O Dublê | Filme da série “Duro na Queda” ganha trailer com Ryan Gosling
A versão de cinema da série “Duro na Queda” virou “O Dublê” no Brasil. A Universal Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer com o título nacional da produção, que em inglês se chama “The Fall Guy” como na série dos anos 1980. A série original, estrelada por Lee Majors, foi um sucesso enorme, exibida durante cinco temporadas entre 1981 e 1986 nos EUA e reprisada à exaustão na TV brasileira. Na atração, o personagem Colt Seavers era um dublê de Hollywood que nas horas de folga atuava como caçador de recompensas. O filme muda a premissa para contar uma história de origem, com Seavers atuando como um dublê de filmes de ação e envolvido numa relação de amor e ódio com a diretora de seu novo filme. Quando a produção sofre um revés, ele se vê pressionado a ir atrás do astro principal que simplesmente sumiu. Ao encontrá-lo morto num quarto de hotel, acaba perseguido a tiros por uma gangue perigosa e precisa usar suas habilidades de dublê para se safar. Ryan Gosling (“Barbie”) tem o papel de Colt Seavers, enquanto Emily Blunt (“Jungle Cruise”) vive a diretora, que compartilha um passado romântico com o dublê. O elenco também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Trem-Bala”), Winston Duke (“Pantera Negra”), Stephanie Hsu (“Maravilhosa Sra. Maisel”), Hannah Waddingham (“Ted Lasso”), Teresa Palmer (“A Descoberta das Bruxas”) e conta com participação especial de Lee Majors, o astro da série original. O roteiro foi escrito por Drew Pearce e a direção é de David Leitch, que trabalharam juntos no sucesso “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”. E sempre vale lembrar que, antes de se consagrar como diretor em “John Wick” e “Deadpool 2”, Leitch era justamente um dublê de Hollywood. A estreia está marcada para 29 de fevereiro de 2024 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Estreias | Mussum e Taylor Swift são os destaques da programação de cinema
A cinebiografia de Mussum é o maior lançamento desta quinta (2/11) nos cinemas, chegando em mais de 750 salas, mas a programação também destaca o filme da turnê de Taylor Swift, que já quebrou o recorde de maior bilheteria de um documentário em todos os tempos, e um novo terror – com a expectativa de dar continuidade ao sucesso do gênero no país. Confira abaixo também o que entra em circuito limitado, além de todos os detalhes e os trailers de cada título. MUSSUM, O FILMIS Vencedora do Festival de Gramado deste ano, a cinebiografia retrata a vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994), o eterno Mussum. A narrativa é segmentada em três fases da vida do humorista: infância, onde é vivido por Thawan Lucas (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”), juventude, por Yuri Marçal (“Barba, Cabelo e Bigode”), e a fase de sucesso, por Aílton Graça (“Galeria do Futuro”). Dirigido por Sílvio Guindane (“Segunda Chamada”), com roteiro de Paulo Cursino (“De Pernas pro Ar”), a obra recria vários momentos importantes da vida de Antônio Carlos, desde o momento em que virou Mussum, batizado por Grande Otelo, até a origem de sua marca registrada, as palavras terminadas em “is”, por recomendação de Chico Anysio na “Escolinha do Professor Raimundo”, sem esquecer de sua carreira musical nos Originais do Samba e sua entrada em “Os Trapalhões”. Com o objetivo de exibir um panorama geral, o “filmis” coleciona citações a ícones – além dos citados, Elza Soares e Cartola, entre outros – , e aborda só por alto a relação de Mussum com os Trapalhões, sem aprofundar controvérsias com Renato Aragão ou citar a separação do grupo nos 1980. Mesmo assim, a trama encontra um ponto emocional mais aprofundado na relação do humorista com sua mãe, vivida em fases distintas por Cacau Protásio (“Vai que Cola”) e Neuza Borges (ambas de “Juntos e Enrolados”). Ao contrário de muitas cinebiografias, “Mussum, O Filmis” opta por uma abordagem mais leve e cômica, em vez de focar no drama e na melancolia que muitas vezes acompanham as histórias de vida dos artistas. Por conta disso, evita abordar aspectos mais sombrios da trajetória do comediante, como seu envolvimento com o álcool, resultando mais numa homenagem do que num retrato multidimensional. Vale pela recriação detalhista dos anos 1970 e 1980, pelo desempenho premiado do elenco e pela contagiante sensação de nostalgia que desperta, de uma época que sempre parece muito melhor na ficção. TAYLOR SWIFT – THE ERAS TOUR O documentário mais bem-sucedido de todos os tempos (com US$ 200 milhões arrecadados em 10 dias no mercado internacional) é a materialização cinematográfica da aclamada turnê de Taylor Swift, capturada em três performances no SoFi Stadium de Los Angeles. Não se trata apenas de um registro comum de um show, mas sim de um passeio monumental através das diferentes fases da carreira da artista, embaladas em uma atmosfera eufórica que apenas os grandes espetáculos podem criar. Mesmo menor que os shows, o filme tem quase três horas de duração e oferece uma apresentação vigorosa de mais de três dezenas de canções que marcaram a trajetória da cantora, desde o início até o ápice de sua popularidade. A estrutura do espetáculo é meticulosamente delineada, com segmentos que correspondem aos nove álbuns de Swift, desde “Fearless” (2008) até “Midnights” (2022), cada um com uma identidade visual distinta . A magia da performance ao vivo é recriada com um senso de imersão que faz com que os espectadores, tanto no estádio quanto no cinema, sintam-se parte da experiência. A interação de Swift com o público, as coreografias, e a elaborada produção visual são aspectos que ressaltam o caráter celebrativo do show. O detalhismo com que a câmera capta os momentos – desde os mais grandiosos até os mais sutis – permite uma apreciação profunda do talento e da energia de Swift e de toda a equipe envolvida, inclusive os dançarinos e músicos de apoio. Apesar do filme omitir algumas músicas do setlist original, a essência da apresentação permanece intacta, proporcionando aos fãs uma jornada emocional e nostálgica através das “eras” de Taylor Swift. A direção é de Sam Wrench, conhecido por ter comandado filmes de concertos para outras artistas notáveis como Billie Eilish, Lizzo e Brandi Carlile. Com “Taylor Swift: The Eras Tour”, ele oferece um vislumbre do verdadeiro fenômeno cultural que é Taylor Swift, reafirmando sua posição como uma das vozes mais populares de sua geração. DINHEIRO FÁCIL A comédia conta a história real sobre como nerds manipularam o mercado de ações e ficaram ricos. O longa é dirigido por Craig Gillespie, conhecido pelo seu trabalho em “Eu, Tonya” (2017) e “Cruella” (2021), e mostra os absurdos por trás do esquema que causou um boom nas ações de uma empresa varejista. A trama acompanha Keith Gill (Paul Dano, de “Batman”), que dá início a polêmica história ao investir suas economias nas ações em queda da GameStop em 2021. Logo em seguida, o personagem compartilha sobre o investimento nas redes sociais e as postagens começam a viralizar. Conforme a popularidade aumenta, sua vida e a de todos que o seguem começam a ser afetadas. O que começa com uma dica de investimento se