Voldemort da Marvel? Quem é o vilão de “Thor: Amor e Trovão”?
O primeiro trailer de “Thor: Amor e Trovão” revelou pela primeira vez o visual de Gorr, vilão interpretado por Christian Bale. E a apresentação do personagem gerou muitos memes nas redes sociais, com comparações principalmente ao Voldemort dos filmes de “Harry Potter”. Apesar disso, a maioria aprovou e considerou que os efeitos visuais deram uma aparência sinistra ao ator (que já foi Batman), superando os desenhos originais dos quadrinhos, que incluem uma espécie de lekku (os tentáculos que servem de penteado para os Twi’leks de “Star Wars”) em sua cabeça. Mas quem é Gorr? Seu cartão de visitas não diz “Aquele que não pode ser nomeado”. Ao contrário, inclui um título profissional bastante descritivo: Carniceiro dos Deuses (Gorr the God Butcher). O personagem apareceu pela primeira vez no começo de 2013, num arco que fez sucesso entre os fãs de Thor. Gorr cresceu em um planeta estéril sem nome. Quando sua mãe, companheira e filhos morreram, ele passou a acreditar que os deuses não poderiam existir e por causa disso foi banido por sua tribo. Quando descobriu que os deuses realmente existiam, mas não ajudavam os necessitados, ele jurou matar todos eles. Como o trailer de “Thor: Amor e Trovão” também incluiu Zeus (interpretado por Russell Crowe, que já foi o Gladiador), a ira de Gorr não se restringirá aos deuses nórdicos de Asgard, reservando espaço para a mitologia grega e possivelmente outras ainda não reveladas. Com o papel de Gorr, Bale se tornou o segundo Batman a virar vilão da Marvel. Michael Keaton, que viveu o herói da DC em dois longas entre 1989 e 1992 (e vai voltar ao capuz em “The Flash” e “Batgirl”), inaugurou a tendência em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, de 2017. Novamente dirigido por Taika Waititi (de “Thor: Ragnorok”), “Thor: Love and Thunder” também será baseado num arco de quadrinhos em que o Deus do Trovão (Chris Hemsworth) se revela indigno para levantar o Mjölnir. Com isso, Jane Foster (Natalie Portman) vira a nova portadora do martelo encantado, escolhida por seu altruísmo e dedicação em salvar vidas (nos quadrinhos, como médica), tornando-se a Poderosa Thor. Esta história começou no crossover “Pecado Original” e explodiu no relançamento da revista do Thor com a nova protagonista em 2014. A adaptação cinematográfica está marcada para 7 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Voldemort got on Keto after he was unable to catch a kid.. u gotta feel for him#ThorLoveAndThunder pic.twitter.com/ibXOeOuSSQ — Ravi Ahuja (@RaviAhuja20) May 24, 2022
Exibido em Cannes, novo filme do diretor de “Oldboy” ganha teasers
O estúdio sul-coreano CJ ENM divulgou os pôsteres e os primeiros teasers de “Decision To Leave”, novo filme do premiado cineasta Park Chan-wook (“Oldboy” e “A Criada”). Menos sangrentos que os filmes anteriores do diretor, a trama gira em torno de um detetive eficiente e meticuloso, que investiga uma morte em um vilarejo remoto e, aos poucos, começa a ser seduzido pela principal suspeita, a viúva da vítima. Park Hae-il (“O Hospedeiro”) e a chinesa Tang Wei (“Longa Jornada Noite Adentro”) têm os papéis principais. Exibido na segunda (23/5) na competição principal do Festival de Cannes, o filme será lançado em 29 de junho na Coreia do Sul, mas ainda não ganhou data de estreia no exterior. A produção terá distribuição internacional pela plataforma MUBI, que também disponibilizou seu próprio teaser distinto. Todos os pôsteres e vídeos oficiais podem ser vistos abaixo.
Novo filme dos diretores de “Vingadores: Ultimato” ganha trailer explosivo
A Netflix divulgou pôsteres e o primeiro trailer de “O Agente Oculto” (The Grey Man), novo filme dos diretores de “Vingadores: Ultimato”, Joe e Anthony Russo. A prévia tem muitos tiros, explosões e violência, culminando num confronto físico entre os dois antagonistas da trama, interpretados por Ryan Gosling (“La La Land”) e Chris Evans (o Capitão América de “Vingadores: Ultimato”) A produção conta com um elenco grandioso, que ainda inclui os ingleses Regé-Jean Page (“Bridgetown”) e Jessica Henwick (“Matrix Ressurections”), a cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”), o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), o indiano Dhanush (“Karnan”) e os americanos Billy Bob Thornton (“Goliath”), Alfre Woodard (“Luke Cage”) e a menina Julia Butters (“Era Uma Vez Em… Hollywood”). Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, o longa traz Gosling como o personagem-título, um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). O personagem de Gosling, o matador freelance Court Gentry, também apareceu em outras quatro aventuras literárias, o que indica o surgimento de uma nova franquia. Além de dirigir, os Russos também escreveram o roteiro da adaptação, que recebeu um polimento de Christopher Markus e Stephen McFeely, seus parceiros em quatro filmes da Marvel. A estreia está marcada para o dia 22 de julho.
