Belfast: Drama de Kenneth Branagh ganha trailer nostálgico e tenso
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Predominantemente em preto e branco, a prévia alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música e até as séries de TV, mas também os perigos dos anos 1960, a era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro, culminando no massacre conhecido como “Bloody Sunday”. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Com première marcada para este mês nos festivais de Toronto, no Canadá, e Telluride, nos EUA, “Belfast” tem lançamento previsto em 16 de dezembro no Brasil.
Críticos elogiam visual de “Duna”, mas reclamam da narrativa hermética
A première mundial de “Duna” aconteceu nesta sexta (3/9) no Festival de Veneza, fora de competição, diante de 8 minutos de aplausos efusivos. Integrante do júri do festival, a cineasta Chloe Zhao, vencedora do Oscar por “Nomadland”, resumiu a impressão geral causada pelo épico de ficção científica ao correr pelos corredores da histórica Sala Grande para cumprimentar o diretor Dennis Villeneuve com um grande abraço após a sessão, gritando “fantástico!”. O filme também recebeu suas primeiras críticas internacionais. Algumas resenhas já preveem que “Duna” será indicado à várias categorias técnicas do Oscar, como Fotografia, Som e Efeitos Visuais, mas não deve ir muito além disso, porque se o visual é impressionante, há problemas de roteiro. Mesmo dividindo o livro de Frank Herbert em dois filmes diferentes, Villeneuve teve dificuldades para adaptar a história, sem superar os problemas já detectados na tentativa anterior de adaptar a obra em 1984: a parte arrastada no deserto de Arakis e a quantidade de personagens e nomes citados na trama. “A menos que você esteja suficientemente informado sobre o clássico da ficção científica de Frank Herbert de 1965 para distinguir seus Sardaukars de suas Bene Gesserit, é provável que você não vá não muito longe em ‘Duna'”, observou a revista The Hollywood Reporter. “Apesar de ser parte jornada do herói e parte história de sobrevivência, o filme continua jogando detalhes misteriosos em você, o que pode emocionar os geeks de Herbert, mas fará com que quase todo o resto desista”. “Se você já está mergulhado na mitologia de Herbert, vai se emocionar com cada palavra sussurrada. Mas se entrar sem saber a diferença entre um escudo Holtzman e um buraco no chão, é uma caminhada mais longa”, concordou a revista Entertainment Weekly, numa crítica que deu ao filme uma nota “B”. Não é à toa que Villeneuve reclamou tanto do lançamento híbrido, que levará o longa ao cinema e à HBO Max simultaneamente nos EUA. Segundo as críticas, o forte de “Duna” são as imagens e não a narrativa. “‘Duna’ é um filme que ganha cinco estrelas por sua construção de mundo, mas duas estrelas e meia pela narrativa”, pontuou a revista Variety. Já o visual foi elogiado de forma unânime. O jornal britânico The Guardian estampou que a produção é “cinema blockbuster no seu melhor, estonteante e deslumbrante”. “Villeneuve atrai você para uma visão do futuro surpreendentemente vívida, às vezes plausivelmente enervante”, reforçou o Los Angeles Times. “Tecnicamente brilhante, visualmente maravilhoso, com um elenco de primeira categoria e conceitos profundos de ficção científica. Pena que se arraste tanto em sua segunda metade”, considerou o site IGN. Vale lembrar que, no passado, muitos desistiram de filmar “Duna” porque consideraram impossível condensar o livro de Herbert num único filme. Responsável pela primeira tentativa em 1975, Alejandro Jodorowsky concluiu que a adaptação teria que ter 15 horas. O estúdio, claro, queria um filme de no máximo 1h50. Nove anos depois, David Lynch tentou fazer o que podia com esta limitação de tempo, mas acabou estourando a duração exigida. Por isso, sua obra sofreu vários cortes durante a edição, a mando do produtor Dino De Laurentiis, o que dificultou o entendimento da trama complexa e causou seu fracasso nas bilheterias. Villeneuve acreditava ter encontrado a solução ao dividir a história em duas partes, de modo a apresentar a trama completa com cinco horas de duração. A crítica, pelo visto, achou que isso não ajudou tanto quanto ele imaginava. “Talvez o material base, com o seu interminável glossário de termos que descrevem lugares, pessoas, tradições religiosas e sistemas políticos, seja denso demais para ser traduzido em algo cinematograficamente ágil. O filme de Villeneuve