStop em 2021. Logo em seguida, o personagem compartilha sobre o investimento nas redes sociais e as postagens começam a viralizar. Conforme a popularidade aumenta, sua vida e a de todos que o seguem começam a ser afetadas. O que começa com uma dica de investimento se transforma em um gigantesco movimento onde todos enriquecem – até que os bilionários decidem revidar. A narrativa humorística explora as falhas do capitalismo, apresentando uma versão da clássica batalha entre Davi e Golias na era digital. Com um elenco estelar, incluindo Seth Rogen (“Pam e Tommy”) como o grande investidor que enfrenta problemas financeiros com a iniciativa dos nerds, e personagens carismáticos como o irmão desleixado de Gill, interpretado por Pete Davidson (“Morte, Morte, Morte”), a produção consegue entrelaçar humor e comentário social. A trama é bem servida com personagens secundários, como a enfermeira vivida por America Ferrera (“Superstore”) e o caixa da GameStop interpretado por Anthony Ramos (“Transformers: O Despertar das Feras”), que trazem profundidade e humanidade à história, ressaltando o impacto coletivo do esquema de investimento. Para completar, referências culturais contemporâneas, como memes e danças do TikTok, enriquecem a narrativa. Por conta dessa estrutura e abordagem, “Dinheiro Fácil” tem sido comparado a “A Grande Aposta” (2015), outro filme que também desvenda o universo financeiro com humor, crítica e memes. Ambas as obras exploram a engenhosidade e a audácia de indivíduos incomuns no enfrentamento de gigantes financeiros, embora com tons e perspectivas distintas. Enquanto “A Grande Aposta” dissecou a crise financeira de 2008 com uma abordagem mais séria, “Dumb Money” adota uma postura mais leve ao retratar os eventos recentes da saga GameStop. Mas isso também torna o filme de Gillespie o “primo pobre” da obra de Adam McKay, vencedora do Oscar de Melhor Roteiro.   NÃO ABRA!   O filme de estreia do indiano Bishal Dutta chama atenção por ser um terror diferente, centrada numa adolescente índio-americana, que precisa se reconectar com suas raízes culturais para sobreviver, após se distanciar delas no ambiente predominantemente caucasiano de uma high school dos EUA. A trama ganha corpo quando uma amiga de infância de Samidha (Megan Suri) apresenta comportamento estranho relacionado a um pote de vidro que carrega, culminando em uma série de eventos sobrenaturais. O que há dentro do pote alimenta a trama, que os trailers já mostraram ser uma entidade demoníaca conhecida como Pishacha. De acordo com a mitologia hindu, este demônio se alimenta de energia negativa e carne humana. E é liberado após o pote ser quebrado. Dutta explora a temática da assimilação cultural e identidade numa narrativa que combina experiência de imigrante com terror sobrenatural. A mensagem é “não esqueça de onde você veio”, indicando que aqueles que se afastam de sua cultura nativa podem atrair ou até merecer tormentos de seus espíritos mitológicos antigos. Mesmo com restrições orçamentárias evidentes, a obra consegue criar cenas inventivas e momentos de tensão, especialmente enquanto Pishacha é mais sugerido do que revelado. E mesmo ao cair nos clichês, não abandona sua premissa provocativa sobre a complexidade da identidade cultural e a necessidade de aceitação, que fazem de “Não Abra!” um filme que vai além do gênero de horror, tocando em questões socioculturais.   