The Walking Dead parodia capa do novo disco de Taylor Swift
O Twitter oficial da série “The Walking Dead” publicou uma paródia da capa do novo disco de Taylor Swift, que troca a cantora por Negan (Jeffrey Dean Morgan). “Taylor Swift não é a única com uma reputação famosa…”, diz o tuíte. “The Walking Dead” estreia sua 8ª temporada em 22 de outubro, com exibição no Brasil pelo canal pago Fox. Já o álbum de Taylor Swift, “Reputation”, tem lançamento marcado para o dia 10 de novembro. Taylor Swift isn't the only one with a famous #Repuation… pic.twitter.com/zJJA7fJeSE — The Walking Dead (@TheWalkingDead) August 24, 2017
Cena do final feliz imaginário de The Walking Dead ganha versão estendida
O site da revista Entertainment Weekly disponibilizou uma versão estendida da cena de “The Walking Dead” em que Rick (Andrew Lincoln) imagina um final feliz em Alexandria, com Glenn (Steven Yeun) e Abraham (Michael Cudlitz) vivos, junto dos demais personagens. O primeiro já com o filho crescido. O segundo com a namorada, Sasha (Senequa Martin-Green), grávida. A cena original foi exibida no começo da 7ª temporada, após a morte dos personagens. A série estreia sua 8ª temporada em 22 de outubro, em clima bem diferente do cenário idílico abaixo. No Brasil, a exibição acontece no canal pago Fox.
8ª temporada de The Walking Dead ganha novas imagens
O canal pago AMC divulgou fotos de cenas e retratos oficiais dos personagens da 8ª temporada de “The Walking Dead”. As imagens destacam os principais personagens da série: Rick (Andrew Lincoln), Maggie (Lauren Cohan), Carol (Melissa McBride), Daryl (Norman Reedus), Negan (Jeffrey Dean Morgan), Tara (Alanna Masterson), Michonne (Danai Gurira), Morgan (Lennie James), Dwight (Austin Amelio), Eugene (Josh McDermitt) e o padre Gabriel (Seth Gilliam). A 8ª temporada vai abrir com uma marca importante. O capítulo inicial será o 100º episódio da série, abrindo a narrativa conhecida nos quadrinhos de Robert Kirkman como Guerra Total. A exibição está marcada para 22 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” vai ao ar no mesmo dia pelo canal pago Fox e também pela Fox Premium (sem intervalos).
Autor de The Walking Dead fecha acordo para criar novas séries para a Amazon
Robert Kirkman, o criador dos quadrinhos de “The Walking Dead” que virou produtor de TV, fechou um acordo milionário com a Amazon para desenvolver séries exclusivas do gênero fantástico para a plataforma de streaming. Kirkman e sua empresa, a produtora Skybound Entertainment, assinaram um contrato de dois anos de exclusividade com a Amazon, após receberem uma oferta considerada irrecusável de Sharon Tal Yguado, contratada em janeiro pela plataforma especialmente para incrementar a produção de séries de gênero sci-fi, ação, fantasia e terror. Yguado foi ex-chefe da Fox International Channels e diretamente responsável pelo lançamento mundial de “The Walking Dead” e o desenvolvimento de “Outcast”, série baseada em outra revista em quadrinhos de Kirkman, que chegou à TV antes de ser publicada. “Robert é um talentoso narrador de histórias que compartilha nossa paixão por uma narrativa de gênero elevada que empurra fronteiras”, disse Tal Yguado, no comunicado da Amazon sobre o contrato. “Juntos, planejamos explorar mundos imersivos e idéias arrojadas para a Amazon”. “Na Skybound Entertainment, nos esforçamos para contar as melhores histórias das formas mais exclusivas e criativas em um esforço para abrir novos caminhos”, disse Kirkman. “Uma empresa de futuro como Amazon é a casa perfeita para nós. Sua nova incursão em ficção de gênero nos enche de otimismo pelo que pode ser realizado durante essa parceria sem precedentes. Sharon Tal Yguado tem sido uma força instrumental no sucesso de ‘The Walking Dead’ e ‘Outcast’ desde a primeira hora. Podendo não só continuar esse relacionamento, mas também expandi-lo para um novo território com os vastos recursos da Amazon, significa que grandes coisas virão para mim, Skybound e os fãs de entretenimento incrível. Cuidado mundo, porque aqui chegamos!” Além de “The Walking Dead” e “Outcast”, Kirkman também criou “Fear the Walking Dead” e produziu a sci-fi indie “Sem Ar” (2015). Atualmente, ele desenvolve a produção do remake de “Um Lobisomem Americano em Londres” (1981) e um filme sobre seus quadrinhos de super-heróis “Invencible”.
