Keanu Reeves vai ao inferno em novo trailer de Bill & Ted: Encare a Música
A Orion Pictures divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Bill & Ted: Encare a Música” (Bill & Ted: Face the Music), em que Keanu Reeves retoma um dos personagens mais populares de sua filmografia. A prévia mostra o Ted de Keanu e o Bill vivido por Alex Winter lidando com o fato de, 30 anos depois, ainda não terem feito a música que salvaria a humanidade. Pior que isso: a carreira dos roqueiros está em franca decadência. Então, os agora pais de adolescentes têm uma ideia brilhante: viajar em sua cabine-telefônica-do-tempo para o futuro e descobrir logo a música que eles próprios já terão criado. Só que suas filhas resolvem ajudá-los e, em vez de encontrar os pais no futuro, acabam no inferno. Para quem não lembra do longa original, “Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica” (1989), Reeves e Winter eram dois estudantes extremamente estúpidos de uma high school americana, que repetiriam de ano se não fizessem um bom trabalho de História. Sua sorte muda quando um homem de futuro resolve ajudá-los, convidando-os para uma viagem no tempo, pois, por mais incrível que pudesse parecer, o destino da humanidade um dia dependeria da inteligência dos dois retardados, que criarão a música capaz de inspirar uma utopia perfeita. A comédia virou cult, ganhou sequência, “Bill & Ted – Dois Loucos no Tempo” (1991), além de série animada, videogame e até revista em quadrinhos, antes de sumir da lembrança da humanidade – obviamente, por uma artimanha do cientista maligno De Nomolos. Mas chegou finalmente a hora da aventura final, em que Bill e Ted precisarão cumprir a profecia – e criar a música perfeita. Escrito pelos criadores originais dos personagens, Chris Matheson (“Pateta: O Filme”) e Ed Solomon (“Homens de Preto”), o filme tem direção de Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e também traz de volta William Sadler como a Morte. O elenco ainda destaca Brigette Lundy-Paine (de “Atypical”) e Samara Weaving (“Ready or Not”) como as filhas dos personagens. A estreia foi remarcada para 1 de setembro nos EUA, com lançamento simultâneo em VOD, devido à pandemia de coronavírus.
Os Novos Mutantes: Veja a abertura e um novo trailer do filme da Marvel
A 20th Century Studios divulgou uma coleção de pôsteres e um novo vídeo de “Os Novos Mutantes”, última produção da Marvel realizada pela antiga Fox. A prévia reúne os dois primeiros minutos do filme e um novo trailer com muitas cenas inéditas, que enfatizam um clima de terror. O material foi divulgado durante a Comic-Con@Home e pode ser visto abaixo com legendas no vídeo do painel completo, com participação do elenco e do diretor. A equipe também brincou bastante com a data de estreia da produção, várias vezes adiada, mas que continua marcada para agosto nos EUA – 10 de setembro no Brasil. “Os Novos Mutantes” é realmente um dos lançamentos de cinema mais adiados de todos os tempos. Filmado em 2016, deveria ter estreado originalmente em 2018, como lembra o vídeo. Mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. E quando a estreia foi marcada para março, veio o coronavírus, que tirou o longa do calendário. Uma nova data foi recentemente anunciada. Mas é arriscada, porque prevê o lançamento em agosto. Nesta quinta (24/7), a Disney tirou “Mulan” de seu calendário de lançamentos, porque considerou a estreia em agosto inviável. Com essas idas e vindas, o diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) aproveitou para aprimorar a pós-produção, refazendo e melhorando os efeitos e o visual das habilidades místicas de Magia, notadamente sua espada de energia, além de materializar Lockheed, o dragão roxo da personagem. A trama gira em torno de cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade, porque representam um perigo para a sociedade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. Veja abaixo o painel completo legendado. As cenas do filme estão no final. Além disso, é possível ver apenas a abertura e o trailer num segundo vídeo abaixo, porém sem legendas. Confira.
