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  • Filme

    Terror brasileiro Motorrad é selecionado para o Festival de Toronto

    15 de agosto de 2017 /

    O novo filme do diretor Vicente Amorim (de “Corações Sujos” e também “Irmã Dulce”), o longa brasileiro de terror “Motorrad” terá première mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontece de 7 a 17 de setembro no Canadá. Ele foi selecionado para a seção Contemporary World Cinema. O filme adapta para o cinema uma história de Danilo Beyruth, colaborador da editora americana de quadrinhos Marvel. A trama acompanha um grupo de jovens que faz motocross numa trilha remota e desconhecida, e acaba entrando em território proibido, passando a ser caçado por um grupo de motoqueiros assassinos. O elenco inclui alguns ex-integrantes da novela teen “Malhação”, como Carla Salle, Guilherme Prates e Juliana Lohmann. A data de estreia nos cinemas brasileiros ainda não foi definida.

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  • Filme

    Menino do Quarto de Jack sofre bullying em novo trailer de Extraordinário

    13 de agosto de 2017 /

    A Lionsgate divulgou um novo trailer de “Extraordinário” (Wonder), melodrama infantil estrelado por Jacob Tremblay, o menino de “O Quarto de Jack” (2015), que aparece irreconhecível sob a maquiagem da produção. No filme, ele é o filho deformado de Julia Roberts (“Jogo do Dinheiro”) e Owen Wilson (“Zoolander”), e neto da brasileira Sonia Braga (“Aquarius”), que ainda não apareceu nos vídeos divulgados. A trama leva às telas o best-seller infantil homônimo de RJ Palacio sobre Auggie Pullman, um menino que nasceu com uma deformidade facial e estudou em casa por toda a vida, até que, pela primeira vez, é matriculado numa escola regular e passa a conviver com outras crianças da sua idade. A prévia mostra as dificuldades de relacionamento da criança, o bulling, o apoio e a ansiedade dos pais e o início das primeiras amizades na escola. O elenco ainda inclui Mandy Patinkin (série “Homeland”), Izabela Vidovic (série “The Fosters”), Ali Liebert (série “Strange Empire”), Millie Davis (série “Orphan Black”) e Bryce Gheisar (série “Walk the Prank”). O roteiro foi escrito por Jack Thorne (criador da série “White Panthers”) e Steve Conrad (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), e a direção é de de Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”). A estreia está marcada para 23 de novembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Jogador Nº 1: Nova sci-fi de Stephen Spielberg revela primeira foto de Olivia Cooke

    12 de agosto de 2017 /

    A revista Empire divulgou a primeira foto de Olivia Cooke na nova sci-fi de Stephen Spielberg, “Jogador Nº 1” (Ready Player One). Sua personagem, Samantha Evelyn Cook, é a segunda mais importante da trama, mas ainda não tinha aparecido nem mesmo no trailer exibido na Comic-Con. Na trama, ela é principal concorrente de Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) no jogo milionário que movimenta a história. Os dois aparecem juntos, confrontando-se na imagem. Adaptação do livro homônimo de Ernie Cline, o filme se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas Wade quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas na realidade virtual, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop dos anos 1980. “Quando se é uma criança sonhando em seguir carreira na atuação, a ideia de trabalhar com Spielberg parece absurda. Foi surreal”, declarou a atriz à Empire, sobre a experiência de filmar “Jogador Nº 1”. Revelada em “Bates Motel”, a atriz fez os filmes “Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer” (2015) e “Ouija – O Jogo dos Espíritos” (2014), entre outros. “Jogador Nº1” estreia em 5 de abril no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Ator confirma que refilmagens de Liga da Justiça visam mudar o tom do filme

