Cinebiografia de Rudolf Nureyev ganha primeiro trailer com tensão de filme de espionagem
O Studiocannal divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “The White Crown”, cinebiografia do célebre bailarino russo, dirigida pelo ator Ralph Fiennes (“007 Contra Spectre”). A prévia é bastante tensa e combina cenas sublimes de balé com uma trama de thriller de espionagem, ao se concentrar na deserção do artista para atingir o auge de sua carreira no Ocidente. A produção tem roteiro de David Hare (“O Leitor”) e é estrelada pelo dançarino Oleg Ivenko em sua estreia no cinema. O elenco também contará com Adele Exarchopoulos (“Azul é a Cor Mais Quente”) no papel de Clara Saint, responsável por abrir os olhos do artista para nouvelle vague francesa, encantá-lo com a vida ocidental e ajudá-lo a aprimorar a sua coreografia ainda mais. Rudolf Nureyev nasceu em 1938 e rompeu as barreiras entre o balé clássico e moderno. Ele também foi um dos responsáveis por mudar a concepção do homem na dança. Sua fama se tornou ainda maior após ele se tornar o primeiro artista a desertar da União Soviética durante a Guerra Fria. Graças à defecção, ele estrelou filmes em Hollywood, como “Valentino – O Ídolo, o Homem” (1977) e “Exposed – Os Desencontros da Vida” (1983), além de comandar o Paris Opera Ballet antes de sua morte em 1993, por conta da AIDS. As filmagens foram realizadas nos cenários da vida real de Nureyev, nas cidades de São Petersburgo, na Rússia, e em Paris. Apesar de mais conhecido como ator, Fiennes dirigiu anteriormente “Coriolano” (2011) e “O Nosso Segredo” (2013), ambos indicados para muitos prêmios. “The White Crown” foi exibido nos festivais de Telluride e Londres no final do ano passado, e estreia em março no Reino Unido. Ainda não há previsão de lançamento comercial em outros países.
Estreias: A Favorita e Green Book abrem temporada do Oscar 2019 nos cinemas brasileiros
Os cinemas brasileiros entram no ritmo do Oscar 2019 com as estreias de “A Favorita” e “Green Book – O Guia” nesta quinta-feira (24/1). Um dos filmes com mais indicações a prêmios da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos (10, empatado com “Roma”), o longa britânico tem ótimo elenco feminino, encabeçado por Olivia Colman como a rainha Anne, que prefere se deliciar com corridas de patos, abacaxis e sexo a saber da guerra que seu país trava contra a França. Assim, permite que sua melhor amiga – e amante – , a duquesa Sarah Churchill (Rachel Weisz), comande o país. Mas uma nova criada, Abigail (Emma Stone), encanta sua majestade, deixando a posição de Sarah ameaçada, e não demora para as duas se verem como rivais pela atração – e o poder – da coroa britânica. Fato raro: as três atrizes foram indicadas ao Oscar – Weisz e Stone como Coadjuvantes. Dirigido pelo grego Yorgos Lanthimos, “A Favorita” tem 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes e já fez uma limpa no BIFA, o “Oscar independente britânico”, onde conquistou nada menos que 10 prêmios – recorde do evento. “Green Book”, por sua vez, venceu o Festival de Toronto e o Globo de Ouro (como Melhor Comédia), mas ficou com 82% no Rotten Tomatoes, após dividir opiniões por seu viés condescendente sobre o racismo. Escrito e dirigido por brancos, mostra como um branco grosso e preconceituoso (Viggo Mortensen) se torna uma pessoa melhor ao conhecer um negro refinado (Mahershala Ali). A história é verídica e foi escrita por Nick Vallelonga, filho do homem que trabalhou nos anos 1960 como motorista para o grande pianista Dr. Don Shirley. A direção é de Peter Farrelly, em seu primeiro trabalho mais dramático, após fazer carreira com besteiróis (“Débi & Lóide”, “Quem Vai Ficar com Mary”). Mas o destaque pertence aos dois protagonistas, selecionados para o Oscar. O timing que privilegia os “filmes do Oscar” atrapalha a maior estreia da semana, “Creed II”, que chega ao Brasil fora de época, mais de dois meses após seu lançamento nos EUA. Com 83% no Rotten Tomatoes, o drama continua a acompanhar os passos de Adonis (Michael B. Jordan), filho de Apollo Creed, para seguir a trajetória vitoriosa de seu pai no boxe, com o auxílio do veterano Rocky (Sylvester Stallone). Entretanto, seu novo adversário tem uma conexão com a morte de Apollo. O roteiro assinado pelo próprio Stallone em