Rogue: Megan Fox enfrenta leoa assassina em trailer de filme de ação
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer de “Rogue”, filme de ação estrelado por Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”). A prévia começa como uma missão de resgate, em que a atriz integra um grupo de mercenários contratados para salvar uma adolescente sequestrada e mantida em cativeiro num zoológico clandestino. Com a troca de tiros e explosões, uma leoa faminta escapa de sua jaula e passa a caçar os mercenários. A diretora M.J. Bassett (“Silent Hill: Revelação”) escreveu o filme com a filha, Isabel Bassett, e o elenco também inclui Jessica Sutton (“Motherland: Fort Salem”), Philip Winchester (“Strike Back”), Calli Taylor (“A Princesa e a Plebeia”), Adam Deacon (“Casualty”) e Brandon Auret (“Elysium”) A estreia vai acontecer no dia 28 de agosto em VOD nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Black Is King: Álbum visual de Beyoncé ganha pôster e novo trailer
A plataforma Disney+ (Disney Plus) divulgou um novo trailer de “Black Is King”, próximo “álbum visual” de Beyoncé. As imagens do vídeo mostram um conceito que combina ancestralidade africana, ficção científica e vida urbana moderna, com muitas cores e situações misteriosas, coreografias, um esboço de narrativa sobre um reino místico e diversas participações especiais – como o rapper Jay-Z, marido da cantora, a modelo Naomi Campbell, a cantora Kelly Rowland, o cantor e produtor Pharrell Williams, e a atriz Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”). O filme foi inspirado no envolvimento de Beyoncé com a produção de “O Rei de Leão”. Em comunicado, a Disney e a Parkwood Entertainment, empresa de Beyoncé, informam que ele irá reimaginar as lições do “Rei Leão” para os “jovens reis e rainhas de hoje em busca de suas próprias coroas”. “Black Is King” homenageará “as viagens das famílias negras ao longo do tempo” em uma história “sobre a jornada transcendente de um jovem rei através de traição, amor e identidade própria. Seus ancestrais o ajudam a guiá-lo para seu destino, por meio dos ensinamentos de seu pai e apoio de seu amor de infância, ele ganha as virtudes necessárias para recuperar sua casa e trono”, diz a sinopse, ecoando literalmente a trama de “O Rei Leão”. Tem mais. “‘Black Is King’ é uma afirmação de grande realização, com visuais exuberantes que celebram a resiliência e a cultura negra. O filme destaca a beleza da tradição e a excelência negra”. A produção é baseada nas músicas de “The Lion King: The Gift”, disco com curadoria de Beyoncé, inspirado por “O Rei Leão” e lançado em julho passado, e contará com participação dos principais artistas do álbum, juntamente com alguns convidados especiais. O álbum apresenta Childish Gambino (Donald Glover), Kendrick Lamar, Pharrell, Jay-Z e Blue Ivy Carter (a filhinha de Beyoncé), entre outros. Assim como “Lemonade” (o “álbum visual” anterior de Beyoncé), “Blak Is King” conta com uma longa lista de diretores, cada um focado num “clipe” diferente – incluindo Emmanuel Adjei (do filme “Shahmaran”), Blitz Bazawule (“The Burial of Kojo”), Pierre Debusschere (dos clipes “Mine” e “Ghost”, de Beyoncé), Jenn Nkiru (“Black to Techno”), Ibra Ake (diretor criativo e produtor de “This Is America” para Childish Gambino), Dikayl Rimmasch (“Cachao”, “Uno Mas”), Jake Nava (“Crazy in Love”, “Single Ladies”, “Partition”, de Beyoncé) e o co-diretor e colaborador de longa data da cantora Kwasi Fordjour. O lançamento está marcado para 31 de julho na plataforma da Disney, cerca de um ano depois da estreia de “O Rei Leão”.