    11 de agosto de 2017 /

    Os boatos sobre as filmagens extras de “Liga da Justiça”, que seriam maiores do que o assumido oficialmente, foram abordados pela primeira vez por um integrante do elenco da produção. O ator Joe Morton (série “Eureka”), que interpreta o pai do Ciborgue, Dr. Silas Stone, revelou que as refilmagens mudaram o tom do filme, que estaria muito sombrio. “Eles fizeram ajustes no tom do Ciborgue. O que eu ouvi foi que havia uma necessidade do estúdio para deixar o filme mais leve, pois estava muito sombrio. Não sei exatamente o que isso significa, mas o que ouvi é que as refilmagens foram sobre isso”, disse Morton, em entrevista ao site IGN Oficialmente, o diretor Joss Whedon (“Os Vingadores”) assumiu “Liga da Justiça” após uma tragédia na família de Zack Snyder (“Batman vs Superman”), que pediu para se afastar da pós-produção. Snyder teria rodado todo o filme antes de passar o bastão para Whedon realizar filmagens adicionais durante duas semanas em Londres. O detalhe é que este prazo já foi superado há bastante tempo e o trabalho ainda não acabou. Segundo fontes da revista Variety, Whedon escreveu um novo roteiro para aproximar “Liga da Justiça” do tom mais leve de “Mulher-Maravilha”, que foi um enorme sucesso, e se afastar do tom sombrio de “Batman vs. Superman”, comandado justamente por Snyder. Joe Morton parece confirmar que este foi realmente o caso. “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Torturas de Jogos Mortais: Jigsaw ganham trailer legendado

    9 de agosto de 2017 /

    A Paris Filmes divulgou a versão legendada do trailer de “Jogos Mortais: Jigsaw”, que traz de volta as torturas do assassino da franquia. A prévia retoma os jogos sádicos, deixando a polícia – e o público – na dúvida sobre a verdadeira identidade do serial killer. Segundo a sinopse, a investigação de uma nova série de assassinatos brutais traz evidências que apontam para John Kramer. O problema é que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década, como os fãs de “Jogos Mortais” puderam testemunhar. Vale lembrar que as primeiras imagens das filmagens mostravam o caixão de John Kramer sendo desenterrado. O roteiro foi escrito por Josh Stolberg e Pete Goldfinger, dupla de “Pacto Secreto” (2009) e “Piranha 3D” (2010), e a direção está a cargo dos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig, da elogiada sci-fi “O Predestinado” (2014). Já o elenco destaca a atriz Laura Vandervoort (série “Bitten”), Hannah Anderson (série “Shoot the Messenger”), Callum Keith Rennie (série “Battlestar Galactica”) e Mandela Van Peebles (minissérie “Raízes”), além de, claro, Tobin Bell como Kramer/Jigsaw. O primeiro “Jogos Mortais” é de 2004 e se tornou famoso não apenas por popularizar o subgênero do terror conhecido como “torture porn”, mas por lançar a carreira do jovem cineasta malaio James Wan, que criou a franquia com o australiano Leigh Whannell, iniciando uma filmografia que o consagraria como o mais bem-sucedido diretor de terror do século 21. Wan e Whannell continuam envolvidos com “Jigsaw”, atuando como produtores executivos. A estreia do filme no Brasil está marcada para o dia 2 de novembro, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos (em 27 de outubro). Por sinal, a Paris Filmes, que distribuirá o longa, também divulgou o primeiro pôster nacional, confirmando o título da produção no país. Veja abaixo.

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    Noomi Rapace vive sete personagens no trailer legendado da sci-fi Onde Está Segunda?

    8 de agosto de 2017 /

    A Netflix divulgou o trailer legendado da sci-fi europeia “Onde Está Segunda?” (Seven Sisters”), que traz a atriz Noomi Rapace (“Prometheus”) em sete papeis diferentes. No filme, ela vive as sete irmãs do título em inglês. A trama se passa em um futuro distópico, em que a falta de recursos levou à restrição familiar de apenas um filho por casal. Até que um pai (Willem Dafoe, de “Meu Amigo Hindu”) de sete gêmeas idênticas decide confrontar a lei. Batizando cada menina com o nome de um dia da semana, ele as ensina a se revezarem para sair de casa como se fossem apenas uma pessoa. Anos se passam até esse sistema ser descoberto. E quando isso acontece as gêmeas passam a ser caçadas por agentes do governo. O elenco ainda destaca Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”), Christian Rubeck (“Aliados”), Pål Sverre Hagen (“Expedição Kon Tiki”), Marwan Kenzari (“Ben-Hur”) e o veterano Robert Wagner (série “Casal 20”). O roteiro foi escrito por Max Botkin (“Robosapien – O Meu Melhor Amigo”) e Kerry Williamson (“A Sombra do Inimigo”), e a direção é do norueguês Tommy Wirkola (“João e Maria: Caçadores de Bruxas”). A première aconteceu no fim de semana no Festival de Locarno, na Suíça, e o lançamento acontece em 18 de agosto na Netflix.