parceria com Cheo Hodari Coker (criador da série “Luke Cage”) resgata o vilão de “Rocky IV”, Ivan Drago (Dolph Lundren). A luta de Adonis é contra o filho de Drago, encarnado no longa pelo boxeador romeno Florian Munteanu. Também em lançamento amplo, a comédia brasileira “Eu Sou Mais Eu” faz Kéfera Buchmann (“É Fada”) viajar no tempo para aprender uma lição inspirada em muitas Sessões da Tarde. Cantora famosa arrogante, ela é assediada por uma fã assustadora e acorda em 2004, tendo que viver novamente sua vida como uma adolescente perdedora. A direção é de Pedro Amorim (“Divórcio”) e um dos roteiristas, L.G. Bayão, assinou cinco filmes só no ano passado! No circuito alternativo, duas produções do Maranhão chamam atenção pela coincidência de calendário. Enquanto a comédia “Muleque Té Doido – Mais Doido Ainda!” demonstra ambições/limitações de um produto regional, “Boi de Lágrimas” amplia a filmografia de Frederico Machado, cineclubista-cineasta que já trabalha na pós-produção de seu próximo – o quinto – longa-metragem. Há outras estreias limitadas, com destaque para o centro-europeu “Shade – Entre Bruxas e Heróis”, premiado na Mostra Geração do Festival do Rio do ano passado, e o palestino “Wajib – Um Convite de Casamento”, premiado nos festivais de Locarno, Londres, Dubai, Amiens e Mar del Plata. Para saber mais sobre os lançamentos da semana, veja os trailers e as sinopses abaixo. A Favorita | Reino Unido | Comédia Na Inglaterra do século 18, Sarah Churchill (Rachel Weisz), a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes a oportunidade única. Green Book – O Guia | Estados Unidos | Comédia 1962. Tony Lip (Viggo Mortensen), um dos maiores fanfarrões de Nova York, precisa de trabalho após sua discoteca, o Copacabana, fechar as portas. Ele acaba virando motorista de um pianista (Mahershala Ali), conduzindo-o numa turnê pelos Estados Unidos. Enquanto os dois se chocam no início, um vínculo finalmente cresce à medida que eles viajam. Creed II | Estados Unidos | Drama Adonis Creed (Michael B. Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra ‘Pretty’ Ricky Conlan (Tony Bellew), e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Sylvester Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família, o que torna tudo ainda mais complexo. Eu Sou Mais Eu | Brasil | Comédia Camila Mendes (Kéfera Buchmann) é uma popstar arrogante, que busca o sucesso a todo custo. Prestes a lançar uma nova música, ela é surpreendida em casa pela visita de sua fã número 1 (Estrela Straus), que insiste em tirar uma selfie com ela. O que Camila não esperava era que tal situação a levasse de volta à adolescência, quando sofria bullying de praticamente todos no colégio. Seu único amigo é Cabeça (João Côrtes), que tenta ajudá-la a encontrar seu verdadeiro eu, já que só assim conseguirá voltar à sua realidade. Boi de Lágrimas | Brasil | Drama Na periferia de São Luís, no Maranhão, a filha de um humilde tocador de pandeiro decide participar de manifestações políticas que estão ocorrendo no centro da cidade. Enquanto isso, um amigo próximo dos dois começa a ter pensamentos sombrios e obscuros a respeito da família logo após descobrir sobre a gravidez de sua própria esposa. Muleque Té Doido – Mais Doido Ainda! | Brasil | Comédia Guida, Nikima, Erlanes e Sorriso precisam correr contra o tempo para salvar Luna, a filha do povo da lua. Luna vai ser sacrificada para reviver o Rei Dom Sebastião e libertá-lo do encantamento que o transformou num grande Touro Negro e encantado com uma estrela dourada na testa. E, com isso, a Ilha de São Luís vai mergulhar nas profundezas do oceano para sempre. Exibição no Norte-Nordeste. Shade – Entre Bruxas e Heróis | Sérvia, Macedônia | Infantil Quieto e tímido, o jovem Jovan (Mihajlo Milavic) nasceu com uma leve paralisia cerebral e constantemente usa de sua imaginação para escapar da realidade na qual está inserido. Em sua mente ele é um poderoso super-herói que combate o crime de maneira corajosa e astuta, mas quando uma nova aluna se aproxima de Jovan querendo uma amizade real, ele precisará fazer novas escolhas. Wajib – Um Convite de Casamento | Palestina | Drama epois de anos vivendo na Itália, Shadi (Saleh Bakri) retorna à Nazaré com uma missão: entregar convites para o casamento de sua irmã