parece apressado e arrastado ao mesmo tempo, com muitos diálogos expositivos e de preparação em torno de seus sets monolíticos”, descreveu a revista Vanity Fair. Apesar de interromper a história antes do fim, a continuação ainda não está confirmada. Por isso, o lançamento acontece sob uma condição preocupante, como lembrou a revista Empire: “Será uma pena se a parte 2 nunca acontecer.” Para quem não conhece, a história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Aqueles que controlam a Especiaria têm uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Atreides e o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. Após a première em Veneza, “Duna” terá sua primeira exibição na América do Norte no próximo fim de semana, durante o Festival de Toronto, no Canadá. O longa também vai passar pelo Festival de Nova York no começo de outubro, antes de estrear em circuito comercial. O lançamento nos cinemas do Brasil está marcado para 21 de outubro, um dia antes dos EUA. Veja abaixo o trailer mais recente da produção.
Filmes online: “Os Croods 2”, “Cinderela” e mais 10 dicas pra ver em casa
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” é a principal estreia da semana. Opção para entreter as crianças no feriadão da Independência, o segundo filme da família pré-histórica da DreamWorks Animation é melhor que o primeiro lançamento de 2013, além de ter sido um dos raros sucessos de cinema da pandemia. Na trama, a família cro-magnon original encontra a primeira família metrossexual (na verdade, neolítica), que é bem mais avançada, com conhecimentos agrícolas, mas também preocupações com a aparência – da barba hipster bem cultivada aos chinelos de estilo havaianas. A versão em português traz as vozes de Juliana Paes e Rodrigo Lombardi, enquanto a dublagem original em inglês volta a reunir o elenco formado por Nicolas Cage (“A Cor que Caiu do Espaço”), Emma Stone (“La La Land”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”), além de Cloris Leachman (“Eu Só Posso Imaginar”) em seu último papel, como a vovó. As crianças também têm o musical de “Cinderela” estrelado pela cantora Camila Cabello. Mas apesar do elenco incluir Billy Porter (“Pose”) como Fada Madrinha e Idina Menzel (a dubladora de Elsa em “Frozen”) como a Madrasta, vale observar que a produção não empolgou a crítica. As resenhas são bastante desfavoráveis na comparação com as adaptações live-action da Disney, inclusive a versão musical de 1997, feita para a TV com a cantora Brandy no papel principal. Combinando musical e animação, há uma legítima produção da Disney, o híbrido de fantasia e documentário de Billie Eilish, em que ela canta o repertório de seu novo disco, “Happier Than Ever”, no palco do famoso Hollywood Bowl sem plateia e com direção do cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Recém-lançada, a plataforma adulta da Disney, a Star+, também oferece uma comédia exclusiva em streaming, em que um casal branco sem noção invade a festa de casamento de um casal negro recatado após conhecê-los durante as férias. Geralmente comportado, o segundo casal saiu do sério durante o último verão no México e agora precisa conviver com as consequências – dois novos melhores amigos brancos e aloprados – , em meio a convidados e familiares de seu matrimônio. O elenco destaca uma inesperada boa combinação de John Cena (“O Esquadrão Suicida”) e Lil Rel Howery (“Corra!”). Há ainda duas produções adolescentes razoáveis: uma comédia com Victoria Justice (“Brilhante Victória”) e uma sci-fi com Lily-Rose Depp (a filha de Johnny). Mas o jovem ator que se sai melhor na semana é Jack Dylan Glazer (“Shazam!”) no suspense “Don’t Tell a Soul”. Para os adultos, as opções incluem “Quanto Vale?”, lançamento da Netflix que lembra os 20 anos da tragédia de 11 de setembro de 2001, e mais quatro dramas. O destaque cinéfilo, porém, fica com “A Verdade”, primeiro filme ocidental do premiado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2018 com “Assunto de Família”. O filme acompanha o encontro do personagem do americano Ethan Hawke (“Juliet, Nua e Crua”) com sua sogra francesa venenosa, vivida por Catherine Deneuve (“Potiche – Esposa Troféu”). Curiosamente, os dois também interpretam atores na trama. Apresentada como uma diva, Deneuve tem uma relação conflituosa com a filha, encarnada por outra grande estrela francesa, Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”). Paralelamente ao enredo central, a trama ainda