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    Mãe!: Terror estrelado por Jennifer Lawrence ganha trailer angustiante legendado

    8 de agosto de 2017 /

    A Paramount divulgou os pôsteres brasileiros, um novo cartaz americano e o trailer legendado de “Mãe!”, o filme misterioso de Darren Aronofsky (“Noé”) estrelado por Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”). Embora pouco se saiba sobre a trama, a prévia tem climão de filme de terror. Na verdade, evoca a paranoia feminina de “O Bebê de Rosemary” (1968). O longa está sendo descrito como “um terror psicológico no estilo de ‘Cisne Negro'”, um dos maiores sucessos da carreira de Aronofksy. A comparação com o filme de 2010 foi feita por Kyle Davies, diretor de distribuição da Paramount, que ainda adiantou que a trama contém “sustos e suspense”. “Mãe!” ainda não ganhou sinopse oficial, mas sua trama vai girar em torno de um casal que sofre com uma visita inesperada em sua casa. O trailer revela um pouco mais, mostrando como Lawrence reforma e arruma a casa em que vai viver com o marido, vivido por Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), e como ele decide convidar outras pessoas para visitá-los, desgostando a mulher. Ed Harris (série “Westworld”) e Michelle Pfeiffer (“A Família”) acabam estendendo sua visita. O elenco também inclui Domhnall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Kristen Wiig (“Caça Fantasmas”). Vale observar ainda que todas as cenas do trailer se passam dentro da mesma casa, nova e limpa no começo, mas que vai apodrecendo conforme o clima angustiante fica mais intenso. Outra curiosidade é que a filmagem foi toda feita em 16mm, bitola amadora e atípica para os padrões de extrema qualidade de imagem de hoje. O filme terá premières nos festivais de Veneza e Toronto, e sua estreia no Brasil está marcada para 21 de setembro.

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    Teaser de Jogador Nº 1, nova sci-fi de Steven Spielberg, finalmente ganha versão legendada

    4 de agosto de 2017 /

    Se demorou uma semana para a Warner legendar o trailer de “Liga da Justiça” exibido na Comic-Con, o teaser de “Jogador Nº 1” (Ready Player One) levou o dobro do tempo, mas finalmente foi disponibilizado em versão oficial. A prévia da nova sci-fi dirigida por Steven Spielberg revela um futuro distópico, onde a falta de perspectivas levou uma geração a desaparecer num game de imersão completa. Com narração do protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”), o vídeo revela o Oasis, em que jogadores usando equipamentos de realidade virtual disputam corridas insanas de carros, utilizando-se de avatares e referências a ícones culturais do século 20. Entre as imagens que cruzam a tela, é possível identificar o robô de “O Gigante de Ferro” (1999), Freddy Kruger de “A Hora do Pesadelo” (1984) e um DeLorean de “De Volta ao Futuro” (1985). Adaptação do livro homônimo de Ernie Cline, o filme se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas Wade quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas na realidade virtual, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop dos anos 1980. Além de Sheridan, o elenco inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Bloodline”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e T.J. Miller (“Deadpool”) “Jogador Nº 1” tem estreia marcada para 5 de abril no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.

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    Seis cenas de Annabelle 2 mostram a boneca maldita assustando crianças