Vídeo legendado dos bastidores de The Walking Dead celebra gravações do 100º episódio da série
O canal pago AMC divulgou um vídeo de bastidores da 8ª temporada de “The Walking Dead”, que comemora as gravações do episódio de número 100 da série. Já legendado pelos fãs brasileiros, o vídeo traz os atores centrais agradecendo aos fãs pela grande audiência, que permitiu a produção chegar tão longe. Eles também relembram momentos de suas trajetórias na série. O elenco aparece no set caracterizado como seus personagens: Rick (Andrew Lincoln), Maggie (Lauren Cohan), Carol (Melissa McBride), Daryl (Norman Reedus), Negan (Jeffrey Dean Morgan), Tara (Alanna Masterson), Jesus (Tom Payne), Michonne (Danai Gurira), Carl (Chandler Riggs), Morgan (Lennie James), Aaron (Ross Marquand), Dwight (Austin Amelio), Eugene (Josh McDermitt), Gregory (Xander Berkeley), Jadis (Pollyanna McIntosh), Ezekiel (Khary Payton) e o padre Gabriel (Seth Gilliam) O 100º episódio da série será o primeiro da 8ª temporada, que vai iniciar a narrativa conhecida nos quadrinhos de Robert Kirkman como Guerra Total. A exibição está marcada para 22 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” vai ao ar no mesmo dia pelo canal pago Fox e também pela Fox Premium (sem intervalos).
Mistério sobre envelhecimento de Rick será explicado no início da 8ª temporada de The Walking Dead
A cena do trailer da 8ª temporada de “The Walking Dead” em que Rick Grimes (Andrew Lincoln) desperta barbudo e envelhecido numa cama gerou muitas teorias dos fãs, dentre elas o fato de a série inteira ter sido um sonho. Mas há uma ligação com a trama dos quadrinhos, por meio de um close numa bengala, que explicaria o aparente salto temporal. A dúvida, porém, só será sanada na reestreia da série. Justamente no primeiro episódio. Foi o que prometeu o criador dos quadrinhos e produtor da série Robert Kirkman em sua participação no evento da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA) deste fim de semana. Até lá, porém, ele pretende torturar os fãs com o mistério. “Será que é um salto temporal? Não sei, talvez fosse Rick acordando do coma. Não seria bizarro? Esse foi um pedaço estranho que incluímos de propósito no trailer e esperamos que as pessoas continuem se perguntando como isso se encaixa na história. Os fãs dos quadrinhos sabem onde uma cena desse tipo se encaixaria, mas não estamos nessa hora ainda na cronologia da série, então fica esse mistério”, ele provoca. A 8ª temporada de “The Walking Dead” estreia em 22 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox no mesmo dia.
Novas fotos de The Walking Dead mostram as facções em guerra
O canal pago AMC divulgou mais quatro fotos da 8ª temporada de “The Walking Dead”, que reúne os atores centrais, divididos em grupos – a equipe liderada por Rick (Andrew Lincoln), seus aliados, que incluem Maggie (Lauren Cohan) e Carol (Melissa McBride), e também os Salvadores, comandados por Negan (Jeffrey Dean Morgan). Ainda sem título, o próximo capítulo será o 100º da série, e vai iniciar a narrativa que nos quadrinhos de Robert Kirkman é conhecida como Guerra Total. A exibição está marcada para 22 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” vai ao ar no mesmo dia pelo canal pago Fox e também pela Fox Premium (sem intervalos).