presta homenagem à carreira de Deneuve, ao longo de várias reminiscências. Confira abaixo uma dúzia de dicas (com os trailers) de estreias para conferir nas plataformas digitais neste fim de semana. Os Croods 2: Uma Nova Era | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Cinderela | EUA | Musical (Amazon Prime Video) Happier Than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles | EUA | Musical (Disney+) Amizade de Férias | EUA | Comédia (Star+) Esticando a Festa | EUA | Comédia (Netflix) Don’t Tell a Soul | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Viajantes – Instinto e Desejo | EUA | Sci-Fi (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Quanto Vale? | EUA | Drama (Netflix) A Verdade | França, Japão | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) A Princesa da Rua | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) O Confeiteiro | Israel, Alemanha | Drama (Reserva Imovision) Eu Estava em Casa, Mas… | Alemanha, Sérvia | Drama (MUBI, Vivo Play)
Runt: Cameron Boyce é vítima de bullying no trailer tenso de seu último filme
A 1091 Pictures divulgou o pôster e o trailer de “Runt”, último filme completado pelo ator Cameron Boyce (“Descendentes”) antes de morrer em 2019. A prévia é tensa, mostrando o ator como vítima de bullying. Após convidar uma garota para o baile de formatura, o namorado dela e sua turma partem para a violência contra ele. A situação sai de controle quando ele resolve revidar. “Este filme é muito importante no clima em que vivemos hoje”, disseram os pais de Cameron Boyce, Victor e Libby Boyce em comunicado sobre o lançamento. “Cameron estava incrivelmente orgulhoso deste filme, e acreditamos que sua poderosa performance ressoará profundamente com todos os seus fãs em todo o mundo.” Boyce morreu na madrugada do dia 7 de julho de 2019, aos 20 anos, após uma convulsão causada por epilepsia. O elenco também inclui Brianna Hildebrand (“Deadpool 2”), Nicole Elizabeth Berger (“Uma Semana a Três”), Aramis Knight (“Into the Badlands”), Charlie Gillespie (“Julie and the Phantoms”), Cyrus Arnold (“Sobreviva ou Morra Tentando”), Jason Patric (“Wayward Pines”) e Tichina Arnold (“Todo Mundo Odeia o Chris”). Dirigido pelo estreante William Coakley, o filme estreia em 1 de outubro nos cinemas dos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Diretor de “Independence Day” joga a Lua contra a Terra no teaser de “Moonfall”
A Diamond Films divulgou o primeiro teaser legendado de “Moonfall”, nova sci-fi apocalíptica de Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois do Amanhã”). A prévia abre com cenas espaciais acompanhadas pelo célebre discurso de John F. Kennedy sobre levar a humanidade à Lua, mas logo revela o desastre da trama: a queda da Lua na Terra, que causa enorme devastação. Sem dar maiores explicações sobre o desastre, a sinopse acrescenta que, faltando “poucas semanas para o impacto”, “uma equipe desacreditada é enviada em uma missão aparentemente impossível de pousar na superfície lunar e salvar a humanidade”. O elenco destaca Halle Berry (“John Wick 3: Parabellum”), Patrick Wilson (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”), John Bradley (“Game of Thrones”), Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), Donald Sutherland (“The Undoing”), Wenwen Yu (“Between Us”) e Charlie Plummer (“Quem É Você, Alaska?”) Além da direção, Emmerich também assina o roteiro ao lado de outros especialistas em catástrofes planetárias, Spenser Cohen (“Extinção”) e Harald Kloser (“2012”). Imagina-se que eles criaram uma trama diferente de “Armageddon” (1998). “Moonfall” tem estreia marcada para 3 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Dwayne Johnson e Ryan Reynolds tentam prender Gal Gadot no trailer de “Alerta Vermelho”
A Netflix divulgou o trailer do aguardado “Alerta Vermelho” (Red Notice), aventura de ação estrelada pelos astros Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase), Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”). A prévia resume a premissa, ao mostrar “o melhor investigador do FBI” (Johnson) alistando “o maior golpista de todos os tempos” (Reynolds) para prender a “ladra de obras de arte mais procurada do mundo” (Gadot). Escrita e dirigida por Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”), a produção promete ser uma mescla de ação e comédia, com muitas explosões e pancadaria (a ação) somadas à Ryan Reynolds (a comédia). O filme estreia na Netflix em 12 de novembro.