AFIRE   O novo filme do cineasta alemão Christian Petzold (“Fênix”) acompanha Leon (Thomas Schubert), um jovem escritor que viaja com seu amigo Felix (Langston Uibel) para uma casa no campo com o intuito de finalizar seu segundo livro. Ao chegarem, encontram Nadja (Paula Beer) já hospedada no local. Enquanto Felix se deixa seduzir pelo espírito descompromissado do verão, Leon se afunda em ansiedade e amargura, o que é exacerbado pela presença da mulher, que desperta uma mistura de fascinação e irritação nele. A trama se aprofunda na figura de Leon, que, ao contrário de seu amigo, não consegue se desvencilhar de suas inseguranças e do anseio por validação, tornando-se uma figura comicamente trágica. A narrativa não poupa críticas ao ego inflado e à cegueira emocional, que falha em perceber as dinâmicas sociais ao seu redor devido à sua obsessão autoreferente. O filme também explora a relação muitas vezes tensa entre escritores e o mundo ao seu redor, representada pela indiferença de Leon às tensões palpáveis entre os personagens e a ameaça iminente de um incêndio florestal nas proximidades, símbolo de uma crise climática que se avizinha. O cenário de “Afire” flutua entre a comédia sutil e o drama, com momentos de comicidade leve contrapostos por uma atmosfera de desconforto e ameaça latente. Venceu o Urso de Prata/Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim deste ano, ressaltando-se na filmografia premiada do diretor, que já vinha vencido o Prêmio da Crítica no festival com “Undine”. “Afire” é seu terceiro filme consecutivo com Paula Beer, após “Em Trânsito” (2018) e “Undine” (2020).   O ÚLTIMO DIA DE YITZHAK RABIN   A obra do renomado cineasta israelense Amos Gitai (“Uma Noite em Haifa”) mergulha nos eventos que cercaram o assassinato do Primeiro Ministro Yitzhak Rabin, ocorrido em 4 de novembro de 1995, após um grande comício pela paz em Tel Aviv. Yigal Amir, um estudante de direito extremista, foi o autor do crime que chocou a nação. Gitai combina documentário (entrevistas autênticas e imagens de arquivo) com drama (reencenações). Para criar um retrato detalhado não apenas do dia em questão, mas também do ambiente político e social fervilhante que o precedeu, foram entrevistados o ex-presidente Shimon Peres e a viúva de Rabin, Leah. Seus depoimentos são intercalados com cenas reencenadas dos dias anteriores ao assassinato, a investigação governamental subsequente e as reuniões e rituais que envolveram personagens radicais da época. A narrativa segue um rumo investigativo, com foco em uma comissão de inquérito de três membros, presidida pelo Presidente do Supremo Tribunal, Meir Shamgar, que foi montada para investigar as especificidades do assassinato. Entre as cenas mais marcantes, destaca-se a recriação de um grupo de judeus pronunciando uma maldição, conhecida como Pulsa Dinura, com a intenção de acabar com a vida de Rabin. O filme também destaca os depoimentos do guarda-costas de Rabin e do motorista que demorou entre oito a nove minutos para percorrer o terço de milha do local do tiroteio até o hospital mais próximo. A interpretação de Yogev Yefet como o assassino Yigal Amir, um extremista messiânico, é outro ponto que chama a atenção, proporcionando um olhar sobre a mentalidade de Amir e sua justificativa para o ato cometido. Gitai também explora a polarização da política israelense, mostrando como a retórica radical era contra a disposição pacifista de Rabin, que tentou acabar com os conflitos e negociar com os palestinos. Vale a pena refletir como essa retórica levou ao acirramento cada vez maior contra os palestinos, alimentando as fileiras do Hamas e agora insufla a destruição completa da Faixa de Gaza. O filme foi reconhecido com o Prêmio da Rede de Filmes de Direitos Humanos no Festival de Veneza, ressaltando sua relevância, impacto e suas ramificações profundas.   NEFARIOUS   Apesar de ser apresentado como terror, “Nefarious” é só um panfleto horroroso de propaganda política. O enredo centra-se em Edward, um assassino condenado interpretado por Sean Patrick Flanery, que,...

