Cannes: Filme de Paul Verhoeven excita, tensiona e eletriza o festival
O suspense “Elle” interrompeu a monotonia das vaias em Cannes com doses eletrizantes de tensão. Produção francesa dirigida pelo veterano holandês Paul Verhoeven, o filme traz Isabelle Huppert como uma empresária implacável que é estuprada, na própria casa, por um homem mascarado, e passa a lidar com a situação de forma ambígua. Ao retomar o gênero do thriller sexual, que traz à tona em sua filmografia o clássico “Instinto Selvagem” (1992), Verhoeven demonstrou que continua um mestre em criar situações perversas e obter desempenhos antológicos. A consagração, por meio de elogios rasgados da crítica, representa a volta por cima de um grande cineasta, que nos últimos anos, graças a sucessivos remakes de seus trabalhos, vem sendo alçado ao status de lenda cult. Inspirado em livro de Philippe Djian (o escritor de “Betty Blue”), “Elle” foi escrito pelo americano David Burke (“Os 13 Pecados”), especialista em terrores baratos, e quase foi rodado nos Estados Unidos, onde Verhoeven não filma desde “O Homem sem Sombra” (2000). Mas Hollywood não saberia lidar com a escuridão madura do filme, após virar as costas para o diretor que fez, ainda, “RoboCop” (1987), “O Vingador do Futuro” (1990) e “Tropas Estelares” (1997), franquias que rendem dinheiro para seus estúdios até hoje. “A ideia inicial do produtor Said Ben Said (coprodutor do brasileiro ‘Aquarius’), que já fez filmes para Roman Polanski, David Cronenberg e Brian DePalma, era, sim, ambientá-lo em uma cidade americana. Mas o livro é francês, Isabelle é uma atriz maravilhosa, e fiquei feliz de filmarmos em Paris. Seria um filme completamente diferente se feito nos Estados Unidos”, contou o cineasta, que está com 77 anos, na entrevista coletiva de Cannes. Sobre seu distanciamento de Hollywood, Verhoeven afirma que não tem encontrado roteiros interessantes nos Estados Unidos. “O que é feito lá hoje em dia não me interessa ou eu mesmo já fiz”, disse, ao mesmo tempo em que se mostrou aberto à propostas. “Se houver um bom roteiro… Dinheiro não importa. Ou melhor, ele chega de qualquer forma, se você é bom naquilo que faz.” Um bom roteiro, por sinal, foi o que fez Isabelle Huppert entrar em “Elle”. A grande atriz, que já foi premiada duas vezes em Cannes – na juventude, por “Violette” (1978), e no auge, por “A Professora de Piano” (2001) – , se disse encantada pela trama cheia de ironia, “que nunca dá explicações, só lança hipóteses, o que facilita a performance”. Sua personagem, Michelle, surge como uma mulher dura e pragmática, que administra tanto a empresa quanto a família da mesma forma, sem muita emoção. Marcada pelos crimes cometidos pelo pai em sua infância, ela mantém distanciamento nas relações com o filho, o ex-marido e a melhor amiga. E não altera sua rotina após sofrer a agressão sexual. Sem envolver a polícia, ela parece apenas curiosa em descobrir a identidade de seu agressor, aparentemente atraída pela ousadia. “A Michelle abre a porta para alguma coisa que gostaria que acontecesse com ela, mas não sabe como confessar isso. Ela é uma mulher que está se questionando o tempo todo, tentando entender quem é”, explicou Huppert. Ela não crê que o sentimento ambíguo despertado pelo estupro vá chocar o público. “A história não é um manifesto sobre um estupro. Não se trata de uma história realista, é como um conto de fadas, uma fantasia”, explica, separando arte e vida real. A consideração da atriz é importante nessa época em a arte vive sob ameaça constante do boicote politicamente correto. Num momento em que as mulheres debatam o machismo do cinema, a personagem de Huppert parece encontrar prazer em sofrer abusos. Sem esconder de ninguém, apenas da polícia, Michelle conta o caso de forma corriqueira para o ex-marido e colegas, que reagem com mais pavor que ela. Logo, fica clara a sua fascinação pelo homem que a violentou. O que deve causar grande rejeição entre as feministas. “A reação dela não é comum a todas as mulheres. Ela vive uma situação particular, que é só dela”, defende Huppert. “O filme não está falando sobre a situação geral das mulheres do mundo”, pondera. Para Verhoeven, porém, a reação de Michelle não é anormal. Anormal é quem se mostra capaz de voar numa produção cinematográfica. “Eu gosto de falar de pessoas, algo que anda se perdendo nas telas, sobretudo no cinema americano, onde os filmes de super-herói prevalecem. Com eles, nós estamos perdendo o contato com a normalidade. Devemos voltar a falar de pessoas normais, porque é nelas que está a riqueza”, disse o diretor. Veja Também: O Trailer