“Shang-Chi” ocupa 90% dos cinemas brasileiros
Quer garantir o sucesso de um filme? Basta tirar todos os outros de cartaz. A Disney não dá chances para o azar (e a competição) com o lançamento de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” em nada menos que 90% dos cinemas brasileiros. Havia um acordo de cavalheiros entre os distribuidores e exibidores, firmado em 2012 após o final da “Saga Crepúsculo” ocupar um terço do circuito, para que algo assim nunca mais se repetisse. Mas eram tempos ingênuos, antes de Bolsonaro transformar o país numa distopia que nem a ficção rivaliza. A maior estreia do circuito exibidor brasileiro entra em cartaz após “Viúva Negra” ocupar 75% das salas nacionais. A diferença é que, ao contrário do filme estrelado por Scarlett Johansson, o novo lançamento é exclusivo dos cinemas, sem a concorrência simultânea da Disney+. O monopólio não deixa de ser um tudo ou nada para aliviar a crise aguda do setor, que a cada semana retorna bilheterias menores. “Shang-Chi” recebeu críticas bastante elogiosas, como é praxe com os lançamentos da Marvel. Mas ainda há muita curiosidade para ver como os geeks vão reagir à adaptação do personagem, antigamente chamado de Mestre do Kung Fu, na produção do Marvel Studios que mais se distancia dos quadrinhos originais. No roteiro escrito por Dave Callaham (“Mortal Kombat”) e dirigido por Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”), a trama gira em torno de um conflito entre pai e filho. Na versão do cinema, Shang-Chi é filho de ninguém menos que o Mandarim, vilão mencionado nos filmes do Homem de Ferro e que ainda não tinha aparecido de verdade no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (“Kim’s Convenience”) como o herói do título e o astro de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”) como o pai antagonista, além de Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Fala Chen (“The Undoing”) e Florian Munteanu (“Creed II”), entre outros. Os 10% de salas remanescentes vão exibir os blockbusters das últimas semanas e mais sete filmes, incluindo “After – Depois do Desencontro”, terceiro título da franquia pseudo-romântica, e “Uma Noite de Crime – A Fronteira”, quinto e derradeiro lançamento da violenta saga distópica. Mas o destaque fica para o vencedor do Festival de Gramado do ano passado, “King Kong em Asunción”, de Camilo Cavalcante (“A História da Eternidade”), sobre um velho matador condenado a viver. Confira abaixo todos os títulos e os trailers das estreias desta quinta (2/9). Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis | EUA | Ação Uma Noite de Crime: A Fronteira | EUA | Ação After: Depois do Desencontro | EUA | Melodrama King Kong em Asunción | Brasil | Drama O Matemático | Alemanha, Polônia, Reino Unido | Drama Bagdá Vive em Mim | Suiça, Alemanha, Reino Unido | Drama O Palhaço, Deserto | Brasil | Drama Parque Oeste | Brasil | Documentário
James McAvoy atua sem roteiro em trailer de suspense
A plataforma Peacock divulgou o trailer de “My Son”, que traz o ator James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) admitindo ter filmado sem roteiro nem dicas sobre como a história se desenvolvia. Ele foi mantido no escuro sobre o desenrolar da trama, enquanto os demais atores interpretaram as cenas na expectativa de sua reação a cada reviravolta. A trama gira em torno do desespero de McAvoy quando seu único filho desaparece e o acompanha até a cidade onde mora sua ex-mulher em busca de respostas. Com a vida do personagem