The Old Guard injeta dramaticidade no bom e velho thriller de ação
Tem surtido um efeito positivo a abertura cada vez maior de Hollywood para cineastas femininas. Com “The Old Guard”, Gina Prince-Bythewood se junta a Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”), Cathy Yan (“Aves de Rapina”) e Cate Shortland (“Viúva Negra”, ainda inédito) na lista de diretoras de filmes recentes de ação, que trazem mulheres como protagonistas. Prince-Bythewood é uma cineasta negra que, apesar de ter no currículo dramas e comédias românticas de repercussão relativamente pequena, sempre lidou com direitos de minorias, temas bem explorados no atual “blockbuster” da Netflix, que, além de trazer duas protagonistas, uma delas negra, também rechaça a homofobia, desenvolvendo personagens homossexuais de maneira muito bonita e respeitosa – como é o caso do casal vivido pelo holandês Marwan Kenzari (o vilão de “Aladdin”) e o italiano Luca Marinelli (o excelente ator de “Martin Eden”). A diretora traz uma abordagem diferente ao gênero. Mas enfrenta dificuldades na transição, por falta de coreografias de luta mais bem trabalhadas ou cenas de ação mais consistentes. Poderia haver um cuidado maior com as imagens, um certo rigor formal cairia bem, até como forma de compensar a falta de uma equipe com maior intimidade com adaptações de quadrinhos. Isto torna as cenas de ação um tanto genéricas. Por isso, o diferencial de “The Old Guard” encontra-se na dramaticidade criada em torno dos personagens. Enquanto muitos esperam resultados mais convencionais, a diretora deixa sua marca ao dar à premissa irreal, sobre um grupo de mercenários imortais, um dose saudável de dramaticidade e seriedade. Na trama, Charlize Theron vive Andy, uma guerreira imortal com mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um pequeno grupo de imortais que se dedica a desfazer injustiças ao redor do mundo. Mas está cansada, desgastada e desiludida por achar que não está atingindo o impacto positivo esperado. Aos poucos, a pose de super-heróis dos personagens se desconstrói, revelando pessoas frágeis. Após tantos anos de existência na Terra, eles acumulam muitas experiências trágicas. Andy tem especialmente duas lembranças muito dolorosas de parceiros imortais do passado, que serão contadas à nova imortal, a jovem soldado negra Nile, vivida por KiKi Layne. É pelos olhos da mais nova integrante do grupo que o público é apresentado às vidas secretas desse pequeno exército de imortais, que têm seus próprios sensos de honra e de justiça. E quanto à fragilidade deles, há um momento em particular que torna Andy tão frágil quanto incrivelmente forte, lá pelo terceiro ato, quando eles enfrentam a indústria farmacêutica que deseja lucrar com seus corpos. Aliás, o vilão caricato (Harry Melling) é o ponto mais fraco da trama, mas não chega a comprometer tanto quanto em alguns blockbusters de super-heróis. Derivado de uma história em quadrinhos de Greg Rucka, que também é o roteirista desta adaptação cinematográfica, o filme tem grandes chances de ganhar continuação. E será ótimo se tiver, tanto para o público revisitar os personagens, quanto para a diretora, ou quem pegar o projeto, aperfeiçoar a produção, aproveitando-se de todas as suas potencialidades.
7500 cria tensão claustrofóbica em trama de sequestro aéreo
Longa-metragem de estreia do alemão Patrick Vollrath, “7500”, disponibilizado em streaming pela Amazon, consegue montar uma história de tensão claustrofóbica, que se passa totalmente dentro da cabine de um avião atacado por terroristas. O fato de apresentar uma visão limitada pelas paredes da cabine acaba por tornar tudo ainda mais interessante. Uma produção mais convencional teria toda a reviravolta com os passageiros sofrendo a pressão e o terror da situação (ataque físico dos terroristas, avião prestes a cair etc). Em vez disso, e até como forma de diminuir os custos de produção, o que Vollrath apresenta é uma obra que foge da vulgaridade. É também uma obra que se pretende realista. O ator que interpreta o capitão do avião é um verdadeiro piloto, e muito do ótimo desempenho de Joseph Gordon-Levitt, no papel do copiloto isolado, deve-se ao fato de ele ter aprendido com o profissional e ter criado certa intimidade com a cabine, com seus botões, alavancas, meios de comunicação etc. Para trazer este realismo, o filme até flerta com estilo documental, iniciando com imagens de câmeras de segurança de um aeroporto de Berlim, e com uso do silêncio como trilha sonora. Vollrath parece querer construir um thriller anti-hollywoodiano, no sentido de sair das convenções da maioria dos filmes de ataques ou sequestros em aviões. A câmera não é estática, mas permanece boa parte do tempo focada no personagem de Gordon-Levitt, como se houvesse uma terceira pessoa ali dentro da cabine como testemunha. E essa testemunha somos nós, os espectadores. O filme é bem-sucedido especialmente em sua primeira metade, quando a tensão crescente mantém o interesse sobre o desenrolar da situação. Porém, conforme a resolução se aproxima, depois da segunda metade da narrativa, a impressão é que o diretor e seu corroteirista não souberam desenvolver um desfecho satisfatório. Enquanto os terroristas estão – com exceção de um deles – , do lado de fora da cabine, lutando para entrar, o medo e a tensão se manifestam de maneira bastante intensa. Inclusive, com as ameaças de morte a membros da tripulação e de passageiros se intensificando e se tornando cada vez mais dramáticas. Talvez a estrutura de filme B funcionasse melhor se o diretor optasse por um projeto de duração ainda menor, com cerca de 70 minutos, por exemplo. Isso tornaria o filme, além de mais enxuto, muito mais eficiente na construção da densidade dramática, já que a meia hora final quase leva tudo a perder. Ainda assim, “7500” é um thriller bem-feito e bem-vindo, e mais um exemplo de como é possível realizar voos ousados com pouco orçamento, ao fugir das convenções de Hollywood.