Cannes: Terror com Elle Fanning rende vaias e palavrões
Cinco anos após ganhar o prêmio de direção no festival com “Drive” (2011), o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn trocou de classe, deixando os incensados para se juntar aos vaiados em Cannes. Seu novo filme, o terror “The Neon Demon”, rendeu apupos sonoros, acompanhados por palavrões estrondantes, durante sua première no festival francês. Mesmo assim, teve quem se entusiasmasse com a estética adotada pelo cineasta para descrever o mundo da moda, com visual publicitário, canibalismo sangrento e trilha eletrônica. “The Neon Demon” acompanha a ascensão relâmpago de uma nova top model, Jesse (Elle Fanning), recém-chegada do interior, que estoura no mundo dos editoriais de moda e passarelas da sofisticada Los Angeles. Com sua beleza e ingenuidade, ela encanta agentes, fotógrafos e estilistas. Mas o mundo fashion é extremamente competitivo e seu sucesso desperta a inveja de um grupo de modelos capazes de tudo. O filme já começa com uma sessão fotográfica em que Jesse aparece coberta de sangue, num simbolismo do “mercado de carne” que seria a profissão de modelo. Trata-se apenas de um apetitivo para o verdadeiro banho de sangue e cenas de delírio que se seguem. Mas até a violência proposta é estilizada. “É um filme de terror adolescente sobre o universo da moda”, definiu Refn durante a entrevista coletiva. “Há algo aterrorizante na ideia de que o mundo deve ser só a beleza. E ainda assim é uma obsessão que só aumenta. Vemos isso acontecer na mídia social, na TV e nos filmes. Tenho duas filhas pequenas, e isso me assusta”, ponderou. Ao contrário de seus filmes anteriores, dominados por protagonistas masculinos, “The Neon Demon” é povoado por personagens femininas fortes, deixando intérpretes como Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) e Desmond Harrington (série “Dexter”) em posições inferiores às personagens de Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Bella Heathcote (“Sombras da Noite”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). “Em ‘Drive’, levei a masculinidade do protagonista quase ao nível do homoerotismo. ‘Apenas Deus Perdoa’ era sobre emasculação, a ponto de sugerir um retorno ao útero materno. Em ‘The Neon Demon’, os homens são como as namoradas dos filmes anteriores. As mulheres, ao contrário, são tudo, estão no controle. Os homens que aparecem na história são representações de medo, de controle, e do instinto predatório. Eles são dominados por personagens femininos que permitem que eles tenham comportamento predatório, ou como o namorado de bom coração”, comparou o cineasta. A protagonista Elle Fanning tem só 18 anos e perdeu sua noite de formatura para acompanhar a première em Cannes. Mas sua simpatia ajudou a diminuir parte da resistência da crítica. “Eu comecei a atuar ainda garotinha, mas nunca perdi o perfil de quem vem de cidade pequena para tentar a sorte num lugar como Hollywood. Isso gera uma relação direta com a trama de ‘The Neon Demon'”, ela explicou, assumindo o paralelismo do filme com sua própria carreira. Ela também citou outra influência, a princípio nem tão clara, no desenvolvimento da trama. “A gente conversava muito sobre Dorothy de ‘O Magico de Oz’, que sai de um lugar pequeno para cair num universo fantástico. Mas, no nosso filme, o universo é sombrio”. Refn também aproveitou para explicar sua decisão de filmar um clima tão forte de terror. “Tive que falar sobre esse tema usando uma linguagem visual que os adolescentes de hoje compreendem. A criatividade, hoje, tem a ver com reações”, ele apontou, ao mesmo tempo em que se assumiu um cineasta punk rock, dizendo um palavrão: “fuck the system!” Nisso, Refn e a crítica concordaram. Ao final da première, não faltaram palavras fortes e sonoras como reação ao filme.