    4 de agosto de 2017 /

    A Warner divulgou seis cenas de sustos da continuação do terror “Annabelle” (2014), que ganhou o título de “Annabelle 2: A Criação do Mal” no Brasil. As prévias tem spoilers e mostram como as crianças da trama são aterrorizadas pela boneca maldita. Novamente escrito por Gary Dauberman, responsável pelo roteiro do filme anterior, o filme conta a origem de Annabelle, revelando como um espírito maligno convence um fabricante de bonecas de que é sua filha morta e entra no corpo de uma de suas criações para poder conviver com ele e sua mulher. A situação se complica quando crianças de um orfanato recém-fechado vão morar no mesmo local. A direção está a cargo de David F. Sandberg, que estreou como diretor no terror “Quando as Luzes se Apagam”, e o elenco ainda inclui duas atrizes daquele filme: Alicia Vela-Bailey e Lotta Losten. Além delas, o terror também conta com Anthony LaPaglia (série “Without a Trace”), Miranda Otto (série “24: Legacy”), Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”), Adam Bartley (série “Longmire”), Philippa Coulthard (série “Secrets and Lies”), Grace Fulton (série “Revenge”) e as meninas Talitha Bateman (“A 5ª Onda”), Lulu Wilson (“Ouija: A Origem do Mal”) e Samara Lee (“O Último Caçador de Bruxas”). A estreia está marcada para 17 de agosto no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Goodbye Christopher Robin: Filme sobre a criação do Ursinho Pooh ganha novo trailer

    4 de agosto de 2017 /

    A Fox Searchlight divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Goodbye Christopher Robin”, que conta a história da criação do Ursinho Pooh pelo escritor Alan Alexander Milne. A trama é complexa, porque o filho de Milne, Christopher Robin, cresceu culpando o pai de ter explorado sua infância para vender livros. A prévia toca brevemente no ressentimento do menino, ao mesmo tempo em que o mostra feliz com seus bichinhos de pelúcia, que originaram os personagens do Bosque dos 100 Acres, além de revelar como escrever os livros curaram seu pai do trauma de ter lutado nas trincheiras da 1ª Guerra Mundial. Na versão cinematográfica, a dificuldade de relacionamento entre pai e filho também teria motivado o artista a criar o célebre personagem, como forma de tentar uma aproximação com o garoto. Produção britânica, o filme marca a segunda parceria entre o diretor Simon Curtis e o ator Domhnall Gleeson, intérprete de Milne, após a ótima comédia “Questão de Tempo” (2013). O elenco também destaca Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) como a mulher do escritor e o estreante Will Tilston como Christopher Robin. O personagem também vai aparecer adulto, interpretado pelo jovem Alex Lawther (“O Jogo da Imitação”). A estreia está marcada para 24 de setembro no Reino Unido e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Planeta dos Macacos – A Guerra empolga com ação, efeitos e sensibilidade

