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    Estreias | Filme do Mamonas Assassinas chega aos cinemas

    28 de dezembro de 2023 /

    Dois filmes nacionais tem tratamento de blockbuster nesta quinta (28/12) após fracassos consecutivos do cinema americano no país. “Mamonas Assassinas – O Filme” e “Minha Irmã e Eu” chegam em cerca de mil salas do circuito nacional. Além deles, as estreias incluem um terror britânico e um drama francês. Confira os detalhes.   MAMONAS ASSASSINAS – O FILME   A cinebiografia conta a história da banda de Guarulhos que se tornou sensação nacional em meados anos 1990. Ela acompanha a vida dos Mamonas antes da fama, principalmente Dinho, as dificuldades no início da carreira e mostra como um conjunto fracassado de rock progressivo, chamado Utopia, se reinventa como uma banda comédia e se torna um fenômeno. Mamonas Assassinas acabou virando uma das bandas mais amadas do Brasil com sua alegria contagiante, mas sua trajetória foi curta, interrompida por um fim trágico – com a morte de todos os seus integrantes em um acidente aéreo na volta de um show, em 2 de março de 1996. Entretanto, quem não conhece direito a banda pode ter dificuldades em entender a trama, que é apresentada de forma episódica, sem um desenvolvimento narrativo coerente. Isso talvez se deva ao fato do projeto original ter sido concebido por Carlos Lombardi – autor de novelas como “Uga Uga” (2000) e Kubanacan (2004) – e escrito pelo repórter Carlos Amorim como uma minissérie da Record TV. O projeto acabou reconfigurado para as telas grandes com direção de Edson Spinello, que comandou as novelas “Apocalipse” (2017) e “Rei Davi” (2012), e faz sua estreia no cinema. Entretanto, a impressão é que faltam “capítulos” na história. A Record deve exibir a versão com todos os episódios ainda em 2024. O que a produção tem de positivo é a energia do elenco, composto por atores desconhecidos do grande público, mas com grande experiência em musicais, que entregam performances melhores que o próprio filme. Ruy Brissac, que interpreta o vocalista Dinho, repete o papel que viveu no teatro em “Mamonas, o Musical”, e que lhe rendeu o prêmio Bibi Ferreira de Ator Revelação. Adriano Tunes, que vive o baixista Samuel Reoli, é humorista e já trabalhou no programa “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT, além de musicais como o da apresentadora Hebe Camargo. Robson Lima, que interpreta o tecladista Júlio Rasec, também é ator de teatro e trabalhou em “Yank – O Musical”. Rhener Freitas, que tem o papel do baixista Sérgio Reoli, trabalhou na série “Bia”, do Disney Channel. Já o guitarrista Bento quase foi vivido pelo cantor e apresentador Yudi Tamashiro, que acabou substituído por Alberto Hinomoto, sobrinho do personagem real. Alberto, que tinha 17 anos durante a produção, filmou com a mesma guitarra que pertenceu a seu tio, usada por ele nos shows da banda. As filmagens marcam sua estreia nas telas. Outro nome que estreia como atriz na produção é a famosa tiktoker Fernanda “Fefe” Schneider, intérprete de Valéria Zoppello, a namorada de Dinho, que perdeu seu companheiro quando tinha apenas 24 anos. Fernanda é um fenômeno no TikTok e acumula mais de 16 milhões de seguidores na plataforma. Para completar, os pais de Dinho são interpretados por Guta Ruiz, que já esteve no filme “Gostosas, Lindas e Sexies”, e Jarbas Homem de Mello, marido de Cláudia Raia e ator de “Roque Santeiro – O Musical”.   MINHA IRMÃ E EU   Ingrid Guimarães e Tatá Werneck vivem duas irmãs que se odeiam sem deixar de se amar em seu novo encontro cinematográfico. Amigas de longa data, as duas já dividiram a tela em “De Pernas pro Ar 2” (2012), “Loucas para Casar” (2015) e “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” (2017). Desta vez, elas vivem as irmãs Mirian (Ingrid) e Mirelly (Tatá), que nasceram em Rio Verde, Goiás, mas seguiram caminhos opostos na vida. Mirian nunca saiu de sua cidade e se acostumou à rotina pacata do interior. Já Mirelly partiu cedo para o Rio de Janeiro e toda a família acompanha pelas redes sociais seu sucesso, sempre rodeada de amigos famosos. O que os familiares não sabem é que é tudo fake. Na verdade, ela vive com as contas atrasadas e passa muito perrengue fazendo bicos e cuidando dos animais de estimação de celebridades, como a cantora IZA e o casal de atores Lázaro Ramos e Taís Araújo (que interpretam a si mesmos na produção), que ela mente que são seus amigos. Acreditando na mentira, Mirian decide que sua mãe (Arlete Salles) passará a morar com a irmã rica. A situação gera uma grande discussão e o caos culmina com o desaparecimento da mãe das duas, que a partir daí têm que deixar de lado as diferenças e se unir para procurá-la. “Minha Irmã e Eu” é o terceiro filme com “Minha” no título da diretora Susana Garcia, após “Minha Vida em Marte” e o blockbuster “Minha Mãe é uma Peça 3”. Explorando a dinâmica de opostos das irmãs, a comédia de apelo popular é uma das mais divertidas a chegar aos cinemas em 2023.   O SENHOR DO CAOS   O terror folk britânico acompanha Rebecca Holland, interpretada por Tuppence Middleton (“Sombras da Guerra”), uma pregadora cristã que se muda para a cidadezinha de Burrow com a filha Grace e é recebida com curiosidade pela comunidade local, cujas crenças ainda mantém tradições pagãs. Uma dessas tradições é um festival agrícola, que acaba escolhendo Grace como o “Anjo da Colheita”. Entretanto, a menina desaparece misteriosamente durante o evento, levando a protagonista a uma busca angustiante, que revela segredos sombrios sobre o local e seu líder. A atmosfera do filme é impulsionada pelas performances marcantes, especialmente a de Ralph Ineson (“A Bruxa”), que vive o líder carismático e ameaçador da comunidade. As descobertas da protagonista sobre a natureza da cidade e o misterioso festival proporcionam reviravoltas na trama, mantendo o suspense. Com roteiro de Tom Deville (de “A Maldição da Floresta”) e direção de William Brent Bell (de “A Órfã 2: A Origem”), o filme segue alguns padrões do terror pagão rural, estabelecidos no clássico “O Homem de Palha” (1973), mas também oferece surpresas e uma cinematografia marcante, que enfatiza a beleza natural do cenário campestre, capaz de se apresentar tanto de forma idílica quanto inquietante.   PARE COM SUAS MENTIRAS   Adaptação cinematográfica do romance autobiográfico de Philippe Besson, o drama gira em torno de Stéphane Belcourt (interpretado por Guillaume de Tonquédec, de “Qual É o Nome do Bebê”), um autor famoso que retorna, após 35 anos, à sua cidade natal na região francesa de Cognac. O motivo de seu retorno é um convite para um evento, mas suas verdadeiras intenções são reencontrar seu passado romântico, e ao chegar estabelece uma conexão com Lucas (Victor Belmondo, neto do icônico Jean-Paul Belmondo), filho de seu primeiro amor perdido. A narrativa se alterna entre o presente e flashbacks do jovem Stéphane, um estudante desajeitado do último ano do ensino médio, interpretado por Jérémy Gillet, e sua relação com Thomas Andrieu (Julien De Saint Jean), um aluno popular. A história explora a intensidade do primeiro amor e as repercussões de um romance secreto e envergonhado. Apresentado com duas narrativas paralelas – a do Stéphane adulto, celebridade local em Cognac, e a de seu eu jovem em 1984 – , o filme investiga as ramificações da fascinação do protagonista por outro jovem, às vezes beirando o sentimentalismo. A obra guarda semelhanças com “Verão de 85” de François Ozon, ambas adaptações de romances que lidam com o romance gay masculino às vésperas da crise da AIDS, e ambas apaixonadas por um amante que anda de moto. A dor de um tempo desperdiçado e de um amor perdido é um tema familiar no cinema queer, mas o filme de Olivier Peyon (“O Filho Uruguaio”) também oferece uma reflexão comovente sobre o amor adolescente.