Carrossel 2 ganha primeiro trailer em clima de programa de competição
A Paris filmes divulgou o pôster e o trailer de “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. A prévia mostra uma trama ainda mais infantil que a do primeiro filme, grande sucesso de bilheterias do ano passado. Desta vez passada na cidade, a continuação resgata os vilões de “Carrossel – O Filme”, que resolvem se vingar das crianças raptando Maria Joaquina e exigindo que elas participem de várias provas para resgatá-la. A história, assim, vira o registro de uma gincana. Basicamente, um programa de competição filmado em cenários reais, com direito à participação de convidados em cada etapa, como a ex-jurada do “Show de Calouros” Elke Maravilha, o craque de futebol de salão Falcão e o chef Carlos Bertolazzi. A presença mais importante, porém, pertence à Rosanne Mulholland, a intérprete da professora Helena na novela do SBT. Ela ficou de fora do primeiro filme, devido às gravações da novela “Alto Astral”, da Globo, mas já está de volta para a continuação da franquia. A trama vai, inclusive, mostrar que ela tem uma amiga fora da escola, vivida por Miá Mello (“Meu Passado Me Condena”). O filme ainda inclui as voltas de Paulo Miklos e Oscar Filho como os vilões Gonzales e Gonzalito, além de todo o elenco infantil da novelinha, com destaque para Larissa Manoela como Maria Joaquina. Os diretores Alexandre Boury e Maurício Eça retornam para comandar a sequência, que foi novamente escrita por Mirna Nogueira e Márcio Alemão. Tudo, porém, foi produzido às pressas, com cerca de cinco meses entre o início das filmagens e a estreia, marcada para 7 de julho.
Cannes: Pedro Almodóvar não quer ser uma vaca sagrada
Pedro Almodóvar não participou da première de “Juliete” na Espanha para fugir das perguntas sobre o escândalo conhecido como Panama Papers, que revelou contas secretas de políticos e celebridades em paraísos fiscais, inclusive dele e do irmão. Mas não conseguiu escapar do aperto da imprensa em Cannes, onde seu filme concorre à Palma de Ouro. “Meu nome e o do meu irmão estão entre os menos importantes que aparecem na relação dos Panama Papers. Se fizessem um filme sobre o tema, sequer seríamos figurantes. Mas a imprensa espanhola nos tratou como protagonistas”, defendeu-se Almodóvar, na entrevista coletiva. “Nem sabemos direito o que era porque não se investigou. O essencial é que isso não impeça o público de assistir ao filme”, completou. De fato, com tanta proselitismo no festival, pouco tem se falado dos filmes. O brasileiro “Aquarius”, por exemplo, foi ofuscado pelo agitprop. Do mesmo modo, “Julieta” despertou pouco entusiasmo da plateia de jornalistas, mais interessados no escândalo financeiro que na volta do diretor ao melodrama de personagens femininos. Almodóvar aceitou todas as perguntas. E explicou que participa da competição à Palma de Ouro deste ano porque ainda é um cineasta sujeito à críticas e não uma “vaca sagrada”. “Eu, por enquanto, não tenho o talento de Woody Allen e nem de Steven Spielberg”, comparou, nomeando os dois diretores que apresentaram seus novos filmes em Cannes fora de competição. “Já que venho a Cannes, eu prefiro participar da competição. O filme vai receber críticas e prefiro estar em competição porque é mais excitante. Demonstro que não sou uma vaca sagrada”. Pelo