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  • Música

    Animação da Pixar vai ao mundo dos espíritos em novo trailer

    13 de setembro de 2017 /

    A nova animação da Pixar, que se chama apenas “Coco” nos EUA e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, ganhou dois novos pôsteres e seu terceiro trailer, ainda sem legendas ou dublagem nacional. A prévia revela diversas similaridades com outra animação recente, “Festa no Céu” (2016), ao acompanhar um menino e seu cachorro numa jornada pelo plano espiritual. Proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso, a criança vai atrás de respostas. E ao segurar o violão de seu ancestral, acaba sendo “puxada” para a Terra dos Mortos. A partir daí, seus parentes falecidos tentam ajudá-lo a voltar ao mundo dos vivos. O elenco de vozes originais inclui Gael García Bernal (“Neruda”), Benjamin Bratt (“Doutor Estranho”) e Renee Victor (série “Weeds”), mas o protagonista é dublado por um estreante, Anthony González, escolhido entre várias crianças que fizeram testes para o papel. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também vai estrear como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). A previsão de estreia é para 4 de janeiro no Brasil, quase dois meses depois do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Exodus: Trailer de documentário narrado por Wagner Moura acompanha drama de refugiados

    13 de setembro de 2017 /

    A O2 Play divulgou fotos e o trailer do documentário “Exodus – De Onde Eu Vim Não Existe Mais”, que acompanha histórias dramáticas de seis refugiados de diferentes partes do mundo, com narração de Wagner Moura (“Narcos”). Coprodução entre Brasil e Alemanha, o filme tem roteiro e direção de Hank Levine (produtor de “Cidade de Deus”, “Lixo Extraordinário” e “Praia do Futuro”, entre outros), e produção de Fernando Sapelli e Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”). “A pesquisa para o documentário Exodus, foi iniciada em 2008, quando fiz uma viagem ao continente africano, visitando o Senegal para fazer um documentário sobre os senegaleses e outros africanos que estavam embarcando em barcos clandestinos. Voltei ao Brasil e compartilhei minhas experiências com meus companheiros da O2 e foi daí que nasceu o interesse em fazer um documentário sobre um assunto, que naquela época ainda era menos agudo do que hoje em dia. A ideia era fazer um documentário que abraça a dimensão global desse assunto”, explicou levine em comunicado. As filmagens passaram por diversos países como Sudão do Sul, Argélia, Congo, Mianmar, Cuba, Brasil e Alemanha e duraram cerca de dois anos. Exibido na Mostra de São Paulo do ano passado, o longa estreia comercialmente em 28 de setembro.

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  • Filme

    Robert Redford e Jane Fonda voltam a se apaixonar após 50 anos no trailer de seu novo filme

    13 de setembro de 2017 /

    A Netflix divulgou o trailer completo de “Our Souls at Night”, filme que volta a juntar Robert Redford e Jane Fonda quase 40 após seu último romance nas telas. E o clima realmente é romântico. “Our Souls at Night” é baseado no romance homônimo de Kent Haruf (“Histórias Divididas”), publicado postumamente em 2015, e tem roteiro da dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber (“A Culpa É das Estrelas”). A trama começa com uma visita inesperada de Addie Moore (Jane Fonda) a seu vizinho, Louis Waters (Robert Redford). Os dois são viúvos há muitos anos, mas nunca tiveram muito contato, apesar de viverem em um pequeno povoado. Pois a situação começa a mudar a partir da iniciativa da viúva, que faz ao vizinho uma proposta indecente. Redford e Fonda trabalharam juntos em três filmes, “Caçada Humana” (1966), “Descalços no Parque” (1967) e “O Cavaleiro Elétrico” (1979), mas embora seus personagens tivessem relacionamentos em todos, eles só tiveram vida de casados no segundo. “Our Souls at Night” estreará, portanto, cinco décadas após a primeira lua de mel cinematográfica do casal. O responsável pelo reencontro é o diretor indiano Ritesh Batra, do fenômeno “The Lunchbox”, uma das maiores bilheterias mundiais de 2013. A estreia está marcada para 29 de setembro.