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    Universal terá que indenizar surfista brasileiro que apareceu em “Jurassic World”

    27 de dezembro de 2023 /

    A Justiça paulista condenou a Universal Pictures Brasil a pagar uma indenização de R$ 25 mil ao surfista brasileiro Felipe Cesarano. A decisão foi tomada após o estúdio americano Universal utilizar, sem autorização, a imagem do surfista no filme “Jurassic World: Reino Ameaçado”, lançado em 2018. A Universal Pictures Brasil é a empresa responsável pela veiculação e exploração do filme no Brasil. Especialista em surfar ondas gigantes, que chegam a ter 21 metros, ele foi inserido no filme como um “efeito especial” barato. A produção exibiu uma onda na qual ele surfou em 2016 na praia de Jaws, no Havaí, para dar a ideia de que o movimento do mar tinha sido criada por dinossauros. A imagem também foi usada no trailer do filme, que pode ser conferido abaixo.   O que dizem as partes “Foi difícil acreditar que uma produtora da magnitude da ré teria tido uma postura dessas”, afirmaram à Justiça os advogados Antonio Carlos Amorim e Felipe Amorim, que representam o surfista. “Não se deu o trabalho nem de alterar a cor da prancha do Felipe. A única diferença, talvez, seja a edição de um dinossauro indo de encontro a ele, no qual é quase comido e devorado”, disseram no processo. Na defesa apresentada à Justiça, a Universal Pictures Brasil afirmou que a cena que “supostamente conteria a imagem” de Cesarano tem apenas quatro segundos, “sem qualquer destaque ou relevância no filme”. “Considerando a distância, foco, os múltiplos elementos que compõem cena e a sua curta duração, não é possível identificar com segurança o autor [do processo] em nenhum momento, seja no filme em si ou em sua divulgação”, afirmou. De acordo com a Universal, “o ponto principal da cena é o enorme dinossauro, que sai da água para atacar os surfistas”. A defesa também afirmou que em nenhum momento houve a exploração comercial do filme com base na identidade do atleta. A Justiça não aceitou a desculpa, mas a condenação foi muito baixa. O que leva a crer que o caso poderia render mais se fosse levado à Justiça dos EUA – o que ainda pode acontecer.

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    Netflix revela teaser da Parte 2 de “Rebel Moon”

    25 de dezembro de 2023 /

    A Netflix divulgou o teaser de “Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes”, continuação da sci-fi de Zack Snyder, que mostra o combate entre os rebeldes e as forças imperiais – ou melhor, do Imperium. Originalmente concebido como um filme de “Star Wars”, “Rebel Moon” se passa numa lua habitada por agricultores, que são pressionados pelos vilões da história a ceder toda a sua colheita e morrer de fome, senão quiserem morrer de tiros e explosões. Para ajudá-los no confronto, uma ex-militar exilada decide procurar guerreiros capazes de fazer frente à ameaça. Se a Parte 1 mostrou a busca por aliados – e uma traição – , a Parte 2 tratará do confronto propriamente dito. Entretanto, a decisão de dividir o filme em dois e optar por andamento lento, cheio de desvios na narrativa, rendeu críticas muito negativas à primeira parte, lançada na quinta (21/12) – apenas 23% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco desta versão de “Os Sete Samurais” (ou “Sete Homens e um Destino”) numa galáxia distante destaca o protagonismo de Sofia Boutella (de “A Múmia”) e o antagonismo de Ed Skrein (de “Deadpool”), além de Michiel Huisman (“A Maldição da Residência Hill”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Doona Bae (“Mar da Tranquilidade”), Ray Fisher (“Liga da Justiça”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Alfonso Herrera (“Ozark”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Staz Nair (“Supergirl”), Charlotte Maggi (“MaveriX”), Sky Yang (“Tomb Raider: A Origem”), E. Duffy (“Lendas do Crime”), a narração de Anthony Hopkins (“Thor: Ragnarok”) e, na Parte 1, Charlie Hunnam (“Magnatas do Crime”). A Parte 2 só vai estrear em 19 de abril, marcando o lançamento mais distante de duas partes filmadas simultaneamente na Netflix.

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    Estreia de “Aquaman 2” é uma das piores bilheterias da DC

    24 de dezembro de 2023 /

    “Aquaman 2: O Reino Perdido” estreou no topo das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá no fim de semana, mas seu desempenho foi um dos piores já registrados para um filme de super-herói da DC. Entre sexta-feira (22/12) e este domingo (24/12), a produção da Warner Bros. arrecadou modestos US$ 28,1 milhões. Segundo a consultoria Comscore, o filme pode terminar o feriado de Natal, na segunda (25/12, com US$ 40 milhões na América do Norte. Vale lembrar que ele teve orçamento superior a US$ 200 milhões, sem contar as despesas de divulgação e publicidade. Em termos de comparação, o primeiro “Aquaman” estreou com US$ 67 milhões em 2018 e saiu de cartaz com uma bilheteria de US$ 1,1 bilhão em todo o mundo. Além da baixa bilheteria, a sequência enfrenta críticas muito negativas, resultando em apenas 36% de aprovação na média das resenhas avaliadas pelo portal Rotten Tomatoes. O problema não é só de “Aquaman 2”. Todos os lançamentos da DC fracassaram em 2023. Desde que James Gunn e Peter Safran anunciaram o fim do universo concebido por Zack Snyder e um novo começo a partir de 2025, as estreias do estúdio ficaram abaixo das expectativas: “The Flash” fez US$ 55 milhões; “Shazam! Fúria dos Deuses”, US$ 30 milhões; e “Besouro Azul”, US$ 25 milhões. Neste contexto, “Aquaman 2” representa realmente o fim de uma era. Menos promovido que outros lançamentos de super-heróis e com baixa expectativa de sucesso, nem parece a continuação de um blockbuster. Além disso, seu fracasso também alimenta a teoria da fadiga dos super-heróis, mostrando que até os fanboys mais fervorosos estão cansados do gênero. Os filmes do Top 5 A Warner arriscou alto com o lançamento no Natal, que acabou prejudicando outro filme do estúdio. Líder da semana passada, “Wonka” caiu para o 2º lugar com US$ 17,7 milhões na América do Norte. Em 10 dias em cartaz, o prólogo de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” arrecadou US$ 83,5 milhões no mercado interno e cerca de US$ 255 milhões em todo o mundo até o momento. O resto do Top 5 foi marcado por estreias. Em 3º lugar ficou “Patos!”, nova animação da Illumination/Universal, que fez US$ 12,3 milhões em 3.708 cinemas norte-americanos no fim de semana. É um começo modesto para uma animação original, mas o filme, que acompanha a migração de uma família de patos, gerou críticas positivas (69% no Rotten Tomatoes) e obteve nota “A” no CinemaScore, a avaliação do público na saída do cinema, o que é um bom presságio para sua permanência em cartaz durante as férias. A estreia no Brasil vai acontecer na próxima semana, no dia 4 de janeiro. A comédia romântica “Todos Menos Você” abriu em 4º lugar, com uma estimativa de US$ 6,2 milhões em 3.055 cinemas. A produção estrelada por Sydney Sweeney (“Euphoria”) e Glen Powell (“Top Gun: Maverick”) foi considerada medíocre pela crítica (47% no Rotten Tomatoes) e ganhou um B+ no CinemaScore. A exibição no Brasil está marcada para 25 de janeiro. O drama de lutas “Garra de Ferro”, estrelado por Zac Efron (“Baywatch”), decepcionou em 6º lugar com US$ 5 milhões, atrás da produção indiana “Salaar”, thriller de ação que ficou em 5º com US$ 5,4 milhões. “Garra de Ferro” estreia só em 15 de fevereiro no Brasil, enquanto “Salaar” não tem previsão de lançamento.   Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana.   1 | AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO   2 | WONKA   3 | PATOS!   4 | TODOS MENOS VOCÊ   5 | SALAAR