mesmo motivo, diz que jamais aceitaria que escrevessem sua biografia. “Não quero biografias nem autorizadas e nem não autorizadas. Não permito que ninguém faça uma biografia minha, mas transmita ao futuro a mensagem que minha vida está nessas 20 filmes”, disse, aludindo à totalidade de sua filmografia. O filme de número 20 é uma adaptação de três contos da autora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de Literatura, e é centrado na figura da personagem-título, assombrada pela fuga da filha adolescente, 12 anos atrás. O diretor disse ter se encantado com a obra por conta seus mistérios. “Quando termino de ler Alice Munro, parece que sei menos do que antes”. A ideia original era usar a obra da escritora para fazer seu primeiro filme americano. “Pensei em filmar em inglês, em Nova York. Cheguei até a falar com uma atriz americana. Mas quando peguei a versão em língua inglesa do roteiro, fiquei inseguro. Afinal, não há nada mais distante de uma família americana do que uma família espanhola”, ele explicou. O que começou como uma adaptação literária, porém, logo começou a ganhar o estilo característico dos filmes do escritor. Ele confessa que é um impulso que não consegue evitar. “Não sou um adaptador fiel. Eu tiro um parágrafo como ponto de partida e preencho o resto com a minha imaginação”, apontou. A trama, que se desenrola ao longo de três décadas, entre 1985 e 2015, conta com duas atrizes diferentes interpretando o papel principal, Emma Suarez (“Buscando a Eimish”) e Adriana Ugarte (“Combustión”). “Queria que se observasse na atriz o tempo que passou, os anos de dor no olhar. Isto é impossível de se criar apenas com a maquiagem”, ele ponderou. “E, por outro lado, também queria imitar o meu mestre Luis Buñuel”, disse o cineasta, referindo-se ao filme “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), em que a protagonista foi vivida por duas intérpretes. Almodóvar não fazia um filme centrado em uma personagem feminina desde “Volver”, há dez anos. Mas “Julieta” não é só um filme de mulher, é um filme de mãe, um de seus temas favoritos. “Fiz muitos filmes sobre mães, mas acredito que de todas as mães que retratei, Julieta é a mais frágil e vulnerável, com menos capacidade de luta”, comparou. “Ela tem uma desesperada resistência passiva, se é que isso é possível. As outras mães dos meus filmes são poderosas. Julieta vai perdendo a força. Em dado momento, é uma espécie de zumbi que caminha pelas ruas”, disse. “A personagem começa aberta à aventura. O tempo e as circunstâncias a tratam muito mal. A fatalidade é muito presente. Não são coisas enormes que ela faz errado. Mas a vida a trata muito mal. É um drama trágico.” Apesar do tom trágico, “Julieta” também marca a retomada da palheta de cores vivas – vermelho, laranja e azul – , que caracterizam as produções mais alegres do cineasta espanhol. “Sou filho do technicolor. Os primeiros filmes de que me lembro como criança eram em technicolor, cores muito claras e contrastantes. Meus filmes podem ser algo barrocos, e é claro que sou um filho dos anos 1960… tudo isso levou a um uso exagerado das cores”, ele justificou. A lembrança nostálgica o faz lembrar da própria idade, 67 anos, e citar o escritor Philip Roth: “‘A velhice não é uma doença, mas um massacre’. É assim que sinto a passagem do tempo”.