8ª temporada de The Walking Dead ganha trailer legendado de mais de 5 minutos
O canal pago AMC divulgou um trailer de mais de cinco minutos da 8ª temporada de “The Walking Dead” na Comic-Con, que os fãs brasileiros da série já legendaram e distribuíram na internet. Repleta de ação, a prévia começa com o padre Gabriel (Seth Gilliam) capturado – mais uma vez – , agora por Negan (Jeffrey Dean Morgan), e um discurso motivacional de Rick Grimes (Andrew Lincoln), que aquece seus aliados para uma batalha contra os Salvadores. Em seguida, começam as explosões e tiros, iniciados por Daryl Dixon (Norman Reedus) em sua motocicleta. São nada menos que seis explosões e muita correria. Mas o final é o oposto disto tudo, mostrando, de forma inesperada, Rick de cabelos e barba brancos, deitado numa cama. Nos quadrinhos, após a Guerra Total contra Negan, há um período de prosperidade, que acompanha um salto temporal. O vídeo até mostra a bengala que Rick passa a usar após se ferir numa batalha. Isto é uma boa notícia para o público da série, já que a 7ª temporada teve ritmo excruciante – e a pior audiência de final de temporada em cinco anos – e o temor era que o showrunner Scott M. Gimple arrastasse a fase da Guerra Total por mais uma dúzia de episódios. Nos quadrinhos, o conflito dura 12 edições. Ainda sem título, o próximo capítulo será o 100º da série, com exibição marcada para 22 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” é exibida no mesmo dia pelo canal pago Fox.
Rick e Maggie se encontram em nova foto da 8ª temporada de The Walking Dead
O canal pago AMC divulgou a segunda foto da 8ª temporada de “The Walking Dead”. A imagem junta Rick (Andrew Lincoln) e Maggie (Lauren Cohan), dois dos personagens favoritos do público. “The Walking Dead” terminou sua temporada anterior num ponto bastante crítico, com o início do arco dos quadrinhos conhecido como Guerra Total, em que Rick e as comunidades aliadas de Alexandria se unem contra os Salvadores de Negan (Jeffrey Dean Morgan). Ainda sem título, o próximo capítulo será o 100º da série, com exibição marcada para 22 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” é exibida no mesmo dia pelo canal pago Fox.
The Walking Dead ganha pôsteres com a data de estreia da 8ª temporada
O canal pago AMC divulgou os cartazes da 8ª temporada de “The Walking Dead”, que destacam o conflito entre Rick (Andrew Lincoln) e Negan (Jeffrey Dean Morgan). “The Walking Dead” terminou sua temporada anterior num ponto bastante crítico, com o início do arco dos quadrinhos conhecido como Guerra Total, em que Rick e as comunidades aliadas de Alexandria se unem contra os Salvadores de Negan. As artes também revelam a data de estreia dos novos episódios, que vai acontecer em 22 de outubro. No Brasil, “The Walking Dead” é exibida no mesmo dia pelo canal pago Fox. Ainda sem título, o próximo capítulo será o 100º da série.
The Walking Dead volta a ser gravada e detalhes da morte do dublê são revelados
O canal pago AMC informou que as gravações da 8ª temporada de “The Walking Dead” foram reiniciadas, uma semana após o acidente fatal com um dublê que trabalhava na produção. John Bernecker sofreu uma queda de vários metros no set e veio a falecer na quarta-feira (12/7) em um hospital de Atlanta. Com a retomada das gravações, novos detalhes do acidente foram revelados. O dublê veterano estava fazendo uma cena de luta com o ator Austin Amelio, intérprete de Dwight, em uma varanda, quando caiu de uma altura de quase dez metros diretamente no chão de concreto. Havia uma almofada de segurança sob a varanda, mas o ator caiu ao lado dela, mergulhando de cabeça. O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) informou que vai investigar as causas do acidente. No Facebook, antes da confirmação da morte de Bernecker, a namorada do dublê considerou o acidente “injusto”.