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  • Filme,  Série

    Estreias | Percy Jackson, Rebel Moon, Maestro, Resistência e as novidades do streaming

    22 de dezembro de 2023 /

    Os 10 destaques da semana em streaming reúnem uma oferta reduzida de séries. São apenas três indicações, incluindo o esperado lançamento de “Percy Jackson e os Olimpianos” e a volta de “What If…?”. Com sete títulos, a seleção de cinema oferece mais variedade, com superproduções sci-fi, a maior bilheteria nacional do ano, o documentário recordista de Taylor Swift e filmes que devem aparecer no Oscar 2024. Confira a seleção de novidades:   SÉRIES   PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS | DISNEY+   A franquia literária de Rick Riordan vira série após dois filmes decepcionantes na década passada. Mas desta vez acerta em cheio, ao contar com a supervisão do escritor, responsável por tornar a produção bastante fiel à sua obra. A trama gira em torno do personagem-título, um garoto de 12 anos que descobre ser um semideus, filho de um deus grego e de uma mãe humana. Percy Jackson é vivido por Walker Scobbell, revelação do filme “O Projeto Adam” (2022). Ambientada em Nova York, a série inicia com o protagonista enfrentando desafios típicos da adolescência – bullying, dislexia e TDAH – até perceber que consegue ver criaturas estranhas que outros não veem. A narrativa se desenrola rapidamente após um incidente na escola, quando Percy é atacado por sua professora que se transforma em uma Fúria. Ele é resgatado por um caneta mágica dada por outro professor, Sr. Brunner (Glynn Turman), que também não é quem parece ser, e acaba descobrindo que seu amigo Grover (Aryan Simhadri) é um sátiro encarregado de protegê-lo. Levado ao Acampamento Meio-Sangue, ele conhece outros filhos de deuses, incluindo Jason Mantzoukas como Dionísio, diretor do acampamento, e Annabeth (Leah Sava Jeffries), filha de Atena, que se torna uma importante aliada. A trama é impulsionada pela busca do raio de Zeus, levando Percy e seus amigos em uma jornada épica, repleta de desafios mitológicos e criaturas perigosas. Sob a direção de James Bobin (“Alice Através do Espelho”), a narrativa se destaca por oferecer uma visão realista das crianças, equilibrando a aventura com as inseguranças típicas da idade. A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e Riordan, e o elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”), Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”), Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”), Toby Stephens (“Perdidos no Espaço”) e o falecido Lance Reddick (“John Wick”).   A CRIATURA DE GYEONGSEONG | NETFLIX   mbientada na primavera de 1945, na cidade de Gyeongseong, a nova série sobrenatural reúne dois dos maiores astros da Coreia do Sul, Park Seo-joon (em cartaz em “As Marvels”) e Han So-hee (“My Name”), que se unem pela primeira vez num mesmo projeto. Ele interpreta o homem mais rico de Gyeongseong e proprietário de uma casa de penhores, enquanto ela vive uma detetive famosa por sua capacidade de rastrear qualquer pessoa, até mesmo os mortos. Ambos se cruzam na investigação de casos de desaparecidos, que leva ao hospital onde estranhas experiências são criadas em laboratório. Mas uma vez no interior da instituição, os dois precisão lutar para sobreviver ao se depararem com uma criatura “nascida da ganância humana”. Escrita por Kang Eun-kyung (“Dr. Romântico”) e dirigida por Jeong Dong-yun (“Tudo Bem Não Ser Normal”), a atração combina ação, melodrama e terror, e também traz em seu elenco Wi Ha-joon (“Round 6”), Claudia Kim (“A Torre Negra”), Kim Hae-sook (“A Criada”), Jo Han-chul (“Alerta Vermelho”) e Ji Woo (“Estranhos Íntimos”). Dividida em duas partes, a série conclui com uma segunda leva de episódios em 5 de janeiro.   WHAT IF…? | DISNEY+   A série animada em que o Vigia (voz de Jeffrey Wright) explora o multiverso retorna com novas versões alternativas dos heróis dos quadrinhos em sua 2ª temporada. As histórias exploram o que aconteceria se… Nebulosa se juntasse à Tropa Nova, Peter Quill atacasse os heróis mais poderosos da Terra, Hela encontrasse os Dez Anéis, os Vingadores se reunissem em 1602 e outras possibilidades, com direito até a uma trama natalina, focada em Happy Hogan. Um dos atrativos da produção criada por AC Bradley é o envolvimento dos atores do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Alguns dos principais personagens são dublados por seus intérpretes dos filmes live-action, como Karen Gillan (Nebulosa) Hayley Atwell (Peggy Carter), Cate Blanchett (Hela), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff), Kat Dennings (Darcy Lewis) e Jon Favreau (Happy Hogan). Mas alguns protagonistas tiveram suas vozes substituídas, como Viúva Negra (Lake Bell), Capitão América (Josh Keaton) e, claro, Pantera Negra (que não teve seu intérprete revelado até o momento). São ao todo 9 capítulos, disponibilizados diariamente até o dia 30 de dezembro. E em breve chegam mais, porque “What If…?” já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção e ainda ganhará a companhia de uma série derivada, “Marvel Zombies” – ainda sem previsão de lançamento.   FILMES   SALTBURN | PRIME VIDEO   Escrito e dirigido pela vencedora do Oscar Emerald Fennell (“Bela Vingança”), o thriller aristo-gótico mergulha nas complexidades e prazeres ocultos das classes altas da Inglaterra. Situado entre os ambientes elitistas da Universidade de Oxford e a propriedade que dá nome ao filme, a narrativa segue Oliver Quick (interpretado por Barry Keoghan, de “Eternos”), um estudante bolsista de Oxford, que se encontra em um mundo de privilégios e riqueza após ser convidado a passar o verão na mansão de campo Saltburn, propriedade da família de um colega de aula carismático e rico, Felix Catton (Jacob Elordi). Este cenário pitoresco se torna o palco para uma série de eventos que desencadeiam obsessão, ressentimento e vingança. A história de “Saltburn” é uma viagem através da consciência de classe, envolvendo o espectador em uma sátira vívida de “Brideshead Revisited”, com referências à cultura pop dos anos 2000. Oliver entra neste mundo de riqueza e influência, fascinado e ao mesmo tempo deslocado. Ele rapidamente se torna o favorito de Felix, o que gera tensão e inveja entre os outros membros da elite. A estadia em Saltburn revela segredos e verdades ocultas sobre a família Catton, enquanto ele luta para manter sua identidade e moralidade em meio a um ambiente de indulgência e extravagância. Barry Keoghan oferece uma atuação marcante, com um desempenho que equilibra inocência e astúcia. Seu relacionamento com Felix é o coração da trama, explorando temas de obsessão, desejo e manipulação. A cinematografia de Linus Sandgren e a direção de arte de Suzie Davies criam um visual deslumbrante que complementa a narrativa, enquanto performances de destaque de Rosamund Pike (“A Roda do Tempo”), Richard E. Grant (“Loki”) e outros adicionam profundidade e humor ao filme. “Saltburn” se estabelece como uma análise astuta e estilizada das dinâmicas de poder e divisões sociais, marcando mais um sucesso na carreira de Fennell.   MAESTRO | NETFLIX   Bradley Cooper volta ao mundo da música após o sucesso de “Nasce uma Estrela”, em seu segundo filme como diretor. Desta vez, porém, a trama é biográfica, debruçando-se sobre a figura complexa de Leonard Bernstein, um renomado compositor e maestro americano – mais conhecido pelos brasileiros como o autor da trilha do musical “Amor, Sublime Amor”. Também intérprete do protagonista (com um notável nariz postiço), Cooper opta por uma abordagem não linear, contando a história de Bernstein através de uma série de vinhetas que cobrem diferentes períodos de sua vida. Outro aspecto distintivo da estrutura narrativa é o uso criativo da cor. As cenas iniciais são apresentadas em preto e branco, evocando a estética de fotografias antigas e filmes clássicos, o que confere às imagens um ar nostálgico e histórico. À medida que a história avança, o filme introduz cores, sinalizando mudanças temporais e emocionais na vida de Bernstein. Essa transição é usada de maneira eficaz para destacar a evolução dos personagens e dos tempos. O drama começa com Bernstein em seus anos finais, refletindo sobre sua vida e carreira, o que permite que o filme mergulhe em flashbacks de momentos cruciais de sua trajetória. Essas cenas, que vão desde sua estreia surpreendente na Filarmônica de Nova York até os problemas de seu casamento com Felicia Montealegre, facilitam a exploração tanto dos triunfos quanto dos desafios enfrentados pelo maestro e compositor. Boa parte do enredo se concentra na relação de Bernstein com sua esposa (interpretada por Carey Mulligan, de “Bela Vingança”), que abrange várias décadas, revelando as nuances de um relacionamento marcado pela admiração mútua, mas também por obstáculos decorrentes da sexualidade do compositor e de sua natureza artística expansiva. Mulligan entrega uma performance notável, capturando a evolução da personagem ao longo dos anos. Além disso, o filme utiliza a música para ilustrar os momentos pessoais intensos do protagonista, integrando performances musicais ao enredo de forma orgânica para celebrar a genialidade musical de Bernstein.   ACAMPAMENTO DE TEATRO | STAR+   A comédia maluca sobre teatro infantil se passa num acampamento de verão onde monitores criativos, apaixonados e um pouco desequilibrados se juntam durante as férias escolares para ensinar teatro a uma nova turma de crianças. Porém, quando a fundadora do acampamento entra em coma, seu filho desinformado e pretensioso decide entrar em ação para salvar o local da falência, mesmo sem saber nada sobre teatro. Trabalhando em conjunto com os monitores do acampamento e professores excêntricos, ele lança uma missão desafiadora: criar uma peça de teatro genial em apenas três semanas com crianças completamente inexperientes. O filme é baseado num curta de 2020 da atriz Molly Gordon (“O Urso”) e do diretor de clipes Nick Lieberman, casal que faz sua estreia como cineastas na versão ampliada da trama. Além de escrever e dirigir com o namorado, Molly Gordon também estrela “Theater Camp” junto com Jimmy Tatro (“Economia Doméstica”), Ben Platt (“Querido Evan Hansen”), Ayo Edebiri (“O Urso”), Noah Galvin (“The Good Doctor”) e Amy Sedaris (“Ghosted: Sem Resposta”). O elenco e os diretores venceram um prêmio especial (Melhor Conjunto) no Festival de Sundance, durante sua première em janeiro passado, ocasião em que o filme foi coberto de elogios pela crítica e atingiu 86% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes.   RESISTÊNCIA | STAR+   A nova sci-fi de Gareth Edwards, diretor de “Godzilla” (2014) e “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016), é um thriller de ação passado num futuro distópico, marcado pela guerra entre a humanidade e a inteligência artificial (IA). Com efeitos visuais de ponta, o longa se passa após um atentado que fez os EUA banirem todas as IA e acompanha o agente militar Joshua, interpretado por John David Washington (“Tenet”), em uma missão de invasão na Nova Ásia, região onde as IAs ainda são legais, para caçar e matar o Criador, arquiteto elusivo de uma IA avançada com o poder de encerrar as guerras e a própria humanidade. Só que a arma que ele recebeu instruções para eliminar é, na verdade, uma IA com forma de criança. Diante da descoberta – e de alguma reflexão – , ele surpreende ao mudar de lado, enfrentando desafios arriscados para proteger a jovem androide daqueles que querem destruí-la. A obra foi muito elogiada por sua abordagem ambiciosa num gênero frequentemente dominado por sequências e remakes. A narrativa não explora apenas a guerra entre humanos e IA, mas também mergulha em questões éticas e filosóficas, o que rendeu comparações a obras icônicas de ficção científica. De fato, a trama lembra vários outros filmes, evocando desde produções sobre a Guerra do Vietnã (como “Apocalypse Now”) até sci-fis sobre IAs (“IA”) e androides (“Blade Runner”). O roteiro original foi escrito por Edwards e Chris Weitz (também de “Rogue One”) e o elenco ainda conta com Gemma Chan (“Eternos”), Ken Watanabe (“A Origem”), Sturgill Simpson (“Dog: A Aventura de Uma Vida”), Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”) e a atriz mirim estreante Madeleine Yuna Voyles.   REBEL MOON – PARTE 1: A MENINA DE FOGO | NETFLIX   Zack Snyder, um diretor cujo trabalho frequentemente divide opiniões, conseguiu unanimidade com seu novo longa. A crítica internacional odiou de forma unificada – a aprovação é de apenas 25% no Rotten...