Queen of Katwe: Trailer traz Lupita Nyong’o como mãe de enxadrista infantil da Disney
A Disney divulgou o pôster e primeiro trailer do drama “Queen of Katwe”. A prévia, por sinal, dá azia de tão disneyficada, usando musiquinha triste e frases que embutem lições de vida para embalar a história de uma menina pobre que, desafiando todas as improbabilidades, torna-se uma campeã. É fábula encantada, como adora o estúdio. Ou melhor, a versão infantil de uma história real, em que a miséria surge lindamente fotogênica. A trama acompanha uma menina (a estreante Madina Nalwanga) de uma aldeia miserável de Uganda que aprende a jogar xadrez e, poucos minutos depois (na duração do filme), vira campeã nacional – e mais popular que craque de futebol, segundo o trailer. O elenco destaca Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) como a mãe da jovem e David Oyelowo (“Selma”) como seu treinador. “Queen of Katwe” é a segunda parceria consecutiva entre a cineasta indiana Mira Nair e o roteirista William Wheeler, após “O Relutante Fundamentalista” (2012). A estreia está marcada para setembro, mas, até lá, pode ganhar o direcionamento dos filmes anteriores da diretora, que saíram direto em vídeo no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=z4l3-_yub5A
The Neon Demon: Elle Fanning é idolatrada em novo trailer de terror do diretor de Drive
A Gaumont divulgou três pôsteres internacionais e o segundo trailer de “The Neon Demon”, terror do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (“Só Deus Perdoa”). A prévia destaca a atriz Elle Fanning (“Malévola”), idolatrada por fotógrafos e invejada por modelos, num mergulho no mundo da moda, que começa frio e logo se revela excitante e perigoso, ganhando cenas aceleradas de lesbianismo, violência sangrenta e alucinação. O visual publicitário, característico dos filmes de Refn, casa bem com o contexto, assim como a trilha eletrônica de Cliff Martinez, parceiro do diretor desde “Drive” (2011). A trama foi escrita pelo próprio Refn em parceria com as estreantes Mary Laws e Polly Stenham, e, segundo o cineasta, gira em torno de “uma beleza viciante”. Inspirado na história medieval da condessa Isabel Bathory, que segundo a lenda se banhava no sangue de virgens para permanecer jovem e bela, o longa mostrará um grupo de modelos que vai ao extremo para encontrar o caminho do sucesso, passando até pelo canibalismo. O elenco ainda inclui Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”), Desmond Harrington (série “Dexter”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Bella Heathcote (“Sombras da Noite”), Jamie Clayton (série “Sense8”), Christina Hendricks (série “Mad Men”) e Alessandro Nivola (“O Ano Mais Violento”). “The Neon Demon” terá sua première mundial na sexta (20/5), durante a competição da Palma de Ouro do Festival de Cannes. A estreia está prevista para junho nos EUA e apenas em 18 de agosto no Brasil.
O Homem nas Trevas: Suspense do diretor de A Morte do Demônio ganha trailer legendado
A Sony Pictures divulgou as primeiras fotos, o pôster e dois trailers de “O Homem nas Trevas” (Don’t Breathe) – a versão americana e a nacional, legendada. Os vídeos revelam demais, praticamente metade da história. Como se trata de um suspense, bons sustos e reviravoltas já estão comprometidos. As prévias mostram como o plano de assaltar a casa de um velho cego dá errado pelo fato da vítima ser tudo menos indefesa. Assim, os jovens ladrões se veem presos num lugar repleto de segredos sinistros e caçados por um assassino com experiência militar, que usa sua cegueira como vantagem, ao desligar todas as luzes. “O Homem nas Trevas” tem roteiro e direção do uruguaio Fede Alvarez, responsável pelo sanguinolento remake de “A Morte do Demônio” (Evil Dead). Na nova produção, ele volta a trabalhar com a estrela daquele filme, Jane Levy (série “Suburgatory”). O elenco também inclui Dylan Minnette (“Goosebumps”), Daniel Zovatto (“Corrente do Mal”) e Stephen Lang (série “Terra Nova”) como o cego. A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Veja o primeiro trailer do novo filme de Ang Lee, com Kristen Stewart e Vin Diesel