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  • Filme

    Trailer da nova animação de massinhas do criador de Wallace e Gromit subverte expectativas

    12 de setembro de 2017 /

    A nova animação de massinhas da Aardman Animation ganhou um novo pôster e trailer que subvertem as expectativas em relação à sua trama. “Homem das Cavernas” (Early Man) acompanha, como diz o título nacional, personagens de uma tribo pré-histórica, mas não se passa na Idade da Pedra como dava a entender o teaser anterior, o primeiro pôster e todas as imagens divulgadas até aqui. Na verdade, a aventura animada acontece muitos séculos depois, na Era do Bronze. A trama acompanha as aventuras de Dug (voz de Eddie Redmayne, de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”), guerreiro da última tribo das cavernas, que enfrenta o exército “moderno” do tirano Lord Nooth (Tom Hiddleston, de “Thor”). Dono de um castelo e elefantes encouraçados, ele expulsa a tribo, mas, numa tentativa de retomar suas terras, Dug o desafia para uma batalha. Na verdade, um combate numa arena de gladiadores. Onde atletas vigorosos disputam ferozmente… futebol. O elenco de vozes britânicas originais ainda inclui Maisie Williams (série “Game of Thrones”), Timothy Spall (franquia “Harry Potter”) e Richard Ayoade (série “The IT Crowd”). O filme tem direção de Nick Park, criador de “Wallace e Gromit”, “Shaun: O Carneiro” e diretor do divertido “A Fuga das Galinhas” (2000). “Early Man” estreia em janeiro de 2018 no Reino Unido e em 15 de fevereiro no Brasil.

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  • Filme

    Daniel Radcliffe se perde na Amazônia em fotos e trailer tenso de história de sobrevivência

    11 de setembro de 2017 /

    A Momentum Pictures divulgou dois pôsteres, 16 fotos e o segundo trailer do suspense australiano “Jungle”, estrelado por Daniel Radcliffe (“Truque de Mestre: O 2º Ato”). A prévia mostra como o ator e alguns amigos são convencidos a realizar uma expedição pela floresta amazônica por um guia fajuto, que transforma o passeio numa luta pela sobrevivência. Curiosamente, Thomas Kretschmann, intérprete do guia, conhece bem os rios amazônicos, pelo menos na ficção. Ele estrelou a série de terror “The River”, passada na região. Por mais mirabolante que possa parecer, a trama é verídica. Trata-se da adaptação do livro de memórias do israelense Yossi Ghinsberg, que inclusive rendeu um episódio da série “I Shouldn’t Be Alive”, do Discovery Channel. A direção é do australiano Greg Mclean (“Wolf Creek”) e o elenco também inclui Alex Russell (“Poder sem Limites”), Joel Jackson (série “Deadline Gallipoli”) e Luis Jose Lopez (série “The Inbetweeners”). A estreia está marcada para 20 de outubro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las em tela inteira.

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  • Filme

    Cinquenta Tons de Liberdade tem primeiro trailer legendado com clima de novelão

    11 de setembro de 2017 /

    A Universal divulgou o primeiro pôster e o trailer legendado de “Cinquenta Tons de Liberdade”, final da trilogia inaugurada por “Cinquenta Tons de Cinza” (2015). A prévia replica o climão de novela do filme anterior, “Cinquenta Tons Mais Escuros” (2017), com direito a anel de noivado e vestido branco de casamento, num desvio conservador da história. De ousado, só o vilão, que surge na última cena no velho estilo de “Disque M para Matar” (1954), após breves flashes de insinuação sexual no quarto vermelho do casal – lembram quando isso costumava ser o destaque do marketing da franquia? O filme foi rodado simultaneamente ao anterior pelo diretor James Foley (da série “House of Cards”), com roteiro de Niall Leonard, marido da autora dos livros, E.L. James, e volta a trazer Dakota Johnson e Jamie Dorman como o casal que só se comunica sussurrando, Anastasia e Christian Grey. O restante do elenco inclui a cantora Rita Ora e muitos atores de TV, entre eles Eric Johnson (série “Rookie Blue”) como o vilão de nome evidente Jack Hyde. “Cinquenta Tons de Liberdade” estreia em 8 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    The Square: Comédia sueca que venceu a Palma de Ouro ganha trailer americano em busca do Oscar