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    Estreias | Aquaman, Beyoncé e os Três Mosqueteiros chegam aos cinemas

    21 de dezembro de 2023 /

    O lançamento de “Aquaman 2: O Reino Perdido” ocupa a maioria dos cinemas nesta semana, numa última tentativa de fazer os títulos da DC renderem nas bilheterias, antes do reboot completo previsto para 2025. O documentário da turnê de Beyoncé e a nova aventura dos Três Mosqueteiros completam a programação comercial, com exibição em cerca de 200 cinemas. Confira abaixo os detalhes destes filmes e das estreias em circuito limitado.   AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO   A sequência de “Aquaman” (2018), maior sucesso da DC no cinema, representa um momento decisivo no cinema de super-heróis, marcando o fim do DCEU, o universo DC criado em torno da visão de Zack Snyder. Com Jason Momoa reprisando seu papel como Aquaman, a produção se afasta do que funcionou no primeiro filme para evocar produções clássicos de “animigos”, numa mistura de ação e humor. No centro da narrativa está a aliança entre Aquaman e seu meio-irmão Orm, interpretado por Patrick Wilson, inimigos declarados no primeiro filme, que se unem contra um terceiro inimigo comum: o Manta Negra, vivido por Yahya Abdul-Mateen II. Manta busca vingança, armado com um tridente místico e uma substância tóxica ameaçadora. Para impedi-lo, os irmãos embarcam numa jornada que desafia suas habilidades e convicções, enquanto tentam proteger não só Atlantis, mas também o mundo da superfície. O enredo também aborda aspectos familiares de Aquaman, incluindo seu papel como pai. O elenco é complementado por Temuera Morrison, Dolph Lundgren, Nicole Kidman, Amber Heard e Randall Park, mantendo uma continuidade com o filme anterior. Dirigido novamente por James Wan, o filme economizou no acabamento dos efeitos visuais, ao estrear em um momento de transição para a DC, com James Gunn e Peter Safran direcionando a franquia para um novo começo. Não por acaso, foca em uma narrativa própria, evitando referências diretas às tramas anteriores do universo DC – participações de dois Batman diferentes foram filmadas e abandonadas. Mesmo assim, não consegue evitar os sinais de esgotamento da fórmula tradicional. Lançado em um contexto de saturação do gênero de super-heróis, representa realmente o fim de uma era. Menos promovido que outros lançamentos de super-heróis e com baixa expectativa de sucesso, nem parece a continuação de um blockbuster de US$ 1,1 bilhão.   OS TRÊS MOSQUETEIROS: MILADY   Sequência do sucesso “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”, lançado há oito meses nos cinemas, a nova adaptação do diretor francês Martin Bourboulon transforma os personagens clássicos de Alexandre Dumas numa das franquias de ação mais empolgantes de 2023. A trama continua a ação diretamente do final dramático do primeiro filme, aprofundando-se nas aventuras dos famosos heróis de capa e espada, e de seus complexos antagonistas. Vilã da história, Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) brilha no papel de Milady, uma nobre astuta cuja habilidade para seduzir, lutar e conspirar a coloca no centro da trama. Enquanto D’Artagnan (François Civil) se enreda no charme de Milady, que causa caos e testa lealdades, os mosqueteiros Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmaï) e Aramis (Romain Duris) são enviados para combater os protestantes em La Rochelle, sob ordens do Rei Luís XIII (Louis Garrel). A trama se desenrola em um cenário de guerra e estratégia, onde as alianças são tão voláteis quanto as espadas são afiadas. Com uma cinematografia que capta de forma magistral as paisagens rurais e os cenários de batalha da França do século 17, o filme consegue mesclar com habilidade os elementos de ação, drama e comédia, equilibrando lutas de espada com momentos de humor. O resultado é uma celebração do gênero de aventura como há muito não se via, proporcionando uma experiência cinematográfica à moda antiga, só que com o ritmo alucinante das produções mais modernas.   RENAISSANCE – UM FILME DE BEYONCÉ   Exploração cinematográfica do mais recente tour de Beyoncé Knowles-Carter, que não passou pelo Brasil, o documentário combina performances ao vivo com momentos intimistas dos bastidores. A turnê mundial, realizada de maio a outubro, destacou-se por transformar grandes estádios em espetáculos deslumbrantes de música e dança. A produção é focada no álbum “Renaissance” de 2022, um tributo à cultura das discotecas e sua capacidade de levar, especialmente as comunidades marginalizadas, a um estado de libertação. O filme, dirigido pela própria Beyoncé, oferece uma visão detalhada sobre a execução desse projeto visionário, prestando homenagem ao legado da cultura underground dançante. Na tela, Beyoncé exibe um leque de facetas artísticas, transitando entre deusa radiante e ícone queer, enquanto se mantém fiel à sua autenticidade. O documentário inclui o registro de seu 42º aniversário, com Diana Ross liderando uma serenata no palco, e explora a jornada de artista em busca da excelência absoluta, mostrando sua dedicação minuciosa aos detalhes. O filme vai além de um mero registro de concertos, apresentando ensaios com dançarinos, momentos familiares com Jay-Z e seus filhos, e visitas ao bairro de infância da cantora em Houston. A produção ainda ressalta a importância de cada membro da equipe, desde motoristas a estilistas, e revela detalhes sobre o palco e as inovações tecnológicas utilizadas na turnê. O conceito proporciona uma experiência imersiva, equilibrando íntimos momentos familiares com a grandiosidade dos shows de Beyoncé. Apresentando uma mistura de entrevistas, cenas de bastidores e performances, a obra revela a complexidade e o impacto humano por trás de uma das turnês mais notáveis da música pop atual.   A MENINA SILENCIOSA   Primeiro filme irlandês indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a produção é um drama de amadurecimento falado em gaélico irlandês, que capta a complexidade da infância e a luta por amor e aceitação. Passado na Irlanda rural dos anos 1980, o filme gira em torno de Cáit, uma menina de nove anos interpretada por Catherine Clinch. Vivendo em uma casa lotada onde é negligenciada pelos pais e irmãos, Cáit é enviada para morar com os parentes distantes de sua mãe, Eibhlín e Seán, em uma fazenda ainda mais isolada. Esta mudança de ambiente permite que a criança, antes retraída e esquecida, comece a florescer sob os cuidados atenciosos de Eibhlín, vivida por Carrie Crowley, e a aceitação gradual de Seán, interpretado por Andrew Bennett. Como indica o título, o primeiro longa de ficção do documentarista Colm Bairéad destaca-se por sua narrativa contida e sutil, onde as emoções são expressas mais por gestos e olhares do que por diálogos. Bairéad, que também é responsável pelo roteiro – adaptado da novela “Foster”, de Claire Keegan – , explora com habilidade a relação entre o silêncio e a comunicação, levando o espectador a compreender profundamente os personagens sem a necessidade de palavras explícitas. Além disso, a performance de Clinch, em seu primeiro papel no cinema, é notavelmente expressiva, transmitindo a jornada interior de Cáit com uma maturidade além de sua idade. A cinematografia, que captura a beleza do campo irlandês, complementa o retrato tocante da busca da protagonista por um lugar onde possa pertencer e ser amada, além de ilustrar como esse lugar pode afetar vidas.   PROPRIEDADE   Suspense em um contexto de tensão social, o filme brasileiro acompanha Teresa (interpretada por Malu Galli, de “Desalma”), cuja vida se transforma após um assalto traumático. Buscando tranquilidade, seu marido a leva para a fazenda da família em um carro blindado. Lá, eles enfrentam uma revolta dos trabalhadores, que reagem à perda iminente de seus empregos. A situação se agrava quando Teresa fica isolada dentro do veículo blindado, enquanto os trabalhadores se revoltam contra a decisão de transformar a fazenda em um resort. O início do filme, marcado por uma cena violenta gravada em vídeo de celular, estabelece o tom e aprofunda o trauma de Teresa. Este evento define seu caráter e suas ações subsequentes. O diretor Daniel Bandeira (“Amigos de Risco”) explora a dinâmica entre Teresa e os trabalhadores da fazenda, destacando a crescente desesperança e a espiral de violência. Os trabalhadores, embora retratados em sua maioria como um grupo enfurecido, também têm seus momentos de dor e aspirações por um futuro melhor. A produção é eficaz como um thriller de sobrevivência, criando cenas de tensão e desconforto, especialmente em torno do carro blindado, que se torna tanto um refúgio quanto uma prisão para Teresa. Entretanto, ao tentar equilibrar a narrativa com drama de classe, acaba oscilando entre os dois lados do conflito sem desenvolver completamente a complexidade moral proposta. Mesmo assim, é boa a intenção de Bandeira ao criar um filme de gênero que desafia o espectador a contemplar as nuances da luta de classes e suas implicações em uma sociedade fragmentada.

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    Kristen Stewart se apaixona por fisiculturista e enfrenta gângsteres em trailer sangrento

    19 de dezembro de 2023 /

    O estúdio indie A24 (vencedor do Oscar 2023) divulgou o pôster e o trailer de “Love Lies Bleeding”, um thriller romântico em que Kristen Stewart se apaixona por uma fisiculturista e declara guerra ao pai gângster. Na trama, a atriz vive Lou, gerente de uma academia de musculação, que se apaixona por Jackie, uma fisiculturista recém-chegada, que está passando pela cidade a caminho de Las Vegas em busca de seu sonho de competir profissionalmente. O problema é que Jackie, em busca de dinheiro, resolve trabalhar para o pai de Lou, um gângster brutal, o que leva a conflitos e confrontos sangrentos. Com Jackie agora presa na teia de sua família criminosa, a personagem de Kristen aponta: “Precisamos revidar”. “Love Lies Bleeding” é o segundo longa-metragem da cineasta inglesa Rose Glass, que estreou com o premiado terror “Saint Maud” em 2019. O elenco também destaca Katy O’Brian (“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”) como Jackie, Ed Harris (“Westworld”) como o pai gângster, além de Dave Franco (“Dupla Jornada”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”) e Anna Baryshnikov (filha do renomado bailarino Mikhail Baryshnikov). O filme terá première no Festival de Sundance em janeiro, com o lançamento comercial marcado para 8 de março nos EUA. Ainda não há previsão para estreia no Brasil.