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Billy Lynn’s Long Halftime Walk”, novo filme do premiado diretor Ang Lee (“As Aventuras de Pi”). Além de belas imagens, que contrastam os horrores da guerra com uma celebração repleta de fogos de artifício, ao som de “Heroes”, a prévia destaca o elenco incomum da produção, que reúne Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”), Garrett Hedlund (“Invencível”), Chris Tucker (“A Hora do Rush”) e Steve Martin (“Simplesmente Complicado”), além de lançar o novato Joe Alwyn no papel-título. O filme é uma adaptação do livro homônimo, escrito por Ben Fountain, sobre heróis da guerra do Iraque. Aclamado pela crítica, o romance é uma sátira à guerra, que utiliza de humor negro para contar a história do jovem Billy Lynn e de seu Esquadrão Bravo. Lynn, de apenas 19 anos, é enviado para o Iraque em 2005 e sai com vida de um conflito que durou pouco mais de três minutos, mas foi capturado inteiramente pelas câmeras dos noticiários. Graças a isso, ele e seu esquadrão são chamados de volta para aos EUA para serem homenageados como heróis nacionais, sendo aclamados durante o intervalo de um jogo no estádio do Dallas Cowboys, antes de retornarem para as agruras do Oriente Médio. A trama se passa ao longo de 24 horas, em torno da homenagem, com flashbacks que contam como Billy Lynn virou herói. Ang Lee usou tecnologia 3D de ponta para capturar as imagens, o que o trailer não deixa claro. Uma prévia estendida foi exibida durante a CinemaCon e deixou os distribuidores de queixo caído. A expectativa é de uma revolução visual. O roteiro foi escrito por Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário”) e a estreia está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O Contador: Suspense com Ben Affleck ganha primeiro trailer legendado
A Warner Bros. divulgou a primeira foto e o trailer legendado do suspense “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”). A prévia, ao som de Radiohead (“Everything In Its Right Place”), introduz o personagem do ator, um autista que, desde criança, demonstra ser mais do que aparenta. Alternando-se entre flashbacks, repetições de um trabalho tedioso e eventos violentos, o trailer acumula tensão a ponto de levar Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) a entrar em pânico, incrédula com o personagem-título: “Quem é Você?” A história de Bill Dubuque (“O Juiz”), que chegou a figurar na Black List, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood, gira em torno de um contador aparentemente pacato, que tem como cliente algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ciente que está sendo vigiado pela polícia federal (chefiada por J.K. Simmons, de “Whiplash”), ele decide desviar a atenção, aceitando um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração. O problema é que uma assistente de contabilidade da companhia (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Isto leva o contador a mergulhar nos registros, mas, conforme se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir. A direção é de Gavin O’Connor (“Guerreiro”) e o elenco ainda inclui Jon Bernthal (série “Demolidor”), Jeffrey Tambor (série “Transparent”), John Lithgow (“O Amor É Estranho”), Cynthia Addai-Robinson (série “Arrow”) e Alison Wright (série “The Americans”). A estreia está marcada para 13 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Inferno: Terceiro filme do autor de O Código Da Vinci ganha pôsteres e trailers
A Sony Pictures divulgou dois pôsteres e os trailers (americano e internacional) de “Inferno”, terceiro filme da franquia iniciada por “O Código Da Vinci” (2006), que volta a trazer Tom Hanks no papel do simbologista Robert Langdon. As prévias apresentam o novo quebra-cabeças que Langdon precisa desvendar, desta vez com a ajuda de uma assistente com sotaque inglês (Felicity Jones, de “A Teoria de Tudo”), e com consequências mais grandiosas. As pistas que estariam no poema épico “A Divina Comédia” de Dante Alighieri podem levar ao apocalipse, e também envolvem um milionário (Ben Foster, de “Programado para Vencer”) e uma ameaça biológica. Os vídeos também mostram um elenco de coadjuvantes de várias nacionalidades, como o francês Omar Sy (“Intocáveis”), o indiano Irrfan Khan (“O Espetacular Homem-Aranha”) e a dinamarquesa Sidse Babett Knudsen (estrela da série “Borgen”). Assim como os dois filmes anteriores, a nova adaptação da obra do escritor Dan Brown será dirigida por Ron Howard. Já o roteiro está a cargo de David Koepp, responsável pela segunda adaptação, “Anjos e Demônios” (2009). A estreia está prevista para 13 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Detalhe: por aqui, o filme ganhou aquele subtítulo ridículo de praxe: “O Filme”. Será que é para que ninguém se confunda, ao entrar no cinema, e achar que vai ler o livro?