transforma em um gigantesco movimento onde todos enriquecem – até que os bilionários decidem revidar. A narrativa humorística explora as falhas do capitalismo, apresentando uma versão da clássica batalha entre Davi e Golias na era digital. Com um elenco estelar, incluindo Seth Rogen (“Pam e Tommy”) como o grande investidor que enfrenta problemas financeiros com a iniciativa dos nerds, e personagens carismáticos como o irmão desleixado de Gill, interpretado por Pete Davidson (“Morte, Morte, Morte”), a produção consegue entrelaçar humor e comentário social. A trama é bem servida com personagens secundários, como a enfermeira vivida por America Ferrera (“Superstore”) e o caixa da GameStop interpretado por Anthony Ramos (“Transformers: O Despertar das Feras”), que trazem profundidade e humanidade à história, ressaltando o impacto coletivo do esquema de investimento. Para completar, referências culturais contemporâneas, como memes e danças do TikTok, enriquecem a narrativa. Por conta dessa estrutura e abordagem, “Dinheiro Fácil” tem sido comparado a “A Grande Aposta” (2015), outro filme que também desvenda o universo financeiro com humor, crítica e memes. Ambas as obras exploram a engenhosidade e a audácia de indivíduos incomuns no enfrentamento de gigantes financeiros, embora com tons e perspectivas distintas. Enquanto “A Grande Aposta” dissecou a crise financeira de 2008 com uma abordagem mais séria, “Dumb Money” adota uma postura mais leve ao retratar os eventos recentes da saga GameStop. Mas isso também torna o filme de Gillespie o “primo pobre” da obra de Adam McKay, vencedora do Oscar de Melhor Roteiro. NÃO ABRA! O filme de estreia do indiano Bishal Dutta chama atenção por ser um terror diferente, centrada numa adolescente índio-americana, que precisa se reconectar com suas raízes culturais para sobreviver, após se distanciar delas no ambiente predominantemente caucasiano de uma high school dos EUA. A trama ganha corpo quando uma amiga de infância de Samidha (Megan Suri) apresenta comportamento estranho relacionado a um pote de vidro que carrega, culminando em uma série de eventos sobrenaturais. O que há dentro do pote alimenta a trama, que os trailers já mostraram ser uma entidade demoníaca conhecida como Pishacha. De acordo com a mitologia hindu, este demônio se alimenta de energia negativa e carne humana. E é liberado após o pote ser quebrado. Dutta explora a temática da assimilação cultural e identidade numa narrativa que combina experiência de imigrante com terror sobrenatural. A mensagem é “não esqueça de onde você veio”, indicando que aqueles que se afastam de sua cultura nativa podem atrair ou até merecer tormentos de seus espíritos mitológicos antigos. Mesmo com restrições orçamentárias evidentes, a obra consegue criar cenas inventivas e momentos de tensão, especialmente enquanto Pishacha é mais sugerido do que revelado. E mesmo ao cair nos clichês, não abandona sua premissa provocativa sobre a complexidade da identidade cultural e a necessidade de aceitação, que fazem de “Não Abra!” um filme que vai além do gênero de horror, tocando em questões socioculturais. AFIRE O novo filme do cineasta alemão Christian Petzold (“Fênix”) acompanha Leon (Thomas Schubert), um jovem escritor que viaja com seu amigo Felix (Langston Uibel) para uma casa no campo com o intuito de finalizar seu segundo livro. Ao chegarem, encontram Nadja (Paula Beer) já hospedada no local. Enquanto Felix se deixa seduzir pelo espírito descompromissado do verão, Leon se afunda em ansiedade e amargura, o que é exacerbado pela presença da mulher, que desperta uma mistura de fascinação e irritação nele. A trama se aprofunda na figura de Leon, que, ao contrário de seu amigo, não consegue se desvencilhar de suas inseguranças e do anseio por validação, tornando-se uma figura comicamente trágica. A narrativa não poupa críticas ao ego inflado e à cegueira emocional, que falha em perceber as dinâmicas sociais ao seu redor devido à sua obsessão autoreferente. O filme também explora a relação muitas vezes tensa entre escritores e o mundo ao seu redor, representada pela indiferença de Leon às tensões palpáveis entre os personagens e a ameaça iminente de um incêndio florestal nas proximidades, símbolo de uma crise climática que se avizinha. O cenário de “Afire” flutua entre a comédia sutil e o drama, com momentos de comicidade leve contrapostos por uma atmosfera de desconforto e ameaça latente. Venceu o Urso de Prata/Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim deste ano, ressaltando-se na filmografia premiada do diretor, que já vinha vencido o Prêmio da Crítica no festival com “Undine”. “Afire” é seu terceiro filme consecutivo com Paula Beer, após “Em Trânsito” (2018) e “Undine” (2020). O ÚLTIMO DIA DE YITZHAK RABIN A obra do renomado cineasta israelense Amos Gitai (“Uma Noite em Haifa”) mergulha nos eventos que cercaram o assassinato do Primeiro Ministro Yitzhak Rabin, ocorrido em 4 de novembro de 1995, após um grande comício pela paz em Tel Aviv. Yigal Amir, um estudante de direito extremista, foi o autor do crime que chocou a nação. Gitai combina documentário (entrevistas autênticas e imagens de arquivo) com drama (reencenações). Para criar um retrato detalhado não apenas do dia em questão, mas também do ambiente político e social fervilhante que o precedeu, foram entrevistados o ex-presidente Shimon Peres e a viúva de Rabin, Leah. Seus depoimentos são intercalados com cenas reencenadas dos dias anteriores ao assassinato, a investigação governamental subsequente e as reuniões e rituais que envolveram personagens radicais da época. A narrativa segue um rumo investigativo, com foco em uma comissão de inquérito de três membros, presidida pelo Presidente do Supremo Tribunal, Meir Shamgar, que foi montada para investigar as especificidades do assassinato. Entre as cenas mais marcantes, destaca-se a recriação de um grupo de judeus pronunciando uma maldição, conhecida como Pulsa Dinura, com a intenção de acabar com a vida de Rabin. O filme também destaca os depoimentos do guarda-costas de Rabin e do motorista que demorou entre oito a nove minutos para percorrer o terço de milha do local do tiroteio até o hospital mais próximo. A interpretação de Yogev Yefet como o assassino Yigal Amir, um extremista messiânico, é outro ponto que chama a atenção, proporcionando um olhar sobre a mentalidade de Amir e sua justificativa para o ato cometido. Gitai também explora a polarização da política israelense, mostrando como a retórica radical era contra a disposição pacifista de Rabin, que tentou acabar com os conflitos e negociar com os palestinos. Vale a pena refletir como essa retórica levou ao acirramento cada vez maior contra os palestinos, alimentando as fileiras do Hamas e agora insufla a destruição completa da Faixa de Gaza. O filme foi reconhecido com o Prêmio da Rede de Filmes de Direitos Humanos no Festival de Veneza, ressaltando sua relevância, impacto e suas ramificações profundas. NEFARIOUS Apesar de ser apresentado como terror, “Nefarious” é só um panfleto horroroso de propaganda política. O enredo centra-se em Edward, um assassino condenado interpretado por Sean Patrick Flanery, que,...