    4 de agosto de 2017 /

    Ainda que Matt Reeves não tenha dirigido os três filmes deste reboot de “O Planeta dos Macacos”, foi ele que, ao assumir o segundo ato, “O Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014), superou as formulações óbvias do tema. Junto com o colaborador Mark Bomback, tanto em “Confronto” como nesse novo “Planeta dos Macacos: A Guerra”, não brinca apenas com a ideia de um mundo onde a supremacia símia de repente parece ser mais civilizada do que a humana. Ambos – diretor e roteirista – se deliciam em imaginar as implicações desta inversão social. Isso do ponto de vista dramático. Já como entretenimento são igualmente felizes. Realizam dois filmes sagazes, cheios de reviravoltas, com empolgantes cenas de ação e um magnífico trabalho de caracterização dos atores. Esse “Planeta dos Macacos: A Guerra”, pra começar, desmente a apologia do título bélico que o marketing do estúdio investe. Em vez de elogio ao conflito, o filme é todo construído sobre a ideia de como uma guerra aborta traumaticamente os planos das pessoas, e como ela aniquila quase tudo o que pode haver de positivo dentro de um ser. Sim, as ações começam pequenas, mas elas vão se desdobrando e esbarrando em outros símbolos de intolerância, racismo, os perigos da obsessão e o veneno da vingança. A história é contada da perspectiva dos macacos. É óbvio desde as primeiras cenas que eles são os protagonistas e os humanos, os vilões. O principal antagonista, o Coronel vivido por Woody Harrelson, é introduzido obliquamente e não recebe uma cena completa até a metade do filme. Mas mesmo neste delineamento fácil de divisar entre o “bem” e o “mal”, há uma perplexidade em cena. Os gestos simiescos soam terrivelmente arbitrários para nós, e nos chamam a atenção para como terrivelmente arbitrários devem ser os nossos próprios atos. No centro da cena está o macaco César (Andy Serkis), o líder desta contradição. César sempre está pagando as contas por procurar uma convivência pacífica com os humanos. Sem seu rival Koba (Toby Kebbell), agora existente apenas em seus pesadelos, o protagonista enfrenta uma oposição que se multiplica em células. Há mais macacos dissidentes e pelo menos dois tipos de humanos: um grupo que caça os símios apenas pelo prazer de exterminá-los, e outro grupo, que está buscando uma vacina para conter o vírus mutante que continua a aprontar das suas com os humanos. César tem que lutar contra todos eles, mas a maior pedra no caminho é o Coronel. As táticas brutais do oficial forçam César a enfrentar os aspectos mais escuros de sua natureza. Quando o vilão mata a mulher e o primogênito do líder símio, o ponderado protagonista macaco perde o chão. Acompanhado por dois companheiros, Rocket (Terry Notary) e o orangotango Maurice (Karin Konoval), César esquece a racionalidade e busca a vingança a qualquer custo. E Andy Serkis mais uma vez oferece uma performance memorável. Reeves mantém o ator sob seu foco e deixa a câmera namorar o rosto de Serkis, suas expressões. Se precisar dar uma pausa na ação, para ir mais fundo nas emoções, Reeves pára e espera. Essa atuação, sabemos, ganha depois a sobreposição dos efeitos digitais, mas e daí? A forma como essas fronteiras se misturam é um maravilhoso testemunho de quão eficaz os dois instrumentos podem ser juntos. Não adianta só a tecnologia. Quando o humano se sobressai, a dramaturgia sai enriquecida. Serkis domina sua criação com uma densidade dramática rara. Em cada um dos filmes, o ator explorou uma estação emocional do personagem. No primeiro, César era jovem, havia um certo entusiasmo em formação, que foi sendo corrompido até levá-lo ao desencanto e depois à revolta. No segundo filme, o dilema de confiar mais uma vez nos humanos emprestaram nuances dignas de um drama shakespereano e ele pagou um preço que ele não esperava: foi traído por um amigo e teve que matá-lo. Terminou a história como um personagem embrutecido. Neste terceiro, a carga pesa ainda mais. César está velho, cansado, tenta se vender como um guerreiro estrategista implacável, mas, depois da morte dos entes queridos, é tomado pela mesma ira que o levou a matar Koba. Conforme aproxima-se de sua vingança, o fantasma do amigo reaparece parar rir da sua escolha. O lado ponderado perdeu-se em César. Ninguém o desarma. Nem mesmo a adorável Nova (Amiah Miller), menina humana órfã que encontra em sua rota. Maurice acolhe a criança, César olha pra ela com ódio nos olhos. Seu oponente, o militar humano (Harrelson) intencionalmente é uma figura bidimensional – tão frio quanto o gelo, ele range os dentes quase como um animal. O vírus que destruiu a humanidade se modificou em tal ordem que agora está conduzindo os homens a regressão das faculdades mentais. O primeiro indício é a perda da fala, depois a atrofia do raciocínio. O Coronel quer liquidar os macacos, porque não admite que o homem vire o animal dos animais. Em sua resignação, o vilão traz muito do Coronel Kurtz vivido por Marlon Brando em “Apocalypse Now” (1979). Há outras menções apontando o clássico de Coppola como referência para Reeves. O Coronel montou seu exército particular. E também é um sujeito recluso, tentando esconder sua mente torturada por uma série de atos terríveis que cometeu. O tributo a “Apocalypse Now” é inteiro neste Planeta dos Macacos. É evocado ainda na sequência de ataque de uma esquadrilha de helicópteros e numa bela pichação numa gruta, onde lemos “Ape kapylpse Now”! Fosse só o filme de Coppola e a homenagem aos filmes de guerra já estaria de bom tamanho, mas Reeves se dá ao capricho de desfiar sua veia cinéfila, emulando cenas dos clássicos “A Ponte do Rio Kwai” (1957), “Fugindo do Inferno” (1963) e “Nascido para Matar” (1987). Claro, as cenas e sensibilidade são todas mais que familiares, mas o filme transpira uma espécie de charme nostálgico das velhas matinês de aventura e, ao mesmo tempo, é tão agradável e isento da tradicional incoerência dos filmes atuais, que parece que estamos presenciando a história pela primeira vez. Obra-prima? Chega perto. Se há um defeito em “O Planeta dos Macacos: A Guerra”, esse reside nas cenas finais. Obviamente não estou contando o que acontece, mas cabe fazer menção ao sentido do que vemos. O final é redentor, lacrimejante e completamente desnecessário.