individualmente para cada convidado, de acordo com o costume palestino local. Para isso, terá que realizar a atividade ao lado de seu pai, Abu Shadi (Mohammad Bakri). Em exibição apenas no CineSesc, em São Paulo. Sou Carnaval | Brasil | Documentário Durante o carnaval em Salvador, a grande mídia foca nos trios elétricos e camarotes lotados por personalidades e artistas famosos. No entanto, o diretor Marcio Cavalcante procurou conversar com pessoas anônimas, o povo, que são fundamentais para compor a histeria coletiva que sustenta o carnaval baiano há anos. BTS World Tour: Love Yourself In Seoul | Coreia do Sul | Documentário Filmado no Estádio Olímpico de Seul durante a turnê mundial da banda BTS, o show mais concorrido de 2018 chega com exclusividade nos cinemas do mundo todo em um evento de um dia: sábado, 26 de janeiro. Este evento reunirá os fãs de todo o planeta para comemorar o sucesso mundial dos sete membros do grupo, que se tornou um fenômeno internacional nunca antes visto. Exclusivo do Cinemark.
Matthew McConaughey vive chapado no trailer do novo filme do diretor de Spring Breakers
O estúdio indie Neon divulgou o pôster e o segundo trailer de “The Beach Bum”, que traz Matthew McConaughey (“Clube de Compra Dallas”) no papel do personagem-título, um vagabundo da praia. Curiosamente, o ator interpretou muitos descamisados de praia em comédias românticas do começo de sua carreira. Mas este filme é bem diferente, mostrando o protagonista num mundo próprio, em que vive eternamente chapado, mantendo-se como um rebelde de meia-idade. Ele é um escritor que teve seu auge há muitos anos e agora só quer saber de aproveitar sua fama sem fazer nada além de se divertir. Até que bate de frente com o mundo real, é preso por dirigir bêbado e condenado a… terminar o livro em que trabalha há décadas! O filme foi escrito e dirigido pelo polêmico Harmony Korine (“Spring Breakers”) e inclui em seu elenco o rapper Snoop Dogg (“A Escolha Perfeita 2”), Zac Efron (“O Rei do Show”), Isla Fisher (“Um Truque de Mestre”), Martin Lawrence (“Vovó… Zona”) e Jonah Hill (“Anjos da Lei”). A estreia vai acontecer em 22 de março nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Jean-Claude Van Damme enfrenta traficantes em trailer de novo filme de ação
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer de “We Die Young”, filme de ação que traz Jean-Claude Van Damme contra traficantes tatuados. A trama se passa na periferia de Washington e mostra o ex-militar vivido por Van Damme tentando salvar a vida de dois meninos visados pelas gangues da região. A prévia também destaca que, se perdeu a agilidade de seus dias de kickboxing, o astro belga de 58 anos ainda consegue convencer ao dar tiros e socos fingidos em figurantes. Roteiro e direção são do israelense Lior Geller, que venceu vários prêmios por curtas e documentários antes de chegar a esse primeiro longa de ficção. E é possível reparar que a trama é um pouco acima da média das produções de tiroteios e socos feitas para o mercado de VOD. Mas “We Die Young” é mesmo para o mercado de VOD. A estreia está marcada para 12 de fevereiro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Millie Bobby Brown pede socorro em novo comercial de Godzilla II
A Warner divulgou um novo comercial de “Godzilla II: O Rei dos Monstros”, em que a atriz Millie Bobby Brown (de “Stranger Things”) aparece sozinha, tentando contato pelo rádio com sobreviventes. “Tudo está queimando”, diz a voz que responde seu pedido de socorro. A continuação vai mostrar os esforços da agência cripto-zoológica Monarch para enfrentar ataques de diversos monstros gigantes, incluindo o poderoso Godzilla, que colide com Mothra, Rodan e seu inimigo final, o rei de três cabeças Ghidorah. Essas criaturas antigas, que se acreditava serem meros mitos, ressurgem para lutar pela supremacia, deixando a própria existência da humanidade em risco. O novos inimigos gigantes de Godzilla são kaijus conhecidos dos fãs do gênero, que entraram na cultura pop há mais de 50 anos, cada um com seu próprio filme individual no Japão: “Mothra, a Deusa Selvagem” (1961), “Rodan!