Wasp Network decepciona quem espera mais do grande elenco
Uma pena que Olivier Assayas tenha errado a mão em “Wasp Network: Rede de Espiões”. Ele é um dos cineastas franceses mais importantes surgidos nos últimos 40 anos. Mas nunca fez nada tão desconjuntado. Talvez tenha faltado uma melhor amarração da trama, que, por ser de espionagem, já se torna complicada. Mas as opções narrativas não ajudaram. Não há motivos práticos, por exemplo, para contar a história com saltos cronológicos de idas e vindas. A primeira aparição de Gael García Bernal, quando o filme volta um pouco no tempo, serve para esclarecer para o espectador o jogo de espionagem que ocorre. Até então, ficava no ar uma sensação de falta de convicção por parte dos personagens cubanos que abandonaram tudo e deixaram sua terra natal em busca de algo melhor nos Estados Unidos. Pelo menos, é o que se poderia pensar a princípio: que se tratava de um filme que criticava o governo de Fidel Castro. A narração fica à mercê de uma montagem confusa e alguns personagens secundários não parecem ter tanta importância assim, só se materializando no final, quando o filme vai falar dos destinos dos personagens reais. O papel de Leonardo Sbaraglia é um desses, que não diz muito a que veio. Coadjuvante de luxo. De todo modo, foi bom ver tanta gente da América Latina e da Espanha junta, todos atores e atrizes muito bons, que mereciam um filme melhor, claro. Mas quem em sã consciência ia achar que “Wasp Network” ia resultar em um desastre, tendo Olivier Assayas na direção e com um elenco desses? Há quem diga que é um filme de produtor, do brasileiro Rodrigo Teixeira. Mas será que diriam o mesmo se fosse um sucesso? Quanto ao elenco, é uma das poucas coisas que fazem valer a pena ver o filme, apesar de tudo. Temos representantes de peso de vários países: Penélope Cruz (Espanha), Edgar Ramírez (Venezuela), Gael García Bernal (México), Ana de Armas (Cuba), Wagner Moura (Brasil) e o já citado Leonardo Sbaraglia (Argentina). Ou seja, todos eles já muito conhecidos de produções internacionais, sejam de Hollywood, sejam europeias ou mesmo brasileiras, no caso do nosso Wagner Moura. Aliás, é bom perceber ao menos que Moura está melhor do que em “Sergio”, exibido recentemente também na Netflix. E fazendo par romântico com a mesma atriz, Ana de Armas, em ambos os filmes. Os momentos dos dois juntos também funcionam melhor aqui, inclusive em termos de química. Desta vez, até a cena sensual parece menos gratuita, mais natural. Mas gigante mesmo é Penélope Cruz. Há pelo menos uma cena emocionante com ela, bastante tocante, ao final do filme. Na trama, ela vive com o marido (Ramírez) em Cuba. Ele é piloto de aviões; ela trabalha em uma fábrica de borracha. Os dois têm uma filha pequena. Ele pega um avião e vai para Miami, deixando-a sozinha para cuidar da filha, passando a ser visto como um traidor. As reais intenções do marido, porém, são outras. A tal Wasp Network do título é uma rede de espiões cubanos que chegam aos Estados Unidos para deter uma contrarrevolução, que segue com força no início dos anos 1990 contra Cuba. Trata-se de uma espécie de guerra fria tardia. O filme é baseado no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. Quem faz a comparação entre o filme e o livro costuma dizer que Assayas caiu numa armadilha ao tentar ser fiel demais e acabou não dando conta de tantos personagens e subtramas. Ainda assim, é uma obra que merece ser vista, nem que seja por consideração ao cineasta.