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  • Filme

    Bruce Willis vira justiceiro no trailer do remake de Desejo de Matar

    3 de agosto de 2017 /

    A MGM divulgou o trailer, o pôster e quatro fotos do remake de “Desejo de Matar” (1974). A prévia traz Bruce Willis (“Duro de Matar”) reprisando o papel mais famoso da carreira de Charles Bronson. Mas o que se vê na tela mais parece um série de justiceiro da Marvel (e da Netflix), em que o anti-herói esconde sua identidade secreta com um capuz, enquanto combate o crime armado. Apesar da direção ser de Eli Roth, responsável pelo terror “O Albergue” (2005), a falta de cenas sangrentas também chama atenção. A refilmagem de “Desejo de Matar” levou vários anos para sair do papel, e esteve perto de ser rodada pelos diretores Joe Carnahan (“A Perseguição”) e Gerardo Naranjo (“Miss Bala”). Por sinal, o roteiro filmado é de Carnahan. A trama traz Bruce Willis como Paul Kersey, um homem que busca justiça pela morte de sua esposa e ferimentos da filha. Frustrado pelos responsáveis não serem punidos, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos. Dirigido por Michael Winner, o “Desejo de Matar” original teve grande impacto na cultura pop, transformando-se no maior representante dos filmes de justiceiros que se popularizaram a partir dos anos 1970. O personagem de Bronson reapareceu em mais quatro longas, até “Desejo de Matar V”, em 1994, mas sua influência persiste até hoje, em filmes como “Valente” (2007) e “Sentença de Morte” (2007) e, sim, nos quadrinhos de “O Justiceiro”, entre outras criações. O elenco também inclui Vincent D’Onofrio (série “Demolidor”), Dean Norris (série “Breaking Bad”), Elisabeth Shue (série “CSI”), Jack Kesy (“Baywatch”), Mike Epps (“Se Beber, Não Case”), Beau Knapp (série “Shots Fired”), Kirby Bliss Blanton (“Canibais”) e Kimberly Elise (“Dope – Um Deslize Perigoso”). A estreia está marcada para 30 de novembro no Brasil, uma semana após a estreia nos Estados Unidos.

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  • Filme

    First They Killed My Father: Novo filme de Angelina Jolie ganha primeiro trailer legendado

    2 de agosto de 2017 /

    A Netflix divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer legendado de “First They Killed My Father”, o novo filme dirigido por Angelina Jolie. Assim como “Na Terra de Amor e Ódio” (2011) e “Invencível” (2014), trata-se de uma história de sobrevivência em tempos de guerra. O filme aborda a loucura genocida do Khmer Vermelho, partido comunista que, ao assumir o poder, massacrou milhões de habitantes no Cambodja nos anos 1970. A trama é baseada no livro de memórias homônimo da ativista de direitos humanos Loung Ung, que relata sua infância cercada pela violência, após testemunhar a morte de toda sua família. A própria autora escreveu o roteiro ao lado de Angelina, que também trouxe para a produção o cineasta Rithy Pahn, diretor do premiadíssimo documentário “A Imagem que Falta” (2013), sobre o mesmo assunto. Com elenco composto por crianças selecionadas em orfanatos, circos e escolas de favelas do Cambodja, o filme gerou polêmica após uma reportagem da revista Vanity Fair acusar o responsável pelo casting de recorrer a tortura psicológica e abuso infantil para realizar sua seleção. Angelina Jolie refutou a acusação. “First They Killed My Father” teve première mundial na cidade de Siem Reap, no Cambodja, no dia 18 de fevereiro, e chegará ao público ocidental no Festival de Toronto, que acontece entre 7 e 17 de setembro. De forma abrupta, a estreia na Netflix não vai sequer esperar o final do evento canadense, marcada para 15 de setembro.

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