Trailer do novo “Jogos Vorazes” destaca música inédita de Olivia Rodrigo
A Lionsgate divulgou um novo trailer de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” para destacar a inclusão da música inédita “Can’t Catch Me Now”, de Olivia Rodrigo, em sua trilha sonora. A canção ressoa em meio às cenas de ação, romance e frustração da prévia. O filme se passa durante a 10ª competição dos jogos e destaca os personagens de Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”) e Tom Blyth (da série “A Idade Dourada”) em meio à selvageria dos jogos e às intrigas políticas de seus bastidores. Mas quando a adrenalina baixa, também é possível observar o início de um romance entre os protagonistas, que tem tudo para acabar muito mal. A trama leva às telas o mais recente livro da saga, escrito por Suzanne Collins e publicado em 2020, após o sucesso dos filmes. Passada 64 anos antes da vitória de Katniss Everden nos Jogos Vorazes, a trama traz Zegler como a protagonista Lucy Gray Baird, tributo do empobrecido Distrito 12. Selecionada para participar dos “Jogos Vorazes”, ela recebe a mentoria do jovem Coriolanus Snow (Blyth), décadas antes de ele se tornar o poderoso presidente de Panem. Na trama, o futuro presidente é um jovem de 18 anos, nascido em berço de ouro e com forte senso moral, que será perdido conforme ele se mostra ansioso por construir o seu próprio legado. O elenco também inclui Hunter Schafer (“Euphoria”), Laurel Marsden (“Ms. Marvel”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Ashley Liao (“Physical”), Josh Andrés Rivera (também de “Amor, Sublime Amor”), Mackenzie Lansing (“Mare of Easttown”) e a dupla Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) como principais vilões, responsáveis pelos Jogos Vorazes. O longa conta novamente com direção de Francis Lawrence, que assinou a maioria dos filmes da franquia, além do roteirista Michael Arndt e a produtora Nina Jacobson. Em sua adaptação cinematográfica, os livros da trilogia original de Suzanne Collins viraram quatro filmes que faturaram quase US$ 3 bilhões em bilheteria. Nina Jacobson produziu todos os quatro, Lawrence dirigiu os três últimos e Arndt escreveu o melhor, “Jogos Vorazes: Em Chamas”. A estreia de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” está marcada para 15 de novembro no Brasil, dois dias antes do lançamento nos EUA.
Trocados | Família de Jennifer Garner troca de corpos em trailer de comédia
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Trocados” (Family Switch), nova comédia de troca de corpos estrelada por Jennifer Garner (“De Repente 30”). O filme acompanha um casal que está fazendo o possível para manter sua família conectada, à medida que seus dois filhos crescem, tornando-se mais independentes e distantes. Até que um dia a família acorda diferente, percebendo que todos trocaram de corpos justamente no dia mais importante da vida de cada um. Desta forma, eles precisam unir forças para que todos consigam o que querem, ao mesmo tempo em que correm contra o tempo para tentar reverter a mudança. Vale apontar que a família também tem um bebê, que troca de corpo com o cachorro da casa. Além de Jennifer Garner como a mãe, o elenco conta com Ed Helms (“Se Beber, Não Case”) como pai, e Emma Myers (“Wandinha”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”) como os filhos. Embora Jennifer Garner já tenha experiência com trocas de corpos – em “De Repente 30” interpretou uma garotinha que acordou no seu corpo adulto – , a trama familiar de “Trocados” é mais similar a de outro filme clássico com essa temática: “Sexta-Feira Muito Louca” (2003), com Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, em que mãe e filha trocam de corpos. O primeiro tratamento do roteiro foi escrito por Victoria Strouse (“Procurando Dory”) e a versão mais atual é de autoria de Adam Sztykiel (“Adão Negro”). Já a direção é de McG (“A Babá”). A estreia está marcada para 30 de novembro.
Wish | Trailer conecta nova animação com a tradição dos desenhos da Disney
A Disney divulgou um novo trailer da animação “Wish: O Poder dos Desejos”, que vai contar a história da estrela dos desejos das fábulas encantadas – que já inspirou a icônica canção “I Wish Upon a Star” em “Pinóquio” (1940). A prévia faz uma conexão com a tradição dos desenhos animados do estúdio, para contar como “tudo começou com um desejo”. Escrita pelos cineastas Jennifer Lee e Chris Buck, responsáveis pelo fenômeno “Frozen” (2013) e sua continuação de 2019, a trama de “Wish” acompanha Asha, uma jovem de 17 anos que vê uma escuridão em seu reino que ninguém mais vê, já que todos acreditam que o Rei, com poderes mágicos de conceder desejos, é um monarca benevolente. Ao descobrir a verdade sobre o Rei Magnífico, ela faz um apelo apaixonado às estrelas. A resposta à súplica de Asha é uma estrela real, que cai do céu para ajudá-la em sua jornada e para conceder desejos a todos. A produção conta com dublagem original de Ariana DeBose, vencedora do Oscar 2022 por “Amor, Sublime Amor”, no papel de Asha. Além de estrelar, ela canta a música que acompanha a prévia. O elenco também destaca Alan Tudyk (“Resident Alien”) como a voz do bode de estimação de Asha, chamado Valentino – cujo dom de falar é concedido pela estrelinha – e Chris Pine (“Star Trek”) como o Rei Magnífico, que quer controlar todos os desejos. Já a direção é compartilhada pelo próprio Chris Buck em parceria com Fawn Veerasunthorn, que estreia na função após trabalhar nas animações de “Frozen” (2013), “Moana” (2016), “Zootopia” (2016) e “Raya e o Último Dragão” (2021). “Wish” estreia em 4 de janeiro no Brasil, que será o último país do mundo a exibir o filme – mais de um mês após o lançamento marcado para 22 de novembro nos cinemas dos Estados Unidos. Veja o trailer em duas versões: legendado e dublado em português.