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    Campanha de bolsonaristas pode dar outro sucesso a Wagner Moura no cinema

    19 de dezembro de 2023 /

    A hashtag #BoicoteaWagnerMoura voltou a aparecer no X (antigo Twitter) nesta terça-feira (19/12), alimentada por pessoas identificadas como “bolsonaristas”. O alvo é o novo filme do ator, uma produção americana chamada “Guerra Civil”, que só estreia em junho de 2024. Histórico de boicotes Esta é a quarta campanha de boicote a filmes disparada por bolsonaristas. A primeira, por sinal, teve como alvo o próprio Wagner Moura. Eles se empenharam com muito afinco contra “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura, que acabou se tornando a maior bilheteria brasileira de 2021. Também se manifestaram contra “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, que virou outro sucesso de público – a quarta maior bilheteria nacional do ano passado. A terceira tentativa foi uma nova investida contra Lázaro Ramos, mirando o filme “Ó Pai, Ó”. Após a iniciativa, a comédia esgotou sessões em Salvador, na Bahia, estreou com R$ 1 milhão nas bilheterias e encerrou seu passagem pelos cinemas com a maior bilheteria do Nordeste em 2023. Ao todo, o filme fez R$ 2,2 bilhões na região, que mesmo sem computar o resto do país já representa uma das maiores arrecadações de um filme nacional neste ano. Lázaro e Wagner se tornaram alvo de bolsonaristas por terem apoiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Mas embora o ódio esteja concentrado apenas nos dois, milhares de outros artistas também fizeram o mesmo, declarando voto em Lula. Até o momento, as campanhas tiveram resultado inverso, ajudando a divulgar as produções com o engajamento nas redes sociais. Muitas pessoas que não tinham ouvido falar nos filmes acabaram interessadas em conhecer o motivo da discórdia. Além disso, o público declarado de esquerda também tem comprado as brigas e prestigiado os alvos. Essa audiência ainda zoa as iniciativas, afirmando que não surtem efeito porque bolsonaristas nunca veem filmes brasileiros mesmo. Novo filme polêmico Vale observar que o novo filme estrelado por Wagner Moura tem um tema especialmente incômodo para extremistas. O thriller de ação se passa num futuro próximo e distópico, em que a polarização dos EUA mergulha o país numa luta brutal pelo poder. A trama acompanha um grupo de jornalistas tentando cobrir o avanço de militares alinhados com a ideologia de ultradireita, que pretendem atacar a capital do país. Alvos de tiros e bombas, os jornalistas são vividos por Wagner Moura e Kirsten Dunst (“Melancolia”). Na trama, 19 estados se separaram da União, formando um exército de Forças Ocidentais que desafiam o governo e o poderio militar dos estados do Leste. Reflexo da divisão real criada no país durante o governo de Donald Trump, o filme tem roteiro e direção de Alex Garland, cineasta de ficções científicas premiadas como “Ex-Machina” e “Aniquilação”. O elenco também inclui Cailee Spaeny (“Priscilla”), Jesse Plemons (“Assassinos da Lua das Flores”), Nick Offerman (“The Last of Us”), Stephen McKinley Henderson (“Beau Tem Medo”), Jefferson White (“Yellowstone”) e Sonoya Mizuno (“A Casa do Dragão”). A produção é a mais cara da história da A24, estúdio responsável por filmes como “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (vencedor do Oscar 2023), “Midsommar” (2019) e “X – A Marca da Morte” (2022) e “Priscilla” (2023). A estreia está marcada para 11 de julho no Brasil, quase três meses após o lançamento nos EUA (em 26/4). A expectativa é tanta que o trailer americano do filme, ainda sem versão oficial no Brasil, já ganhou diversas alternativas legendadas por fãs no YouTube.

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    Bilheteria | “Wonka” é filme mais visto nos EUA

    17 de dezembro de 2023 /

    A estreia de “Wonka”, prólogo do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” estrelado por Timothée Chalamet, superou expectativas com arrecadação de US$ 39 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Mas o desempenho foi ainda mais promissor no cenário internacional, com US$ 53,6 milhões em 77 mercados, ultrapassando clássicos familiares como “Paddington” (2014) e musicais como “O Rei do Show” (2017) e “O Retorno de Mary Poppins” (2018). Com um lançamento antecipado na semana passada em alguns países (inclusive no Brasil), o total mundial do filme já está em US$ 151,4 milhões. Este início é encorajador para um musical, um gênero que tem enfrentado dificuldades nos últimos tempos. Produzido pela Warner Bros. e com direção de Paul King, conhecido por “Paddington”, “Wonka” é a história de origem do confeiteiro mágico Willy Wonka, anteriormente interpretado por Gene Wilder e Johnny Depp em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” de 1971 e em seu remake de 2005. O público adorou, atribuindo a “Wonka” uma nota A- no CinemaScore, pesquisa feita com a plateia na saída dos cinemas, enquanto a nota da crítica ficou em 84% no site Rotten Tomatoes. Feliz com o desempenho de “Wonka”, a Warner vai, ironicamente, colocar o sucesso do filme em risco no próximo fim de semana, com o lançamento do filme de super-herói da DC “Aquaman 2: O Reino Perdido” para disputar a venda de ingressos. O resto do Top 5 O 2º lugar nas bilheterias do fim de semana na América do Norte foi ocupado por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, que arrecadou US$ 5,8 milhões em sua quinta semana de exibição. Com essa performance, o filme elevou seu total doméstico para US$ 145,2 milhões e, globalmente, superou os US$ 300 milhões. Isto significa que o longa orçado em US$ 100 milhões recuperou o investimento de produção e começou a zerar as despesas de cópias e publicidade (P&A). A produtora Lionsgate já deve estar pensando em como materializar uma continuação. Em 3º lugar ficou o anime japonês “O Menino e a Garça” (The Boy and the Heron), que arrecadou mais US$ 5,2 milhões para chegar num total doméstico de US$ 23,1 milhões e US$ 109,8 milhões mundiais. Outro filme japonês, “Godzilla Minus One”, ficou em 4º lugar com uma receita adicional de US$ 4,5 milhões para um total doméstico de US$ 34,2 milhões e US$ 64 milhões mundiais. A animação “Trolls 3: Juntos Novamente” completa o Top 5, com US$ 4 milhões. O desenho da DreamWorks Animation faturou US$ 88,6 milhões na América do Norte e US$ 183,1 milhões em todo o mundo o mundo.   Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana.   1 | WONKA   2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES   3 | O MENINO E A GRAÇA   4 | GODZILLA MINUS ONE   5 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE

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    Ryan Reynolds vê “Amigos Imaginários” em trailer de fantasia infantil

    14 de dezembro de 2023 /

    A Paramount divulgou o trailer de “Amigos Imaginários” (IF), comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds (o “Deadpool”) vê criaturas concebidas pela imaginação de crianças. Mistura de live-action e animação, o filme acompanha um perplexo Reynolds e sua filha, interpretada por Cailey Fleming (a Judith de “The Walking Dead”), sendo convencidos a usarem a capacidade de ver Migs (os amigos imaginários) para ajudar as adoráveis criaturas a superarem o trauma de serem esquecidos por crianças que já cresceram. Entristecidos por ficarem sozinhos, os Migs se unem aos dois na tentativa de serem lembrados por alguém antes de desaparecerem completamente. O filme tem roteiro e direção de John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”), que também coestrela a produção como uma das vozes dos Migs, junto com sua esposa Emily Blunt (também de “Um Lugar Silencioso”), Phoebe Waller-Bridge (“Indiana Jones e a Relíquia do Destino”), Matt Damon (“Jason Bourne”), Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”), Steve Carell (“Space Force”), Vince Vaughn (“Freaky – No Corpo de um Assassino”), Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Maya Rudolph (“Fortuna”), Fiona Shaw (“Killing Eve”), Louis Gossett Jr (“Watchmen”) e muitos outros. A estreia está marcada para 16 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Eddie Murphy volta à ação no teaser de “Um Tira da Pesada 4”