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    Trailer do novo “Jogos Vorazes” destaca música inédita de Olivia Rodrigo

    1 de novembro de 2023 /

    A Lionsgate divulgou um novo trailer de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” para destacar a inclusão da música inédita “Can’t Catch Me Now”, de Olivia Rodrigo, em sua trilha sonora. A canção ressoa em meio às cenas de ação, romance e frustração da prévia. O filme se passa durante a 10ª competição dos jogos e destaca os personagens de Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”) e Tom Blyth (da série “A Idade Dourada”) em meio à selvageria dos jogos e às intrigas políticas de seus bastidores. Mas quando a adrenalina baixa, também é possível observar o início de um romance entre os protagonistas, que tem tudo para acabar muito mal. A trama leva às telas o mais recente livro da saga, escrito por Suzanne Collins e publicado em 2020, após o sucesso dos filmes. Passada 64 anos antes da vitória de Katniss Everden nos Jogos Vorazes, a trama traz Zegler como a protagonista Lucy Gray Baird, tributo do empobrecido Distrito 12. Selecionada para participar dos “Jogos Vorazes”, ela recebe a mentoria do jovem Coriolanus Snow (Blyth), décadas antes de ele se tornar o poderoso presidente de Panem. Na trama, o futuro presidente é um jovem de 18 anos, nascido em berço de ouro e com forte senso moral, que será perdido conforme ele se mostra ansioso por construir o seu próprio legado. O elenco também inclui Hunter Schafer (“Euphoria”), Laurel Marsden (“Ms. Marvel”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Ashley Liao (“Physical”), Josh Andrés Rivera (também de “Amor, Sublime Amor”), Mackenzie Lansing (“Mare of Easttown”) e a dupla Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) como principais vilões, responsáveis pelos Jogos Vorazes. O longa conta novamente com direção de Francis Lawrence, que assinou a maioria dos filmes da franquia, além do roteirista Michael Arndt e a produtora Nina Jacobson. Em sua adaptação cinematográfica, os livros da trilogia original de Suzanne Collins viraram quatro filmes que faturaram quase US$ 3 bilhões em bilheteria. Nina Jacobson produziu todos os quatro, Lawrence dirigiu os três últimos e Arndt escreveu o melhor, “Jogos Vorazes: Em Chamas”. A estreia de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” está marcada para 15 de novembro no Brasil, dois dias antes do lançamento nos EUA.

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    Trocados | Família de Jennifer Garner troca de corpos em trailer de comédia

    1 de novembro de 2023 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Trocados” (Family Switch), nova comédia de troca de corpos estrelada por Jennifer Garner (“De Repente 30”). O filme acompanha um casal que está fazendo o possível para manter sua família conectada, à medida que seus dois filhos crescem, tornando-se mais independentes e distantes. Até que um dia a família acorda diferente, percebendo que todos trocaram de corpos justamente no dia mais importante da vida de cada um. Desta forma, eles precisam unir forças para que todos consigam o que querem, ao mesmo tempo em que correm contra o tempo para tentar reverter a mudança. Vale apontar que a família também tem um bebê, que troca de corpo com o cachorro da casa. Além de Jennifer Garner como a mãe, o elenco conta com Ed Helms (“Se Beber, Não Case”) como pai, e Emma Myers (“Wandinha”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”) como os filhos. Embora Jennifer Garner já tenha experiência com trocas de corpos – em “De Repente 30” interpretou uma garotinha que acordou no seu corpo adulto – , a trama familiar de “Trocados” é mais similar a de outro filme clássico com essa temática: “Sexta-Feira Muito Louca” (2003), com Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, em que mãe e filha trocam de corpos. O primeiro tratamento do roteiro foi escrito por Victoria Strouse (“Procurando Dory”) e a versão mais atual é de autoria de Adam Sztykiel (“Adão Negro”). Já a direção é de McG (“A Babá”). A estreia está marcada para 30 de novembro.