… O Monstro do Espaço” (1956) e “Ghidrah, O Monstro Tricéfalo” (1964), todos dirigidos pelo mestre Ishirô Honda, o verdadeiro rei dos monstros. Além de Millie Bobby Brown, o elenco inclui Vera Farmiga (“Bates Motel”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Bradley Whitford (série “The Handmaid’s Tale”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Charles Dance (“Game of Thrones”), Zhang Ziyi (“O Grande Mestre”), Aisha Hinds (“9-1-1”) e traz de volta os personagens de Sally Hawkins (“A Forma da Água”) e Ken Watanabe (“A Origem”), representantes da Monarch em “Godzilla” (2014). Com roteiro de Zach Shields e direção de Michael Dougherty (ambos de “Krampus: O Terror do Natal”), a estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Uma Aventura Lego 2 revela a nova música que vai grudar na sua cabeça
A Warner divulgou mais um vídeo de “Uma Aventura Lego 2”, desta vez dedicado à nova música que vai grudar na sua cabeça. Literalmente, no caso, já que o título da faixa é “The Song That Will Get Stuck Inside Your Head”. Além de trazer o refrão pegajoso, a prévia mostra os bastidores da gravação, em que o elenco se revesa para cantar a frase do título várias vezes. Além disso, revela a cena em que o chiclete meleca a produção, mostrando que, até no contexto do desenho, a música é usada como tortura. A continuação da animação de 2014 gira em torno de uma invasão alienígena na Terra Lego, que vai resultar num resgate no espaço comandado por Emmett, o personagem comum do primeiro filme, cada vez mais heroico. Os personagens continuam dublados em inglês por Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), Alison Brie (série “Glow”), Will Arnett (série “Arrested Development”), Nick Offerman (série “Parks and Recreation”), Charlie Day (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e Channing Tatum (“Magic Mike”), entre outros. Stephanie Beatriz (série “Brooklyn Nine-Nine”) e Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) são as novidades, a primeira como a alienígena que desembarca na Terra Lego, e a segunda como uma rainha transmorfa. Além delas, Chris Pratt assumiu papel duplo. Não bastasse fazer a voz de Emmett, ele agora dubla o destemido Rex Dangervest, que é uma sátira dos personagens do ator em “Guardiões da Galáxia”, “Jurassic World” e no especulado novo filme de “Indiana Jones”. Os diretores do primeiro filme, Phil Lord e Christopher Miller, escreveram o roteiro original, que foi revisado e reescrito por Raphael Bob-Waksberg (criador da série animada “BoJack Horseman”). A direção está a cargo da dupla Mike Mitchell (“Trolls”) e Trisha Gum (diretora de arte da série animada “Frango Robô”), e a estreia acontece em 7 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Shazam! ganha novo vídeo com muitas cenas inéditas e promessa de não ser um filme sério
A Warner divulgou um novo comercial de “Shazam!”, filme de super-herói da DC Comics, repleto de cenas inéditas. Mas o mais curioso é o fato de o vídeo afirmar com todas as letras – e ainda por cima maiúsculas – , que o lançamento “não é tão sério”, numa referência ao tom geralmente associado às produções da DC. O filme deve mesmo ser o mais cômico dos personagens da editora, mostrando que o trauma de “Lanterna Verde” (2011) finalmente foi superado. Reza a lenda que, na época do fracasso do super-herói vivido por Ryan Reynolds, um memorando do presidente da Warner tinha proibido piadinhas em filmes de super-heróis, originando assim a fama das adaptações da DC como super-sombrias. Claro que isso também virou piadinha dos novos filmes de super-heróis estrelados por Ryan Reynolds (“Deadpool”). “Shazam!” vai adaptar a versão mais recente dos quadrinhos do herói que lhe dá título – e que foi criado nos anos 1940 como Capitão Marvel. Após longa evolução, duas brigas diferentes por direitos autorais e vários reboots, ele ganhou uma nova versão em 2012 (nos “Novos 52”), que mudou praticamente tudo o que se sabia sobre ele. O recente reboot preserva, pelo menos, a premissa básica do herói, que não passa de um menino franzino chamado Billy Batson (vivido por Asher Angel, da série “Andi Mack”) com a capacidade de virar um super-herói adulto e fortão (Zachary Levi, da série “Chuck”) ao pronunciar a palavra mágica “Shazam!”. Com direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), “Shazam!” será o próximo filme da DC Comics a chegar nos cinemas após o fenômeno de “Aquaman”. A estreia está marcada para 4 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Atriz de It: A Coisa vira Nancy Drew no trailer do novo filme da detetive mirim