Trailer de “Mamonas Assassinas – O Filme” celebra trajetória e alegria da banda
A Imagem Filmes divulgou o aguardado trailer de “Mamomas Assassinas – O Filme”, que conta a história da banda de Guarulhos que se tornou sensação nacional em meados anos 1990. A prévia foca na transição do grupo musical, que começou como uma banda de rock progressivo, chamada Utopia, que após fracassar se reinventa como uma banda comédia e se torna um fenômeno. Mamonas Assassinas acabou virando uma das bandas mais amadas do Brasil com sua alegria contagiante, mas sua trajetória foi curta, interrompida por um fim trágico – com a morte de todos os seus integrantes – em um acidente aéreo na volta de um show, em 2 de março de 1996. A produção pretende mostrar a vida dos cinco integrantes da banda antes da fama, as dificuldades no início da carreira, a formação do grupo e o sucesso meteórico, preferindo focar nos desafios dos amigos de Guarulhos que foram catapultados para a fama do que no trágico acidente aéreo. Produção e elenco O projeto original foi criado por Carlos Lombardi – dramaturgo de grandes sucessos como “Uga Uga” (2000) e Kubanacan (2004) – e foi escrito pelo repórter Carlos Amorim como uma minissérie da Record TV. O projeto acabou reconfigurado para as telas grandes com direção de Edson Spinello, que já comandou as novelas “Apocalipse” (2017) e “Rei Davi” (2012), e com o lançamento do longa-metragem faz sua estreia no cinema. Para o elenco principal, a aposta foi em atores desconhecidos do grande público, mas com grande experiência em musicais. Ruy Brissac, que interpreta o vocalista Dinho, repete o papel que viveu no teatro em “Mamonas, o Musical”, e que lhe rendeu o prêmio Bibi Ferreira de Ator Revelação. Adriano Tunes, que vive o baixista Samuel Reoli, é humorista e já trabalhou no programa “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT, além de musicais como o da apresentadora Hebe Camargo. Robson Lima, que interpreta o tecladista Júlio Rasec, também é ator de teatro e trabalhou em “Yank – O Musical”. Rhener Freitas, que tem o papel do baixista Sérgio Reoli, trabalhou na série “Bia”, do Disney Channel. O cantor e apresentador Yudi Tamashiro, que chegou a integrar o elenco do musical dos Mamonas, iria interpretar o guitarrista Bento, mas foi substituído por Alberto Hinomoto, sobrinho do personagem real. Alberto, que tinha 17 anos durante a produção, filmou com a mesma guitarra que pertenceu a seu tio, usada por ele nos shows da banda. As filmagens marcam sua estreia nas telas. Outro nome que estreia como atriz é a famosa tiktoker Fernanda “Fefe” Schneider, de 20 anos. Ela irá interpretar Valéria Zoppello, a namorada de Dinho, que perdeu seu companheiro quando tinha apenas 24 anos. Fernanda é um fenômeno no TikTok e acumula mais de 16 milhões de seguidores na plataforma. Para completar, os pais de Dinho são interpretados por Guta Ruiz, que já esteve no filme “Gostosas, Lindas e Sexies”, e Jarbas Homem de Mello, marido de Cláudia Raia e ator de “Roque Santeiro – O Musical”. “Mamonas Assassinas – O Filme” tem estreia marcada para 28 de dezembro nos cinemas.
“Five Nights at Freddy’s” surpreende com recorde de bilheteria nos EUA
“Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá com uma arrecadação recordista de US$ 78 milhões, superando as expectativas da indústria. A performance surpreendente fez do lançamento a terceira maior abertura de um filme de horror de todos os tempos, atrás apenas dos dois filmes “It”, e a maior abertura de um terror em 2023, superando “Pânico VI”, que arrecadou US$ 44,4 milhões. O mais impressionante é que o filme teve um lançamento simultâneo em streaming pela Peacock, plataforma da Universal que só existe nos EUA, e nem isso impediu seu sucesso. O fenômeno se repetiu no mercado internacional, onde “Five Nights at Freddy’s” abriu em 60 países com estimados US$ 52,6 milhões, totalizando uma arrecadação global de US$ 130,6 milhões contra um modesto orçamento de produção de US$ 25 milhões. A trama da adaptação do videogame homônimo foi destruída pela crítica, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes e reclamações contra o enredo genérico e falta de sangue – foi exibido com classificação para 13 anos nos EUA. Mas o público adorou, dando ao longa nota A- no CinemaScore, uma raridade para filmes do gênero horror. Outros Destaques da Bilheteria O documentário “Taylor Swift: The Eras Tour” também alcançou marcos notáveis, ultrapassando a marca de US$ 200 milhões na bilheteria mundial, um feito inédito para um filme de show e para qualquer documentário já feito. Em 2º lugar em seu terceiro fim de semana de exibição nos EUA, o filme acumulou mais US$ 14,7 milhões domesticamente, alcançando um total de US$ 149,3 milhões na América do Norte e US$ 203 milhões globalmente. A estreia no Brasil vai acontecer na quinta-feira (3/11). “Assassino da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, ficou em 3º lugar com uma arrecadação estimada de US$ 9 milhões. Este resultado representa uma queda acentuada de 61% em relação ao fim de semana de estreia, um sinal preocupante para a Apple e a Paramount, que produziram e distribuíram o filme, respectivamente. Com um orçamento de produção robusto de US$ 200 milhões, “Assassino da Lua das Flores” apostava num desempenho prolongado nas bilheterias ao longo da temporada de premiações, visando recuperar o investimento e alcançar uma posição de destaque no circuito do Oscar. O Top 5 se completa com os US$ 5 milhões da estreia do documentário religioso “After Death”, primeiro lançamento do Angel Studios desde o sucesso de “Som da Liberdade”, e com outro terror da Universal, “O Exorcista: O Devoto”, que fez US$ 3,1 milhões em seu quarto fim de semana de exibição, totalizando US$ 61 milhões domesticamente e US$ 120,4 milhões globalmente. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM 2 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR 3 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES 4 | AFTER DEATH 5 | O EXORCISTA: O DEVOTO
Ó Pai Ó 2: Sequência do sucesso de Lázaro Ramos ganha trailer
A H2O Films divulgou o pôster e o trailer de “Ó Pai Ó 2”, sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. Na prévia, Lázaro Ramos explica que “15 ano passou picado”, antes de mostrar como os demais personagens do filme original continuam os mesmos, só que “em outro planeta” – referindo-se a como o país mudou desde então. Na sequência, Roque (Ramos) finalmente se prepara para lançar sua primeira música e segue confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas enquanto o cortiço de Dona Joana (Luciana Souza) continua agitado em meio a fofocas e confusões entre os vizinhos, Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral. Mas como a animação da turma é grande, logo se juntam num plano para salvar o bar com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. A estreia está marcada para 23 de novembro nos cinemas.