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    Wish | Trailer conecta nova animação com a tradição dos desenhos da Disney

    31 de outubro de 2023 /

    A Disney divulgou um novo trailer da animação “Wish: O Poder dos Desejos”, que vai contar a história da estrela dos desejos das fábulas encantadas – que já inspirou a icônica canção “I Wish Upon a Star” em “Pinóquio” (1940). A prévia faz uma conexão com a tradição dos desenhos animados do estúdio, para contar como “tudo começou com um desejo”. Escrita pelos cineastas Jennifer Lee e Chris Buck, responsáveis pelo fenômeno “Frozen” (2013) e sua continuação de 2019, a trama de “Wish” acompanha Asha, uma jovem de 17 anos que vê uma escuridão em seu reino que ninguém mais vê, já que todos acreditam que o Rei, com poderes mágicos de conceder desejos, é um monarca benevolente. Ao descobrir a verdade sobre o Rei Magnífico, ela faz um apelo apaixonado às estrelas. A resposta à súplica de Asha é uma estrela real, que cai do céu para ajudá-la em sua jornada e para conceder desejos a todos. A produção conta com dublagem original de Ariana DeBose, vencedora do Oscar 2022 por “Amor, Sublime Amor”, no papel de Asha. Além de estrelar, ela canta a música que acompanha a prévia. O elenco também destaca Alan Tudyk (“Resident Alien”) como a voz do bode de estimação de Asha, chamado Valentino – cujo dom de falar é concedido pela estrelinha – e Chris Pine (“Star Trek”) como o Rei Magnífico, que quer controlar todos os desejos. Já a direção é compartilhada pelo próprio Chris Buck em parceria com Fawn Veerasunthorn, que estreia na função após trabalhar nas animações de “Frozen” (2013), “Moana” (2016), “Zootopia” (2016) e “Raya e o Último Dragão” (2021). “Wish” estreia em 4 de janeiro no Brasil, que será o último país do mundo a exibir o filme – mais de um mês após o lançamento marcado para 22 de novembro nos cinemas dos Estados Unidos. Veja o trailer em duas versões: legendado e dublado em português.

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    Trailer de “Mamonas Assassinas – O Filme” celebra trajetória e alegria da banda

    31 de outubro de 2023 /

    A Imagem Filmes divulgou o aguardado trailer de “Mamomas Assassinas – O Filme”, que conta a história da banda de Guarulhos que se tornou sensação nacional em meados anos 1990. A prévia foca na transição do grupo musical, que começou como uma banda de rock progressivo, chamada Utopia, que após fracassar se reinventa como uma banda comédia e se torna um fenômeno. Mamonas Assassinas acabou virando uma das bandas mais amadas do Brasil com sua alegria contagiante, mas sua trajetória foi curta, interrompida por um fim trágico – com a morte de todos os seus integrantes – em um acidente aéreo na volta de um show, em 2 de março de 1996. A produção pretende mostrar a vida dos cinco integrantes da banda antes da fama, as dificuldades no início da carreira, a formação do grupo e o sucesso meteórico, preferindo focar nos desafios dos amigos de Guarulhos que foram catapultados para a fama do que no trágico acidente aéreo. Produção e elenco O projeto original foi criado por Carlos Lombardi – dramaturgo de grandes sucessos como “Uga Uga” (2000) e Kubanacan (2004) – e foi escrito pelo repórter Carlos Amorim como uma minissérie da Record TV. O projeto acabou reconfigurado para as telas grandes com direção de Edson Spinello, que já comandou as novelas “Apocalipse” (2017) e “Rei Davi” (2012), e com o lançamento do longa-metragem faz sua estreia no cinema. Para o elenco principal, a aposta foi em atores desconhecidos do grande público, mas com grande experiência em musicais. Ruy Brissac, que interpreta o vocalista Dinho, repete o papel que viveu no teatro em “Mamonas, o Musical”, e que lhe rendeu o prêmio Bibi Ferreira de Ator Revelação. Adriano Tunes, que vive o baixista Samuel Reoli, é humorista e já trabalhou no programa “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT, além de musicais como o da apresentadora Hebe Camargo. Robson Lima, que interpreta o tecladista Júlio Rasec, também é ator de teatro e trabalhou em “Yank – O Musical”. Rhener Freitas, que tem o papel do baixista Sérgio Reoli, trabalhou na série “Bia”, do Disney Channel. O cantor e apresentador Yudi Tamashiro, que chegou a integrar o elenco do musical dos Mamonas, iria interpretar o guitarrista Bento, mas foi substituído por Alberto Hinomoto, sobrinho do personagem real. Alberto, que tinha 17 anos durante a produção, filmou com a mesma guitarra que pertenceu a seu tio, usada por ele nos shows da banda. As filmagens marcam sua estreia nas telas. Outro nome que estreia como atriz é a famosa tiktoker Fernanda “Fefe” Schneider, de 20 anos. Ela irá interpretar Valéria Zoppello, a namorada de Dinho, que perdeu seu companheiro quando tinha apenas 24 anos. Fernanda é um fenômeno no TikTok e acumula mais de 16 milhões de seguidores na plataforma. Para completar, os pais de Dinho são interpretados por Guta Ruiz, que já esteve no filme “Gostosas, Lindas e Sexies”, e Jarbas Homem de Mello, marido de Cláudia Raia e ator de “Roque Santeiro – O Musical”. “Mamonas Assassinas – O Filme” tem estreia marcada para 28 de dezembro nos cinemas.