A Warner liberou o primeiro trailer da adaptação de “Nancy Drew e a Escada Secreta” (Nancy Drew and the Hidden Staircase), que traz Sophia Lilis (“It: A Coisa”) no papel da famosa detetive-mirim. A prévia foi divulgada com exclusividade no programa de TV da apresentadora Ellen DeGeneres, que é produtora do filme. Embora a prévia apresente a trama como o primeiro caso da personagem literária, na verdade “Nancy Drew e a Escada Secreta” é a segunda história, escrita em 1930 por Mildred Wirt Benson, sob o pseudônimo de Carolyn Keene. E contém elementos de mistério sobrenatural. O livro, inclusive, já foi adaptado para o cinema em 1939, como o quarto e último filme da franquia original estrelada por Bonita Granville – que décadas depois produziria os filmes e a série de “Lassie”. Assim como na obra original, Nancy é apresentada como uma pré-adolescente que vive com seu pai na cidadezinha de River Heights e resolve mistérios que envolvem os jovens da vizinhança. Mas o roteiro de Nina Fiore e John Herrera (ambos de “The Handmaid’s Tale”) atualiza a trama, acrescentando a vivacidade de Veronica Mars e de Velma (de “Scooby-Doo”), duas “versões modernas” de Nancy Drew, além de transformá-la em skatista. Publicados desde 1930, os livros da jovem detetive já venderam mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos em 45 línguas diferentes. A personagem também já apareceu em cinco filmes e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), além de games de computador e produtos variados. O filme mais recente foi lançado em 2007 e trazia Emma Roberts (série “Scream Queens”) no papel-título. A direção do novo longa é de Katt Shea (“A Maldição de Carrie”) e o elenco ainda inclui Sam Trammel (“True Blood”), Andrea Anders (“De Repente uma Família”), Laura Wiggins (“O Chamado 3”), Zoe Renee (“Jinn”) e Mackenzie Graham (“Darlin'”). “Nancy Drew e a Escada Secreta” estreia em 15 de março nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Como Treinar seu Dragão 3 encerra trilogia de forma emocionante
A trilogia sobre a improvável amizade entre o garoto viking e seu dragão chega ao fim como uma das mais bem equilibradas do cinema. “Como Treinar seu Dragão 3” é tão bom quanto a parte 2, que por sua vez era tão boa quanto o primeiro filme. A Dreamworks atinge um feito raro na animação, construindo uma pequena saga que evolui surpreendendo, ao mesmo tempo em que mantém a identidade original. No novo e último filme da franquia, Soluço é o líder de seu povo vivendo o sonho de uma comunidade pacífica entre humanos e dragões. Mas a chegada de um caçador dessas criaturas vai não apenas colocar os animais em risco, como também todo o modo de vida de sua tribo. A premissa parece mais do mesmo, mas o roteiro a aproveita apenas como ponto de partida para desenvolver melhor seus personagens e suas situações. E talvez este seja o grande diferencial dos longas “Como Treinar seu Dragão”: são sempre sobre relações. Se o primeiro filme lidava com o preconceito e a necessidade de se juntar e compreender o outro para juntos irem além, o segundo tratava de encontros, desencontros e perdas, obrigando tanto Soluço quanto seu dragão Banguela a amadurecerem de forma forçada, assumindo suas respectivas lideranças. Isto feito, para onde a história poderia ir? Em direção ao mais difícil aprendizado: o de abrir mão, compreender que as coisas muitas vezes podem não ser como quereremos e que está tudo bem assim. A trilogia “Como Treinar seu Dragão” revela ser, ao final, um conto sobre crescimento, refletido num garoto e em seu Fúria da Noite. Soluço e Banguela estão ligados não apenas pela mútua relação necessária para voarem, mas também pelo aprendizado conjunto na construção de uma das amizades mais emocionantes já forjadas na tela grande. E o terceiro filme traz todos os elementos que fizeram esta franquia tão especial: personagens cativantes, momentos sublimes de beleza plástica e emocional, sequências de ação muito bem executadas e dilemas pessoais com os quais todos temos que lidar. A série de livros de Cressida Cowell ganhou no cinema uma adaptação vibrante e afetuosa que vai deixar saudades. E algumas lágrimas também.