Atriz de “Homem-Formiga” é “Lisa Frankenstein” em trailer de comédia monstruosa
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Lisa Frankenstein”, comédia romântica gótica em que uma adolescente revive um cadáver para se torná-lo o homem perfeito de sua vida. Com roteiro de Diablo Cody (“Garota Infernal”), o filme conta a história de uma adolescente incompreendida e seu crush do ensino médio, que por acaso é um cadáver bonito. Depois que ela consegue trazê-lo de volta à vida, os dois embarcam em uma jornada de assassinatos para encontrar amor, felicidade… e algumas partes de corpos ao longo do caminho. A atriz Kathryn Newton, que viveu a filha do Homem-Formiga no mais recente filme do herói (“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”) interpreta Lisa com um visual que combina os looks de Madonna e Winona Ryder nos anos 1980, enquanto Cole Sprouse, o Jughead de “Riverdale”, dá vida ao cadáver ambulante. A direção é de Zelda Williams, filha do falecido ator Robin Williams (“Jumanji”), que evoca o cinema de Tim Burton em seu primeiro longa-metragem – após chamar atenção com a comédia de terror “Kappa Kappa Die”, uma telefilme de 45 minutos, em 2020. A estreia está marcada para 9 de fevereiro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Trailer mostra reinvenção de “Grande Sertão” pelo diretor de “O Auto da Compadecida”
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Grande Sertão”, uma versão estilizada de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de Guimarães Rosa. A prévia indica uma adaptação da trama clássica para um cenário que é meio contemporâneo e meio pós-apocalíptico, um Mad Max na Cidade de Deus, em que o universo da violência dos jagunços do sertão é transferido para um território de criminosos da periferia urbana, em uma época indeterminada. Segundo a sinopse, a trama se passa “numa grande comunidade da periferia brasileira chamada ‘Grande Sertão'”, onde a luta entre policiais e criminosos assume ares de guerra e traz à tona questões como lealdade, vida e morte, amor e coragem, Deus e o diabo. A história, narrada por o Riobaldo, é marcada pela presença de um personagem enigmático, Diadorim, que se torna seu grande amigo e desperta sentimentos complexos, atraindo-o para o mundo do crime. A identidade sexual de Diadorim é um mistério constante para Riobaldo, que lida com escolhas morais e dilemas éticos, enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza, diante da falta de coragem de confessar sua paixão. Nesse percurso transcorrem as batalhas e escaramuças da grande guerra do Sertão. Grande Sertão tem direção de Guel Arraes (“O Auto da Compadecida”), que também assina o roteiro ao lado de Jorge Furtado (“Vai dar Nada”), e o elenco destaca Caio Blat (“O Mar do Sertão”) como Riobaldo e Luisa Arraes (“Duetto”) como Diadorim. A estreia vai acontecer apenas em maio de 2024.
Estreias | 15 novidades em streaming do fim de semana do Halloween
A programação de streaming da semana enfatiza filmes e séries de terror, refletindo a proximidade do Halloween. Por coincidência, há duas histórias de freiras e duas séries de antologia. Mas nem por isso faltam opções de outros gêneros, desde a nova animação blockbuster das Tartarugas Ninja até séries animadas adultas, sem esquecer produções nacionais, como a nova série “Fim”, de Fernanda Torres, que supostamente derrubou a Globoplay em sua estreia na noite de quarta (25/10), e o terceiro filme em que Carla Diaz vive Suzane von Richthofen. Vale apontar ainda que, entre duas opções muito mal-avaliadas da Netflix, preferimos prestigiar a nacional com Giovanna Lancelotti que a americana com Emily Blunt (mas esteja à vontade para sofrer com “A Máfia da Dor”). A relação é um Top 15 com 7 filmes e 8 séries. Confira os títulos abaixo. FILMES IRMÃ MORTE | NETFLIX O terror é um prólogo de “Verônica – Jogo Sobrenatural” (2017), que conta a história da personagem mais aterrorizante do filme original. Passada na Espanha pós-guerra, a trama acompanha Narcisa (Aria Bedmar, de “Silêncio”), uma jovem noviça com poderes sobrenaturais que chega a um antigo convento, agora convertido numa escola para meninas. Narcisa era uma criança antigamente celebrada por suas visões religiosas, que lhe trouxeram fama regional, mas de curta duração. Enquanto enfrenta uma crise de fé, eventos estranhos e perturbadores no convento a levam a descobertas terríveis sobre o passado brutal do local, conduzindo a consequências chocantes que se conectam aos eventos retratados anos depois em “Verónica”. Filmada no Monastério de San Jerónimo de Cotalba, a produção integra na trama elementos contextuais da época, apresentando uma perspectiva das jovens religiosas sobre o que acontecia dentro dos conventos, durante a Guerra Civil dos anos 1930 e a ditadura de Franco. O diretor é o mesmo do primeiro longa, Paco Plaza, mais conhecido pela trilogia de zumbis “[REC]”, feita em parceria com Jaume Balagueró. A FREIRA 2 | HBO MAX O terror é uma continuação do sucesso de 2018, que se tornou o título de maior bilheteria da franquia “Invocação do Mal” com US$ 365,5 milhões arrecadados ao redor do mundo. A sequência volta a trazer Taissa Farmiga como a Irmã Irene, novamente enfrentando a freira demoníaca Valak (Bonnie Aarons). Ambientado em 1956, alguns anos após o primeiro longa, a história começa com o amigo de Irmã Irene, Maurice (Jonas Bloquet), sendo possuído por Valak. Após um terrível evento na escola francesa onde Maurice trabalha, Irene se envolve na investigação, ajudada por uma nova freira, interpretada pela atriz Storm Reid (“Euphoria”). A direção é de de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror. A produção continua a cargo de James Wan, diretor dos dois primeiros “Invocação do Mal”, e Peter Safran, atual responsável pelo DC Studios ao lado de James Gunn. O roteiro foi escrito por Akela Cooper (“Maligno”) e revisado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de “Fear the Walking Dead”). SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | HBO MAX O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse). AS TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE | VOD* A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael. LOUCAS EM APUROS | VOD* A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. A