Trailer do novo filme do diretor de Percy Jackson mistura romance adolescente e esquizofrenia
A distribuidora americana Roadside Attractions divulgou o primeiro trailer de “Words on Bathroom Walls”. A prévia mostra de forma bastante ilustrativa a experiência do protagonista, um adolescente que descobre sofrer de esquizofrenia. A diferença em relação a outras produções sobre o tema é que o filme traz o ponto de vista do doente, mostrando as visões que o afligem. Além disso, é um romance. A produção se encaixa na tendência mórbida dos romances com adolescentes doentes, que ainda resiste, seis anos após o sucesso de “A Culpa É das Estrelas” (2014). Como aquele filme, também se trata da adaptação de um best-seller – de autoria de Julia Walton. O diretor é Thor Freudenthal, de “Diário de um Banana” (2010) e “Percy Jackson e o Mar de Monstros” (2013), e o elenco destaca Charlie Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) como o jovem protagonista, Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”) como seu interesse romântico, Molly Parker (também de “Perdidos no Espaço”) e Walton Goggins (“Tomb Raider”) como seus pais, e também há papéis para Andy Garcia (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), AnnaSophia Robb (“The Carrie Diaries”) e Devon Bostick (“The 100”). A estreia está marcada para “este verão” (até o final de agosto) nos EUA.
Trailer de terror traz serial killer inspirado por histórias em quadrinhos
A Elevation Pictures e a plataforma Shudder, serviço em streaming americano especializado em conteúdo de terror, divulgaram o pôster e o trailer de “Random Acts of Violence”, longa dirigido, coescrito, coproduzido e coestrelado pelo ator Jay Baruchel. No filme, o dublador de Soluço na franquia animada “Como Treinar um Dragão” vive o desenhista de “Slasherman”, um serial killer dos quadrinhos. A trama acompanha uma viagem de carro pelo interior em que o artista e seu parceiro roteirista, interpretado por Jesse Williams (“Grey’s Anatomy”), se chocam ao se deparar com assassinatos sanguinários inspirados pelas histórias que conceberam. O elenco também destaca Jordana Brewster (“Velozes e Furiosos”) e Niamh Wilson (“Jogos Mortais 3”) como as esposas/namoradas da dupla. A história é baseada na graphic novel homônima, de autoria de Justin Gray e Jimmy Palmiotti (criador de “Painkiller Jane”), e foi adaptada por Baruchel em parceria com Jesse Chabot, seu colaborador no roteiro de “Os Brutamontes 2: O Último dos Executores” (2017). Exibido no Fantastic Fest, em setembro passado, o filme recebeu críticas elogiosas das publicações especializadas em terror. A estreia está marcada para 31 de julho nos cinemas canadenses e um mês depois nos EUA e Reino Unido, com exclusividade pela Shudder. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Radioactive: Rosamund Pike é a cientista Marie Curie em trailer de cinebiografia
A Amazon divulgou novos pôster e trailer de “Radioactive”, cinebiografia da cientista Marie Curie estrelada por Rosamund Pike (“Garota Exemplar”). A prévia destaca o machismo e a ignorância (terraplanistas) que ela enfrentou para ter suas pesquisas científicas reconhecidas, além de mostrar as consequências devastadoras de sua maior descoberta: a radioatividade. Por seu trabalho, Marie Curie se tornou primeira mulher a vencer o Prêmio Nobel. Não apenas uma vez, mas duas vezes e em áreas distintas: Física em 1903 e Química em 1911. Mas teve que lutar para a glória não ser dada apenas ao marido e parceiro cientista, Pierre Curie (vivido no filme por Sam Riley, de “Malévola”). Eles desenvolveram juntos a teoria da radioatividade e técnicas para isolar isótopos radioativos. Além disso, descobriram dois elementos químicos, polônio e rádio, que deram início a uma nova era científica e tecnológica – que culminou, décadas depois, com a criação da energia nuclear, mas também ao tratamento do câncer com radioterapia. A história é baseada numa graphic novel de Lauren Redniss e foi adaptada pelo roteirista Jack Thorne (de “Extraordinário” e da série “His Dark Materials”), com direção da iraniana Marjane Satrapi (“Persépolis”, “As Vozes”). O elenco também inclui Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”), Aneurin Barnard (“Dunkirk”), Simon Russell Beale (“Penny Dreadful”), Jonathan Aris (“Rogue One”) e Corey Johnson (“Fúria em Alto Mar”). “Radioactive” teve première no ano passado no Festival de Toronto, atingiu 70% de aprovação no Rotter Tomatoes e chega ao serviço Amazon Prime Video na próxima sexta (24/7).