Primeiro trailer de “Thor: Amor e Trovão” traz herói divertido e pelado
A Marvel divulgou um novo pôster e o primeiro trailer completo – e muito divertido – de “Thor: Amor e Trovão”. A prévia mostra o reencontro entre Thor (Chris Hemsworth) e Jane (Natalie Portman), agora loira e de posse do martelo mágico Mjolnir, além de introduzir Gor, novo vilão vivido por Christian Bale (que já foi Batman). Também há destaque para o Olimpo, governado pelo deus Zeus interpretado por Russell Crowe (que já foi o Gladiador). E várias cenas engraçadas, com direito até à nudez do super-herói. Escrito e dirigido por Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), o filme tem estreia marcada para 7 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer em duas versões: legendada e dublada em português.
Documentário revela imagens inéditas da carreira de David Bowie
O estúdio indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Moonage Daydream”, novo documentário sobre David Bowie, com imagens inéditas de sua carreira e proposta imersiva. Descrito como uma “odisseia cinematográfica”, o filme tem direção de Brett Morgen, que passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie. Com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), o documentário é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012), sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones, e “Cobain: Montage of Heck” (2015), sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). O filme tem première mundial nesta segunda (23/5) em sessão de gala no Festival de Cannes, mas só deve chegar aos cinemas e em IMAX em setembro nos EUA, antes de ganhar um lançamento mundial em streaming pela HBO Max.
Novo trailer de “Elvis” explora histeria causado pelo cantor
A Warner divulgou novos pôsteres e o segundo trailer legendado de “Elvis”, a cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). E a prévia tem tudo o que os fãs poderiam desejar, cobrindo todas as fases da carreira do cantor, com uma recriação caprichada, atenta aos detalhes. Muitas das cenas refletem a histeria despertada por suas apresentações, acompanhada de perto pela reação conservadora, que tentou censurá-lo. Luhrmann conecta a performance sensual ao fervor religioso do menino Elvis Presley, fazendo uma relação que conduz ao final da carreira do cantor, dedicada a gospels e baladas. Em vez de artistas de blues, a inspiração do roqueiro é conectada à performance de pastores negros, de forma a mostrar como os transes de fé transmitidos pelos spirituals lhe permitiam transcender ao cantar. Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) incorpora a fisicalidade do cantor, enquanto se transforma rapidamente na tela, desde um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 a um homem maduro em sua volta triunfal de 1968 e na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. E a cereja em cima do bolo: em vez de dublar, ele canta mesmo as músicas que apresenta no filme. “Elvis” também destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. Filmado na Austrália, a produção superou paralisação durante a pandemia, com direito a contágio de Tom Hanks, para ser finalizada e chegar aos cinemas em 14 de julho no Brasil – quatro semanas após os EUA.
Trailer de “Um Lugar Bem Longe Daqui” traz música inédita de Taylor Swift
A Sony divulgou dois novos pôsteres internacionais e o segundo trailer americano de “Um Lugar Bem Longe Daqui” (Where the Crawdads Sing), drama estrelado por Daisy Edgar-Jones (“Normal People”), que conta com música inédita de Taylor Swift. A prévia é embalada pela canção, chamada “Carolina”. Baseado no livro de mesmo nome de Delia Owens, o filme gira em torno de Kya, uma jovem que cresceu sozinha no brejo de uma cidadezinha e passou a ser tratada como se fosse um bicho. Só que é uma menina doce, que acaba atraindo o interesse de dois rapazes. Quando um deles aparece morto, ela passa a ser caçada pela polícia e precisa provar sua inocência diante de uma população que a odeia. O filme foi escrito por Lucy Alibar (indicada ao Oscar por “Indomável Sonhadora”), dirigido por Olivia Newman (“Minha Primeira Luta”) e conta com produção da atriz Reese Witherspoon (“Big Little Lies”). A estreia está marcada para 1 de setembro no Brasil, um mês e meio após o lançamento nos EUA.
Idris Elba é um gênio encantado no trailer da nova fantasia do diretor de “Mad Max”
A MGM divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Three Thousand Years of Longing”, que marca a volta do cineasta George Miller ao cinema, sete anos após deixar público e crítica impressionados com “Mad Max: Estrada da Fúria”. A prévia revela a premissa da produção, até então mantida em sigilo, trazendo Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) como um gênio encantado – na verdade, um Djinn – , cuja “lâmpada” mágica vai parar nas mãos de uma viúva solitária vivida por Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), após passar séculos perdida. Enquanto pondera seus três desejos, a mulher conhece a história do gênio, que remete aos contos clássicos das “Mil e uma Noites”. O visual, especialmente durante as cenas de recriação do Oriente exuberante, é de encher os olhos, com muitos efeitos visuais, mas também uma fotografia, cenografia e figurinos refinadíssimos. Escrito e dirigido por Miller (com ajuda da filha Augusta Gore no roteiro), o filme tem sua primeira exibição mundial marcada para esta sexta (20/5) no Festival de Cannes, com a estreia comercial marcada para 1 de setembro no Brasil, um dia depois do lançamento nos EUA.