MENINA QUE MATOU OS PAIS: A CONFISSÃO | PRIME VIDEO O terceiro filme em que Carla Diaz vive a assassina Suzane von Richthofen é resultado do sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, e vai atender pedidos do público que queriam mais detalhes da investigação, já que os longas originais se basearam em depoimentos do julgamento dos culpados. A nova produção acompanha Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e enfatiza a investigação que terminou com suas prisões. Escritos por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), os filmes anteriores trouxeram o ponto de vista de um dos condenados. Agora, o público conhecerá o ponto de vista da polícia, por meio da investigação chefiada pela delegada interpretada por Bárbara Colen (“Bacurau”). A direção está novamente a cargo de Maurício Eça e o elenco volta a trazer Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos, que planejaram a morte dos pais de Suzane em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Tudo acontece durante oito dias muito intensos, onde as verdades de cada personagem começam a vir à tona. O LADO BOM DE SER TRAÍDA | NETFLIX Na linha de “Cinquenta Tons de Cinza” e “365 Dias”, a produção é baseada no livro picante de mesmo nome escrito por Debora Gastaldo sob o pseudônimo Sue Hecker, que já vendeu mais de 16 milhões de e-books lidos. Com locações em São Paulo e Ilhabela, no litoral paulista, o longa conta a história de Babi, personagem de Giovanna Lancelotti (“Segundo Sol”), que, após ver seu sonho de casamento ser arruinado por uma traição, decide não entregar seu coração para mais ninguém. Até que uma paixão inesperada a coloca no centro de uma disputa arriscada regada a sexo, amor e perigo, envolvendo um juiz cheio de segredos, vivido por Leandro Lima (“Pantanal”). A produção representa uma surpresa ousada na carreira de Lancellotti, que costuma fazer comédias românticas e novelas da Globo. A adaptação foi escrita por Camila Raffanti, criadora de “Rio Heroes”, com colaboração de Davi Kolb, um dos roteiristas da 1ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A direção é de Diego Freitas, que estreou seu primeiro filme na Netflix, “Depois do Universo”, no ano passado. E o elenco ainda inclui a ex-BBB Camilla de Lucas, Micael (“Pantanal”), Bruno Montaleone (“Verdades Secretas”) e Louise D’Tuani (“Malhação”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal. SÉRIES 30 MOEDAS 2 | HBO Max Na série de terror do aclamado cineasta espanhol Álex de la Iglesia (“Balada do Amor e do Ódio”), o foco recai sobre um enredo místico e intrigante que envolve uma antiga relíquia bíblica. A narrativa segue o Padre Vergara (Eduard Fernández), um ex-convicto, exorcista e boxeador, que após um exorcismo malsucedido é exilado pela igreja para uma remota aldeia na Espanha. A sua intenção é deixar o passado para trás, mas a aldeia torna-se o epicentro de eventos bizarros e aterradores. Junto com o prefeito Paco (Miguel Ángel Silvestre) e a veterinária local Elena (Megan Montaner), eles descobrem que uma das 30 moedas de prata, pagas por Judas para trair Jesus, é a chave para os mistérios que assolam a aldeia. A série, criada e dirigida por de la Iglesia, e co-escrita com seu parceiro habitual Jorge Guerricaechevarría (que também assina “Irmã Morte”), segue um choque entre o bem e o mal, envolvendo uma conspiração de proporções bíblicas. Na 2ª temporada, a trama se expande para além da aldeia de Pedraza, mergulhando em lutas de poder pela posse das moedas de Judas, e o papel do Padre Vergara torna-se menos central, dando espaço para outros assumirem o protagonismo. A narrativa torna-se um thriller global, levando os envolvidos a locais variados, como instituições psiquiátricas e as ruas de Madrid, em uma sequência frenética de eventos. A edição mais ágil contribui para um ritmo acelerado, contrastando com a atmosfera de antologia de terror da temporada anterior. Os episódios exploram várias subtramas, cada...
Estreias | “Five Nights at Freddy’s” é principal filme na véspera do Halloween
A lista de estreias de cinema desta quinta-feira (26/10) não reflete o calendário comemorativo da véspera do Halloween. As poucas opções de terror para a data são um filme de vampiro brasileiro cabeçudo e “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim”, adaptação do game homônimo com classificação etária mirim: 14 anos. Ótima notícia para as plataformas de streaming e suas ofertas com mais variedade de diversão assustadora para o Dia das Bruxas. Os lançamentos da semana são bastante variadas e incluem assassinos meticulosos, hipnose intrigante e bossa nova animada. “O Assassino” oferece um olhar frio e calculista sobre a vida de um matador de aluguel, sob a direção acurada de David Fincher, “Hypnotic – Ameaça Invisível” é um thriller supernatural estrelado por Ben Affleck e Alice Braga, enquanto “Atiraram no Pianista” oferece uma viagem animada pela vida do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior. Além destes, a programação inclui “Mavka – Aventura na Floresta”, animação baseada na mitologia ucraniana, e outras opções em circuito limitado que podem ser conferidas abaixo. FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM “Five Nights at Freddy’s” é uma franquia de videogame lançada em 2014, que rapidamente conquistou uma enorme base de fãs pelo mundo, ao desafiar os jogadores a sobreviver ao ataque de personagens infantis hostis em um restaurante assombrado, chamado Freddy Fazbear’s Pizza. Na adaptação, Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) arranja emprego de segurança noturno na pizzaria abandonada, com estilo de buffet infantil, que costumava atrair o público com bonecos eletrônicos. Durante a ronda noturna, ele descobre que as criações animatrônicas ganham vida e precisa lutar contra o terror para sobreviver – e salvar sua irmã caçula, que resolveu lhe fazer uma visita. A adaptação foi feita para um público bem juvenil, evitando os jorros de sangue que se espera de um filme slasher (de psicopatas com facas) – veja-se, como exemplo sanguinolento, o similar “Willy’s Wonderland – Parque Maldito” (2021). Entretanto, é bastante fiel à premissa e a estética do game. Os animatrônicos e efeitos especiais foram criados pela empresa de Jim