    10 de setembro de 2017 /

    A Magnolia Pictures divulgou o pôster e o trailer americanos de “The Square”, comédia sueca que venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2017. Como estratégia de divulgação, a prévia destaca a participação da atriz americana Elisabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”) e os elogios da imprensa do país à produção, enquanto explora a discussão do que, afinal de contas, é arte, com cenas absurdas e surreais. Em tom de humor negro, a trama acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, vítima de um pequeno incidente que desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, “The Square” também embute uma crítica social, ao fazer um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. Além de Elisabeth Moss, o elenco internacional destaca o dinamarquês Claes Bang (série “Bron/Broen”, que é a versão original de “The Bridge”), o inglês Dominic West (série “The Affair”) e o dublê americano Terry Notary (o King Kong de “Kong: A Ilha da Caveira”), que mostra como se interpreta um macaco sem os efeitos que normalmente acompanham seu desempenho na franquia “Planeta dos Macacos” (onde vive o macaco Rocket). A obra venceu o recente Festival de Cannes sem estar entre as mais baladas do evento, mas o diretor Ruben Östlund já tinha causado boa impressão com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar três anos antes. Candidato da Suécia a uma vaga no Oscar 2018, na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira, “The Square” estreou em 25 de agosto em seu país de origem e chega em 25 de outubro nos Estados Unidos, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Trailer traz Murilo Benício e Camila Morgado num Divórcio explosivo

    10 de setembro de 2017 /

    A Warner divulgou o segundo trailer da comédia “Divórcio”, que traz Murilo Benício e Camila Morgado casados, mas em pé de guerra. Depois de uma prévia com trilha de rock cantado em inglês, o novo vídeo se desenrola ao som de música sertaneja, mais adequada à premissa e seus sotaques caipiras. A prévia é o típico besteirol nonsense, com ritmo frenético e interpretações histéricas, que desta vez são levadas às últimas consequências, entre tiros e explosões. Pois nada deve ser mais engraçado que um casal que se separa explodindo um ao outro. No longa, Benício e Morgado são Júlio e Noeli, um casal que vive no interior de São Paulo e enriqueceu repentinamente após fazer sucesso ao criar uma marca de molho de tomate enlatado. Com o passar dos anos, o dinheiro e a rotina distancia o casal. Até que um mal-entendido vira a gota d’água para a separação. Para defender o patrimônio, cada um tenta achar o melhor advogado para si, o que gera um processo de divórcio cheio de confusões. Murilo Benício ainda não tinha protagonizado um besteirol, mas Camila Morgado estrela a franquia “Até Que a Sorte Nos Separe”, que compartilha com “Divórcio” um dos roteiristas, Paulo Cursino. Já a direção é de Pedro Amorim (“Superpai”). Para completar, como todo filme do gênero que se preza, não poderia faltar a participação de uma celebridade, que, no caso, é a apresentadora Sabrina Sato. O longa chega aos cinemas no dia 21 de setembro.

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  • Música

    Documentário da Netflix sobre Lady Gaga ganha pôster e trailer

    10 de setembro de 2017 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer de um documentário sobre Lady Gaga. Intitulado “Gaga: Five Foot Two”, o filme acompanhou a cantora por oito meses, desde a preparação do novo álbum, “Joanne”, até a apresentação no Super Bowl deste ano, com direito a muitas cenas de bastidores, música, drama, dor e choro. Longo, com 100 minutos de duração, o documentário pretende apresentar facetas desconhecidas da cantora, que se revelam numa visita à sua avó e até na mesa de massagens, quando Gaga assume suas dores crônicas, causadas por um deslocamento de quadril, três anos atrás. Com direção de Chris Moukarbel (“Banksy Does New York”), “Gaga: Five Foot Two” teve première no Festival de Toronto e estreia na Netflix em 22 de setembro.

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  • Filme

    Novo trailer de Thor: Ragnarok traz muitas cenas e piadas inéditas

    9 de setembro de 2017 /

    A Marvel divulgou um novo trailer de “Thor: Ragnarok”, repleto de cenas inéditas. O vídeo revela as lutas de Hulk (Mark Ruffalo) contra as feras do apocalipse nórdico – o lobo gigante Fenris e o demônio Surtur – , além de Hela (Cate Blanchett), a deusa da Morte, com seu visual clássico dos quadrinhos, Valquíria (Tessa Thompson) num cavalo alado e o Thor (Chris Hemsworth) piadista frustrado. A propósito, a piada sobre o nome da equipe que o herói está montando tem um contexto mais interessante que o trocadilho com os Vingadores. No tempo em que Valquíria era loira, ela formou um grupo com o Hulk e o Doutor Estranho (que também está no filme) chamado… Os Defensores. Como o título da revista dos anos 1970 foi parar na TV, Thor encerra o assunto dizendo que o novo time não precisa ter um nome. Dirigido pelo cineasta neozelandês Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”), “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Novo trailer de Suburbicon destaca elogios da crítica ao filme de George Clooney