10 estreias digitais para programar o cinema em casa
A seleção de estreias digitais dessa semana abre com uma animação com personagens clássicos da Disney e fecha com uma adaptação dos quadrinhos da Marvel. Entre as duas produções, há um thriller de vingança premiado, vários dramas e comédias, mas principalmente uma diferença de qualidade chocante. Na verdade, o que chama a atenção é que o filme de Tico e Teco é exclusivo do streaming, enquanto Morbius sugou o público nas bilheterias de cinema, antes de chegar morto-vivo às plataformas de VOD. Quem já viu em tela grande, não deve querer passar pelo trauma de novo. Mas como não é possível ignorar nada com a grife Marvel nos dias atuais, lá está Jared Leto, vencedor do Framboesa de Ouro de Pior Ator Coadjuvante (por “Casa Gucci”), puxando o pé da lista abaixo. Confira a seguir os 10 títulos que se destacam entre os novos lançamentos nas plataformas de assinatura e locação. | TICO E TECO: DEFENSORES DA LEI | DISNEY+ A amada dupla de esquilos Tico e Teco volta à animação num filme que é metalinguagem ambulante. Com referências a perder de vista, a trama conta com a participação de vários personagens da Disney, além de zoar a evolução da animação nas últimas décadas. De fato, a produção chama atenção pela mistura de todo o tipo de animação existente (da convencional à computadorizada, sem esquecer massinhas), que, como se não bastasse, ainda convivem com atores de carne e osso. São ecos pós-modernos de “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988), mas em tom de sátira assumida. A trama encontra os esquilos muito tempo depois de sua famosa série dos anos 1980 ser cancelada. Desde então, Tico se rendeu a uma vida doméstica suburbana como um vendedor de seguros, enquanto Teco passou por uma harmonização facial em CGI (computação gráfica) e vive no circuito de convenções nostálgicas, desesperado para resgatar seus dias de glória. Quando um ex-colega de elenco desaparece misteriosamente, eles decidem consertar a amizade rompida e assumir mais uma vez suas personalidades de Defensores da Lei num caso que parece envolver o sumiço de vários personagens da Disney. Sem falar que, 30 anos depois, os executivos do estúdio veem que chegou a hora de um reboot. Escrita pelos roteiristas de “Dolittle” (Dan Gregor e Doug Mand), a animação destaca as vozes originais dos comediantes John Mulaney (“Saturday Night Live”) e Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”) e conta com direção de Akiva Schaffer (“Popstar: Sem Parar, Sem Limites”), parceiro de Samberg na trupe de humor Lonely Island. | O CONTADOR DE CARTAS | NOW, VIVO PLAY, VOD* O novo filme de Paul Schrader (“Fé Corrompida”) traz Oscar Isaac (“Cavaleiro da Lua”) como um jogador de pôquer de passado complicado. Ex-interrogador militar implicado num crime, ele aprendeu a contar cartas na prisão e tenta esquecer seus traumas nos cassinos. Mas o destino coloca em seu caminho um jovem (Tye Sheridan, de “X-Men: Fênix Negra”) com vingança em mente, que tenta convencê-lo a se juntar a um plano contra seu ex-comandante, interpretado por Willem Dafoe (“Aquaman”). A produção também traz Tiffany Hadish (“Sócias em Guerra”) como amante do protagonista, além de marcar a retomada da parceria entre Schrader e Martin Scorsese, interrompida após “A Última Tentação de Cristo”, em 1988. O diretor de “O Contador de Cartas” escreveu alguns dos títulos mais famosos de Scorsese, como “Taxi Driver”, “Touro Indomável” e o filme da crucificação, e agora reata as colaborações com o veterano cineasta assumindo a função de produtor do novo filme. Exibido no Festival de Veneza e indicado ao Gotham Awards de Melhor Roteiro e Ator, o longa agradou a crítica internacional, com 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O PACTO | NOW, VIVO PLAY, VOD* O célebre diretor dinamarquês Bille August (“Trem Noturno para Lisboa”) examina o final da vida de Karen Blixen (a autora do livro que virou o filme “Entre Dois Amores”) na década de 1940, 17 anos após desistir de sua aventura na África e voltar para a Dinamarca. Destruída pela sífilis e arrasada por ter perdido sua fazenda e o amor de sua vida, ela se reinventa como uma superestrela literária, tornando-se mundialmente famosa, mas extremamente solitária aos 63 anos. Até conhecer o poeta Thorkild Bjørnvig, de 30 anos. Juntos, eles fazem um pacto: ela promete torná-lo um grande artista, em troca dele obedecê-la incondicionalmente – independentemente do preço. Intérpretes do casal central, Birthe Neumann (“Festa de Família”) e Simon Bennebjerg (“Lover”) venceram o Robert (o Oscar dinamarquês) de Melhor Atriz e Ator do ano. | SPACEWALKER – RUMO AO DESCONHECIDO | NOW, VOD* Espécie de “Os Eleitos” (1983) e “Apolo 13” (1995) soviético, o filme de Dmitriy Kiselev (“Trovão Negro”) acompanha a seleção, a preparação e o voo dos cosmonautas responsáveis pela primeira caminhada no espaço. Pouco conhecida no Ocidente, devido à Cortina de Ferro, a história é real e apresentada com uma fotografia e efeitos de realismo impressionante, ao estilo de “Gravidade” (2013), que reforçam a narrativa épica, com vários elementos dramáticos e cenas de suspense eletrizante, especialmente após a missão começar a dar errado. | VALE NIGHT | STAR+ Gabriela Dias (“Cidade Proibida”) e Pedro Ottoni (“Pai em Dobro”) vivem um casal da periferia de São Paulo nesta comédia divertida, que conta com participação de Linn da Quebrada, do “BBB 22”. Cansada de lidar com as responsabilidades do primeiro filho, Daiana (Dias) resolve pegar um “vale night” para passar a noite com as amigas, mas para isso precisa deixar o filho com o pai irresponsável da criança. Sem a menor noção, Vini (Ottoni) também decide sair na noite, levando o bebê para um baile funk. Só que a criança some enquanto ele dança, fazendo com que mobilize os amigos (entre eles, Linn) numa busca por toda a comunidade, enquanto enrola Daiana para ela não perceber nada. Além de entreter, o filme dirigido por Luis Pinheiro (“Mulheres Alteradas”) também mostra que as histórias de favela podem ser muito mais variadas que as tramas insistentes de crime e violência. O elenco ainda inclui Yuri Marçal (“Desjuntados”), Jonathan Haagensen (“Onisciente”), Maíra Azevedo (a Tia Má, de “Medida Provisória”), Neusa Borges (“Juntos e Enrolados”), Sol Menezes (“Irmandade”), Natallia Rodrigues (“O Doutrinador”) e Iara Jamra (“O Signo da Cidade”), entre outros. | CASAL DE FACHADA | STAR+ O comediante mexicano Eugenio Derbez (“No Ritmo do Coração”) acaba no lugar e na hora errados para tudo dar certo, quando um paparazzi flagra uma estrela de cinema famosa com seu amante casado. Vendo a carreira da atriz em jogo, seu agente procura o segundo homem na foto com uma proposta: fingir ser amante da beldade para encobrir o escândalo. Só que o personagem de Derbez é um mero manobrista, que topa prontamente por achar que é pegadinha. A situação se complica quando ele desperta o interesse dos paparazzi, o que também lhe transforma em celebridade e força a atriz a desempenhar melhor seu papel de namorada. Essa trama de Sessão da Tarde já foi reciclada várias vezes, mas continua simpática. E embora a premissa lembre muitos filmes, esta versão específica é remake da comédia francesa “Contratado para Amar” (2006), com direção de Richard Wong (da premiada comédia indie “Come As You Are”), a atriz Samara Weaving (do terrir “Casamento Sangrento”) no papel da estrela e o ator Max Greenfield (de “New Girl”) como o amante. | NOSSA INFÂNCIA EM TBILISI | FILMICCA Passado na capital da Georgia no início dos anos 1990, o primeiro longa do casal Thierry e Téona Grenade acompanha Giorgi, um adolescente de 16 anos que descobre outro mundo ao conhecer os filmes americanos proibidos antes da queda da União Soviética. Inspirado pelos gângsteres de Hollywood, Giorgi acredita que pode ter sucesso seguindo o caminho de seus ídolos: Tony Montana e Vito Corleone. Entretanto, nessa jornada violenta, ele começa a virar má influência para seu irmãozinho talentoso de 12 anos, caindo num dilema: o que fazer para impedir o menino de seguí-lo, já que ele poderia facilmente se tornar um pianista famoso? Cenas comoventes do dia a dia dos irmãos transformam o filme num grande drama sobre fraternidade numa sociedade implacável. | DECEPTION | MUBI O premiado cineasta francês Arnaud Desplechin (vencedor do César por “Três Lembranças da Minha Juventude”) adapta a obra autoficcional do premiado escritor americano Philip Roth (vencedor do Pulitzer por “Pastoral Americana”) num drama sobre sexo e literatura, onde o maior fetiche são as palavras. Denis Podalydès (“O Oficial e o Espião”) vive o alter-ego de Philip Roth, enquanto escreve, tem conversas com sua esposa, encontra sua amante e convive com outras mulheres, que podem ser sonhos ou personagens de ficção. Eles transam, brigam, fazem as pazes e conversam por horas, enquanto “Philip” assume que seu verdadeiro prazer é ouvir palavras. O resultado é muito falatório e teatralidade – o equivalente visual das longas prosas literárias – , ao menos até a tela se encher com a arrebatadora presença de Léa Seydoux. Como a amante fogosa, a estrela francesa de “007 – Sem Tempo para Morrer” incendeia as cenas, transformando cada gesto, olhar e as mencionadas palavras em frisson sexual, numa prévia do que vai ser a sua versão de “Emmanuelle”. | MIRADOR | NOW Premiado no Festival Ibero-Americano de Miami, o filme de estreia de Bruno Costa