Ethan Hawke é o inventor Nicola Tesla em trailer de cinebiografia
A distribuidora indie IFC divulgou o pôster e o trailer de “Tesla”, drama biográfico estrelado por Ethan Hawke. Hawke dá vida ao gênio visionário Nicola Tesla, cientista que já foi vivido por Nicholas Hoult em “A Batalha das Correntes” (2017) e David Bowie em “O Grande Truque” (2006). Cada um desses filmes tomou suas liberdades com a história, mas desta vez a produção acrescenta elementos anacrônicos, como computadores, celulares e microfones modernos para apresentar Tesla como o rockstar elusivo da Era Elétrica. O filme foi escrito e dirigido por Michael Almereyda, cineasta que gosta de experimentos cinematográficos e que já comandou Hawke em duas adaptações shakespeareanas passadas em tempos modernos – “Hamlet: Vingança e Tragédia” (2000) e “Cymbeline” (2014). A produção também destaca Eve Hewson (“Robin Hood”) como Anne Morgan, a filha do famoso financista JP Morgan. Ela ainda serve como narradora do filme que, de tempos em tempos, quebra a quarta parede para explicar a mística vida de Tesla e seu legado duradouro. Kyle MacLachlan (“Twin Peaks”) e o comediante Jim Gaffigan (“Tropa Zero”) completam o elenco como o inventor Thomas Edison e o empresário George Westinghouse, respectivamente. Premiado no Festival de Sundance e com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Tesla” vai chegar para locação digital em 21 de agosto nos EUA.
Possessor: Terror elogiado do filho de David Cronenberg ganha trailer sanguinário
A distribuidora indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Possessor”, novo filho escrito e dirigido por Brandon Cronenberg, o filho do cineasta David Cronenberg. A prévia não dá muitas pistas da trama, mas é tensa, sanguinária e revela um clima de terror tecnológico. “Possessor” é o segundo longa do jovem Cronenberg. O primeiro foi “Antiviral”, de 2012. Ambos mostram uma inclinação do filho a refletir o começo da carreira do pai, lembrando a época em que David Cronenberg era conhecido por filmes de terror sobre alterações biológicas. A trama é estrelada por Andrea Riseborough (“O Grito”) como uma mulher que entra na cabeça das pessoas – literalmente. Sua personagem é uma agente de uma corporação que usa a tecnologia de implantes cerebrais para habitar o corpo de outras pessoas, levando-as a cometer assassinatos em benefício da empresa. Embora tenha um dom especial para esse trabalho, a experiências é traumática e ela luta para suprimir as memórias e impulsos violentos em seu cotidiano. À medida que sua tensão mental se intensifica, ela começa a perder o controle e logo se vê presa na mente de um homem (Christopher Abbott, de “Ao Cair da Noite”) cuja identidade ameaça aniquilar a sua. Exibido no Festival de Sundance em janeiro, o filme foi bastante elogiado e atingiu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas os críticos também foram unânimes em avisar que sua brutalidade não é para todos. O elenco também destaca Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Sean Bean (“Game of Thrones”) e Tuppence Middleton (“Sense 8”). A estreia está marcada para “breve”, sem data específica.