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    “Five Nights at Freddy’s” surpreende com recorde de bilheteria nos EUA

    29 de outubro de 2023 /

    “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá com uma arrecadação recordista de US$ 78 milhões, superando as expectativas da indústria. A performance surpreendente fez do lançamento a terceira maior abertura de um filme de horror de todos os tempos, atrás apenas dos dois filmes “It”, e a maior abertura de um terror em 2023, superando “Pânico VI”, que arrecadou US$ 44,4 milhões. O mais impressionante é que o filme teve um lançamento simultâneo em streaming pela Peacock, plataforma da Universal que só existe nos EUA, e nem isso impediu seu sucesso. O fenômeno se repetiu no mercado internacional, onde “Five Nights at Freddy’s” abriu em 60 países com estimados US$ 52,6 milhões, totalizando uma arrecadação global de US$ 130,6 milhões contra um modesto orçamento de produção de US$ 25 milhões. A trama da adaptação do videogame homônimo foi destruída pela crítica, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes e reclamações contra o enredo genérico e falta de sangue – foi exibido com classificação para 13 anos nos EUA. Mas o público adorou, dando ao longa nota A- no CinemaScore, uma raridade para filmes do gênero horror.   Outros Destaques da Bilheteria O documentário “Taylor Swift: The Eras Tour” também alcançou marcos notáveis, ultrapassando a marca de US$ 200 milhões na bilheteria mundial, um feito inédito para um filme de show e para qualquer documentário já feito. Em 2º lugar em seu terceiro fim de semana de exibição nos EUA, o filme acumulou mais US$ 14,7 milhões domesticamente, alcançando um total de US$ 149,3 milhões na América do Norte e US$ 203 milhões globalmente. A estreia no Brasil vai acontecer na quinta-feira (3/11). “Assassino da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, ficou em 3º lugar com uma arrecadação estimada de US$ 9 milhões. Este resultado representa uma queda acentuada de 61% em relação ao fim de semana de estreia, um sinal preocupante para a Apple e a Paramount, que produziram e distribuíram o filme, respectivamente. Com um orçamento de produção robusto de US$ 200 milhões, “Assassino da Lua das Flores” apostava num desempenho prolongado nas bilheterias ao longo da temporada de premiações, visando recuperar o investimento e alcançar uma posição de destaque no circuito do Oscar. O Top 5 se completa com os US$ 5 milhões da estreia do documentário religioso “After Death”, primeiro lançamento do Angel Studios desde o sucesso de “Som da Liberdade”, e com outro terror da Universal, “O Exorcista: O Devoto”, que fez US$ 3,1 milhões em seu quarto fim de semana de exibição, totalizando US$ 61 milhões domesticamente e US$ 120,4 milhões globalmente.   Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana.   1 | FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM   2 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR   3 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES   4 | AFTER DEATH   5 | O EXORCISTA: O DEVOTO

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