acompanha um boxeador amador (Edilson Silva, de “Bacurau”) que treina para retornar aos ringues, enquanto divide seu tempo com dois subempregos em Curitiba. Pai de uma menina pequena, fruto de uma relação casual, ele vê sua vida colocada de cabeça para baixo quando precisa cuidar sozinho da filha. A obra chama atenção por elementos autorais, como a opção de transformar as dificuldades em problemas físicos – a rotina exaustiva de treinos e bicos para sobreviver. A captação de sons externos bastante limitada ainda reflete a falta de amigos, lazer e expectativas do personagem central, servindo para ampliar sua solidão. E o fato de ser uma obra aberta, sem desfechos para os problemas, acaba simbolizando a falta de controle do protagonista sobre a própria existência. Muito intertexto e um diretor para acompanhar com atenção. | MORBIUS | NOW, VIVO PLAY, VOD* Lançado logo após o fenômeno “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, a nova produção da Sony baseada nos quadrinhos da Marvel é um anticlímax completo. Fracasso de público e crítica, o longa rendeu US$ 163 milhões em todo o mundo – 8,6% do que fez o mais recente “Homem-Aranha” – e ainda foi considerado podre pela crítica internacional, com apenas 18% de aprovação no Rotten Tomatoes. O pior é que a premissa era promissora. Interpretado por Jared Leto (o Coringa do “Esquadrão Suicida”), Michael Morbius é introduzido como um bioquímico vencedor do Prêmio Nobel que, ao tentar descobrir a cura para um doença terminal, transforma-se acidentalmente num vampiro. Embora tenha ficado superpoderoso como efeito colateral, ele precisa lutar contra o desejo de matar e se alimentar de sangue humano. O que deu errado? Bom, o roteiro é da dupla Burk Sharpless e Matt Sazama (do infame “Os Deuses do Egito”), enquanto a direção ficou a cargo do sueco Daniel Espinosa (do insonso “Vida”). O elenco inclui ainda Tyrese Gibson (“Velozes e Furiosos 8”), Jared Harris (“Chernobyl”), Adria Arjona (“Círculo de Fogo 2: A Revolta”) e Matt Smith (de “Doctor Who” e “The Crown”), rostos conhecidos que podem levar o público a querer conferir a produção com a “grife” da Marvel. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Com destaque para “Pureza”, cinemas exibem 10 estreias na semana
Os cinemas brasileiros recebem 10 filmes novos nesta quinta (19/5). E como se não fosse bastante, “Top Gun: Maverick” tem “pré-estreias” em sessões concorridas no sábado e no domingo (22/5). Os dois lançamentos americanos da programação oficial têm distribuição mais ampla, mas é um drama brasileiro que desperta maior atenção. “Pureza” rendeu até matéria no “Fantástico” no domingo passado (15/5), relembrando a história real que o inspirou. Continue lendo abaixo para saber mais sobre esta e as demais estreias da semana. | PUREZA | Inspirado na história real de uma mãe, “Pureza” é um filme-denúncia sobre a situação de trabalho escravo que ainda persiste no Brasil. Dira Paes (“Pantanal”) interpreta a personagem do título, Dona Pureza, uma mulher sem notícias do filho, que foi para um garimpo na Amazônia e sumiu. Ao partir em sua busca, ela acaba testemunhando o aliciamento e cárcere privado de trabalhadores rurais, que, após serem enganados com ofertas de emprego, são forçados a trabalhar como escravos numa fazenda sob a mira de armas. Dona Pureza vira cozinheira dessa gente e, enquanto recolhe provas dos crimes, descobre que o filho foi vítima do mesmo esquema, preso em outra fazenda do grupo de criminosos. O que acontece a seguir é spoiler do desfecho, mas foi fundamental para a história de combate ao trabalho análogo à escravidão no território brasileiro. Em 1997, a Dona Pureza, que inspirou o filme, recebeu em Londres o prêmio anti-escravidão da mais antiga organização de combate a esse tipo de exploração no mundo. “Pureza” é o segundo longa de ficção de Renato Barbieri, especializada em documentários sobre o Brasil profundo, que em 2019 fez um registro documental da escravidão atual na Amazônia, no filme “Servidão”. Mas se o tema arrancou elogios unânimes, a realização dividiu a crítica. Foi chamado de “filme de Oscar” e também de narrativa convencional. | DOG – A AVENTURA DE UMA VIDA | Primeiro filme dirigido por Channing Tatum (“Kingsman: O Círculo Dourado”), a comédia “Dog” traz o ator contracenando com um cachorro. O aspecto mais curioso é que os dois interpretam veteranos de guerra, em viagem para o funeral de um colega soldado. O projeto foi concebido pela entourage do ator. A história partiu de Brett Rodriguez, um assistente, dublê e consultor militar dos filmes de Tatum. E o roteiro final foi assinado por Reid Carolin (produtor-roteirista de “Magic Mike”), que é sócio e parceiro do astro há mais de uma