Programação digital destaca novo terror dos diretores de Boa Noite, Mamãe
As melhores estreias digitais deste fim de semana são filmes de terror. Tem terror indie de sereia, terror brasileiro de assombração e o novo terror dos diretores austríacos de “Boa Noite, Mamãe”, passado numa cabana isolada pela neve. Por sinal, o clima tenso também se estende ao suspense do professor que resolve ensinar uma lição para seu pior aluno. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, disponibilizados nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming. A curadoria não inclui, vale reforçar, filmes já exibidos em circuito cinematográfico, incluindo títulos clássicos, nem tampouco produções pouco recomendadas, que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Os destaques online são: O Chalé | Reino Unido, Canadá | 2019 Terror atmosférico com 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, “O Chalé” marca a estreia em inglês dos cineastas austríacos Severin Fiala e Veronika Franz, responsáveis pelo desconcertante “Boa Noite, Mamãe” (2014). A trama evoca o filme anterior, ao trazer Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como uma madrasta aspirante, passando as férias em um chalé de inverno com o casal de filhos de seu noivo. Isolados depois de uma nevasca, o relacionamento dos três começa a melhorar, até que o passado da mulher como sobrevivente de uma seita suicida vem à tona, junto com a falta de luz, barulhos no escuro e eventos aterrorizantes. O elenco mirim inclui Jaeden Martell, que se destacou no papel principal de “It: A Coisa” (2017). Disponível no iTunes. Professor | EUA | 2019 Suspense indie que recebeu críticas muito positivas (100% de aprovação em 7 resenhas no Rotten Tomatoes), traz David Dastmalchian (“Homem-Formiga e a Vespa”) como o professor do título, um profissional dedicado que percebe que um de seus alunos é alvo constante de assédio do valentão da escola. Quando a violência atinge níveis criminais, ele resolve enfrentar o agressor, mas se depara com um pai protetor e mais perigoso que imaginava. Disponível no Cinema Virtual. A Maldição da Sereia | EUA | 2019 Apesar de independente e barato, produzido com apoio de crowdfunding, o terror surpreende pela história, completamente diferente do que se espera de seu título, com alusões à violência contra mulheres e descaso com o meio-ambiente. A trama acompanha uma sereia pescada no oceano, torturada, mutilada e abandonada num hospício, onde é tratada para superar o delírio de acreditar ser uma criatura do mar. Por curiosidade, a sereia russa Alexandra Bokova apareceu num clipe da banda Smashing Pumpkins (“Solara”), um ano antes do filme. Disponível em Now e Vivo Play. Atrás da Sombra | Brasil | 2020 O primeiro longa do diretor goiano Thiago Camargo é uma mistura de thriller criminal e sobrenatural, que acompanha o detetive Jorge, contratado para investigar um caso numa cidade onde todos são desconfiados e parecem guardar segredos. Exemplar do moderno terror brasileiro, a trama aborda racismo, religião, crenças e descrenças, enquanto entretém com elementos do além – Jorge passa a ter pesadelos com uma assombração, a quem os moradores atribuem crimes. Destaque para a interpretação do músico congolês-brasileiro Bukassa Kabengele (“Irmandade”), ex-integrante da banda soul/funk Skowa e a Máfia, no papel principal. Disponível em Now e Vivo Play. Na Praia de Chesil | Reino Unido | 2017 Adaptação do romance de Ian McEwan (autor de “Desejo e Reparação”), o drama se passa na Inglaterra de 1962, onde um jovem casal com pouco em comum começa um relacionamento marcado por tensões sexuais e pressão social. O romance evolui e culmina em um casamento que não sai como os dois esperavam. Billy Howle (de “Dunkirk”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) têm os papéis principais. Disponível na Looke. A Portuguesa | Portugal, Alemanha | 2018 O filme de Rita Azevedo Gomes adapta um conto de 1924 de Robert Musil (“O Jovem Törless”). Durante a disputa pelo domínio de um principado italiano, Lorde von Ketten viaja até Portugal para encontrar uma esposa. Quando retornam à Itália, ele precisa partir para a guerra novamente, mas sua esposa está determinada a transformar o castelo onde vivem em um lar. Disponível no Mubi. Encantado, o Brasil em Desencanto | França, Brasil | 2018 Documentário produzido na França que retrata o contexto político e social do Brasil entre a eleição de Lula em 2002 e a eleição de Bolsonaro em 2018. O título foi inspirado no nome do bairro de Encantado, em que o cineasta Filipe Galvon cresceu no Rio de Janeiro. Ele mora na França desde 2013 e registra seu desencanto com o Brasil nesse documentário, construído com entrevistas com políticos, como Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Fernando Haddad e Guilherme Boulos, e cidadãos comuns. Disponível em Now. Mulher | França | 2019 O documentário de Yann Arthus-Bertrand e Anastasia Mikova é uma continuação temática de “Humano: Uma Viagem Pela Vida” (2015), premiado nos festivais de Vancouver e Pequim. A produção filmou 2 mil mulheres em 50 países para discutir o que significa amor, respeito e lugar no mundo para uma parcela representativa da população mundial. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes.