envolta em mistério, tudo o que é captado pelas câmeras resulta do improviso dramático do ator. O elenco também destaca Claire Foy (“The Crown”) como a ex-mulher do personagem de McAvoy. A história, porém, não é original. O mesmo diretor, Christian Carion, filmou mistério idêntico em francês, com Guillaume Canet (“Rock’n Roll: Por Trás da Fama”) improvisando o papel. O filme foi lançado no Brasil em setembro de 2019 com o título “Meu Filho”. A versão em inglês, filmada na Escócia, teve desenvolvimento diverso da original por conta dos improvisos de um ator diferente. A estreia está marcada para 15 de setembro nos EUA. Mas como a Peacock é a última das plataformas de Hollywood indisponível no Brasil, não há previsão para o lançamento nacional.
Maligno: Novo terror do diretor de “Invocação do Mal” ganha trailer intenso
A Warner divulgou novos pôster e trailer de “Maligno” (Malignant), terror dirigido por James Wan, o criador do universo “Invocação do Mal”. A prévia é tensa e sombria, com elementos que lembram “Invocação do Mal” e outra franquia de terror iniciada por Wan, “Sobrenatural”. O filme seria supostamente baseado em “Malignant Man”, história em quadrinhos criada pelo próprio diretor em 2011. Mas o trailer é bem diferente da história dos gibis, a começar pela troca de gênero do principal personagem. Na trama, a protagonista vivida por Annabelle Wallis (de “A Múmia” e “Peaky Blinders”) é paralisada por visões chocantes de assassinatos terríveis. E seu tormento só piora quando ela descobre que seus pesadelos são reais, e que o responsável é alguém que só ela era capaz de ver e ouvir na infância. Além de dirigir, Wan também assina o roteiro, em parceria com a atriz Ingrid Bisu (uma das freiras de “A Freira”), e o elenco ainda inclui Jake Abel (o terceiro irmão Winchester de “Supernatural”), Maddie Hasson (“Impulse”), George Young (“Containment”), Jacqueline McKenzie (“The 4400″) e a citada Ingrid Bisu. “Maligno” tem estreia prevista para 9 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novos trailers de “007: Sem Tempo Para Morrer” anunciam final da saga de James Bond
A MGM e a Universal divulgaram novos trailers de “007: Sem Tempo Para Morrer” repletos de cenas de ação e lembretes de que este é o final da saga da atual versão do personagem. Dirigido por Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”), “007: Sem Tempo Para Morrer” marca a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond e envolve um segredo de Madeleine Swann (Léa Seydoux), a paixão do agente secreto 007, relacionado ao vilão da vez, o deformado Safin (Rami Malek). Isto faz o espião que amava embarcar numa última missão, aliando-se a velhos amigos. Chamar de amigo o vilão Blofeld (Christoph Waltz), de “007 Contra Spectre” (2015), é um pouco exagerado. Mas os demais, M (Ralph Fiennes), Q (Ben Whishaw) e Eve Moneypenny (Naomie Harris) apoiam Bond desde “007: Operação Skyfall” (2012). Além deles, o filme traz de volta o parceiro mais antigo do 007 de Craig na franquia, o agente da CIA Felix Leiter (Jeffrey Wright), visto em “007: Cassino Royale” (2006) e “007: Quantum of Solace” (2008). Mas também há novas aliadas, encarnadas por Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) e Lashana Lynch (“Capitã Marvel”), que interpreta uma nova 007. Originalmente previsto para março do ano passado, o longa sofreu vários adiamentos até definir que vai mesmo chegar às telas em 30 de setembro no Brasil – e “somente nos cinemas” como reiteram os vídeos.