década, e também dividiu a direção do filme com o amigão. O enredo é de um road movie rumo à superação, com um soldado que reluta em aceitar a vida civil e um cachorro que não aceita nenhum substituto para seu dono querido – o militar morto cujo funeral eles pretendem atender. Embora previsível como todo filme de jornada, gera empatia e conquistou a crítica americana – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. | CHAMAS DA VINGANÇA | O livro “A Incendiária” (1980) de Stephen King, é uma das principais influências de “Stranger Things” e foi filmado pela primeira vez em 1984 com ninguém menos que Drew Barrymore, então com 9 anos de idade, no papel principal. A protagonista é uma garotinha superpoderosa, capaz de incendiar objetos – e pessoas! – com a força do pensamento, que passa a ser perseguida por uma agência governamental secreta com o objetivo de transformar seu dom numa arma. Inspiração clara para a personagem Eleven, a menina é agora interpretada por Ryan Kiera Armstrong, de 11 anos – que coadjuvou na série infantil “Anne with an E” e na sci-fi “A Guerra do Amanhã”. E o elenco ainda inclui Zac Efron (“Vizinhos”) como seu pai e Sydney Lemmon (“Helstrom”) como sua mãe, além de Gloria Reuben (“Mr. Robot”) como a vilã principal. Vale apontar que o público americano ignorou o remake (abriu em 4º lugar na semana passada nos EUA), e a crítica lamentou ter precisado vê-lo – míseros 12% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A MEDIUM | Longe de ser um terror hollywoodiano, “A Médium” é uma história assustadora baseada na espiritualidade tailandesa. O diretor Banjong Pisanthanakun é especialista no gênero, responsável pelo sucesso “Espíritos” (2004), que virou franquia, e vários outros horrores made in Thailand. Sua abordagem segue de perto a escola “found footage” (mais “Holocausto Canibal” que “A Bruxa de Blair”), com equipe de (falsos) documentaristas mobilizada para acompanhar um exorcismo com rituais muito diferentes dos apresentados nos terrores católicos. Na trama, Nim, uma importante médium que mora ao norte da Tailândia, percebe comportamentos cada vez mais sinistros em sua jovem sobrinha Mink, indicando que talvez ela esteja sendo possuída por uma entidade maligna ancestral. A médium logo descobre que a jovem é vítima de algo que aconteceu em sua família, muitos anos atrás. E a câmera tremida deixa tudo muito mais realista e arrepiante. | O PAI DA RITA | Este é apenas o segundo longa de ficção de Joel Zito Araújo, o diretor do premiado “Filhas do Vento”, vencedor de nada menos que oito kikitos no Festival de Gramado de 2005. Desde então, ele fez alguns curtas e documentários, mas a demora em retornar ao cinema autoral não deixa de ser significativa para ilustrar as dificuldades que enfrentam os cineastas negros no Brasil, especialmente quando decidem filmar histórias negras com atores negros. “O Pai da Rita” é uma comédia, de premissa até bem comercial, não muito diferente do novo sucesso de Maisa na Netflix, “Pai em Dobro”, mas com um ponto de vista inverso e tendo como pano de fundo a celebração do samba. Ailton Graça (“Galeria Futuro”) e Wilson Rabelo (“Dom”) vivem dois compositores da velha guarda da Vai-Vai, que compartilham uma kitnet, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida do passado: o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. O surgimento da Ritinha (Jéssica Barbosa, de “Mormaço”), filha da passista, traz uma nova dúvida e ameaça desmoronar essa grande amizade. O detalhe é que há um terceiro possível pai nesta história: o cantor e compositor Chico Buarque, que compôs uma música sobre sua paixão por Rita no começo da carreira. A música existe mesmo: “A Rita”. E este é apenas um dos muitos elementos que enriquecem a produção, que ainda comenta a situação do samba, a crise econômica, a especulação imobiliária e muito mais. | QUATRO AMIGAS NUMA FRIA | A nova comédia de Roberto Santucci, diretor dos blockbusters “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, é um filme de turismo passado em Barriloche. Maria Flor (“Irmãos Freitas”), Fernanda Paes Leme (“Cinderela Pop”), Micheli Machado (“Auto Posto”) e Priscila Assum (“Reality Z”) são as quatro amigas do título, brasileiras que resolvem passar as férias no sul da Argentina e sentem o choque térmico – e cultural. Achando que vão se dar bem, começam a se dar cada vez mais mal. Mas só até a reviravolta romântica, é claro. | A FELICIDADE DAS COISAS | A coisa que a protagonista (Patrícia Saravy, de “Tentei”) do drama nacional imagina que possa lhe trazer felicidade é uma piscina, que ela sonha em construir para os filhos na modesta casa de praia em que mora com a mãe. Ela está grávida do terceiro filho e os