George A. Romero (1940 – 2017)
O diretor George A. Romero, que criou o conceito dos zumbis modernos com o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, morreu no domingo (16/7). Ele faleceu durante o sono, enquanto lutava contra um câncer de pulmão, aos 77 anos. Foi Romero quem concebeu a ideia de um apocalipse zumbi, no distante ano de 1968, com seu primeiro longa-metragem. Até então, zumbis eram personagens de filmes sobre vudu, relacionados à sacerdotes sobrenaturais do Haiti – como Bela Lugosi em “Zumbi, A Legião dos Mortos” (1932). Romero tirou os elementos mágicos da história, trocando-os por ficção científica. Uma contaminação e não um ritual mágico transformava as pessoas em seu clássico. E a origem dessa contaminação era vaga – um satélite vindo do espaço? O diretor nem sequer usa a palavra zumbi em seu filme, para evitar a comparação com o vudu. Eram mortos-vivos. E os protagonistas aprendiam os fatos básicos sobre as criaturas junto do público, via noticiário televisivo: os mortos-vivos eram lentos e famintos por carne humana, uma mordida ou arranhão podia transformar qualquer pessoa num deles, assim como a morte, e eles só paravam com um tiro na cabeça. Além dos elementos de terror, a trama adentrava o inesperado terreno da crítica social, ao fazer de um negro e uma mulher branca seus principais protagonistas. A combinação era inusitada para a época, quando casais inter-raciais ainda eram vistos com reprovação no mundo real. A ideia tornava-se mais impactante pelo final, em que o personagem do ator Duane Jones era morto por um caipira. Para fazer sua estreia como diretor, Romero juntou todas as suas economias, conseguidas com trabalho em comerciais, rodando o filme com apenas US$ 114 mil. Para economizar, optou pelo preto-e-branco, uma estética de documentário e apenas catchup e carne de açougue como efeito especial. O porão da fazenda, em que parte da trama acontecia, era o porão de seu próprio escritório. Amigos eram convidados a viver mortos-vivos. Tudo o que podia ser barateado, foi. “A Noite dos Mortos-Vivos” virou um fenômeno. Mas o diretor não recuperou o investimento. Afinal, o filme foi registrado sob o título original, “The Night of the Flesh-Eaters” (a noite dos canibais). Quando os produtores optaram por um nome menos sensacionalista, os direitos autorais caíram no limbo, colocando o longa em domínio público. Romero nunca viu nenhum centavo dos lançamentos em vídeo. Arrasado, ele resolveu mostrar que era um diretor sério, filmando uma comédia romântica (“There’s Always Vanilla”, em 1971), que foi um fracasso. Também tentou misturar drama e sobrenatural numa história de dona de casa que se envolve com bruxaria (“Season of the Witch”, em 1972). Nenhum desses filmes despertou o mesmo interesse de sua estreia. Assim, decidiu retomar conceitos de seu clássico. Seu quarto filme voltou a lidar com infecção, claustrofobia, ataque de contaminados enraivecidos e a reação desumana do governo federal. “O Exército do Extermínio” (1973) mostrou um vírus que transformava a população de uma cidadezinha da Pensilvânia em assassinos alucinados. Desta vez, porém, não bastava enfrentar os infectados. O terror também vinha dos militares que cercavam o local, forçando uma quarentena para impedir a fuga dos sobreviventes. O longa virou cult e ganhou um remake em 2010 (“Epidemia”), mas na época não rendeu o suficiente para que Romero continuasse a se aventurar no cinema de forma independente. Ele foi, então, dirigir documentários esportivos para a TV. Fez até um filme sobre um jovem esportista em ascensão, chamado O.J. Simpson. Mas só conseguiu ficar cinco anos tempo longe de sua paixão. Ao voltar, fez outro cult, “Martin” (1978), história de um rapaz obcecado por sangue, um serial killer que acreditava ser um vampiro. Tornou-se o filme favorito do diretor, ainda que não tenha feito sucesso nas bilheterias. A esta altura, a influência de “A Noite dos Mortos-Vivos” já tinha chegado ao cinema europeu. Um grupo