Halsey lança primeiro clipe de seu álbum visual
Halsey lançou o clipe de “I Am Not a Woman, I’m a God”, primeiro vídeo extraído do álbum visual “If I Can’t Have Love, I Want Power”, lançado na quarta-feira (25/8) nos cinemas do circuito IMAX nos EUA. O filme foi concebido e escrito pela própria artista para evocar as músicas do disco homônimo e conta com direção de Colin Tilley, parceiro habitual de Justin Bieber e J Balvin, que antes já tinha assinado os clipes de “Without Me” e “You Should Be Sad”, de Halsey. Em “I Am Not a Woman, I’m a God”, a cantora aparece sendo banhada e vestida por várias mulheres, numa sequência lenta e evocativa de Cleópatra. Mas conforme o vocal que acompanha a base eletrônica se desespera, a placidez submissa é interrompida por cenas sombrias de outros clipes criados para o lançamento cinematográfico. O disco “If I Can’t Have Love, I Want Power” chegou nesta sexta (27/8) nas plataformas musicais com uma sonoridade gótica-eletrônica, que se é inesperada para Halsey em nada surpreeende os fãs da obra de seus produtores, a dupla Trent Reznor (do Nine Inch Nails!) e Atticus Ross, vencedores do Oscar de Melhor Trilha Sonora por “A Rede Social” (2010) e “Soul” (2020). O lançamento deve ser reforçado por novos vídeos derivados do filme em breve.
Filmes online: Confira 12 lançamentos para ver em casa
A programação de estreias digitais não tem blockbusters, mas há um lançamento simultâneo com os cinemas. “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, conta a história de um cineasta brasileiro que, atormentado pelo passado escravocrata da família, se lança em viagem de autoconhecimento a Moçambique e a Portugal, levando o espectador a um jornada onde o tropicalismo encontra o realismo mágico. O filme teve boa repercussão em Portugal e conquistou cinco troféus no Festival de Gramado do ano passado. O resto da programação é um convite para “descobertas”. E uma das maiores é que “Tangerine” finalmente chegou ao streaming, disponibilizado com o titulo traduzido para “Tangerina” no MUBI. Primeiro longa-metragem a ser gravado inteiramente com um iPhone, a obra também se destaca pela temática inusitada. Acompanha quase em tempo real uma prostituta trangênero recém-saída da prisão, que parte em busca do namorado/cafetão após descobrir que ele foi infiel durante o tempo em que esteve encarcerada. O humor é adulto e contém violência, mas nunca deixa de surpreender, o que explica a fama de cult da produção. Além disso, a fotografia que explora cores berrantes serviu de cartão de visitas para o diretor Sean Baker sair do Festival de Sundance em 2015 com um contrato para realizar um filme “de verdade” em 35mm – nada menos que o fantástico “Projeto Flórida” (2017), ainda mais colorido, mas com crianças. Se “Tangerina” dá boas-vindas a um novo talento, “Lucky” se despede de outro, o grande Harry Dean Stanton, falecido em setembro de 2017, aos 91 anos, que é mais lembrado como o andarilho atormentado Travis Henderson, de “Paris, Texas” (1984), um dos filmes mais belos já feitos. “Lucky” foi seu último trabalho, um verdadeiro filme-testamento sobre um personagem muito parecido com ele mesmo, descobrindo os sinais da proximidade do fim, mas cercado de amigos, como o diretor David Lynch, que o dirigiu em “Twin Peaks” e participa do longa como ator, e Tom Skerritt, com quem contracenou em “Alien” (1979). Trata-se de um drama sobre a finitude, sobre aceitar a realidade como ela é, tanto em discussões dos próprios personagens quanto nas entrelinhas, mas sem nenhuma amargura. Fãs de adrenalina não precisam se desesperar por falta de opções. Há bons lançamentos entre o terror “Raízes Macabras”, que apresenta um exorcismo brujo não indicado para corações