Jason Bourne ganha vídeo legendado de bastidores
A Universal Pictures divulgou um vídeo legendado dos bastidores de “Jason Bourne”, que traz o ator Matt Damon e o diretor Paul Greengrass comentando seus retornos à franquia e adiantando alguns destalhes da trama, como a busca da CIA por reintegrar o espião que é uma “arma perfeita”. Além disso, o vídeo revela algumas cenas inéditas, mostrando que a espiã Nicky Parsons, novamente vivida por Julia Stiles, terá papel de destaque na trama. O ritmo é trepidante como se espera de um filme da franquia. O elenco ainda inclui Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”), Vincent Cassel (“Em Transe”), Riz Ahmed (“O Abutre”) e Alicia Vikander (“O Agente da UNCLE”). Damon e Greengrass desenvolveram a história em parceria com o editor Cristopher Rouse. Os três trabalharam juntos em “A Supremacia Bourne” (2004) e “O Ultimato Bourne” (2007), mas é a primeira vez que escrevem para a franquia. Curiosamente, porém, apenas o diretor e o editor estão sendo identificados como roteiristas. “Jason Bourne” tem estreia agendada para 28 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Dois Caras Legais: Ryan Gosling e Russell Crowe são detetives atrapalhados em trailer hilário
A Warner Bros. divulgou o terceiro trailer e uma coleção de pôsteres (veja acima) com os personagens da comédia de ação “Dois Caras Legais” (The Nice Guys), que traz Ryan Gosling como detetive e Russell Crowe como capanga de aluguel, trabalhando juntos num caso durante os anos 1970. A prévia entrega muitas piadas, uma mais hilária que outra, deixando clara a inspiração no humor físico da dupla clássica Abbott e Costello – Gosling chega a imitar os tiques de Lou Costello numa sequência com um cadáver. Escrito e dirigido por Shane Black (“Homem de Ferro 3”), o filme acompanha a investigação atrapalhada do desaparecimento da filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Mas conforme os dois investigadores encontram pistas, aumenta a trilha de cadáveres. O elenco ainda inclui Matt Bomer (série “American Horror Story”), Kim Basinger (“Los Angeles, Cidade Proibida”), Margaret Qualley (série “The Leftovers”), Ty Simpkins (“Homem de Ferro 3”), Yaya DaCosta (“O Mordomo da Casa Branca”) e Angourie Rice (“Horas Finais”) como a filha do personagem de Gosling. A estreia está marcada para 2 de junho no Brasil, duas semanas depois do lançamento nos EUA.
Truque de Mestre 2: Novo trailer traz cenas inéditas
A Lionsgate divulgou um novo trailer da continuação de “Truque de Mestre” (2013). A prévia mostra algumas cenas novas dos Quatro Cavaleiros, que são coagidos a participar de um plano aparentemente engendrado pelo personagem de Morgan Freeman, preso no filme anterior, com a ajuda de Daniel Radcliffe (franquia “Harry Potter”). O novo desafio vem acompanhado por espetaculares números de magia, que mantêm o clima divertido responsável pelo sucesso do primeiro longa. “Truque de Mestre 2” vai se passar um ano depois do quarteto original de mágicos enganar o FBI e ganhar adulação do público com seus espetáculos alucinantes. Mas quando os Quatro Cavaleiros ressurgem, são forçados a realizar um assalto ainda mais audacioso. A gangue de mágicos volta a incluir Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Dave Franco, mas houve uma troca no elenco, com Lizzy Caplan (“A Entrevista”) assumindo a vaga de Isla Fisher, que estava grávida durante a produção. Além dos citados, o filme também terá a volta de Mark Ruffalo e Michael Caine. O roteiro foi escrito por Ed Solomon (um dos autores do primeiro filme) e Pete Chiarelli (“A Proposta”), e a direção está a cargo de Jon M. Chu (“G.I. Joe 2: Retaliação”). “Truque de Mestre: O Segundo Ato” estreia em 9 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