Homem-Aranha no Aranhaverso revoluciona animações e filmes de super-heróis
“Homem-Aranha no Aranhaverso” é uma explosão de criatividade em todos os quesitos para quem achava que filme de super-herói já esgotou uma fórmula que dizem existir por aí. E também é, sim, o melhor filme solo do herói em 15 anos – desde que Sam Raimi entregou “Homem-Aranha 2”. Trata-se de uma animação. Mas fora das características visuais que Pixar, Disney e DreamWorks padronizaram e acostumaram o mundo inteiro. Mistura com maestria animação tradicional, digital, 3D e o escambau. Mais que isso: traduz a linguagem dos quadrinhos para a tela de maneira revolucionária, visceral, porém orgânica, sem jamais distrair o espectador da história com a beleza de suas imagens. É o tradicional filme de origem virado do avesso. Como diz o título, “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem um roteiro loucão que aposta na abertura de infinitas possibilidades, com dimensões e realidades paralelas colidindo para gerar a reunião improvável de diferentes versões do Amigo da Vizinhança. Para embarcar nessa viagem, que fica cada vez mais brisada, graças principalmente às cabeças piradas dos roteiristas Phil Lord e Chris Miller (“Uma Aventura Lego”), o filme confia em duas certezas básicas: todo mundo ama o Homem-Aranha e qualquer um pode usar uma máscara de herói. Não importa cor da pele, classe social, nacionalidade, forma física, idade, gênero ou orientação sexual, o Homem-Aranha do novo século abraça diversidade e representatividade, que sempre estiveram enraizadas no conceito de Stan Lee sobre seus super-heróis: ser diferente é normal e legal demais. O velho Peter Parker de sempre faz parte da história. Velho mesmo, barrigudo, com a barba por fazer, mas de outra dimensão, porque a trama se passa na realidade de Miles Morales (o antigo universo Ultimate da Marvel), completamente diferente daquele que os fãs estão acostumados – para se ter ideia o Peter Parker da dimensão de Miles é loiro e o Dr. Octopus é uma mulher. Mas tem mais. Gwen Stacy de outra dimensão, que ganha poderes de Aranha em vez de Peter, o Aranha Noir, uma garota aranha de visual anime e até um porco aranha antropomórfico. Hilário. E todos vindos de épocas diferentes dos quadrinhos do herói. A animação da Sony é uma homenagem sem precedentes ao personagem da Marvel em diversas mídias, eras e segmentos, e faz desde reverências a Stan Lee e Steve Ditko, os criadores do herói, até piadinhas sobre o merchandising. É dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, mas é importante ressaltar a força criativa de Phil Lord e Chris Miller, jovens talentos que iniciaram a carreira com um desenho animado absolutamente maluco, “Tá Chovendo Hamburguer”, transformaram “Uma Aventura Lego” em franquia e recentemente foram demitidos de “Han Solo: Uma História Star Wars”, porque foram ousadinhos demais. Azar da Disney, pois “Han Solo” fracassou com a direção burocrática de Ron Howard, enquanto “Homem-Aranha no Aranhaverso” atingiu uma galáxia de elogios. E o impacto dessa animação no cenário pop é merecidamente tão forte que a Sony não somente abriu portas para uma nova franquia com inegável apelo popular, como também colocou pressão para cima da concorrência (Pixar, DreamWorks) e dos próprios filmes do Homem-Aranha com Tom Holland.