    14 de dezembro de 2023 /

    A Netflix divulgou o teaser de “Um Tira da Pesada 4: Alex Foley”, que marca o retorno de Eddie Murphy ao papel de Axel Foley e à franquia que o consagrou nos anos 1980. A prévia mostra o personagem de volta às ruas de Beverly Hills e às voltas com novos e velhos personagens, em meio a cenas de ação e tiroteios, acompanhado por uma versão hip hop da trilha icônica da franquia. Na trama, depois que a vida de sua filha é ameaçada, Foley se une a um novo parceiro e aos antigos companheiros de Los Angeles para acabar com uma conspiração. A continuação se passa quase 30 anos após o terceiro filme. Os três primeiros filmes foram lançados em 1984, 1987 e 1994, respectivamente, e faturaram um total de US$ 735,5 milhões em todo o mundo. Todos eles mostraram o policial de Detroit Alex Foley viajando a Los Angeles para resolver casos interestaduais.   Elenco e produção Além de Eddie Murphu, quatro atores dos filmes originais também estão na continuação: Judge Reinhold e John Ashton, que viveram os detetives Billy Rosewood e o Sargento Taggart, ajudantes atrapalhados de Foley em Los Angeles; Paul Reiser, o parceiro original de Foley em Detroit, chamado Jeffrey Friedman; e Bronson Pinchot, que viveu Serge, um funcionário atrevido de galeria de arte. Eles se juntam a novos personagens interpretados por Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”) e Kevin Bacon (“Guardiões da Galáxia: Especial de Festas”), intérpretes de policiais, e Taylour Paige (“Zola”) como a filha do protagonista. A continuação foi escrita por Will Beall (“Aquaman”) e tem direção de Mark Molloy, que assina seu primeiro longa-metragem após ganhar vários prêmios por seu trabalho em publicidade. Já a produção continua a cargo de Jerry Bruckheimer, responsável pela trilogia original. O projeto foi acelerado após Eddie Murphy estrelar com sucesso outra sequência dos anos 1980, “Um Príncipe em Nova York 2”, que virou um dos filmes mais vistos da Amazon Prime Video. Previsto para 2024, o filme ainda não teve a data de estreia definida.

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    Estreias | Cinemas recebem novos filmes de Godzilla e Larissa Manoela