fracos, o disaster movie “O Impensável”, onde aparente terrorismo e ameaça ambiental se combinam em crise apocalíptica, e o thriller “Zona de Confronto”, em que policiais lutam por suas vidas cercados por uma turba cansada de racismo num bairro de imigrantes. A lista ainda inclui dois dramas esportivos que exigem atenção: “O Quinto Set”, sobre a luta contra os limites de um atleta em fim de carreira, e “Slalom – Até o Limite”, que aborda o abuso de técnicos sobre jovens influenciáveis. As duas produções são francesas e muito impactantes. Mas adolescentes podem preferir a maior bobagem da lista: “Ele é Demais”, atualização de um “clássico” da geração X para consumo da geração TikToker. Tão esquecível quanto um vídeo com dois minutos de dancinha, a comédia adolescente que inverte os gêneros de “Ela é Demais” (1999) não vai marcar época como o original. No máximo, vira um “guilty pleasure” para quem ficar curioso em ver como um elenco de celebridades virtuais lida com uma trama que é basicamente sobre os méritos da superficialidade e da falta de identidade própria. Confira abaixo estes e outros títulos (com os trailers) de uma dúzia de opções selecionadas entre os lançamentos das plataformas digitais nesta semana. Tangerina | EUA | Comédia (MUBI) Lucky | EUA | Drama (Reserva Imovision) Raízes Macabras | EUA | Terror (Netflix) O Inimaginável | Suécia | Thriller (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Zona de Confronto | Dinamarca | Thriller (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Quinto Set | França | Drama (Netflix) Slalom – Até o Limite | França | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Animal Amarelo | Brasil, Portugal, Moçambique | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Lina from Lima | Chile, Peru | Drama (MUBI) Um Ano em Nova York | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Ele é Demais | EUA | Comédia (Netflix) The Witcher: Lenda do Lobo | EUA | Animação (Netflix)
Terrores de “Welcome to the Blumhouse” ganham trailer
A Amazon Prime Video divulgou um trailer com cenas dos filmes da edição 2021 de “Welcome to the Blumhouse”, selo pelo qual a produtora de filmes de terror Blumhouse lançará quatro longas-metragens na plataforma durante outubro, mês do Halloween. Intitulados “Bingo Hell”, “Black as Night”, “Madres” e “The Manor”, as produções são assinadas por cineastas iniciantes ou pouco conhecidos, dentro de uma proposta de dar espaço para novos talentos, além de buscar ampliar a diversidade e a inclusão à frente e atrás das câmeras. Três dos títulos são dirigidos por mulheres, dois deles por latinos e um por uma cineasta de descendência asiática. Os dois primeiros lançamentos chegarão no dia 1º de outubro. A mexicana Gigi Saul Guerrero (“El Gigante”) dirige Adriana Barraza (indicada ao Oscar por “Babel”) em luta contra uma força maligna que tomou conta do salão de bingo local em “Bingo Hell”, enquanto Maritte Lee Go (da antologia “Phobias”) faz sua estreia em longas-metragens em “Black as Night”, reunindo adolescentes para enfrentar vampiros que aterrorizam Nova Orleans. Os outros dois filmes desembarcam uma semana depois, em 8 de outubro. O diretor tejano Ryan Zaragoza (da série “All-American”) também faz sua estreia em longas com “Madres”, sobre um casal mexicano-americano que espera o primeiro filho e experimenta sintomas aterrorizantes numa comunidade agrícola de migrantes nos anos 1970, enquanto “Manor” traz a veterana Barbara Hershey (indicada ao Oscar por “Retratos de uma Mulher”) numa história de assombração da belga Axelle Carolyn (que dirigiu episódios de “American Horror Story” e “A Maldição da Mansão Bly”). Veja abaixo o trailer que dá uma mostra geral dos quatro filmes.