    9 de setembro de 2017 /

    A Paramount divulgou novos pôsteres e o terceiro trailer do novo filme dirigido por George Clooney, “Suburbicon”. Ainda sem legendas, o vídeo destaca os elogios da crítica à produção. Entretanto, após ser exibido nos festivais de Veneza e Toronto, o longa não se revelou a unanimidade vendida pelo departamento de marketing do estúdio. Por outro lado, as críticas divisivas serviram para ressaltar que a parte mais importante da trama não foi focada até agora pelas campanhas de divulgação: a história real de racismo que inspirou o roteiro. O longa, que tem roteiro de Clooney e seu sócio produtor Grant Heslov (ambos de “Caçadores de Obras-Primas”), em parceria com os irmãos Coen (“Ave César”), acompanha a família de um bairro tranquilo do subúrbio, durante o verão de 1959. Mas sob a aparência de felicidade, há uma trama de humor noir, envolvendo um pai viúvo, vivido por Matt Damon (“Perdido em Marte”), o assassinato de sua mulher, a máfia e um agente de seguros. Ninguém menciona, mas a vizinhança está para ficar realmente arruinada, porque uma família negra acaba de se mudar para lá. O elenco também inclui Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”), Julianne Moore (“Para Sempre Alice”) e o menino Noah Jupe (série “Houdini and Doyle”). A estreia está marcada para 27 de outubro nos Estados Unidos e apenas dois meses depois no Brasil, em 21 de dezembro.

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  • American Assassin
    Filme

    Dylan O’Brien vira Assassino em comercial legendado repleto de ação

    7 de setembro de 2017 /

    A Paris Filmes divulgou um comercial legendado de “O Assassino: O Primeiro Alvo”, título nacional de “American Assassin”. A prévia revela o que leva o personagem do ator Dylan O’Brien (“Maze Runner”) a assumir a profissão do título, entre cenas de ação superintensas e ultraviolentas. Também foram divulgados quatro novos cartazes internacionais, que destacam o elenco da produção. Além de O’Brien, o filme destaca Michael Keaton (“Spotlight”) como seu treinador, Sanaa Lathan (série “Shots Fired”) como sua aliciadora e Taylor Kitsch (“John Carter”) como seu inimigo. A trama gira em torno de Mitch Rapp (O’Brien), um jovem que, após tragédias pessoais, é recrutado pelo governo para se tornar um agente secreto impiedoso. O personagem protagonizou 14 best-sellers do escritor Vince Flynn, que faleceu em 2013. Portanto, a produção pode inaugurar uma nova franquia de ação. O roteiro da adaptação é de Stephen Schiff (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” e série “The Americans”) e a direção está a cargo de Michael Cuesta (de “O Mensageiro” e da série “Homeland”). A estreia está marcada para 21 de setembro no Brasil, uma semana depois do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    It – A Coisa explora o medo de forma sinistra, lírica e verdadeiramente assustadora