    14 de dezembro de 2023 /

    Com uma programação bastante variada, os cinemas recebem em circuito amplo “Godzilla Minus One”, considerado o melhor filme de monstro gigante do século, “Tá Escrito”, a nova comédia estrelada por Larissa Manoela, e o terror “A Maldição do Queen Mary”. As estreias ainda incluem produções de arte, títulos natalinos, uma animação russa e até outro terror em circuito alternativo. O destaque entre os lançamentos com distribuição limitada é “A Sociedade da Neve”, drama sobre uma famosa tragédia aérea que vitimou um time uruguaio de rugbi nos Andes – e que chega em breve na Netflix. Confira a lista completa.   GODZILLA MINUS ONE   Celebrando o 70º aniversário do icônico kaiju japonês, o estúdio Toho retoma a abordagem sombria e introspectiva, resgatando o Godzilla assustador e poderoso dos primeiros lançamentos. A produção japonesa se destaca pelas sequências de ação bem coreografadas e efeitos visuais impressionantes, apesar de seu orçamento relativamente modesto. Além disso, sua trama também revive os elementos que inspiraram o surgimento da franquia, como a obliteração de Hiroshima e Nagazaki por bombas atômicas no fim da 2ª Guerra Mundial. O caos criado por Godzilla era originalmente uma metáfora para a devastação da guerra e as armas nucleares. Não por acaso, a trama é ambientada em 1946 e segue Koichi Shikishima (interpretado por Ryunosuke Kamiki), um piloto kamikaze desonrado. Após falhar em sua missão suicida, Koichi enfrenta o monstro icônico, que ameaça destruir Ginza e Tóquio. O filme explora a culpa do sobrevivente e sua busca por redenção, enquanto tenta reunir um grupo para combater o monstro gigante. A ação combina cenas emocionantes de ação com melodrama patriótico, capturando com eficácia o sofrimento e a resiliência dos personagens em meio à devastação pós-guerra. A história é intensificada por essa carga emocional, tornando cada confronto com o kaiju não apenas um espetáculo visual, mas também um momento de catarse coletiva. Com isso, a obra não se limita a ser um simples filme de monstro, mas se torna uma exploração da psique japonesa no pós-guerra, uma celebração da resistência humana e da capacidade de superar adversidades inimagináveis. O cineasta Takashi Yamazaki é considerado um gênio dos efeitos visuais, tendo trabalho no game “Onimusha 3” (2003), na adaptação live-action do anime cult “Patrulha Estelar” (2010) e no filme anterior do monstro, “Shin Godzilla” (2016). Como diretor, ele é mais conhecido por assinar animações, como “Friends: Aventura na Ilha dos Monstros” (2011), “Lupin III: O Primeiro” (2019) e os dois “Stand by Me Doraemon” (2014 e 2020)   TÁ ESCRITO   O novo filme de Larissa Manoela faz uma mescla de comédia romântica e fantasia. A atriz dá vida à Alice, uma jovem leonina que, ao contrário de seu signo, se sente insegura e detesta ser o centro das atenções. Ela se frustra por viver com a mãe (Karine Teles), uma virginiana obcecada por organização, e com o irmão espertinho (Kevin Vechiatto). Seu maior sonho é conquistar o primeiro emprego e ir morar com o namorado (André Luiz Frambach, noivo de Larissa na vida real), porém a relação vai por água abaixo devido aos planos profissionais do garoto. A jovem vai culpar todos os astros por conta dos desafios, até que, contra todas as probabilidades, recebe uma oportunidade para abordar astrologia em um podcast. As mudanças continuam quando ela recebe um livro em branco com instruções mágicas, que tem o poder de tornar realidade qualquer previsão astrológica escrita em suas páginas. A narrativa segue Alice enquanto ela tenta usar o livro para beneficiar a si mesma e aos outros, afetando assim a vida das pessoas de acordo com seus signos do zodíaco e causando uma série de eventos imprevistos. Apesar de contar com performances carismáticas, especialmente de Larissa Manoela, “Tá Escrito” acaba reduzido a uma abordagem simplista e cheia de clichês. Concebido como uma tentativa de transmitir uma mensagem sobre a individualidade para além dos signos astrológicos, o enredo na verdade acaba reforçando estereótipos. A direção é de Matheus Souza (“A Última Festa”) e o roteiro foi concebido por Thuany Parente (“Apocalipse”) e Mariana Zatz (“Turma da Mônica: Lições”).   A SOCIEDADE DA NEVE   O drama de sobrevivência do cineasta espanhol J.A. Bayona é uma recriação dramática do desastre aéreo envolvendo o voo 571 da Força Aérea Uruguaia em 1972. Este evento, que se tornou conhecido como “Milagre dos Andes” e “Sobreviventes dos Andes”, envolveu a queda de um avião na cordilheira chilena, transportando uma equipe uruguaia de rúgbi, com seus amigos e familiares. Baseada no livro de 2009 do jornalista uruguaio Pablo Vierci, a produção oferece uma narrativa autêntica, destacando a resiliência humana e a realidade angustiante do canibalismo enfrentado pelos sobreviventes. O elenco, composto por atores latino-americanos relativamente desconhecidos, adiciona realismo à história, capturando as dificuldades da situação extrema vivida pelos personagens. A produção contou com filmagens em locações reais, nas próprias montanhas dos Andes e na Serra Nevada, na Espanha. A história é principalmente narrada por Numa Turcatti (Enzo Vogrincic), um estudante de direito, que originalmente optou por não participar da viagem. A narrativa alterna entre os eventos anteriores ao acidente, destacando o espírito jovial da equipe de rúgbi de Old Christians, e os momentos após a queda, com cenas intensas do acidente e dos esforços para sobrevivência em condições extremas. A representação do acidente é marcada por realismo e tensão, seguida pela luta contínua pela sobrevivência dos personagens, culminando em uma dramática caminhada de 10 dias para a segurança realizada por Nando Parrado (Agustín Pardella) e Roberto Canessa (Matías Recalt). Repleto de momentos emocionantes, o longa também destaca a cinematografia de Pedro Luque e a trilha sonora de Michael Giacchino, que contribuem para a atmosfera de tensão e desespero. Os 96% de aprovação no Rotten Tomatoes confirmam que se trata da melhor versão cinematográfica da tragédia, que já foi filmada anteriormente numa produção mexicana dos anos 1970 e no drama hollywoodiano “Vivos”, de 1993. Além disso, os fatos reais servem de clara inspiração para a série “Yellowjackets”, atual sucesso da Paramount+.   