Henson, responsável pelos Muppets. Além de Hutcherson, o elenco inclui Elizabeth Lail (“Você”), Piper Rubio (“Holly & Ivy”), Kat Conner Sterling (“A Semana da Minha Vida”), Mary Stuart Masterson (“Benny & Joon – Corações em Conflito”) e Matthew Lillard (“Scooby-Doo”). Já a direção do longa é da experiente diretora de terror Emma Tammi (“Terra Assombrada”). O ASSASSINO O novo thriller dirigido por David Fincher gira em torno de um assassino profissional não nomeado, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse). O filme abre com o assassino meticulosamente preparando-se para realizar um serviço em Paris. Ele se posiciona em um prédio alto, esperando pacientemente para executar sua vítima, enquanto compartilha sua filosofia de vida através de uma narração. A calma profissional do assassino é quebrada quando ele falha em completar o serviço, gerando consequências severas para ele e sua companheira, que é brutalmente atacada como retaliação pelo seu erro. Após o fracasso em Paris, o assassino retira-se para a República Dominicana, mas logo descobre que seus empregadores colocaram um contrato sobre ele. Com sua vida em perigo, ele embarca em uma missão de vingança que o leva a perseguir advogados e assassinos rivais por diversas localidades, desde Nova Orleans até Chicago. Durante sua jornada, ele se depara com uma assassina bem-falante interpretada por Tilda Swinton (“Era uma Vez um Gênio”), que oferece uma abordagem ainda mais niilista para a arte de matar, proporcionando momentos de alívio cômico e introspecção. Adaptação de uma graphic novel, a produção permite um reencontro entre Fincher e o roteirista Andrew Kevin Walker, com quem o diretor trabalhou num de seus filmes mais cultuados, “Seven – Os Sete Pecados Capitais” (1995). Executado com atenção meticulosa aos detalhes, a obra também evoca clássicos do gênero como “Os Assassinos” (1964) e “À Queima-Roupa” (1967), dois filmes estrelados por Lee Marvin, em sua busca por retratar, de forma estilizada, o submundo dos assassinos contratados. Produção original da Netflix, chega ao streaming em duas semanas (10/11). HYPNOTIC – AMEAÇA INVISÍVEL Já imaginaram um thriller de Christopher Nolan (“Tenet”) dirigido por Robert Rodriguez (“Pequenos Espiões”)? “Hypnotic” é um filme derivativo, em que Ben Affleck (“Liga da Justiça”) vive um detetive atormentado pelo desaparecimento de sua filha e se vê em um jogo de gato e rato com um supercriminoso, interpretado por William Fichtner (“Mom”), dotado de poderes hipnóticos extraordinários (ou nem tanto, veja-se o Homem Púrpura de “Jessica Jones”). Ao lado da personagem de Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”), que é descrita como uma “médium de loja de conveniência”, ele desvenda um mundo onde indivíduos, chamados de “hipnóticos”, têm a capacidade de influenciar a mente de outros através de uma “largura de banda psíquica”. A aventura é acompanhada por diálogos peculiares, e momentos que desafiam a realidade e imitam a estética de “A Origem”. O enredo se estende por uma série de cenas que variam entre o surreal e o absurdo, onde os personagens se encontram em situações cada vez mais bizarras, tendo que manter a seriedade. Pode-se dizer que Rodriguez compensa a falta de originalidade e lógica com exagero, entregando uma diversão camp assumida. Em seu lançamento nos EUA, alguns dos críticos mais tradicionais aprovaram, enquanto, paradoxalmente, a turma geek odiou de paixão – fazendo o longa atingir apenas 30% de aprovação no Totten Tomatoes. ATIRARAM NO PIANISTA Filme de abertura do Festival do Rio deste ano, o documentário animado espanhol explora a vida e o misterioso desaparecimento do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior, que integrava a banda de Vinicius de Moraes e Toquinho e desapareceu em Buenos Aires, em 1976, numa história que combina a leveza da bossa nova com a brutalidade das ditaduras militares. Dirigido por Fernando Trueba e Javier Mariscal (do premiado desenho “Chico e Rita”), o filme traz Jeff Goldblum como a voz do personagem fictício Jeff Harris, um jornalista musical de Nova York. Inicialmente interessado em escrever sobre a bossa nova, Harris se depara com uma gravação de Tenório e se embrenha na investigação do seu desaparecimento. A narrativa é estruturada como uma busca de Jeff Harris por respostas, percorrendo o trajeto entre Nova York, Rio de Janeiro e Buenos Aires, com a ajuda de seu amigo João, dublado por Tony Ramos. Entrevistas com 39 músicos brasileiros, amigos e familiares de Tenório formam o cerne do filme, juntamente com reminiscências sobre a vida e obra do pianista. A animação em estilo vibrante e desenhos feitos à mão de Mariscal enriquecem a narrativa e proporcionam um contraponto visual ao tema sombrio da história. Cenas recriadas de eventos e performances musicais são intercaladas com entrevistas e material documental coletado por Trueba ao longo de cerca de 15 anos. Além de abrir uma janela para a época tumultuada e para os impactos da Operação Condor, a obra também destaca a contribuição musical do pianista, revivendo uma sessão de gravação de 1964 e mostrando a influência duradoura da bossa nova, numa dualidade entre a beleza artística e a violência dos regimes autoritários de direita. MAVKA – AVENTURA NA FLORESTA A animação ucraniana explora a coexistência entre humanos e o mundo natural. Inspirada na peça de 1911 “The Forest Song” de Lesya Ukrainka, a trama segue Mavka, uma ninfa de cabelos verdes encarregada de proteger o “Coração da Floresta”. Ela se vê dividida entre seu dever e seu amor por Lukas, um músico humano. A história ganha complexidade quando Lukas é enviado para buscar um elixir mágico na floresta, intensificando o conflito entre os mundos humano e espiritual. A animação é notável por sua paleta de cores hipersaturada e pela atenção aos detalhes no movimento dos personagens. A trilha sonora é outro ponto alto, especialmente as canções folclóricas ucranianas que são incorporadas à trama, contribuindo para o caráter distintivo da obra. O filme também aborda temas mais amplos, como a invasão russa na Ucrania, embora de forma alegórica. Mavka, em um momento crucial, acessa uma “faísca de raiva” que lhe dá força para enfrentar os invasores, um elemento que tem sido interpretado como