Juliet, Nua e Crua esconde sátira pop sob verniz de comédia romântica
Sexto romance lançado pelo britânico Nick Hornby, “Juliet, Naked” (2009) foi um respiro de alivio após o pouco inspirado “Slam” (2008) – já adaptado ao cinema. O filme que virou “Juliet, Nua e Crua” parece expurgar, com delicadeza, a egolatria pop que jorrava em litros dos personagens de “Alta Fidelidade” (1995), obra mais famosa do escritor. É quase uma tiração de sarro que, no entanto, ganha brilho num momento capital da trama, que une Duncan (Chris O’Dowd), um fã absolutamente apaixonado (sim, é redundância, mas era preciso reforçar) por um cantor que desapareceu do mapa nos anos 1990, sua namorada Annie (Rose Byrne), uma historiadora da arte afundada na areia movediça de uma cidade onde absolutamente nada acontece, e Tucker Crowe (Ethan Hawke), o tal músico sumido. Tucker lançou o álbum “Juliet” (1993), incluso pela revista Rolling Stone na lista de “Melhores Álbuns sobre Término de Relacionamento de Todos os Tempos”, e depois renegou o disco (sabe o sentimento de Dylan sobre “Blood on The Tracks”? O mesmo). Duncan criou um site para discutir a obra e a vida de Tucker e idolatra tanto “Juliet” que o brilho do álbum apaga absolutamente Annie. Mas tudo isso está prestes a virar do avesso: a audição do disco de demos “Juliet Naked” divide o casal (“Isso é uma obra prima”, diz Duncan enquanto Annie critica: “Como alguém pode achar que um rascunho é melhor que o produto final?”) e será o estopim para uma grande mudança. Para quem não é do universo pop, “Juliet, Nua e Crua” pode soar como uma comédia romântica doce, correta e funcional do diretor Jesse Peretz (“O Ex-Namorado da Minha Mulher”). Porém, para apaixonados por cultura pop e rock alternativo (a trilha traz sobras de Ryan Adams, Conor Oberst, Robyn Hitchcock e Nathan Larson), há uma peça satírica deliciosa escondida por trás da comédia romântica doce, correta e funcional. No caso de Nick Hornby, preste sempre atenção nas entrelinhas. A mágica acontece ali. E há muita mágica presente aqui. Divirta-se.
WiFi Ralph é crossover publicitário com mais marcas que personagens
Ao contrário de “Detona Ralph”, que priorizou uma história ao invés da tentar agradar os fãs de games, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” se perde entre referências. É basicamente um fiapo de roteiro que se apoia num excesso de check-ins e curtidas pelo maior crossover publicitário já feito no cinema. E além de se referir a si mesma na história, a Disney ainda passa a mensagem de que amizade via Facebook e WhatsApp deve ser tão valorizada quanto brincar com crianças no mundo real – o oposto do que todos falam, por sinal. Para começo de conversa, o filme de 2012, ainda que desenvolvido sob a direção criativa de John Lasseter, nunca foi um “Toy Story”, “Procurando Nemo”, “Wall-e”, “Divertidamente” ou “Up”. No padrão Pixar, teria ficado no segundo escalão. Mas para a Disney pós-“O Rei Leão” até que ficou de bom tamanho. A parceria do estúdio com Lasseter depois renderia “Zootopia” e “Moana”, saindo-se melhor que alguns lançamentos da própria Pixar. Mas “Detona Ralph” se contentava em ser uma aventura extremamente divertida com personagens adoráveis, ao mesmo tempo que prestava homenagem aos games do século passado e aos gamers de todas as gerações. “WiFi Ralph”, por sua vez, encosta os coadjuvantes anteriores para apresentar novos personagens (fraquíssimos) e demora a começar para valer. Os primeiros minutos são puro marasmo, oferecendo uma série de referências a games que estão lá somente para satisfazer nerds, que buscam nada mais que referências. Pior que isso: denunciam logo de cara que não há muito o que contar na continuação, como tinha ficado claro durante os créditos finais de “Detona Ralph”. É por isso que Ralph (voz de John C. Reilly, nas versões em inglês) e Vanellope (voz de Sarah Silverman) saem do limitado mundo dos velhos arcades e partem rumo ao universo de possibilidades infinitas da internet para recuperar uma peça fundamental do jogo da princesa, “Corrida Doce”. Quando Ralph e Vanellope entram na rede, o filme de Phil Johnston e Rich Moore mostra o que tem de melhor: as técnicas de animação evoluíram muito de 2012 para 2018, rendendo um visual limpinho e gigantesco para ilustrar a imensidão da internet. Também é bastante criativa a maneira como caracterizaram os avatares dos usuários, os pop-ups, o Instagram, os vírus, a deep web, os jogos onlines e os vídeos babacas que viralizam no YouTube. Mas “WiFi Ralph” também convida o público a apontar “Ei, ali está a logo do Facebook!”, “Os passarinhos são o Twitter!”, “Ah, os Stormtroopers!”, “Caramba, o Homem de Ferro!”, “Iti malia! São as princesas Disney!”, “A Branca de Neve digital ficou com cara de louca, não?”, “Vi o Google lá em cima!”, “Olha o Pinterest!”. Referências que parecem ocupar mais espaço que a própria história, porque roteiro que é bom, nada. Um lampejo começa a ser esboçado da metade para o final. Pena que não dialogue com o resto do filme, embora os minutos iniciais de “WiFi Ralph” joguem algumas pistas no ar que se perdem rapidamente. É uma mensagem ousada para a Disney, mas também questionável, porque a animação é feita essencialmente para crianças e o verdadeiro público-alvo provavelmente não terá maturidade suficiente para assimilar. Além disso, a ideia de valorizar a comunicação via redes sociais parece anúncio pago das grandes marcas que estampam diversas cenas de “WiFi Ralph”. No fim, fica a sensação de que alguém revisou o roteiro para inserir marketing de conteúdo no lugar da história. Apesar de contar com um universo cheio de potencial, a Disney fez de “Detona Ralph” uma jornada completa e centrada nas redenções de dois personagens. Já “WiFi Ralph” se encanta pelo tamanho desse universo, que engole os dois personagens, deixando-os sem rumo. Sobram referências e falta história no roteiro bagunçado, que tem até um inesperado número musical, supostamente engraçadinho, com uma canção ruim de doer.