QUEM FIZER GANHA   A comédia sobre futebol de Taika Waititi (“Thor: Amor e Trovão”) é baseada em eventos reais recentes, mas parece ter sido concebida como cópia de produções antigas da Disney. A trama se concentra na impressionante jornada de recuperação da equipe nacional de futebol de Samoa Americana após sofrer a pior derrota da história de uma eliminatória da Copa do Mundo, perdendo por 31 a 0 para a Austrália em 2001. Para se reerguer, a equipe recruta Thomas Rongen, um experiente técnico holandês-americano, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Fênix Negra”), na esperança de se qualificar para a próxima Copa do Mundo. A trama se desenrola em duas linhas do tempo, uma no passado, durante os eventos da derrota histórica, e outra no presente, onde Rongen tenta reabilitar a equipe e se redimir de seus próprios problemas pessoais. Além de Fassbender, o elenco inclui Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) como Gail, ex-esposa de Rongen e membro do conselho da FIFA, e Oscar Kightley (“A Incrível Aventura de Rick Baker”) como Tavita, o chefe da federação de futebol de Samoa Americana, que serve como guia cultural para Thomas. O filme também apresenta a revelação Kaimana em um papel significativo como Jaiyah Saelua, uma jogadora trans e não binária que se torna um elemento central para a redenção de Rongen. A história mistura elementos de comédia com o formato clássico de filmes sobre equipes de azarões esportivos, como “Jamaica Abaixo de Zero” (1993) e “Nós Somos os Campeões” (1992), incluindo todas as convenções do gênero, da transformação do treinador ao longo dos jogos à superação de adversidades pela equipe. Com uma abordagem que oscila entre a seriedade e o humor, o longa falha em capturar o espírito inspirador do esporte e também em ser uma comédia divertida.   A MALDIÇÃO DO QUEEN MARY   O Queen Mary é um navio de travessia oceânica construído na década de 1930, que agora se encontra permanentemente ancorado em Long Beach, Califórnia, e tem a fama de ser a embarcação mais assombrada de todos os tempos. O filme se vale das lendas urbanas para contar uma história dividida em duas linhas do tempo distintas: uma em 1938, envolvendo um assassinato, e outra no presente, com uma família atraída pela história sobrenatural do navio. O filme intercala habilmente essas duas épocas, criando um enredo que, apesar de seu tempo de duração prolongado, oferece momentos dramáticos significativos. No passado, uma família de vigaristas, incluindo David Ratch (Wil Coban), sua esposa Gwen (Nell Hudson) e sua filha Jackie (Florrie Wilkinson), tenta se infiltrar na sala de jantar de primeira classe do navio. A situação leva a uma série de eventos trágicos, quando espíritos possuem o homem para cometer assassinatos brutais a bordo. No presente, a escritora Anne (Alice Eve), seu filho de oito anos Lukas (Lenny Rush) e seu namorado intermitente Patrick (Joel Fry) visitam o Queen Mary. Anne está lá para propor uma nova maneira de tornar o navio acessível ao público, usando justamente sua fama sobrenatural. Entretanto, o pequeno Lukas começa a explorar o navio e inadvertidamente se envolve com os aspectos sinistros do Queen Mary. Ele descobre que o navio não é apenas uma peça histórica, mas também abriga segredos obscuros e espíritos inquietos, fazendo a narrativa se entrelaçar com a história de 1938. O filme é dirigido por Gary Shore, que fez sucesso com outro terror: “Drácula: A História Nunca Contada” (2014).   O MALVADO – HORROR NO NATAL   A paródia de fábula infantil reinventa de maneira sinistra o clássico personagem Grinch, criação literária de Dr. Seuss, que já foi interpretado por Jim Carrey no cinema (“O Grinch”, 2000). O filme se passa na cidade de Newville, onde o Grinch (David Howard Thornton sob a maquiagem) aterroriza os moradores com sua aversão profunda ao Natal. Ao invés de simplesmente roubar presentes, ele comete atos de violência extrema contra quem celebra a festividade. O enredo central gira em torno de uma garota cujos pais foram assassinados pelo Grinch. Voltando para Newville após 20 anos, Cindy (Krystle Martin) busca vingança. O enredo explora sua jornada emocional de enfrentar o trauma e lidar com a perda, enquanto tenta por fim à ameaça do monstro assassino. Essa jornada também inclui personagens típicos de filmes de terror, incluindo um policial atrapalhado e um excêntrico morador local. Apesar de ser uma paródia, “O Malvado” adota um tom sério com toques de humor sombrio. Entretanto, suas cenas de violência e assassinatos, em vez de serem empolgantes ou criativas, mostram-se genéricas e pouco inspiradas, com uso excessivo de CGI, que deixa as mortes artificiais. Combinado com atuações amadoras, o resultado é um filme trash, que não consegue satisfazer nem como comédia nem como terror. A direção é de Steven LaMorte (“Bury Me Twice”).   UMA CARTA PARA O PAPAI NOEL   O filme de Natal mostra o Papai Noel americano (que vive na neve do Polo Norte) numa aventura no Brasil. Na história infantil, o bom velhinho, interpretado por José Rubens Chachá (“O Rei da TV”), se sente desanimado por só ser lembrado durante o Natal. Até ser inspirado por uma carta inquisitiva de um garoto chamado Jonas, que questiona por que algumas crianças, como as da “casa de acolhimento” onde ele vive, não recebem presentes. Decido a investigar o mistério, Noel e sua assistente Tata (Polly Marinho) viajam até o Rio Grande do Sul, em busca de descobrir o que acontece no local, ao mesmo tempo em que constroem uma conexão emocional com os jovens do orfanato. Dirigido por Gustavo Spolidoro (“Ainda Orangotangos”), o longa testou mais de 400 crianças para compor o grupo de protagonistas e coadjuvantes, em filmagens que ocorreram em locações de Porto Alegre e Viamão e ainda contaram com o uso do velho chroma-key para simular os efeitos visuais do mundo de Papai Noel. Vale destacar ainda a trilha sonora com a participação de Fernanda Takai e Arthur de Faria.   A VIAGEM ENCANTADA   A animação russa mistura elementos do famoso balé “O Quebra-Nozes” de Tchaikovsky e a ópera “A...

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    Trailer de “Kung Fu Panda 4” apresenta nova aventura animada

    13 de dezembro de 2023 /

    A Universal divulgou o pôster e o trailer de “Kung Fu Panda 4”, mostrando a volta de Po (dublado em inglês por Jack Black) para uma nova aventura no cinema – após uma passagem pela Netflix. O novo filme segue Po em sua jornada para se tornar Líder Espiritual, após se consolidar como Dragão Guerreiro. O problema no caminho é uma nova vilã, Camaleoa, mestre dos disfarces que convoca todos os grandes vilões da franquia para absorver seus poderes e se tornar invencível. Para enfrentá-la, ele vai precisar de novos aliados, mesmo que também sejam criminosos. Além de Jack Black, o elenco de vozes originais traz de volta Jackie Chan como o mestre macaco e destaca as estreias de Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Ke Huy Quan (“Loki”) e Viola Davis (“Mulher Rei”) como novos personagens. Viola, por sinal, é a dubladora da Camaleoa. Dirigido por Mike Mitchell (“Uma Aventura Lego 2”) e Stephanie Stine (“She-Ra e as Princesas do Poder”), “Kung Fu Panda 4” tem lançamento marcado para 21 de março no Brasil, duas semanas após a estreia nos EUA.

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