uma metáfora para a resiliência ucraniana. Produzido pelo estúdio de animação ucraniano Animagrad, o filme levou sete anos para ser concluído e superou “Avatar: O Caminho da Água” nas bilheterias ucranianas no começo do ano. OS DELINQUENTES O candidato argentino a uma vaga no Oscar 2024 é um filme nada convencional de assalto a banco. A história inicia com Morán (Daniel Elías), um gerente de banco, que, sem muita pressa, encaminha-se ao seu local de trabalho, onde junto a outro funcionário acessa o cofre do banco. Contrariando a expectativa usual de filmes de assalto, a execução do plano de Morán é exposta de maneira simples e quase trivial. Ele propõe a seu colega de trabalho, Román (Esteban Bigliardi), um acordo peculiar: Morán roubará US$ 650,000 do banco, entregará o montante para Román guardar e se entregará à polícia. Ele calcula que cumprirá três anos e meio de prisão, e ao final desse período, ambos dividirão o dinheiro. Ao se entregar à polícia, Morán confia que Román manterá sua parte no acordo, no entanto, a trama se desdobra em situações inusitadas e revela camadas insuspeitas. A chegada de uma jovem energética chamada Norma (Margarita Molfino) altera ainda mais a dinâmica entre Morán e Román, apresentando novas questões existenciais. O filme brinca com a ideia de duplicidade, como evidenciado nos nomes anagramáticos dos personagens principais e na escalação do mesmo ator, Germán De Silva, para interpretar o chefe do banco e o chefe da prisão. Além de desafiar convenções, a narrativa do diretor Rodrigo Moreno (“Mala Época”) parece brincar com a paciência da audiência com sua duração de três horas, propondo uma reflexão sobre as escolhas de vida dos personagens e as consequências de suas ações. LEONORA, ADEUS A primeira obra de Paolo Taviani após a morte de seu irmão e parceiro Vittorio, em 2018, possui forte simbolismo ao explorar a jornada das cinzas de Luigi Pirandello, dez anos após sua morte em 1936. O filme também é uma reflexão sobre a conexão dos irmãos Taviani com o dramaturgo, evidenciada num de seus clássicos iniciais, “Caos”, de 1984. Naquele filme, os Taviani exploraram cinco histórias curtas de Pirandello, demonstrando uma afeição duradoura pela complexidade teatral e narrativa do autor. “Leonora, Adeus” retoma essa ligação, entrelaçando a narrativa principal com aspectos meta-teatrais inspirados em Pirandello. A jornada das cinzas se torna uma tela para explorar a relação entre vida, morte e arte, temas que os Taviani também exploraram em “Caos”. No começo da narrativa, é retratada a tentativa de transportar as cinzas de Pirandello de volta à Sicília, conforme seu último desejo, enfrentando adversidades e situações cômicas, especialmente quando um conselheiro de Agrigento (Fabrizio Ferracane) se envolve nessa missão. Essa jornada é enriquecida por um retrato vibrante da vida italiana pós-2ª Guerra Mundial, destacando as interações humanas em um trem repleto de refugiados e civis em busca de consolo. A segunda parte do filme transita para a dramatização de “O Prego”, onde a história de um imigrante italiano em Nova York é contada, abordando temas de violência e redenção, sempre com uma atmosfera melancólica e reflexiva, acompanhada pela trilha sonora delicada de Nicola Piovani. O filme é uma mistura de estilos que vai desde sequências ficcionais em preto e branco até material de arquivo – de filmes neorrealistas italianos clássicos e noticiários da época – , todos engenhosamente entrelaçados para contar uma história que é tanto um tributo ao escritor quanto uma reflexão sobre a vida e a morte, servindo como um aceno afetuoso de Paolo a seu falecido irmão Vittorio. BRADO O drama italiano explora o universo do western no contexto contemporâneo. O protagonista Renato, interpretado pelo diretor do filme, Kim Rossi Stuart (“Tommaso”), se machuca ao cair de um cavalo recém-adquirido, chamado Trevor. Por conta de lesões, ele se vê incapaz de treinar o animal para competições de cross-country, e seu filho distante, Tommaso (Saul Nanni), é convocado para ajudar. O enredo se...
Maestro: Trailer traz Bradley Cooper dividido entre música, casamento e outros homens
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Maestro”, segundo filme dirigido por Bradley Cooper, que estreou na função com o sucesso “Nasce uma Estrela” (2018). Assim como no anterior, Cooper também aparece diante das câmeras num papel ligado à indústria musical. “Maestro” é a cinebiografia do compositor Leonard Bernstein. Uma história de amor complexa Descrito como uma epopeia emocional sobre família e amor, “Maestro” conta a complexa história de amor entre Leonard Bernstein e Felicia Montealegre Cohn Bernstein, vivida por Carey Mulligan (“Bela Vingança”), que se estende por mais de 30 anos. Bernstein, conhecido por sua trilha sonora para o musical da Broadway “Amor, Sublime Amor” e o clássico filme “Sindicato dos Ladrões” com Marlon Brando, casou-se com Felicia em 1951 e teve três filhos com ela. Mas o relacionamento foi complicado pelos casos amorosos que ele teve ao longo dos anos, especialmente com homens, nunca escondidos de Felicia. O casal chegou a se separar por um período de um ano, mas permaneceu junto até a morte de Felicia em 1978. A prévia apresenta o casal em dois momentos: mais jovens, em preto e branco, e mais velhos em cores vibrantes. Elenco e produção Cooper escreveu o roteiro de “Maestro” com o vencedor do Oscar por “Spotlight”, Josh Singer, e é acompanhado no elenco por Matt Bomer (“Patrulha do Destino”), Maya Hawke (“Stranger Things”), Sarah Silverman (“Case Comigo”), Josh Hamilton (“The Walking Dead”), Gideon Glick (“Maravilhosa Sra. Maisel”), Sam Nivola (“Ruído Branco”), Alexa Swinton (“Billions”), Michael Urie (“Falando a Real”) e Miriam Shor (“Younger”). Entre os produtores executivos, também são listados nomes como dos cineastas Martin Scorsese (“O Irlandês”) e Steven Spielberg (do remake de “Amor, Sublime Amor”). “Maestro” teve première mundial em 2 de setembro no Festival de Veneza, onde chamou atenção pelo nariz postiço usado por Cooper, considerado caricatural por alguns, e pelas críticas positivas conquistadas. O lançamento vai acontecer no começo de dezembro nos cinemas, em circuito limitado, antes de chegar à Netflix em 20 de dezembro.