Bumblebee é o E.T. da franquia Transformers
Você viu esse filme várias vezes, e em embalagens diferentes, mas a fórmula de “E.T.” com visual de “Transformers” não tinha muito como dar errado. Foi preciso contar uma história (vejam só que coisa básica), ter um pouco de noção (e não só explosões) e um diretor promissor (Travis Knight) querendo mostrar serviço para fazer de “Bumblebee” o melhor filme da franquia. De longe. Em resumo, é um filme que dá para assistir. E bem divertido, diga-se de passagem. O filme solo que a gente não sabia que precisava do Transformer mais querido do planeta, trocou os clichês grandiosos de Michael Bay pela sensibilidade de Travis Knight, um novato que encantou com a animação “Kubo e as Cordas Mágicas” e assumiu a franquia mais execrada de Hollywood com a esperança de realizar um milagre. E conseguiu. Nunca antes a crítica gostou tanto de um Transformer. Antes de tudo, e ao contrário de Michael Bay, Knight proibiu câmeras tremidas, deixando toda a ação visível ao olho humano. Livrando o público da dor de cabeça, tratou de tirar-lhe também o peso das costas, entregando um filme mais leve, inclusive no senso de humor. Além disso, corrigiu os rumos da franquia ao retomar os melhores momentos do primeiro “Transformers”, o único até aqui que parece ter sido produzido por Steven Spielberg. Knight voltou ao filme de 2007 para contar a história do menino e seu carro-robô. No caso, da menina e seu fusca-autobot. Além disso, o diretor aproveitou o fato de “Bumblebee” ser um prólogo passado nos 1980 para incorporar o espírito da época – em que Spielberg fez “E.T” e reinou absoluto como rei dos blockbusters. Tanto em cena, ao reproduzir o tipo de aventura juvenil daquela era, quando na trilha, cheia de músicas que marcaram a década – The Smiths, A-ha, Simple Minds, Duran Duran, Rick Astley, Tears for Fears, entre outros. Tirando os efeitos visuais, absolutamente modernos, “Bumblebee” parece pertencer à época que retrata. Tem cara de cinemão da década de 1980. Mas não pense que o filme é antiquado. A começar por trazer uma protagonista feminina, que não precisa de homem nenhum para alcançar seus objetivos – como Ripley, na franquia “Alien”. Não está ali só para beijar um cara na cena final nem para gritar de medo diante do menor perigo. Hailee Steinfeld já tinha provado seu talento precoce em “Bravura Indômita”, filmão de 2010 dos Irmãos Coen, que lhe rendeu até indicação ao Oscar. São nove anos de lá até aqui e, como já tinha mostrado em “Quase 18”, ela virou estrela. Seu talento ajuda a transmitir a emoção necessária para a transição dramática da história. Pois se “Bumblebee” é divertido, também traz aquele momento de dar nó na garganta. É “E.T.” telefonando dos anos 1980 para o cinema atual. “Bumblebee” ainda evita erros de outros prólogos, como “Han Solo”, que tentam se conectar aos longas originais atirando referências para fãs, antes mesmo de ter um roteiro definido. Isso abre possibilidades para que “Bumblebee” tenha sua própria franquia sem se preocupar com o que foi visto antes. Não é uma novidade, mas é um recomeço muito bem feito – e com direito a usar e abusar dos efeitos sonoros do desenho antigão dos Transformers. Parecia que tinham vergonha disso, mas como a nostalgia impera em “Bumblebee”, até o famoso som de transformação foi (bem) recuperado.