de investidores italianos procurou Romero, interessado em produzir um novo filme de zumbis, entre eles o cineasta Dario Argento (“Suspiria”). Romero ganhou seu primeiro grande orçamento e carta branca para escrever e dirigir como quisesse. E o resultado foi sua obra-prima visceral. Para “Despertar dos Mortos” (1978), o diretor quis mostrar como a epidemia zumbi afetava um grande centro urbano. Juntou uma produtora de telejornal, um piloto de helicóptero e dois policiais da tropa de choque em fuga de uma metrópole infestada, com zumbis irrompendo em estúdios televisivos, em cortiços superlotados e… num shopping center. Ao concentrar a ação no shopping gigante dos subúrbios de Pittsburgh, o filme estabeleceu um dos cenários mais famosos do terror, ao mesmo tempo em que superou seu próprio gênero, inserindo comentário social de humor negro na materialização de zumbis consumistas, que continuavam a demonstrar fervor materialista após a morte. Perguntado porque os zumbis estavam reunidos ali, um personagem responde: “Algum tipo de instinto. Memória do que costumavam fazer. Este era um lugar importante nas suas vidas”. Foi durante a produção que Romero descobriu que perdera direito ao título “Mortos-Vivos”. Um produtor lançaria uma nova franquia com este nome, referenciando “A Noite dos Mortos Vivos” e espalhando ainda mais o gênero – a partir de “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985). O próprio “Despertar dos Mortos” originou outra saga, ao ganhar uma continuação de seus produtores italianos, chamada “Zumbi 2 – A Volta dos Mortos” (1979). Alheio à proliferação dos filmes de zumbis, Romero rodou “Cavaleiros de Aço” (1981), sobre gangues de motoqueiros que se portavam como se fossem cavaleiros medievais, estrelado por Tom Savini – que liderou a gangue de motoqueiros de “Despertar dos Mortos”. A ideia bizarra também virou cult. Para sacramentar sua fama como diretor de terror, ele ainda firmou uma parceria com o escritor Stephen King, que escreveu um de seus raros roteiros originais para o diretor: “Creepshow – Show de Horrores” (1982), uma homenagem aos antigos quadrinhos de terror da editora EC Comics (que publicava, entre outros, “Tales of the Crypt”). Ao perceber que os mortos-vivos tinham virado febre, ele retomou as criaturas em “Dia dos Mortos” (1985), passado num bunker militar. Mais claustrofóbico que nunca e igualmente influente, o filme tratou de mostrar que a ameaça humana podia ser tão ou mais perigosa que o ataque das criaturas, num mundo em que os sobreviventes se tornavam psicopatas. De quebra, o longa rendeu o primeiro trabalho da carreira de Greg Nicotero, futuro produtor da série “The Walking Dead”, como assistente de Tom Savini na criação das maquiagens dos zumbis. A reputação conquistada com a trilogia zumbi levou Romero a produzir uma série de TV, “Galeria do Terror” (Tales from the Darkside), que durou quatro temporadas, e também o aproximou dos grandes estúdios. O thriller “Instinto Fatal” (1988) foi uma produção da Orion, distribuída por Fox e Warner no exterior. Mas a história do macaco que aterrorizava seu dono paraplégico teve mais mídia que público. Ele voltou a colaborar com Dario Argento em “Dois Olhos Satânicos” (1990), que levou às telas dois contos distintos de Edgar Allan Poe – um dirigido por Romero, outro por Argento. E com Stephen King, na adaptação de “A Metade Negra” (1993), outra produção grandiosa para os padrões do diretor. Apesar da expectativa, os filmes não agradaram à crítica e nem renderam as bilheterias esperadas. Assim, Romero não encontrou as mesmas facilidades para realizar novos projetos. Só foi retomar a carreira sete anos depois com “A Máscara do Terror” (2000), uma história original sobre um homem deformado, que não teve impacto algum. Mas lá atrás, em 1990, ele se envolveu em algo que lhe daria dividendos. O próprio Romero produziu e roteirizou o primeiro remake de “A Noite dos Mortos-Vivos”, desta vez realizado à cores e com um final bem