    7 de setembro de 2017 /

    É inegável que muito do encanto do livro “It: A Coisa” reside na forma como o escritor Stephen King manuseia a percepção de seus personagens em relação aos perigos que podem haver num parque de diversões. São poucos os ambientes que possuem mais interesse cênico: um complexo cujas dimensões evocam um conflito natural entre um certo imaginário sinistro e um lirismo juvenil. O diretor Andy Muschietti (“Mama”) compreende isso nesta segunda adaptação do best-seller de King – a primeira para o cinema. O perturbador em “It: A Coisa” é que nem vemos o tal parque, é como se ele estivesse enterrado sob um pequeno vilarejo e nosso único contato com esse mundo é um palhaço, Pennywise. Esse bufão homicida sobrevive no sistema de esgoto da pequena cidade de Derry, no Maine, e adulto algum parece preocupado. Há uma cegueira coletiva, como se todos os pais, todas as autoridades da cidade, estivessem encantados por esse flautista de Hamelin e restasse apenas as crianças para enfrentar o bicho-papão. A ideia é fascinante, e o livro de King talvez seja sua obra-prima. O conceito é tão forte, que fica difícil estragar tudo numa adaptação para as telas. O problema até ontem em Hollywood se devia em como fazer a transposição, já que o livro é um calhamaço tão grosso quanto a bíblia. Na TV, em 1990, houve uma minissérie com mais de três horas de duração, com Tim Curry como o palhaço vilão. A New Line, que detém os direitos pro cinema, demorou pra achar um formato que rendesse dinheiro. Por fim, encontrou a solução: dividir o filme em duas partes. Essa que estréia nos cinemas é a primeira metade. A atração é de um trem fantasma insano. Se você é um espectador que busca a lógica ou se prende a detalhes, vai odiar o filme logo na primeira cena. A ideia de uma criança agachada numa boca de lobo, conversando com um palhaço em meio a uma chuva torrencial, soa completamente absurda. Para se divertir é preciso entrar na atmosfera lúdica. “It” funciona quase como uma fábula. Ao contrário do livro que se passava nos anos 1950, a ação foi transferida para os anos 1980, o que abre um campo para encher o filme de referências ao cinema da década, com piscadelas para “ET”, “Goonies”, “Curtindo a Vida Adoidado”, “De Volta para o Futuro” e, claro, “Conta Comigo”, outra adaptação acima da média de King. Os cinéfilos que entraram na hype da série “Stranger Things” vão se deliciar com esses encaixes. Mas não é isso que torna o filme interessante. O centro gravitacional está com os atores. Com as crianças muito bem dirigidas e com o jovem Bill Skarsgård (série “Hemlock Grove”), que vive o palhaço. Pennywise foi concebido pelo escritor Stephen King como um cruzamento de Ronald McDonald e Freddie Kruger. E ele não oferece lanchinhos regados a ketchup. Aliás, no filme, o personagem nunca entra em cena sem uma preparação. É meio clichê usar um balão vermelho pra antecipar a presença do perigo, mas isso não compromete. Muschietti tenta ser comedido com a profusão de efeitos visuais. Confia no elemento humano. Bill Skarsgård, por exemplo, usa maquiagem pesada, mas ela é cuidadosamente estudada para marcar determinadas expressões. As sobrancelhas formam um V de vilão e o batom carmesim se estende pela bochecha como chifres do demônio, que dividem os olhos e se estendem pelo rosto, mas elas nunca congelam suas expressões. Descobrimos que Pennywise assombra a pequena Derry há séculos, emergindo periodicamente para aterrorizar e levar novas almas pelo ralo. Embora a lista de crianças mortas seja longa, nenhum adulto move uma palha. A polícia, então, parece mais preocupada em resgatar gatinhos de cima das árvores. Cabe a um grupo de sete pré-adolescentes, o “Clube dos Fracassados”, acabar com o “feitiço” e mandar o palhaço às favas. O grupo é composto por um menino tímido e gago (Jaeden Lieberher, da série “Masters of Sex”), uma menina com má reputação na escola (a ruivinha Sophia Lillis, de “37”), um garoto gordinho (Jeremy Ray Taylor, de “The History of Us”) e até um dos meninos de “Stranger Things” (Finn Wolfhard), entre outros. Eles rastreiam os assassinatos, determinam a origem do problema e a natureza da maldição da cidade. Agir para encurralar Pennywase é mais complicado. O lema é um por todos e todos por um, e embora a garotada tente manter essa estratégia, o maquiavélico Pennywise conhece o labirinto de esgotos o suficiente para separar com facilidade a turminha. Muschietti entende bem as leis do cinema de terror. Sabe que, assim como na comédia, o tempo é tudo no gênero. Se você prender uma cena por muito tempo ou cortar antes da tensão atingir seu pico, o resultado é comprometido. Verdade que nem sempre o diretor obtém esse equilíbrio, mas, quando acerta, é na mosca. Como na cena em que Pennywise surpreende Beverly, a ruivinha, em seu esconderijo. O Palhaço a arranca do chão e ela grita, mas depois respira e diz que não tem medo do que não existe. Ele refuta dizendo que se não existe, como ela pode estar sentindo dor. E então abre uma boca cada vez mais larga, que vai expandindo as fileiras de dentes afiados até gelar a menina de medo, provando que o horror não se ressume a um compartimento. Pode ser imenso e sem fim. Outra sequência que transcende o lugar-comum envolve o simples ralo de uma pia de banheiro. A vítima ouve um ruído bizarro das entranhas do ralo e quando se aproxima para ver, seus próprios cabelos tentam puxá-la para dentro daquele mundo. Enfim, nesses pequenos momentos “It: A Coisa” reafirma o horror como algo mais do que artimanhas e peripécias. Nesses trechos, Muschietti tira do horror a materialidade, fazendo-o abstrato e indeterminado. E é isso que torna um filme verdadeiramente assustador.

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