problemas financeiros tornam cada vez mais difícil ser feliz, mas ela insiste, lutando por seu objeto de desejo, contra tudo e todos, com um símbolo de resistência por suas crianças. A diretora Thais Fujinaga (“A Cidade onde Envelheço”) se inspirou em sua infância para conceber seu segundo longa, que foi filmado na região em que passava os verões na adolescência. Os críticos de carteirinha gostaram. “A Felicidade das Coisas” venceu o prêmio de Melhor Estreia Brasileira, entregue pela Abraccine na Mostra de São Paulo do ano passado. | MENTES EXTRAORDINÁRIAS | A comédia dramática francesa escrita, dirigida e estrelada por Bernard Campan (“Les Trois Frères”) mostra como um encontro fortuito com um rapaz com deficiência física e intelectual muda a vida de um agente funerário. Após quase atropelar o deficiente rejeitado, o personagem de Campan tenta ajudá-lo. Mas logo cria um vínculo e acaba levando-o numa viagem rumo a um funeral, dando início a uma amizade inesperada. | MISS FRANÇA | A comédia francesa de Ruben Alves (“A Gaiola Dourada”) trata de identidade de gênero. Alexandre Wetter (visto em “Emily in Paris”) é um jovem que, desde a infância sonha virar Miss França. E quando começa a assumir cada vez mais características femininas, resolve se inscrever no disputado concurso beleza, surpreendendo muitos ao conseguir ser aprovado. Apoiado por sua excêntrica família, Alex vai enfrentando as fases do concurso e descobrindo um mundo de beleza, exigência e sofisticação, no qual o maior prêmio será a felicidade de ser ele mesmo – mesmo que esta sinopse, baseada no roteiro, insista em lhe chamar pelo pronome errado. | TWENTY ONE PILOTS CINEMA EXPERIENCE | O documentário musical acompanha uma apresentação em estúdio do Twenty One Pilots, feita durante a pandemia, em celebração ao lançamento do álbum “Scaled and Icy”, de 2021. A produção traz áudio e imagem remasterizados para a tela grande, acompanhado por conteúdo inédito para os fãs da dupla.
Bros: Trailer ousado apresenta primeira comédia romântica gay de Hollywood
A Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer ousado de “Bros”, que deve dar o que falar quando chegar aos cinemas. A produção é a primeira comédia romântica gay assumida de um grande estúdio de Hollywood, e a prévia deixa claro que não faz concessões. As piadas – e as cenas – são adultas e fazem questão de demonstrar que o mundo do romance gay difere muito do heterossexual. O filme é escrito e estrelado por Billy Eichner (“American Horror Story”), que fica ultrajado com a proposta do estúdio de fazer uma comédia romântica gay para toda a família. O vídeo mostra que, na verdade, ele fica facilmente ultrajado por muitas coisas. Mas mesmo assim começa a se relacionar com um homem bonito, interpretado por Luke Macfarlane (“Killjoys”). A direção é de Nicholas Stoller (“Vizinhos”), que também trabalhou no roteiro com Eichner, e o elenco ainda inclui TS Madison (“Zola”), Miss Lawrence (“Star”), Symone (“RuPaul’s Drag Race”), Guillermo Diaz (“Scandal”), Guy Branum, Monica Raymund (“Hightown”), Jim Rash (“Community”), Peter Kim (“After Forever”), Bowen Yang (“Awkwafina Is Nora from Queens”), Amanda Bearse (“Um Amor de Família”), Dot-Marie Jones (“Glee”) e Jai Rodriguez (“Not Looking”). A estreia está marcada para 24 de novembro no Brasil, quase dois meses após o lançamento nos EUA.
Trailer de “Pluft – O Fantasminha” mostra volta de Arthur Aguiar às telas
A Downtown Filmes divulgou o pôster e o trailer da nova adaptação de “Pluft – O Fantasminha”, adaptação da famosa peça infantil de Maria Clara Machado. A prévia resume a premissa e revela a participação de Arthur Aguiar, vencedor do “BBB 22”. As filmagens aconteceram bem antes do reality show, em 2020. No filme, o ex-“Rebelde” vive o marinheiro Sebastião, um dos três amigos de Maribel. O elenco também destaca as crianças Nicolas Cruz e Lola Belli (“Onde Está Meu Coração”), Fabiula Nascimento (“Segundo Sol”), Juliano Cazarré (“Pantanal”), Lucas Salles (“Detetive Madeinusa”) e Hugo Germano (“Desenrola”). A trama clássica mostra como Pluft (Cruz), uma criança fantasma com medo de gente, inicia uma amizade com Maribel (Belli), uma menina com medo de fantasma, que foi raptada pelo terrível pirata Perna-de-Pau (Cazarré). Como os únicos em busca de Maribel são três marinheiros atrapalhados, Pluft se vê impelido a virar o herói da história. Primeiro filme live-action infantil brasileiro produzido para exibição em 3D, o longa dirigido por Rosane Svartman (“Tainá, a Origem”) vai chegar às telas 60 anos depois da primeira adaptação cinematográfica de “Pluft”, que contou com participação de Tom Jobim e Dorival Caymmi. A estreia está marcada para 21 de julho, durante as férias escolares.