diferente. A produção foi um sucesso e inaugurou a tendência de refilmagens de sua obra. Em 2004, Zack Snyder fez o remake de “Despertar dos Mortos”, lançado no Brasil com o título de “Madrugada dos Mortos”. E a obra fez tanto sucesso que muita gente passou a perguntar porque Romero não fazia mais filmes de zumbis. A própria Universal Pictures, que distribuiu o filme de Snyder, procurou Romero interessada em saber sua disposição para retomar o gênero. O diretor se viu com o maior orçamento de sua carreira para filmar “Terra dos Mortos” (2005). Ele não esqueceu do amigo Dario Argento e convidou a filha do cineasta, Asia Argento, para estrelar a produção, ao lado de astros como o veterano Dennis Hopper, John Leguizamo e Simon Baker. Para completar, diversos figurantes famosos viveram zumbis na produção, como Simon Pegg e o diretor Edgar Wright, que recém tinham feito a comédia zumbi “Todo Mundo Quase Morto” (2004), sem esquecer de Savini e Nicotero. Desta vez, a trama se passava numa cidade-fortaleza, com milionários encastelados e proletários lutando para manter os privilégios da classe dominante. A mensagem não agradou muito o estúdio, que aproveitou a baixa bilheteria para limar o projeto de continuação, que Romero pretendia rodar com os sobreviventes da história. Seria sua primeira sequência a retomar personagens. A febre dos filmes de “found footage” (imagens encontradas) inspirou Romero a produzir mais um filme de zumbis, desta vez com baixíssimo orçamento, como no começo de sua carreira, na base da câmera na mão e um tiro na cabeça. Com “Diário dos Mortos” (2007), ele ainda revisitou os primeiros dias da epidemia. Mas por mais barato que tenha sido, o filme não se pagou. Não rendeu nem US$ 1 milhão na América do Norte. O cineasta rodou um último filme a partir de algo que sempre lhe questionaram: por que os sobreviventes não vão para uma ilha? “A Ilha dos Mortos” (2009) explicou porquê, com direito a uma cena trash fantástica, de luta entre zumbi e tubarão. Apesar de ter retomado os zumbis em seus últimos filmes, ele via com desgosto a popularização do gênero. Não gostava de zumbis velozes, como os mostrados no remake de “Madrugada dos Mortos”. Recusou até um convite para dirigir um episódio de “The Walking Dead”, porque dizia que a série era “uma novela com zumbis” e achava que sua participação poderia “legitimá-la”. Ele também escreveu para videogames e quadrinhos, e buscava tirar do papel seu sétimo filme de zumbis via crowdfunding. Romero chegou a finalizar o roteiro, intitulado “Road of the Dead” (estrada dos mortos), que previa corridas de carros malucas, em que zumbis competiam para a diversão de humanos ricos. A ideia era lançar o filme em 2018, quando “A Noite dos Mortos-Vivos” completaria 50 anos.
Morre dublê que se acidentou no set de The Walking Dead
O dublê americano John Bernecker, que caiu de uma plataforma de quase dez metros de altura durante as gravações da 8ª temporada de “The Walking Dead”, teve a morte declarada, segundo o site TMZ. Ele estava em estado grave e respirava com a ajuda de aparelhos no Atlanta Medical Center desde a tarde de quarta-feira (12/7), quando sofreu o acidente e ficou com uma lesão grave na cabeça. De acordo com o site americano, ele estava rodeado de parentes, amigos e da namorada, Jennifer Cocker, que também é dublê, no momento em que os aparelhos foram desligados. A produtora responsável informou que as gravações foram suspensas após o acidente. O dublê de 33 anos começou a trabalhar há nove anos na profissão, tendo participado de vários sucessos do cinema. Entre eles, estão “Logan”, “Corra!”, “Velozes e Furiosos 8” e três filmes da série “Jogos Vorazes”. Em “Logan”, ele também faz uma pequena aparição como ator, interpretando um policial. O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) informou que vai investigar as causas do acidente fatal. No Facebook, antes da confirmação da morte de Bernecker, a namorada do dublê considerou “injusto” o acidente.