Tom Cruise: “Top Gun: Maverick jamais estrearia em streaming”
Tom Cruise é, disparado, a maior celebridade presente no Festival de Cannes. O ator está no evento francês para receber uma homenagem pelos mais de 30 anos de carreira e lançar seu novo filme, “Top Gun: Maverick”. E a programação de sua passagem pela Riviera também incluiu uma conversa com o jornalista francês Didier Allouch diante de uma plateia, no Debussy Theatre. Recebido com aplausos pelas mil pessoas presentes, ele abordou temas como sua paixão pelo cinema e seu costume de fazer suas próprias cenas arriscadas em seus filmes, dispensando dublês. Na conversa, Cruise confirmou que bateu o pé para impedir o lançamento de “Top Gun: Maverick” em streaming no auge da pandemia. Adiado várias vezes devido ao fechamento dos cinemas pela contaminação de covid-19, o ator assumiu ter exercido sua influência para garantir que o filme tivesse um lançamento restrito aos cinemas, mesmo que para isso precisasse adiá-lo por mais de um ano. Ele riu quando perguntado se enfrentou pressão para que o filme saísse logo em streaming. “Isso nunca iria acontecer”, afirmou. “Esse filme jamais estrearia no streaming”. Cruise disse que toda vez que a data de lançamento era adiada, ele ligava para todos os integrantes do elenco jovem para avisá-los pessoalmente. A lista incluía inclui Miles Teller, Glen Powell, Danny Ramirez e Monica Barbaro. O objetivo era garantir que a mudança era positiva e que o filme teria uma estreia melhor por causa disso. “Não se preocupem, isso vai acontecer”, repetiu o ator para a plateia. O resultado foi uma première mundial em Cannes. O ator passou grande parte da conversa refletindo sobre o fato de que não estudou cinema, mas aprendeu tudo prestando muito atenção nos sets. E indo ver filmes entre o público comum. Ele diz que até hoje entra nas salas lotadas. “Olha só, temos que ter respeito pelas pessoas que trabalham com o cinema”, apontou o ator. “E com isso quero dizer todas as pessoas, incluindo o pessoal que vende pipoca. Sabe, eu vou aos cinemas até hoje. Sim, é verdade. Eu entro na sala disfarçado e assisto aos filmes como qualquer um.” “Eu coloco meu boné”, ele acrescentou, referindo-se a seu “disfarce” para não ser reconhecido. Questionado sobre a falta de medo para encarar as cenas perigosas dos filmes, que geralmente são feitas por dublês, ele assumiu que sabe que corre riscos. “Sim, eu sei que fazer isso é perigoso”, disse ele. “Mas não se pergunta por que Gene Kelly dança em todos os filmes dele, né? Se eu faço um musical, eu tenho de dançar”, comparou, sugerindo que não haveria como ser diferente num longa de ação. “Em todos os filmes que eu faço, a minha grande preocupação é como mergulhar o público na trama e como entreter”, ele disse. Fazer as próprias cenas de ação amentaria o envolvimento e o realismo, pois isso permite ao diretor colocar a câmera mais próxima, sem precisar esconder que outra pessoa fez o malabarismo perigoso. Cruise garante não se trata de loucura. Ele explicou que seus 26 anos à frente da franquia “Missão: Impossível” o ensinaram bastante sobre os bastidores do cinema, a ponto de ele saber como funcionam as medidas de segurança como qualquer dublê, e é isso que lhe permite dispensar dublês. Ele lembrou também que o primeiro “MIssão: Impossível” de 1996 também marcou sua estreia na função de produtor. Isto aconteceu porque o estúdio achava que o filme perderia dinheiro. Não seria um bom investimento levar para os cinemas uma série de TV dos anos 1960. “Achavam que seria uma péssima ideia”, disse, sobre a adaptação. No final, ele ganhou uma fortuna e controle sobre a franquia, que rende filmes até hoje – o sétimo estreia no ano que vem e o oitavo já está em produção. “Top Gun: Maverick”, por sua vez, estreia na próxima semana no Brasil, no dia 26 de maio. No filme, Cruise retoma seu personagem Maverick do clássico “Top Gun – Ases Indomáveis”, de 1986. Mas ele volta desacreditado e tendo uma última chance como instrutor da escola de pilotos da Marinha. Nesta missão, precisa lidar com novos ases indomáveis que não o respeitam, entre eles o filho de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. E o desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. Exibido pela primeira vez nesta quarta (18/5) para o público e a imprensa presente em Cannes, o longa dirigido por Joseph Kosinski – que já tinha dirigido Cruise em “Oblivion” (2013) – arrancou aplausos entusiasmados e críticas elogiosíssimas, atingindo 97% de aprovação na média apurada pelo site Rotten Tomatoes.












